terça-feira, 22 de outubro de 2013

Padrinhos, pais segundo Deus

Os padrinhos têm grave dever de educar seus afilhados segundo a verdade de Cristo

O papel dos padrinhos na formação dos cristãos é mais antigo do que se imagina. A tradição remonta ao século quarto, quando a Igreja tinha de enfrentar as perseguições romanas e as heresias pagãs. A eles cabia o dever de instruir os catecúmenos na fé católica, preservando-os dos erros que pululavam na comunidade. E no caso das crianças, além de professarem a fé em nome delas, recebiam a responsabilidade de educá-las conforme a doutrina perene dos santos apóstolos.
O decreto Ad Gentes, do Concílio Vaticano II, procurou enfatizar esse significado do apadrinhamento, recordando que a iniciação cristã no catecumenato não é obra apenas dos sacerdotes ou dos catequistas; é "de toda a comunidade dos fiéis, especialmente dos padrinhos, de forma que desde o começo os catecúmenos sintam que pertencem ao Povo de Deus"01. Assim se expressava também o Pastor Angelicus na Encíclica Mystici Corporis. Segundo Pio XII, os padrinhos e madrinhas "ocupam um posto honorífico, embora muitas vezes humilde, na sociedade cristã, e podem muito bem sob a inspiração e com o favor de Deus subir aos vértices da santidade"02.
As palavras do venerável Papa são um verdadeiro alento, além de um sutil, porém necessário, puxão de orelha. Os padrinhos são chamados à santidade de vida. Não é da alçada deles a compra de presentes, mas a instrução na fé católica, porquanto "uma criança não é capaz de um ato livre de fé: ainda não a pode confessar sozinha e, por isso mesmo, é confessada pelos seus pais e pelos padrinhos em nome dela."03 Numa época dominada pelas falsas filosofias de vida e pelos erros ideológicos, exaustivamente pregados nas escolas e na imprensa, reavivar o sentido do apadrinhamento na fé católica parece tarefa imprescindível.
O Código do Direito Canônico dispõe algumas normas para que se escolha o padrinho do batizando. Em primeiro lugar, obviamente, exige-se que "seja católico, confirmado e já tenha recebido a Santíssima Eucaristia, e leve uma vida consentânea com a fé e o múnus que vai desempenhar".04 Depois, que "não esteja abrangido por nenhuma pena canônica legitimamente aplicada ou declarada". Ora, ao contrário do que possa parecer, não são regras absurdas. Como dito anteriormente, aos padrinhos cabe a missão de "assistir na iniciação cristã" e "esforçar-se por que o batizado viva uma vida cristã consentânea com o batismo e cumpra fielmente as obrigações que lhe são inerentes".
Os padrinhos são muito mais que uma posição social; são pais segundo Deus, pois no batismo morre o "homem velho" e nasce o "homem novo". E como verdadeiros pais, têm o grave dever de transformar seus filhos em soldados de Cristo, educando-os na escola de santidade dos grandes santos da Igreja.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

“Há mais casamentos nulos hoje do que antes”.

RR - O Arcebispo Gerhard Muller considera que haverá actualmente mais casos de casamentos nulos do que no passado, devido ao desconhecimento da doutrina católica sobre o matrimónio.

Dom Gerhard Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
Dom Gerhard Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
Num longo artigo publicado no “L’Osservatore Romano”, o jornal do Vaticano, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé defende a actual posição católica de total inviolabilidade do casamento, desde que validamente celebrado.
Para Muller, contudo, haverá mais casos actualmente em que essa validade não existe: “A mentalidade contemporânea contrasta bastante com a compreensão cristã do matrimónio, sobretudo a respeito da sua indissolubilidade e abertura à vida. Uma vez que muitos cristãos são influenciados por tal contexto cultural, os casamentos são provavelmente mais frequentemente inválidos nos nossos dias do que eram no passado, estando ausente a vontade de se casarem segundo o sentido da doutrina matrimonial católica e havendo uma reduzida adesão a um contexto vital de fé”.
A Igreja Católica não aceita o divórcio, considerando que um casamento válido apenas termina com a morte de um dos esposos, pelo que as pessoas que vivem em segundas relações estão, na prática, em estado de adultério. Em alguns casos, porém, pode-se determinar que o primeiro casamento nunca o foi, por não reunir as condições necessárias para ser válido, o que deixa ambos livres para casar.
O artigo surge numa altura em que se começa a preparar um sínodo extraordinário para a família, que terá como particular enfoque a questão dos divorciados que vivem em segundas uniões. Actualmente, à luz das regras da Igreja, estas pessoas estão impedidas de receber os sacramentos da eucaristia e da confissão, enquanto insistirem em viver num estado irregular.
Muller faz um apanhado de diversos documentos da Igreja ao longo dos últimos anos que abordam este tema. Todos insistem na necessidade de se acolher da melhor forma as pessoas nestas situações, mas reafirmam a posição da Igreja.
Divórcio (pouco) ortodoxo
Recentemente, questionado sobre este assunto, o Papa referiu a prática das igrejas ortodoxas, sem todavia dizer se esta seria ou não uma solução a adoptar na Igreja Católica.
De facto, os ortodoxos permitem, em certas circunstâncias, um segundo casamento. A teologia ortodoxa justifica-o com o poder dado à Igreja de “ligar e desligar” e por uma questão de “oikonomia”, ou “misericórdia”. Isto é, sem rejeitar o ensinamento de Cristo de que o casamento é para toda a vida, a Igreja Ortodoxa reconhece que há situações em que por culpa dos cônjuges, ou de um deles em particular, esse ensinamento torna-se impraticável. Neste casos permite-se uma segunda união, que é regularizada pela Igreja.
Os ortodoxos reconhecem, todavia, que essa nunca é a solução ideal e por isso, nestes casos a própria cerimónia é de natureza penitencial, para que fique claro que resulta da fraqueza humana.
Neste seu artigo, contudo, Muller parece fechar definitivamente a porta a esta possibilidade na Igreja Católica: “Esta prática não é coerente com a vontade de Deus, claramente expressa nas palavras de Jesus sobre a indissolubilidade do matrimónio, e isto representa certamente uma questão ecuménica que não deve ser subestimada”.
O prefeito para a Congregação da Doutrina da Fé recorda ainda que “às vezes diz-se que a Igreja tinha de facto tolerado a prática oriental, mas isso não é verdade. Os canonistas sempre falaram de uma prática abusiva e existem testemunhos de alguns grupos de cristãos ortodoxos que, tornando-se católicos, tinham de assinar uma confissão de fé na qual se referia explicitamente à impossibilidade de celebração de segundas ou terceiras núpcias”.
Para o arcebispo Muller a noção cristã de casamento é incompatível com uma visão secularizada: “Só é possível compreender e viver o matrimónio como sacramento no âmbito do mistério de Cristo. A secularização do matrimónio e a sua consideração como uma realidade puramente natural, impede o acesso à sua sacramentalidade”, diz.
Créditos: José Santiago Lima

Vaticano reafirma fortemente nenhuma comunhão para católicos divorciados e recasados.

CIDADE DO VATICANO, 22 de outubro de 2013 ( LifeSiteNews.com ) - Em um longo ensaio publicado hoje, no site do jornal do Vaticano, em cinco idiomas, Dom Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, reafirmou fortemente Igreja Católica ensino proibindo católicos divorciados e recasados ​​de receber a Sagrada Comunhão. 
Comentários de papa Francis em sua viagem de retorno do Rio Jornada Mundial da Juventude sobre católicos divorciados e recasados ​​levou à especulação de que uma mudança na longa tradição da Igreja sobre o assunto estava por vir. Essa percepção foi reforçada com o anúncio de um próximo sínodo sobre as famílias para outubro próximo. Mas quando uma diocese na Alemanha fez o que muitos consideravam saltar a arma e as diretrizes propostas para permitir a comunhão para católicos divorciados e recasados, o Vaticano criticou a iniciativa , dizendo que "corre o risco de causar confusão."
Dom Gerhard Mueller
Ensaio do Arcebispo Muller reforça ainda mais a posição do Vaticano, funcionando através de uma extensa ensinamento da Igreja sobre o casamento e a sua permanência. Ele refuta explicitamente argumentos populares, sugerindo uma mudança na prática e com isso também esclarece outras dúvidas sobre algumas das observações Papa Francisco na consciência. 
O arcebispo escreve: 
É freqüentemente sugerido que voltaram a casar divorciados devem ser autorizados a decidir por si mesmos, de acordo com sua consciência, se deve ou não se apresentar para a sagrada comunhão. Este argumento, baseado em um conceito problemático de "consciência", foi rejeitada por um documento da CDF em 1994. 
Naturalmente, o fiel deve considerar cada vez que assistir à missa se é possível receber a comunhão, e um pecado não confessado, seria sempre um impedimento. 
Ao mesmo tempo, eles têm o dever de formar a sua consciência e para alinhá-lo com a verdade. Ao fazê-lo ouvir também ao Magistério da Igreja, que os ajuda a "não se desviar da verdade sobre o bem do homem, mas sim, especialmente nas questões mais difíceis, a alcançar com segurança a verdade e a permanecer nele" (Veritatis Splendor, 64).  
Se voltaram a casar divorciados são subjetivamente convencido em sua consciência, que um casamento anterior não era válido, este deve ser comprovada objetivamente pelos tribunais competentes casamento. O casamento não é simplesmente sobre o relacionamento de duas pessoas para Deus, é também a realidade da Igreja, sacramento, e não é para as pessoas envolvidas para decidir sobre a sua validade, mas sim para a Igreja, na qual os indivíduos são incorporadas pela fé e batismo.  
"Se o casamento antes dos dois se divorciaram e contraíram novas núpcias membros dos fiéis era válido, sob nenhuma circunstância pode a sua nova união ser considerada legítima e, portanto, a recepção dos sacramentos é intrinsecamente impossível. A consciência do indivíduo é obrigado a essa norma, sem exceção "(Cardeal Joseph Ratzinger," a pastoral da união deve ser fundada na verdade "L'Osservatore Romano, edição Inglês, 7 de dezembro de 2011, 4 p.)
O artigo também aborda as pessoas que poderiam sugerir que a "misericórdia de Deus suplantará as regras da Igreja a respeito da recepção da comunhão em circunstâncias difíceis onde os casamentos, enquanto válida aos olhos da Igreja, terminou em divórcio devido à violência ou outras tragédias .  
Um outro caso para a admissão de mulheres divorciadas que voltaram a casar, os sacramentos argumenta-se, em termos de misericórdia. Dado que o próprio Jesus mostrou solidariedade com o sofrimento e derramou seu amor misericordioso sobre eles, a misericórdia é dito ser uma qualidade distintiva do verdadeiro discipulado.  
Isso é correto, mas erra o alvo quando adotadas como argumento no campo da teologia sacramental. Toda a economia sacramental é uma obra da misericórdia divina e não pode simplesmente ser varrido por um apelo à mesma. Um objetivamente falso apelo à piedade, também corre o risco de banalizar a imagem de Deus, o que implica que Deus não pode fazer além de perdoar. 
O mistério de Deus inclui não só a sua misericórdia, mas também a sua santidade e a sua justiça. Se fosse para suprimir estas características de Deus e se recusam a tomar a sério o pecado, em última análise, nem sequer ser possível trazer a misericórdia de Deus para o homem. 
Jesus encontrou a mulher adúltera com grande compaixão, mas ele lhe disse: "Vá e não peques mais" (Jo 8:11). A misericórdia de Deus não dispensa-nos de seguir os seus mandamentos, ou às regras da Igreja. Em vez disso, fornece-nos a graça e a força necessária para cumpri-las, para nos levantar depois de uma queda, e viver a vida em sua plenitude, de acordo com a imagem de nosso Pai celestial.
O ensaio termina com um apelo para o cuidado pastoral para os católicos que se encontram em situações difíceis. "O caminho indicado pela Igreja não é fácil para aqueles preocupados", diz. "No entanto, eles devem saber e sentir que a Igreja como comunidade de salvação acompanha-los em sua jornada. Na medida em que as partes façam um esforço para entender a prática da Igreja e de abster-se da comunhão, eles fornecem seu próprio testemunho para a indissolubilidade do matrimônio. "

A Maçonaria escreve ao Papa Francisco: “Coloque fim às divisões que atingem nossas relações”.

Apresentamos a seguir o comunicado de imprensa do “Sereníssimo Grande Mestre da Grande Loja da Itália” U.m.s.o.i. (Unione Massonica Stretta Osservanza Iniziatica), Gian Franco Pilloni — divulgado em seu perfil no Facebook –, no qual afirma ter escrito uma carta ao Papa Francisco. 

Roma, 9 de outubro de 2013 – “Com extrema comoção e infinita alegria, me dirijo a Vós Santidade, para fazer-Vos uma humilde requisição a fim de que se trabalhe para pôr fim às divisões que atingem as relações entre a Igreja Católica e a Maçonaria, com a esperança de que finalmente possa reinar a justa serenidade entre as duas partes, colocando fim às divergências que ainda hoje elevam um muro entre as relações”.
Começa com estas palavras a carta enviada pelo Sereníssimo Grande Mestre da Grande Loja da Itália U.m.s.o.i Gian Franco Pilloni a Sua Santidade, o Papa Francisco. Um verdadeiro e próprio pedido de paz e de aceitação, que funda as suas bases sobre valores e princípios comuns às duas realidades.
“[...] não somos um componente adversário da Igreja Católica por Vós Dignamente representada, mas antes, pelo contrário – continua a carta – as nossas estradas são paralelas, de fato, a pensamos como Vós quanto à totalidade dos problemas que afligem a sociedade contemporânea. Como Vós, nós trabalhamos para um mundo de paz e pelo respeito ao ser humano sem distinção alguma e pelo respeito absoluto por todas as religiões”.
A história da diatribe entre Igreja e Maçonaria começa já em 28 de abril de 1738, quando Papa Clemente XII, com a Carta Apostólica In eminente, coloca em guarda os crentes contra a Maçonaria, dai em diante ela foi condenada por diversos Papas em quase 600 documentos.
Em 1983 desaparece do novo Código de Direito Canônico a palavra “excomunhão” contra os maçons. Para silenciar as vozes insistentes por uma grande mudança, em 26 de novembro de 1983, Joseph Ratzinger, o então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, confirma o juízo da Igreja acerca das associações maçônicas e, logo, a inscrição a elas permanecem proibidas sob pena de exclusão dos sacramentos: “Quem se inscreve na Maçonaria comete pecado mortal e não pode aceder à comunhão. O juízo da Igreja permanece, portanto, inalterado”. Na carta enviada pelo Grande Mestre Gian Franco Pilloni ao Santo Padre, coloca-se o acento propriamente sobre as consequências que este fechamento causou ao longo dos anos.
“A posição que a Igreja teve e ainda tem – explica Gian Franco Pilloni na carta -  penaliza os Irmãos Maçons de Credo Católico, constringindo-os a professar a fé à margem da Igreja e fazendo com que se sintam quase como intrusos ou fiéis pouco desejados”.
Já por ocasião da inauguração da sede romana da Praça Campo Marzio, em setembro de 2012, o Grande Mestre da Grande Loja da Itália U.m.s.o.i tinha buscado desfazer o senso comum ligados ao pensamento corrente sobre a Maçonaria: “Não se trata de um lobby de uma sociedade secreta. A natureza da Maçonaria é humanitária, filosófica e moral. Estimula a tolerância. Pratica a justiça, ajuda aos necessitados, promove o amor ao próximo. A Maçonaria deixa a qualquer um dos seus membros a escolha e a responsabilidade pelas próprias opiniões religiosas e tem uma relação de respeito absoluto para com qualquer religião. É apolítica e impõe aos seus membros os deveres de lealdade cívica. Se tivesse caráter secreto, não teríamos aberto uma sede em Praça Campo Marzio, diante das Instituições”.
O fechamento da Igreja e de grande parte da opinião pública, porém, jamais deixou de existir. “Peço a Vós, Santidade, um esforço para eliminar completamente as intolerâncias agora superadas nas nossas relações, publicamente, aceitando, pois, esta minha súplica a Vós –   conclui o Grande Mestre Gian Franco Pilloni na carta – para transformar os nossos templos em templos para a paz, lugares de encontro, lugares de testemunho, dos mais altos e elevados sentimentos de solidariedade e de fraternidade humana”. Perguntamo-nos agora se Sua Santidade Papa Francisco decidirá responder a esta carta, acolhendo este ramo de Oliveira [ndr: conhecido como símbolo da paz] e colocará “fim” ao eterno confronto entre Igreja e maçonaria. >> FIM DO COMUNICADO.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O termo "revolução" não é o mais adequado para a reforma do Papa na Igreja, diz Cardeal Koch

Cardeal Kurt Koch (foto Europa Press)
MADRI, 18 Out. 13 / 09:49 am (ACI/Europa Press).- O Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, assegurou que ainda é rápido para aventurar as mudanças que o Papa Francisco possa realizar no Vaticano, mas espera que realize "várias reformas na Cúria e na Igreja Católica", embora considere que o termo "revolução" não seja o mais adequado.
Em uma entrevista com jornalistas, no marco do Encontro Judeu-Católico que terminou ontem, quinta-feira, no Hotel Intercontinental de Madri, o Cardeal Koch precisou que Francisco, tem apenas meio ano de Pontificado e acaba de ter a sua primeira reunião com o "G8 Vaticano". "A paciência é uma grande virtude", acrescentou.
Perguntado pelo que pensam no Vaticano sobre o termo "revolução" utilizado pelos jornalistas para referir-se ao Papa Francisco, o Cardeal Koch apontou que não sabe o que os informadores entendem por 'revolução', e que o único que é certo é que há um novo Papa com uma personalidade "totalmente distinta" e uma "nova atitude", mas que a Igreja e a doutrina "continuam sendo as mesmas".
Por isso, considera que a gestão do Papa Francisco será "continuista" com respeito a seus predecessores João Paulo II e Bento XVI, incluídas as reformas. Esta continuidade, no seu ponto de vista, também se dará no âmbito do diálogo inter-religioso e do ecumenismo já que, conforme indicou, Francisco tem "um bom conhecimento" das outras religiões e das distintas denominações e comunidades cristãs.
Não obstante, particularizou que não pode dizer que vá acontecer uma revolução neste sentido já que "o diálogo ecumênico e com outras religiões tem duas partes" e não depende apenas do que faça o Papa.
"Temos que esperar para ver as posturas do resto dos participantes no mesmo", precisou para acrescentar brincando que não é um profeta.
A respeito do convite do Presidente de Israel, Simon Peres, ao Papa Francisco para que visite Israel, o Cardeal apontou que durante a viagem se reunirá com autoridades e com o povo de Israel e acredita que "ajudará a aprofundar na amizade entre judeus e católicos e que será frutífera e positiva".
Conforme recordou, João Paulo II foi o primeiro Papa que visitou uma sinagoga e Bento XVI, foi o que visitou mais sinagogas. Por isso, confia em que Francisco não fará outra coisa que "abundar nessa atitude e aproximação com o povo judeu".
Por outra parte, assegurou que as declarações de Francisco com respeito ao que está ocorrendo na Síria são "exemplo de que a Igreja está seriamente preocupada com o que acontece no Oriente Médio" e de que continuará rezando para que se alcance a paz.
Sobre a reunião que mantiveram nestes dias a comunidade católica e a judaica, o Cardeal Koch destacou que foi um encontro "muito belo" no qual se respirou "uma atmosfera fantástica" e se demonstrou que há "uma muito boa relação entre judeus e cristãos".
Concretamente, considera que serviu para aprofundar em sua amizade e falar dos "desafios comuns" como "o antissemitismo, a perseguição dos cristãos e a liberdade religiosa"

Capitão Phillipps, o novo filme de Tom Hanks, retrata o heroísmo de um marinheiro católico

WASHINGTON DC, 21 Out. 13 / 04:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- Faz uns dias estreou nos Estados Unidos o filme "Capitão Phillips", um intenso thriller baseado na história real que narra o resgate do capitão de um navio cargueiro sequestrado por piratas em 2009 nas costas da Somália e retrata o heroísmo do comandante Francis Xavier Castellano, que assegura que a fé católica lhe ajudou durante este momento difícil.
Castellano era o comandante do destruidor USS Bainbridge, um navio de guerra norte-americano, durante a exitosa operação que terminou no dia 12 de abril de 2009, na noite do domingo de Páscoa.
A história
O cargueiro Maersk Alabama foi sequestrado em 9 de abril de 2009. O capitão Richard Phillips –interpretado por Tom Hanks- salvou a sua tripulação e seu navio entregando-se como refém aos delinquentes. Os sequestradores armados com metralhadoras AK- 47 abandonaram o navio a bordo de um bote salva-vidas e durante três dias o mantiveram em cativeiro.
O comandante Castellano –interpretado por Yul Vazquez– a bordo do navio Bainbridge perseguiu os piratas, estabeleceu comunicação com eles e tentou acalmá-los. A tensão durou 72 horas.
Castellano, um ex-coroinha que agora serve como guia, leitor e ministro extraordinário da Eucaristia, assegura que a sua fé o ajudou nesse momento difícil.
"Você não precisa ser capitão de um navio de guerra ou presidente de uma empresa ou alguma coisa parecida para ser um herói", expressou Castellano em uma entrevista aos Cavaleiros de Colombo.
"Todos os dias podemos fazer alguma coisa, pouco a pouco, para seguir adiante e mostrar traços heroicos, apenas sendo autênticos, homens católicos, homens de fé".
"Acho que todos os pais são heróis para suas famílias", disse Castellano.
"Seus filhos e esposas os admiram. Penso que o nosso chamado ao heroísmo na vida cotidiana significa ser membros permanentes da comunidade, defender o que acreditamos, ser modelos como pais, e modelos para a comunidade, ajudando os mais necessitados e lhes entregando nosso tempo".
"Ser pai é algo muito importante e implica muitas obrigações como ser um modelo para seus filhos, ir à igreja, expressar a sua fé, rezar com sua família, e estar aí quando precisarem de você. Você quer ser o melhor para seus filhos, e a melhor maneira de fazer isto possível é procurando ser um grande exemplo para eles", acrescentou.
"Para mim, ser católico é muito importante. Durante a missão de resgate do capitão Richard Phillips, minha fé católica junto com ser um Cavaleiro de Colombo tiveram um papel muito importante naquilo que eu acreditava. Queríamos trazer o capitão Phillips de volta para casa, para a segurança de sua família e resguardar o bem-estar de todos", acrescentou.
Castellano, longe de considerar-se um herói pela sua participação no resgate, expressa sua admiração pelos marinheiros do Maersk Alabama que sem ter recebido treinamento para este tipo de situações, puderam recuperar a sua nave.

Está caindo por terra uma das “certezas” da TEORIA da evolução?

cranio

Crânios sugerem que primeiros hominídeos pertenciam à mesma espécie.
UOL – Análise completa de crânios de aproximadamente 1,8 milhão de anos sugere que os primeiros hominídeos, classificados em diferentes espécies – “Homo habilis”, “Homo rudolfensis”, “Homo erectus”, por exemplo -, na verdade pertencem à mesma espécie.
O estudo será publicado na revista Science desta sexta-feira (18). Segundo pesquisadores que encontraram cinco crânios que datam da mesma época, em Dmanisi, na Geórgia, país situado no Cáucaso, as diferenças entre eles não são maiores do que as diferenças entre cinco crânios de humanos de hoje em dia. Assim, os hominídeos só teriam aparências diferentes. Eles chegaram a esta conclusão por causa do crânio 5 que combina uma pequena caixa craniana com uma face alongada e grandes dentes – características que nunca foram observadas no mesmo crânio de hominídeo antes.
Fonte: UOL –

A “inconstitucionalidade” do crucifixo. Seria o laicismo radical uma ‘NOVA’ religião?

{AD402323-5B75-452F-8D22-C74DA2F3E60E}_crucifixo plenário STF
“Dizer que o crucifixo vai contra o Estado laico não está correto, na medida em que a própria Constituição estabelece no preâmbulo “sob a proteção de Deus”… Seria a Constituição inconstitucional?
Ora, não há conflito entre o princípio democrático e o princípio da liberdade religiosa, haja vista que a proteção dos direitos fundamentais, em todas as suas dimensões, é nota característica da adjetivação “democrático””, escreve Lenio Steck, Procurador de Justiça (RS).
***
A  procuradora Fernanda Tonetto escreveu artigo nesta Zero Hora (11.10.2013) sobre os símbolos religiosos. Diz que fere o Estado laico e a Constituição a existência em prédios públicos de crucifixos (é disso que se trata, é óbvio estrategicamente, ela não usa a palavra)). Estranho que isso seja coisa de Direitos Humanos. Nunca pensei que seria caso de violação desse naipe…! Mas, vá lá…
Efeitos colaterais da tese: Imaginemos a notícia “STF declara a inconstitucionalidade do feriado de Nossa Senhora Aparecida”. Ou do Natal. Em São Paulo (ops, pode o “São”?), houve ação para a retirada de “Deus seja louvado” das cédulas do real. Interessante. Mas será que Estado laico quer dizer isso? Reescrever a História faz parte do Estado laico? Mais: Quais os dados empíricos? Quantas pessoas estão infelizes (sic) com os crucifixos? Qual é o efetivo dano que isso está causando nos “não cristãos”?
Dizer que o crucifixo vai contra o Estado laico não está correto, na medida em que a própria Constituição estabelece no preâmbulo “sob a proteção de Deus”… Seria a Constituição inconstitucional? Ora, não há conflito entre o princípio democrático e o princípio da liberdade religiosa, haja vista que a proteção dos direitos fundamentais, em todas as suas dimensões, é nota característica da adjetivação “democrático”.
Não se pode compreender a laicidade em uma perspectiva isolada e descontextualizada do exercício dos direitos fundamentais, porque a democracia parte do pressuposto de uma parceria dos cidadãos – partnership conception of democracy, como diz Dworkin, isto é, em torno da convivência recíproca em um ambiente plural e fraterno.
Não podemos etnologicizar em excesso o coletivo, olvidando que este somente terá sentido se, em última análise, estiver a serviço da realização, em alteridade, da pessoa humana. Não podemos esquecer – e valho-me de F. Catagra – que, se o homem é logos, também é homo ludens, homo loquens, homo simbolicus e homo religiosus, dimensões que ficarão diminuídas se ao sagrado não for reconhecida expressão coletiva, pública e aberta. Caso contrário, a “fé laica” acaba por ser outra religião, uma contrarreligião, sucedânea do princípio une foi, une loi, un roi!
Por fim: se vamos radicalizar, como fica o Cristo Redentor, construído com ervanário público?
Fonte: Jornal Zero Hora

Artigo escrito em 1964: Como o Diabo destrói uma Nação?


20.10.2013 -O canal de TV Fox News retomou nesta semana um famoso texto escrito em 1964 pelo jornalista Paul Harvey, falecido em 2009.
O material exposto foi escrito após o assassinato do presidente John Kennedy, quando se iniciava a Guerra do Vietnã e quando as drogas se tornaram populares entre os hippies.
Em votação no site da emissora, as pessoas disseram que essas palavras eram praticamente uma profecia, pois tudo que foi dito quase 50 anos atrás está se cumprindo a cada dia. Alguns políticos conservadores também usaram o texto para atacar o governo de Obama.
Leia na íntegra:
Se eu fosse o Príncipe das Trevas, tentaria envolver o mundo inteiro nas trevas. Eu gostaria de ter um terço do mercado imobiliário e quatro quintos da população, mas não ficaria feliz até dominar a maçã mais madura da árvore. Com isso quero dizer, que seria necessário, tomar conta dos Estados Unidos.
Em primeiro lugar, subverteria as igrejas. Começaria uma campanha de sussurros. Com a sabedoria de uma serpente, sussurraria para você, como sussurrei para Eva: “Faça tudo que você quiser.”
Para os jovens, gostaria de sussurrar que “A Bíblia é um mito”. Eu iria convencê-los de que o homem criou Deus e não o contrário. Eu diria a eles, em segredo, que o que é ruim é bom, e o que é bom está “fora de moda”. Aos idosos, eu iria ensiná-los a orar: ‘Pai nosso, que estás em Washington …”
Depois, eu me organizaria. Ensinaria os escritores a fazer literatura sensacionalista emocionante, de maneira que qualquer outra coisa parecesse chata e desinteressante. Eu encheria a TV de filmes cheios de sexo. Forneceria drogas para todos. Eu venderia álcool para senhores e senhoras da sociedade. Tranquilizaria o restante com comprimidos.
Se eu fosse o diabo, colocaria as famílias em guerra com elas mesmas; as igrejas em guerra com elas mesmas, e as nações em guerra, até que cada uma delas fosse consumida.
Prometeria à imprensa o maior índice de audiência, forçando-as a se destruírem mutualmente. Se eu fosse o diabo, iria encorajar às escolas a refinar o intelecto dos jovens, mas negligenciar a disciplina: “Deixem eles correrem soltos”. Antes que pudessem se dar conta, seria preciso cães farejadores de drogas e detectores de metal em cada entrada de escola. Dentro de uma década, teria presídios superlotados.
Com promessas de reconhecimento e poder, faria os juízes defenderem a pornografia e ficarem contra Deus. Em pouco tempo, colocaria ateus para me representar diante da suprema corte e os pregadores iriam concordar. Assim, conseguiria expulsar Deus do tribunal, depois da escola, e, por fim, do Congresso e do Senado. Nas igrejas, substituiria a religião por psicologia e endeusaria a ciência. Incentivaria padres e pastores a abusarem de meninos e meninas e ficarem ricos com o dinheiro das igrejas.
Se eu fosse o diabo, faria que o símbolo da Páscoa fosse apenas um ovo e o símbolo do Natal, uma garrafa de bebida.
Se eu fosse o diabo, tiraria daqueles que têm e daria àqueles que desejam ter até conseguir matar o incentivo de suas ambições. Quer apostar que eu faria com que todos os Estados promovessem o jogo como uma forma de ficar rico? Alertaria a todos contra os extremos no trabalho duro, no patriotismo e na conduta moral. Convenceria os jovens que o casamento é uma coisa defasada, que só ficar é bem mais divertido e o que a TV mostra é a maneira certa de viver. Assim, eu poderia despir as pessoas em público, e incentivá-los a transar com pessoas que tenham doenças incuráveis. 
Em outras palavras, se eu fosse o diabo, continuaria fazendo o que ele já está fazendo.
Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Filho perdoa pai que lhe injetou o vírus do HIV para não pagar pensão

Filho perdoa pai que lhe injetou o vírus do HIV para não pagar pensãoFilho perdoa pai que lhe injetou o vírus do HIV para não pagar pensão
O americano Brryan Jackson, 22 anos, concedeu uma entrevista ao canal Fox News 2 contando que perdoa seu pai e que está orando por sua salvação, uma reação surpreende já que seu pai está preso por tentar matá-lo quando ele ainda era um bebê.
Quando tinha 11 meses de idade Brryan foi infectado com sangue contaminado pelo vírus HIV. Foi Brian Stewart, seu pai, quem injetou o vírus com uma seringa querendo matá-lo para não pagar pensão alimentícia.
Stewart foi processado por agressão de primeiro grau e foi condenado à prisão perpétua. Brryan tem o vírus da AIDS desde os cinco anos e não guarda mágoas de seu pai, dizendo que a fé cristã o ensinou a ter compaixão.
Apesar da doença, o jovem não se abateu e com apoio de médicos conseguiu estudar e evitar obstáculos como o preconceito. Hoje ele trabalha em uma ONG voltada para ajudar pessoas contaminadas com HIV e pretende seguir carreira política e trabalhos missionários.
Sua história de superação lhe rendeu um prêmio em 2009, o canal Nickelodeon entregou a Brryan o prêmio TeenNick HALO voltado para jovens que inspiram outras pessoas com suas histórias de vida.
Ao subir no palco para receber o prêmio ele declarou que o perdoar não é fácil, mas que ele não culpava mais o seu pai pela doença. “O perdão não é fácil. Eu sabia o que meu pai fez para mim desde quando tinha 5 anos, mas não quero me rebaixar ao nível que ele se encontrava. Quero ser um homem melhor. Eu quero ser alguém que saia desta deixando rostos felizes”, disse. Com informações The Christian Post.

A sexualidade está deixando de ser impulso em direção ao outro para se transformar em território secreto do individualismo egoísta.

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Por que a sexualidade humana está se tornando um problema? Especialistas falam sobre os riscos da desinformação e sobre o que pode nos realizar como pessoas, no campo da afetividade.
O corpo é amor que se encarna e se exprime, uma espécie de sacramento primordial – dizia o beato João Paulo II  – que revela a vocação da criatura humana à reciprocidade, ao recíproco dom de si. Mas, atualmente, a sexualidade, essa misteriosa dimensão do ser na qual se exercita esse dom, está se tornando um problema.
Passados mais de 30 anos da chamada “liberação sexual”, os “radares” sociológicos são unânimes: a sexualidade está deixando de ser impulso em direção ao outro para se transformar em território secreto do individualismo. A incapacidade de se relacionar gera conflitos de todos os tipos que corroem a base dos casamentos.
Apresentamos aqui uma síntese da reflexão feita em conjunto com alguns especialistas, iniciada com essa pergunta: Que explicação pode ser dada para esse problema?
Rino Ventriglia (neuropsiquiatra): “As dificuldades sexuais são quase sempre dificuldades de comunicação. Tratei alguns casos de casamentos não consumados por causa de aparentes dificuldades físicas. Na realidade, essas dificuldades são derivadas de distorções de comunicação entre os dois, ou de pontos obscuros que não foram esclarecidos. É por isso que não podemos nos deter apenas na esfera sexual. Quase sempre se consegue resolver os problemas enfrentando essas dificuldades de comunicação. Além disso, é muito importante o diálogo do corpo, que tem mil maneiras de exprimir o amor”.
Carlos Conversa (andrologista): “Existe uma estreita interdependência entre o amor e o corpo. Às vezes sou procurado por casais que não conseguem ter filhos. Fazemos os exames e não encontramos nenhum problema físico. Estimulando o diálogo entre os dois, entendemos que, no fundo, o marido não ama a mulher ou, por exemplo, a rejeita por um complexo de Édipo não resolvido. Praticamente, é o sub-consciente deles que não quer o filho. O egoísmo narcisista bloqueia até mesmo o caminho dos espermatozoides  Na minha opinião, a preparação para o casamento que existe hoje em dia é insuficiente. Achar que tudo vai dar certo e não sentir a necessidade de aprofundar o valor da sexualidade pode conduzir a uma experiência conjugal difícil, que transmitirá sérios problemas às novas gerações”.
Graça Ventura (pediatra): “Há dois dias atendi um menino de 8 anos com tendências homossexuais. Em uma conversa que tive com a mão da criança, revelaram-se tensões muito graves entre ela e o marido. Em pediatria, comprovamos diariamente os efeitos que essas tensões produzem nos filhos. O verdadeiro problema é a divisão entre o físico e o espiritual, entre o sexo e o amor. Muitos chegam ao casamento com uma absoluta incapacidade de dialogar, muitas vezes porque o namoro se reduziu à descoberta prematura da genitalidade.Conseqüentemente, os dois se encontram depois sem nenhuma experiência de comunicação recíproca. É a sexualidade traída, reduzida a repetições mecânicas de gestos sem conteúdo”.
Por que não conseguimos oferecer aos jovens um humanismo integral, no qual o homem se desenvolve harmonicamente em todas as suas potencialidades? Caminhamos de excesso em excesso: antes, uma embriaguez de ideais massificados; agora, a idolatria da sexualidade individualista… o que é que nos torna tão fragmentários nas propostas?
Rita Della Valle (ginecologista): “A primeira fragmentação que existe é entre o homem e a mulher. Acho que a libertação da mulher deu-se pela metade, no sentido que ela se liberou de certos esquemas, mas ainda não encontrou pontos de referência seguros. O conflito do homem se revela em pequenos indícios. Por exemplo: o pai que está mais próximo do recém-nascido que a mãe; a mãe que não aguenta a dor do parto natural, suportada pelas mulheres durante milênios. Basta analisar as estatísticas de cesarianas. Tanto o homem como a mulher devem ainda encontrar a própria identidade e o equilíbrio nos seus papéis, que estão mudando”.
Graça Ventura: “Existe um forte condicionamento no tecido social, que não oferece as opções responsáveis. Há vinte anos, quando eu iniciava o meu trabalho no hospital e fazia às pacientes uma pergunta obrigatória: “Já teve abortos?”, todas me respondiam “não”, mesmo se tivessem tido. Agora, a grande maioria declara tranquilamente “sim”. Só porque existe uma lei permitindo o aborto em certos casos, caíram por terra todos os filtros críticos, tudo fica justificado, não se tem mais nenhuma dúvida ética. São os condicionamentos de uma sociedade confusa e fragmentada. Para quem ama, tudo é certo. Numa mentalidade desse tipo, que se difunde rapidamente, é difícil intervir. Somente uma sociedade de tendência oposta, que vive valores “contracorrente”, será capaz de influenciar positivamente em alguma coisa”.
Antonio Mancini (andrologista): “Além do conflito entre as funções próprias do homem e da mulher, penso que existe um problema mais geral: o conflito dentro da própria pessoa, que gera também essa conflitualidade entre os vários níveis da sexualidade. Falamos até agora de sexualidade relacional, mas não é esse o conceito mais difundido. Fala-se, em geral, de uma sexualidade hedonista, que busca a satisfação do próprio instinto ou que se serve do outro, mas não vai ao encontro do outro. Penso que o ponto principal seja justamente este: procurar entender de que modo vários níveis da sexualidade podem se integrar, não apenas o físico ou o fisiológico, mas também o psicológico, o da autoconsciência, o espiritual. A verdadeira fenomenologia sexual integrada não é conflitual”.
Raimundo Scotto (clínico): “A linguagem do marketing é em grande parte responsável pelo imaginário de massa. Para uma certa cultura comercial, o corpo é uma espécie de reservatório de desejos que devem ser satisfeitos. Isso desencadeia uma série de patologias que levam à desintegração da pessoa, considerada não na sua unidade mas do ponto de vista dos seus desejos. A supervalorização do sexo feita pela publicidade tem efeitos desastrosos, porque os casais são levados inadvertidamente a comparar a própria vida sexual com aquela da propaganda e da novela, que vendem a ideia do prazer fácil, proporcionado pelo fato de se usar um certo desodorante ou uma determinada técnica. Esconde-se assim a verdade, ou seja, que a gratificação é fruto da comunhão das pessoas. Na realidade, cada casal deve descobrir sozinho o seu modo de se relacionar. Só se poderá fazer aos jovens uma proposta de humanismo integral apresentando-lhes uma vida vivida na dimensão do amor”.
Elena Giacchi (ginecologista): “Penso que na raiz dessa problemática encontra-se um “ambiente cultural” que prega a afirmação do indivíduo: tudo o que vem do ambiente externo e do relacionamento com as pessoas é apresentado como algo que deve contribuir para a minha realização pessoal. Até mesmo a vida conjugal é condicionada pela expectativa de gratificação por parte de cada um. Ora, é lógico que a gratificação é sempre inferior a expectativa e, assim, inconscientemente, cada um se coloca na posição de usar o outro, de instrumentalizar o companheiro, tolhendo-lhe a liberdade de exprimir o melhor de si.
Não é tão simples entender que a verdadeira gratificação não depende de uma satisfação fisiológica que, no final, terminará em si mesma, mas é fruto de uma experiência de doação feita num contexto de amor recíproco. Quando se consegue entender essa diferença, se aprende o verdadeiro significado do corpo, que é expressão de amor, de gratuidade”.
Fonte:  Revista Cidade Nova nº 11 – Ano XXXVIII/ Nedo Pozzi

Todos nós nascemos ateus? Evidências científicas sugerem que NÃO!

Barrett
O Dr. Justin Barrett (foto) , um pesquisador sênior do Centre for Anthropology and Mind, da Universidade de Oxford, alega que as crianças possuem uma predisposição para acreditar num Ser Supremo porque assumem que tudo o que existe no mundo foi criado com um propósito. Ele afirma que as crianças têm fé mesmo quando não foram ensinadas pelas escolas ou pela família; ele alega também que, se as crianças fossem criadas sozinhas numa ilha deserta, acabariam por acreditar em Deus.
Falando para a BBC Radio 4, Barrett afirmou: “A preponderância de evidências científicas recolhidas durante os últimos dez anos mostrou que há muito mais coisas embutidas no desenvolvimento natural das mentes infantis do que pensávamos – incluindo uma predisposição para ver o mundo natural como algo criado e com um propósito, e para ver algum tipo de Inteligência por trás desse propósito. Se colocássemos um grupo de crianças numa ilha e elas crescessem isoladas do resto do mundo, e sozinhas, acho que elas acabariam por acreditar em Deus.”
Numa palestra a ser dada no Instituto Faraday da Universidade de Cambridge, [...] o Dr Barrett citará experiências psicológicas levadas a cabo com crianças que ele afirma demonstrarem que elas instintivamente acreditam que quase tudo foi criado com um propósito. Num dos estudos, foi perguntado a crianças com seis e sete anos o porquê da existência do primeiro pássaro, ao que elas responderam: “Para fazer música bonita”, e “Porque serve para tornar o mundo mais agradável”.
Outra experiência levada a cabo com bebês de 12 meses sugeriu que eles ficaram surpreendidos por ver um filme em que uma bola rolante aparentemente criou uma pilha de blocos organizada a partir de uma pilha de blocos desorganizada.
O Dr. Barrett afirmou que existem evidências de que aos quatro anos as crianças entendem que, embora alguns objetos possam ser feitos pelos seres humanos, o mundo natural é diferente. Ele acrescentou que isso significa que as crianças são mais suscetíveis de acreditar no criacionismo do que na teoria da evolução, apesar do que lhes possa ser dito pelos pais ou professores.
O Dr. Barrett disse ainda que alguns antropólogos apuraram que em algumas culturas as crianças acreditam em Deus mesmo quando o ensino religioso lhes foi barrado.
O desenvolvimento normal e natural das mentes infantis faz com que elas sejam mais suscetíveis à criação divina e ao design inteligente. Em contraste, a teoria da evolução é antinatural e relativamente difícil de acreditar
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Nota do blog Darwinismo: “Aparentemente, o cérebro humano está construído para ver propósito e ordem no mundo natural – algo que rapidamente nos leva para outra dimensão de existência, uma vez que essa ordem e esse propósito nunca poderiam ser autoimpostos. Portanto, sempre que um militante ateu alega que ‘todos nós nascemos ateus’, ele está a fazer uma declaração que contradiz as evidências. Obviamente que se pode dizer que essas experiências foram feitas com crianças com seis ou sete anos, ou com as de 12 meses (e não com recém-nascidos), mas é difícil aceitar que essa inclinação natural do cérebro humano seja algo ensinado ou instalado pela sociedade. Aliás, o próprio Dr. Barrett sugere que isso é algo inato e imutável.
O que o ateísmo e a teoria da evolução fazem no cérebro humano é rejeitar a natural tendência humana de ver um propósito e uma causa nos efeitos naturais, e acreditar que o Universo em si é um efeito sem causa – um sistema sem um Engenheiro –, algo que é, usando a palavra do texto acima, antinatural. Convém ressalvar que só porque uma coisa é ‘difícil de acreditar’ isso não a torna falsa. O que o texto acima mostra é que o argumento ‘todos nascemos ateus’ é cientificamente falso.”

Nova residência de Bispo alemão custou 31 milhões de euros e escandaliza fiéis


15.10.2013 -
n/d
Mansão de bispo alemão que causou revolta entre fieis católicos de Limburg
Nuvens negras pairam sob o céu de Limburg. Normalmente turistas circulam pela ruas da pequena cidade alemã, de 34 mil habitantes, fotografando a catedral gótico-romântica no centro histórico --mas hoje o alvo dos flashes é outro.
A atração no momento é a nova residência do bispo, que teria custado 31 milhões de euros. "Inimaginável", diz Ortwin Schäfer, um aposentado de Lebach, cidade a cerca de duas horas dali. Ele cuidou das finanças da paróquia de sua comunidade por quase 30 anos e diz nunca ter visto nada parecido com o que ocorreu em Limburg.
"Nós tínhamos que economizar cada centavo. Quanto desperdício. Eu considero isso uma atrocidade." O aposentado questiona a origem de tanto dinheiro. Para ele, grande parte deve ter saído do caixa da propriedade particular episcopal, que é supervisionada apenas pelo bispo.
"Isso deve ser revisto por autoridades de maior escalão", diz Schäfer. Desapontamento Diante dos portões da residência do bispo, obviamente fechados, Elvira Löhr e Jutta Hetzel sorriem ao tirarem uma foto para o álbum de família.
"Muitos já resistem a pagar imposto para a Igreja", explica Löhr, em referência à contribuição mensal que é comum na Alemanha. "E quando alguém joga tanto dinheiro pela janela, eu entendo a razão pela qual tantos abandonam a Igreja."
Só na última quinta-feira (10), um total de 20 fiéis optaram por encerrar as contribuições mensais à Igreja, de acordo com o tribunal da cidade de Limburg.
Na cidade, em média se registra a perda de um fiel a cada dois dias.
Christian Zimmer é um exemplo. Sentado na mureta ao pé da catedral, ele explica que a sua decisão de abandonar a Igreja foi tomada há muito tempo. E quando questionado se agora seria a vez de o bispo deixá-la, ele responde rindo: "Se isso de fato acontecer, faria sentido." Ele diz ainda, ironicamente, que espera que o bispo vá de primeira-classe? fazendo referência a uma extravagante viagem que o líder católico teria feito à Índia, outro escândalo de repercussão nacional. O bispo Tebartz-van Elst viajou para Roma no domingo (13) para reuniões no Vaticano.
Numa carta dirigida aos fiéis, publicada no fim de semana, ele diz ter optado por se abster do serviço religioso público. O líder da Conferência Alemã de Bispos, o arcebispo Robert Zollitsch, também viajou para Roma. Zollitsch não deu apoio a Tebartz-van Elst e diz "compreender bem a frustração da diocese de Limburg."
A imprensa alemã especula que os dois deverão se encontrar com o papa Francisco, a quem caberá decidir sobre o futuro do bispo esbanjador.
O número de representantes da Igreja e de políticos que querem a renúncia do bispo de Limburg cresce a cada dia. O presidente do Comitê Central de Católicos Alemães, Alois Glück, disse numa entrevista que Tebartz-van Elst é "um fardo para a Igreja Católica em toda a Alemanha".
Em Limburg, um avião sobrevoa a catedral, provavelmente com uma equipe de TV tentando filmar a residência episcopal de um outro ângulo. Fritz Keil, da cidade de Halle, nos arredores de Leipzig, diz que "é um absurdo" tanto dinheiro ter sido gasto na casa, enquanto a catedral, que é um patrimônio mundial, precisa de reformas urgentes.
"Esse aumento nos custos de construção não são surpreendentes", afirma Kiel, que trabalha no ramo. "Se novas despesas são necessárias, elas devem ser aprovadas pelo responsável. Esta é a responsabilidade das comissões." Heide-Marie Eisenmenger, que nasceu em Limburg, diz estar muito decepcionada com a liderança do bispo da cidade.
Segundo ela, ele se comportava como um "príncipe na Idade Média", colocando-se numa posição superior. Ela diz que hoje em dia os fiéis estão mais conscientes e afirma que não deixaria a Igreja: "Eu não tenho fé no nosso bispo, mas sim em Deus, ou já até teria ido embora".
Enquanto a cidade de Limburg espera o desenrolar dos acontecimentos no Vaticano, Ilona Biegel tem esperanças de que o novo papa não decepcione. "Ele deve tomar uma atitude neste momento, caso contrário perderá sua credibilidade."
Fonte: Folha SP

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Discriminação familiar na França: Restaurante proíbe a entrada de bebês

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Um restaurante de Antibes, ao sul da França, conhecido pela afluência de celebridades, decidiu proibir a entrada de bebês porque “incomodam a tranquilidade” dos clientes e põem “em dificuldade a segurança”.
“Com as crianças já se sabe. Têm esta característica de fazer a vida bela e feliz a cada momento com sua família, e manifestam seu entusiasmo sem muita consideração aos decibéis. São a mãe e o pai os que devem conter seu júbilo nos limites da boa educação. Mas daí a dizer que um bebê expõe ’problemas de segurança‘, como deseja o local francês, há um passo que escapa a um pai comum”, assinalou em 12 de setembro Annalisa Guglielmino, jornalista do jornal da Conferência Episcopal Italiana, Avvenire.
“Por sorte, do outro lado da balança, aparecem e se proliferam as zonas turísticas favoráveis à família, especialmente os hotéis, enfocados na família, e com preferência para aquelas numerosas. Que, pelo contrário, não escrevem em nenhuma parte ‘proibido pessoas individuais’. Parece que são eles mesmos os que preferem afastar-se, mas isto são seus problemas”, acrescentou.
A França, Suécia, Alemanha, Suíça e a Áustria, apesar de sua baixa taxa de natalidade, participam do fenômeno dos restaurantes anti-família.
Na Pensilvânia, Estados Unidos, faz alguns anos, um restaurante proibiu a entrada de crianças menores de seis anos, para satisfazer alguns clientes que se queixaram pelo ruído das crianças. No país, há algumas redes hoteleiras que proíbem a entrada de crianças menores de 14 anos e inclusive jovens com idade inferior a 18 anos.
A intolerância às crianças também chegou às companhias de viagem e, por exemplo, a linha aérea inglesa “Thomas Cook” decidiu garantir a tranquilidade a bordo dos passageiros, criando voos nos que não estão permitidas as crianças.
ACI