quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sacerdotes sofrem cada vez mais com depressão, alcoolismo e estresse .

A Igreja Católica tem pedido socorro à ciência e encaminhado muitos de seus servos para a terapia. A responsabilidade de ajudar o rebanho às vezes cobra um alto preço. Muitos trabalhadores religiosos vão além dos seus limites, na vontade de ajudar o próximo acabam sofrendo quando as pessoas enxergam, nessas figuras sacerdotais, a cura para seus males
Recentemente, o congresso ”Padre no Divã: Conforto e Desconforto no Trabalho Pastoral”, realizado no Instituto de Psicologia da Pontifícia Universidade Salesiana, em Roma, na Itália, debateu essa questão a fundo.

“Levar a sério o sofrimento psíquico de quem trabalha na pastoral deve fazer parte de uma responsabilidade comum, que também envolve leigos”, afirma o padre italiano Giuseppe Crea.
Já existem no Brasil centros especializados nesse tipo de tratamento aos religiosos. Um deles é o Instituto Acolher, de São Paulo. Um de seus professores é o psicoterapeuta Ênio Brito Pinto, autor de “Os Padres em Psicoterapia – Esclarecendo Singularidades” (Ideias & Letras). Após cerca de 30 anos de experiência em consultório, tendo atendido mais de 100 padres, o autor descreve no livro 12 temas relativos ao tratamento dos homens de batina.

“O padre suporta o sofrimento até um limite de muita dor e só então mostra que necessita de ajuda. Ele é educado para não reconhecer limites, o que é uma das falhas da sua educação”, afirma Ênio.
O processo mais comum é semelhante à terapia de crianças e adolescentes, na qual os pais fazem parte do trabalho. No caso, o superior hierárquico também se manifesta, fornecendo e recendo informações do psicoterapeuta.

Em 2000, após presenciar um suicídio na porta de sua igreja, o padre Antônio Tourinho Neto, 48 anos, se afastou de suas funções e passou um mês na unidade de Sergipe da Fazenda da Esperança. Essa comunidade terapêutica alternativa presta assistência espiritual, mas também tem o auxílio de profissionais como psicanalistas e psicólogos. “O choque me pôs em angústia profunda, passei a questionar o porquê de Deus permitir aquilo e fiquei decepcionado com o sacerdócio”, diz Neto.

Após ser tratado com entrevistas com um psicanalista e terapia em grupo, entre outras atividades, ele diz ter se recuperado.

Cerca de 3% dos pacientes das dezenas de unidades dA Fazenda da Esperança são religiosos. Um de seus missionários, o padre tailandês Dekson Teope, 34, ficou um ano em tratamento por conta de seu alcoolismo. “Cheguei a ponto de celebrar bêbado”, lembra ele.

Hoje, livre do vício, o padre Teope, celebra missas normalmente em uma comunidade brasileira da Fazenda. “Por trabalhar muito, os sacerdotes têm suas relações interpessoais prejudicadas, ao mesmo tempo que lidam mal consigo mesmos. Muitos sucumbem ao alcoolismo ou vivem crises de mau humor”, afirma o psicoterapeuta Pinto.

Um dos outros temas recorrentes é a sexualidade, que não raro eclodem na mídia quando escândalos de pedofilia são denunciados. “Afetos reprimidos ou supostamente sublimados não são afetos integrados”, escreveu Pinto em seu livro. “Por causa disso, tendem a provocar sofrimento e crises de saúde física ou emocional, ou uma vida de aparências, com práticas sexuais escusas, culposas, dissociadas.”

Mesmo vistos como representantes de Deus na Terra para os católicos, os sacerdotes são humanos e, portanto, falíveis e imperfeitos.

Com informações Isto É

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br

Campanha de oração “pró-aborto” gera revolta de cristãos.


Orar pelas mães que fazem abortos? Essa parece uma idéia absurda pra muitos. Porém, a ONG Planned Parenthood [Paternidade Planejada] da Califórnia, que historicamente luta pelos direitos das mães fazerem uma escolha se querem ou não ter os filhos, fez o lançamento de uma campanha chamada “40 Dias de Oração: apoiando as mulheres em toda parte”.

A campanha publicou um livreto com 40 orações diferentes, em favor daqueles que cometem o aborto: as mães, os acompanhantes, os abortistas e todos os envolvidos. Obviamente, deixaram de lado as crianças não nascidas.

O movimento é apoiado pela organização “Clero pelo direito de Escolha”, que se define como “líderes religiosos que valorizam toda a vida humana”, mas não traz nenhum tipo de declaração de fé ou lista de seus membros.

O Liberty Counsel, organização que defende o direito a vida, lançou um protesto na Internet contra o que julga ser um abuso. Afinal, para eles a tentativa de associar os assassinatos a um findo religioso é uma tática antiga, usada na Alemanha nazista para justificar a aniquilação de judeus e outros não-arianos.

A Planned Parenthood sempre sofreu oposição das entidades cristãs no Estados Unidos e esse repentino “aspecto espiritual” é uma tentativa de confundir a população. “Havia líderes religiosos que apoiaram a Alemanha de Adolf Hitler e os nazistas. Foi algo errado, e estão repetindo o erro agora”, disse Mathew Staver, fundador e presidente do Liberty Counsel.

“A campanha que pede oração para seu suposto planejamento familiar é ofensiva”, disse ele, “Por mais que eles não gostem da comparação, o que a Planned Parenthood faz hoje não é diferente do esforço pela eliminação dos” indesejáveis”, como defendia o mais famoso eugenista, Adolf Hitler.”

O Liberty Counsel termina seu protesto dizendo que esse movimento de oração da Planned Parenthood é uma tentativa de ridicularizar as campanhas anuais de oração contra o aborto, chamada de “40 dias de vida”, que unifica quase meio milhão de cristãos todos os anos nos Estados Unidos.

Como resultado direto dessas campanhas, acredita-se que 22 clínicas de aborto foram fechadas e 69 médicos pararam de realizar o aborto nos últimos anos.

A organização cristã “Visão da América” também convoca anualmente um movimento de oração e jejum chamado “40 dias para salvar a América”, onde incentiva padres, pastores, rabinos e outros sacerdotes para clamar pela intervenção de Deus.

Traduzido e adaptado de Planned Parethood e LC

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br

Aborto matou mais pessoas que as guerras do século XX, diz Bispo




O Bispo de Oberá (Argentina), Dom Santiago Bitar, assegurou que o aborto legalizado em distintos países provoca mais de 50 milhões de vítimas ao ano, o que "supera as mortes de todas as guerras do século XX, inclusive as duas guerras mundiais".

Em uma carta aos fiéis da sua diocese, Dom Bitar também esclareceu que na sua homilia de Sexta-Feira Santa, nunca disse que "os que estão a favor do aborto são genocidas e tem que ser postos para fora da pátria", frase que atribuiu aos meios jornalísticos do país que tergiversaram suas palavras.

O Prelado explicou que essa frase foi usada "unindo erroneamente palavras da introdução a uma oração e as da entrevista".

O Bispo de Oberá recordou que na sua homilia de Sexta-Feira Santa criticou a "contradição que um Estado democrático não defenda os ‘direitos humanos’ dos menores e indefesos, autorize, e inclusive possa chegar a obrigar a médicos a destruir vidas inocentes"

"Não estamos ante as portas de um "silencioso", mas sangrento genocídio?" questionou nessa ocasião.

Dom Bitar também criticou "o silêncio de muitos profissionais da saúde, que conhecem bem que o embrião é uma vida humana distinta e não um pedaço da mulher, ou um órgão a mais do qual se pode prescindir".

"Chama a atenção o silêncio de organismos de Direitos Humanos e grupos ecologistas. Dá a impressão que os "direitos" são somente para alguns e não para todos".

O Prelado também repreendeu aqueles que "só defendem animais e plantas, mas se calam a respeito das crianças não nascidas.

Para o Bispo, também "chama a atenção o silêncio de muitas autoridades políticas, de muitos meios de comunicação, de instituições sociais e inclusive de representantes de outras crenças religiosas".

"Como argentinos ao longo da história, pagamos caro pelo silêncio. Nesta encruzilhada, se nós não falarmos quem falará? Quem será a voz das criaturas que não têm voz?", concluiu.

BUENOS AIRES, 12 Abr. 12 / 05:41 pm (ACI)

Mineiro resgatado no Peru: Foi tudo um milagre


Um dos nove mineiros que foi resgatado esta manhã, depois de estar vários dias preso em um socavão no Estado de Ica no sul do Peru, afirmou que "foi tudo um milagre".

Em declaração ao jornal local “Primeira Edição", Félix Cucho Aguilar de 42 anos de idade, afirmou que o resgate do socavão “Cabeça de Negro” localizado a 250 metros de profundidade, no distrito de Rosário do Yauca (Ica), foi um milagre.

"Tudo aconteceu para nossa salvação. Foi como voltar a nascer e quero agradecer às autoridades e empresas que nos deram seu apoio", manifestou o mineiro que esteve preso desde Quinta-Feira Santa.

Consultado sobre se deixaria a atividade mineira depois do incidente, Aguilar manifestou que não. "Sim, seguirei na mineração", comentou.

O presidente Ollanta Humala e seus familiares receberam aos mineiros que começaram a sair às 7:00 a.m. (hora local) na boca do túnel da mina.

"Este momento é como voltar a nascer", disse Edwin Bellido, um dos resgatados, que se reencontrou, entre lágrimas, com suas duas filhas e sua esposa.

"O melhor remédio destes compatriotas é encontrar-se com sua família. Tarefa cumprida", disse aos jornalistas o presidente.

Antes de sair, os mineiros passaram por um primeiro controle no interior do túnel para avaliar suas funções vitais.

"Passamos momentos críticos lá dentro. Tivemos que dormir sobre plásticos, sem colchões", relatou Bellido. "Fazíamos piadas e exercícios físicos para passar o tempo e não nos angustiar. Comíamos com nossos cascos com os alimentos líquidos que chegavam pela mangueira que nos contatou com o exterior", acrescentou.

Nas barracas hospital os mineiros receberam oxigênio, líquidos reidratantes, bebidas quentes e alguns deles se recostaram em macas.

A mina “Cabeça de Negro” é uma jazida artesanal e informal de cobre e que é explorada em condições precárias depois que a exploração legal da mina foi abandonada faz mais de duas décadas por seus proprietários.

Mãe de bebê que "acordou" em um necrotério da Argentina: é um milagre que só Deus pode explicar



BUENOS AIRES, 12 Abr. 12 / 02:14 pm (ACI/EWTN Noticias)

Amalia Bouguet é a mãe da bebê argentina que "acordou" depois de permanecer 12 horas em um necrotério por ter sido declarada morta. Para ela, o fato que a sua pequena esteja viva "é um milagre sobrenatural, que só Deus pode explicar".

Segundo informa a agência AICA, a bebê prematura que nasceu com 26 semanas (6 meses aproximadamente) de gestação havia sido declarada morta e "voltou à vida" depois de resistir 12 horas exposta às temperaturas gélidas do necrotério sem comida e nenhum agasalho.

Este episódio confuso aconteceu no hospital "Perrando" da cidade de Resistencia na província de Chaco, Argentina. Os profissionais vinculados ao caso já foram afastados do seu cargo.

"Minha filha (Luz Milagros) esteve 12 horas no necrotério e até o momento em vez de certidão de nascimento só tem uma ata de falecimento", contou a mulher.

Bouguet disse ainda que sua filha "nasceu às 10:24h e às 11:05h estava em um caixão. Passou 12 horas com um frio intenso no necrotério. Eu mesma vi seu corpinho com gelo".

Depois foi ao necrotério para se despedir e tirar uma foto da sua filha, que segundo a pediatra que a atendeu "não tinha sinais vitais" no momento de nascer.

"Uma senhora se aproximou do meu marido que estava esperando para ir ao necrotério e lhe disse: ‘ela está chorando’. Meu marido pensou que se referia a mim, mas não: era a minha filha a que estava chorando", relatou Amalia que tem outros quatro filhos.

"Tenho fé. Tudo isto foi um milagre de Deus", sustentou a mulher, que vive com sua família em Fontana, uma localidade de Chaco.

O subsecretário de saúde de Chaco, Rafael Sabatinelli, disse que a negligência dos médicos que enviaram a pequena Luz Milagros ao necrotério, constitui um fato "lamentável", e que iniciará um processo judicial.

"Cada integrante do pessoal que esteve envolvido no fato tem responsabilidades. Portanto terão que render explicações conseqüentemente a isto. Esperamos os resultados dos relatórios correspondentes para que se esclareça o fato", assegurou Sabatinelli em declarações divulgadas ontem na Página Web do Jornal Norte, da Argentina.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

“Nossas famílias estão muito bem sem religião”, afirma campanha


 “Nossas famílias estão muito bem sem religião”, afirma campanha

Algum tempo atrás, uma campanha publicitária da Coalizão de Dallas-Fort Worth pela Razão (DFWCOR) criou polêmica ao colocar anúncios em ônibus dizendo “Milhões de americanos são bons sem Deus.” O plano de fundo dos anúncios era a imagem de uma bandeira americana, composta pelos rostos dos ateus e agnósticos.

Agora, a DFWCOR lançou uma nova campanha na região entre as cidades de Dallas e Fort Worth, a mais populosa do estado do Texas. Os outdoors mostram diferentes tipos de famílias e a frase “Nossas famílias estão muito bem sem Deus”. As imagens também serão mostradas em um cinema local antes de o filme iniciar.

O coordenador da Coalizão, Zachary Moore, afirma que a campanha tem como objetivo combater a ideia comumente aceita que “família” é sinônimo de “religião”.

Organizações cristãs historicamente sempre ensinaram que as famílias precisam de religião, algo que a DFWCOR contesta. Moore defende que as famílias deveriam “criar os filhos para analisar criticamente a religião… Os pais [da DFWCOR] querem inspirar seus filhos a amar o conhecimento, em vez da fé.”

Moore também acredita que “Nunca foi tão fácil ser um pai ateu no Texas”, observando que o número de pessoas sem religião nos Estados Unidos cresce a cada ano.

O DFWCOR também promove o ateísmo em escola de ensino médio e universidades, com o objetivo de fortalecer e unir os estudantes ateus de todo o país.

De acordo com um estudo publicado no ano passado, o número de ateus em todo o mundo deve continuar crescendo e o motivo para a descrença seria as razões mercadológicas que tem tomado conta das religiões.

Traduzido e adaptado de United Cor

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br

Os que apóiam o aborto são genocidas, alerta Bispo

BUENOS AIRES, 11 Abr. 12 / 03:28 pm (ACI)

O Bispo de Oberá (Argentina), Dom Santiago Bitar, qualificou de genocidas aos que promovem a prática do aborto no país, e acrescentou que uma criança no ventre de sua mãe não pode defender-se sozinha.

"As crianças por nascer não podem defender-se por si só, por isso, os que estamos com vida e a favor dela, devemos defendê-los. Outra coisa é perder a vida de um adulto. Não se pode atentar contra a vida dos indefesos como são estas crianças por nascer", assinalou.

Na sua homilia de Sexta-Feira Santa, o Prelado também pediu "tirar da Pátria" os que estão a favor do aborto na Argentina.

Dom Bitar também recordou o ensinamento da Igreja com relação ao aborto em caso de estupro, e criticou a recente sentença da Corte Suprema da Argentina que legitimou este tipo de prática no país.

O Bispo argentino destacou o dano que o aborto produz na mulher, pois "junto à lembrança do estupro se acrescenta o fato de saber, que no próprio seio materno se assassinou a um bebê, que não é culpado de nada".

Bancada pró-vida pede ‘impeachment’ do ministro Marco Aurélio Mello, relator da ADPF 54

BRASILIA, 11 Abr. 12 / 07:02 pm (ACI)
 
A agência Senado noticiou na tarde desta quinta-feira, 11, que a bancada pró-vida no congresso abriu hoje um processo de ‘crime de responsabilidade’ contra o ministro Marco Aurélio Mello, membro do Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta antecipação de voto na votação da ADPF 54, um recurso que legalizaria o aborto dos fetos com anencefalia. O pedido foi levado por representantes das bancadas católica e evangélica ao presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP). A votação terminou com 5 votos a favor e 1 contra o aborto dos anencéfalos e continua amanhã no Supremo Tribunal em Brasília.
Segundo a agência Senado, “os deputados alegam que o ministro teria emitido juízo de valor em entrevistas ao SBT e à revista Veja, em 2008, sobre o aborto de fetos anencéfalos e, com isso, supostamente ter antecipado seu voto no julgamento feito pela corte nesta quarta”.
Marco Aurélio, indica a agência Senado, é o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 54, que foi votada hoje pelo Supremo e definirá amanhã se as mulheres grávidas de fetos anencéfalos poderão abortar legalmente no Brasil. Seu voto no processo foi favorável e seu discurso repleto de argumentos falaciosos sobre a anencefalia e os supostos direitos e o bem-estar das mulheres.
No seu longo pronunciamento contra a vida dos anencéfalos o ministro afirmou: “Parece-me lógico que o feto sem potencialidade de vida não pode ser tutelado pelo tipo penal que protege a vida. Estamos a tratar do mesmo legislador que para proteger a honra e a saúde mental da mulher estabeleceu como impunível o aborto provocado em gestação oriunda de estupro, quando o feto é plenamente viável”.
Entre outros argumentos falaciosos sobre a vida dos anencéfalos, que não necessariamente são bebês sem cérebro, mas seres humanos com mal formações congênitas neste órgão, o ministro Mello chegou a afirmar que "o anencéfalo jamais se tornará uma pessoa”.
“Em síntese, não se cuida de vida em potencial, mas de morte segura. Cabe à mulher, e não ao Estado, sopesar valores e sentimentos de ordem privada, para deliberar pela interrupção, ou não, da gravidez”, disse o ministro.
Falando precisamente sobre o papel do Estado em relação ao direito à vida, o coordenador do Movimento Legislação e Vida, o Prof. Hermes Rodrigues Nery, afirmou que este tema deveria ser visto pelos representantes do povo brasileiro, majoritariamente contrário ao aborto, no Congresso Nacional, e não pelos ministros do STF.

Falando ao site de notícias G1, o Prof. Rodrigues Nery afirmou que "O Supremo está legislando e isso fere a democracia".
Outro argumento tendencioso do ministro Mello é que “a interrupção da gravidez (aborto) de fetos anencéfalos não pode ser analisada sob o foco de orientações religiosas”.
“Concepções religiosas não podem guiar as decisões estatais, devendo ficar circunscritas à esfera privada. A crença religiosa ou a ausência dela serve precipuamente para ditar a vida privada do indivíduo que a possui. Paixões religiosas de toda a ordem hão de ser colocadas à parte das decisões do estado”, afirmou o relator da ADPF54.

O mesmo argumento foi rebatido ontem pelo arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, quando o prelado asseverou que o direito à vida não é um tema religioso, mas “valor universal”, e também um “valor do Estado”, negado aos seres humanos por sistemas totalitários como o Nazismo.
O ministro também afirmou que especialistas consideram o feto sem cérebro “um natimorto neurológico”. Para Mello, não é possível falar em deficiência, pois não há expectativa de vida extra-uterina, ou seja, fora do útero da mãe.
Talvez a maior prova contra os argumentos anti-vida do ministro Marco Aurélio tenha sido a presença em Brasília da pequena Vitória de Cristo, um bebê de 2 anos e meio que recebeu um diagnóstico de anencefalia e hoje surpreende a ciência.
“No pré-natal não há condições de saber qual será a reação da criança. O médico não toca a criança. Os exames por si só não indicam nada”, afirmou Joana Schimitz, a mãe da pequena que se manifestou contra o aborto.

“Quero mostrar que crianças como a Vitória não são um monstro”, disse Joana ao portal de notícias último Segundo, do IG. “O problema é que sempre mostram a parte ruim. Eu estou aqui mostrando que existe um outro lado”, afirmou Joana.


Ao votar hoje a favor o ministro Mello teria ferido uma lei da Magistratura Nacional por já ter declarado à mídia sua posição.

“Os parlamentares pedem que o Senado instale uma comissão para julgar o ministro. Segundo eles, ao emitir opinião sobre o teor do julgamento, Marco Aurélio teria contrariado o artigo 36 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional, que proíbe aos juízes “manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem”, afirma a agência Senado. 
“O relator do processo de hoje já se declarou antes da hora. Isso é quebra de decoro”, afirmou o deputado federal Eros Biondini (PTB-MG), membro da bancada católica e pró-vida no Congresso.

A agência senado recorda que “conforme o artigo 52 da Constituição Federal, é competência privativa do Senado Federal processar e julgar os ministros do Supremo Tribunal Federal. Cabe ao presidente da Casa (no caso o Senador José Sarney) a faculdade de acatar ou rejeitar a denúncia”.
“De acordo com o Regimento Interno do Senado, se for acatada a abertura do processo, uma comissão, constituída por um quarto da composição do Senado, obedecida a proporcionalidade das representações partidárias ou dos blocos parlamentares, ficará responsável pelo processo”, conclui a nota da agência Senado.
Até o momento, seis ministros, incluindo o relator Marco Aurélio, apresentaram os seus votos, cinco dos quais foram favoráveis à legalização do aborto dos anencefalos. Estes foram emitidos pelos seguintes ministros: Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Apenas o ministro Ricardo Lewandowski votou contra a descriminalização da prática no Brasil.

Miss Universo aceitará a transexuais como candidatos a partir do próximo ano


O transexual Jenna Talackova (direita)

NOVA IORQUE, 11 Abr. 12 / 03:40 pm (ACI/EWTN Noticias)
Os diretores do Miss Universo, o popular concurso de beleza feminino mundial, decidiram trocar suas regras para aceitar formalmente a candidatos transexuais a partir da edição 2013 do concurso, depois da pressão dos meios de comunicação que obrigou a admitir na edição canadense do concurso a um jovem que trocou de sexo.

Jenna Talackova, novo nome de Walter Page Talackova, é um transexual de 23 anos que faz quatro anos se submeteu a uma operação de mudança de sexo. Faz uns dias conseguiu que os organizadores do Miss Universo do Canadá anulassem a regra que exigia que as aspirantes ao trono só podiam ser mulheres "de nascimento por natureza".

Talackova disse ver-se "a mim mesma como uma mulher com ‘história’", explicou que seu tratamento hormonal o iniciou aos 14 anos para depois realizar a operação de mudança de sexo aos 19.

Faz cinco dias, os responsáveis pelo concurso anunciaram que Talackova, morador de Vancouver (Canadá), poderá competir no concurso Miss Universo do Canadá deste ano a pesar de que o tinham desqualificado previamente.

A desqualificação mobilizou a diversos promotores do lobby gay que, junto a ela, pressionaram aos organizadores para que a aceitassem novamente, e o que conseguiram.

Um blogueiro americano afirmou que "Walter .Talackova pode ter trocado seu nome legalmente a Jenna e pôde haver-se operado, mas nunca será uma mulher. O gênero não é uma opção"

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Bancos mexicanos cancelam contas da Igreja Universal A medida foi tomada depois que as instituições financeiras souberam que a liderança da igreja está sendo acusada de diversos crimes financeiros .


O jornal mexicano Reforma publicou no domingo (8) uma matéria anunciando que ao menos três bancos com filiais no México resolveram cancelar as contas da Igreja Universal do Reino de Deus depois que tomaram conhecimento que os dirigentes da denominação estão sendo acusados de diversos crimes financeiros no Brasil.
O banco Santander, o Citigroup e o Ixe enviaram uma carta para a igreja liderada por Edir Macedo anunciando a determinação e pedindo para que os fundos fossem retirados e que não fizessem mais depósitos nas cinco contas de cheque que a instituição religiosa mantém no país.
A medida foi tomada depois que os dirigentes foram acusados de cometerem lavagem de dinheiro, estelionato, evasão de divisas e outros crimes. A IURD até tentou mover um habeas corpus para se proteger de eventuais recomendações do governo, mas não teve resultado positivo.
O jornal mexicano não sabe informar se a decisão dos bancos tem determinação do governo por meio do Ministério de Finanças que geralmente alerta as instituições financeiras quando percebem operações que o façam suspeitar de atividades financeiras ilegais.
No México a IURD é reconhecida como Associação Religiosa desde 2001 e tem cerca de 164 templos espalhados pelo país. Conhecida como “Pare de Sofrer” a denominação tem espaços televisivos onde divulga suas mensagens da mesma forma como acontece no Brasil.
Com informações UOL


Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br

Macedônia: imagens de igreja brilham, e padre fala em milagre.

Fieis fotografam afrescos na igreja Sveti Dimitrije, em Skopje. Foto: AFP
Fieis fotografam afrescos na igreja Sveti Dimitrije, em Skopje
Foto: AFP

Centenas de habitantes da cidade de Skopje estão fazendo fila diante da igreja Sveti Dimitrije para ver as imagens e os afrescos que começaram a brilhar sem explicação aparente, um fenômeno que o pároco local não hesita em classificar de milagre.

"É realmente um milagre, começou o domingo na parte central da igreja, onde a cor dourada predomina, e o fenômeno continua", contou o padre Dimce Malinov, acrescentando que as imagens começaram a brilhar como se uma mão invisível as estivessem polindo. "Primeiro aparece uma cor vermelha que se transforma em dourado. Podemos ver as imagens ficarem limpas de cima para baixo", acrescentou.

O chefe da Igreja ortodoxa macedônia (MPC), arcebispo Ohrid Stefan, visitou no domingo a igreja de Sveti Dimitrije, do século XVIII, para observar o fenômeno. No entanto, o MPC negou-se a comentar o evento ao ser contatado pela AFP.

A ex-república iugoslava da Macedônia é um país de dois milhões de habitantes. Aproximadamente 80% da população é de religião cristã ortodoxa.

sábado, 7 de abril de 2012

Menina anencéfala de 2 anos surpreende ciência


Renata Vasconcelos 

Canção Nova Notícias, SP


Na próxima quarta-feira, 11,  o Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar a polêmica ação que permitirá ou não o aborto em caso de feto com má-formação no cérebro. De um lado, a ciência argumenta que bêbes com esse diagnóstico são incompatíveis com a vida. De outro, os pais que defendem o direito de seus filhos especiais à vida.

É o caso de Vitória de Cristo, que não só sobreviveu ao parto, mas hoje com 2 anos, continua supreendendo a ciência que nem sempre consegue explicar o milagre da vida.

Assista à reportagem 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Papa Bento XVI critica “apelo à desobediência” feito por alguns padres da Áustria.



Em duro e direto sermão, Bento 16 faz ataque a um grupo de padres austríaco que defende fim do celibato e ordenação de mulheres
RACHEL DONADIO
DO “NEW YORK TIMES”, EM ROMA

O  papa Bento 16 denunciou ontem a “desobediência” na igreja em uma homilia severa, censurando os sacerdotes reformistas que desejam a ordenação de mulheres e o fim do celibato.
Em referência a iniciativas recentes de clérigos austríacos e de outros países, o papa declarou que, embora esses sacerdotes afirmem agir motivados “pela preocupação com a igreja”, eles são movidos por “suas preferências e ideias pessoais” e deveriam optar pelo “radicalismo da obediência”, frase que captura a essência de seu pensamento teológico.
Foi um dos mais fortes e diretos sermões em sete anos de pontificado de Bento 16.
O discurso também demonstrou que o papa, que vinha demonstrando cansaço aos 85 anos, parece ter recuperado a antiga forma, atuando como defensor da ortodoxia e demonstrando preferência por uma igreja menor, mas seguida com mais fervor, em lugar de uma maior que dependa de uma diluição na doutrina.
O papa pronunciou sua homilia na Basílica de São Pedro, na Quinta-Feira Santa, o dia em que os padres recordam os votos que fizeram ao serem ordenados.
Ele fez referência ao grupo austríaco Iniciativa Sacerdotal, que divulgou um “apelo à desobediência” conclamando a igreja a permitir a ordenação de mulheres, a abandonar as normas de celibato e a permitir que pessoas divorciadas comunguem.
A Iniciativa foi criada em 2006 pelo padre Helmut Schüller, ex-diretor da agência assistencial católica Caritas na Áustria, com o objetivo de combater a escassez de sacerdotes. Desde então, mais de 400 padres austríacos expressaram apoio a ele, segundo a imprensa local.
Padres nos EUA e em outros países da Europa fizeram o mesmo.
De sua parte, Schüller definiu o Vaticano como “monarquia absoluta” e disse que a resistência da igreja à mudança poderia resultar em ruptura, de qualquer forma. Em entrevista por telefone, Schüller se declarou surpreso com as palavras do papa.
“Mas não creio que tenham sido palavras tão ásperas. Não traziam ameaça ou sanção implícita”, disse.
***
De outra fonte:
http://www.radioitaliana.com.br/content/view/8671/39/
Bento XVI criticou no Vaticano os subscritores do “apelo à desobediência”, promovido por padres austríacos, que acusou de realizar um gesto “desesperado” e contrário aos interesses da Igreja.

“Não anunciamos teorias nem opiniões privadas, mas a fé da Igreja da qual somos servidores”, frisou, na homilia da Missa Crismal a que presidiu, na Basílica de São Pedro, perante cerca de 1600 sacerdotes da Diocese de Roma.

O Papa reafirmou as “decisões definitivas do magistério” católico, aludindo especificamente à questão relativa à ordenação sacerdotal das mulheres, “a propósito da qual o beato Papa João Paulo II declarou de maneira irrevogável que a Igreja não recebeu, da parte do Senhor, qualquer autorização para o fazer”.

Na celebração que deu início à Quinta-feira Santa, no Vaticano, Bento XVI admitiu que a Igreja vive numa situação “muitas vezes dramática”, mas sublinhou que a desobediência não é “um caminho” para a renovar a Igreja.

O “apelo à desobediência”, a que o Papa se referiu, foi lançado em 2011 por cerca de algumas centenas de padres na Áustria, com o apoio do movimento ‘Nós Somos Igreja’, e tem-se alargado a outras nações.

O documento exige o fim do celibato obrigatório, a ordenação sacerdotal de mulheres, a ordenação sacerdotal de homens casados na Igreja de rito latino, a comunhão para os divorciados em segunda união e um maior protagonismo para os leigos, entre outras questões.

Para Bento XVI, não é possível “dar crédito” aos autores deste apelo quando dizem que “é a solicitude pela Igreja que os move, quando afirmam estar convencidos de que se deve enfrentar a lentidão das instituições com meios drásticos para abrir novos caminhos, para colocar a Igreja à altura dos tempos de hoje”.

O Papa voltou a questionar se a desobediência “será verdadeiramente um caminho” a seguir para “uma verdadeira renovação”, ou se, pelo contrário, não é apenas “um impulso desesperado de fazer qualquer coisa”, de transformar a Igreja segundo desejos e ideias pessoais.

“Deus não olha para os grandes números nem para os êxitos exteriores”, assinalou.

Neste contexto, Bento XVI pediu que os padres sejam “homens que atuam a partir de Deus e em comunhão com Jesus Cristo”, o que, do seu ponto de vista, exige duas coisas: “Uma união íntima, mais ainda, uma configuração a Cristo e, condição necessária para isso mesmo, uma superação de nós mesmos, uma renúncia àquilo que é exclusivamente nosso, à tão falada autorrealização”.

A homilia papal deixou ainda preocupações com o “analfabetismo religioso” que cresce no meio da atual sociedade e com “as pessoas que, relativamente à verdade, se encontram na escuridão”.

“Enquanto sacerdotes, preocupamo-nos naturalmente com o homem inteiro, incluindo precisamente as suas necessidades físicas: com os famintos, os doentes, os sem-abrigo; contudo, não nos preocupamos apenas com o corpo, mas também com as necessidades da alma do homem”, explicou.

Durante a celebração foram abençoados os óleos dos catecúmenos e dos enfermos e consagrado o óleo do crisma, os quais serão levados esta tarde pelos padres de Roma para todas as paróquias, onde são utilizados na celebração dos sacramentos do Batismo, Crisma, Ordem e Unção dos Doentes.

Os cardeais, bispos e padres presentes renovaram as promessas feitas na sua ordenação sacerdotal.

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/29673

A Sexta feira da paixão em Cuba, agora feriado decretado pelo estado socialista.


Com as igrejas lotadas, os cubanos começaram a Semana Santa em um clima mais sereno. Não somente foi anunciado que esta Sexta-feira Santa é feriado na Ilha, mas foi também comunicado que o Cardeal Jaime Ortega, Arcebispo de Havana, apresentará sua mensagem de Sexta-feira Santa em um programa transmitido pela televisão nacional, fato inédito em Cuba há mais de 40 anos.
Na América Latina, não obstante os dias que precedem a Páscoa sejam feriado em muitos países, a Sexta-feira Santa é um dia marcado por grande fervor religioso. Neste dia, assume grande importância a mensagem centrada nas últimas palavras proferidas por Jesus na Cruz. Assim, em todos os países latino-americanos, bispos e párocos se preparam para receber esta mensagem, conscientes da importância deste momento e da grande quantidade de pessoas que o escutam, inclusive por meio do rádio.
O anúncio da transmissão da mensagem do Cardeal Arcebispo de Havana para a Sexta-feira Santa ocorre depois da decisão do governo de Raul Castro de declarar feriado Sexta-feira Santa, 6 de abril, atendendo ao pedido feito pelo Papa Bento XVI em sua recente visita apostólica, de 26 a 28 de março.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/29683

Freira no Paraná conseguiu na Justiça o direito de usar o véu na foto da carteira de motorista.



“Uma freira de Cascavel (478 km de Curitiba) conseguiu na Justiça o direito de usar o véu na foto da carteira de motorista.
A decisão, emitida no final de janeiro, se baseia na Constituição Federal, que determina que ‘ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política’.
A irmã Kelly Cristina Favaretto, 33, já havia feito sua primeira habilitação, em 2006, com o véu, mas foi impedida de usar o hábito quando tentou renovar a carteira, em agosto do ano passado.
O motivo, segundo o Detran-PR, foi uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), de 2006 – posterior à primeira habilitação de Favaretto -, que determina que o motorista não pode utilizar ‘óculos, bonés, gorros, chapéus ou qualquer outro item de vestuário que cubra parte do rosto ou da cabeça’ na foto (…) Foi só no TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, em Porto Alegre, que a freira conseguiu reverter a decisão. O acórdão do TRF acolheu um parecer do Ministério Público Federal, que afirma que o uso do véu está relacionado à convicção religiosa da freira, protegida pela Constituição Federal.
‘[A norma do Contran] Restringe uma liberdade religiosa para o fim de, supostamente, permitir a visibilidade do motorista e a segurança em geral”, afirma o procurador Januário Paludo. ‘É uma exigência um tanto rigorosa. Se a freira está obrigada pela ordem a que pertence e por convicção própria a usar o véu, ela não é obrigada a retirá-lo.’”
A separação entre Estado e Igreja é relativamente recente na história da humanidade, e ainda é objeto de muitas controvérsias.
No Brasil, essa separação aconteceu oficialmente após a proclamação da República, em 1889, e da promulgação da Constituição de 1891. Até então, propriedades e sacerdotes da Igreja Católica eram mantidos com recursos do Estado brasileiro.
A Constituição de 1824 (quando ainda éramos uma monarquia) dizia que a Igreja Católica Apostólica Romana era a religião oficial do Império, e bania outros cultos públicos (eles eram permitidos somente em ambientes privados). A nossa primeira Constituição republicana (1891), por outro lado, vedou aos Estados e à União estabelecer, subvencionar ou dificultar o exercício de cultos religiosos.
Embora desde 1891 o Estado tenha se tornado laico, apenas duas constituições (a de 1891 e a de 1937) não invocavam deus em seu preâmbulo.
A atual Constituição brasileira, de 1988, afirma que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos” (art. 5º, inciso VI), mas diz em seu preâmbulo que “representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático (…) promulgamos, sob a proteção de Deus(…)”
A principal referência histórica nessa questão foi a Revolução Francesa, de 1789. Até então, todos os reais franceses – assim como a maior parte dos reis e imperadores em outros países, inclusive no Brasil – diziam que eram reis porque deus assim queria. Eram escolhidos por deus e o representava na Terra, e isso era confirmado pela Igreja (no caso, Católica). Por outro lado, a Igreja se beneficiava das graças do Estado, com terras, tributos etc. Logo, uma das primeiras providências dos revolucionários foi por um fim à essa relação simbiótica entre igrejas e Estado.
Por isso a França talvez seja um dos países ocidentais mais preocupados com a manutenção do Estado laico, ou seja, o Estado sem religião oficial. Em 2010-11, por exemplo, houve uma polêmica lá após uma lei proibir o uso da hijab (o véu islâmico) em lugares públicos. Os defensores da lei alegam estar defendendo o caráter laico do Estado francês; os críticos da lei dizem que a laicidade é um atributo do Estado, e não dos indivíduos, e por isso a Constituição francesa garante liberdade individual de credo, o que incluiria a livre manifestação pública de expressões religiosas. Lá, venceu o argumento contra a hijab.
A Constituição diz que o Estado é laico, mas há vários lugares na própria Constituição nos quais igrejas e religiosos são tratados de forma diferenciada. Por exemplo, há pouco tempo discutimos a constitucionalidade do uso de crucifixos em repartições e locais públicos no Brasil. No caso do Judiciário, o Conselho Nacional de Justiça decidiu pela manutenção dos símbolos pois, segundo ele, esses símbolos não ofendem o caráter laico do Estado e da justiça no Brasil, ao mesmo tempo em que reproduzem um aspecto cultural e histórico relevante, que é a importância do cristianismo em nossa formação social.
No caso da matéria acima, o Judiciário entendeu que o direito constitucional de livre expressão religiosa se sobrepõe a uma resolução administrativa do Contran. O interessante é que, se seguirmos a lógica do argumento, essa decisão abre brechas para sikis usarem seus turbantes em fotos oficiais e mulheres muçulmanas usarem véus e até mesmo burcas nesses mesmos documentos. E aí temos um segundo ponto de tensão: como evitar que criminosos também se valham disso?
Para os curiosos: em muitos países onde cobrir parte ou totalidade do rosto é a norma, como na Arábia Saudita, por exemplo, as fotos do passaporte são sem véu, mas as mulheres usam filas diferentes, na qual são atendidas por outras mulheres.

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/29662