quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Igreja boliviana excomunga quatro ministros do socialista Evo por apoiarem o aborto.


Fonte: Religión Digital
A Igreja Católica excomungou os quatro ministros que se manifestaram em favor da descriminalização do aborto. A sanção, que os veta de receber a comunhão, aplica-se às autoridades que professam a fé católica, confirmou o secretário geral adjunto da Conferência Episcopal da BolíviaJosé Fuentes.
“A pessoa que aborta, que incentiva o outro a abortar, assim como os relacionados à saúde que participam de um aborto (…) cometem um pecado diante de Deus, porque se convertem em donos da vida, e o único dono da vida, para nós, é Deus. Esse pecado se chama excomunhão, e, por isso, não pode comer o corpo de Cristo”, manifestou Fuentes.
Os ministros da Comunicação, Amanda Dávila; da Autonomia, Claudia Peña; da Educação, Roberto Aguilar; e do Desenvolvimento Produtivo, Teresa Morales, se mostraram a favor da descriminalização do aborto em julho.
Suas opiniões eram pessoais e não refletiam a posição do governo. Prova disso é que o presidente,Evo Morales, e, dias depois, o vice-presidente, Alvaro Garcia Linera, indicaram que o aborto é um crime. O presidente, no entanto, disse que é um assunto que deve ser debatido.
As quatro autoridades fizeram as declarações para as consultas que o Tribunal Constitucional realiza com instituições para derrubar uma ação de inconstitucionalidade apresentada pela deputada Patricia Mancilla (MAS)contra 12 artigos do Código Penal, dos quais três (263, 266 e 269) penalizam a prática do aborto.
Desde então, foi aberto um amplo debate, e a Igreja Católica se pronunciou em diversas oportunidades. Na sexta-feira, apresentou três razões para vetar a descriminalização.
Nesse dia, o secretário geral adjunto da Conferência Episcopal da Bolívia disse que “se os ministros são católicos, não podem estar a favor do aborto, e se são e propiciam uma lei de aborto, não podem se aproximar da Eucaristia”.
“Porque neste momento não estão em comunhão com um valor que na Igreja é absoluto e total”, disse um dos representantes da Conferência. No entanto, ressaltou que, se as autoridades se arrependem e confessam, poderão receber a absolvição e os sacramentos.
“Não é imperdoável se eu me arrependo e me dou conta de que o que eu eu fiz não está certo, que é o caso das mulheres que fizeram aborto (…), se deram conta do que fizeram e não encontraram a paz, recorreram ao sacramento da penitência, onde a excomunhão lhes foi levantada”.
“Porque senão parece que a tolerância soa a zero”, disse Fuentes.
A pena se baseia no cânon 1398 do Código de Direito Canônico, que ordena que “quem procura o aborto, se este acontece, incorre em excomunhão latae sententiae“, que é uma excomunhão automática.
A excomunhão não só proíbe o católico de receber a eucaristia, mas também que “não participe da vida cotidiana da Igreja, porque também não pode ser padrinho de qualquer sacramento, como o batismo, a confirmação ou o casamento”, explica o diácono Moisés Rojas.
Mas qual é a transcendência disso? O sacerdote Thelian Corona, reitor da Universidade Salesiana, explica que é um castigo muito grave para um católico, já que ocasiona um dano que é evidente pela falta de valor, coerência e fé dos fiéis. “É uma exclusão da Igreja”, diz.
Isso não significa que não possa assistir a missa, mas não poderá participar do rito fundamental do ofício que é receber a comunhão.
“Porque esse é o ato máximo de pertença à Igreja”, explica o reitor da universidade.
Se não houver arrependimento da pessoa, nem poderá receber o sacramento da unção dos enfermos. “Mas, se nesse momento ele confessa, então será absolvido”, comenta Corona.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Uma Igreja crucificada

A via-crucis da Igreja de Cristo não sugere sua morte, mas sua ressurreição

A dolorosa via-sacra da Igreja de Cristo parece atravessar uma de suas piores tormentas destes dois milênios de história. A velha barca de Pedro segue seu percurso e assim refaz os passos do Mestre, cheio de cruzes, quedas e mortificações. De um ambiente afável, no qual a fé cristã encontrava mãos estendidas para acolhê-la, passou-se a uma esfera hostil, na qual punhos cerrados estão a todo instante desferindo seus golpes, seja com pedras e tochas de fogo em Catedrais, seja com calúnias e zombarias nas manchetes da imprensa. É uma situação dramática que suscita, acima de tudo, almas virtuosas, de vidas limpas e inteligências simples, que tenham a ousadia de pôr termo ao suicídio da sociedade que se avizinha e ameaça arrastar consigo a própria Igreja e o seu futuro.
No deserto que forjou a santidade de Santo Antão, a fumaça que cobre os céus do Egito, decorrente dos incêndios premeditados contra igrejas cristãs, lembra a caçada de Nero aos primeiros filhos do cristianismo e obriga o Santo Padre, não sem peso no coração, a reconhecer que "o tempo dos mártires não acabou". É a tragédia anunciada da primavera árabe, que se ergue em sangue e fogo contra aqueles que consideram seus inimigos. Milhares de cristãos mortos e templos profanados são o saldo até o presente momento da aventada libertação. E enquanto o morticínio caminha sem freios nas areias do Oriente Médio, no novo mundo o silêncio cínico da classe falante mantém-se inquebrantável e logo confirma a frase do tantas vezes caluniado - por essas mesmas pessoas, importante frisar - Pio XII: "Nada se perde com a paz, tudo se perde com a guerra".
A intelligentsia modernista, ávida a cumprir o projeto gramsciano de dominação, cujos princípios se aglutinam à estratégia de infiltração da Igreja e esvaziamento de seu conteúdo espiritual tradicional, a fim de transformá-la num palanque político, não poupa esforços no trabalho de corrupção de valores e distorção de palavras. Cospem todo tipo de bobagens, mesquinharias e intrigas, ora se fazendo de amigos, ora ladrando como verdadeiros cães de briga, sobretudo quando a eles se contrapõe à objetividade e à clareza do Magistério dos Papas. Da boca de um deles, a confissão reveladora: "Zombaremos de Jesus, mas não de Maomé".
E se fora dos muros da Igreja prossegue o colapso, dentro dela não é diferente. De repente, os mais ferrenhos inimigos do papado e da Sã Doutrina se convertem nos mais profícuos papistas, pontificando novos dogmas e teorias que nem de longe se assemelham ao pensamento do Sumo Pontífice. Ao mesmo tempo, pululam os oráculos da verdade que, cheios de certeza, imputam a dúvida a qualquer gesto e palavra de Roma, menos às suas próprias ideias e concepções que, para eles, são a genuína expressão do catolicismo e, portanto, questioná-las seria flertar com a heresia. Assim, tencionam objeções entre um e outro Papa, como se estes fossem antagonistas e não sucessores do mesmo Apóstolo e Chefe da Igreja. Louvam a pobreza, mas continuam ricos, exaltam a humildade, mas vivem na soberba, sempre teorizando suas análises de conjuntura e deleitando-se com a crítica impiedosa, cuja base verifica-se mais nas cartilhas ideológicas marxistas e liberais do que no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Essas sombras perturbadoras às quais Paulo VI se referiu como "fumaça de Satanás" fragilizam a fé de inúmeros católicos e provocam a incerteza. Sobra alguma chance para a Boa Nova de Cristo? É preciso dizer que sim. Se a Barca de Pedro "parece uma barca que está para afundar, uma barca que mete água por todos os lados"01 e ameaça ruir sob os golpes simultâneos tanto dos de fora, quanto dos de dentro, no extremo oposto, há quem permaneça fiel à promessa irrevogável de Cristo de que "as portas do inferno não prevalecerão", como permaneceram todos os santos ao longo desses dois mil anos. E se há aqueles que propagam o desânimo e a moleza, há também aqueles que ainda ousam fazer guerra ao inferno com a Palavra de Deus.
Foi o enfrentamento bárbaro contra as heresias que obrigou a Igreja, no decurso de sua peregrinação nesta terra, a sair do comodismo e do estado de letargia no qual ameaçava cair de tempos em tempos. Desse processo de renovação, sempre emergiu uma espiritualidade nova, radicada na fidelidade e na disciplina, cuja sensibilidade pastoral se revelava ainda mais penetrante que no passado. Pode-se dizer, assim, que as palavras de São Paulo se confirmam em todas essas circunstâncias: "É necessário que entre vós haja partidos para que possam manifestar-se os que são realmente virtuosos" (Cf. I Cor 11, 19). Este é, para desgraça dos hereges e, por conseguinte, do diabo, o paradoxo de uma instituição guiada pelo Espírito Santo: não importa o número de cruzes, pois ao terceiro dia, sempre haverá a ressurreição!
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

Sem verdade, a fé não salva

A encíclica Lumen Fidei reforça a luta de Bento XVI contra o relativismo e coloca-nos diante da indissociável relação entre a fé e a verdade.

Na sequência das encíclicas de Bento XVI sobre as virtudes teologais, a carta Lumen Fidei trouxe a novidade da eleição do Papa Francisco, cujas impressões pastorais complementaram mais esta obra-prima do Papa Ratzinger.
Em sua rica produção teológica e nos documentos de seu Magistério ordinário, Bento XVI fez linha de frente contra o que chamou, na homilia durante a Missa pro eligendo Romano Pontifice, em 2005, de a "ditadura do relativismo". Tratava-se de uma expressão nova para um problema antigo: a questão da verdade que vinha sendo relegada ao campo privado, aos sentimentos e emoções do indivíduo. O homem não seria mais responsável por buscar a Verdade, mas por criar a sua própria verdade.
Não é nem preciso dizer o quanto isto é prejudicial para a saúde da fé cristã, de cuja essência brota a missão irrenunciável de evangelizar e, portanto, de conhecer e anunciar a Verdade. Como exemplo, basta mostrar o testemunho de um Santo Agostinho. Se Agostinho fosse como o homem de nosso século e acreditasse na farsa do relativismo, jamais se converteria ao Cristianismo. Afinal, se o "certo" e o "errado" são meras construções pessoais, qual a diferença entre continuar no maniqueísmo e ser batizado na Igreja? O Agostinho que suspirava pela Verdade em suas Confissões – "Ó verdade, verdade! Quão intimamente suspiravam por ti as fibras da minha alma" (III, 6, 10), escrevia – só era capaz de fazê-lo porque sabia que a Verdade não é algo que se inventa, mas algo que se recebe.
"Sem verdade, a fé não salva, não torna seguro os nossos passos": eis o ensinamento do Papa Francisco em sua primeira encíclica. A fé sem verdade "seria uma linda fábula" ou "um sentimento bom que consola e afaga", mas não uma realidade capaz de envolver a vida do homem e transformá-lo por completo. Ao contrário, sabemos que não se pode dissociar a fé da verdade, bem como – lembrando o ensinamento de Bento XVI na Caritas in Veritate (n. 3) – "só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida".
Por que insistir nestas lições? Porque vivemos – diz o Papa Francisco – uma "crise de verdade". O perigo que aqui reside, além do desprezo da verdade, é de quando o homem alça a esta categoria aquilo que é mau e perverso. Então, como diz o profeta Isaías, "ao mal chamam bem, e ao bem, mal, (...) mudam as trevas em luz e a luz em trevas, (...) tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce" (5, 20). O assassínio voluntário de fetos é transformado em direito, a perversão de nossas crianças com manuais recheados de linguagem e imagens promíscuas é chamada de "educação", a destruição da família é institucionalizada... E ai de quem discordar desta maldita inversão de valores! – é "quadrado" e quer "impor" às outras pessoas a "sua" verdade.
Mas trata-se de – mais uma – acusação injusta. Afinal, na lógica do Evangelho, não são as pessoas que impõem a verdade, mas é ela mesmo que, "tal como o amor, (...) de certa forma impõe-se ao ser humano"1. Mais do que o homem se decidir por Cristo, é Cristo quem se decide pelo homem – e ama-o a ponto de entregar-lhe a Sua vida.
Diante de Cristo, que disse ser "o caminho, a verdade e a vida" (Jo 14, 6), várias atitudes são possíveis, menos a indiferença. Diante do Amor que se fez carne, da Verdade que impele, é possível dizer "sim" e deixar-se tomar por Sua beleza, bem como é possível dizer "não", vivendo a esquizofrenia de uma vida desobediente e arredia de Deus. Vencida a ignorância, porém, não é possível esconder-se, nem furtar-se à presença ofuscante da lumen fidei – a luz da fé.
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

Estudo demonstra que os ateus não aumentam nos EUA

WASHINGTON DC, 21 Ago. 13 / 09:43 pm (ACI/EWTN Noticias).- Apesar de aumentar o número de pessoas que afirmam não pertencer a nenhuma filiação religiosa nos Estados Unidos, peritos assinalam que isto não significa necessariamente que o país seja mais secular que antes, e indicaram que é um "erro" etiquetá-los como não crentes porque o número de ateus não aumenta.
"Os ‘nones’ não são uniformemente seculares, e etiquetá-los como não crentes seria um verdadeiro erro", indica o Diretor dos Estudos Americanos em Religião do Centro de Investigação Pew e do Projeto de Vida Pública, Greg Smith, que, ademais, explica que mais de 70 por cento destes ‘nones’ não se identificam como ateus ou agnósticos, e que quatro de cada 10 deles reza pelo menos uma vez ao mês.
Os "nones" é a maneira que as pesquisas deste tipo utilizam para referir-se às pessoas que dizem não ter filiação religiosa, especificamente na Pesquisa Geral Social e no estudo de 2012 feito pelo prestigioso Centro de Investigação Pew.
Além de Smith, os especialistas que se reuniram nas instalações do Pew em Washington DC no último dia 8 de agosto para discutir estes estudos, foram o editor chefe de Gallup, Frank Newport, a Professora de Sociologia da Universidade da Califórnia, Berkley, Claude Fischer, e o Professor de Sociologia da Universidade de Nova Iorque, Michael Hout.
Newport observou que entre as pessoas que não participam ativamente na sua religião, os católicos são os menos propensos a renunciar a sua filiação e identidade religiosa, porque para "os católicos é mais que uma característica atribuída que para os protestantes".
Explicou que os protestantes mudam de filiação com mais regularidade porque lhes é mais fácil. Isto foi defendido por Smith ao assinalar que as duas terças partes das pessoas que se criaram católicas continuam sendo católicas, um percentual maior que os que se expuseram ‘nones' e continuam ‘nones'.
Enquanto que o grupo que se distancia da identidade religiosa continua crescendo à medida que as gerações mais jovens alcançam a maior idade e os mais velhos vão falecendo, esta tendência não é "necessariamente um indicador da secularização", explicou Smith.
Também advertiu que esta "tendência à desfiliação poderia ter graves consequências para as instituições religiosas e pela forma em que a religião se pratica nos Estados Unidos", inclusive se os americanos em seu conjunto mantêm níveis estáveis da prática religiosa e de crenças.
A professora Fischer disse que apesar destas mudanças "os norte-americanos foram durante muito tempo, e ainda continuam sendo, as pessoas mais religiosas entre os povos dos países ocidentais, tanto na fé quanto na prática".
Fischer assegurou que os dois estudos de 2002 e 2012 devem ser vistos no contexto da história do país e que, apesar da tendência à diminuição na participação religiosa logo depois de sua maior relevância na década de 1950, "a participação religiosa é ainda maior do que era faz um século" e é uma parte da vida norte-americana e da comunidade.

“Evolution vs God” enfurece ateus em todo o mundo. Assista em português


“Evolution vs God” enfurece ateus em todo o mundo. Assista em português"Evolution vs God" enfurece ateus em todo o mundo
Você é ateu? Acredita na evolução? A resposta para essas duas perguntas podem fazer uma grande diferença na vida das pessoas. Na opinião do evangelista americano Ray Comfort, é mais do que isso. Pode ser a diferença entre o céu e o inferno.
Nos últimos anos ele deixou de lado seus livros e textos para se concentrar na produção de vídeos evangelísticos e programas em DVD. Todos eles tiveram grande repercussão e, ao mesmo tempo, geraram polêmica. O vídeo de “180 degrees” [180 graus] falava sobre o aborto e suas consequências físicas e espirituais. “Genius” [Gênio] usava a história de vida do ex-Beatle John Lennon para lembrar a brevidade da vida. O mais recente,“Evolution vs. God” [Evolução versus Deus], dá um passo além.
Produzido com o formato de entrevistas, Ray sai com um microfone e uma câmara na mão procurando professores universitários, especialistas em biologia e também pessoas comuns. A todas elas ele apresenta o mesmo desafio: provar que a evolução não é uma questão de fé. Para isso, ele usa citações de Charles Darwin, autor da teoria da evolução, e Richard Dawkins, um dos maiores defensores modernos do ateísmo.
Por mais que pareça estranho, é isso mesmo que ele consegue mostrar. Reunindo explicações científicas e citações de defensores da evolução e do ateísmo, o evangelista procura “desmistificar” muito do que se ensina sobre evolução nas salas de aula do mundo todo.
Somente na primeira semana, o material alcançou quase 200 mil visualizações no Youtube. Uma versão em HD passou a ser vendida no site do seu ministério, www.livingwaters.com e, segundo ele mesmo anunciou, milhares de DVDs foram distribuídos nas universidades americanas. Para o ministério, a maior aposta é na divulgação pela internet, considerada por eles como “a maior ferramenta para evangelização” moderna.
Comfort acredita que “Esta geração não usa as fontes convencionais de notícias para aprender. Eles estão absorvidos em seu próprio mundo… os meios de comunicação social (mensagens de celular, YouTube, FacebookTwitter, etc.). Se quisermos alcançá-los com a mensagem de vida eterna, temos de entrar em seu mundo”.
Essa “explosão” de popularidade online rendeu ao evangelista várias oportunidades de falar sobre o assunto em vários programas de TV. O problema é que repercussão maior veio com uma campanha de organizações ateístas contra o material. Somente no YouTube existem cerca de 20 mil comentários de ateus furiosos com o conteúdo apresentado. Surgiram vários “vídeos reposta”, tentando desacreditar muitas das afirmações e conclusões do material cristão.
Comfort está satisfeito com o que considera ser uma reação esperada. Para ele, o objetivo foi alcançado. As pessoas voltaram a pensar sobre o assunto. “A raiva é muito real, porque as pessoas que se apegam à crença na evolução não estão acostumadas a serem confrontados com argumentos científicos. Isso ocorre porque a convicção de que Darwin estava certo lhes dá o que consideram uma permissão para agirem sem culpa e se engajarem em prostituição, pornografia, homossexualidade, adultério, blasfêmia e tudo mais que o seu coração desejar. Se Deus não existe, então não há nenhuma moralidade absoluta, e isso significa que não existe um Dia do Julgamento e, definitivamente, nenhum inferno”, explica.
Mas Ray quer mais, seu desejo é ver o maior número de pessoas tendo acesso ao material e debatendo-o em casa, nas escolas e nas igrejas. Até agora já existem tradução das legendas para 12 línguas e o projeto é que chegue ao maior número possível de países.
Através de um contato com o site de Ray, o Gospel Prime recebeu autorização para fazer a tradução, que será usada na versão em DVD de “Evolução versus Deus”. Segundo o e-mail que recebemos, a reprodução é livre desde que não seja usada para fins comerciais (aluguel ou venda).
Assista:

Mais uma derrota do Aborto nos Estados Unidos, Texas aprova forte lei restritiva à prática.

Rick Perry, governador do Estado de Texas – o terceiro mais importante dos EUA – assinou uma lei que exige a presença de um médico registrado no hospital durante o aborto, que os abortos só sejam praticados em instalações médicas capazes de realizar hospitalizações, e proíbe os abortos após 20 semanas de gravidez, noticiou o jornal “La Presse” do Canadá. 


O aborto foi aprovado nos EUA por uma decisão iníqua da Suprema Corte que os Estados não podem contradizer, mas a cujo respeito podem baixar normas prudenciais.

Ativistas anti-vida inconformadas com a derrota
Ativistas anti-vida inconformadas com a derrota

Em decorrência da lei aprovada pelo Legislativo e sancionada pelo governador, amaioria das clínicas da morte do Texas terá que fechar suas portas, pois não preenchem as condições mínimas para efetivá-lo, diz a agênciaInfocatólica.

Milhares de pessoas se concentraram diante do Capitólio texano no dia da votação definitiva no Senado.

Os senadores pela vida aprovaram o projeto (19 a 11) quase três semanas após a senadora Wendy Davis, democrata do partido do presidente Obama, tentar impedir sua votação torturando o plenário com um quilométrico discurso de 13 horas. 

Militantes pela vida e contrários a ela manifestaram-se diante do prédio, num ambiente altamente polêmico, tendo sido desalojados após nele ingressarem.

Alguns tinham se amarrado com correntes na balaustrada da tribuna destinada ao público. 

Famílias pela vida
Famílias pela vida
Na entrada do Capitólio, a polícia confiscou vasilhames contendo urina e excrementos que os militantes da morte tencionavam jogar nos senadores pela vida, informou o diário local “Houston Chronicle”.

Um estrondo midiático alimentado por militantes defensores do massacre dos inocentes se espalhou inutilmente pelo país e até pelo exterior. 

Nenhuma das emendas pela morte do Partido Democrata obteve aprovação.

No Texas só restarão cinco ‘açougues’ de esquartejar crianças, dos 42 que atualmente executam esse macabro serviço.

Estudantes pela vida
Estudantes pela vida diante do Capitólio texano
Os proprietários dos mesmos já anunciaram que não pretendem melhorar o de sacrificar suas pobres e indefesas vítimas, dizendo que vão acabar com o negócio o mudar para outro Estado mais liberal.

Royce West, líder opositor, prometeu que vai recorrer à Justiça, instância na qual o movimento antivida pode esperar antecipadamente sentenças ideológicas e antidemocráticas, como já se verificou em alguns julgamentos.


Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/35896

Dia do Maçom é celebrado com Missa e representantes das Lojas Maçônicas da cidade de Patos


21.08.2013 - Nota de  www.rainhamaria.com.br  -  por Dilson Kutscher
LÁ VAMOS NÓS DE NOVO....
NOVAMENTE A HISTÓRIA SE REPETE...
Primeiramente, antes de visualizarem as fotos desta (OUTRA) "missa" festiva, em homenagem ao "!Dia do Maçom, vamos lembrar o seguinte:
ALGUMAS IMPORTANTES CONSIDERAÇÖES
Pode um Católico ser Maçom?
O que diz a Igreja Católica?
D. João Evangelista Martins Terra, bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília, doutor em Filosofia e Teologia,, escreveu um livro que aborda justamente este assunto: "Maçonaria e Igreja Católica", que é uma pesquisa histórica sobre a maçonaria, sua expansão e situação no mundo de hoje, especialmente no Brasil. Faz uma análise dessa organização e apresenta a posição da Igreja Católica pós-conciliar.
Usaremos este livro para mostrar a posição da Igreja Católica para com a maçonaria e como ela orienta a seus fiéis e clérigos.
O CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO (Obra citada, pág. 70 a 72)
"O Código de Direito Canônico de 27-5-1917 contém os seguintes cânones relativos à maçonaria":
Cân. 684: "Os fiéis fugirão das associações secretas, condenadas, sediciosas, suspeitas ou que procuram subtrair-se à legítima vigilância da Igreja".
Cân. 2333: "Os que dão seu próprio nome à seita maçônica ou a outras associações do mesmo gênero, que maquinam contra a Igreja ou contra os legítimos poderes civis, incorrem ipso facto na excomunhão simpliciter reservata à Sé Apostólica".
Cân. 2336: "Os clérigos que cometeram o delito de que tratam os cânones 2334 e 2335 devem ser punidos, não somente com as penas estabelecidas nos cânones citados, mas também com a suspensão ou privação do mesmo benefício, ofício, dignidade, pensão ou encargo que possam ter na Igreja; os religiosos, pois com a privação do ofício e da voz ativa e passiva e com outras penas de acordo com suas constituições. Os clérigos e os religiosos que dão o nome à seita maçônica ou a outras associações semelhantes devem, além disso, ser denunciados à Sagrada Congregação do Santo Ofício".
Cân. 1399, nº 8 - são ipso facto proibidos: "Os livros que, tratando das seitas maçônicas ou de outras associações análogas, pretendem provar que, longe de serem perniciosas, elas são úteis à Igreja e à sociedade civil".
Ver ainda os cânones: 693; 1065; § 1 e § 2, 1240; 1241.
"Desses cânones do Código de 1917 resulta claramente que:
Todo aquele que se inicia na maçonaria, incorre, só por este fato, na pena de excomunhão (cân. 2335).
Por ter incorrido na excomunhão, todo maçom: a) deve ser afastado dos sacramentos (confirmação, confissão, comunhão, unção dos enfermos), ainda que os peça de boa fé (cân. 2138, § 1); b) perde o direito de assistir aos ofícios divinos, como sejam: A Santa Missa, a recitação pública do Ofício Divino, procissões litúrgicas, cerimônias da bênção dos ramos etc. (cf. cân. 2259, § 1; 2256, n. 1); c) é excluído dos atos eclesiásticos legítimos (cân. 2263), pelo que não pode ser padrinho de batismo (cân. 765, n. 2) nem de crisma (cân. 795, n. 1); d) não tem parte nas indulgências, sufrágios e orações públicas da Igreja (cân. 2262, § 1).
O maçom não pode ser admitido validamente nas associações ou irmandades religiosas (cân. 693).
Os fiéis devem ser vivamente desaconselhados de contrair matrimônio com maçons (cân. 1065, § 2).
Só após prévia consulta do bispo e garantida a educação católica dos filhos, pode o pároco assistir ao casamento com um maçom (cân. 1065, § 2).
O maçom falecido, sem sinal de arrependimento, deve ser privado da sepultura eclesiástica (cân. 1240).
Deve-se negar aos maçons qualquer missa exequial, assim como quaisquer ofícios fúnebres públicos (cân. 1241).
O Santo Ofício declarou, no dia 20 de abril de 1949, numa resposta ao bispo de Trento, que nada tinha mudado na disciplina do Código de Direito Canônico a respeito da maçonaria".
Façamos então uma nova pergunta: A situação hoje ainda é a mesma? Ou houve alguma mudança?
Em 27 de novembro de 1983, entrou em vigor um novo Código de Direito Canônico: "O Novo Código apresenta um cânon relativo à maçonaria":
Cân. 1374: "Quem se inscrever em alguma associação que maquina contra a Igreja seja punido com justa pena; e quem promover ou dirige uma dessas associações, seja punido com interdito". (Obra citada, pág. 99).
No mesmo dia em que entrava em vigor o novo Código de Direito Canônico, L´Osservatore Romano publicava esta Declaração da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, sobre a maçonaria:
"Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da maçonaria pelo fato de que, no novo Código de Direito Canônico, ela não vem expressamente mencionada como no Código anterior. Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério relacional, seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categoria mais amplas. Permanece, entretanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja, e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão. Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas, com juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação, de 17 de fevereiro de 1981 (cf. AAS 73, 1981, pp. 240-241). O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, decidida na reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação. Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983". (Obra citada, pág. 100 e 101).
Agora, pergunto:  Missa em homenagem ao Dia do Maçom?  (Sinal dos Tempos)
Cidade de Patos - Paraiba - Em plena Catedral.
20.08.2013 - Neste dia 20 de agosto foi comemorado em todo Brasil o Dia do Maçom brasileiro. Para celebrar a data foi celebrada na Catedral de Nossa Senhora da Guia uma Missa em alusão as comemorações. A Missa aconteceu ás 17:00h e foi celebrada pelo Padre Ronaldo contando com representantes das Lojas Maçônicas da cidade de Patos.
n/d
A comemoração a data do dia 20 de agosto se dá pelo fato de nesse período ter sido decidido em reunião de Lojas Maçônicas do Rio de Janeiro – RJ, através de um discurso inflamado do maçom Gonçalves Ledo, no qual se fez sentir a necessidade de se proclamar a Independência do Brasil, cuja proposição foi aprovada pelos presentes e registrada em ata no dia 20º dia do 6º Mês maçônico, que correspondia a 20 de agosto.
n/d
Representantes das Lojas Maçônicas da cidade
A Maçonaria é constituída por homens livres e de bons costumes, e que devem ter a condição básica de acreditarem em Deus, maçonicamente denominado de Grande Arquiteto do Universo, de maneira que celebrando essa memorável data, representações das lojas maçônicas de Patos.  (fim)
Fonte: Imaculada News

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Cemitério para 1 milhão de pessoas será a maior cruz do mundo


Cemitério para 1 milhão de pessoas será a maior cruz do mundoCemitério para 1 milhão de pessoas será a maior cruz do mundo
O casal cristão Mike e Laurie Nowland dizem ter recebido em um sonho a visão para construir a maior cruz do mundo. Nascidos na Califórnia, eles querem ser enterrados no deserto de Nevada. Mas não estarão sozinhos. O cemitério que irão construir deve abrigar um milhão de pessoas.
Não se trata de uma seita nem de um suicídio em massa. É um empreendimento comercial que deve começar a ser construído no início de 2014. A “Aliança da Grande Cruz” será o maior cemitério do mundo e ao mesmo tempo a maior cruz do planeta. Esse é o formato escolhido por representar a fé cristã.
O local terá cerca de um quilômetro de extensão, o equivalente a 8 campos de futebol. Serão 55 metros de altura, com um volume total equivalente a três vezes a maior pirâmide do Egito. Com o custo aproximado de 1 bilhão de dólares, a obra deverá levar 30 anos para ser concluída.
Ao todo, serão mais de 600.000 grandes gavetas, onde as pessoas podem colocar os corpos de seus entes queridos ou as cinzas da cremação. Cada espaço será capaz de conter os restos mortais de duas pessoas, permitindo que membros da mesma família fiquem juntos. O edifício deverá ter dezoito andares, em formato de escada. À medida que as vagas de um andar esgotarem, inicia-se a construção de um novo.
Cemiterio Piramide
Os primeiros 400 espaços já estão disponíveis pelo site thegreatcrossalliance.com, com preços que variam entre 4.000 e 30.000 dólares. A estimativa é que os custos iniciais serão na casa de 2 milhões de dólares, em grande parte já arrecadados de investidores. Afinal, como todo cemitério, este terá fins lucrativos.
Ao mesmo tempo, seus fundadores desejam que ela se torne o maior monumento religioso, ultrapassado a fama do Cristo Redentor. O casal obteve a permissão para a construção perto da cidade de Reno e já está vendendo os túmulos. Os Nowland defendem que o monumento foi projetado para ser “uma poderosa declaração sobre a força e a unidade do cristianismo no mundo” e “um local de encontro para todos os cristãos interessados”.
O projeto inclui uma capela central, a Bíblia toda será inscrita nas paredes em quatro línguas diferentes. A estrutura tem um projeto ecológico, com a utilização de areia do próprio deserto para a construção. Pelo fato de ser erguida em uma região isolada, poupará muito terreno nas grandes cidades.
O projeto dos Nowland não é afiliado a nenhuma denominação ou organização religiosa em específico. “Qualquer cristão interessado pode ser enterrado na Grande Cruz”, asseveram. Com informações de Huffington Post e Oregon Faith Report.
Assista:

«Eu era ateu, estava no cárcere da KGB em Kiev, vi um facho de luz e então entendi tudo»



Pablo J. Ginés
Myroslav Marynovych hoje é vice-reitor da Universidade Católica da Ucrânia. No convulso panorama político ucraniano este não é na atualidade um cargo cômodo, mas alguém como ele, que passou 7 anos em campos de trabalho comunistas e outros três deportado ao Cazaquistão, não se intimida facilmente.
Inclusive, em parte, desejou isso por anos, porque a ele, que era ateu e cético, Deus se revelou no cárcere e no Gullag.
Neto de sacerdote, porém ateu
“Minha família era religiosa”, nos explica em um descanso durante o Encontro em Madri, a grande cidade de ‘Comunhão e Libertação’ na Espanha.
“Meu avô materno foi sacerdote greco-católico e minha mãe criou em casa uma atmosfera de fé simples e limpa, sem fanatismo algum. Ela desejava que eu fosse crente, mas não me pressionava.
Eu assumi o ceticismo ateu em minha juventude, mesmo mantendo respeito com as pessoas religiosas.Não sentia nenhuma necessidade de Deus, vivia bem sim Ele. Porém tinha claro que existia o bem e o mal e uns valores muito firmes, e o tema da gravidade moral sempre tive presente”.
Desta exigência moral chegou seu compromisso com a dissidência e os direitos humanos… o que lhe levaria ao cárcere.
“Sentia que os valores do comunismo eram muito elevados na teoria, mas depois na vida real sempre resultavam feiíssimos. Isso suscitou muitas perguntas em mim… e vi que tudo no sistema comunista era falso”, detalha.
“Tinha 20 anos e perder a auto-estima nessa idade pode deixar vazia toda tua vida. Tinha afinidade pessoal pelos perseguidos e um forte sentido de solidariedade para eles. O regime pedia total lealdade, não bastava que amasses pela metade. Na KGB me disseram bem claro: “se não estás conosco, estás contra nós”. Assim que lhes respondi: “valeu, pois estou contra vós”.
Os dissidentes do grupo de Helsinki
Foi fundador de ‘Helsinki Watch’ na Ucrânia. Em 1977 foi encarcerado e depois deportado. “Eram os anos 70, e o presidente Carter dos Estados Unidos tinha tirado o tema dos direitos humanos do âmbito filosófico e o estava levando à política internacional. Aquilo o acolhemos muitos com entusiasmo.
Em Helsinki, em 1965, os países da OSCE, incluindo a URSS, firmaram um compromisso que falava inclusive de liberdade religiosa e de livre circulação de idéias!
Na União Soviética criamos 5 grupos de “seguimento de Helsinki”. Em 1976 dez dissidentes ucranianos difundiram através de publicações do Ocidente e jornalistas ocidentais, as violações na Ucrânia contra o pacto de Helsinki.
Difundimos os nomes de poetas e escritores presos e pedimos que os libertassem. Não tínhamos ilusões: sabíamos que também nos prenderiam”.
E assim sucedeu: a policia secreta os buscou um a um e os deteve.
“A KGB nos sentenciou por, tecnicamente, difundir propaganda anti-soviética para minar a estabilidade do sistema´. Desses dez dissidentes, oito fomos encarcerados e dois foram expulsos.
Declararam-nos “criminosos muito perigosos”. Sentenciaram-me a 12 anos em campos de trabalho e exílio. Cumpria já 10 anos quando chegou a perestroika de Gorbachov. Não houve nem um dia em que me arrependesse do que tinha feito.
A situação na URSS necessitava de kamikazes, pessoas que se sacrificavam para evidenciar o totalitarismo do sistema. Os dissidentes, naquele país que não era livre, atuavam como pessoas livres! Aquilo chocava com tudo.
Facho místico na KGB
“Minha volta a Deus foi inesperada, não buscava. Em obras literárias tinha lido, antes de meu encarceramento, que Deus às vezes vem para prisioneiros como uma resposta ao seu desespero, inclusive como uma resposta intelectual, mas meu caso não foi assim”, especifica.
A narrativa de Marynovych, a partir deste momento, adquire uma lucidez brilhante, quase doentia, que alguém percebe nos escritos de Dostoiévski quando disseca a alma humana. O que no escritor russo encontramos como literatura, em Marynovych acontece na carne.
“Acabavam de me interrogar na KGB de Kiev, e me tinham devolvido à cela. Ia agitado de parede a parede, refletindo sobre várias questões intelectuais. Entre elas, pensava na unificação da humanidade, em como todos os homens poderiam estar unidos no espiritual.
E então, de repente, vi como um facho de luz. Durante três dias meu estado nessa prisão foi muito estranho: comia, bebia, me asseava, me barbeava…Mas não entendia, nem ouvia nem respondia ao que alguém me dissesse. Ao terceiro dia ouvi um repicar de sinos. E falei. Perguntei ao meu companheiro de cela: “O que é isso? São os sinos da igreja de São Vladimir de Kiev as que soam?”
Ele me disse: “Menos mal, por fim ouves”. Entendi então que fazia três dias que estava sem reagir diante de nada. Nesse momento senti como se se desenrolasse um rolo em meu interior, despregando muita informação, e de repente entendi muitas coisas bíblicas, momentos que conhecia isolados mas agora unia em uma nova cosmovisão.
Senti que já entendia isso, que já o via unido. Desde esse dia, fui outra pessoa, agora religiosa”.
Isso é proibido e uma voz: «reza!»
“Houve outro momento muito especial, que sucedeu dois anos depois, desta vez já no campo de trabalho. Tinha estado dois dias sem comer, em greve de fome reclamando meu direito de levar uma cruzinha.
Tinham arrancado a que tinha. Ao terceiro dia veio um oficial à minha cela e me disse: “de acordo, lhe devolverei sua cruzinha, mas depois de passar 15 dias na cela do castigo”. Para mim era uma grande vitória moral e voltei a comer”
(…) então ouvi uma voz potente, em ucraniano, minha língua natal: “Reza!”, disse essa voz. Estava tão fraco, ali deitado, que não podia nem usar as manos para persignar-me, mas me persignei mentalmente… e num instante recobrei as forças e pulei da cama de um salto, perplexo!
A fórmula se tinha apagado completamente de minha mente. Deu-me medo e me deixou a sensação de ter sabido algo proibido, e senti agradecimento porque se apagou”.
Desde então, a pergunta de que ‘Deus existe’, para mim, já não tem sentido, devido ao fato de que o senti tão forte. Hoje sei que sou um pecador, que deixo de cumprir muitas virtudes, mas precisamente sei que isso são transgressões.
Para mim é importante que o mundo em geral e a civilização européia em particular entenda que estão omitindo a busca da verdade, e que dizendo que querem proteger a liberdade, na realidade muitas vezes danam essa liberdade”.
Inglaterra hoje, como a URSS?
“Choca-me agora o caso da Inglaterra, onde os tribunais dizem que podem despedir a alguém por levar uma cruzinha ao pescoço”, continua este acadêmico.
“Eu, que no cárcere comunista defendi minha cruzinha e pensava no Ocidente como um lugar de tolerância. Em seu momento, a Ilustração lutou contra o monopólio da Igreja e lhe retirou certas funções que não lhe eram próprias, fazendo-lhe voltar à sua missão espiritual.
Mas agora a Igreja é quase perseguida no Ocidente e o monopólio do público concedeu-lhe cosmovisões anti-religiosas. Esse monopólio é tão daninho como o anterior”.
Marynovych admite certa nostalgia da prisão, mais concretamente, da espiritualidade daqueles dias no campo de trabalho.
“No gulag, não nos permitiam nenhuma prática religiosa, era proibido ter bíblia. Passei 15 dias de greve de fome para pedir que me deixassem ter uma bíblia. Não o consegui. Até nos censuravam as cartas que nos mandavam com versículos bíblicos.
O Espírito Santo circulava pela “prisão”. Como não tínhamos acesso ao culto litúrgico, uma pessoa religiosa se concentrava numa consciência profunda de Deus.
Não tinha comunidade cristã com a qual adorar, assim que a alma fazia do sofrimento cotidiano seu templo. Dar a outra face, amar os teus guardas desapiedados e cínicos… era nosso culto.
Não há melhor lugar para o sentimento cristão que esses campos de trabalho! Não tinha sacerdotes que te pudessem dar alento. Estavas a sós diante de Deus. Que dias benditos aqueles! Que bênção para os que passavam a provação com êxito!
Podia ver com novos olhos a promessa de Cristo: bem-aventurados os perseguidos! Saber que estavas condenado só pela verdade consagrava e enchia de significado cada dia na prisão. Era um apoio sublime, mas só ao sair da prisão o entendi. Aqui fora tens de justificar tua existência com obras”.
“Hoje vivo uma tensão entre a fé pura e os rituais. Na prisão não tinha vida ritual e minha fé era toda mística, espiritualidade. Aceito os rituais, a liturgia de minha tradição greco-católica.
Nos domingos vou à missa greco-católica. Mas houve uma época em que eu acusava minha mãe de ter uma religião com demasiado ritual.
Eu queria espiritualizar a minha mãe. Ela me disse: “conceda-me a possibilidade de crer à minha maneira, e não à tua”. Sua simplicidade me chocou e não mais pretendo impor minha visão aos demais”.
Cristãos, corrupção e consumismo
“Os valores culturais cristãos chocam com a sociedade ucraniana de hoje. Recordo que um estudante escreveu uma magnífica tese sobre a doutrina social da Igreja, com muito êxito.
Dois meses depois, o encontro na rua e me disse: “fui pedir trabalho em tal lugar e me disseram que se pagasse 2.000 dólares o lugar era meu”. Suborno! Choque de valores.
Muitos hoje perderam a fé e a esperança. Creem em Deus, mas vão à Igreja e dizem ao Senhor: “bom, já vistes, isto é assim, não posso mudar em nada”. Não têm esperança! Talvez antes, mesmo que houvesse mais pobreza econômica, tinha mais limpeza moral.
A Ucrânia não é pior nem melhor que outras nações, mas o que mais me dói é ver que não creem que a mudança é possível, que não creem que possam melhorar. Sem esta esperança nas pessoas, os políticos seguirão sendo todo-poderosos”.
“Na Universidade Católica olhamos com reserva para todas as ideologias. Somos acadêmicos, não tomamos partido. Mas o país está preso nessas ideologias.
Uns são de ideologia quase comunista; outros de um nacionalismo ideológico; outros, ideólogos liberais… e todos eles suspeitam de nós, da universidade católica, porque não somos dos seus. ]
“O sistema comunista mudou a moral absoluta cristã pela bolchevique, que dizia: “a moral é tudo aquilo que é útil para o proletariado”.
Ao cair o Muro e a União Soviética, nos encontramos com o dogma da moral pós-moderna que diz: “a moral é só o que é útil para mim”. Como universidade católica promovemos a restauração dos valores autênticos.
É uma provocação para muitos pós-comunistas que hoje têm cargos na administração pública e apoiam a desordem presente, que querem que a desordem dure sempre porque lhes beneficia. A universidade, por exemplo, é “zona livre de corrupção” num sistema quase totalmente corrupto.
É uma bênção do Senhor trabalhar num lugar onde se respeita a dignidade humana, mas em breve poderá precisar da solidariedade dos cristãos ocidentais para defender-nos de quem quiser nos intimidar”.

O Facebook é anticatólico? Rede social tolera ataques contra fiéis e preocupa os usuários

REDAÇÃO CENTRAL, 20 Ago. 13 / 08:51 am (ACI).- Nos últimos meses, o Grupo ACI recebeu centenas de denúncias de usuários sobre a permanente tolerância do Facebook a conteúdos obscenos dirigidos a atacar a fé católica, uma situação que levou a muitos usuários a questionar as políticas desta empresa e inclusive perguntar-se se deveriam continuar ou não usando a conhecida rede social.
Carlos Wadsworth, da Costa Rica, em resposta a uma pergunta aberta realizada pelo diretor do Grupo ACI, Alejandro Bermúdez, assegurou que denuncia páginas anticatólicas com frequência. "É tão grotesco que reporto um comentário onde textualmente insultam a mãe do Bispo e/ou a de todos os católicos" e a única resposta que recebeu por parte da rede é que estas publicações ofensivas não violam as políticas do Facebook.
Por sua parte, Mario Gallardo, escreve desde León (México) que "infelizmente no Facebook há uma política altamente tolerante ao anticatolicismo".
Gallardo assinalou que Facebook bloqueou a sua conta pessoal "várias vezes. A princípio pensei que fosse por queixa dos irmãos protestantes pelo que publicava na minha linha do tempo", porém, "penso, hoje em dia, que no Facebook se tolera o anticatolicismo".
Outro usuário, Rodrigo Perez, da Colômbia, assegura que no Facebook "promovem-se todo tipo de perversões morais, pornografia, aborto, satanismo toda a loucura do mundo. Um anticatolicismo aberto, sem controle, sem medida".
"Estou quase fechando a minha conta, perturba-me ver tanto ódio e veneno contra a Igreja Católica. Não há nenhum tipo de controle, e pelo contrário, se você fizer um comentário alertando sobre as seitas satânicas o primeiro que o Facebook faz é bloquear a sua conta temporalmente, como foi o meu caso".
Os usuários criticam que aqueles que difundem conteúdos anticatólicos, não enfrentam sanção alguma por parte dos administradores do Facebook e, paradoxalmente, a rede atuou contra páginas católicas positivas.
Uma das páginas católicas mais populares em espanhol, "Memes Católicos", foi eliminada pelo Facebook pouco depois de superar os 110 mil seguidores. Esta página, criada pelo jovem peruano Yhonathan Luque Reyes, difundia conteúdos católicos em forma de imagens com textos sugestivos.
Em outubro de 2012, Facebook notificou a Luque que vários usuários tinham denunciado sua página acusando-o de promover uma linguagem que incitava o ódio religioso. A rede social lhe ofereceu a alternativa de colocar a página sob a categoria de "humor polêmico" para permanecer no Facebook.
Entretanto, em janeiro de 2013, grupos anticristãos fizeram uma campanha para que Facebook proibisse esta página, atacando inclusive a conta pessoal de Luque que foi fechada pelo Facebook e assim conseguiram retirar definitivamente a página de "Memes Católicos". Luque decidiu abrir uma nova página que em poucos meses teve mais de 20 mil seguidores.
O caso de "Memes Católicos" atraiu a atenção do Pontifício Conselho para as Comunicações, do Vaticano, que soube da notícia de sua eliminação pela sua conta no Twitter.
Enquanto isto ocorre com sites católicos, Facebook tolera a publicação de páginas como "Peneadicto XVI" onde em nome de promover o ateísmo se publicam insultos e montagens obscenas contra Jesus, a Virgem Maria e os Papas. Esta página obscena conta com mais de 44 mil seguidores.
"Peneadicto XVI" apresenta o Papa Francisco e Bento XVI como pedófilos, promove o ódio contra a religião e incita atos de agressão física contra o Papa e outros líderes religiosos.
Apesar da proibição da pornografia no Facebook, por um tempo a imagem de capa de "Peneadicto XVI" era uma montagem fotográfica que simulava um ato sexual entre o Papa Bento XVI e um homem nu no altar maior da Basílica de São Pedro. Mesmo com as denúncias dos usuários, Facebook nunca eliminou essa imagem nem a polêmica página.
O criador de "Peneadicto XVI" foi identificado como Carlos Alberto Becerra Mendoza do Peru, que está enfrentando uma denúncia judicial por um ataque cibernético contra o site do Grupo ACI orquestrada desde sua página no Facebook.
A divisão do Facebook para a América Latina se negou a responder as acusações específicas sobre se essa página violou alguma política da rede social.
"As conversar que acontecem no Facebook, assim como as opiniões que seus usuários expressam, são um reflexo da diversidade das pessoas que fazem uso do Facebook", disse o chefe de comunicações do Facebook para a América Latina, Alberto Arébalos ao Grupo ACI.
Arebalos assegurou que "com o propósito de nivelar os interesses e as necessidades de um público mundial, Facebook protege a expressão de opiniões e conteúdos que cumprem com as normas descritas em nossas políticas".
"Posso assegurar que não há nenhum espírito anticatólico na nossa empresa", disse o chefe de comunicações do Facebook ao Grupo ACI, evitando responder sobre os incidentes específicos assinalados por este meio.
Alberto Arebalos disse que "cada denúncia da comunidade se estuda e se analisa de acordo com nossas políticas, sem nenhum tipo de inclinação em um sentido ou outro".
Em maio deste ano, Facebook anunciou uma revisão de suas políticas para retirar conteúdo ofensivo e linguagem de ódio, indicando que escutou as sugestões de grupos de mulheres e judeus, muçulmanos e grupos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT).
Isto parece ter surtido alguns efeitos, incluindo a eliminação de páginas anticristãs em inglês como "Cristãos aos que gostaria de socar" ("Christians I’d Like to Throat Punch", em inglês).
Entretanto, esta política parece não incluir os ataques obscenos contra os líderes católicos.
Em 10 de junho deste ano, Alison Schumer, membro da seção de comunicações e política pública do Facebook, disse ao Grupo ACI que suas normas contra a perseguição "não cobrem figuras públicas".
Schumer citou as normas de comunidade do Facebook, que permitem "aos usuários falar livremente sobre assuntos e pessoas de interesse público, mas tomamos ação sobre todos os reportes de conduta abusiva dirigida a indivíduos privados".
As normas também proíbem "expressões de ódio", que significam "ataque diretos e sérios sobre qualquer categoria protegida de pessoas", incluindo categorias religiosas. A companhia diz que o "humor de mau gosto" não se qualifica como expressões de ódio.
Ante a pergunta sobre se Facebook está trabalhando com algum grupo católico ou cristão para obter feedback sobre sua política, Schumer disse que a começos de junho, o escritório do Facebook em Washington D.C. (Estados Unidos) teve uma reunião com "líderes religiosos nacionais", coordenada sob a guia dos líderes da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos.
Schumer disse que a reunião de 19 de junho foi "privada" e "um exemplo de muitos nos que nos reunimos com grupos externos sobre nossas políticas". A Conferência dos Bispos Católicos Americanos confirmou que a reunião se realizou, mas também a descreveu como "privada".
Facebook esteve operando por nove anos, chegando a dominar as redes sociais. Entretanto, mostrou sinais de estancamento em seu crescimento, e de declínio no entusiasmo entre os usuários mais jovens.

Alemanha cria ‘terceiro gênero’ para registro de recém-nascidos hermafroditas.


G1
A partir de 1º de novembro, a Alemanha oferecerá aos pais três opções para registrar seus filhos: “masculino”, “feminino” e “indefinido”.
A nova lei foi aprovada em maio, mas seu teor só foi divulgado agora. Com isso, aAlemanha passa a ser o primeiro país europeu a oficializar o terceiro gênero.
Essa mudança é uma opção para pais de bebês hermafroditas, que nascem fisicamente com ambos os sexos.
A nova legislação abre a possibilidade de a criança, ao se tornar adulta, escolher posteriormente se prefere ser definida como homem ou mulher. Ou mesmo seguir com o sexo indefinido pelo resto da vida.
Questões indefinidas
Na Alemanha, alguns jornais disseram que a mudança é uma “revolução legal”. No entanto, a lei não prevê como a escolha do sexo indefinido é refletida em documentos como o passaporte, onde existe apenas escolha entre “M” e “F”. A revista alemã de direito familiar FamRZ sugere que a opção de sexo indefinido seja marcada com a letra “X”.
A nova lei é amparada em uma decisão do tribunal constitucional alemão que estabeleceu que pessoas que se sentem profundamente identificadas com um determinado gênero têm o direito de escolher seu sexo legalmente.
Outro assunto ainda a ser definido é matrimônio. A lei alemã só permite atualmente casamentos entre homens e mulheres, o que não contempla pessoas de gêneros indefinidos.
Poucos países no mundo possuem legislações sobre terceiro sexo. A Austrália aprovou uma lei há seis semanas, mas desde 2011 os australianos já têm o direito de identificar-se com o sexo “X” no passaporte. Na Nova Zelândia, isso é possível desde 2012.
O correspondente da BBC na Alemanha, Demian McGuiness, afirma que ainda há outros pontos em aberto. No caso de uma pessoa de sexo indefinido ser presa, em qual presídio ela seria detida?
O grupo de direitos de pessoas transgêneros Trangender Europe vê avanços na legislação alemã, mas reivindica mais mudanças.
“É [uma mudança] lógica, mas não é uma lei tão progressista como gostaríamos que fosse”, disse Richad Köhler, do Transgender Europe. Ele diz que a lei só contempla bebês que tiveram diagnóstico médico de hermafroditismo.
A entidade quer que as pessoas possam ter o direito de deixar a opção de gênero em branco, sem precisar se quer se declarar ‘indefinido’.