domingo, 23 de agosto de 2015

Ex-satanista declara: Eu realizava rituais satânicos em clínicas de aborto


23.08.2015 - Ele começou a praticar magia aos 10 anos de idade, se juntou a uma seita satânica aos 13 e tinha quebrado todos os 10 Mandamentos aos 15 anos. Desde sua adolescência até a idade adulta, ele se esforçou para chegar até a categoria de "Sumo Sacerdote" na seita e era um ativo divulgador do satanismo, incluindo abortos ritualísticos.
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Reproduzimos abaixo trechos da entrevista de um ex-sacerdote satanista para o site americano Lepanto Institute. Colocamos em negrito algumas partes para ressaltar aspectos importantes.
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À luz dos vídeos recentes expondo o tráfico de órgãos e tecidos de bebês abortados da Planned Parenthood, o Lepanto Institute entrevistou o ex-satanista Zachary King. Zachary era um menino comum de um bairro americano que cresceu em uma família batista. Ele começou a praticar magia aos 10 anos de idade, se juntou a uma seita satânica aos 13 anos e tinha quebrado todos os 10 Mandamentos quando tinha 15 anos. Desde sua adolescência até a idade adulta, ele se esforçou para chegar até a categoria de Sumo Sacerdote na seita e era um ativo divulgador do satanismo, incluindo abortos ritualísticos. Zachary está atualmente escrevendo sobre suas experiências em um livro intitulado “O aborto é um sacrifício satânico”.
LI – Zac, você tem muita história para contar. Poderia nos relatar um pouco sobre o modo como você entrou no satanismo?
King – Tudo começou com uma forte curiosidade de saber se a magia era real. Começou depois de assistir alguns filmes sobre feiticeiros e bruxos, por volta da década de 1970, quando eu cresci. Certo dia tivemos um jogo na escola chamado “Bloody Mary”, ou “I Hate You, Bloody Mary”, onde você ia a um banheiro e cantava essa frase um certo número de vezes com as luzes apagadas. Uma vez que o meu grupo fez isso, nós vimos uma face demoníaca no espelho. Não tínhamos ideia do que estávamos olhando, só que, de repente, todo mundo saiu correndo, morrendo de medo … exceto eu. Eu sempre achei isso muito interessante. Na mesma época, eu jogava no vídeo game o “Dungeons and Dragons” todo fim de semana, e eu era sempre o mago ou feiticeiro. Eventualmente, eu me perguntava se eu poderia fazer magia de verdade e tentei dois feitiços para ganhar dinheiro. Deu certo, mas poderia ter sido apenas uma coincidência, então eu fiz isso uma terceira vez, e na terceira vez que eu fiz isso, eu estava lá no banheiro, sozinho, em frente ao demônio e queria ver o que aconteceria. Eu ganhei $ 1.000 dólares no dia seguinte. A partir daí, eu estava convencido de que a magia era real.
Quando eu tinha uns 12 anos, um amigo me apresentou a um grupo que jogava “Dungeons and Dragons” e que também acreditavam que a magia era real. Descobri que esse grupo era uma seita satânica. (…) Eu amava as máquinas de pinball, vídeo games e ficção científica, como Star Trek e Star Wars, e esses caras tinham quase todos os filmes de ficção científica e fantasia que eu sempre queria ver. Eles tinham máquinas de pinball, uma piscina, uma grande churrasqueira, e era como um clube de meninos e meninas. Deixe-me entrosar desta forma, eles sabiam como recrutar. Eles sabiam tudo o que uma criança gostaria de fazer, então eu me envolvi com isso desta maneira.
(…) Eu estive lá até os 18 anos quando entrei para a Igreja Mundial de Satanás. A posição que eu alcancei é chamado de “Sumo Sacertode” (High Wizard). Em uma grande seita satânica eles são as pessoas que realizam a magia. Havia poucos, como uns 10. O número geral [de High Wizards em uma seita] está entre 2 e 5, e nosso trabalho era viajar pelo mundo fazendo o que as pessoas querem que você faça. Agora, quando eu digo pessoas, eu me refiro a estrelas do rock, estrelas de cinema, figuras políticas, pessoas muito ricas … São incontáveis as pessoas que pedem uma bruxaria e não há limites para o que eles estão dispostos a pagar por isso.
LI – Então, você era um “Sumo Sacerdote” dentro do satanismo… apenas muito brevemente, como você fez para se tornar um?
King – Há rumores de que os “Sumos Sacerdotes” são escolhidos a dedo por satanás. Eu não sei qual é o critério. Eu fazia magia desde os 10 anos de idade e tornei-me um “Sumo Sacerdote” quando eu tinha cerca de 21. Eu fui membro da Igreja Mundial de Satanás para volta de 3 anos. Eu já tinha visto um “Sumo Sacerdote” quando eu era criança, mas eu não sabia o que era isso, nem para o que eu estava olhando. O visual era muito original, com um chapéu alto, um bastão ou uma bengala e o rosto pintado como um cadáver.
Há um CEO e um conselho de administração na seita. Eles dizem que você foi escolhido e lhe dão um livro que informa quais são os seus deveres com um “Sumo Sacerdote”.
LI – Então, você foi chamado por um Conselho e lhe ofereceram a posição, e, assim, você tornou-se um “Sumo Sacerdote”?
Rei – Certo, isso aconteceu quando eu tinha 10 ou 12 anos.
LI – Qual o papel do aborto em rituais satânicos, e quando você começou a se envolver com o aborto no que diz respeito ao satanismo?
King – Logo após eu completar 14 anos, os membros da seita me disseram que eu precisava me envolver com um aborto. Eles disseram que houve uma festa com todos os membros do sexo masculino entre 12 e 15 anos e uma do sexo feminino de 18 ano com o objetivo de ficar grávida e realizar o aborto aos 9 meses de gestação. Quando me disseram isso, eu disse “legal” em voz alta, mas não tinha ideia do que era um aborto. Na minha família, eu acho que eu ouvi meus pais sussurrarem essa palavra uma vez, por isso eu achava que era uma palavra suja. Quando perguntei pela primeira vez o que era um aborto foi aos membros da seita, eu disse que eu não sabia o que tinha que fazer. Eles me explicaram que há um bebê no útero e que eu estava indo para matá-lo. Haveria um médico e uma enfermeira lá para me ajudar porque se tratava de um procedimento médico. Perguntei: “isso é legal?” e a resposta foi: “sim, é, enquanto ele está no útero. Enquanto o bebê ainda está dentro da mulher você pode matá-lo”.
Isso é como foi explicado para nós. Também foi explicado que “você está matando um bebê”. Eles não disseram que seria matar “um feto” ou matar “algumas células em um corpo”. Nada disso. Era um bebê.
Eu não acho que eu teria concordado em matar um bebê fora do corpo de uma mulher, mas, sabendo que eu poderia matar, tanto quanto eu quisesse, desde que estivesse dentro do corpo… para o satanismo, o ato de matar algo ou a morte de algo é a maneira mais eficaz de ter o seu feitiço realizado. No que diz respeito de obter a aprovação de satanás, para dar-lhe algo que você quer, matar algo é o melhor caminho a percorrer. Matar algo é a oferta final a satanás, e se você pode matar um bebê no ventre materno, este é seu objetivo final.
LI – Conte-nos sobre o primeiro aborto que você fez como um ritual satânico.
King – O primeiro que fiz foi cerca de 3 meses antes de completar 15 anos. Isso aconteceu em uma casa de fazenda que estava surpreendentemente muito mais esterilizada do que muitas clínicas de aborto que eu frequentei. Havia um médico, uma enfermeira e uma mulher prestes a ter um bebê que estava cercada por 13 dos principais membros da nossa seita, que eram todos “Sumos Sacerdotes” e “sacerdotisas”. Eu estava dentro do círculo com a mulher e o médico. Todos os membros adultos da minha seita estavam lá. Havia várias mulheres ajoelhadas no chão, balançando-se para trás e gritando de vez em quando “nosso corpo e nós mesmos”. Ao lado estavam vários membros masculinos da nossa seita, todos cantando e “rezando”. O ritual começou às 11:45 da noite, e a feitiçaria começou à meia-noite, que é a “hora das bruxas”, e a morte real da criança aconteceu às 3:00 da manhã, que é chamada a “hora do diabo”.
O meu papel em tudo isso foi inserir o bisturi. Eu não necessariamente tinha que matar … o que era importante era ter sangue em minhas mãos, da mulher ou do bebê. Em seguida, o médico termina o procedimento. Foi provavelmente um dos mais hediondos abortos que eu já participei, o médico pegou o bebê e jogou-o no chão, onde estas mulheres estavam se balançando. As mulheres pareciam que estavam possuídas, e quando o médico jogou o bebê, elas o canibalizaram.
LI – Quantos rituais de abortos você participou?
King – Antes me tornar um High Wizar, eu fiz cinco. Depois, eu participei de mais 141 outros abortos.
LI – Você já fez ritual de aborto em alguma clinica de alto perfil?
King – Sim, fiz. Eu estimaria que eu fiz cerca de 20 rituais de abortos dentro dessas instalações, mas eu nunca contei. Eu só sei que eu estive em um monte delas. (…) Elas pareciam como casa de horrores, com sangue por todo o lado, incluindo, em alguns quartos, com sangue no teto.
LI – Como o senhor era convidado para fazer abortos satânicos nessas clinicas?
King – (…) A Igreja Mundial de Satanás não é a única organização que faz sacrifícios satânicos nessas clinicas. Há outras organizações de feitiçaria, tais como os wiccans, que realmente estão envolvidos em abortos cometidos dentro dessas instalações. Você às vezes é convidado a fazer o ritual de aborto pelo próprio diretor do estabelecimento ou algum alto administrador, ou, por vezes, o médico é um satanista e o convida para participar de um aborto que eles vão fazer no final do dia.
Agora, no final do dia, todos os dias, grupos satânicos fazem, como uma missa negra, geralmente em torno da meia-noite, que dura cerca de 2 ou 3 horas, onde eles oferecem para Satanás todos os bebês que foram abortados naquele dia. Não importa a razão das mulheres optarem pelo aborto, todos os bebês são oferecidos a satanás no final do dia.
LI – Como são esses rituais satânicos de abortos?
King – Há crianças que participam, mas elas geralmente não ficam na sala em que o aborto é praticado. Elas ficam separadas e há uma competição para ver quem consegue ficar acordado até às 3 horas. Quem ganha recebe uma recompensa. Os homens que não fazem parte do top 13 da seita ficam fazendo feitiços e cantando. Eles também lançam feitiços para protegê-los contra qualquer pessoa que possa estar rezando contra eles. Além disso, pagamos pessoas para nossa proteção, seja político ou policial, então sabemos que ninguém irá nos investigar naquele momento.
Uma vez veio o prefeito da cidade pedir um feitiço. Ele nos procurou porque queria passar um projeto de lei em sua cidade, ele havia tentado duas ou três vezes e nunca passou. Ele tinha sido um membro da seita por algum tempo. Ele havia tentado todas as vias legais para obter a aprovação de seu projeto e nunca funcionou, então ele teve que encontrar alguém que concordasse em fazer um aborto e durante uma noite na qual nós poderíamos realizar o aborto e o feitiço ao mesmo tempo. Mas também precisava encontrar um médico e uma enfermeira. Em clinicas de aborto de alto perfil, muitas pessoas que trabalham nesses locais são bruxos ou satanistas. Então, vai ser fácil encontrar gente lá disposta a participar do ritual satânico.
LI – Você diria que o aborto em clinicas de alto perfil atrai membros do ocultismo por causa da oportunidade de realizar rituais de abortos?
King – Eu diria que sim, que é absolutamente uma afirmação verdadeira. Você sabe, você tem as pessoas que pertencem a NOW [Organização Nacional de Mulheres], e muitas dessas pessoas pertencem a religião pagã wicca, e eles, embora professem ter uma postura para a preservação da vida, são permissivos em “ferir” quem vai contra eles de qualquer maneira, o que quer dizer que estão autorizados a destruir por qualquer meio necessário, que é, para eles, através da magia. (…) Eles veem a figura feminina, a mulher, como a Mãe Terra, ou Gaia. Eles têm esta figura feminina que eles adoram como uma deusa. (…) O aborto é um sacramento satânico por assim dizer (…) e uma clínica de aborto atrai satanistas para o sacerdócio satânico.
LI – Alguma vez você já experimentou uma incapacidade de completar um aborto ou os efeitos de seu ritual devido a pessoas rezando do lado de fora de uma clínica?
King – Mais de uma vez nós tivemos bebês que ameaçavam sobreviver ao aborto. Uma vez, eu cheguei na clínica de aborto e havia pessoas nos dois lados da rua. De um lado, pessoas rezando e clamando contra o aborto, e, no lado que eu estava, eram pessoas pró aborto que gritavam todos os tipos de obscenidades. Quando entrei, olhei para a rua novamente e vi algumas pessoas rezando de joelhos. Naquele dia, o aborto que tínhamos programado para um ritual não ocorreu. Eu acho que isso me aconteceu cerca de três vezes, e todas as três vezes … é engraçado, mas nunca havia me dado conta de que todos os três abortos que foram frustrados o foram devido às orações estavam sendo recitadas lá fora.
LI – Que conselho você daria para as pessoas que estão rezando fora das clínicas de aborto, especialmente se suspeitar que há algum tipo de atividade oculta acontecendo dentro?
King – Primeiro de tudo, não pare! Não há nada que está acontecendo nessa clínica de aborto que pode prejudicá-lo. Claro, haverá demônios ao redor, mas você tem que pensar que satanás é como um cachorro na coleira; se você não chegar perto, ele não pode mordê-lo. Esteja em estado de graça quando você for. Leve água benta com você. Não jogue-a sobre as pessoas que estão lá para se opor a você, porque você vai parar em tribunal. Você sabe, essas pessoas vão processá-lo sobre as coisas mais bobas. Se você pode receber a Santa Comunhão antes de chegar lá, seria o ideal. Se você for à missa nesse dia, depois passe alguns minutos para pedir ao Senhor que envie sua Mãe com você. Leve um rosário. Há coisas que o diabo tem medo. Ele tem medo de um católico bem formado; um católico que entende sua fé e sabe que está em uma guerra espiritual. Ele não quer lutar com alguém que tem a sua armadura completa.
Em janeiro de 2008, enquanto trabalhava em um quiosque de joias, Zachary teve um encontro com Nossa Senhora que mudou sua vida. No meio do shopping, através da Medalha Milagrosa, Zachary experimentou uma paz que excede todo o entendimento. Zachary começou a frequentar a Igreja de São Francisco Xavier, em Vermont, e, em maio de 2008 (o mês de Maria), Zachary King entrou oficialmente para a Igreja Católica. Ele atualmente vive na Flórida com sua esposa.
Fonte: Lepanto Institute via http://ipco.org.br

A manipulação no caso de menina de onze anos a fim de despenalizar o aborto no Paraguai.

Imagen referencial / Foto: Pixabay (Dominio Público)
ASSUNÇÃO, 20 Ago. 15 / 05:19 pm (ACI).- No dia 13 de agosto, a menina de onze anos que ficou grávida depois de ser estuprada pelo seu padrasto deu à luz o seu bebê. Este caso, que comoveu à opinião pública e mobilizou o Estado e pró-vidas para cuidar da pequena mãe e do bebê, foi, entretanto, manipulado por organizações feministas e abortistas a fim de pressionar o governo para que despenalize o aborto.
Assim o denunciaram em seu momento os peritos internacionais em direitos humanos e medicina Gualberto García Jones e Rafael Cabrera quando viajaram ao Paraguai para conhecer detalhes deste caso, logo que a organização feminista Cladem foi a OEA e a ONU a fim de denunciar o estado paraguaio.
Em maio deste ano, Cladem apresentou ante a Corte Interamericana de Direitos Humanos (pertencente a OEA) uma medida cautelar para que se praticasse um aborto sob a causa de risco de vida da menina, alegando que isto foi solicitado pela mãe em exercício da pátria potestade. A CIDH apoiou o pedido da organização Cladem.
Entretanto, García Jones, diretor da organização Grupo Internacional de Direitos Humanos, e Cabrera, médico da Rede Interamericana de Direitos Humanos, denunciaram ante o jornal paraguaio ABC Color que a organização feminista enganou a mãe ao fazê-la assinar um texto em espanhol pedindo o aborto, sendo que a mulher “não fala espanhol, fala guarani”.
“Ela nega o fato de ter dado sua autorização. Alegou que a obrigaram assinar o texto, com a advertência de que se não assinasse sua filha podia morrer. Então ela o assinou, quando estava nessa situação de emergência (capturaram-na acusada de cumplicidade com o padrasto). Ela negou ter pedido o aborto. Evidentemente esta foi uma estratégia destas pessoas a fim de fomentar sua ideologia, que busca a legalização do aborto. Apresentaram-lhe um documento ao qual ela não tinha lido nem entendido. Se aproveitaram desta mulher”, assinalaram na entrevista difundida no dia 7 de junho.
Os peritos indicaram que durante sua estadia no Paraguai se reuniram com parlamentares, ministros, fiscais, juízes e médicos. “Conseguimos bastante informação a respeito do caso e estas contradizem completamente à denúncia feita sem prova alguma pelas representantes dessa organização. A vida da menina nunca esteve em perigo; embora, como é lógico, se trata de uma gravidez de alto risco”, assinalou García Jones.
A menina está bem
Por sua parte, o presidente de ‘Generación Provida’, Richard Izquierdo, informou ao Grupo ACI que a menor está atualmente sob o amparo do Estado e da Cruz Vermelha Paraguaia.
“O padrasto, principal suspeito de ter estuprado a menina, está preso”, e a mamãe está “com uma medida de prisão ambulatória e está cuidando da menina”. A menor “está no hospital da Cruz Vermelha onde deu à luz a sua filha”. Esta instituição e o Estado “estão a cargo de velar” pela pequena mãe e sua filha recém-nascida batizada como “Milagros”.
Atualmente continua a pressão por parte dos organismos abortistas, como por exemplo de Anistia Internacional, para que o governo aprove o aborto nos casos de estupro. Entretanto, Izquierdo afirmou que “o povo paraguaio tem muito enraizada a cultura da vida” e o governo “tem uma posição firme com relação à Constituição Nacional e as leis”, que reconhecem o direito à vida desde a concepção.

Mais um desrespeito à fé católica no Chile: Vândalos jogam tinta imitando sangue sobre imagem da Virgem Maria.

Imagen da Virgem profanada por vândalos. Foto: Obispado de Villarica, Chile
SANTIAGO, 28 Mai. 15 / 11:34 am (ACI).- Uma imagem da Santíssima Virgem Maria, localizada na fachada da cúria da diocese de Villarrica, no sul do Chile, foi atacada por desconhecidos que jogaram tinta vermelha na escultura religiosa.
Parece que o fato ocorreu entre 6:30 e 7:30 da manhã desta terça-feira. Os vizinhos que participam diariamente das missas celebradas na capela da sede da diocese denunciaram a situação imediatamente e pediram ajuda.
O Bispo de Villarrica, Dom Francisco Javier Stegmeier, assinalou: “Este tipo de vandalismo é um sinal de intolerância que pretende ferir o povo católico em um país onde existe liberdade religiosa”.
Dom Stegmeier insistiu aos fiéis: “Rezem de maneira especial por estas pessoas, pela conversão deles” e convidou fiéis “a unir-se a um gesto de reparação no lugar onde está localizada a imagem da Virgem Maria”.
Às 18:00 horas da última terça-feira, a comunidade do Seminário Maior São Fidel rezou na fachada do edifício episcopal acompanhado de paroquianos do bairro.
Imagem da Virgem Maria, ‘alvo’ de ataques
Não é a primeira vez que acorrem no Chile este tipo de ataques a imagensreligiosas e especialmente marianas. No final do ano 2014, desconhecidos atacaram uma imagem da Virgem Maria na Paróquia Nossa Senhora das Mercês, no bairro ‘Los Castaños’, localizada em Santiago.Em uma entrevista ao Grupo ACI o Pe. Roberto Espejo, pároco de ‘Los Castaños’, lamentou o ataque naquela ocasião: “É uma dor muito grande e uma surpresa. É como quando atacam a nossa própria mãe, uma pessoa que tanto amamos e ficamos indefesos sem poder fazer nada”.
O Pe. Espejo explicou: “Ocorreu um ataque com estas mesmas características, há algum tempo durante este ano com esta mesma imagem, pois está localizada perto de uma avenida qualquer e puderam fazer o que quiseram, aproveitando especialmente a escuridão da noite”.
Também em junho deste ano, desconhecidos lançaram nove bombas ‘molotov’ e bombas de pintura ao Santuário de Lourdes, localizado no bairro Quinta Normal, em Santiago.
Sofreram os maiores danos a entrada da Basílica do Santuário e uma imagem de Cristo na entrada da Gruta de Lourdes. A loja de lembranças também foi danificada.
Também no mês de setembro de 2012, um grupo de desconhecidos destruiu a cabeça da imagem de Santa Teresa dos Andes, a primeira Santa chilena, localizada no museu do Mosteiro do Espírito Santo nessa cidade, na quinta região chilena. Os agressores chegaram ao lugar, pularam a grade da entrada, forçaram a entrada da gruta e destruíram a cabeça da imagem em um dos lugares de maior devoção no país.

Eficácia do Método de Ovulação Billings.

Por falta de conhecimento, muitos acreditam que o Método de Ovulação Billings é ineficaz
Estou aqui de volta para falar um pouco mais sobre o Método de Ovulação Billings. Desta vez, me pediram que eu falasse sobre sua eficácia.
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Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com
Permiti-me pensar na palavra eficácia e no que ela significa. Algo eficaz nos remete àquilo que promete ou que se espera que cause o resultado inicialmente pretendido. Nesses quase 20 anos como conhecedora do Método de Ovulação Billings, ouvindo as pessoas que me procuram para um atendimento, a pergunta que faço já na entrevista inicial  é essa: “ Qual é a sua motivação para aprender e utilizar o Método de Ovulação Billings, ou seja, quais são as suas pretensões, o que você espera?
Como protocolo de atendimento, essas motivações são divididas da seguinte forma:
CF ( conhecimento da fertilidade), ou seja, adolescentes e jovens que decidem reconhecer e ler os sinais do seu corpo para conhecer a sua fertilidade;
EG (espaçar a gravidez), ou seja, casais que, por motivos pessoais, no momento, querem espaçar os nascimentos e, geralmente, estão em algumas dessas situações: estão amamentando, querem interromper o uso do anticoncepcional ou ainda as que estão se aproximando da menopausa;
PG (engravidar), ou seja, casais que buscam, a partir do reconhecimento de sua fertilidade, obter uma gravidez.
Em todos os casos, o uso do Método ajuda essas pessoas ainda a monitorarem sua saúde reprodutiva. Realizamos, no Centro de Formação Famílias Novas, especializado no ensino do Método de Ovulação Billings, um relatório anual dos atendimentos realizados. No ano passado, 84 pessoas puderam fazer o reconhecimento da sua fertilidade, 60 espaçaram e 15 buscaram engravidar, inclusive com diagnóstico médico de subfertilidade e já com encaminhamentos para inseminação artificial, 7 engravidaram de forma natural usando o Método de Ovulação Billings.
Além da minha experiência pessoal e profissional, em que constato a eficácia do Método, segundo a Organização Mundial da Saúde, ele apresenta 98% de eficácia na maioria dos casos.
Apesar desses números, comumente se escuta que o Método é ineficaz, mas isso se deve à falta de conhecimento sobre ele. Poucos profissionais de saúde possuem conhecimento profundo, apreciação e compreensão, e, geralmente, não prescrevem para seus pacientes. Um dos motivos é que nas Escolas de Enfermagem ou Medicina a informação é escassa ou nula. No entanto, a natureza holística informativa e integrativa do Método de Ovulação Billings se ajusta bem à prática profissional da enfermagem e da medicina. A maioria dos usuários estão altamente satisfeitos com o uso, sendo as razões principais de satisfação comuns o autoconhecimento, o não uso de medicamentos, a naturalidade e a efetividade.
O Método de Ovulação Billings cumpre aquilo que se espera dele. Ele se baseia no reconhecimento da fertilidade mediante a percepção da sensação de umidade ou secura vulvar. Pode ser utilizado em caso de ciclos regulares e irregulares. Requer do casal um período de aprendizagem com instrutores capacitados. O autorreconhecimento da fertilidade e da infertilidade possibilita à mulher conhecer seus próprios padrões sendo capaz de detectar uma gama de desordens ginecológicas.
Concluo dizendo aquilo que comprometeria a eficácia do Método de Ovulação Billings: a primeira coisa é a ausência do registro diário no gráfico; costumo dizer que quem não faz o gráfico a cada ciclo não pode se denominar usuária do Método de Ovulação Billings. A segunda é a ausência de um instrutor qualificado para o acompanhamento, pois o Método NÃO é o da tabelinha, mas o que acompanha o Continuum Ovárico de cada mulher, e cada ciclo conta uma história diferente.
Fonte: http://formacao.cancaonova.com

Quando uma astrofísica ateia se converte a Cristo: “Eu percebi que existe uma ordem no Universo”.

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Repercutiu em sites de todo o planeta, recentemente, o testemunho de Sarah Salviander, pesquisadora do Departamento de Astronomia da Universidade do Texas e professora de Astrofísica na Universidade Southwestern. A incrível história da sua conversão a Cristo começa com os seus estudos científicos e culmina com a morte da filha. Vale a pena investir cinco minutos em ler o depoimento dela.
“Eu nasci nos Estados Unidos e fui criada no Canadá. Meus pais eram ateus, embora preferissem se definir como ‘agnósticos’. Eles eram carinhosos e mantinham uma ótima conduta moral, mas a religião não teve papel nenhum na minha infância”.
“O Canadá já era um país pós-cristão. Olhando em retrospectiva, é incrível que, nos primeiros 25 anos da minha vida, eu só conheci três pessoas que se identificaram como cristãs. A minha visão do cristianismo era intensamente negativa. Hoje, olhando para trás, eu percebo que foi uma absorção inconsciente dessa hostilidade geral que existe no Canadá e na Europa em relação ao cristianismo. Eu não sabia nada do cristianismo, mas achava que ele tornava as pessoas fracas e tolas, filosoficamente banais”.
Aos 25 anos, quando abraçava a filosofia racionalista de Ayn Rand, Sarah entrou em uma universidade dos EUA: “Entrei no curso de Física da Eastern Oregon University e percebi logo a secura e a esterilidade do objetivismo racionalista, incapaz de responder às grandes questões: qual é o propósito da vida? De onde foi que viemos? Por que estamos aqui? O que acontece quando morremos? Eu notei também que esse racionalismo sofria de uma incoerência interna: toda a sua atenção se volta para a verdade objetiva, mas sem apresentar uma fonte para a verdade. E, embora se dissessem focados em desfrutar a vida, os objetivistas racionalistas não pareciam sentir alegria alguma. Pelo contrário: estavam ferozmente preocupados em se manter independentes de qualquer pressão externa”.
A atenção da jovem se voltou completamente ao estudo da física e da matemática.
“Entrei nos clubes universitários, comecei a fazer amigos, e, pela primeira vez na minha vida, conheci cristãos. Eles não eram como os racionalistas: eram alegres, felizes e inteligentes, muito inteligentes. Fiquei de boca aberta ao descobrir que os meus professores de física, a quem eu admirava muito, eram cristãos. O exemplo pessoal deles começou a me influenciar e eu me via cada vez menos hostil ao cristianismo. No verão, depois do meu segundo ano, participei de um estágio de pesquisa na Universidade da Califórnia, num grupo do Centro de Astrofísica e Ciências Espaciais que estudava as evidências do Big Bang. Era incrível procurar a resposta para a pergunta sobre o nascimento do Universo. Aquilo me fez pensar na observação de Einstein de que a coisa mais incompreensível a respeito do mundo é que o mundo é compreensível. Foi aí que eu comecei a perceber uma ordem subjacente ao universo. Sem saber, ia despertando em mim o que Salmo 19 diz com tanta clareza: ‘Os céus proclamam a glória de Deus; o firmamento anuncia a obra das suas mãos’”.
Depois desse insight, a razão de Sarah foi gradualmente se abrindo ao Mistério:
“Comecei a perceber que o conceito de Deus e da religião não eram tão filosoficamente banais como eu pensava que fossem. Durante o meu último ano, conheci um estudante finlandês de ciências da computação. Um homem de força, honra e profunda integridade, que, assim como eu, tinha crescido como ateu num país laico, mas que acabou abraçando Jesus Cristo como o seu Salvador pessoal, aos 20 anos de idade, graças a uma experiência particular muito intensa. Nós nos apaixonamos e nos casamos. De alguma forma, mesmo não sendo religiosa, eu achava reconfortante me casar com um cristão. Terminei a minha formação em física e matemática naquele mesmo ano e, pouco tempo depois, comecei a dar aulas de astrofísica na Universidade do Texas em Austin”.
A penúltima etapa da jornada de Sarah foi a descoberta, também casual, de um livro de Gerald Schroeder:
The Science of God” [“A Ciência de Deus”]. “Fiquei intrigada com o título e alguma coisa me levou a lê-lo, talvez o anseio por uma conexão mais profunda com Deus. Tudo o que sei é que aquilo que eu li mudou a minha vida para sempre. O Dr. Schroeder é físico do MIT e teólogo. Eu notei então que, incrivelmente, por trás da linguagem metafórica, a Bíblia e a ciência estão em completo acordo. Também li os Evangelhos e achei a pessoa de Jesus Cristo extremamente convincente; me senti como quando Einstein disse que ficou ‘fascinado com a figura luminosa do Nazareno’. Mesmo com tudo isso, apesar de reconhecer a verdade e de estar intelectualmente segura quanto a ela, eu ainda não estava convencida de coração”.
O encontro decisivo com o cristianismo aconteceu há apenas dois anos, depois de um acontecimento dramático: “Eu fui diagnosticada com câncer. Não muito tempo depois, meu marido teve meningite e encefalite; ele se curou, felizmente, mas levou certo tempo. A nossa filhinha Ellinor tinha cerca de seis meses quando descobrimos que ela sofria de trissomia 18, uma anomalia cromossômica fatal. Ellinor morreu pouco depois. Foi a perda mais devastadora da nossa vida. Eu caí nas mãos do desespero até que tive, lucidamente, uma visão da nossa filha nos braços amorosos do Pai celestial: foi só então que eu encontrei a paz. Depois de todas essas provações, o meu marido e eu não só ficamos ainda mais unidos, como também mais próximos de Deus. A minha fé já era real. Eu não sei como teria passado por essas provações se tivesse continuado ateia. Quando você tem 20 anos, boa saúde e a família por perto, você se sente imortal. Mas chega um momento em que a sensação de imortalidade evapora e você se vê forçada a enfrentar a inevitabilidade da própria morte e da morte das pessoas mais queridas”.
“Eu amo a minha carreira de astrofísica. Não consigo pensar em nada melhor do que estudar o funcionamento do universo e me dou conta, agora, de que a atração que eu sempre senti pelo espaço não era nada mais do que um intenso desejo de me conectar com Deus. Eu nunca vou me esquecer de um estudante que, pouco tempo depois da minha conversão, me perguntou se era possível ser cientista e acreditar em Deus. Eu disse que sim, claro que sim. Vi que ele ficou visivelmente aliviado. Ele me contou que outro professor tinha respondido que não. Eu me perguntei quantos outros jovens estavam diante de questões semelhantes e decidi, naquela hora, que iria ajudar os que estivessem lutando com esses questionamentos. Eu sei que vai ser uma jornada difícil, mas o significado do sacrifício de Jesus não deixa dúvidas quanto ao que eu tenho que fazer”.
Fonte: http://blog.comshalom.org/carmadelio

Mensagem de Nossa Senhora de Anguera-22/08/2015

"Queridos filhos, não há vitória sem cruz. Caminhais para um futuro de graves conflitos. Grande discórdia haverá e os fiéis hão de chorar e lamentar. Dobrai vossos joelhos em oração. Sede fiéis a Jesus e ao Verdadeiro Magistério de Sua Igreja. Eu sou a vossa Mãe e vos amo. Peço-vos que mantenhais acesa a chama da vossa fé. Confissão, Eucaristia, Sagrada Escritura, Santo Rosário e a Consagração ao Meu Imaculado Coração. Eis as armas para o Grande Combate Espiritual. Não desanimeis. Quem caminha com o Senhor jamais será derrotado. Dai o melhor de vós na missão que o Senhor vos confiou. Depois da dor, o Senhor enxugará vossas lágrimas. Avante. Esta é a mensagem que hoje vos transmito em nome da Santíssima Trindade. Obrigada por Me terdes permitido reunir-vos aqui por mais uma vez. Eu vos abençôo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Ficai em paz."



pequeninos do Reino-Obra Missionária.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

“O enfrentamento final entre Deus e Satanás será sobre a família e a vida”

Bambini Madonna Fatima pastorelli Lucia Jacinto© Public Domain/Wikipedia
Deus contra Satanás: a última batalha, o enfrentamento final, será sobre a família e sobre a vida. A profecia é da Irmã Lúcia dos Santos, a vidente de Fátima, cujo processo de beatificação começou em fevereiro de 2015.

A carta a Lúcia

Em uma entrevista concedida a La voce di Padre Pio em março de 2015, o cardeal Carlo Cafarra conta que escreveu uma carta à Irmã Lúcia pedindo orações. Na época, João Paulo II lhe confiou a tarefa de fundar o Instituto Pontifício para os Estudos sobre Matrimônio e Família, do qual hoje é professor emérito.

“No início desse trabalho – explica Cafarra – escrevi à Irmã Lúcia, por meio do bispo, porque não era permitido fazê-lo diretamente. Inexplicavelmente, ainda que eu não esperasse uma resposta (porque só lhe pedia orações pelo projeto), depois de poucos dias recebi uma longa carta de punho e letra dela – carta esta que se encontra atualmente nos arquivos do Instituto.”

Nessa carta da Irmã Lúcia, está escrito que o enfrentamento final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre a família e sobre o matrimônio. “Não tenha medo, acrescentava, porque quem trabalha pela santidade do casamento e da família será sempre combatido e odiado de todas as formas, porque este é o ponto decisivo.”

A coluna que sustenta a Criação

A freira de Fátima afirma que Nossa Senhora esmagou a cabeça de Satanás. E Cafarra conclui: “Advertia-se também, falando com João Paulo II, que este era o ponto central, porque se tocava a coluna que sustenta a Criação, a verdade sobre a relação entre o homem e a mulher, e entre as gerações. Quando se toca a coluna central, todo o edifício cai, e é isso que estamos vendo agora, neste momento, e já sabemos.”

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

“Não é Francisco”: o livro de Socci sobre o Papa agita o Vaticano.

Por Libero Quotidiano | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: “A Joseph Ratzinger, um gigante da esperança”. É com essa declaração de fé e de pertença que se inicia o livro “Não é Francisco” do intelectual católico e colaborador do jornal Libero, Antonio Socci, publicado pela editora Mondadori e disponível nas livrarias a partir do dia 03 de outubro. Dedicado também aos cristãos perseguidos no Iraque, o livro já levantou polêmica antes mesmo de ter chegado às livrarias. Nada que Socci não quisesse. O objetivo, escreve ele, é levantar questões sobre pontos “tão desestabilizadores e ‘proibidos’ pelo mainstream que todos evitam dizer em público”. Não são palavras exageradas. “Quais são, na verdade- pergunta Socci-, os motivos até agora desconhecidos da renúncia histórica de Bento XVI ao papado? Alguém o forçou a se afastar? Mas, acima de tudo, foi uma renúncia verdadeira? Por que não voltou então a ser apenas um cardeal, mas permaneceu como ‘Papa Emérito'”? Socci também aborda outra questão perturbadora: se, durante o Conclave que elegeu Bergoglio foram violados – como parece – as normas da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis.  A jornalista argentina Elisabetta Piqué, de fato, revelou que Bergoglio foi eleito na quinta votação do dia 13 de março (a sexta no total), com uma série de procedimentos que teriam violado as disposições da Constituição Apostólica, que tornavam assim “nula e sem efeito a própria eleição”. Questões graves que merecem explicações aprofundadas. Aqui, os leitores do Libero encontrarão trechos grátis tomados a partir da premissa do livro, onde Socci relata sua decepção por um papa, Francisco, que ele também tinha acolhido “com os braços abertos, como era a coisa certa a ser feita, considerando que o Papa foi legitimamente eleito.”

nonina_560x280Eu admito ter sido um dos muitos que acolheram Bergoglio –  no 13 de março de 2013 – com os braços escancarados, como era a coisa certa a ser feita, considerando que o Papa foi legitimamente eleito. E também por causa de uma série de amigos comuns (que me são muito caros), que me levaram a alimentar esperanças benevolentes pelo novo Pontífice. Cheguei a lhes comunicar com muita convicção que, entre outras coisas, ele poderia contar com as minhas orações e da minha família, e com a oferta de nossas cruzes cotidianas para o cumprimento da sua elevada missão.
Me agradava o seu estilo desapegado. Os jornais o apresentavam como o bispo que rodava por Buenos  Aires em transporte público, que morava em um apartamento modesto ao invés do palácio episcopal, que frequentava pobres bairros de periferia como um bom pai ansioso em levar aos mais desafortunados a carícia do Nazareno.
Tudo isso poderia ser uma tremenda lufada de ar fresco para o Vaticano e para toda a Igreja.
Apoiei Papa Francisco no que pude durante meses, como jornalista, na imprensa. Ele me parecia um apóstolo do confessionário, devoto de Nossa Senhora. Eu o defendi das críticas prematuras de alguns tradicionalistas e até hoje ainda continuo a achar absurdas certas polêmicas daqueles que tomam como pretexto as declarações do Papa Francisco para, na realidade, atacar o Concílio Vaticano II, Joseph Ratzinger e João Paulo II, ( …) que nenhuma responsabilidade têm pelas escolhas de Bergoglio.
A partir deste ponto de vista, me considero bem satisfeito por estar entre aqueles que Roberto De Mattei considera “os mais ferozes defensores do Concílio Vaticano II.”
Assim como o Papa Bento XVI (como João Paulo II e Paulo VI), estou convencido de que o Concílio foi um evento muito valioso. Mas sim o verdadeiro Concílio, aquele que está nos documentos e faz parte do Magistério da Igreja. Outra coisa (oposta) é o Concílio “virtual”, construído pelos meios de comunicação, ou aquele, por exemplo, que é teorizado por historiadores progressistas. (…)
Sustentar hoje que as declarações de Bergoglio a Scalfari (por exemplo), no final das contas, estão em continuidade com o Papa Bento XVI, João Paulo II e Paulo VI, ou seja, que Bergoglio “encarna a essência do Concílio Vaticano II” (De Mattei ), é um absurdo. (…).
Infelizmente, hoje eu sou um dos muitos desiludidos (um sentimento que está se espalhando cada vez mais entre os católicos, embora não publicado nos jornais). (…).
Vários cardeais haviam votado em Bergoglio com a esperança de que ele iria continuar o trabalho de renovação e purificação realizada pelo Papa Bento XVI, esperava-se que ele irrompesse na Cúria do Vaticano e (metaforicamente) a demolisse quase como pelo fogo de João Batista. Em vez disso, temos que admitir que, infelizmente, pouco ou nada foi feito (apenas algumas remoções e, em alguns casos, até mesmo injustas).
Não há problema que tenha escolhido viver na residência de ‘Santa Marta’, isso também poderia ser um sinal positivo, apesar de estar muito longe de ser apenas uma pobre cela monástica . Em um dos meus livros, eu havia chegado a sonhar com um Papa que iria viver numa paróquia do município. De qualquer modo, eu apreciei a mensagem.
Mas, depois tem o problema que é o governo dessa coisa complexa que é o Vaticano e, por exemplo, o IOR, que alguém propôs que fosse fechado, já que não está bem clara a sua utilidade para a Igreja, mas que Bergoglio até agora não fechou. Muito pelo contrário! Segundo os observadores mais informados, Bergoglio multiplicou departamentos, burocracias e despesas. (…)
Esperávamos uma onda de rigor moral contra a “sujeira” (também no âmbito eclesiástico) denunciada e combatida pelo grande Joseph Ratzinger. Mas como deveríamos interpretar o sinal dado ao mundo de frouxidão e rendição aos novos costumes sexuais da sociedade e da quebra de princípios morais e das famílias?
Como interpretar a recusa do Papa Bergoglio de se opor às questões éticas, como fizeram seus antecessores heroicamente, ou também apenas “julgar”, ou seja combater a revolução cultural dos relacionamentos afetivos que destroem qualquer relacionamento sério e deixa tantos cada vez mais solitários, infelizes e escravos dos instintos? São Paulo disse: “O homem espiritual julga todas as coisas” (1 Co 2:15), e não “quem sou eu para julgar?”.
E por que não se opor à cultura da morte que não reconhece nada de sagrado no ser humano ou à onda de anti-cristianismo e anti-humanismo que, sob diferentes bandeiras, agora permeiam o mundo? (…).
Era para ter confrontado aqueles que na Igreja jogam às urtigas a reta doutrina Católica e que, das cátedras mais poderosas, demolem o coração da fé. Ao  invés, o que se viu foi cacetadas nos bons católicos, aqueles mais ortodoxos que vivem verdadeiramente na pobreza, castidade, oração e caridade.
De fato, o Papa Bergoglio só ataca aqueles que usam “uma linguagem completamente ortodoxa” porque essa não corresponde ao Evangelho (Gaudium Evangelii n. 41). Algo jamais visto ou ouvido falar em toda a  história da Igreja.
Isso para não dizer quando o próprio Bergoglio se aventura em suas desconcertantes afirmações, do tipo “se alguém não peca então ainda não é um homem”, uma tese surpreendente em que nem se dá por conta de estar negando a humanidade de Jesus e Maria, que foram isentos do pecado, e por causa disso são os modelos do ideal supremo para o homem e a mulher.
Ou quando ele erroneamente atribuiu a São Paulo a frase “Eu me glorio dos meus pecados” (Homilia em Santa Marta, 04 de setembro de 2014), algo enorme sobre o qual o site do Vaticanowww.news.va chegou mesmo a elaborar um título: “Por que vangloriar-se dos pecados”. Evidentemente, que tanto no  Vaticano, como em Santa Marta, em particular, se desconhece o que São Tomás de Aquino diz: “É pecado mortal quando alguém se vangloria de coisas que ofendem a glória de Deus”.
Esperava-se que ele socorresse as vítimas mais indefesas e desarmadas nas periferias mais remotas do mundo, ao invés, eu me recordo -com dor- que o Papa Bergoglio obstinadamente evitou levantar a voz, no verão de 2014, em prol dos cristãos massacrados pelo Califado Islâmico no Norte do Iraque, limitando-se apenas a fazer algumas declarações, sem jamais proferir um discurso vibrante (como aqueles que ele fez quando se tratava de temas politicamente corretos [nota do Fratres: como em Lampedusa]) ou um vigoroso apelo à comunidade internacional para que interviesse e desarmasse os carnífices e protegesse os indefesos massacrados.
Jamais esse Papa se voltou contra o mundo islâmico que, geralmente, humilha toda minoria, nunca uma reação contra o terrorismo islâmico, jamais pediu explicitamente uma “intervenção humanitária” (concebida especialmente por João Paulo II) que desarmasse, mesmo pela força, os carnífices e impedisse os massacres como lhe imploravam os bispos do Iraque.
E quantos patriarcas gritaram alto para que suas próprias comunidades fossem defendidas pela força do massacre iminente e fizeram uma crítica explícita à relutância do Papa pedindo-lhe para “usar sua influência de forma mais ousada na defesa dos cristãos iraquianos”.
Mas Bergoglio foi cauteloso e reticente, fazendo de tudo para não se expor. Será que estamos realmente seguros que, de frente à tragédia dos cristãos (e outras minorias) no Iraque ele não poderia assumir um comportamento mais decisivos como de seus antecessores ou como ele faz quando se trata de outras questões? (…).
Não vi sequer uma obra de verdadeira sensibilização de toda a Igreja, que mobilizasse todos à oração, que prescrevesse vigílias, novenas, jejum (estas são as armas dos cristãos) e um grande auxílio humanitário. Que contra-indicações poderiam haver para isso? Não existem, realmente.
Era necessário que se desse conforto e ajuda concreta a tantos cristãos perseguidos, humilhados, presos, mortos, massacrados, mas o papa Bergoglio, ao invés, continuou a confiar num diálogo sem condições e sem precauções, expondo-se a incidentes dolorosos como aquele de 8 de Junho de 2014, quando convidou para rezar no Vaticano, entre outros, um imã,  que ali, no solo banhado pelo sangue de tantos mártires cristãos, ignorando os discursos previamente acertados, invocou Alah para que ajude os muçulmanos a esmagar os infiéis (“dá-nos a vitória sobre os incrédulos”). (…).
Era necessário que se dissesse pelo menos uma palavra de conforto em defesa das jovens mães – como Meriam ou Asia Bibi – condenadas à morte em regimes islâmicos por sua fé cristã, ou, pelo menos se podia pedir que se orasse [publicamente] por elas, algo que o Papa Francisco nunca fez. Ele nem sequer respondeu ao apelo que lhe foi enviado por Asia Bibi, enquanto escreveu pessoalmente uma longa mensagem de saudação aos muçulmanos que jejuavam pelo o Ramadã desejando-lhes que esse possa trazê-los “abundantes frutos espirituais”. (…).
Depois viemos a descobrir que na época em que Bento XVI pronunciou o famoso discurso de Regensburg (aquele que entrou para a história por ter irritado os muçulmanos), o porta-voz do então Cardeal Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, criticou publicamente o papa Ratzinger. Newsweek publicou suas palavras, sob o título: “A Arquidiocese de Buenos Aires contra Bento XVI.”
O tal porta-voz depois de algum tempo foi dispensado de suas funções, mas muitos se perguntam se e quando houve um repúdio público do que foi dito pelo bispo Bergoglio e seu apoio aberto ao discurso de Ratzinger em Regensburg. (…).
À luz desses fatos, explica-se o comportamento do atual Papa Francisco para com o Islã e os islamitas do Califado do Iraque (carrascos de cristãos e outras minorias).
Bergoglio, sempre tão crítico com os católicos, não se opõe jamais nem menos contra o lobby secularista sobre temas como vida, sexo, gênero, enfim, os princípios não-negociáveis que o Papa Bento identificou como os pilares da “ditadura do relativismo”. (…).
Era e é necessário acender uma luz para uma geração que foi jogada na escuridão do niilismo, que já não consegue sequer distinguir o bem do mal, porque lhes foi ensinado que tal distinção não existe e que todo mundo pode fazer o que quiser. Infelizmente, papa Bergoglio corre o risco de deixar-se levar por essa trágica corrente já que foi ele mesmo que disse que “cada um tem sua própria idéia do bem e do mal” e “nós devemos incitá-lo a proceder em direção ao que ele pensa que seja bom.”
Havia e há a necessidade de anunciar Cristo, nossa esperança e verdadeira felicidade na vida, a uma geração que não sabe nem menos quem é Jesus e que não sabe o que fazer da sua juventude e existência. E ela corre o risco de ser enganada ao ouvir do Papa Bergoglio que “o proselitismo é um absurdo solene” e que ele não tem “nenhuma intenção” de converter os seus interlocutores.
É claro que ele tem razão quando lembra que o cristianismo é comunicado “por atração”, mas o zelo missionário nos foi testemunhado pelos santos e “proselitismo” é o mandamento de Jesus aos seus apóstolos: “Ide, portanto, fazei discípulos entre todas as nações , batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado “(Mt 28,19-20).
Não é possível esquecer o preceito evangélico que indica a verdadeira, a grande tarefa da vida, apenas para receber os aplausos dos ricos, poderosos esnobes e anti-católicos do jornal La Repubblica, o que faz com que agora muitos se alegrem ao dizer que finalmente que temos um Papa “scalfariano.”
Há uma grande necessidade de levar a carícia do Nazareno a quem está sozinho, doente, sofrendo ou no desespero e é muito doloroso ver “cancelada” de última hora a visita do Papa ao hospital Gemelli com pessoas doentes esperando sob o sol (cujas feridas são as chagas de Cristo), enquanto ele facilmente encontra horas para se dedicar a Scalfari, ou para telefonar a Maradona  ou Marco Pannella e ir pessoalmente a Caserta apenas para se encontrar com o amigo pastor protestante. (…)
Bergoglio – de acordo com seus fãs  mais ardorosos – seria um revolucionário que visa subverter a Igreja Católica, eliminando os dogmas da fé e jogando às urtigas séculos de magistério.
O que significaria tudo isso? Se for verdade, a Igreja estaria à beira de uma explosão dramática. É assim mesmo? Vai negá-lo Padre Bergoglio? Quer tomar de volta aquela estrada, onde um dia, um jovem (ele mesmo o disse certa vez e me comoveu), encontrou os olhos de Jesus? Vai querer buscar novamente aquele olhar e Nele encontrar todos nós?
Antonio Socci

A Igreja virada de cabeça para baixo.

Por que os inimigos da Igreja são os principais defensores do Papa Francisco? Aqueles que atacaram o pontificado do Papa Bento XVI agora se encontram em defesa do de Francisco, enquanto escritores católicos como Messori e Socci são estrilados pelo Avvenire (jornal diário da conferência dos bispos italianos).

Por Matteo Carnieletto, Il Giornale – 3 de janeiro de 2015 | Tradução: Thiago Porto – Fratres in Unum.com: Sejamos sinceros: a ala mais progressista da Igreja gosta de Francisco. Esta é a ala que durante o pontificado de Bento XVI mantinha-se atacando o Papa, e agora eles estão vestidos como garotas-de-torcida papais que estão sempre em punho para defender o Papa – o Papa, por favor perceba, que é Francisco, não o Papado como uma instituição. Exatamente desde a publicação de Non è Francesco de Antonio Socci, os novos defensores da “Igreja pobre e para os pobres” não têm hesitado sair em defesa do Papa atacando duramente aquele jornalista de Siena. O mesmo ocorreu por ocasião da publicação do artigo de Vittorio Messori no passado dia 24 de dezembro. Na verdade, Paolo Farinella, um sacerdote e escritor de Il Fatto Quotidiano, que definiu o pontificado de Bento XVI como “um desastre para a Igreja”, lançou um apelo para que se encerrem os ataques ao Papa Francisco. Teria Farinella se convertido ao catolicismo ortodoxo? Nem tanto. Ele simplesmente encontrou em Francisco seu porta-voz ideal.
Entre aqueles que fizeram o apelo está o grupo “Nós somos a Igreja”, que com grande gosto expressou sua apreciação pelo ato de renúncia de Bento XVI: “o ato mais inovador do seu pontificado”; Alex Zanotelli, o missionário pacifista que disse que ele apenas veio a entender quem foi Cristo graças a Ghandi, Martin Luther King, Dom Milani e Dom Mazzolari; as comunidades-cristãs de base que, em seu sítio eletrônico, postaram a resenha de um livro intitulado The Queer God*, preferencialmente the poof God, the faggot God*, publicado por Claudiana, uma editora valdense; e finalmente (mas a lista poderia seguir adiante) está a assinatura de Dom Aldo Antonelli, “um sacerdote perturbador e vermelho” que, com candura, escreveu em 1 de novembro de 2007: “Querido Papa Bento, eu não o entendo”. E após longa série de recomendações que não lhe foram pedidas, ele concluiu: “Em meus estudos teológicos aprendi que nós sacerdotes devemos nos direcionar aos pobres pedintes desta terra como Lázaro (Lucas 16:19-31). Mas eu tenho a impressão de que você prefere ter conversações com homens comoDives”, isto é, com os ricos e poderosos.
Desse modo, esses partidos estão o inverso. Os apologistas como Messori e Socci, que sempre defenderam a fé católica, agora se encontram no papel de “adversários”, que são atacados por aqueles que, arremessando fora as vestes sacerdotais, vestem agora os trajes pontificais.
*O blasfemo título do livro publicado por uma editora valdense poderia ser traduzido pelo que se segue no texto, uma tentativa do próprio autor de traduzir “The Queer God”, que seria em português: “o deus bicha”.

Acusam as Franciscanas da Imaculada por rezar em latim, viver a pobreza, ignorar a teologia de gênero e por seu voto mariano.

Segundo o que revelou Maria Virginia Oliveira de Gristelli à InfoCatólica, o ramo feminino dos Franciscanos da Imaculada tem sido objeto de peculiares acusações por parte dos atuais responsáveis da congregação, designados pela Santa Sé. Acusam as religiosas de não compreender o que rezam, pois rezam em latim, o tipo de pobreza que praticam, de não receber formação na “teologia do gênero” e seu voto mariano.

Por InfoCatólica | Tradução: Marcos Fleurer – Fratres in Unum.comEstas seriam as recentes acusações feitas contra as religiosas:
  • «as irmãs não compreendem o que rezam», referindo-se à escolha do rito tradicional para a oração do Ofício Divino, em latim.
  • «É inconveniente a prática da pobreza tal como as Irmãs vivem», ou seja, segundo a Regra original de S. Francisco – aprovada e louvada pela Tradição e reiterada pelo Magistério muitas vezes, renunciando absolutamente a toda posse, pois seus bens são daqueles que lhes acolhem (bispos e benfeitores). O argumento que se utilizou é que contribuem ao enriquecimento de familiares e amigos que deixam em seu favor.
  • «As irmãs são mantidas na ignorância», pois em sua formação não se inclui a “teologia do gênero”.
  • Formulou-se que é inadmissível seu «voto mariano» (quarto voto da Congregação), alegando a elas que «não se pode obedecer a Nossa Senhora, senão a Deus».
Esta última acusação é ligada ao surpreendente desgosto manifestado pela Ir. Fernanda Barbiero (ex-diretora do Inst. Pontifício Regina Mundi), a Comissária designada para as Franciscanas,que referindo-se à imagem da Imaculada Conceição que estava sobre a mesa para presidir uma de suas visitas, disse às Irmãs «por favor, tirem “Esta” da aqui» para começarmos a conversar…

Segredos do Vaticano: jornal dos Bispos Italianos “Avvenire” revela que “houve uma conspiração para forçar a renúncia de Ratzinger”.

Por Antonio Socci | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: Ontem, ficamos sabendo – nada menos a partir das páginas de “Avvenire”, o jornal da Conferência Episcopal Italiana (CEI) – algo que nem mesmo eu cheguei a escrever no meu livro “Não é Francisco”, sobre a (até agora) misteriosa “renúncia” de Bento XVI.

De fato, na página 2 do jornal da Conferência Episcopal se podia ler, na íntegra, que houve “ambientes que, pelas razões habituais de poder e opressão, traíram e conspiraram para eliminar o Papa Ratzinger, apesar de reconhecê-lo como um excelente ‘teólogo’, e o “forçaram à renúncia”.
Você leu bem. É uma notícia perturbadora. Afirma-se – sem nenhuma condicional – que existem “ambientes” que “traíram e conspiraram para eliminar o Papa Ratzinger” e até mesmo “levá-lo à renúncia.”
A este ponto se torna absolutamente obrigatório citar nomes e dizer abertamente quem são eles.
Pois isso não se trata de coisa de pouca monta. Cabe aqui ressaltar que, se tudo aconteceu exatamente assim, aquela “renúncia” é inválida porque – para ser válida, sob o direito canônico – deve ser totalmente livre de condicionamentos e restrições de qualquer tipo (e, portanto, o sucessivo conclave também teria sido inválido).
O aspecto surpreendente da controvérsia é que essas linhas estão contidas em um artigo juntamente com outro e são expressamente confirmadas pelo diretor de “Avvenire”, Marco Tarquinio, que, sobre os dois artigos, escreve que eles “oferecem pensamentos e colocam questionamentos sérios”.
Nas palavras de Tarquinio, não há o menor distanciamento da notícia – dada como algo certo – sobre a “conspiração” que levou à “renúncia” de Ratzinger.
Evidentemente que Tarquinio foi também levado pela onda de ataques a Vittorio Messori – o qual  foi o alvo direto dos dois artigos – e assim, na página 2, acabou publicando esta “bomba” com a qual querem que acreditemos, com grande descaso pelo ridículo, que os “inimigos” de Francisco são exatamente os mesmos “inimigos” de Bento XVI.
De fato, esse foi o título que “Avvenire” deu ao artigo: “Messori: Inimigos de Francisco e de Bento”.
Caso Messori
Ora, o excesso de zelo de vez em quando prega umas peças bem feias, pois até as crianças estão cansadas de saber que aqueles que boicotaram incessantemente Papa Ratzinger hoje são todos defensores ardorosos de Bergoglio.
E é o que demonstra as notícias e crônicas publicadas atualmente. Tudo isso é de uma evidência solar, não apenas no mundo católico, mas também no secular, onde, entre os partidários do Papa Bergoglio, estão na linha da frente Eugenio Scalfari e Marco Pannella. Além do mais, se é ridículo afirmar que os “inimigos” de Ratzinger são os mesmos opositores de Bergoglio, mais inaceitável ainda é insinuar que Vittorio Messori poderia ser contado entre os “inimigos” de Bento XVI. Isso é realmente uma piada.
A parceria intelectual que o liga a Ratzinger é de longa data e começa com o livro que marcou época “Rapporto sulla fede”, um livro-entrevista com o então cardeal bávaro que marcou um ponto de virada na Igreja pós-conciliar porque pôs um freio na onda de “autodemolição” progressista e modernista dos anos 70 e expôs os fundamentos da reconstrução da era Wojtyla, que é a redescoberta da fé de todos os tempos.
Esse livro, entre outras coisas, fez com que ambos, tanto o cardeal como o jornalista, se tornassem alvos dos furiosos ataques dos círculos progressistas habituais. Eis como lembrou Messori em um de seus artigos: “O ‘Rapporto sulla Fede’ saiu em 1985.  Faltavam apenas quatro anos para a queda do Muro de Berlim, mas, apesar disso, dentro da Igreja vastos setores estavam ainda vivendo uma fase de enamoramento por um comunismo que haviam descoberto com paixão, igualmente tardia. Tudo naquele livro provocou a indignação de quem se dizia ‘progressista’ (e que estava prestes a acabar na contra-mão da história). Tudo, mas antes de qualquer outra coisa, a nova definição do marxismo segundo Ratzinger: ‘Não esperança, mas a vergonha nosso tempo'”.
A associação intelectual entre Ratzinger e Messori é de uma sincera estima recíproca e, com o tempo, eu creio que se tornou também uma amizade profunda.
Se tem um intelectual que podemos indicar como um símbolo da época Ratzinger (ou seja, do renascimento e reconstrução da ortodoxia) é justamente Messori. Assim, o fato de que hoje, o jornal da Conferência Episcopal Italiana ter como alvo Messori (pela enésima vez), além do mais por meio de artigos publicados (com a covarde estratégia de jogar a pedra e esconder a mão) com esse título:”Messori: ‘inimigos’ de Francisco e Bento”, me deixa literalmente indignado.
De resto, tenho certeza que Messori não se sente e não é “inimigo” nem mesmo de Francisco, pelo qual – juntamente com alguma apreciação – se limita a expor algumas de suas perplexidades.
Nas últimas décadas, os papas (de Paulo VI a João Paulo II e Bento XVI) foram “bombardeados” sem que ninguém reclamasse. Hoje, ao invés, chegamos então a um ponto de intolerância tão forte que um grande intelectual católico como Messori é jogado na fogueira, por uma nova Inquisição ideológica, apenas por expressar suas pacatas e respeitosas “perplexidades”?
Outras revelações
Além de tudo, aquele artigo — credenciado pelo diretor de “Avvenire” – antes das linhas explosivas sobre a “conspiração”, diz outra coisa que causa surpresa ao ler no jornal da CEI: “uma pessoa simples como eu tem a nítida sensação de que há uma luta de poder em ação na igreja e em torno dela, e que o ataque contra o Papa é dirigida por freqüentadores de ‘certos salões’ (…). Temo que se trate dos mesmos ambientes que, pelas razões habituais de poder e opressão, traíram e conspiraram para eliminar o Papa Ratzinger (…) e o forçaram à renúncia.”
A este ponto, seria o caso de exigir de Tarquinio, que publicou e aprovou tal artigo, que ele nos explique finalmente que “conspiração” foi essa da qual foi vítima Papa Bento XVI, que ilustre a atual “luta de poder na Igreja” e que, finalmente, revele claramente o que são esses “salões” e seus “frequentadores”.
Esta última referência, além de vaga, é absurda. Por que os “bons salões” dos poderes mundanos – como demonstra a cada dia seus jornais e diários – são todos de fãs ardentes do Papa Bergoglio.
Provavelmente, o zelo excessivo de Tarquinio ao querer exibir para qualquer poderoso da Cúria sua oposição a Messori acabou por fazê-lo escorregar numa casca de banana.
O diabo, dizem, faz as panelas, mas não as tampas. E agora nos deparamos com um jornal da CEI que afirma claramente que Bento XVI renunciou na sequência de uma “traição” e de uma “conspiração” e que hoje, na Igreja, está em ação uma “luta de poder”. Peço que Tarquinio tente colocar uma tampa nessa panela.
Talvez ele poderia fazê-lo através da publicação de outra entrevista, como aquela de alguns dias atrás, na “Radio Radical”, onde ele teceu um diálogo amigável e promissor com os radicais (saudações!) e voltou a defender o líder radical Pannella e a repetir suas críticas injustas e incoerentes contra Messori.
Até mesmo os líderes da CEI deveriam se ocupar dessa denúncia  e dar explicações sobre a “conspiração” contra Bento XVI que o “empurrou para a renúncia”, segundo o que podemos ler em “Avvenire”.
E, no Vaticano, o padre Federico Lombardi, diretor da imprensa, o que  tem a nos dizer sobre a notícia explosiva de “Avvenire” sobre a “conspiração” que levou à “renúncia” do Papa Bento XVI?
Antonio Socci
Do “Libero” 08 de janeiro de 2015