domingo, 12 de agosto de 2012

Assista esse vídeo: Teologia da Libertação e sua influência na Igreja


Teologia da Libertação e sua influência na Igreja

Obama reitera apoio a mandato abortista nos EUA


Barack Obama, Presidente do EUA

DENVER, 10 Ago. 12 / 11:20 am (ACI/EWTN Noticias).- O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reafirmou seu apoio ao mandato abortista que exige que as instituições católicas adquiram planos de saúde que cubram anticoncepcionais, esterilização e pílulas abortivas; e que enfrenta atualmente mais de 50 julgamentos em todo o país.
Ontem em uma visita à cidade de Denver como parte de sua campanha para a reeleição, o mandatário também criticou o seu rival republicano Mitt Romney por favorecer uma legislação que em sua opinião "faria que qualquer empregador negasse a cobertura de anticoncepcionais a seus empregados".
Obama disse que "não acho que seu chefe deve controlar o cuidado da saúde que você recebe. Também não acho que as companhias de seguro devam fazer isso. Não acho que os políticos devem controlar o cuidado da sua saúde".
O mandato do Departamento de Saúde e Serviços Humanos –liderado por Kathleen Sebelius, católica a quem seu Bispo negou dar-lhe a Eucaristia por apoiar publicamente o aborto– exige que os empregadores comprem planos de saúde que são anti-vida. Para muitos, isto já entrou em vigor no dia 1 de agosto deste ano, enquanto que para outras instituições religiosas regerá desde agosto de 2013.
Matt Bowman, advogado da Alliance Defending Freedom (ADF), rechaçou as expressões do mandatário e explicou que "as únicas ações ‘controladoras’ neste caso envolvem a ordem do presidente para que as famílias abandonem a sua fé só porque querem ganhar a vida ou servir à comunidade".
Em declarações ao grupo ACI no dia 8 de agosto, Bowman disse que "o governo está escolhendo qual é a fé que deve reger e quem pode vivê-la, e logo está atacando às pessoas religiosas com multas gigantes enquanto que os burocratas excetuam a milhões de outras pessoas por razões políticas".
A ADF representa à empresa com sede no Colorado, Hercules Industries, que entrou com um processo na justiça contra a administração de Obama e ganhou, temporariamente, seu direito a não adquirir os planos abortistas para seus empregados.
O mandato abortista também tem feito que milhares de pessoas de diferentes credos protestem em todo o país, especialmente em defesa da liberdade religiosa. Os Bispos dos Estados Unidos têm um papel fundamental nesta tarefa.
O Arcebispo de Galveston-Houston, Cardeal Daniel DiNardo, que exerce o cargo de Presidente do Comitê de Atividades pró-vida do Episcopado, renovou seu chamado pela defesa da objeção de consciência em uma carta ao Congresso no último dia 3 de agosto.
"A fundamental importância da liberdade religiosa em perigo exige uma resposta a tempo do congresso. Através do seu mandato, a administração está promovendo uma aproximação à liberdade religiosa que é reticente e arbitrária como nunca se tinha visto antes na lei federal", destacou o Cardeal.

Virgem Maria "cruzou a linha de chegada" com a atleta que ganhou ouro em Londres 2012


Foto: Streeter Lecka/Getty Images Sport/Getty Images


LONDRES, 11 Ago. 12 / 03:28 pm (ACI/EWTN Noticias).- A atleta etíope Meseret Defar protagonizou um dos momentos mais emotivos das Olimpíadas de Londres 2012 quando ao cruzar a linha de chegada na final feminina dos 5000 metros planos e ganhar a medalha de ouro, tirou de seu peito uma imagem da Virgem Maria, mostrou-a às câmaras e a pôs no rosto em um momento de intensa oração.

Defar, cristã ortodoxa, encomendou sua carreira a Deus com um sinal da cruz  e completou a distância em 15:04:25, vencendo sua compatriota e tradicional rival Tirunesh Dibaba, quem chegou como favorita da prova.

Com lágrimas de emoção, Defar mostrou ao mundo a imagem da Virgem com o Menino Jesus nos braços que a acompanhou em todo o percurso.

Durante toda a corrida, três corredoras etíopes e três do Quênia disputavam os primeiros lugares, Defar acelerou no último trecho e conseguiu separar-se do grupo.

A medalha de prata foi para Vivian Cheruiyot do Quênia e a de bronze para Dibaba.

Meseret Defar nasceu em 19 de novembro de 1983 no Addis Abeba, Etiópia. Foi vice-campeã no Mundial de atletismo do Helsinki 2005, onde foi vencida por Dibaba.

A corredora cristã nas Olimpíadas de Atenas 2004 ganhou a medalha de ouro na prova dos 5000 metros e em Beijing 2008 obteve a medalha de bronze na mesma prova.

No dia 3 de junho de 2006 bateu  o recorde mundial dos 5.000 metros com o tempo de 14:24,53 em Nova Iorque, superando em 15 centésimos o anterior recorde da atleta turca Elvan Abeylegesse.

Você é um católico de verdade ou apenas de “fachada”?



Ser católico por inteiro *

Gostaria de discutir o problema da adesão à fé católica, não na perspectiva prática, porque nesta seara, infelizmente, por causa do pecado, os católicos vivemos os ditames do evangelho mais ou menos.
Quero tratar do tema no viés doutrinal.
Neste diapasão, ou se é 100% católico ou não se é católico em hipótese nenhuma.
Não posso ser católico e, ao mesmo tempo, advogar a tese de que Jesus não fundou nenhuma Igreja específica; apenas instaurou uma novel religião.
Não posso ser católico e perfilhar a teoria de que nossa Senhora teve relações sexuais com seu casto esposo.
Não posso ser católico e, concomitantemente, asseverar que não há demônios nem Satanás.
Não posso ser católico e, outrossim, prestar atenção ao espiritismo.
Não posso ser católico e fazer ouvidos moucos ao que o papa ensina.
Não posso ser católico e me colocar em prol do aborto, ou, então, ficar em cima do muro.  Eis somente alguns exemplos.
Qual é a questão de fundo? Em minha opinião, é o relativismo, já bastas vezes  exprobrado por Bento XVI, combinado com uma equivocada interpretação do ecumenismo.
Exemplificando, a pretexto de não vulnerar a suscetibilidade dos nossos irmãos separados, a doutrina protestante não é mais herética: cuida-se apenas de visões diferentes, verberam alguns. Deixemos o mínimo que nos separa, postulam outros, e nos unamos no máximo que nos é comum! Que máximo é esse, se frei Lutero solapou todos os sacramentos, preservando unicamente o batismo?
Quando o mal da não adesão plena e obsequiosa é perpetrado por certos padres, estamos em face de uma vicissitude gravíssima. Aqui, em vários casos, vigem a arrogância e a soberba, uma espécie de desdobramento do pecado original: quer-se saber mais do que a Igreja de Cristo!
Temos de ser ecumênicos sim, sempre amorosos com nossos irmãos separados e com os membros de qualquer religião, cônscios de que não somos melhores do que eles e que Deus ama todos os homens.No entanto, devemos resgatar nossa belíssima identidade católica, assumindo-a plenamente, sem respeitos humanos, acatando cabalmente o magistério. Esta obrigação é ainda mais urgente por parte dos padres, que têm o múnus de industriar a puríssima doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo, custodiada pela Igreja católica.

Edson Luiz Sampel
Doutor em direito canônico
Professor do Instituto Pio XI (Unisal) e da Escola Dominicana de Teologia (EDT)
Membro da Sociedade Brasileira de Canonistas (SBC)
*Artigo para o jornal O São Paulo
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/31026

Conheça as SERÍSSIMAS implicações para o Brasil se o anteprojeto do novo Código Penal Brasileiro FOR APROVADO COMO ESTÁ.


ENTREVISTA COM ESPECIALISTA EM BIOÉTICA, PE. HELIO LUCIAN

Por Thácio Siqueira

Para ajudar os católicos e pessoas de boa vontade do Brasil na reflexão sobre as implicações desse anteprojeto, ZENIT entrevistou o especialista em bioética, Pe. Hélio (para ler anterior entrevista com Pe. Hélio, sobre o aborto no Brasil clique aqui), membro da comissão de bioética da CNBB.
***
Qual é a sua opinião sobre o Anteprojeto do Código Penal entregue ao Senado Federal recentemente? Houve participação de católicos preparados em todo o período de estudo e de debate sobre o anteprojeto? O governo se interessou realmente em fazer que a sociedade debatesse todos os pontos? Houve uma aceitação das propostas enviadas pela liderança da Igreja católica, dos cristãos no geral, e de todos os que são contrários ao aborto, como os espíritas e outros grupos?
PE.HELIO – Há que se falar, antes de qualquer coisa, da necessidade premente de um novo Código Penal no Brasil. O atual está defasado, tanto pela sua “idade” – já passa dos setenta anos – como pelo fato de que, desde a sua promulgação durante o “Estado Novo”, foram promulgadas ou outorgadas pelo menos outras três Constituições no Brasil (alguns consideram que foram quatro). Neste período, o Código atual foi sofrendo diversas emendas, perdendo sua unidade e, em alguns pontos, mantendo regulamentações que já não condizem às práticas atuais.
Também é necessário dizer que o texto do Anteprojeto para o novo Código Penal, apresentado pela comissão de juristas, é um texto claro, unitário e, em grande parte, em conformidade com a Constituição Cidadã de 1988.
Ainda que no seu conjunto seja um texto positivo, existem alguns pontos que contradizem tanto a nossa Carta Magna como a opinião da imensa maioria dos brasileiros. Sendo assim, minha preocupação em relação a este Anteprojeto é, em primeiro lugar, uma preocupação em sentido jurídico – um Código Penal não pode legislar afrontando a Constituição, criando ou eximindo de crime aquilo que a Carta Magna defende.
Em segundo lugar, preocupa-me que alguns valores próprios de uma sociedade tentem ser desrespeitados de modo quase despótico, ou seja, sem ampla consulta à sociedade. É verdade que havia um canal de sugestões no Senado no qual foram apresentadas aproximadamente 3.000 propostas, mas pergunto-me: quantas pessoas sabiam que o código penal estava sendo reelaborado e que são 3.000 sugestões para uma população de quase 200.000.000 de habitantes?
O que reivindico – até este ponto – não tem nenhuma conotação religiosa – peço apenas o respeito à Constituição e aos valores próprios de um povo.
Em terceiro lugar – mas não menos importante – preocupa-me que em um País de imensa maioria cristã, alguns valores defendidos pelo cristianismo possam ser simplesmente contrariados. Não se trata aqui de reivindicar a presença de católicos ou de outros cristãos na comissão de juristas, mas sim de defender que os valores cristãos – próprios da nossa sociedade – fossem respeitados. Certamente a laicidade do Estado não pode ser confundida com um laicismo. A laicidade separa o Estado da religião enquanto o laicismo nega todos os valores de uma sociedade.
Finalmente, é bom lembrar que as falhas do Anteprojeto não se referem apenas às questões ligadas à vida – como o aborto e a eutanásia – mas também a outras questões importantes como, por exemplo, o uso de drogas e a aceitação de um terrorismo bom.
Ainda há algo a ser feito ou podemos dizer que a proposta atual é a proposta que vai permanecer?
PE.HELIO – Certamente há ainda muito a ser feito. O Anteprojeto do Código Penal, como diz o próprio nome, não é ainda nem mesmo o projeto que será submetido a votação. Agora é o momento de juristas competentes enviarem emendas ao texto. Este é o momento também da sociedade exercer sua função dentro da democracia – explicando aos amigos o que está em jogo, usando a mídia, as redes sociais, os e-mails, entre outros meios, para que não aceitemos, passivamente, que mudem a nossa sociedade naquilo que não estamos de acordo.
Um modo de nos fazer ouvir também seria enviar e-mails aos Senadores e Deputados,manifestando a nossa opinião através de argumentos racionais – se um ou dois enviam, não surtirá efeito, mas se uma grande porcentagem da população começa a escrever, com certeza nos ouvirão.
O direito não é filho do céu. É um produto cultural e histórico da evolução humana”, frase de Tobias Barreto, que se encontra no cabeçalho da apresentação do Anteprojeto assinado pelo Relator Geral. Essa frase, não mostra a raiz do problema do direito na nossa época contemporânea, que elimina a existência de um direito natural? E que autoriza, de certa forma, as sociedades a inventarem as suas normas de conduta, de acordo com os interesses do momento?
PE.HELIO – De fato, infelizmente, uma parte dos juristas brasileiros interpreta a justiça de um modo puramente positivo. Segundo estes, o que define o certo e o errado é apenas aquilo que está escrito na lei, mas esta não corresponderia a nenhuma natureza humana, ou seja, não expressaria, em forma de lei, o modo como o homem é de fato. É lógico que a expressão da natureza humana pode dar-se de distintos modos ao longo da história – e isso também deve ser contemplado pelo ordenamento jurídico – mas não será a cultura quem configurará o modo de ser do homem. Consequentemente, as leis devem expressar este modo de ser – o matrimônio, a defesa da vida, a busca do bem comum, são elementos que transcendem a cultura, pois pertencem ao homem em si mesmo.
Mas antes de falar desta crise do direito natural é necessário falar da crise da “verdade”. Parece que, em alguns ambientes, a “verdade” deixou de existir – expressões típicas como “você tem a sua verdade e eu tenho a minha”, demonstram tal crise. É certo que podemos ver a realidade desde distintas perspectivas, mas um dos princípios mais básicos da racionalidade humana é o princípio da não contradição – uma coisa não pode “ser” e “não ser” ao mesmo tempo. Um exemplo mais simples: se chegarmos a um consenso absoluto – 100% dos votos – de que uma vaca é um cavalo, não converteremos a vaca em cavalo. As coisas existem na realidade e podemos alcançar o conhecimento delas ou não, mas jamais podemos alcançar duas verdades contraditórias sobre a mesma realidade: a vaca não pode ser vaca e cavalo ao mesmo tempo. Isso nos leva àquilo que o Papa chamou de “ditadura do relativismo” – não se pode impor nada a não ser a absoluta necessidade de ser relativista. Todos os que disserem conhecer uma “verdade” são considerados totalitaristas ou fundamentalistas.
Parte da nossa cultura jurídica sofre também deste mal: segundo esta cultura, seria necessário fazer um ordenamento jurídico que não possua “verdades”, mas apenas normas. Seria a norma que converteria a realidade em “verdade”. A “marcha da maconha”, ainda induzindo às drogas e incentivando o tráfico, é “liberdade de expressão” – segundo o Anteprojeto do Código Penal até mesmo o consumo pessoal de qualquer droga é lícito – enquanto defender a vida de um feto é um desrespeito à liberdade individual.
Desta crise da “verdade” nasce a crise do direito natural. Se não existe “verdade” não pode existir um verdadeiro modo de ser do homem. Sendo assim, todas as liberdades devem ser respeitadas, ainda que destruam a sociedade. A “liberdade” tomou o lugar da “verdade” – e não uma liberdade que busca o bem, mas uma simples liberdade de escolha. Esquecemos que o que deve guiar a sociedade é a busca do bem comum e não a busca dos bens individuais – e assim deixamos de ser uma sociedade fraterna e nos convertemos, como diria Hobbes, em lobos para os outros lobos.
No Anteprojeto, no art. 128, inciso IV fala-se da descriminalização do aborto quando a mulher, até a décima semana, quiser abortar, seguindo o parecer de um psicólogo. É lícito, moralmente falando, que uma mulher decida pela vida do seu filho? A lei tem o poder de definir isso? Não será injusto deixar para a mãe a decisão, principalmente na hora da fraqueza?
PE.HELIO – É necessário, primeiro, distinguir o texto escrito da intenção dada ao artigo – deixemos de lado se a confusão textual foi colocada de modo proposital ou não. O texto mencionado diz que o aborto, até a décima segunda semana de gestação (aproximadamente três meses), não poderia ser punido “quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade”. Segundo o texto, o aborto não seria mais punido, pois se alguém decide abortar, é lógico que se sente – psicologicamente – incapaz de arcar com a maternidade. A Espanha, em 1983, aprovou o aborto com um texto bastante similar a este. As clínicas de aborto tinham psicólogos contratados somente para assinar os prontuários, sem nem mesmo conversar com as mães.
Por outro lado, o Anteprojeto apresenta na justificação do mesmo artigo e inciso – tal justificação não faz parte do texto oficial – que esta despenalização abordada no texto refere-se apenas a “estados psicológicos mórbidos, como a adicção por entorpecentes”. Parece-me que a comissão de juristas é suficientemente competente para redatar – se assim o quisesse – o texto do inciso de forma clara,contemplando somente esta intenção explicitada na justificação. Além disso, mesmo que o texto fosse claro para contemplar somente estes casos citados, não se poderia, nem deveria tomar tal decisão sem uma ampla consulta à sociedade, sendo esse um tema tão sensível aos brasileiros.
Além do aborto, o senhor referia outros problemas também incluídos no Anteprojeto. Quais seriam estes problema?
PE.HELIO – De fato, além da liberação, na prática, do aborto, o Anteprojeto apresenta outros problemas. Não pretendo ser exaustivo, mas para citar alguns, podemos falar dos problemas relativos à eutanásia, à liberação do consumo de drogas e à despenalização de algumas atividades terroristas.
O art. 122 do Anteprojeto apresenta a prática da eutanásia – definida pelo Anteprojeto como “matar, por piedade ou compaixão, paciente em estado terminal, imputável e maior, a seu pedido, para abreviar-lhe sofrimento físico insuportável em razão de doença grave” – como um crime diferente ao do homicídio, reduzindo a pena do mesmo. É verdade que as circunstâncias dramáticas de algumas situações deveriam reduzir a pena de alguém que comete este tipo de homicídio, porém, matar a outra pessoa, ainda que por compaixão, não deixa de ser homicídio. Para deixar claro o valor da vida e a gravidade do crime, o Anteprojeto poderia ter inserido a eutanásia dentro dos crimes de homicídio, incluindo-a apenas nos atenuantes da pena. Porém, o mais grave não é isso, mas sim que o Parágrafo Primeiro do mesmo artigo deixa ao juiz a possibilidade de não aplicar nenhuma pena para os casos de eutanásia, reduzindo dessa forma, o valor da vida, um dos bens primários previstos na Constituição.
Outro problema do Anteprojeto encontra-se no art. 212, Parágrafo Segundo, que exclui de crime a aquisição, armazenamento, transporte e cultivo de drogas para consumo próprio. Segundo o Anteprojeto, “presume-se a destinação da droga para uso pessoal quando a quantidade apreendida for suficiente para o consumo médio individual por cinco dias”. Não há dúvidas que o tráfico de drogas será favorecido com tal medida. Com o intuito de permitir, de um modo velado, o consumo de maconha – um dos verbos contemplados é o de “semear” e “colher”, claramente referidos a esta droga – o Anteprojeto parece esquecer que o tráfico obedece às regras de mercado: aumentando o consumo, aumentará também a oferta. Certamente os distribuidores de drogas jamais levarão consigo uma quantidade maior do que a “suficiente para o consumo médio individual por cinco dias”, e, deste modo, não incorrerão em crime.
Por fim, o Anteprojeto, tratando dos crimes de terrorismo, exclui de crime tais atividades quando movidas por “propósitos sociais ou com fins reivindicatórios” (art. 239, Parágrafo Sétimo). Certamente o limite dos meios utilizados para ser configurado ou não em crime será definido pelo juiz, mas, com esta lei, por exemplo, os jovens que tomaram a reitoria da USP no fim do ano passado, não teriam incorrido em crime algum. Como dissemos anteriormente, a exaltação da liberdade individual por cima do bem comum da população degrada a sociedade e mina a força da autoridade constituída.
Repito o que afirmei no começo desta entrevista – são muitos os pontos positivos do Anteprojeto, mas agora se faz necessário ressaltar as suas deficiências para que, enquanto ainda houver tempo, possamos solucioná-las de modo democrático.
Será que a proposta contida no Anteprojeto contempla a vontade de toda a população brasileira?
A resposta a esta pergunta corresponde, em parte, ao final do que foi dito na pergunta anterior: A maior parte do Anteprojeto contempla a vontade de toda a população brasileira, mas existem pontos complicados, que devem ser revistos e adaptados aos valores próprios da nossa sociedade.
Não podemos permitir que novamente – como vem ocorrendo nos últimos anos no Brasil – a opinião de pessoas que se creem “iluminadas” e com a “missão de iluminar” o ordenamento jurídico brasileiro, corrompam nossos valores e as opiniões da imensa maioria do povo brasileiro.

Não votem em quem é a favor do aborto! afirma Arcebispo de Campinas, dom Airton José dos Santos.


 


Fonte: UOL Eleições
O arcebispo metropolitano de Campinas (a 94 km de São Paulo), dom Airton José dos Santos, orienta, em carta enviada os fiéis a não votar em candidatos que defendam o aborto.
O material, direcionado a paróquias e comunidades de católicos, foi divulgado no começo do mês. Para dom Airton José dos Santos, “o aborto não é uma questão religiosa, é uma questão da sociedade”.
Na carta, dom Airton, que assumiu a arquidiocese em abril, escreveu que a escolha dos votos, tanto para prefeito quanto para vereador, deve ser feita analisando se o candidato tem um compromisso com a vida “desde sua concepção”.
Além do aborto, a carta orienta sobre valores como honestidade, competência, transparência, vontade de servir o bem comum, entre outros itens, importantes para “um bom discernimento sobre os candidatos”, segundo ele.
Ainda segundo o texto, dom Airton convoca o cidadão, cristão leigo, a participar de debates e reflexões sobre os programas dos candidatos e orienta que os espaços da comunidade ou paróquia não privilegiem nenhuma sigla partidária.
Candidatos
Quatro dos sete candidatos à Prefeitura de Campinas falaram sobre o assunto, sendo que apenas a candidata Silvia Ferraro (PSTU), única mulher que disputa a liderança da cidade, é favorável à descriminalização do aborto.
Aborto também é tema de eleição municipal, Dia CNBB.
Para Silvia, o tema deve ser tratado como uma questão de saúde pública e não como questão política ou religiosa.
“Defendo a vida das mulheres que estão morrendo por serem obrigadas a buscar clínicas clandestinas para a realização do procedimento. Hoje, no Brasil, a estimativa é de que uma em cada 1.000 mulheres que fazem aborto morram por ano em procedimentos realizados em condições totalmente inadequadas. Por isso sou favorável a descriminalização do aborto”, disse.
A candidata ainda considerou a carta uma hipocrisia da parte da Igreja Católica. “A igreja condena inclusive o uso de métodos contraceptivos. Eu defendo a vida das mulheres e quero educar a população e distribuir os métodos em toda a rede pública, inclusive a pílula do dia seguinte”, disse.
Os outros três candidatos que atenderam à reportagem demonstraram-se favoráveis à opinião do arcebispo. “Eu sou médico parteiro e como tal sou a favor do parto e absolutamente contra o aborto. Não faço e nunca fiz aborto”, disse o candidato à reeleição Pedro Serafim (PDT).
Jonas Donizette (PSB), que lidera as pesquisas, além de ser contra o aborto, elogiou a iniciativa da igreja. “Eu achei a orientação muito boa e concordo plenamente com a opinião do arcebispo”, afirmou.
“Pessoalmente, sou a favor da vida. A legislação sobre o tema é federal, e como prefeito, nesta e em outras matérias, cumprirei o que determina a lei neste e em outros temas de saúde pública”, disse o candidato Marcio Pochmann (PT).
Procurados, os outros três candidatos José Ferreira Campos Filho (PRTB), Rogério Menezes (PV) e Arlei Medeiros (PSOL) não comentaram o assunto.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/31050

Arquidiocese obtém liminar que proíbe em festa sátira à Igreja .

 
Para o juiz, essas 'freirinhas' são um "vilipêndio à liberdade de culto"


A Arquidiocese de Goiânia obteve ontem (10) do juiz Carlos Luiz Damascena, a pedido do Ministério Público, a proibição pela festa M.I.S.S.A (Movimento dos Interessados em Sacudir a Sua Alma) do uso de símbolos católicos e de fantasias de padre e do papa. 

A festa se realizará hoje e até ontem os ingressos continuavam à venda. Se desobedecer a liminar, a 2 Produções e Eventos Ltda., a organizadora da festa, terá de pagar multa de R$ 60 mil.

Em dezembro de 2011, em Manus (AM), já tinha havido a proibição de uma festa M.I.S.S.A, cuja divulgação foi feita pelas "freirinhas" acima. A promoção ocorre também em outras cidades.

No convite da festa de Goiânia há referências à religião católica, como “M.I.S.S.A também é lugar de cometer pecado”, “Cansei de homem galinha. Por isso, todo domingo vou à M.I.S.S.A”, “Quando entrar na M.I.S.S.A esqueça que já foi santo” e “Ajoelhou tem de rezar”.

 
Festa M.I.S.S.A já foi realizada no 
Rio de Janeiro e em São Paulo 

O Ministério Público aceitou o argumento da arquidiocese de que a festa ofende os católicos, com o que o juiz Damascena concordou.

Para o juiz, “o desrespeito começou com a publicação da festa em outdoors com promoters vestidos com trajes provocantes imitando freiras e com par de chifres na cabeça (em alusão ao demônio), recepcionistas vestidas de anjo (anões), padres e demônios, além de um palco decorado como altar e um fotógrafo fantasiado de papa”.

Damascena concluiu que se trata de um “vilipêndio à liberdade de culto”, mas o mérito de sua liminar é questionável porque cerceia a livre manifestação de pensamento e opinião. 


Fonte: http://www.paulopes.com.br/2012/08/liminar-proibe-satira-a-igreja-catolica.html#ixzz23NgFk5jx

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Crossroads: Atacam a jovens que peregrinam pela vida e contra o aborto



MADRI, 09 Ago. 12 / 04:23 pm (ACI).- Os 12 jovens que conformam a caravana do Crossroads na Espanha, e que peregrinam a pé de Barcelona até Santiago de Compostela em defesa do direito à vida desde a concepção, denunciaram ter sofrido ataques no seu percurso, entretanto asseguraram que isso não os desanimam, mas sim os alentam a continuar "ainda com mais força".
Os jovens, que promovem o direito à vida nas localidades por onde passam no seu peregrinar, e recolhem assinaturas para a reforma da lei do aborto na Espanha, lamentaram que durante a sua travessia encontraram "muitos obstáculos", de quem promove o aborto.
Em declarações para La Gaceta, o porta-voz do Crossroads Espanha, Pablo Santana, assinalou que sofreram a primeira agressão em Barcelona.
"Na caravana levamos um cartaz que diz: Quantos abortos mais ou menos você acha que há na Espanha? O aborto é a morte cruel e violenta de um ser humano e nos pintaram isso e manipularam de tal forma que o que podia ler-se depois era ‘o aborto é humano’".
Nessa cidade também jogaram neles "ovos cheios de tinta contra os vidros" do seu veículo.
Santana assinalou que os jovens sofreram uma nova agressão no dia: 04 de agosto, enquanto rezavam no Santuário Nacional da Grande Promessa, em Valladolid. No exterior, um grupo de pessoas os insultou ferozmente.
Na localidade de Tordesillas, também na província de Valladolid, os jovens sofreram o abuso das autoridades municipais locais, que mandaram a polícia para retirá-los quando estavam repartindo folhetos nas ruas, argumentando que não tinham permissão.
Pablo Santana explicou que ao chegar à localidade tentaram conversar com as autoridades municipais, mas que lhes responderam que "estavam todos muito ocupados, mas depois nos encontramos com a substituta do prefeito lanchando na praça".
Crossroads Espanha começou a sua peregrinação em Barcelona, e já atravessou as importantes localidades de Valência, Córdoba, Madri e Valladolid, e espera chegar a Santiago de Compostela no dia 19 de agosto.
Até o momento reuniu mais de 40,000 assinaturas que apoiam que a reforma da atual Lei do Aborto aponte a um "Aborto Zero" no país

A Casa de DEUS tornou-se, para muitos, um teatro de divertimentos: Veja a comprovação



08.08.2012 - Nota de www.rainhamaria.com.br  -  por Dilson Kutscher
Nosso Senhor Jesus Cristo a São Pio de Pietrelcina: (que profecia, isto no ano de 1913)
“Minha casa tornou-se, para muitos, um teatro de divertimentos”.
 “O meu coração”, diz Jesus, está esquecido. Já ninguém se preocupa com o meu amor. Estou sempre triste. Minha casa tornou-se, para muitos, um teatro de divertimentos; mesmo os meus ministros, que sempre considerei com predileção, que amei como a pupila de meus olhos, deveriam consolar o meu Coração cheio de amargura, deveriam ajudar-me na redenção das almas. " (342)
(Espero que este video abaixo carregue, pois tinham feito ele exclusivamente privado)
Notem que com autorização do Sacerdote e quem sabe do próprio Bispo, permitem diante do SAGRADO ALTAR, diante de JESUS SACRAMENTADO, do DEUS VIVO, NA CASA DO SENHOR, o desrespeito, de vestirem-se de bruxas (pagãs),  para agradar aos homens, ao mundo, ainda induzir as crianças ao erro, parecendo perfeitamente normal e aceitavel, este comportamento e atitude dentro da CASA DE DEUS.
Teatro na Igreja com Bruxas diante do ALTAR, que mais falta para presenciarmos? (parece que a falta de respeito com o SAGRADO já não tem mais limites nem mesmo na CASA DE DEUS)
Como chamaremos isto? Mera brncadeirinha para crianças?
Cenas que se repetem todos os domingos na Missa das 11 horas da Paróquia Cristo Rei, em Campinas, SP. O responsável  é o Cônego Luiz Carlos da Fonseca Magalhães, Arcediago do Cabido Metropolitano.
ASSISTAM ENQUANTO NÃO TIRAM DA INTERNET

Qual será o próximo teatrinho? O Bruxinho Harry Potter e o Evangelho do Dia? (não dá para duvidar de mais nada)
Diz na Sagrada Escritura:
"Seus sacerdotes violam a minha lei, profanam o meu santuário, tratam indiferentemente o sagrado e o profano e não ensinam a distinguir o que é puro do que é impuro". (Ez 22, 26)
"É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo". (Gálatas 1,10)

Como diz  a mensagem de Nossa Senhora ao Padre Stefano Gobbi, 11 de junho de 1988, Mosteiro de Le Bouveret, Vallese, Suíça (do Movimento Sacerdotal Mariano)
“A confusão entrou na alma e na vida de tantos meus filhos. Esta grandeapostasia difunde-se sempre mais, também no interior da Igreja Católica.Os erros são ensinados e difundidos, enquanto que, com quanta facilidade, são negadas as verdades fundamentais da fé, que o Magistério autêntico da Igreja sempre ensinou e energicamente defendeu contra qualquer desvio heréticoO episcopado mantém um estranho silêncio e não reage mais. Quando o meu Papa fala com coragem e reafirma com força a Verdade da fé católica, não é mais escutado e, sim, publicamentecriticado e escarnecido.”
O Papa Paulo VI no discurso em 26 de junho de 1972 disse o seguinte:
“Por alguma brecha a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus: existe a dúvida, a incerteza, a problemática, a inquietação, o confronto. "
O Papa João Paulo II, em 7 de fevereiro de 1981, apenas alguns anos em seu pontificado, afirmou: “Devemos admitir realisticamente  e com sentimentos de profunda dor que os cristãos hoje em dia em grande medida se sentem perdidos, confusos, perplexos e até mesmo decepcionados; idéias opostas à verdade revelada e sempre ensinada estão sendo espalhadas em abundância no exterior; heresias, no sentido pleno e próprio da palavra, foram espalhadas na área de dogma e moral, criando dúvidas, confusões e rebelião; a liturgia foi adulterada. Os cristãos são tentados pelo ateísmo, agnosticismo e pelo cristianismo sociológico destituído de dogmas definidos ou uma moralidade objetiva.”
Ana Catarina Emmerich (1774 -1824), freira alemã estigmatizada, que foibeatificada pelo Papa João Paulo II, em 2004, teve a seguinte visão:
Vi o Papa em oração, rodeado de falsos amigos, que, com freqüência, faziam o contrário do que ele ordenava”. - “O mundo se converterá, quando houver respeito na casa de Deus, a Igreja”.
O desrespeito na Casa de Deus tem um nome: APOSTASIA
Mas o que é a apostasia? É o pior de todos os pecados, porque mostra a face inescrupulosa da hipocrisia. Hoje vemos um grupo enorme dentro da Igreja que podemos chamar de ‘ateus’. Crêem superficialmente em Deus, mas não obedecem à Sua Vontade ou porque acham difícil ou porque cultivam, em sua mentalidade egoísta, a idéia que são os detentores da verdade suprema. Ora, mas não é a Igreja que é responsável por estabelecer a nós o que devemos ou não crer? Quando vamos aprender que nós, humanos, não temos capacidade nenhuma de definir o que é ou não verdade?  (sábias palavras do amigo Everth Queiroz Oliveira)
Diz na Sagrada Escritura:
"Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. Em vão me prestam culto, porque a doutrina que professam são preceitos humanos." (Mt 7, 6)
"Ele lhes disse: Vós pretendeis passar por justos perante os homens, mas Deus conhece-vos os corações: porque o que para os homens é estimável, é abominável perante Deus." (Lc 16,15)
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VEJA TAMBÉM...(E ACREDITE SE QUISER)

Fonte que proporcionou o video acima:
http://fratresinunum.com/2012/08/06/o-caos-liturgico-em-campinas

LEIA E FIQUE ATENTO: Sinal dos Tempos: Brasil, o Kit-Gay já chegou nas escolas privadas!



 

 
 
 
 
 
 
 
 
O livro didático “Menino Brinca de Boneca?” citado acima foi adotado pelo Ministério da Educação como referência para alfabetização de nossas crianças (até 6 anos de idade) e já está sendo utilizado em algumas escolas particulares em São Paulo existindo ainda a orientação do Governo Federal para que seja expandido para todo o Brasil.
 
Caso seus filhos tenham este exemplar em suas mochilas, fiquem atentos pois certamente estão recebendo carga de informações estimulando o homossexualismo em suas cabeças.
 
Foram tiradas algumas fotografias de páginas do livro “Menino Brinca de Boneca?” para concretizar as colocações citadas. 
 
Prefácio: Escrito pela senadora Martha Suplicy (PT-SP), a mesma critica a relacionamento familiar baseado nas convicções dos pais e é direta ao abordar o assunto “livro infantil dedicado para mudança da sexualidade das crianças".
 
Página 16: As palavras “vulva”e “pênis” são expostas como se o assunto “sexo” fosse algo totalmente natural entre crianças de 6 anos nas escolas. 
 
Contra-Capa: Frei Betto é incisivo ao dizer que a obra criada estimula o público infantil à decidir-se por si só sobre sua sexualidade e coloca os filhos contra os pais.


 
 
 
 
 
 
O livro didático “Porta Aberta” de Geografia e História, voltado para o público do primeiro ano, ou seja, alfabetização das crianças (CA) também é gritante quanto ao estímulo ao homossexualismo. 
 
Página 73: A lição mostra uma brincadeira intitulada de “Gavião", na qual um homem adulto agarra uma criança, ambos nús, orientando que os meninos e meninas brinquem daquela maneira com seus amigos. Uma clara afronta que estimula a pedofilia.
 
Página 225: Um jogo da memória formando famílias de pais homossexuais é ensinado para o público infanto-juvenil. 
 
Além das mensagens diretas, em ambos, é nitidamente fácil constatar as mensagens subliminares envolvendo o homossexualismo e pedofilia, que são exploradas durante as tarefas ensinadas.
 
A sanha dos ativistas homossexuais, que desde o início mentem e dizem que o kit-gay não seria para o público infantil é desmascarada e vem tomando as escolas privadas primárias do Brasil. É isso que queremos para nossos filhos?
 

terça-feira, 31 de julho de 2012

'Achava impossível mudar', diz ex-travesti que hoje é pastor em MT


Joide e Édna estão casados há 14 anos. (Foto: Pollyana Araújo/ G1)Joide e Édna estão casados há 14 anos e tem Pedro, de um ano e 11 meses. (Foto: Pollyana Araújo/ G1)
Acompanhado da mulher e do filho de 1 ano, o pastor evangélico Joide Miranda, de 47 anos, que até os 26 era travesti, afirma que é possível deixar de ser homossexual. A partir de sua experiência pessoal, ele decidiu ajudar quem quer voltar a ser hétero, por meio da Associação Brasileira de ex-Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABexLGBTTs). "A homossexualidade é um vício que, muitas vezes, vem desde a infância. Achava que era impossível mudar, mas é uma conduta que pode ser desaprendida", diz o pastor.
O trabalho da associação vai contra a posição do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que orienta profissionais da área a não colaborar com serviços que ofereçam tratamento e cura para homossexualidade e não reforçem preconceitos sociais já existentes em relação ao tema.
Joide Miranda, que aos 14 anos assumiu a homossexualidade e agora se diz "completamente restaurado", pontua que o trabalho que desenvolve busca a cura e a mudança a partir da espiritualidade e da experiência de vida dele, embora avalie que a psicologia seria importante nesse processo. "Aqueles que querem deixar o estado da homossexualidade dizem que me veêm como referência", afirma o pastor, que depois da mudança retirou as próteses de silicone dos seios e o silicone industrializado dos quadris.
Ele explica que a entidade, que foi regulamentada em novembro do ano passado, dá suporte emocional a pessoas de vários lugares, inclusive do Japão, Espanha e França. Até hoje, segundo ele, mais de 500 homossexuais o procuraram. O pastor diz que os maiores motivos alegados para querer deixar a homossexualidade são a solidão e a insatisfação. "Fazemos acompanhamento por telefone, mas pretendemos abrir uma casa de apoio, uma espécie de albergue, para podermos auxiliá-los melhor", conta o pastor, que mora em Cuiabá com a família.
Um dos pilares da associação, segundo ele, é a estruturação familiar. Para o pastor, a desordem familiar tem grande parcela de responsabilidade nos casos de homossexualidade. Ele diz alertar os pais durante as palestras que ministra para que se atentem sobre o comportamento dos filhos, de modo que atuem de forma preventiva. "Um dos maiores fatores que contribuem para a homossexualidade são os abusos sexuais e a ausência de limites para as crianças", enfatiza, ao relatar que, aos 6 anos, foi abusado por um vizinho.
Joide morou em vários países, entre eles na França. (Foto: Arquivo pessoal)Joide morou em vários países, entre eles na França
(Foto: Arquivo pessoal)
Além dos próprios homossexuais, Joide diz receber inúmeros telefonemas de mães que não concordam com a orientação sexual dos filhos. Ele diz que muitas delas pedem para conversar com a mãe dele, que, após muita insistência, conseguiu fazer com que ele fosse para a igreja. Antes disso, o ex-travesti morou em vários países, entre eles Itália e França, onde se prostituía.
Ele cita dois casos de ex-gays que teriam se tornado heterossexuais depois de receberem acompanhamento através da associação. Um deles na França, que morava com outro homem e hoje já está casado com uma mulher.
Outro é o caso de um ex-travesti do Maranhão, que colocou silicone até nos lábios e agora é missionário de uma igreja evangélica. "Quando a pessoa resolve mudar, o interior está todo bagunçado e demora algum tempo para mudar completamente, inclusive os trejeitos femininos", explica.
Joide se casou, mas diz que casamento não pode servir de fuga. (Foto: Arquivo pessoal)Joide se casou, mas diz que casamento não pode
servir de fuga. (Foto: Arquivo pessoal)
Casamento
No caso de Joide, a mulher Édna, que hoje o acompanha nas palestras em que dá o seu testemunho, foi quem o ajudou. "Falava para ele que não era para colocar a mão na cintura, nem cruzar as pernas como mulher", disse. Ela, no entanto, faz questão de enfatizar que se casou com um heterossexual e que nunca duvidou da mudança do marido. "Antes achava que gay era sempre gay, mas depois que o conheci mudei esse conceito. Não me importo em falar sobre o passado dele, pois falo de alguém que não existe mais", afirma.
Casada há 14 anos com Joide, Édna conta que os dois eram empresários e deixaram os negócios para ajudar as pessoas que pretendem deixar de ser homossexuais. "Só fazemos isso para que a nossa história possa ajudar outras pessoas". Ela conta que no início do relacionamento enfrentou certo preconceito por parte daqueles que não acreditavam na mudança de Joide.
No entanto, os dois afirmaram que o casamento não pode servir como uma "fuga". Antes de conhecer a mulher, o pastor disse não ter sentido atração por nenhuma outra pessoa do sexo oposto. "Tive tudo que um travesti sonha, como glamour e dinheiro, mas não era feliz. Sentia um vazio muito grande dentro de mim. Era uma vida de hipocrisia", recorda Joide, ao se dizer realizado hoje com a mulher e o filho, que foi adotado porque Édna não conseguia engravidar.
Na visão dele, a homossexualidade está na mente e, por isso, pode ser restaurada."Depois que fui abusado sexualmente, tive a minha heterossexualidade violada", afirma. Ele disse ainda que, quando foi molestado pelo vizinho, teve medo de contar para a família, principalmente ao pai, que era alcoólatra.

Tropa de Elite iraniana “abre caminho” para o messias muçulmano



Tropa de Elite iraniana “abre caminho” para o messias muçulmanoTropa de Elite iraniana “abre caminho” para o messias muçulmano
As Forças Quds são uma unidade especial formada por milhares de agentes que fizeram acontecer a revolução islâmica do Irã no século passado. Agora, eles estão sendo orientados a intensificar os preparativos que devem marcar a vinda do último messias islâmico e a destruição do Ocidente.
Ali Saeedi, representante do líder supremo da Guarda Revolucionária, enfatizou durante um sermão na ultima sexta-feira que a república islâmica deve confrontar diretamente os EUA, criando o ambiente necessário para o reaparecimento do Mahdi, o 12 º imã xiita, considerado o “salvador”. Segundo as profecias, ele irá matar todos infiéis e levantar a bandeira do Islã em todos os cantos do mundo.
“Em três momentos da história, Deus confrontou diretamente a vontade dos seres humanos indisciplinados em que, naturalmente, o Verdadeiro supera o falso”, disse Saeedi, de acordo com o site de notícias Sepah.
“O primeiro momento da história foi durante a era do faraó, a segunda foi com Bani Abbas, e o terceiro é a nossa era atual, em que Deus deseja iluminar o mundo com a vinda do Imã Mahdi. Muitos dos sinais [necessários] para a vinda ocorreram durante os anos anteriores. No entanto, o principal sinal ocorrerá imediatamente antes da vinda”, explica Saeedi.
Para que tudo ocorra conforme os eruditos muçulmanos esperam, cinco elementos devem anteceder a vinda do Imã Mahdi: prontidão individual, prontidão para criar o ambiente propício, a disposição sistemática, a prontidão geográfica e a disponibilidade internacional.
Por isso os iranianos vêem que o quadro atual indica que o tempo se aproxima.
Esta é a primeira vez que um alto funcionário iraniano afirmou que as Forças Quds estão envolvidas não apenas na região, mas também prontas para um confronto final com o Ocidente.
“A Guarda Revolucionária é um dos elementos na preparação da vinda, e no Despertar islâmico [a Primavera árabe] na região e no cenário internacional, as Forças Quds irão desempenhar um papel importante na preparação da força humana necessária para tal evento. O comandante chefe da Guarda e representante do líder supremo está encarregado de preparar a prontidão individual, a prontidão geográfica, bem como a disponibilidade internacional para a grande vinda”, disse Saeedi.
Uma publicação semanal da Guarda Revolucionária traz as declarações de Sobhe Sadegh, explicando que a abertura da geopolítica do Irã e seu poder bélico são uma realidade e a influência do Irã expandiu-se não só no Oriente Médio, mas também na África, Américas, Ásia Oriental e até mesmo na Europa onde o Islã tem crescido.
Traduzido de WND

Jornal vaticano critica política anti-vida da Fundação Gates




ROMA, 31 Jul. 12 / 06:05 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em um artigo publicado no jornal vaticano L'Osservatore Romano (LOR), a jornalista Giulia Galeotti criticou a disposição da Fundação Bill & Melinda Gates de investir 450 milhões de euros nos próximos anos para promover os anticoncepcionais, começando pela África.
Na notícia, que foi a capa da edição do dia 29 de julho, LOR assinalou que Melinda Gates, que diz ser católica mas considera que garantir um melhor acesso aos métodos de contracepção é um compromisso que ela assume a tempo integral, "vai desencaminhada".
Para o jornal vaticano, Melinda Gates "está confusa por uma má informação e por alguns estereótipos que persistem neste tema. Acreditar ainda numa Igreja Católica que, contrária ao preservativo, deixa morrer a mulheres e crianças por intransigência misógina é uma leitura infundada e grosseira".
Galeotti indicou em seu texto que "como escreveu Pablo VI na Humanae Vitae (também a vítima mais notável deste tipo de deformação), a Igreja é favorável a uma regulação natural da fertilidade, quer dizer, aos métodos fundados na escuta das indicações e das mensagens proporcionadas pelo corpo".
"Para demonstrar que não se trata de bizantinismos abstratos, mas sim de medidas concretas e eficazes, recordemos ao casal de australianos John e Evelyn Billings, que descobriu o método de regulação natural da fertilidade chamado BOM (Billings Ovulation Method): assim as mulheres podem saber se são férteis ou não, e partindo desta realidade podem escolher seu comportamento sexual".
LOR apontou o êxito exemplar do Método Billings ao ser aplicado na China, onde o governo comunista ficou muito interessado em um método de regulação gratuito e que não prejudicasse a saúde da mulher. Os especialistas consideram que o método Billings tem uma segurança de 98 por cento.
O jornal vaticano lamentou o cepticismo com o que alguns olham ao Billings, ao ser qualificado por alguns como um recurso não científico, pré-científico ou um método ingênuo, e sublinhou que estas são acusações sem fundamento provavelmente difundidas não por acaso.
Galeotti apontou a que um dos inconvenientes do método Billings ante os olhos de certa parte do mundo é que é simples e fácil de adotar, inclusive pelas pessoas analfabetas, sem nenhuma forma de mediação de terceiros.
O outro "inconveniente" é que é um método completamente gratuito, o que ocasiona a antipatia da indústria farmacêutica, que tem lucros enormes com a anticoncepção química.
"Cada um é livre de fazer beneficência a quem quer. Mas não o é tanto de obstinar-se na desinformação, apresentando as coisas pelo que não são", concluiu Galeotti.

A ideologia, a psicologia e a homossexualidade.


Desejo, logo existo?

Por Luciano Garrido

Os prejuízos causados pelo ativismo político do Conselho Federal de Psicologia são realmente incalculáveis. Quando uma determinada ciência é prostituída em benefício de ideologias, sua reputação cai no mais absoluto descrédito. Os critérios de validade que fundamentam a produção do conhecimento, e que são universalmente aceitos, acabam substituídos pela conveniência política daqueles que detém circunstancialmente o poder – mesmo que seja o poder de uma simples autarquia.
Assim, a “boa teoria” não é mais aquela que resiste ao teste de realidade ou apresenta um valor heurístico considerável, mas a que atende a certos anseios pessoais ou coletivos, por mais intangíveis que sejam. E se os fatos negam a ideologia, tanto pior para os fatos. É que as construções ideológicas, em seu substrato mais íntimo, se assentam sobre disposições afetivas bastante arraigadas, algo que lhes confere uma capacidade de resiliência fora do comum. As ideologias não prestam contas à realidade: se limitam a criticar o que existe em nome do que não existe, e talvez jamais possa existir. É nesse ambiente de inspirações obscurantistas e degradação intelectual que a psicologia tem se tornado terreno fértil para toda sorte de impostores e demagogos.
A última audiência pública que discutiu a “cura gay” – assim carinhosamente batizada pela imprensa – foi um exemplo típico dessas distorções. Nela, houve um deputado que se sentiu à vontade para opinar sobre assuntos relacionados à Psicopatologia. Quais eram suas credenciais? Basicamente, um diploma de jornalista e uma fama exaurida em programa de reality show.
O grande problema, na verdade, não está tanto na tagarelice dos palpiteiros de ocasião, mas no silêncio obsequioso com o qual boa parte dos psicólogos vem testemunhando disparates desse jaez. Isso mostra que a patrulha ideológica do Conselho Federal de Psicologia alcançou o efeito almejado, e a esta altura dos acontecimentos, suponho eu, já decretou toque de recolher até na comunidade acadêmica. Enquanto os psicólogos se escondem nos consultórios e guardam o mais absoluto mutismo, o deputado Jean Wyllys vem à tribuna para dizer o seguinte:
“É óbvio que alguém homossexual vai ter egodistonia, mas por viver numa cultura homofóbica que rechaça e subalterniza sua homossexualidade. O certo seria colocar o ego em sintonia com seu desejo, é sair da vergonha para o orgulho.”
Se bem entendi a opinião do deputado, ele parte da premissa de que o desejo sexual possui primazia sobre o ego; logo, é o ego que deve estar em sintonia com o desejo, e não este em sintonia com aquele. Isso, segundo o sr. Wyllys, é que é o certo. Para efeito de argumentação, vou tomar a palavra “certo” no sentido aproximado de “normal”, já que não parece sensato supor que o certo, nesse caso, significa algo bizarro, anômalo ou desviante.
Dito isso, eu perguntaria ao sr. Wyllys: por que não considerar como certo – ou normal, como queira – o desejo sexual que está em conformidade com o sexo biológico? Quais os critérios utilizados pelo deputado para definir seu padrão de normalidade? É preciso que ele aponte os fundamentos clínicos, teóricos, filosóficos, ou até metafísicos, sobre os quais está apoiada sua opinião.
Sigmund Freud, por exemplo, que é considerado o maior psicólogo clínico de todos os tempos, pressupunha em sua teoria a existência de um registro real da sexualidade – “a diferença entre os sexos” – como causa do desejo para o sujeito. Essa idéia, aliás, foi condensada numa de suas célebres frases, segundo a qual “anatomia é destino”. Em momento algum Freud disse que o desejo sexual era destino. Donde se depreende que a anatomia do sujeito é um dado de realidade anterior a qualquer processo subjetivação, e, como tal, deve orientá-lo. Aliás, não só a anatomia, mas a fisiologia também.
Se o real precede o imaginário e o simbólico, e se o ego é a instância psíquica regida pelo “princípio de realidade”, como ensinava Freud, é natural que as pessoas achem certo (ou normal) que o desejo sexual esteja em sintonia com a realidade corporal.
O que leva o desenvolvimento psicossexual de alguém a perder-se nos desvãos de suas angústias e fantasias, levando-o a desordens na identidade sexual, é algo passível de investigação científica – e, quiçá, de solução terapêutica viável. Existem muitas tentativas de entender o fenômeno (“fixação narcísica”, “horror à castração”, etc), propostas por vários estudiosos da sexualidade humana – Freud entre eles. Porém, se a cultura encara com certa perplexidade ou estranhamento as práticas homossexuais, isso não dá margem para presumir que a patologia esteja obrigatoriamente na cultura, como pretende o deputado Jean Wyllys ao chamá-la de “homofóbica” (na verdade, o intuito não é diagnosticar uma patologia, mas proferir um simples insulto).
A capacidade de discernir o real do irreal, de diferenciar os estímulos provenientes do mundo exterior dos estímulos internos, está na própria gênese do processo de subjetivação. Freud designava como “prova de realidade” a esse dispositivo que, de maneira gradativa, consolida as funções superiores da consciência, memória, atenção e juízo, entre outros atributos que singularizam a natureza humana, razão pela qual se encontram tão enraizados na cultura. A esse respeito, é Freud quem diz:
“A educação pode ser descrita, sem hesitação, como o incentivo à superação do princípio do prazer, à substituição dele pelo princípio de realidade.”(Formulações sobre os dois princípios do funcionamento psíquico, Freud, 1911)
Sendo ainda mais específico, os critérios de doença e saúde utilizados pela disciplina da psicopatologia também pressupõem em grande medida essa distinção elementar entre fenômenos meramente subjetivos e a realidade objetiva. É dentro dessa perspectiva que o delírio e a alucinação se constituem como exemplos extremos de manifestações patológicas que perturbam, respectivamente, o juízo e a percepção da realidade. Enquanto que os devaneios e as fantasias, embora considerados benignos sob o aspecto da higidez mental, nem por isso deixam de ser igualmente irreais.
Por tudo isso, não surpreende que o filósofo racionalista René Descartes, ao cabo de uma longa reflexão, tenha concluído que o fundamento indubitável da existência deve repousar sobre as faculdades humanas superiores, idéia cuja fórmula ganhou expressão lapidar no seu cogito, ergo sum. Já o sr. Wyllys, o que faz? Como um bom hedonista, quer nos convencer de que o fundamento da existência humana reside mesmo é nas forças cegas do baixo-ventre, o que na mais respeitável filosofia de alcova pode ser equacionado por outro mote, qual seja, o libido, ergo sum. Quem acredita que o ego deve se curvar aos desejos sexuais é porque lhes confere um estatuto primordial na própria definição de natureza humana.
Ainda que não houvesse quaisquer parâmetros para se discutir a sexualidade humana, e que todas as opiniões, portanto, fossem colocadas na vala-comum das idiossincrasias pessoais, subsistiria o fato de que as pessoas pautam suas vidas por valores. Colocar a mera fruição do desejo sexual como o que há de mais sublime na vida humana pode não ser uma regra válida para todos. O que na concepção de uns significa “sair da vergonha para o orgulho”, pode ser o inverso para muitos outros, conforme as diferentes cosmovisões que se adote.
É por isso que o psicólogo não pode usar de sua autoridade profissional na tentativa de abolir sentimentos de vergonha ou culpa em seus pacientes. A missão do psicólogo clínico, segundo Freud, limita-se a transformar o sofrimento neurótico em infelicidade humana normal – essa que todos nós, em maior ou menor medida, sentimos. Quem acredita que o objetivo da psicoterapia é liberar os desejos sexuais de suas “amarras” culturais, convertendo indivíduos neuróticos em discípulos de Marquês de Sade, é porque pretende impor suas convicções hedonistas aos demais. Como alertava o psicanalista Gregory Zilboorg:
“O Homem não pode ser curado das exigências ético-morais e religiosas de sua personalidade, que nele vivem e dele fazem o que realmente é. Só o morboso, o irreal e inútil podem ser analisados.”
Em outra direção, tornou-se lugar-comum o argumento de que o homossexualismo seria prática natural porque é observada com freqüência em diversas espécies animais. Esse entendimento, porém, é bastante falho, pois compara entre si fenômenos essencialmente diversos. Ainda que, em uma determinada espécie, se observe o coito em indivíduos do mesmo sexo, não se pode defini-lo como homossexualismo sem incorrer naquilo que os etólogos chamam de “antropomorfização” do comportamento animal.
Os animais não possuem desejo sexual no sentido empregado por nós. Animais possuem tão-somente impulsos sexuais, e esses impulsos, em condições normais, seguem o comando fixo dos instintos estabelecidos ao longo de sua cadeia evolutiva. Acrescente-se que, sob a ótica da evolução, não pode haver algo como um “instinto homossexual” entre animais, pois é certo que os indivíduos com essa tendência não repassariam sua carga genética adiante. Até um suposto “instinto bissexual” teria chances bem reduzidas de proliferação, já que seria uma desvantagem bastante palpável se olharmos pela perspectiva ampla da escala evolutiva.
A hipótese explicativa mais plausível para a ocorrência desse fenômeno entre os animais segue outra direção. Quando premidos por um forte impulso sexual cujo meio de satisfação original encontra-se ausente, os animais comportam-se de modo a favorecer uma satisfação alucinatória do impulso. Quem nunca testemunhou cães que, ao verem-se privados de uma fêmea, passam a “montar” em nossas pernas, simular o coito em outros animais, no ursinho de pelúcia ou no ”puff” da sala? Por que não poderiam fazê-lo – como de fato o fazem – em outros cães do mesmo sexo? Se isso for homossexualismo, o que seriam os outros comportamentos?
Segundo Freud, o modo de satisfação alucinatório também é encontrado nos seres humanos, bem nos primórdios de seu desenvolvimento. Bebês que choram de fome e são acalmados por uma chupeta, ainda que não estejam sendo nutridos, experimentam também um modo de satisfação alucinatório. Com o passar do tempo, na medida em que acumulam frustrações e percebem que esse tipo de mecanismo não é capaz de aplacar a fome, as crianças o abandonam em favor de um “sentido de realidade”. É a partir desse momento que ego vai se estruturando no aparelho psíquico. Mas só os seres humanos são capazes disso.