sábado, 15 de setembro de 2012

Luiz Mott e ativistas gays farão manifestação de nudismo contra Silas Malafaia


Militantes homossexuais prometem tirar a roupa e mostrar o traseiro para impedir título de cidadão baiano dado ao Pr. Silas Malafaia

Julio Severo
Luiz Mott e outros ativistas gays estão descontentes com a decisão da Câmara Municipal de Vereadores de Salvador de dar ao Pr. Silas Malafaia o título de cidadão de Salvador.
Mott, que é o fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), questionou: “Se a Câmara Municipal de Salvador não suspender o absurdo título de Cidadão Soteropolitano a Silas Malafaia, o maior homofóbico do Brasil atual, que não fez nada para Salvador para merecer qualquer honraria, dezenas de gays, lésbicas, travestis e simpatizantes pretendem ficar nus na Câmara para impedir e chamar a atenção do mundo deste absurdo discriminatório”.
A manifestação de nudismo homossexual está prevista para o próximo dia 27 de setembro, quando será entregue ao pastor assembleiano, que deverá estar presente, o título de cidadão de Salvador.
Resta saber se Luiz Mott vai levar na manifestação sua estátua de bebê pelado do sexo masculino, que apareceu pela primeira vez num vídeo onde Mott apresenta o Museu Erótico, que foi sua grande contribuição para a cidade de Salvador. O vídeo está aqui: http://youtu.be/ex2EQxaOsQs
 
No vídeo, Mott aparece falando o tempo inteiro de sexo e alisando a estátua do menino pelado. Anos atrás, declarações dele em apoio à pedofilia foram publicadas. É só conferir, por exemplo, o artigo “Luiz Mott: Pedofilia já!”
Em contraste, Silas Malafaia nunca desonrou a cidade de Salvador inaugurando um infame museu erótico alisando a estátua de um menino. Ele também nunca fez declarações em apoio à pedofilia. Pelo contrário, ele tem defendido a vida e a família, o que é motivo de honra, não só em Salvador, mas em todas as cidades do Brasil.
Quando Mott aparecer com sua estátua de menino no festival de nudismo gay contra Malafaia, os honrados cidadãos de Salvador deveriam pedir que as autoridades apliquem a lei contra esse homem que tem desonrado sua cidade e as famílias do Brasil.
Com informações do site homossexual MixBrasil.

Cardeal Mauro Piacenza explica em entrevista a ACI digital a atual “crise” do sacerdócio católico


O Prefeito da Congregação para o Clero no Vaticano, o Cardeal Mauro Piacenza, explicou em entrevista exclusiva concedida ao grupo ACI a “crise” do sacerdócio católico que os meios seculares pretendem apresentar, assim como o que cada presbítero deve viver para ser fiel à sua vocação.

Pelo seu cargo, o Cardeal Piacenza é o principal encarregado na Santa Sé, depois do Papa, de promover iniciativas para a santidade e a formação do clero: sacerdotes diocesanos e diáconos. Também se encarrega da formação religiosa de todos os fiéis, especialmente da catequese. E tem ademais um trabalho menos conhecido de conservar e administrar os bens temporais da Igreja.
O Cardeal Piacenza nasceu no dia 15 de setembro de 1944 em Gênova na Itália. Foi ordenado sacerdote no dia 21 de dezembro de 1969. Tem um doutorado em direito canônico. Foi designado Presidente da Comissão Pontifícia para os Bens Culturais da Igreja em 13 de outubro de 2003 e recebeu a ordenação episcopal no dia 15 de novembro desse mesmo ano. Foi nomeado secretário da Congregação para o Clero e elevado à dignidade de Arcebispo no dia 7 de maio de 2007. Em seguida foi nomeado Prefeito da mesma Congregação no dia 7 de outubro de 2010 tendo sido criado Cardeal em 20 de novembro desse mesmo ano.
A seguir publicamos na íntegra a entrevista exclusiva concedida ao grupo ACI na cidade de Los Angeles (Estados Unidos) onde o Cardeal Piacenza realizou diversas atividades, e entre elas, um encontro com os sacerdotes diocesanos desta diocese, a maior do país norte-americano.
Grupo ACI: Uma conjunção de fatos e de sobreexposição na imprensa secular criou uma “crise”, por assim dizê-lo, da imagem do sacerdote católico. Como resgatar esta imagem para o bem da Igreja?
Cardeal Piacenza: Na teologia católica, imagem e realidade jamais se separam. A imagem é curada ao curar a interioridade. Devemos curar sobre tudo “por dentro”. Não devemos preocupar-nos muito por “aparentar por fora”, mas por “ser realmente”. É fácil individualizar as regras que movem ao exterior e os conseguintes interesses entrecruzados; nós não devemos jamais esconder-nos, mas, onde seja necessário, devemos reconhecer com humildade e verdade os erros, com a capacidade de reparar, seja humanamente, seja espiritualmente, confiando mais no Senhor que nas nossas pobres forças humanas. Assim vem o resgate! Se o sacerdote for aquilo que deve ser: homem de Deus, homem do sagrado, homem de oração e, por isso, totalmente ao serviço dos demais homens, da fé deles, do seu bem autêntico e integral, seja espiritual ou material, e do bem da comunidade como tal.
Grupo ACI: Como fazer que tantos católicos desiludidos que vêem o chamado “escândalo sexual” da Igreja entendam que isto não define em absoluto o sacerdócio ministerial nem a Igreja?
Cardeal Piacenza: É humanamente compreensível, como o Santo Padre referiu na entrevista durante o vôo da sua última viagem apostólica à Alemanha, que alguns possam pensar que não podem reconhecer-se em uma Igreja na qual acontecem certos atos infames. Entretanto, o próprio Bento XVI, naquela ocasião, convidava com claridade a ir ao fundo da natureza da Igreja, que é o Corpo vivente de Cristo ressuscitado, que prolonga no tempo sua existência e ação salvífica. O horrível pecado de alguns não deslegitima o bom proceder de muitos, nem muda a natureza da Igreja. Certamente debilita enormemente sua credibilidade e, por isso, estamos chamados a obrar incessantemente pela conversão de cada um e por aquela radicalidade evangélica e fidelidade, que sempre devem caracterizar um autêntico Ministro de Cristo. Recordemos que para ser verdadeiramente acreditáveis é necessário crer verdadeiramente.
Grupo ACI: Alguns acreditam que esta “crise” seja ainda um argumento mais para as “reformas exigidas” sobre o modo de viver o sacerdócio. Fala-se, por exemplo, de sacerdotes casados como uma solução tanto para a solidão dos sacerdotes como para a falta de vocações sacerdotais. O que significa verdadeiramente a “reforma do clero” no pensamento e magistério do Santo Padre Bento XVI?
Cardeal Piacenza: Se aqueles que argumentam isto fossem seguidos, criariam um crack inaudito. Os remédios sugeridos agravariam terrivelmente os males e seguiriam a lógica inversa do Evangelho. Fala-se de solidão? Mas por quê? Acaso Cristo é um fantasma? A Igreja é um cadáver ou está viva? Os Santos sacerdotes dos séculos passados foram homens anormais? A santidade é uma utopia, um assunto para poucos predestinados, ou uma vocação universal, como nos recordou o Concílio Vaticano II? Não se deve baixar e sim elevar o tom: esse é o caminho. Se a subida for árdua devemos tomar vitaminas, devemos reforçar-nos e, fortemente motivados, sobe-se com muita alegria no coração. Vocação significa “chamada” e Deus segue chamando, mas é necessário poder escutar e, para escutar, é necessário não ter as orelhas tampadas, é necessário fazer silêncio, é necessário poder ver exemplos e sinais, é necessário olhar a Igreja como o Corpo, no qual ocorre sempre o acontecimento do Encontro com Cristo.
Para ser fiéis é necessário estar apaixonados. Obediência, castidade no celibato, dedicação total no serviço pastoral sem limite de calendário ou de horário, se estamos realmente apaixonados, não são percebidos como constrições, mas como exigências do amor que constitutivamente não poderia não doar-se. Não são tantos “nãos” mas um grande “sim” como aquele da Santa Virgem na Anunciação.
A reforma do clero? É o que eu invoco desde que era seminarista e logo um jovem sacerdote (falo dos anos 1968 -1969) e me enche de alegria escutar como o Santo Padre invoca continuamente tal reforma como uma das mais urgentes e necessárias na Igreja. Mas recordemos que a reforma da qual se fala não é “mundana” e sim católica! Acredito que, em uma extrema síntese, pode-se dizer que o Papa considera muito importante um clero seguro e humildemente orgulhoso da própria identidade, completamente identificado com o dom de graça recebido e pelo qual, conseguintemente, seja clara a distinção entre “Reino de Deus” e mundo. Um clero não secularizado, que não sucumbe às modas passageiras nem aos costumes do mundo. Um clero que reconheça, viva e proponha a primazia de Deus e, de tal primazia, saiba fazer descender todas as conseqüências. Mais simplesmente a reforma consiste em ser o que devemos ser e procurar cada dia chegar a ser o que somos. Trata-se então de não confiar tanto nas estruturas, nas programações humanas, mas sim e sobre tudo na força do Espírito.
Grupo ACI: Fala-se com freqüência também do “sacerdócio feminino”. De fato existe nos Estados Unidos um movimento que pretende e exige o sacerdócio e a ordenação de bispas mulheres, e que afirmam ter recebido tal mandato dos sucessores dos Apóstolos.
Cardeal Piacenza: A Tradição Apostólica, neste sentido, é de uma claridade absolutamente inequívoca. A grande e ininterrupta Tradição eclesiástica sempre reconheceu que a Igreja não recebeu de Cristo o poder de conferir a ordenação às mulheres.
Qualquer outra reivindicação tem o sabor da auto-justificação e é, histórica e dogmaticamente, infundada. Em qualquer sentido, a Igreja não pode “inovar” simplesmente porque não tem o poder para fazê-lo neste caso. A Igreja não tem um poder superior ao de Cristo!
Onde vemos comunidades não católicas guiadas por mulheres, não devemos nos maravilhar porque onde não é reconhecido o sacerdócio ordenado, a guia obviamente é confiada a um fiel leigo e, em tal caso, que diferença existe se esse fiel for homem ou mulher? A preferência de um sobre outro seria só um dado sociológico e portanto mutável, em evolução. Se fossem apenas homens então seria discriminador. A questão não é entre homens e mulheres mas entre fiéis ordenados e fiéis leigos, e a Igreja é hierárquica porque Jesus Cristo a fundou assim. O Sacerdócio ordenado, próprio da Igreja Católica e das Igrejas Ortodoxas, está reservado aos homens e isto não é discriminação à mulher mas simplesmente conseqüência da insuperável historicidade do evento da Encarnação e da teologia paulina do corpo místico, no qual cada um tem seu próprio papel e se santifica e produz fruto em coerência com o próprio lugar. Se logo depois tudo isto for interpretado em chave de poder, então estamos completamente fora do caminho, porque na Igreja só a Beata Virgem Maria é “onipotência suplicante”, como nenhum outro o é, pelo qual uma mulher é bastante mais poderosa que São Pedro. Mas Pedro e a Virgem têm papéis diferentes e ambos essenciais. Eu escutei muito isto também em não poucos ambientes da Comunhão anglicana.
Grupo ACI: Do ponto de vista das cifras e da qualidade, como aparece a Igreja Católica hoje, em comparação com seu passado recente, e como se vê no futuro?
Cardeal Piacenza: Em geral, a Igreja Católica está crescendo no mundo, sobre tudo graças à enorme contribuição dos continentes asiático e africano. Essas jovens Igrejas aportam sua fundamental contribuição em ordem à frescura da fé. Nas últimas décadas –se me concede a expressão– estivemos jogando rugby com a fé, colidindo, e às vezes machucando-nos muito, e ao final ninguém chegou a lugar nenhum. Houve e há problemas na Igreja, mas é necessário olhar para frente com grande esperança! Nem tanto em nome de um ingênuo ou superficial otimismo, mas em nome da magnífica esperança que é Cristo, concretizada na fé cada um, na santidade de cada um e na perene autêntica reforma da Igreja. Se o grande evento do Concílio Ecumênico Vaticano II foi um vento do Espírito que entrou pelas janelas da Igreja abertas ao mundo, é necessário reconhecer que, com o Espírito, entrou também não pouco vento mundano, gerou-se uma corrente e as folhas voaram pelos ares. Está tudo, nada se perdeu, entretanto é necessário, com paciência, voltar a pôr ordem. Ordena-se sobre tudo afirmando com força o primado de Cristo Ressuscitado, presente na Eucaristia. Há uma grande batalha pacífica a ser feita e é a da Adoração eucarística perpétua, para que o mundo inteiro faça parte de uma rede de oração que, unida ao Santo Rosário, vivido como ruminação dos mistérios salvíficos de Cristo, junto a Maria, seja gerado e desenvolvido um movimento de reparação e penetração. Sonho com um tempo próximo no qual não exista uma só diocese na qual não haja uma igreja ou pelo menos uma capela na qual dia e noite se adore o Amor sacramentado. O Amor deve ser amado! Em cada diocese, e melhor ainda se também em cada cidade e povoado, houvesse mãos elevadas ao céu para implorar uma chuva de misericórdia sobre todos, próximos e longínquos, então tudo mudaria. Recordam o que acontecia quando Moisés tinha as mãos elevadas e o que acontecia quando as deixava cair? Jesus veio para trazer o fogo e seu desejo é que arda em todo lugar para exista a civilização do amor.
Este é o clima da reforma católica, o clima para a santificação do clero e para o crescimento de santas vocações sacerdotais e religiosas, este é o clima para o crescimento de famílias cristãs verdadeiras igrejas domésticas, eis o clima para a colaboração de fiéis leigos e clérigos.
Sim, porém é preciso acreditar em tudo isto verdadeiramente e nos Estados Unidos sempre houve e ainda há muitos recursos prometedores. Adiante!
Fonte: ACI/EWTN Noticias

Arquidiocese de São Paulo divulga nota de repúdio ao pastor Marcos Pereira, presidente do Partido Republicado Brasileiro (PRB). Leia e entenda.



G1
A Arquidiocese de São Paulo divulgou nesta quinta-feira (13) uma nota de repúdio ao pastor Marcos Pereira, presidente do Partido Republicado Brasileiro (PRB), atual coordenador da campanha de Celso Russomano à Prefeitura da capital paulista.
No texto, a entidade da Igreja Católica afirma que o PRB é “manifestadamente ligado à Igreja Universal”.
A assessoria de imprensa da campanha de Russomanno foi procurada pelo G1, mas até as 7h30 desta sexta-feira (14) não obteve retorno.
A nota da Arquidiocese critica um texto de Pereira publicado em seu blog, hospedado no portal de notícias da TV Record. No texto, segundo a nota da Arquidiocese de São Paulo, o pastor faz uma série de ataques à Igreja Católica. “Numa clara demonstração de destempero, ele atribui à Igreja o tal “kit gay” do governo [federal] e se coloca totalmente contra o ensino religioso nas escolas, esquecendo-se que o “Acordo Brasil-Santa Sé” poderá ser interpretado a favor de todas as religiões”, diz a nota da Arquidiocese de São Paulo, que tem à sua frente o cardeal Dom Odilo Scherer.
O texto classifica as opiniões publicadas por Pereira como manifestação de intolerância religiosa. “Atribuir o malfadado “Kit Gay” e os males da educação no Brasil à Igreja Católica não faz nenhum sentido e cheira a intolerância religiosa, que nunca foi e nem deverá ser alimentada ou incentivada. Atribuir esses males à influência do Vaticano é um disparate tão grotesco que, sendo verdade o tão propalado currículo, o dono dele deve ter passado por um devaneio”.
A nota da Arquidiocese  foi publicada no site da entidade.
Nos sites da campanha de Russomanno e de seu partido, o PRB, não há qualquer texto em resposta à manifestação da Igreja Católica em São Paulo.
NOTA DE REPÚDIO
O “Pastor” Marcos Pereira, presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB), do candidato à Prefeitura de São Paulo, Celso Russumano, partido que é manifestadamente ligado à Igreja Universal, publicou no seu Blog, em um site vinculado ao portal da Record, uma série de ataques à Igreja Católica (“Qual o futuro da educação no Brasil?”  http://noticias.r7.com/blogs/marcos-pereira/2011/05/18/qual-o-futuro-da-educacao-no-brasil/ )
Numa clara demonstração de destempero, ele atribui à Igreja o tal “kit gay” do governo e se coloca totalmente contra o ensino religioso nas escolas, esquecendo-se que o “Acordo Brasil-Santa Sé” poderá ser interpretado a favor de todas as religiões. E não se impõe a ninguém, sendo a matrícula de livre escolha.
Qual seria o motivo para ataques tão gratuitos, infundados e ridículos à Igreja Católica em tempo de Campanha Eleitoral? Lamentavelmente, se já fomentam discórdia, ataques e ofensas, sem o Poder, o que esperar, se o conquistarem, mesmo parcialmente, pelo voto? É pra pensar!

Levou tempo e custou caro o retorno do Brasil à normalidade democrática. Vidas foram ceifadas até que os direitos mais elementares negados pelo regime militar fossem novamente respeitados.

Entre esses direitos, a reconquista do direito de expressão, de manifestação do pensamento, foi a mais festejada. Por isso mesmo, esse direito figura hoje entre os que mais são proclamados e defendidos. Até mesmo quando se ouvem ou se lêem posicionamentos ridículos, confusos, desrespeitosos e sem fundamento algum, como os de Marcos Pereira. Ele se pavoneia gritando um currículo invejável, como se isso lhe desse o direito de falar inverdades, para não dizer bobagens.

Deliciem-se os que gostam de perder tempo com as elocubrações fantasiosas de Marcos Pereira. Atribuir o malfadado “Kit Gay” e os males da educação no Brasil à Igreja Católica não faz nenhum sentido e cheira a intolerância religiosa, que nunca foi e nem deverá ser alimentada ou incentivada. Atribuir esses males à influência do Vaticano é um disparate tão grotesco que, sendo verdade o tão propalado currículo, o dono dele deve ter passado por um devaneio.

No seu destempero, Marcos Pereira vai mais longe, criticando o ensino religioso nas escolas, embora se afirme “Pastor”. Ele se bate contra a ditadura das minorias e nega o direito da maioria católica, que paga impostos e quer uma educação integral para seus filhos, educação intelectual, moral e religiosa.Queira ou não o nobre “jurista”, os católicos somam mais de 60% da população brasileira (dados do IBGE 2010).
***
Reinaldo Azevedo comenta a notícia em seu blog. Veja!
” Os kits de Haddad são, sim, um lixo didático, pedagógico e ético — em vez do combate à homofobia, há lá só proselitismo —, mas é evidente que a Igreja Católica não tem nada com isso. AO CONTRÁRIO: O MATERIAL FOI CRITICADO. Tanto a militância está às turras com a Igreja que a Parada Gay do ano passado levou à avenida provocações asquerosas à Igreja Católica, com modelos caracterizados como santos em poses e trajes, digamos, eróticos (mais aqui). O caso gerou um veemente protesto até de Silas Malafaia, que é pastor da Assembleia de Deus, mas considerou a ação ofensiva. O Ministério Público tentou processá-lo por isso, mas a ação, felizmente, foi extinta (clique aqui para saber mais).
Pois bem. O cardeal dom Odilo Scherer emitiu uma nota veemente de protesto contra o artigo, que voltou a circular freneticamente nestes dias. Já informei aqui que os “obreiros visitadores” de Russomanno estão abordando intensamente o kit gay no corpo a corpo com os eleitores. Assim, deixou de ser uma coisa velha e voltou a ser uma coisa nova. O artigo de Pereira está no site de Edir Macedo, como se pode ver na imagem abaixo. Vejam.

Reitero: é fora de questão que os kits gays de Haddad são um absurdo sob qualquer ponto de vista que se queira. Até Dilma Rousseff achou isso. O TCU cobrou explicações sobre o gasto inútil de dinheiro público. Mas atribuir a façanha à Igreja Católica é uma mentira asquerosa.
Que eleição esta! Um candidato não consegue andar pelas próprias pernas e precisa se ancorar em três padrinhos: Lula, Dilma e Marta. Outro, mais modesto, tem um padrinho só: Edir Macedo!”

Gays ameaçam ficar nus para protestar contra Silas Malafaia


Gays ameaçam ficar nus para protestar contra Silas MalafaiaGays ameaçam ficar nus para protestar contra Silas Malafaia
A Câmara de Vereadores de Salvador gerou polêmica ao ter concedido o título de cidadão honorário da capital baiana aopastor Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
Isso irritou movimentos militantes gays baianos. O professor Luiz Mott disse que eles estão se organizando para fazer um “ato de nudismo” como forma de protesto.
“Se a Câmara Municipal de Salvador não suspender o absurdo título de Cidadão Soteropolitano a Silas Malafaia, o maior homofóbico do Brasil atual, que não fez nada para Salvador para merecer qualquer honraria, dezenas de gays, lésbicas, travestis e simpatizantes pretendem ficar nus na Câmara para impedir e chamar a atenção do mundo deste absurdo discriminatório”, convocou Mott, que é historiador.
Não é primeira vez que Mott se indispõe publicamente contra Malafaia e as igrejas que condenam a homossexualidade. “As igrejas cristãs, em geral, têm as mãos sujas de sangue, pela intolerância que divulgam nos púlpitos e nas televisões. Elas fornecem munição ideológica para aqueles que têm ódio de homossexuais, fazendo com que esse ódio aumente. Vai chegar uma época em que o papa e essas igrejas vão pedir desculpas de joelhos aos homossexuais, como a igreja já pediu desculpas aos judeus, negros e índios”, afirmou recentemente.
No dia 27 de setembro, deve ser entregue o título proposto pelo vereador Héber Santana (PSC). Na mesma data, o Grupo Gay da Bahia, pretende fazer uma representação junto à  presidência do Legislativo da cidade, questionando a titulação.
A manifestação de nudismo da mais antiga entidade de defesa do gênero em atividade no Brasil será na mesma data, ressaltando que considerou o título um “atentado aos direitos humanos da comunidade LGBT”.
Com informações Mix Brasil via GospelPrime

Cristãos protestam contra comercial de refrigerante: “Eu não sou um maldito chimpanzé”



Cristãos protestam contra comercial de refrigerante: “Eu não sou um maldito chimpanzé”
Cristãos protestam contra comercial de refrigerante: “Eu não sou um maldito chimpanzé”
O que deveria ser apenas uma peça publicitária divertida, projetado para atrair alguns cliques no botão “curtir” doFacebook rapidamente se transformou em um pesadelo para os responsáveis pelo refrigerante Dr. Pepper.
Poucos minutos depois de o anúncio intitulado “a evolução do sabor” ser publicado online, centenas de comentários negativos começaram a inundar a rede social e uma articulação de cristãos defensores do criacionismo dizerem estar ofendidos pela imagem que sugere a defesa da Dr. Pepper da teoria da evolução.
Os desenhos mostram um macaco com a legenda “antes da Pepper”, seguida por outro desenho de um hominídeo e a frase “descoberta da Pepper” e a imagem final, de um homem ereto com a declaração “depois da Pepper”. Isso foi interpretado como um apoio da marca de refrigerantes à Teoria da Evolução de Charles Darwin.
Os mais de 1.800 comentários na página do Facebook do Dr. Pepper diziam, por exemplo “Eu não sou um maldito chimpanzé”, “Não ponho mais Dr Pepper na minha casa. Deus abençoe todos vocês”. Alguns sugeriram um boicote dos cristãos ao refrigerante.
Em seguida, ateus e defensores da evolução entraram no debate. “O dia em que sua fé é abalada por um anúncio de Dr. Pepper é o dia que você provavelmente deve começar a repensar a sua fé”, escreveu um não crente.
Até o momento não há uma resposta formal da Dr Pepper, mas um usuário do Facebook provavelmente acertou ao comentar: “Aposto que o gerente de mídia social que publicou este anúncio provavelmente está em casa ou no trabalho sem ter noção do que sua ideia desencadeou – LOL”.
Traduzido de Daily Mail via GospelPrime

Vagner Love apela para igreja e macumba na tentativa de livrar Fla do rebaixamento



Vagner Love apela para igreja e macumba na tentativa de livrar Fla do rebaixamento
Vagner Love apela para igreja e macumba na tentativa de livrar Fla do rebaixamento
O atacante Vagner Love tem falado de fé ultimamente influenciado por sua irmã Vânia, que se batizou recentemente. Mas devido ao mau momento de seu time na tabela, resolveu apelar aos torcedores do Flamengo, independentemente da religião.
“Quem tiver religião tem que ajudar agora. O que puder ser feito estará bom. Quem for de igreja tem que ir lá rezar, quem quiser ir para a macumba também. Temos é que sair dessa de  algum jeito”, afirmou o jogador.
O “Artilheiro do Amor” afirma que o elenco atual tem potencial para reverter a má fase e, além de fé, é preciso muito trabalho.
“O momento é complicado, mas uma hora aquele bom momento vai voltar. O futebol é assim mesmo, com oscilações. Já estivemos bem, mais ou menos e agora a fase é ruim. Mas eu acredito muito neste elenco. Só dependemos do nosso trabalho para reverter a situação”, assegurou Love.
Somando 27 pontos e na 16ª colocação no Brasileiro, o Flamengo precisa de uma vitória para se afastar da zona do rebaixamento. O time é o primeiro fora da zona de rebaixamento,  quatro pontos na frente do Sport.
Curiosamente o próximo jogo pelo Campeonato Brasileiro é contra o Grêmio de Zé Roberto. Evangélico, o camisa 10 tricolor também usou a fé em julho para afirmar que sua equipe reverteria a má fase.  Hoje o Grêmio vive excelente fase, está em terceiro lugar e conta com tropeços dos outros para ser campeão.
Com informações UOL

Montes Claros tem 88 tremores em 111 dias



O tremor de terra às 20h56 de quarta-feira,12, foi o 88º registrado em Montes Claros em 111 dias. A contagem começou em 25 de maio, quando foram instalados oito sismógrafos na cidade. O abalo causou um grande estrondo, similar ao de 19 de maio. No entanto, segundo o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), atingiu 2,9 graus na Escala Richter. O tremor de quatro meses atrás foi de 4,5. O coordenador municipal de Defesa Civil, Matson Malveira, diz que o Corpo de Bombeiros recebeu aproximadamente 120 ligações de moradores assustados após o último abalo. Os danos, porém, foram pequenos. A maioria diz respeito a telhados danificados.

Poucos danos
O coordenador esteve ontem na rua F. na Vila Atlântida, onde o telhado de uma garagem caiu. O madeiramento estaria mal instalado e, por isso, as telhas teriam ido ao chão. Já no bairro José Carlos de Lima uma casa estava com a laje comprometida. Devido ao risco de desmoronamento, os moradores foram orientados a sair. Na Vila Atlântida, a casa do pedreiro Wedson Gomes, na rua Eliane Vieira Gomes, está interditada desde 21 de agosto. O dono espera ajuda para recuperar o imóvel.

Por conta própria
No mesmo bairro, o comerciante Bento Antunes decidiu reforçar a estrutura da casa e do ponto comercial de sua propriedade depois de surgirem trincas causadas por dois tremores, em maio e junho. Antunes mandou colocar dois pilares de sustentação para proteger os imóveis. Ele sentiu o tremor de quarta-feira, mas não houve danos. Montes Claros apresenta abalos de terra há 34 anos, segundo dados do Instituto de Agronomia Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo. O primeiro registro foi em 26 de julho de 1978.
Fonte: Jornal Hoje em Dia

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

“Confesso meus pecados diretamente a Deus, não preciso de sacerdote”. O que pensar sobre isso à luz das escrituras?



Dom Estevão Bettencourt (OSB)

A. C. (Rio de Janeiro): “Confesso os meus pecados diretamente a Deus. Não preciso de intermediário para ser absolvido!“

Esta proposição é aparentemente ditada pelo bom senso, Mas… reflitamos um pouco.

Nenhum cristão negará que o pecado é desobediência do homem a Deus, derrogação aos direitos do Soberano Senhor. Deus poderia não perdoar, pois a criatura não tem títulos próprios que ela possa fazer valer diante do Criador. Se, não obstante, o Senhor quer indulgenciar, Ele pode muito bem ter-se reservado o direito de indicar ao homem a via pela qual se há de reconciliar.

Foi o que de fato se deu. Jesus no Evangelho ensinou-nos, de um lado, que não há pecado irremissível, mas, de outro lado, que o ministério da remissão foi confiado aos sacerdotes.

Com efeito, o Senhor, antes da Paixão, prometeu a Pedro (Mt 16,19) e a todos os Apóstolos (Mt 18,18) o poder de ligar e desligar validamente na terra e no céu. Mais tarde, no dia mesmo da ressurreição, entregou-lhes esta faculdade, quando, aparecendo aos onze discípulos, lhes disse:

“Assim com o Pai me enviou, eu também vos envio”.

A seguir, soprando sobre eles, continuou:
“Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, serão perdoados; àqueles a quem os detiverdes (não perdoardes), serão detidos” (Jo 20,22s).

As expressões “ligar” e “desligar” eram assaz comuns na linguagem dos rabinos: “ligar” significava “usar de rigor”; “desligar” equivalia a “usar de brandura”. Na casuística judaica, dizia-se comumente: “Neste ponto, Rabi Chamai liga. Rabi Hillel desliga”; o que significava: “Chamai proíbe, Hillel permite”. Nos termos acima, portanto, Jesus fez dos seus Apóstolos os árbitros das consciências, habilitando-os a proferir sentenças de absolvição ou censura que seriam confirmadas no céu.

Ora quem constitui um árbitro não pode deixar de lhe outorgar os meios necessários para que exerça equitativamente a arbitragem. Entre esses meios, está o conhecimento exato do assunto a julgar, da culpabilidade, das disposições do réu. Já que estes elementos pertencem ao foro da consciência e não se manifestam senão por confissão, segue-se que Jesus, com o poder das chaves, entregou aos seus ministros a incumbência de ouvir a confissão sacramental dos pecadores; somente depois desta acham-se habilitados a absolver ou repreender em nome de Deus.

A prática dos cristãos desde o início da Igreja confirma esta dedução: a confissão aos bispos e sacerdotes é largamente atestada pelos documentos da antiga literatura cristã.

Pergunta-se, porém: porque será que Jesus quis que a remissão dos pecados se fizesse mediante os ministros da Igreja?
— Lembremo-nos de que o pecado não é um ato que atinja Deus e o pecador apenas; tem profundas consequências espirituais (às vezes também temporais e concretas) para os demais homens, pois Deus nos fez solidários entre nós tanto nos méritos como nos deméritos; principalmente os cristãos se acham unidos entre si na chamada “comunhão dos santos”.
Se, pois, o pecado redunda em detrimento para a comunidade dos irmãos na fé, que constituem a Igreja, compreende-se que a remissão outorgada por Deus passe pelo ministério ou pelos ministros da Igreja; são estes que representam a comunhão dos santos e o próprio Deus. É, por conseguinte, a eles que o pecador arrependido deve procurar, a fim de professar o mal cometido e esperar a remissão que Deus se dignará fazer passar por eles. Eis o motivo por que nas circunstâncias normais (não falamos dos casos em que é impossível procurar o sacerdote) não há perdão de pecado em caráter meramente particular, mediante oração do pecador emitida diretamente ao Senhor.

Pretender isto seria desconhecer o plano de Deus, que determinou santificar-nos e consumar-nos em solidariedade mútua, numa comunhão fraterna, num grande Corpo Místico, que é a Igreja.

Do que foi dito se segue que o cristão não confessa os seus pecados ao sacerdote porque julgue que este é isento de faltas (tem-nas, como todo indivíduo humano); nem é da santidade do ministro que ele espera receber absolvição. Não; o sacerdote, ao absolver, nada confere de seu; procede qual mero instrumento a quem o Senhor gratuitamente conferiu o Espírito Santo para discernir o estado de alma do penitente e proferir em nome do Senhor a absolvição. Desde que o sacerdote, sacralmente habilitado pela Igreja, tenha a intenção de fazer o que Cristo faria, é realmente Cristo quem por ele absolve, independentemente das virtudes ou dos defeitos do respectivo ministro.

Estas noções também concorrem para evidenciar que a confissão sacramentai não se pode confundir com psicoterapia religiosa; verdade é que entre os seus efeitos pode estar o alívio de ânimo do penitente, alívio proporcionado pelo “desabafo” da consciência, pelos conselhos dados por um confessor compreensivo, douto, virtuoso, etc. Contudo, mesmo que falte ao sacerdote um tino psicológico esmerado (qualidade certamente preciosa), o seu ministério é válido e a confissão do pecador frutuosa, em virtude da absolvição sacramental, porque o encontro do penitente com o sacerdote se verifica num plano sobrenatural, em que Deus age ultrapassando as capacidades meramente humanas do seu ministro, — Por este motivo, entende-se que confissão e direção espiritual possam ser separadas uma da outra.
A direção, que consiste em orientar os fiéis no andamento geral de sua vida interior, não pertence propriamente ao rito do sacramento; por isto a sua eficiência não é garantida pelo poder transcendente das chaves, mas depende, em grande parte, das aptidões naturais, do cabedal de cultura e principalmente do grau de união com Deus que o diretor possua. Donde se vê que, embora todo sacerdote aprovado pela Igreja possa ser confessor, não qualquer um é apto diretor de consciência; tal há de ser escolhido de acordo com o estado de alma de cada um dos fiéis.

As verdades acima nos fazem ver também que a atitude de quem se chega ao sacramento da confissão, está longe de ser uma atitude de autodefesa, de reconhecimento “mercadejado” das próprias faltas. Muito ao contrário, para usufruir em grau máximo do perdão que lhe é oferecido, o penitente procura identificar-se, tanto quanto possível, com a Justiça de Deus; procura desfazer-se do seu egoísmo e transpor-se para o lado do Senhor Santo, a fim de ver e apontar os seus defeitos como Deus os vê e aponta. É, pois, em espírito de sinceridade que não sabe encobrir o mal, mas o denuncia para dele se separar, que o cristão se acusa no confessionário.

A confissão de faltas a um representante de Deus, outrora rejeitada por Lutero, tem sido mais e mais valorizada pelos protestantes dos últimos decênios. Haja vista o VII Congresso Evangélico Alemão realizado em Frankfurt de 8 a 12 de Agosto de 1956: um dos relatores apresentou eloquente dissertação sobre o valor da confissão, da qual se pode destacar o seguinte trecho:

“Pertence à essência do homem ser responsável. Nós, porém, tendemos a nos desfazer da responsabilidade por expedientes cômodos. Se confessamos as nossas faltas a um irmão, então, e somente então, temamo-las a série, trazemo-las à luz; elas nos custam rubor e vergonha, somos obrigados a reconhece-Ias e a reconhecer a nossa responsabilidade. Em tal caso, porém, o pecado deixa de ser agradável, como agradável é a culpa acariciada e oculta; torna-se amargo. Separamo-nos dele. O pecado uma vez trazido à luz, perde muito do seu poder sedutor.

Não diga alguém “Pequei” apenas. Não te queiras entrincheirar atrás de tão generalizadas confissões como: “Todos nós somos pecadores”. Tais são muito frequentemente meros subterfúgios mediante os quais o homem quer escapar a uma intervenção punitiva e santificante de Deus. Fala daquilo que cometeste pessoalmente. Faze, para isto, uma confissão individual. Esta ajuda o pecador a começar de novo; a confissão não deve concorrer para que o pecado continue a viver no indivíduo” (Herder-KorrespondenZj Oktober 1956, XI I).

Como se vê, são apenas razões psicológicas ou psicoterápicas que o orador cita em favor da confissão; não considera o seu aspecto sacramental, ou seja, a comunicação da graça que se faz independentemente do que o confessor e o penitente possam “sentir ou experimentar”. Contudo já esta atitude representa grande novidade, se se considera que é tomada pelo representante de uma ideologia que a princípio rejeitou peremptoriamente a confissão individual dos pecados.

Por ocasião do mesmo Congresso de Frankfurt, foram praticadas a confissão auricular e a abertura de consciência em trinta lugares diferentes da cidade, às vezes até altas horas da noite. Depois do Congresso, o pastor H. Schieber de Stuttgart declarou aos seus fiéis que, a partir do dia 23 de Setembro seguinte, na “Paul-Gerhardt Kirche”, teriam diariamente a oportunidade de se confessar entre 7,30 e 8,30 horas, antes do Ofício religioso.

Tais fatos, inspirados peia sinceridade de pessoas que realmente procuram a Deus, indiretamente atestam que a confissão auricular não é instituição de homens prepotentes, mas é praxe espontânea à natureza humana, praxe que, além de conferir benefícios de ordem psicológica, foi elevada por Jesus Cristo à dignidade de sacramento ou canal pelo qual Deus nos vem ao encontro.

A Igreja em diálogo com humanistas e ateus:”O que seria de nós sem a ajuda daquele que não existe?”


Natalia Martone
“O que seria de nós sem a ajuda daquele que não existe?”. Paul Valéry se fez esta pergunta em 1928, na Pequena Carta sobre os Mitos.
Em 13 e 14 de setembro, o Átrio dos Gentios, espaço de encontro e de diálogo entre crentes e não-crentes, desenvolvido pelo Conselho Pontifício para a Cultura sob a presidência do cardeal Ravasi, se reúne para uma nova sessão de diálogo em Estocolmo.
O tema principal será justamente a espinhosa questão que talvez seja o centro das discussões entre humanistas crentes e ateus: “O Mundo com ou sem Deus”.
O Átrio dos Gentios foi acolhido positivamente por importantes personalidades da confissão luterana, como Antje Jackelén, professor na universidade de Lund e bispo daquela cidade.
A escolha de Estocolmo para esta edição é um sinal claro da importância do encontro. A Suécia é um país de secularização profunda, que toca as raízes da própria sociedade, alicerçada no conceito de indivíduo que prevalece sobre a coletividade. Mais de 60% da população se declara ateia e concebe a religião como pertencente à esfera privada.
Na Suécia, a secularização tem andado de mãos dadas com o progresso científico e tecnológico que fez do pequeno país uma potência mundial, tecnologicamente muito avançada.
Em muitos países, a evolução científica se vê acompanhada por um fenômeno cada vez mais desenfreado, que Jacques Ellul chamou de “derrapagem moral”: a tendência, típica das sociedades tecnológicas, de aceitar acriticamente as inovações técnicas, mesmo se inicialmente rejeitadas.
Essa tendência, que amadurece em geral cinco ou dez anos depois do aparecimento da novidade, vem acompanhada da propensão a transformar a ciência em uma ideologia, confiando à técnica a tarefa de criar novos valores. É um processo histórico que tem raízes profundas e que levou a religião a ser vista como uma experiência subjetiva, em vez de um sentimento coletivo de partilha.
Organizar um Átrio dos Gentios em Estocolmo, e em parceria com uma mulher brilhante como a embaixadora sueca junto à Santa Sé, Ulla Gudmundsson, é um forte indício da necessidade desse país de se questionar coletivamente sobre os “assuntos elevados”. Muito elevada, aliás, foi a decisão de dialogar sobre “um mundo com ou sem Deus”: significa dar um passo para trás, antes de olhar e avançar rumo ao amanhã.
Neste diálogo temporal, os lugares de Estocolmo escolhidos para sediar o encontro se tornam uma metáfora de um significado mais profundo. As magníficas salas da Academia Real de Ciências, que há mais de 100 anos hospedam a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel, a maior honra concedida às pessoas que “trazem benefícios consideráveis ​​para a humanidade”, se unem com o Fryshuset, um dos principais centros europeus de reabilitação de jovens em dificuldades, símbolo concreto da educação e do apoio à geração que, esperamos, também “trará grandes benefícios para toda a humanidade”.
São previstos dois dias de intenso diálogo, presididos conjuntamente pelo cardeal Gianfranco Ravasi, pelo professor e escritor Georg Klein e pelo ex-comissário do Conselho da Europa sobre os Direitos Humanos, Thomas Hammarberg.
O diálogo será realizado, como de costume, em duetos, e, em relação com o tema geral, “O Mundo com ou sem Deus”, pretende responder a perguntas como “O que significa acreditar e não acreditar?”, “Há um mundo não material?”, “A religião torna o mundo melhor ou pior?” e “O que é um homem?”. Serão debatidas ainda questões como esta: “A religião é acusada de impor seus valores aos não-crentes, mas a sociedade secular também não procura impor os dela?”.
Nos dias seguintes, o evento ficará disponível na íntegra nos canais sociais do Átrio dos Gentios no Google+ e no YouTube, além de na seção Átrio TV, do site do projeto.( imperdível!)
A próxima reunião será realizada em Assis, Itália, nos dias 5 e 6 de outubro. Entre os convidados, está o presidente italiano Giorgio Napolitano.
Para mais informações (em italiano):http://www.cortiledeigentili.com/it/
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/31414

Número recorde de pessoas se prepara para o “fim do mundo” Programa de TV faz sucesso abordando o tema



por Jarbas Aragão

Número recorde de pessoas se prepara para o “fim do mundo”Número recorde de pessoas se prepara para o “fim do mundo”
Quando os rumores sobre o fim do mundo previsto pelo calendário maia começaram a crescer, o número de pessoas que começaram a se preparar para ele também cresceu.
Keith Iton é um “prepper” como são chamados nos Estados Unidos. Ele leva isso tão a sério que começou um negócio para ajudar outros a se preparar bem para o “Apocalipse”.
“O maior problema que sofremos é a complacência”, afirmou. “As pessoas entendem, já que nada aconteceu nos últimos ‘x’ anos, nada de ruim vai acontecer agora. Então, eles se sentem confortáveis e não fazem nada para se preparar… Mas há outras pessoas que olham para a história e sabem o que está por vir.”
Recentemente, cerca de 2.000 pessoas se reuniram na Carolina do Norte para o “Seminário de Preparação”, onde discutiram os riscos e o que devem fazer para se precaver.
Joel Henderson é coproprietário da empresa de Filtros Green Gold. Durante a convenção ele tentava vender seus produtos. Seu sistema de filtragem patenteada poderá ajudar as pessoas que tem um motor a diesel, seja de caminhão, trator, ou gerador… poderá usar o óleo de cozinha como um combustível alternativo… É algo que pensa muito no aspecto ambiental, muito verde, e [é] muito fácil de fazer”, explicou.
O movimento está crescendo por causado sucesso do programa de TV “Prepper´s Doomsday”, exibido pelo National Geographic. É a maior audiência que o canal já teve, segundo explica Brooklyn Bagwell, um dos diretores.
“É um show sobre a família do cidadão médio, pessoas que estão se preparando para qualquer uma das incertezas da vida, seja o colapso econômico mundial ou a tempestade solar em 2012. Não importa o que ocorra, eles vão estar preparados”, acrescentou.
“Nós tentamos entrar nas vidas de muitas que vivem se preparando para o pior e mostrar a nossos telespectadores para que eles podem aprender mais sobre essa preparação”, disse ele.
Keith Iton, porém, destaca que o primeiro passo para quem deseja se preparar, no entanto, nada tem a ver com comida enlatada e água engarrafada. “O primeiro passo para a preparação, para mim, é pensar sobre sua relação com Jesus Cristo”, enfatiza. ”Se você construir uma relação sólida com Jesus Cristo, então está mais preparado do que a maioria”.
“Depois disso, se você conseguir um pouco de água, alimentos armazenados e um local seguro, tudo vai ser mais fácil”, disse Iton.
Um estudo recente descobriu que 55% dos americanos têm menos que o equivalente a três dias de alimentos estocados em suas casas. Muitas pessoas não têm mais o hábito de pensar nesse abastecimento de emergência, nem mesmo possuem um kit de primeiros socorros.
Obviamente, as tragédias podem ocorrer a qualquer motivo, por isso nunca é demais de prevenir. Mesmo assim, quando empresas começam a anunciar roupas especiais, vender casas queresistem ao fim do mundo, e falar muito sobre o assunto é melhor pensar se você está realmente preparado.
Traduzido de Charisma News via GospelPrime

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Não há orações inúteis e Deus responde a todas, explica o Papa


VATICANO, 12 Set. 12 / 03:23 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Bento XVIexplicou que não há orações inúteis e Deus, que é Amor e Misericórdia infinita, sempre responde a todas embora às vezes essa resposta seja misteriosa.
Em sua catequese da audiência geral de hoje realizada na Sala Pablo VI, ante milhares de fiéis presentes, o Santo Padre prosseguiu com sua reflexão sobre a oração no livro do Apocalipse, e ressaltou que as orações são como incenso "cuja fragrância doce se oferece (…) a Deus".
"Precisamos estar seguros de que não existem orações supérfluas, inúteis; nada está perdido.? E elas são respondidas, mesmo que às vezes de forma misteriosa, porque Deus é Amor e Misericórdia infinita".
O incenso no Apocalipse, continuou, "é um simbolismo que nos diz como todas as nossas orações – com todas as limitações, a fadiga, a pobreza, a aridez, as imperfeições que podem ter – vêm quase purificar e alcançar o coração de Deus".
Bento XVI disse também que "Deus não é indiferente às nossas súplicas, intervém e faz sentir seu poder e sua voz na terra, faz tremer e altera o sistema do Maligno".
"Muitas vezes, diante do mal se tem a sensação de não poder fazer nada, mas é a nossa própria oração a primeira resposta e mais eficaz que podemos dar e que faz mais forte o nosso cotidiano empenho em espalhar o bem. O poder de Deus fecunda a nossa fraqueza".
O Santo Padre explicou também que "o Apocalipse nos diz que a oração alimenta em cada um de nós e nas nossas comunidades esta visão de luz e de profunda esperança: nos convida a não nos deixarmos vencer pelo mal, mas a vencer o mal com o bem, a olhar para Cristo Crucificado e Ressuscitado que nos associa à sua vitória".
"A Igreja vive na história, não se fecha em si mesma, mas enfrenta com coragem o seu caminho em meio à dificuldade e sofrimento, afirmando com força que o mal em definitivo não vence o bem, a escuridão não ofusca o esplendor de Deus".
A seguir o Papa sublinhou que "como cristãos não podemos nunca ser pessimistas; sabemos bem que no caminho da nossa vida encontramos muita violência, mentira, ódio, perseguição, mas isto não nos desencoraja".
"Sobretudo, a oração nos educa a ver os sinais de Deus, a sua presença e ação nos faz sermos nós mesmos luzes do bem, que espalham a esperança e indicam que a vitória é de Deus".
Um dos símbolos do Apocalipse, um personagem de tal beleza que não é descrito por São João, representa a "Deus onipotente que não permaneceu fechado no seu Céu, mas se fez próximo ao homem, entrando em aliança com ele; Deus que faz sentir na história, de modo misterioso mas real, a sua voz simbolizada pelo relâmpago e pelo trovão".
Outros dois símbolos são o livro que contém o plano de Deus e o Cordeiro que representa a Jesus Ressuscitado, que é o único capaz de "abrir o texto e iluminá-lo (…)?é o próprio Cordeiro, o Cristo morto e ressuscitado, que progressivamente abre o selo e revela o plano de Deus, o sentido profundo da história.".
O Papa ressalta logo que "a oração é como uma janela aberta que nos permite ter o olhar voltado para Deus, não somente para nos recordar a meta para a qual nos dirigimos, mas também para deixar que a vontade de Deus ilumine o nosso caminho terrestre e nos ajude a vivê-lo com intensidade e compromisso".
"De que modo o Senhor guia a comunidade cristã a uma leitura mais profunda da história? Primeiro convidando-a a considerar com realismo o presente que estamos vivendo".
Bento XVI explica que "existem os males que o homem causa, como a violência, que nasce do desejo de possuir, de prevalecer uns sobre os outros, de modo a atingir para matar (...); ou a injustiça, porque os homens não respeitam as leis que lhes são dadas (…)".
"A estes se unem os males que o homem deve sofrer, como a morte, a fome, a enfermidade (...).?Diante dessa realidade, muitas vezes dramática, a comunidade eclesial é convidada a não perder nunca a esperança, a crer firmemente que a aparente onipotência do Maligno colide com a verdadeira onipotência de Deus".
O Papa afirma também que "o Apocalipse, mesmo na complexidade de símbolos, nos envolve numa oração muito rica, pela qual também nós escutamos, elogiamos, agradecemos, contemplamos o Senhor, lhe pedimos perdão".
Sua estrutura, de grande oração litúrgica, conclui, "é também um forte chamado a redescobrir o encargo extraordinário e poder transformador que tem a Eucaristia; em particular quero convidar com força a serem fiéis à SantaMissa dominical no Dia do Senhor, o Domingo, verdadeiro centro da semana! Obrigado".
A síntese em português da catequese desta quarta-feira está disponível no canal Youtube da ACI Digital, visite: http://www.youtube.com/watch?v=cKAX0eiTjXw&feature=player_embedded