terça-feira, 13 de agosto de 2013

Se nos amamos e vamos nos casar, por que não podemos ter relações sexuais?



“A relação sexual dentro do matrimônio defende a integridade do amor: seja a dos cônjuges entre si, seja o amor deles para com o fruto natural do matrimônio: o filho”

Por Pe. Anderson Alves
Essa é uma pergunta que alguns namorados cristãos comprometidos se fazem. Se eles sentem um amor real, por que não podem expressá-lo num gesto de intimidade que poderia ajudar a crescer o afeto entre os dois?
Se a união corporal será comum dentro de pouco tempo, por que não iniciá-la quando o amor parece já ser maduro?
Certamente, a maioria dos cristãos aceita que uma relação realizada por pessoas que mal se conhecem é irresponsável e pecaminosa. Mas não seria exagerado dizer o mesmo do ato realizado por namorados sinceros, fiéis e que estão (quase) decididos a se casar?
Para responder a essa questão é preciso lembrar que a Igreja não tem autoridade para mudar o que Deus revelou. A Palavra de Deus é sempre viva e eficaz, é uma luz que guia nossos passos. E ela ensina:

“O corpo não é para a fornicação, e sim para o Senhor, e o Senhor é para o corpo”; “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo”[1].
Esses textos expressam o valor altíssimo do corpo humano, que é templo do Espírito Santo, e não algo que possa ser usado ou abusado. E a fornicação (ato sexual fora do casamento) é um ato pecaminoso, porque reduz o valor do corpo humano ao de uma coisa, a algo utilizável.
As relações sexuais não são meros atos físicos, mas devem ser expressão de algo mais profundo: a doação total e incondicional de uma pessoa a outra. E essa doação é real e se concretiza com o pacto matrimonial. Por isso, o ato sexual é bom quando busca o bem do casal e está aberto à transmissão da vida[2]. Esses são os dois fins do matrimônio.
Mas como aceitar isso nos nossos dias? Há algum motivo racional que poderia convencer-nos da verdade desses ensinamentos?
Cremos que há vários motivos. Apresentamos agora alguns.
1. A relação sexual dentro do matrimônio defende especialmente a mulher e o possível fruto dessa relação: o filho. Se a geração de um filho se dá antes do matrimônio, o que geralmente ocorre? Esse novo ser passa a ser visto mais como um problema do que como um dom. Pois a concepção de um filho não obriga ao homem (o pai) a se casar. Se o pai é reto e tem um sentido apurado de justiça, manterá suas obrigações financeiras para com esse filho e para com a mulher. Mas isso não basta para a criança.Cada filho tem o direito de nascer dentro de um matrimônio sólido, no qual os pais busquem a felicidade juntos. Dentro do matrimônio, o filho é seu fruto natural, está protegido social e juridicamente e é naturalmente visto como um dom, e não como um fruto indesejável;
2. Em geral, quem vive a castidade no namoro terá menos dificuldades de viver a fidelidade ao matrimônio. Hoje em dia, o “permissivismo” moral é grande. A “educação sexual” transmitida pelos meios de comunicação e, às vezes, pelas escolas, diz somente: “faça o que você quiser, desde que seja com preservativos e escondido dos seus pais”.
Para vencer nesse ambiente hostil e irresponsável é necessária uma verdadeira educação à castidade,que é a proteção do amor autêntico. E o período de namoro serve para isso: para que o casal cresça no conhecimento mútuo, elabore projetos comuns e adquira virtudes indispensáveis para a vida matrimonial. Se o casal vive bem esse período, sem chegar a ter intimidades próprias da vida matrimonial, passará por uma verdadeira escola de castidade e de fidelidade.
Constatamos que pecar contra a castidade antes do matrimônio é tão fácil quanto pecar contra a fidelidade dentro dele. Assim, estará mais preparado para viver a fidelidade quem se preparou bem antes, vivendo a castidade no namoro;
3. O amor matrimonial não se reduz a um exercício físico, mas é a comunhão total de vida.Certa vez, disse Chesterton: «Em tudo que vale a pena, até em cada prazer, há um ponto de dor ou tédio que deve ser preservado, para que o prazer possa reviver e durar. A alegria da batalha vem depois do primeiro medo da morte; a alegria em ler Virgílio vem depois do tédio de aprendê-lo; o brilho no banhista vem depois do choque gelado do banho do mar; e o sucesso do casamento vem depois da decepção com a lua-de-mel»[3].
O que diz esse autor, que foi um homem bem casado por muitos anos, é uma verdade comprovável. O prazer do ato sexual certamente existe, mas não é tudo na vida matrimonial. O ato sexual é, como todo ato humano, sempre ambíguo, pois ao mesmo tempo em que realiza quem o faz, causa certa frustração, porque o coração humano é feito para o infinito e não se contenta com atos singulares.Todo jovem deve reconhecer isso, que faz parte de todo processo de maturação, e o ideal é que isso ocorra dentro do matrimônio. Só quem supera a “decepção” inicial pode ser feliz no matrimônio, pois a felicidade vem de Deus, do amor fiel e responsável renovado diariamente em atos de doação mútua. O amor não é o mesmo que o prazer, mas é uma entrega voluntária e fiel, que supera todas as dificuldades.
4. Boa parte dos casais que fazem planos sérios de casamento acabam por se separar antes que isso se realizeNem o namoro e nem o noivado dão ao casal o mesmo nível de comprometimento um com o outro que só dá o matrimônio. Por isso, quem tem relações sexuais antes do casamento corre o sério risco de se entregar a alguém com quem, ao fim, não se unirá sacramentalmente. E tal pecado sempre marca profundamente a alma e traz sérias consequências (principalmente afetivas), ainda que seja plenamente perdoado por Deus após uma boa Confissão.
Nos tempos atuais as pessoas “usam” o sexo como se fosse um jogo. E o que ocorre? Cada vez menos pessoas adquirem a capacidade de fazer escolhas definitivas, cada vez menos pessoas se casam. O ato matrimonial, ao qual Deus quis unir um prazer sensível, deve produzir um prazer superior, de natureza espiritual: a alegria de saber que se está cumprindo a vontade de Deus. E o ato de gerar um filho é algo de milagroso, no qual se dá a união das partes materiais provenientes dos pais e a criação de uma nova alma humana, diretamente por Deus. O prazer que os pais têm ao saber que estão colaborando com Deus é algo único.
A resposta à pergunta diz, portanto, que o amor não é somente um sentimento vago, nem mesmo se reduz ao prazer. Mas é algo bem prático e exigente, que implica a vontade concreta de colaborar com os planos de Deus, que concebeu o ato matrimonial como a expressão perfeita de uma doação integral de duas pessoas, um homem e uma mulher, colaborando assim com a mesma obra criadora de Deus.
[1] I Cor. 6,13 e 18; cfr.: Tob. 4,13; At, 21,25; Ef. 5,3.[2] Cfr. Catecismo da Igreja Católica, § 2361-2363.[3] Chesterton, O que há de errado no mundo, EditoraEcclesiae,Campinas2012.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

A artimanha e astúcia do PT em aprovar o aborto no Brasil.


Por Carlos Alberto Di Franco*
Em pouco mais de dois meses, sob a proteção de um gritante silêncio, foi aprovado um projeto que abre portas para a ampliação do aborto no Brasil.Segundo informação do jornal interno da Câmara dos Deputados, a iniciativa partiu do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do PT
Em reunião com o  deputado Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara dos Deputados, em fevereiro deste ano, Padilha  pediu que, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, fosse votado no plenário da Câmara, em regime de urgência, o Projeto de Lei 60/1999. O projeto trata do atendimento prioritário nos hospitais à mulher vítima de violência.
Como resultado do acordo entre o ministro da Saúde e o presidente da Câmara, o deputado José Guimarães, irmão do deputado José Genoíno e líder do PT na Câmara, pediu a tramitação do projeto em regime de urgência.
Na ausência por motivo de viagem do deputado Henrique Eduardo Alves, a presidência da Câmara foi assumida pelo deputado André Vargas, secretário nacional de comunicação do PT.
O regime de urgência foi, então, aprovado por uma reunião de líderes das bancadas dos diversos partidos. Em seguida, no mesmo dia, o projeto foi emendado e apresentado ao Plenário da Câmara. O projeto foi aprovado no dia 5 de março. Três dias depois foi encaminhado para ser apreciado pelo Senado. Velocidade incomum para os padrões parlamentares.
No dia 10 de abril, já renomeado como Projeto de Lei Originário da Câmara 3/2013, ou PLC 3/2013, o texto foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos do Senado, após leitura de relatório favorável da Senadora Ana Rita, do PT do Espírito Santo.
No dia 19 de junho, após relatório favorável da Senadora Angela Portela, do PTde Roraima, o projeto foi também aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado.
Finalmente, no dia 4 de julho, sem que houvesse sido apresentado um único pedido de emenda, o PLC 3/2013 foi aprovado no Plenário do Senado e, em seguida, encaminhado à Presidência da República para ser sancionado.
O texto, estrategicamente, evita mencionar a palavra aborto, mas abre atalhos para sua ampla ampliação. O projeto, na sua formulação conceitual e na sua tramitação política, foi conduzido com muita esperteza, mas também com notável autoritarismo. Um tema  sensível foi conduzido de costas para a sociedade. Vamos analisar o texto, amigo leitor.
O artigo primeiro afirma que os hospitais, – todos os hospitais, sem que aí seja feita nenhuma distinção -, “Devem oferecer atendimento emergencial e integral decorrentes de violência sexual, e o encaminhamento, se for o caso, aos serviços de assistência social”.
Atendimento emergencial significa o atendimento que deve ser realizado imediatamente após o pedido, não podendo ser agendado para uma data posterior. Colocou-se no mesmo pacote o aborto terapêutico e o aborto por estupro. O atendimento integral significa que nenhum aspecto pode ser omitido, o que por conseguinte subentende que se a vítima de violência sexual estiver grávida, deverá ser encaminhada aos serviços de aborto. Os serviços de assistência social aos quais a vítima deve ser encaminhada, que não eram mencionados no projeto original, são justamente os serviços que encaminharão as vítimas aos serviços de aborto ditos legais. É todo um jogo malandro de palavras que conduz a um objetivo bem determinado: escancarar janelas para o aborto no Brasil.
Portanto, uma vez o projeto sancionado, todos os hospitais do Brasil serão obrigados a encaminhar as vítimas de violência à prática do aborto. O projeto não contempla a possibilidade da objeção de consciência.
O artigo segundo define que, para efeitos desta lei, “Violência sexual é qualquer forma de atividade sexual não consentida”. A expressão “Tratamento do impacto da agressão sofrida”, constante do artigo primeiro do texto original, foi suprimida e substituída por “Agravos decorrentes de violência sexual”, para deixar claro que a violência sexual não necessita ser configurada por uma agressão comprovável em um exame de corpo de delito. Uma vez que o projeto não especifica nenhum procedimento para provar que uma atividade sexual não tenha sido consentida, e o consentimento é uma disposição interna da vítima, bastará a afirmação da vítima de que ela não consentiu na relação sexual para que ela seja considerada, para efeitos legais, vítima de violência e, se ela estiver grávida, possa exigir um aborto ou o encaminhamento para o aborto por parte de qualquer hospital.
O inciso quarto do artigo terceiro menciona, ainda, como obrigação de todos os hospitais, em casos de relação sexual não consentida, “a profilaxia da gravidez“.  O termo é novo. Foi estrategicamente plantado neste projeto de lei. Terá que ser regulamentado ou interpretado.
O projeto, tramitado com velocidade surpreendente e sob um silêncio antidemocrático, configura uma violência. O brasileiro é a favor da vida. Não se trata apenas de uma opinião, mas de fato medido em reiteradas pesquisas. A defesa da vida, da liberdade e dos direitos das minorias, tão duramente conquistados, compõem o mosaico da nossa cidadania.
A presidente Dilma Rousseff, em 2010, empenhou sua palavra ao rejeitar qualquer iniciativa do seu governo em favor da implantação do aborto. (porem sancionou o projeto )
As passeatas mostram o nascimento de um novo Brasil. Os cidadãos exigem transparência dos seus governantes e liberdade para manifestar seus pontos de vista. E o que está em jogo não é coisa pequena. É a preservação de um valor fundamental: o direito à vida.
*Diretor do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciência Sociais – IICS (www.iics.edu.br) e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, é diretor da Di Franco – Consultoria em Estratégia de Mídia (www.consultoradifranco.com)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Diferente do Brasil, 120.000 adultos se tornam católicos nos Estados Unidos a cada ano.



Fonte: religionenlibertad.com
Uns 120.000 adultos se tornam católicos nos Estados Unidos a cada ano: dois terços já eram batizados.
Texas, Flórida, Califórnia, Nova York ou Washington são algumas das zonas com mais convertidos ao catolicismo. Em geral, as zonas do sul tendem a crescer ao combinar uma igreja dinâmica com distintos tipos de emigração.
A arquidiocese texana de Galveston-Houston (5,6 milhões de habitantes; 1,1 milhão de católicos, 20%) batizou ou recebeu como novos católicos a quase 2.400 adultos na recente Vigília ou no Dia da Páscoa.
Sua vizinha, a arquidiocese de Santo Antônio (2,3 milhões de habitantes; 700.000 católicos; 30% da população) batizou ou recebeu a 1.165 adultos.
A cosmopolita arquidiocese de Nova York (5,7 milhões de habitantes; 2,6 milhões de católicos; 45%) batizou ou recebeu a 1.470 adultos.
Se somarmos estas três dioceses, com uma população combinada quatro vezes menor que a de França, vemos que batizam ou recebem a tantos convertidos adultos como todo o país gaulês (uns 5.000, entre batizados e retornados à fé através da confirmação adulta). Três dioceses equivalem a um país quatro vezes maior.
É um exemplo de dinamismo religioso da sociedade norte-americana, num país onde 44% da população adulta professa uma convicção religiosa distinta a que viveu em sua infância.
Quase 120.000 ao ano
Não há dados completos de 2012 mas sim de 2011, difundidos pela Conferência Episcopal norte-americana: 43.335 adultos se batizaram como católicos. Também, 72.859 pessoas já batizadas como protestantes ingressaram em plena comunhão com a Igreja Católica. No total, 116.000 novos católicos adultos. Este ano provavelmente haja aumentado um pouco, vendo os dados de várias dioceses.
Crescimento no sul
O sul dos Estados Unidos vive um pequeno “boom” de catolicismo, que se pode explicar não só por seu zelo missionário ou evangelizador (que existe) mas por razões demográficas e migratórias. A população do norte tende a emigrar ao sul, mais ensolarado, e encontrar comunidades católicas razoavelmente atrativas para alguém “recém chegado” (colégios, estrutura social, associações). Também encontran cônjuges católicos, e ao casar-se adotam sua fé. Assim, nesta Páscoa se vêem resultados sulistas como estes:
- Houston: 2.391 novos católicos adultos
- San Diego: 1.278
- San Antonio: 1.165
- Fort Worth : 1.121
- St. Petersburg: 963
- St. Louis: 846
- Palm Beach: 607

Em outras regiões há também pontos de crescimento: Nova York (1.470), sua vizinha Rockville Centre (689), a também vizinha Buffalo (237); Washington, a capital, que vem a vários anos fazendo campanhas televisivas e paroquiais de evangelização, vê seu segundo melhor resultado da década: 1.166 novos católicos adultos.
Histórias muito diversas
As histórias dos novos convertidos são diversas. Há imigrantes de países comunistas, ou filhos desses imigrantes, hoje já adultos, que dão o passo. Há os que descobriram a fé em colégios ou em comunidades ou através de um parente. O mais comum é que adotem a fé que aprenderam a amar através de seu cônjuge ou noivo/a. Há os que fogem das igrejas protestantes liberais, buscando uma igreja “séria”, “exigente”, “que não mude sua doutrina”.
Naturalmente, nem todos os novos convertidos serão fiéis fervorosos.
Como explicávamos em ReL, os 70 milhões de católicos norte-americanos se agrupam em 5 tipos distintos, cada um dos 14 milhões: uma quinta parte são fiéis e fervorosos; outra parte crê, mas é acomodada e pratica pouco; outra parte crê e pratica, mas duvida ou se desentende em temas éticos; outro grupo só é católico em um sentido étnico e por último há uma fração que não é católica em nenhum sentido, exceto por ter alguma avó italiana ou polonesa.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/35382

Testemunho de conversão de uma Bruxa à fé católica: chave foi o “Rondador Noturno” e o RPG.


Pablo Ginés/ReL

Foi bruxa por quinze anos, mas as novelas de terror e um super-herói católico a levaram à Igreja
Tudo começou com um livro da seção de Astrologia e terminou com um jogo de RPG: o personagem de Rondador Noturno lhe deu a chave.
Libby Edwards é uma mulher que nasceu no Halloween e foi, desde os 20 aos 35 anos, neo-pagã e bruxa. Realizava rituais, organizava eventos pagãos e praticava talentos “ocultos” (no sentido de sobre-naturais): “Eu parecia ter um dom particular para a adivinhação e o trato com os mortos, e aprendi a curar e a maldizer, mesmo que decididamente tinha mais êxito com o segundo que com o primeiro”.
Como chegou a isso? Pelos livros. E como saiu dali? Pelas novelas, os quadrinhos, os jogos de RPG e a graça de Deus, “que veio para buscar-me onde eu estava”.
Uma jovem sem igreja
Libby nasceu nos Estados Unidos em uma família de cultura protestante. Quando a família se mudou para Carolina do Norte, tendo ela 8 anos, adotou o mormonismo, devido à calorosa acolhida de uma comunidade mórmon do lugar. Mas com o passar do tempo, quando ela já era estudante, sua família não era praticante. “Eu era a típica adolescente sem igreja, mais interessada em gostar de pessoas do que em cultivar uma relação com Deus”, recorda.
Tinha amigos cristãos e durante um tempo saiu com um noivo protestante, da ‘Church of God’. Ela evidenciava um certo interesse pelo espiritual e algumas vezes ia às igrejas de seus amigos se a convidavam.
Com o catolicismo tinha então só dois laços: as novelas e películas de terror, como ‘O Exorcista’, e uma família de conhecidos, bastante tíbios mas que a fascinavam igualmente, porque “tinham uma gaveta cheia de rosários que nunca rezavam”.
“Nunca havia visto um rosário na vida real e o fato de que tivessem toda uma coleção e nem sequer o usassem me parecia sem sentido. Eu não sabia o que significava rezar o rosário, mas sabia que era algo especial”, explica.
“Eu podia ser bruxa de verdade”
No verão que completou 20 anos, Libby estava buscando novelas de fantasia ou ficção científica na livraria. Não encontrou nada interessante mas justamente ao lado dessa seção estava a de Nova Era e Astrologia, “onde um livro de bruxaria cativou minha atenção. A capa era idiota, o título mais ainda, mas para uma garota impressionável de 20 anos com um amor pelas coisas obscuras e misteriosas e uma ânsia profunda por qualquer coisa espiritual, as promessas da capa do livro despertavam um acorde que ressoava com intensidade. A bruxaria não era só um conto de fadas! Tampouco era adorar o demônio. Só tinha que comprar esse livro e também eu poderia ser uma bruxa de verdade”.
Comprou e o leu fascinada. Estudou suas lições. Começou a conversar com outras pessoas “de minha nova fé recém encontrada”. Não passou muito antes que seu guarda-roupa tivesse uma só cor: o negro. Comprou numerosos pentagramas de prata. Criou um círculo de amizades neo-pagãs. “Encontrei mestres com experiência do mundo real para que me ajudassem e lia sem cessar qualquer coisa relacionada com a Arte ["the Craft", a arte da magia] que caísse em minhas mãos”.
“Pratiquei a bruxaria neo-pagã durante 15 anos. Como ativa solitária e também como membro de um ‘coven’ [grupo ou comunidade de bruxos que se reunem e fazem rituais juntos]. Organizei eventos pagãos e tinha uma extensa rede online”, enumera Libby.
Maldição é mais fácil que cura
Talvez por seu nascimento no Halloween, parecia ter mais facilidade para o “trato com os mortos” e a adivinhação. E comprovou que a magia de maldição se dava melhor que a de cura. “Não creio que isto fosse uma coincidência. Uma das grandes frases neo-pagãs e um argumento que usam os bruxos para defender sua fé é que se centra, supostamente, na magia positiva, mas tem pouca base na realidade. Dizer ´não danes a ninguém, faça como quiser´, rapidamente se descarta pelo bruxo que não pode impedir, nem pode curar!”.
Libby se dava conta que a permissividade moral do neo-paganismo era radical. “É uma espécie de hedonismo rodeado de fé”, disse. Decidiu livrar-se de seus restos de cultura cristã, buscar uma“liberdade” que violasse os pontos morais de origem cristã que ainda tinha. “Agora praticar a magia era o menor de meus problemas, havia adotado uma visão do mundo que me fazia caminhar sobre uma corda frouxa espiritual sem rede de segurança”, explica.
Envolvida em seus rituais e focada no hedonismo, Libby não se deu conta de que Deus ia tecer sua rede “buscando-me de forma surpreendente”.
Quando vem o mal real a quem chamas?
Ela seguia lendo novelas de terror e desfrutava dos filmes de medo. “Eu me dei conta de que quando um mal real ameaça estas histórias, ninguém chama o pastor protestante local nem ao mabo vudú nem a sacerdotisa pagã, na qual estamos. Chamam a Igreja católica”, afirma.
Una vez disse a um amigo que “se algo maligno se manifestasse em minha casa, chamaria um padre católico local antes de uma sacerdotisa wicca”. Disse meio em gozação. Mas não de tudo. “Havia um poder e autoridade na Igreja católica que reconhecia inconscientemente inclusive naquela época”.
O ‘Rondador Noturno’ esteve uma temporada estudando para ser seminarista, já com ‘clergyman’ e tudo, mas não continuou porque não lhe deixavam ser super-herói, que era sua verdadeira vocação… Também desfrutava lendo quadrinhos. “Meu super-herói preferido era um mutante azul, com cola e dependente, pirata com espada, dos X-Men. Seu nome é Rondador Noturno, e era católico devoto, talvez o único católico devoto que protagoniza quadrinhos. Era algo novo em minha experiência até então: um católico enamorado de Deus e feliz por isso”, explica.
Estudar para o jogo de RPG
Sua outra afeição era o jogo de RPG. Jogava o RPG de super-heróis Marvel e só fazia interpretar o seu personagem preferido, Rondador Noturno. Como muitos jogadores de RPG, que são um tipo de pessoas com impulsos criativos, também escrevia relatos de fantasia ou terror, que às vezes publicava a nível semi-profissional. E uma ou outra vez os personagens tendiam a ser católicos. E para interpretar um católico, seja em um jogo de RPG ou em um relato, Libby decidiu documentar-se. Nas partidas de RPG, por exemplo, os personagens inimigos, ou outros jogadores, podiam criticar a fé de seu super-herói católico. Com que argumentos responderia ele?
Então Libby, a bruxa neo-pagã, se pôs a ler apologética católica. E o Catecismo!
Beleza… e Verdade
“E comecei a perguntar se havia estado deslocada desde o princípio. Mais me encantava todo a roupagem da Igreja: os odores, as campainhas, a arte, a música, a grandeza dos rituais, algo menos surpreendente dado meu similar amor por essas roupagens no neo-paganismo. Mas comecei a ver a VERDADE na apologética. Verdade dura, mas verdade. Os rituais e feitiços da Arte pareciam baratos em comparação, meras sombras da Verdade, e eu tinha fome por algo real”.
Libby se inscreveu no curso de iniciação cristã para adultos que se ensinava em sua paróquia local, muito comum nas igrejas católicas dos Estados Unidos. “Eu me dei um ano. Levou menos. Eu já era Sua”, disse.
Não é que fosse fácil, sobretudo nos hábitos morais. “Passava de uma religião de extrema permissividade a uma religião que era exigente de verdade comigo”, reconhece. Mas Libby cita o cardeal Newman: “Aprofundar na história ou seja de ser protestante, e em meu caso, também deixar de ser pagã”.
O poder do Espírito Santo
Esta conversão intelectual se viu completada na Semana Santa com uma experiência mística. “Eu me fiz católica de coração. Experimentei Deus no Espírito Santo, de uma forma muito real, que mudou minha vida, e deixei para trás o paganismo. Esse foi o momento no qual me enamorei de Deus e não quis mais separar-me d’Ele”.
Foi batizada na Vigília Pascal de 2010. “Agora minha vida é mais simples, mais formosa e mais pacífica, do que quando estava debaixo do paganismo. A verdadeira liberdade descansa em Deus”, explica em seu testemunho em ‘WhyImCatholic.com’.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/35380

Como católico, posso participar de eventos sociais ou religiosos de outras religiões?



«Na vida cotidiana, não é raro surgirem dúvidas sobre a participação de fiéis católicos em atos de culto (preces, cantos, pregação, casamentos, batizados) de outras confissões religiosas. Quais seriam os princípios que devem nortear os católicos em tais casos?»
***
A fim de «se formularem normas bem claras, faz-se mister distinguir entre «participação ativa e formal» em culto não católico e «participação passiva e meramente material».
Fala-se de «participação ativa e formal», no nosso caso, quando um católico desempenha alguma função em culto não católico, com a intenção de assim honrar a Deus à semelhança dos seus irmãos não católicos.
Quanto à «participação passiva e meramente material», significa que um católico, movido por sérias razões (de conveniência social, por exemplo), assista às cerimônias de um culto não católico, sem desempenhar ai algum papel e sem prestar adesão interior a quanto se diz ou faz na execução do rito.
Feita esta distinção, já se podem formular os princípios que devem nortear a conduta dos católicos frente aos cultos não católicos. A isso acrescentaremos algumas normas concernentes à hipótese inversa, isto é, à possibilidade de participarem do culto católico os membros de confissões não católicas.

1. Os fiéis católicos e os cultos não católicos
A. Participação ativa e formal
1.1. Esta maneira de participar em cultos não católicos fica estritamente vedada aos fiéis católicos; cf. Código de Direito Canônico, cân. 1258 § 1.
As razões de tal proibição são óbvias:
a)   o fiel católico, numa função religiosa comportando-se em tudo como um não católico, está explícita ou implicitamente professando um credo alheio ao seu, o que equivale a renegar a fé católica.
b)   Ainda que o católico, durante a participação ativa em culto não católico, não renegue inteiramente a sua fé, fica sempre o perigo de contaminação ou de ecleticismo. Mesmo que não o queira nem saiba, ele cria, para si e para quem o vê, um clima de relativismo ou indiferentismo religioso.
A participação ativa sugere sorrateiramente a impressão de que todas as religiões são mais ou menos equivalentes entre si ou… de que Religião é questão de sentimento e afeto apenas, não envolvendo propriamente o patrimônio da verdade. Assim corre perigo este patrimônio, que certamente não é alheio à Religião», antes por excelência nela está envolvido. Já que tal patrimônio não é próprio dos católicos, mas pertence a todos os homens, é de interesse comum seja guardado incólume. Destarte se explica a aparente intransigência dos católicos perante tudo que tenha sabor de relativismo ou confusão religiosa.

c) Além disto, deve-se levar em conta o grave perigo do mau exemplo e do escândalo que o ecleticismo religioso assim praticado acarreta para os fiéis que o observam e que valorizam a reta fé.
1.2. A norma geral que acaba de ser formulada, pode ser aplicada à consideração de casos particulares. É o que se fará abaixo:
a)   Fora de perigo de morte (que será explicitamente focalizado adiante), não é lícito a um católico receber os sacramentos de ministro não católico ou de um sacerdote católico excomungado, ainda que durante anos o católico não se possa encontrar com um sacerdote aprovado pela Igreja.
Tão rigorosa prescrição se explica pelo fato de que os sacramentos são sinais muito concretos da unidade da Igreja (Isto se verifica, de maneira especial, com a S. Eucaristia; cf. 1 Cor 10,17). Consequentemente, a recepção dos sacramentos das mãos de ministro não católico vem a ser, por si mesma, um testemunho de descaso ou de negação da unidade da Igreja, unidade em que Cristo tanto insistiu (cf. Jo 17).
b)   Não é permitido a um católico exercer as funções de padrinho (ainda que o faça por procurador apenas) em batismo conferido por ministro herético. Apresentando o candidato ao batismo herético, o padrinho o introduz em uma falsa religião, e obriga-se a assegurar a sua formação religiosa dentro dos moldes dessa crença errônea. Nada se opõe, porém, a que um fiel católico assista a um batismo de herege na qualidade de simples testemunha; ele não participa então da administração do sacramento.
c)   Quanto ao matrimônio, compreende-se (pelos motivos indicados), seja vedado aos fiéis católicos qualquer contrato matrimonial perante ministro não católico; nos casamentos mistos, mesmo após o consentimento conjugal dado pelos nubentes na Igreja Católica, não é lícito ao católico ir fazer o mesmo em templo de outra confissão religiosa; quem o faz, incorre em pena de excomunhão da qual somente o Ordinário (prelado ou Bispo diocesano) pode absolver (cf. C. D. C. cân. 2319). Contudo, se o ministro de uma crença não católica exercer as suas funções apenas na qualidade de oficial civil e se o contrato matrimonial realizado em sua presença não tiver significado religioso, mas for mero ato civil, não há objeção alguma contra a participação de nubentes e convidados católicos nesse ato civil (cf. cân. 1257 § 2). Será preciso, porém, que tal cerimônia não envolva perigo de escândalo ou de contaminação da fé ou de desprezo da autoridade eclesiástica.
Convém aqui lembrar o grave perigo que para a fé constituem os chamados «matrimônios mistos» ou os casamentos de parte católica com parte não católica. O nubente católico se arrisca, nesses casos, a contaminar o seu patrimônio religioso ou a cair no relativismo. A prole, por sua vez, observando dualidade religiosa nos genitores, em geral não abraça devidamente a religião; tende, antes, ao descrédito e ao indiferentismo religioso. Dai a admoestação do Código de Direito Canônico (cân. 1060s) a que não se facilitem tais casamentos.

d)   Em perigo de morte, os fiéis católicos, não tendo à disposição sacerdote católico aprovado, podem recorrer a qualquer padre excomungado ou cismático, contanto que tenha sido validamente ordenado sacerdote, como se crê ser o caso dos orientais separados de Roma. A esse sacerdote separado a Igreja, em tal caso (de morte iminente), confere jurisdição para agir em nome da Esposa de Cristo; requer-se então apenas que o sacerdote tenha a intenção de fazer o que faz a Esposa de Cristo quando confere os últimos sacramentos aos moribundos.
Pergunta-se: as enfermeiras católicas podem chamar um ministro não católico para atender a um doente não católico que o peça? — Deve-se responder afirmativamente, contanto que evitem qualquer eventual escândalo. Na verdade, a transmissão do chamado ao ministro não católico não significa aprovação da heresia, mas apenas testemunho de afeto para com um enfermo que, em virtude do seu débil estado de saúde, já deve estar incapacitado de mudar de crença ou de passar da mera «boa fé» para a «boa e verdadeira fé».
e)  É lícito aos católicos assistir a funerais celebrados segundo rito não católico, a menos que tenham caráter implícita ou explicitamente contrário à fé católica. As cerimônias de exéquias são frequentemente consideradas como ato meramente social, de modo que quem a elas comparece não está necessariamente professando algum credo religioso.
f)    Quanto ao mais, a consciência proíbe aos católicos orar, cantar ou tocar órgão em templo herético ou cismático, associando-se assim ao culto público não católico, mesmo que os textos da prece ou da melodia sejam plenamente conciliáveis com a fé católica.
Nada impede, porém, que, fora do culto público e oficial, os católicos orem juntamente com não católicos, desde que as fórmulas de oração sejam ortodoxas (assim poderão perfeitamente rezar o «Pai Nosso» ou cantar salmos em comum).
De maneira geral, não é permitido aos católicos deixar que cultos heterogêneos sejam celebrados em templos católicos (o que bem se entende, à luz dos princípios já expostos). Contudo em certas regiões, a título de exceção e por motivos especiais, o bispo local pode permitir culto não católico nas igrejas católicas em horas adequadas. É o que se tem visto em territórios da Alemanha e na igreja do Sto. Sepulcro em Jerusalém.
g) Há certos ritos habituais ou mesmo obrigatórios em países do Oriente, cuja índole é ambígua, pois tanto podem ser tidos como expressões de culto pagão como simples homenagem civil tributada a célebres personagens da pátria. É o que se dá na China, no Japão, na Tailândia, por exemplo, onde se veneram estátuas de Confúcio, tabuinhas dos ancestrais e urnas portadoras de despojos dos antepassados.
Depois de hesitação por parte dos moralistas católicos, a Santa Sé houve por bem decidir recentemente ser lícito aos fiéis participar de tais ritos, contanto que haja motivo sério para isto e deem a entender, por suas atitudes, que não intencionam praticar um rito religioso, mas uma cerimônia meramente civil (cf. «Acta Apostolicae Sedis» 1939, 406; 1940. 379). Muito contribuiu para este pronunciamento da Igreja a declaração de governos orientais modernos segundo a qual .os mencionados ritos não implicam profissão de fé religiosa.
Passemos agora aos casos de
B. Participação passiva e meramente material
A assistência meramente passiva a casamentos, funerais e cerimônias semelhantes de rito não católico é permitida aos católicos contanto que, de um lado, os fiéis tenham para isso sérios motivos (obrigações civis, deferência a pessoas beneméritas ou amigas…) e, de outro lado, não haja perigo de contaminação da fé nem de escândalo para o público. Cf. Código de Direito Canônico, cân. 1258, § 2.
Para formar devidamente a sua consciência em tais casos, o fiel católico deverá levar em conta a projeção social que sua personalidade possa ter (as atitudes de pessoa muito notória são muito mais expostas a ocasionais comentários por vezes deturpadores e a provocar mau exemplo e escândalo, do que as atitudes de pessoas menos conhecidas pelo público). Também se deverá levar em conta a mentalidade que inspira tal ou tal rito não católico, pois pode acontecer que a inspiração dessa cerimônia seja dissimuladamente hostil à reta fé ou aos bons costumes; em tais casos, o comparecimento de um católico já não pode ser tido como cumprimento de um dever meramente civil ou social; o elemento religioso entra indiretamente em causa, elemento a respeito do qual não se pode criar ambiguidade.
Motivo de mera curiosidade não basta para justificar o comparecimento de um fiel católico a cerimônia religiosa não católica (casamento, batizado, funerais…); mesmo que isto não acarrete perigo para a fé do católico, trata-se de um ato vão em assunto muito delicado, prestando-se a causar mal-entendidos e escândalo.

Estabelecido o princípio geral acima, vão agora focalizados alguns casos particulares, de ocorrência mais frequente na vida prática:
a)   a visita a templos não católicos fora das horas de culto, empreendida a título de ilustração cultural, nada tem de reprovável, pois ninguém interpretará tal ato como profissão de crença religiosa ou deturpação da verdadeira fé.
b) É lícito a um católico servir de testemunha meramente passiva do casamento religioso não católico de dois nubentes não católicos; o mesmo, porém, não se dá quando um dos nubentes é católico.
Com efeito; é de supor que os não católicos, comparecendo diante de ministro não católico para se casar, estejam cumprindo um ditame de sua consciência, de tal modo que não se poderia exigir deles outra conduta. Ao contrário, o nubente católico que se casa perante ministro não católico, comete um ato que a consciência católica reprova, de tal maneira que dele se poderia e deveria exigir outro comportamento. Em consequência, ser testemunha de casamento desse católico significa, de certo modo. dar apoio a uma atitude que a moral católica condena.
c)   Por motivo semelhante, não é lícito a um católico ser testemunha do casamento meramente civil de dois católicos que não se queiram casar na Igreja. Na verdade, o contrato meramente civil não é casamento para o católico, de sorte que «prestigiá-lo» implica diluir os valores e favorecer o indiferentismo religioso.
d)   Ouvir pelo rádio a pregação de mensageiros não católicos também é reprovável. Na realidade, sem o saber, o católico, assim procedendo, expõe a sua fé ao risco de desvio e de certo modo tenta a Deus, pois o Senhor não está obrigado a conservar os seus dons a quem tão pouco caso deles faz. Além disto, a audiência concedida a programas doutrinários não católicos é apta a causar escândalo, dada a aparência de relativismo e ecleticismo religioso que ela apresenta em público.
e) Em suma, para formar a sua consciência nessas e em outras situações semelhantes, os fiéis tenham sempre em vista o seguinte: o critério a adotar em tais casos é o perigo de perversão da reta fé e de escândalo para o próximo; onde este perigo exista, não é licito ao católico participar, nem mesmo passiva e materialmente, de culto não católico. Por isto não se poderia raciocinar nestes termos: «A visita a uma igreja protestante é licita em tal lugar e a tais pessoas. Por conseguinte, será licito a quaisquer pessoas e em qualquer lugar visitar igrejas protestantes». Faz-se, antes, mister ponderar as circunstâncias próprias de cada caso ocorrente.
Estas normas serão completadas por quanto se dirá abaixo:
2. Os não católicos e o culto católico
2.1. Nada se opõe à participação de não católicos em vários dos atos de culto católico, desde que se evite qualquer espécie de confusão doutrinária. Em verdade, assistir às funções da S. Liturgia e ouvir a pregação de Palavra de Deus só pode ser benfazejo para os não católicos. A Sta. Igreja deseja mesmo que pessoas não católicas, animadas de sinceridade e lealdade, assistam às funções do culto católico, pois, na verdade, «ninguém ama aquilo que não conhece».
O Código de Direito Canônico (cân. 1149) permite dar a essas pessoas as bênçãos que lhes possam valer a luz da fé ou a saúde do corpo; o cân. 1152 admite que lhes sejam aplicados os exorcismos; contudo bênçãos e ritos não lhes devem ser administrados em público, mas, sim, em ambiente discreto.
Ainda se poderiam citar ulteriores determinações baixadas pela Santa Sé no decorrer dos tempos. Assim:
Por motivos sérios e removido todo perigo de escândalo, pode-se aceitar que não católicos façam o papel de testemunhas em casamento de fiéis católicos.
Não é lícito, porém, convidar um não católico para o encargo de padrinho em batizado católico, pois o padrinho se obriga a exercer uma tutela religiosa sobre o afilhado, tutela que dependerá naturalmente da fé do respectivo padrinho (cf. cân. 765 n» 2). Nada, porém, impede que uma pessoa não católica assista a um batizado na qualidade de testemunha.
Na falta de organista católico em templo católico, é lícito recorrer provisoriamente a organista protestante, tomando-se naturalmente as cautelas para evitar equívocos e escândalos.
Moças pertencentes à Igreja Ortodoxa (cismática) podem ser admitidas num coro paroquial para cantar com jovens católicas no decorrer das funções litúrgicas.
2.2. Dado que um não católico (herege ou incrédulo), publicamente conhecido como tal, se converta à fé católica, não lhe será lícito contentar-se apenas com uma adesão dissimulada ou de foro meramente interno; como é bem compreensível, requer-se que professe publicamente a sua nova fé, à semelhança do que fazem os demais fiéis. A razão desta norma é a que nos tem ocorrido constantemente: a ambiguidade religiosa é detestável, pois significa diluição e sufocação dos maiores valores de que o homem possa dispor na terra. Contudo motivos sérios (como talvez o de evitar a dissolução de um lar ou uma perseguição violenta) podem aconselhar o adiamento da pública profissão de fé (o que não impede a recepção dos sacramentos em circunstâncias discretas).
Conclusão
Acabamos de propor as principais normas que deverão orientar a conduta dos fiéis católicos sempre que, na convivência social de cada dia, parentes ou amigos não católicos lhes dirigirem algum convite referente a culto religioso.
Terminaremos citando um caso recente de participação em culto alheio, caso que envolveu católicos e protestantes numa atitude unionista inaudita em épocas passadas.
Em agosto de 1959 reuniram-se na Abadia beneditina de Niederalteieh, na Baviera, cerca de cem cristãos, dos quais 60 eram católicos e 40 evangélicos (dentre estes, dez eram pastores). Durante os dias do encontro, foram proferidas conferências por parte tanto de católicos como de protestantes, sobre os assuntos seguintes: 1) Escritura Sagrada e Tradição; 2) a Igreja; 3) o Concilio Ecumênico.

Certa manhã agruparam-se esses estudiosos numa capelinha junto a um altar a fim de ouvir a S. Missa; os católicos se dispunham em semicírculo imediatamente após o altar; os protestantes formavam um segundo semicírculo atrás deles. Os católicos receberam a S. Comunhão. O celebrante era um jovem monge beneditino, que no momento oportuno fez uma homilia sobre o sacramento da união dos cristãos, exprimindo, entre outras coisas, seu vivo pesar por verificar que nem todas as pessoas presentes podiam participar da mesma mesa eucarística, pois entre protestantes e católicos a toalha de mesa, por assim dizer, estava cartada.

Em outra manhã, semelhante assembleia se realizou num dos salões da Abadia, onde a ceia eucarística (que, para os evangélicos, não é o sacrifício da cruz) teve lugar segundo um rito luterano remodelado de acordo com os costumes dos primeiros tempos da Reforma, ou seja, em termos que lembravam ainda de perto as cerimônias da S. Missa católica. O oficiante era um pastor luterano da Baviera, assistido por outro pastor, que se encarregou do respectivo sermão: este, versando sobre a Eucaristia, poderia ter sido, quase na íntegra, repetido numa igreja católica. Dessa vez, os protestantes se colocaram nas primeiras fileiras junto ao oficiante, ficando os católicos atrás deles; os protestantes receberam o pão da ceia. Devoção e recolhimento davam a nota marcante ao ambiente; alguns católicos chegaram mesmo a se associar aos cantos populares então executados.

Este episódio, sem precedentes na história do Cristianismo, muito chamou a atenção do público: seria um passo a mais para a união dos cristãos na base da verdade, que é una, ou seria talvez uma traição por parte dos católicos ao patrimônio da genuína fé?
As autoridades eclesiásticas não reprovaram a atitude dos católicos no caso (nem é de crer que estes tenham agido sem consentimento prévio da hierarquia). Quanto aos teólogos, refletindo sobre o assunto, julgam tratar-se de um episódio de participação meramente material ou passiva de católicos e protestantes em culto alheio. No que diz respeito aos católicos em particular, estava suficientemente esclarecida pelos demais atos do encontro a sua posição doutrinária, de modo que o seu comparecimento à liturgia protestante, longe de significar relativismo na fé, devia manifestar caridade e desejo de união em torno de um só pão, numa só comunhão eucarística e eclesiástica.
Ademais o famoso acontecimento bem atesta que a aparente intransigência da Santa Igreja em questões de culto nada tem de mesquinho; é, antes, a necessária salvaguarda do patrimônio da verdade religiosa, verdade que só poderá beneficiar os homens se for mantida pura.
Dom Estêvão Bettencourt (OSB) via http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/35740

A indissolubilidade do Matrimônio, reflexo do amor total de Cristo

A Igreja não pode renunciar à sua missão de acordar a consciência dos povos e chamar os casais ao sacrifício da Cruz e à salvação

Parece comum, em nossa época, uma tendência a separar o amor da verdade, como se aquele fosse "um sentimento que vai e vem", e não uma realidade concreta, destinada a "superar o instante efêmero e permanecer firme para sustentar um caminho comum" (cf. Lumen Fidei, n. 27). As obras literárias, os filmes, novelas e seriados produzidos em larga escala e distribuídos ao grande público ajudam a promover esta "cultura do provisório": exaltam-se personagens do tipo "solteironas", "muito ocupadas em não fazer nada" (2 Ts 3, 11); modelam-se jovens sem perspectiva, dados a "aproveitar" a vida ao máximo, e adultos frustrados, cujo script se resume ou a um casamento infeliz ou a uma vida de traição e mentira. O cenário, assistido e copiado por muitos, parece indicar a impossibilidade de um relacionamento por toda a vida, de uma entrega definitiva, que nos comprometa totalmente e envolva toda a nossa existência.
O Catecismo da Igreja Católica reconhece que "pode parecer difícil, e até impossível, ligar-se por toda a vida a um ser humano". No entanto, a Igreja não pode renunciar à sua missão de acordar a consciência dos povos e, ao mesmo tempo, chamar os homens à salvação e à felicidade. A teologia do sacramento do Matrimônio deve ser lida a partir do amor total que nosso Senhor demonstrou no sacrifício da Cruz, como indica o próprio São Paulo: "Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela" (Ef 5, 25). Ora, é inconcebível que o amor de Cristo seja passível de negociação. Do mesmo modo, a aliança firmada entre um homem e uma mulher, com a intenção de criar e educar os filhos, não pode ser quebrada, como quando se prevê o divórcio legal ou dispositivos para facilitá-lo.
Neste ponto, muitas vezes, a Igreja é acusada de não acompanhar o zeitgeist (o espírito do tempo) ou a marcha da história. Como se ela fosse uma instituição meramente humana ou um vendedor à procura de clientes. Mas, afinal, a quem a Igreja deve servir: aos homens ou ao Evangelho? Quando Jesus falou da indissolubilidade do Matrimônio, foi categórico: "não separe o homem o que Deus uniu" (Mt 19, 6); a Igreja, fiel à palavra de Cristo, não pode simplesmente alterar esta doutrina ou anunciar realidade diferente desta. Como disse o Papa Bento XVI, em entrevista ao jornalista Peter Seewald, "o matrimônio contraído na fé é indissolúvel. É uma palavra que não pode ser manipulada: devemos mantê-la intacta, mesmo que contradiga os estilos de vida dominantes hoje"01.
Estes "estilos de vida dominantes" são impulsionados pela própria legislação civil, quando admite juridicamente o rompimento do vínculo conjugal. Os propugnadores do divórcio dizem ser esta uma questão do foro íntimo dos indivíduos, que devem ter reconhecido o seu direito a alterar o "contrato" do casamento. Aqui, sem entrar pormenorizadamente nas angústias e dificuldades específicas de cada relacionamento, prevalece, em maior parte, uma escolha egoística, hedonista. O casal é tentado a pensar em si, em seu conforto, em sua carreira, em seu ego ferido; do lado, porém, de tantos conflitos, estão os filhos, cuja dignidade se vê ameaçada pela decisão arbitrária de seus pais. De fato, não são poucas as crianças e adolescentes que veem seu desenvolvimento humano e afetivo comprometido pela separação e dissolução do casamento de seus pais.
Não menos dolorosa é a situação dos casais que vivem em segunda união. Bento XVI reconheceu tratar-se "dum problema pastoral espinhoso e complexo, uma verdadeira chaga02 do ambiente social contemporâneo que vai progressivamente corroendo os próprios ambientes católicos"03. Nesta dimensão, ao lado de recordar que o homem não pode separar o que Deus uniu, a Igreja acolhe a súplica de seus filhos e os convida a viver quotidianamente sua vocação, se não possível por meio da comunhão eucarística, pelo menos através da oração, da penitência e da educação cristã de seus filhos. Afinal, ao lado de lutar contra o erro e o pecado, a Igreja tem ciência de sua missão de anunciar o Evangelho e buscar a salvação de toda criatura.
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

A fé, fundamento de nossa existência

A coragem dos mártires e o destemor dos missionários são o maior exemplo de como a fé, longe de ser "o ópio do povo", é capaz de conferir à vida "um novo fundamento"

O autor da Carta aos Hebreus concebe a fé como "substância das coisas que se esperam; prova das coisas que não se veem" (11, 1). É uma definição que destoa muito das formulações modernas, tendentes a olhar para a fé como para um ato irracional, meramente subjetivo, fruto do sentimentalismo ou das instabilidades humanas – ou mesmo para um mero ato da vontade, sem alteração concreta em nossa vida ou transformação efetiva das realidades sociais.
Ao contrário, Santo Tomás de Aquino, confirmando as palavras da Escritura, explica que "o começo das coisas que esperamos está em nós pelo assentimento de fé, que encerra em sua substância todas as coisas esperadas. Esperamos, de fato, ser felizes pela visão imediata da verdade, à qual nós aderimos agora pela fé" (Summa Theologiae, II-IIae., q. 4, a. 1). O Papa Bento XVI, comentando este ensinamento do Doutor Angélico, afirma, em sua encíclica Spe Salvi, que "a fé não é só uma inclinação da pessoa para realidades que hão de vir, mas estão ainda totalmente ausentes; ela dá-nos algo".
A fé dá-nos algo. A esperança de fruir das coisas que não se veem "derrama-se" na história, diz o Papa. O maior exemplo disto é o testemunho de fidelidade dos mártires e a coragem incansável dos missionários, que não pouparam - e não poupam - esforços para atravessar grandes porções de terra e cumprir o mandato de Cristo: anunciar a Palavra a todos os povos (cf. Mt 28, 19). Eles são fortificados pela fé que não esmorece e pela esperança que não decepciona:a estrutura de suas vidas é completamente modificada pelo Evangelho, a ponto de, por ele, não temerem derramar seu próprio sangue ou renunciar a todos os confortos de uma vida abastada.
Neste sentido, a relação que se estabelece entre a esperança cristã e a nossa vida é precisamente o contrário do que pensava Karl Marx. Para este, a "superestrutura" – as ideias e princípios morais que regem a sociedade – seria apenas uma invenção para legitimar condições socioeconômicas injustas – o que ele chamou de "infraestrutura". Daqui a relativização da verdade - que seria concebida unicamente para enganar ou, para usar um termo marxista, "alienar" as pessoas - e a crítica à religião como sendo "o ópio do povo". Ao contrário, Bento XVI indica que, na vida dos cristãos, o alicerce é a fé e esta, por sua vez, modifica total e profundamente sua existência. "A fé confere à vida uma nova base, um novo fundamento, sobre o qual o homem pode se apoiar, e, consequentemente, o fundamento habitual, ou seja, a confiança na riqueza material, relativiza-se".
Para quem crê em Jesus e está incorporado na Igreja, o materialismo histórico não é só uma resposta insuficiente, mas também profundamente falsa. Se fosse verdadeiro, toda a história do Cristianismo, com seus apóstolos, mártires e santos, não faria sentido algum. E a nossa fé e esperança seriam vãs.
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A fé que torna Deus amigo do homem

A fé cristã não está somente baseada no serviço e no benefício, mas na sincera amizade com o Deus criador

Um dos testemunhos particularmente belos da história recente da Igreja foi a relação de amizade entre Bento XVI e João Paulo II. "Desde o início senti uma grande simpatia, e graças a Deus, sem eu merecer, o então Cardeal me doou desde o início a sua amizade", contou, Bento XVI, numa entrevista acerca de seu primeiro encontro com o então Cardeal Karol Wojtyla, durante o Conclave de 1978. Para o Papa Emérito, o cultivo da amizade é uma característica dos santos, "porque é uma das manifestações mais nobres do coração humano e tem em si algo de divino".
C.S. Lewis, autor das Crônicas de Nárnia, escreveu, certa vez, que a amizade nasce no exato momento em que uma pessoa diz para outra: "O quê! Você também? Pensei que fosse só eu". De fato, é uma relação de comunhão e identificação, na qual, para parafrasear Santo Tomás de Aquino, ambos aceitam e rejeitam as mesmas coisas. Com efeito, ensina a Sagrada Escritura, "um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro", (Cf. Eclo 6, 14).
Trata-se, portanto, de um dom. Por isso, é mais que um sentimento de afeição, pois impele a alma a se doar inteiramente e a se comprometer pelo amigo, mesmo que custe algo. Neste sentido, o cultivo da amizade é nada mais que uma das modalidades do "remar contra a maré" pregado pelo Papa Francisco, aos jovens da Jornada Mundial da Juventude. Ou seja, a caminhada contra a cultura do provisório, do descarte, que visa somente os interesses próprios e não o bem comum. Em última análise, o cultivo da amizade é uma forma de amar.
Por conseguinte, se cultivar a amizade significa amar, ela não pode ter outro fim que não a amizade com Deus. Assim como explicou Santo Tomás em algumas questões da Suma Teológica,"a caridade é a amizade do homem com Deus em primeiro lugar, e com os seres que a Ele pertencem" (Cf. II, q. 23, a.1). Diferente da heresia deísta, que prega um Deus alheio ao ser humano, que após a criação, o teria abandonado, privando-o de sua graça e assistência, o cristianismo vive de um Deus não somente Criador, mais providente, que vem ao encontro da humanidade, vive no meio dela, a redime e a convida para essa comunhão. O Deus que já não chama a sua criatura de servo, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas de amigo, "pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai" (Cf. João 15, 15).
Essa é a beleza do cristianismo e a novidade da Boa Nova. Com Cristo, a amizade se torna ainda mais nobre e divina, pois encaminha o ser humano para a comunhão com Deus, único lugar onde ele pode encontrar repouso e felicidade plena. Por isso, a fé cristã não está somente baseada no serviço e no benefício, mas na sincera amizade com o Deus Criador.
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

Ou o martírio ou o inferno

A fé dos cristãos colocada à prova: o perigo do respeito humano e do pensamento "politicamente correto".

Uma lição antiga, atribuída a La Rochefoucauld, diz que "a fraqueza se contrapõe mais à virtude do que ao vício". Era com esta frase que o Papa Pio XI respondia àqueles que o achavam muito severo, "de pulso muito firme"01. Em nosso tempo, em que a pusilanimidade parece ser a regra e tergiversar, mesmo em matérias de importância vital para a vida do homem e da Igreja, é conduta comum, nunca foi tão necessário falar da virtude da fortaleza.
Ao contrário do que se poderia pensar, corajoso e forte não é quem não tem medo. O medo faz parte da natureza humana e, dirigido às coisas certas, pode ser bastante vantajoso, inclusive para a vida espiritual. O temor do Senhor, que o autor sagrado diz ser "o princípio da sabedoria" (Pr 9, 10), é consequência direta do verdadeiro amor que devemos a Deus: se verdadeiramente O amamos, também tememos perder a sua amizade, a sua presença em nossa alma. Já que, como lembra Santo Afonso de Ligório, "a vida presente é uma guerra contínua com o inferno, na qual corremos, a cada instante, o perigo de perder a Deus", Ele nos concede a virtude da fortaleza, que ordena os nossos medos e nos ajuda a dizer "não" ao mal e ao pecado.
O que faz o "politicamente correto", por outro lado? Dirige o medo que deveria ter de ofender Jesus aos afetos humanos, teme antes a inimizade dos homens que a de Deus, transforma o "temor do Senhor" em "temor do mundo". Esta ética frívola condenada por tantos de nossos contemporâneos é análoga àquela atitude que os cristãos chamam de "respeito humano". O medo maior desta pessoa é perder o prestígio da opinião pública, dos seus fãs; ela é torturada a todo instante imaginando o que as pessoas vão pensar dela. Na hora do martírio, de entregar sua vida, ela "coloca a mão no arado" (Lc 9, 62) e desiste covardemente.
Não é surreal comparar a perseguição física que os cristãos experimentam em países sem liberdade religiosa com o "assassinato da personalidade" que muitos outros sofrem em ambientes da vida quotidiana. Como já tinha dito o Papa Bento XVI em sua visita ao Reino Unido02, "na nossa época, o preço que deve ser pago pela fidelidade ao Evangelho já não é ser enforcado, afogado e esquartejado, mas muitas vezes significa ser indicado como irrelevante, ridicularizado ou ser motivo de paródia".
Ainda assim, lembra o Santo Padre, "a Igreja não se pode eximir do dever de proclamar Cristo e o seu Evangelho como verdade salvífica, fonte da nossa felicidade última como indivíduos, e como fundamento de uma sociedade justa e humana". Mesmo que nos persigam, não podemos nos calar. Mesmo que nos ridicularizem, não podemos deixar de pregar com parresía, com franqueza e coragem. Em um mundo onde tantos advogam, ainda que de modo subliminar, uma cultura "politicamente correta", baseada em categorias humanas, somos chamados a outra retidão: àquela que tem sua base nas palavras de Cristo e no Magistério da Sua Igreja.
As ocasiões para testemunhar a fé são muitas e Deus sempre nos auxilia com Sua graça, para tomarmos a decisão correta. É verdade o que disse Orígenes: "O cristão, depois de uma tentação, ou sai idólatra ou sai mártir".
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

Ad perpetuam rei memoriam.

Para vergonha eterna da Diocese de Chapecó e de seu bispo, Dom Manoel João Francisco – atual Presidente do CONIC (eleito em uma reunião em que houve até pedido de perdão aos anglicanos pela ação dos leitores do Fratres), participante da pantomima das CEBs em Florianópolis e membro da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos (CETEL), que está revisando o Missal Romano!.. — publicamos a seguir o conteúdo do grupelho cismático e herético “Católicas pelo Direito de Decidir”, divulgado no site oficial da Diocese, mas retirado posteriormente do ar. Ao telefonar à Cúria Diocesana, um leitor recebeu como resposta: “abertura a formas diferentes de pensamento”.

CDD