domingo, 9 de dezembro de 2012

“O Estado ‘neutro’ acaba impondo a cultura secularista”, afirma cardeal Scola.


Vatican Insider
O Estado que tem a marca do “laicismo” francês, em vez de ser verdadeiramente “neutro”, acaba por “exercer um poder negativo em relação às demais identidades, sobretudo as religiosas, que se encontram nas sociedades civis e tende a marginalizá-las, quando não as expulsa, do âmbito público”.A afirmação foi feita pelo cardeal Angelo Scola, de Milão, no tradicional discurso à cidade que pronunciou na vigília da festa de Santo Ambrósio, que este ano abre as celebrações pelos 1700 anos do Edito de Constantino.

Scola recordou que o edito tem um significado histórico porque representa a ata de nascimento da liberdade religiosa e do estado laico. O cardeal também recordou a passagem fundamental do ConcílioVaticano II que, com a declaração Dignitatis Humanae, acrescentou a liberdade religiosa aos direitos inalienáveis da pessoa. Notou que, atualmente, o tema segue tendo muita atualidade: um recente estudo demonstra que entre 2000 e 2007 “foram 123 os países em que se verificou alguma forma de perseguição religiosa e, infelizmente, o número está em constante aumento”.

Ao falar sobre a relação entre a liberdade religiosa e a paz social, Scola indicou que, ao contrário do que se poderia pensar, os conflitos não diminuem, mas aumentam, quando o Estado reduz “as margens da diversidade religiosa”. De fato, quanto mais vínculos o Estado impõe, mais aumentam os contrastes religiosos, porque “impor ou proibir por lei práticas religiosas” provoca o aumento dos “ressentimentos e frustrações que depois se manifestam no cenário público como conflitos”.

A questão da relação entre a liberdade religiosa e a orientação do Estado foi o tema sobre o qual o cardeal refletiu mais profundamente. Scola recordou que a evolução dos Estados democrático-liberais mudou “o equilíbrio sobre o qual tradicionalmente se sustentava o poder político”. Com esta mudança, desapareceram algumas “estruturas antropológicas”, reconhecidas como “dimensões constitutivas da experiência religiosa”, como o nascimento, o matrimônio, a procriação, a educação, a morte. Foram se “absolutizando as políticas dos procedimentos de decisão que tendem a se autojustificar incondicionalmente”.

O cardeal explicou que “o pressuposto teórico” desta evolução nasceu com o modelo francês de “laicité” e se “baseia na ideia da indiferença, definida como “neutralidade”, das instituições estatais em relação ao fenômeno religioso”. Uma forma para favorecer, à primeira vista, a liberdade religiosa de todos, mas esta concepção “muito difundida na cultura jurídica e política europeia” acabou por se converter em “um modelo hostil em relação ao fenômeno religioso”. E hoje, acrescentou o arcebispo de Milão, “nas sociedades ocidentais, e sobretudo europeias, as divisões mais profundas são aquelas que há entre a cultura secularista e o fenômeno religioso, e não – como se pensa muitas vezes de maneira errada – entre os crentes de diferentes religiões”.

Ao não reconhecer este dado, “a justa e necessária aconfessionalidade do Estado acabou por dissimular, sob a ideia da ‘neutralidade’, o apoio do Estado a uma visão de mundo que se baseia na ideia secular e sem Deus”. O Estado fez sua uma cultura específica, a secular, que “através da legislação se converte na cultura dominante” e acaba por “exercer um poder negativo em relação às demais identidades, sobretudo as religiosas”.

“Sob a aparência da neutralidade e da objetividade das leis – explicou Scola – se sela e se difunde, pelo menos nos fatos, uma cultura fortemente conotada por uma visão secularizada de homem e de mundo, que não tem abertura para o transcendente”. Se é o Estado que faz sua esta visão, limita-se “inevitavelmente a liberdade religiosa”. Segundo o cardeal, é preciso questionar a aconfessionalidade do Estado, que não deve ser interpretada como “afastamento”. Ao contrário, deve “abrir espaços em que cada sujeito pessoal e social possa contribuir para a construção do bem comum”.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

Duplas lésbicas são agora “melhores” do que mães e pais?


Joseph Farah
Não demorará muito para que a revolução da perversão sexual receba muito mais aceitação.
Com Barack Obama firmemente estabelecido por mais quatro anos no governo americano e agora apoiando solidamente as pressões que querem impor o “casamento” homossexual, quero lhe dar um vislumbre do futuro.
Provavelmente, passou-lhe despercebido um acontecimento importante que foi anunciado no dia em que Obama foi eleito. Esse acontecimento foi o anúncio de que os “pais” homossexuais não são mais simplesmente tão bons quanto pais heterossexuais. Um estudo realizado por professores do Instituto Williams na Faculdade de Direito da Universidade da Califórnia em Los Angeles que seguiu o rastro de famílias de mesmo sexo por 26 revelou que esse é o caso.
O estudo, envolvendo 78 filhos de “pais” lésbicos revelou que todos os participantes estavam se saindo melhor na escola e estavam mais felizes com seus colegas. Eles também têm “mente mais aberta”, concluiu o estudo.
O único problema que qualquer participante encontrou, revelou o estudo, foi a tão chamada “homofobia” dentro de seu grupo social.
Com reportagens desse tipo, não demorará muito para as duplas homossexuais e lésbicas receberem preferência em processos de adoção em detrimento de casais no modelo tradicional de homem e mulher casados.
Aliás, se essa pesquisa for acurada e imparcial, o que não é, por que simplesmente não criar todas as crianças em lares lésbicos? Isso presumivelmente reduziria os índices de criminalidade, aumentaria o desempenho acadêmico e criaria a sociedade perfeita? Não?
Não.
Na verdade, o estudo é muito desonesto e tendencioso. É um crime que tenha sido autorizado e apoiado por uma universidade pública — onde no passado dei aulas de jornalismo.
Para começar, os participantes desse estudo usaram, como participantes clínicos, apenas duplas que permaneceram juntas por um mínimo de 28 anos. Como sabemos, a maioria dos casais heterossexuais e das duplas homossexuais não permanece unida por tanto tempo assim. De fato, apesar do horrendo índice de divórcio os casais heterossexuais e as duplas homossexuais e lésbicas tendem a não ter aproximadamente a mesma longevidade que os pais tradicionais.
Dupla gay com menino
Então há o problema dos padrões de medição. A vida consiste muito mais do que só desempenho acadêmico e “felicidade”. Será que os pais são inúteis? Será que os homens não contribuem nada de importante para a criação das crianças? Isso é exatamente o que esse estudo sugere.
Então há o grupo que conduziu o estudo. O que é o Instituto Williams? Em suas próprias palavras, é uma organização que faz “pesquisas independentes sobre leis e políticas públicas de orientação sexual e identidade de gênero”. Essa organização então espalha essa pesquisa para juízes, legisladores, elaboradores de políticas públicas, meios de comunicação e o público.
O Instituto Williams foi fundado em 2001 por um homem — Charles R. Williams. Quem é Williams? Ele é um empresário proeminente e bem-sucedido — e um ativista homossexual. Ele é membro da Comissão Consultiva Sociável da Fundação Gill. Ele “teve o reconhecimento de várias organizações e publicações LGBT. Em 2002, a Ordem dos Advogados Gays e Lésbicos o honrou com sua distinção de co-presidente, e a revista homossexual OUT o nomeou um de seus ‘100 mais importantes homossexuais fora do armário’ na edição de dezembro. Em outubro de 2003, o Centro Gay e Lésbico de Los Angeles o premiou com um cargo na sua junta diretora”.
Ele doou 2,5 milhões de dólares para lançar o instituto — a maior doação já dada a alguma instituição acadêmica em apoio de um programa acadêmico gay e lésbico em qualquer matéria de ensino. Desde então, ele deu ao instituto um total de 13 milhões de dólares.
É de admirar que esse estudo tenha produzido os resultados que seu fundador e o instituto estavam esperando achar?
Isso não é ciência. É política — pura e simplesmente.
E é desse jeito que a agenda homossexual está sendo promovida mediante os meios de comunicação, assembleias legislativas e tribunais. Esse é um exemplo da “ciência” fajuta por trás desse estudo.
Mas, marquem minhas palavras, estudos assim, independente de sua inutilidade e desonestidade, estão fazendo um impacto em nossa sociedade.
Não demorará muito e os tribunais e assembleias legislativas começarão a dar tratamento preferencial para homossexuais e lésbicas porque é um fato provado que eles são simplesmente pais melhores.
Você acha que algum esquerdista contestaria isso?
Você acha que Barack Obama contestaria isso?
Você acha que a esquerdista Assembleia Legislativa da Califórnia contestaria isso?
Você acha que algum jornalista fora do WND contestaria isso?
Essa é a decadência cada vez mais profunda em que se encontra a cultura dos EUA em 2012.
Traduzido por Julio Severo do artigo do WND: Lesbian parents now ‘better’ than moms, dads?

Empresa de cartão de crédito testa sistema de pagamento pelas digitais


Cartões de crédito em formatos tradicionais, feitos de plástico, parecem definitivamente ser coisa do passado. Os funcionários da Discover Financial Services Inc., uma empresa de cartões bastante conhecida nos EUA anunciou que já está em fase de teste a possibilidade de as pessoas pagarem as contas usando apenas as digitais.
Esse novo sistema de pagamento já pode ser visto em funcionamento na sede da empresa, num sistema desenvolvido em parceria com a empresa francesa de segurança biométrica Natural Security. O projeto que será posto a prova nos próximos três meses, já havia utilizado centenas de funcionários da Discover para testar novas tecnologias, incluindo várias opções de pagamento “sem contato”, usando para isso simplesmente o toque.
O pagamento pelas digitais será testado com cerca de 350 funcionários. Cada um deles teve suas digitais escaneadas e transformadas em um número que pode ser interpretado pela máquina. Os funcionários receberam também um chaveiro que contém um chip que registras as informações sobre a sua conta do cartão de crédito e de sua impressão digital.
As pessoas simplesmente vão até o restaurante da empresa e na hora de pagar colocam o dedo indicador em um leitor que busca o sinal emitido pelo chaveiro e concluem a transação comercial. Uma das possibilidades do sistema, no futuro, é usar as digitais para abrir e ligar carros.
Segundo a empresa Natural Security, que ajudou a desenvolver a tecnologia, o usuário precisará registrar as impressões digitais em seu banco, de quem receberá um cartão especial.
Na França, já foram realizados testes do sistema, com sucesso, nas cidades de Villeneuve d’Ascq e Angulema. Segundo seus criadores, a tecnologia pode ser aplicada no futuro para diminuir a necessidade de manuseio de cartões, o que oferece além da rapidez um benefício da segurança.
Troy Bernard, chefe global do departamento de pagamentos da Discover, disse que sua empresa está investindo em várias tecnologias de pagamento que usam a biometria, leitura de digitais e de retina, que não podem ser falsificadas. Traduzido de Chicago Tribune e End Time News with Prophecy.

STJD absolve time de futebol por uso de camisetas com dizeres religiosos


O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou na última sexta-feira (30) o time da Chapecoense que foi acusado de violar as regras internacionais do futebol. A ação foi movida porque os jogadores da reserva vestiram uma camisa com dizeres religiosos durante a partida que os levaria da Série C para a B do Campeonato Brasileiro.
A suposta violação foi cometida durante o jogo do dia 8 de novembro quando o time catarinense enfrentou o Luverdense na semifinal da Série C, na camiseta que os jogadores usaram para comemorar no final do jogo estava escrito “Deus é fiel, Série B 2013″ na frente e nas costas “Jesus ♥ Você”.
A International Football Association Board proíbe que os atletas exibam qualquer mensagem de cunho religioso dentro dos campos e por isso o time Chapecoense acabou sendo levado à justiça.
O advogado do clube defendeu dizendo que a atitude partiu dos jogadores e que portanto o time deveria ser absolvido. “A equipe da Chapecoense não era mandante e teve apenas uma ação para comemorar a conquista. Por ser um fato atípico e não ser o clube o responsável pela partida, a defesa vem pedir a absolvição do clube”.
O relator do processo Lucas Rocha acredita que de fato o regulamento foi ferido, mas que não houve gravidade no ato. O auditor Márcio Amaral acredita que os jogadores se afobaram e que de não fato não foi uma infração cometida pelo clube.
A decisão final do STJD absolveu a Chapecoense. As informações são Justiça Desportiva UOL.

Cem casais celebram neste domingo, no Rio, o maior casamento coletivo gay do país


Os noivos e as noivas terão direito a uma festa completa, com direito a troca de alianças, bolo e bem casado
Os noivos e as noivas terão direito a uma festa completa, com direito a troca de alianças, bolo e bem casado

Cem casais gays vão oficializar sua união estável a partir das 15h deste domingo (9) na maior cerimônia coletiva do Brasil, que acontece no TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). Pela primeira vez, o TJ incentivou publicamente seus servidores homossexuais a se unirem a seus companheiros, espalhando cartazes pelos ambientes públicos da instituição. A cerimônia, terceira realizada pelo governo estadual, será gratuita, e os noivos e as noivas terão direito a uma festa completa, com troca de alianças, bolo e bem casado.
Esta edição supera, em número de casais, seu próprio recorde: foram 50 trocas de alianças na segunda celebração, em julho deste ano. Para Cláudio Nascimento, coordenador do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, que organiza as cerimônias, esta "é mais uma oportunidade para que casais homoafetivos possam reafirmar seus direitos, estabelecendo suas uniões estáveis e dando continuidade aos avanços na área dos direitos civis da população LGBT".
Durante o processo de oficialização da união estável, os quatros Centros LGBT do Rio Sem Homofobia (Friburgo, Niterói, Caxias e capital) receberam os casais inscritos no programa para dar orientações jurídicas.
A união estável de casais homossexuais, reconhecida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em maio de 2011, dá a eles a oportunidade de compartilhar o sobrenome do cônjuge e o direito à partilha de bens em caso de separação e à sucessão em caso de falecimento. Além da importância das questões legais, o Rio Sem Homofobia destaca que o reconhecimento do Estado despertou nos casais o desejo de formar uma família. 
"Depois que nós começamos a fazer as cerimônias coletivas, muitos casais começaram a procurar a gente para saber como adotar e como converter a união estável em casamento civil. Eles se sentem cidadãos e percebem que podem, de fato, ter uma família", explica Márcia Vilella, coordenadora da cerimônia. "As pessoas estão se assumindo e querendo regularizar seus direitos". 

Casamento Civil

Há pouco mais de duas semanas, um casal de mulheres que havia oficializado sua união estável na primeira cerimônia coletiva do Rio sem Homofobia, em maio de 2011, conseguiu convertê-la em casamento civil.
A 2ª Vara de Família de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, emitiu a certidão de Cátia Cilene dos Santos e Ana Cristina Soares dos Santos, dois meses após elas entrarem com o processo. "Não tivemos dificuldade para conseguir a conversão. Isso se deve ao comprometimento da juíza, que entendeu a nossa situação e não tem preconceitos", disse Cátia.
Fonte: http://noticias.uol.com.br

sábado, 8 de dezembro de 2012

Eslováquia resiste e não retira auréolas dos Santos Cirilo e Metódio impressas nas moedas.



Resistindo a pressão da Comissão Europeia, o Banco Nacional da Eslováquia e a maioria da oposição a Eslováquia votou para que se mantenha o desenho original da moeda comemorativa da evangelização da Grande Morávia pelos dois irmãos e santos Cirilo e Metódio, grandes evangelizadores e construtores da cultura dos países eslavos.


Em 2013 a Eslováquia celebrará um grande jubileu pelo 1150º aniversário do início da missão na Grande Morávia dos santos e irmãos, Cirilo e Metódio.

Por esta razão, em maio de 2012, o Banco Nacional Eslovaco (NBS), anunciou um concurso público para o desenho da moeda comemorativa de 2 euros. Um total de 22 desenhos de 13 artistas foram admitidos e o resultado foi divulgado em junho pelo Comitê de Governo do NBS para a avaliação dos desenhos de moedas do euro da Eslováquia.

O primeiro prêmio foi dado a Miroslav Hric. Seu desenho representa os dois santos e entre ambos, em primeiro plano, uma dupla cruz–símbolo da Eslováquia–, que representa a importância de sua missão, que ajudou a assegurar a plena soberania e legitimidade da região da Grande Morávia como o primeiro Estado eslavo no centro da Europa.

A figura de São Cirilo levando um livro simboliza a educação e a Fé, enquanto que São Metódio aparece junto a uma igreja que simboliza a Fé e a Cristandade institucional.

Entretanto, o desenho original estava por ser modificado retirando as auréolas de santidade de suas cabeças e as cruzes de suas túnicas porque a Comissão Europeia e “alguns países” pediram à Eslováquia “eliminar alguns símbolos da moeda para cumprir com o princípio de neutralidade religiosa”.

Ao tomar conhecimento desta censura a Conferência Episcopal de Eslováquia emitiu um comunicado no qual não hesitou em utilizar a palavra “vergonha”: “a renúncia dos atributos chave relacionados conceitualmente com os santos Cirilo e Metódio, demonstra a falta de respeito pela tradição cristã da Europa”, comentou indignado o padre Jozef Kovaczik, porta-voz da Igreja na Eslováquia.

O comunicado acrescentou que a Igreja nesse país europeu ficou sabendo da retirada dos dois símbolos cristãos das moedas de 2 euros através dos meios de comunicação.

“Em 1988, antes da ‘Revolução de Veludo’, os fiéis da Eslováquia arriscaram suas vidas, pregando a doutrina dos dois santos. Realmente vivemos em um estado de direito, ou em um sistema totalitário, que nos dita que atributos podemos utilizar”, afirmava o sacerdote asseverando que a Eslováquia é um país católico.

Os santos Cirilo e Metódio são os evangelizadores do mundo eslavo e são além disso considerados “isoapóstolos” pelos cristãos ortodoxos. O Beato João Paulo II os nomeou Co-Padroeiros da Europa em 1980. Foram também sinal visível da união de toda a Igreja, Oriente e Ocidente.

Os santos inventaram o alfabeto glagolítico (cirílico) para traduzir a Bíblia e convertê-la em um grande meio de evangelização. É por São Cirilo que o alfabeto que usam algumas línguas eslavas, tem este nome.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

Identidade e pluralismo: a missão da PUC. Fala-nos Dom Odílo Scherer.




Identidade e pluralismo: a missão da PUC-
Folha SP – 7/12/12
Dom Odilo Pedro Scherer- cardeal Arcebispo de São Paulo
Não dissimulo o empenho para ressaltar a identidade católica da PUC. O mundo parece esquecer Deus, mas vida e dignidade da mulher são valores inegociáveis
A Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP) esteve em evidência na imprensa nos últimos dias, em função da recente nomeação da professora Anna Maria Marques Cintra como reitora da instituição. Quero, pois, esclarecer o papel e a preocupação da Igreja Católica, presente na gestão de uma universidade.
Antes, porém, reitero que a nomeação está de acordo com a norma da universidade. Escolhi a reitora entre os candidatos da lista tríplice organizada e encaminhada a mim pelo Conselho Superior da Universidade, como estabelece o estatuto da PUC-SP.
Há quem considere que a PUC-SP cumpriria melhor o seu papel sendo uma universidade laica, desvinculada da Igreja. Isso, porém, não seria coerente com a natureza de nossa universidade católica que, além de tudo, também é “pontifícia”.
Não cabem equívocos, nesse sentido, e não dissimulo meu empenho para evidenciar e fortalecer na PUC-SP a sua identidade católica.
Assim fazendo, não busco simplesmente que ela esteja alinhada com os valores cristãos, mas que dê sua contribuição específica, como instituição católica, à sociedade paulista e brasileira.
Uma universidade católica não existe apenas para defender a Igreja. O seu fim primário é oserviço à verdade e ao bem do homem. E para nós, católicos, esse afã não coloca em risco a nossa fé: na visão cristã, é plenamente harmônica a relação entre fé e razão.
“Religião do logos, o cristianismo não relega a fé para o âmbito do irracional, mas atribui a origem e o sentido da realidade à única razão criadora”, afirma Bento 16.
A unidade entre fé e razão é um elemento essencial do pensamento cristão, que não está fechado em si mesmo. A fé, ao contrário de ser limite, é luz, que amplia a visão e as perspectivas para uma análise serena e positiva dos acontecimentos sociais e para uma compreensão mais profunda do mundo e do fenômeno humano.
Para um pesquisador cristão, a coerência com a sua fé não o faz sobrepor ao seu trabalho critérios alheios à ciência; sua própria fé leva-o ao amor à verdade e ao respeito pela dignidade da pessoa humana.
Num contexto relativista, como o atual, uma universidade católica contribui para mostrar que há valores inegociáveis, como a busca da verdade, o valor da vida humana em todas as suas etapas e a dignidade da mulher.
A universidade católica, diz ainda o papa, está chamada “a não limitar a aprendizagem à funcionalidade de um êxito econômico, mas a ampliar a sua ação em vista de projetos em que o dom da inteligência investiga e desenvolve as dádivas do mundo criado, superando uma visão apenas produtivista e utilitarista da existência”.
Essa especial missão não a faz ser superior às outras universidades, mas deve levá-la a uma atitude de serviço, de diálogo e de abertura às outras instituições educativas, num autêntico espírito universitário.
Reconheço que, no meio acadêmico contemporâneo, a maneira cristã de ver o mundo e o ser humano não é compartilhada por todos. No entanto, isso não desqualifica a sua contribuição para a pluralidade da cultura; antes, explicita ainda mais a sua relevância para a construção de uma sociedade aberta, na qual possa haver um confronto entre dados de fato e valores.
Karl Popper observa que uma sociedade aberta necessita de valores, que ela própria não está em condições de produzir para si mas, muitas vezes, vai buscar no cristianismo.
Por isso, mesmo, num mundo que parece esquecer-se de Deus, uma universidade católica tem uma importante função social, também como contribuição para o pluralismo e a liberdade de pensamento. E isso não parece irrelevante para o convívio democrático!
CARDEAL DOM ODILO PEDRO SCHERER, 63, doutor em teologia pela Universidade Gregoriana (Roma), é arcebispo de São Paulo.

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

Líder dos padres austríacos do grupo “Apelo à desobediência”, é disciplinado pela Igreja.


Religión Digital

O Vaticano informou  que retirou do padre Helmut Schüller (foto) o direito de usar o título de monsenhor. Schüller, que continuará exercendo o sacerdócio, havia liderado uma campanha de desobediência para desafiar abertamente a Igreja católica a respeito do celibato e do “sacerdócio”feminino
Schüller, o antigo braço direito do arcebispo de Viena, o cardeal Christoph Schönborn, tinha recebido o título honorífico por seu trabalho como responsável máximo da Cáritas, a organização caritativa daIgreja, na Áustria. 

Schüller é o líder do grupo“Apelo à desobediência”.


O grupo quer que sejam mudadas as leis da Igreja, para que os sacerdotes possam casar e as mulheres possam ser ordenadas sacerdotisas. Seus partidários dizem que romperão com as leis da Igreja, dando comunhão para protestantes e católicos divorciados que voltaram a contrair matrimônio.

Schüller declarou à imprensa austríaca que a decisão do Vaticano não atingiu seus princípios.

Durante décadas, os católicos “reformistas” austríacos vêm desafiando as políticas de Bento XVI e de seu predecessor João Paulo II, criando movimentos de protesto.

Schüller vem se encontrado com clérigos afins na Áustria e no exterior, desde que fundou o grupo de “Apelo à desobediência”.
Igreja católica não permite que os sacerdotes contraiam matrimônio e ensina que não existe autoridade para permitir que mulheres se tornem sacerdotisas, pois Jesus só escolheu homens como seus apóstolos, por vontade própria, quando instituiu o sacerdócio na Última Ceia.
Na semana passada, o Vaticano realizou ações disciplinares contra outro sacerdote que defendia a ordenação de mulheres. O padre Ray Bourgeois, um estadunidense da ordem religiosa de MaryKnoll, foi expulso do sacerdócio e da ordem pela Congregação para a Doutrina da Fé.

No ano passado, Bourgeois, que foi sacerdote durante 40 anos, participou do grupo de ativistas católicos, que foi detido pela polícia italiana após tentar entregar um requerimento, no Vaticano, para que o sacerdócio feminino fosse autorizado.

Bento XVI
, que antes de ser eleito Papa, em 2005, foi por décadas o responsável doutrinal do Vaticano, em abril, denunciou diretamente os sacerdotes dissidentes, acenando que esse não era o caminhocorreto para a renovação da Igreja.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

Átrio dos gentios. Despertar a busca de Deus nos agnósticos e ateus.




Sandro MagisterChiesa.

Quando na vigília de Natal, em 2009, Bento XVI lançou a ideia do Átrio dos Gentios, disse imediatamente qual era a sua finalidade: manter desperta a busca de Deus entre agnósticos e ateus, como o “primeiro passo” para a sua evangelização.

Porém, o Papa não estabeleceu as formas de realizar isto. Confiou o andamento nesta direção ao presidente doPontifício Conselho da Cultura, o arcebispo e depois cardeal Gianfranco Ravasi, valioso e experimentado criador de acontecimentos culturais.

Ravasi iniciou com a organização de um encontro em Paris, nos dias 24 e 25 de março de 2010, que teve um notável impacto. O próprio Bento XVI participou dele por meio de uma mensagem de vídeo dirigida aos jovens reunidos na explanada de Notre Dame. 

Contudo, nas reuniões seguintes o Papa permaneceu em silêncio. O Átrio dos Gentios seguiu , em diferentes países, numa crescente que culminou, nos dias 5 e 6 de outubro deste ano, em Assis, com um elenco de participantes recorde, começando pelo presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, agnóstico de formação marxista.

Entretanto, em paralelo a esse crescimento, houve uma diminuição de interesse geral e nos meios de comunicação. Uma diminuição compreensível. O fato de que alguns não crentes tenham tomado a palavra, num ato promovido pela Santa Sé, já não era notícia. E não era notícia nem sequer o fato de que cada um expôs sua visão de mundo, por outra parte já conhecida, como em outros, como uma espécie de “quadros de uma exposição”.

Apesar da parte sugestiva em cada um dos acontecimentos e da admiração que suscitavam entre os participantes, oÁtrio dos Gentios corria o risco de não produzir nada de novo e significativo no campo da evangelização.

De fato, se houve alguma novidade em seu último encontro, que aconteceu nos dias 16 e 17 de novembro, em Portugal, esta veio de fora e do alto. Pela primeira vez na história do Átrio dos Gentios– além do caso especial de Paris -,Bento XVI enviou uma mensagem pessoal aos participantes. Uma mensagem em que quis reconduzir a iniciativa para a sua finalidade original: a de falar de Deus a quem está distante, despertando as perguntas que aproximam Dele, “ao menos como Desconhecido”.

Na mensagem, claramente escrita de seu punho e letra, Bento XVI se inspirou no tema principal doÁtrio dos Gentiosportuguês: “a aspiração comum de afirmar o valor da vida humana”. Em seguida, argumentou que a vida de toda pessoa, ainda mais se é amada, não pode deixar de “colocar Deus em questão”.

Prosseguindo, diz: “O valor da vida apenas se torna evidente se Deus existe. Por isso, seria bonito se os nãos crentes quisessem viver ‘como se Deus existisse’. Embora não tenham a força para crer, deveriam viver baseados nesta hipótese; caso contrário, o mundo não funciona. Há tantos problemas que precisam ser resolvidos, mas que nunca serão resolvidos totalmente, se Deus não for colocado no centro, caso Deus não se torne, novamente, visível no mundo e determinante em nossa vida”.

Na conclusão, Bento XVI citou uma linha da mensagem dirigida pelo Concílio Vaticano II aos pensadores e cientistas: “Felizes os que, possuindo a verdade, procuram-na ainda mais, a fim de renová-la, aprofundar-se nela e oferecê-la aos demais”. E acrescentou lapidamente: “São estes o espírito e a razão de ser do Átrio dos Gentios”.

O indubitável alinhamento cunhado ao Átrio dos Gentios, por Bento XVI, com esta mensagem, não foi ressaltado pelos meios de comunicação, nem sequer pelos católicos e mais atentos.

Contudo, o cardeal Ravasi, sem dúvida alguma, registrou e subscreveu. Nota-se isto pelo balanço doÁtrio português, publicado no “L’Osservatore Romano”, no dia 23 de novembro.

“Em Guimarães, o público expôs uma questão: a sacralidade da vida pressupõe algo que não transcende. Como podemos conhecer Deus? Ou seja, tocou-se no objetivo pelo qual o Átrio dos Gentios foi pensado: o de expressar a inquietude em relação a Deus. Tema amplo e complexo sobre o qual, disse o cardeal Ravasi, o Átrio dos Gentios retomará de maneira mais profunda nos próximos encontros”. Esta volta poderá ser verificada nos próximos encontros.

Por sua vez, no “L’Osservatore Romano”, Ravasi deu início a uma série de artigos sobre o encontro/desencontro entre a fé e a incredulidade na cultura contemporânea, como uma contribuição ao Ano da Fé, convocado pelo Papa.

No primeiro destes artigos, no dia 28 de novembro, o cardeal tornou manifesto seu excepcional domínio da literatura, das artes e das ciências, com um exuberante floreio de autores citados. Em ordem: Aleksandr BlokFranz KafkaEmil CioranJean CocteauRudolf BultmannBlaise PascalJan DobraczynskiRobert MusilLudwig WittgensteinLuis de LeónDavid HumeAnatole FranceJean-Paul SartreSimone de BeauvoirAlberto MoraviaAugusto Del NoceJacques PrévertEugenio MontaleJohann Wolfgang Von Goethe

Uma vintena de autores, em média, por página de jornal, quase todos eles não crentes, embora todos tenham se revelado “vulneráveis” às perguntas sobre Deus.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

Mãe italiana celebra doze anos do seu “milagre” de Natal


Maximiliano junto a seus pais
Roma, 07 Dez. 12 / 10:53 am (ACI).- No Natal do ano 2000, a italiana Lucrecia Tresoldi recebeu um milagre: seu filho Maximiliano despertou do estado de inconsciência no qual esteve por quase dez anos após sofrer um acidente automobilístico.

“Max” tinha apenas 20 anos quando ficou paralisado como “um tronco morto sem possibilidade alguma de recuperação”, tal como os médicos o diagnosticaram em 15 de agosto de 1991, após um terrível acidente de automóvel.

No 28 de dezembro de 2000 Lucrecia Tresoldi deitou o Max como o fazia a cada noite desde que saiu do hospital e nesta ocasião, não tomou sua mão para lhe fazer o sinal da cruz, sentia-se deprimida e sem forças. “Já não posso mais, não quero rezar nem nada”, disse ao filho.

Não obstante, como explica Lucrecia “o sinal da cruz foi realmente sua salvação”. Naquele exato momento Max tirou forças para consolar sua mãe, elevou a mão e fez ele mesmo o sinal da cruz. Depois, abraçou-a.

Para a Lucrecia foi o melhor presente de Natal de toda a sua vida. A partir desse momento, Max começou a exteriorizar seus sentimentos e emoções. Em declarações ao grupo ACI, Max afirmou que ele “sempre esteve contente apesar de sua paralisia”.

Lucrecia assinalou que a primeira palavra que disse Max foi “eu sou feliz, estou contente de estar com vocês”. Logo depois o rapaz, disse que era consciente de tudo quando não tinha forças para expressar-se, e inclusive sabia a equivalência da lira italiana ao euro.

A mãe de Max está segura de que Deus tinha um projeto para seu filho: recordar ao mundo que as pessoas com deficiência têm direito a uma vida digna, são fonte de vida e devem ser amadas e respeitadas.

Maximiliano nasceu no dia 8 de setembro –festa da Natividade da Virgem–, e o incidente foi 15 de agosto, dia da Assunção de Maria. Para Lucrecia o primeiro milagre que Deus realizou nela, foi aceitar rapidamente o que estava acontecendo e pôr seu filho nas mãos do Senhor.

“O dia do acidente eu disse à Virgem: ‘no dia 15 de agosto meu filho estava em suas mãos, vós o fizeste o nascer no 8 de setembro apesar de que deveria ter nascido um mês depois, e não sei que projetos fizeste para este seu filho, mas eu o deixo nas suas mãos. Só dai-me forças para ir em frente e aceitar tudo isto’”.

Lucrecia explica que sempre foi uma mulher muito frágil, mas a fé é o primeiro que a sustentou assim copmo a união da sua família. Quando o acidente ocorreu, “disse aos meus familiares ‘somos uma família e temos que trabalhar todos unidos”. E assim também se uniram amigos e voluntários, e formamos um grande grupo”. “Hoje são eles os que nos agradecem pela experiência”, disse a mãe italiana referindo-se às pessoas que se aproximaram dela e de sua família para ajudá-los.

“Alguns deles já se casaram, têm família e  me dizem: ‘o que aprendemos na sua casa é realmente vida que hoje nos permite caminhar adiante com nossos filhos e não ter medo de nada”.

“Por isso esta é a força que temos que dar a todas as famílias que vivem este drama tão horrível: “dizer-lhes ‘não tenham medo’”, animou Lucrecia.

Agora a mãe do Max o explica tudo em seu livro: “E adesso vado al Max”. A obra foi coescrita com ajuda dos jornalistas italianos Lucia Bellaspiga e Pino Ciociola. O livro ganhou o prêmio literário Mulher é Vida 2012 e Max recebeu outro galardão por seu testemunho: uma escultura em cerâmica do artista Gianni Celano Giannici que representa essa mesma mão que depois de 10 anos de estado vegetativo se moveu para fazer o signo da cruz.

“Este livro explica precisamente que a vida de uma pessoa, seja qual for o seu estado, é sempre uma vida e que deve ser enfrentada. É verdade que é difícil de enfrentá-lo, porque ter um filho totalmente perfeito, e depois deparar-se com um filho totalmente diferente daquele que saiu de casa, não é fácil. Mas a partir do momento em que se percebe que a vida deve seguir e se aceita o fato, chega a beleza, a força, a esperança…”, conclui Lucrecia.

Agora, Max também é capaz de escrever e o demonstrou inclusive diante doPapa Bento XVI. No dia 2 de junho deste ano teve um encontro com ele em Milão e entregou-lhe o livro autografado e com uma dedicatória. 

O Papa: Relativismo e violência são produto do esquecimento de Deus


VATICANO, 07 Dez. 12 / 02:23 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em audiência com os membros da Comissão Teológica Internacional, o Papa Bento XVI explicou que o esquecimento de Deus na sociedade atual leva a uma forma de relativismo que, indevidamente, gera violência. Esta, ao contrário do que afirmam alguns, não deve ser atribuida às religiões monoteístas.

O Pontífice assinalou que “hoje, este mesmo sentido sobrenatural da fé dos crentes leva a reagir com vigor também contra o preconceito segundo o qual as religiões, e em particular as religiões monoteístas, seriam intrinsecamente portadores de violência, sobretudo por causa do argumento de que elas têm a pretensão da existência de uma verdade universal".

"Alguns acreditam que apenas o “politeísmo de valores” garantiria a tolerância e a paz civil seria conforme o espírito de uma sociedade democrática pluralista. Nesta direção, o vosso estudo sobre o tema “Deus Trino, unidade dos homens. Cristianismo e monoteísmo” é de viva atualidade. Por um lado, é essencial lembrar que a fé no Deus único, Criador do céu e da terra, atende às exigências racionais da reflexão metafísica, a qual não é enfraquecida, mas reforçada e aprofundada na Revelação do Mistério de Deus-Trino".

O Papa explicou que "é necessário salientar a forma que a Revelação definitiva do mistério do único Deus toma na vida e morte de Jesus Cristo, que vai ao encontro da Cruz como “cordeiro conduzido ao matadouro” (Is 53,7). O Senhor dá testemunho a uma rejeição radical de cada forma de ódio e violência em favor do primado absoluto da ágape".

"Se, portanto, na história, houve ou há formas de violência feita em nome de Deus, estas não são atribuídas ao monoteísmo, mas às causas históricas, principalmente aos erros dos homens. Pelo contrário, é o próprio esquecimento de Deus que imerge as sociedades humanas em uma forma de relativismo, que gera inevitavelmente a violência".

Bento XVI ressaltou que "quando se nega a possibilidade para todos de referir-se a uma verdade objetiva, o diálogo transforma-se impossível e a violência, declarada ou oculta, torna-se a regra dos relacionamentos humanos. Sem a abertura ao transcendente, que permite encontrar as respostas às perguntas sobre o sentido da vida e sobre a maneira de viver de modo moral, sem esta abertura o homem torna-se incapaz de agir segundo a justiça e de empenhar-se pela paz".

O Santo Padre manifestou apreço pela mensagem da Comissão Teológica Internacional por ocasião do Ano da Fé que "ilustra bem o modo específico no qual os teólogos, servindo fielmente à verdade da fé, podem participar do esforço evangelizador da Igreja".

Essa mensagem retoma as questões do documento "A teologia hoje. Perspectivas, princípios e critérios”, publicado no início deste ano. Tomando nota da vitalidade e da variedade da teologia depois do Concílio Vaticano II, este documento pretende apresentar, por assim dizer, o código genético da teologia católica, isso é, princípios que definem a sua própria identidade e, por consequência, garantem a sua unidade na diversidade das suas realizações".

"Em um contexto cultural em que alguns são tentados ou a privar a teologia de um estatuto acadêmico, por causa de sua ligação intrínseca com a fé, ou de prescindir da dimensão crente e confessional da teologia, com o risco de confundi-la e de reduzi-la às ciências religiosas, o vosso documento recorda oportunamente que a teologia é inseparavelmente confessional e racional e que a sua presença dentro da instituição universitária garante, ou deveria garantir, uma visão ampla e integral da própria razão humana".

O Papa assinalou que, entre os critérios da teologia católica, o documento menciona a atenção que os teólogos devem prestar ao "sensus fidelium".
"O Concílio Vaticano II, enfatizando o papel específico e insubstituível que cabe ao Magistério, salientou, no entanto, que todo o Povo de Deus participa na função profética de Cristo, realizando assim o desejo inspirado, expresso por Moisés: “Prouvera a Deus que todo o povo do Senhor profetizasse, e que o Senhor lhe desse o seu espírito!”", disse o Santo Padre.

"Este dom, o sensus fidei, constitui no crente uma espécie de instinto sobrenatural, que tem uma conaturalidade vital com o mesmo objeto da fé. Observamos que propriamente os simples fiéis carregam em si esta certeza, esta segurança do sentido da fé. O sensus fidei é um critério para discernir se uma verdade pertence ou não ao depósito vivo da tradição apostólica".

"Para este efeito, o texto esclarece os critérios para uma teologia autenticamente católica e, portanto, capaz de contribuir com a missão da Igreja, com o anúncio do Evangelho a todos os homens. Em um contexto cultural em que alguns são tentados ou a privar a teologia de um estatuto acadêmico, por causa de sua ligação intrínseca com a fé, ou de prescindir da dimensão crente e confessional da teologia, com o risco de confundi-la e de reduzi-la às ciências religiosas, o vosso documento recorda oportunamente que a teologia é inseparavelmente confessional e racional e que a sua presença dentro da instituição universitária garante, ou deveria garantir, uma visão ampla e integral da própria razão humana".

O Papa ressaltou ademais que "Se o fracasso do relacionamento dos homens com Deus traz em si um desequilíbrio profundo nas relações entre os próprios homens, a reconciliação com Deus, feita pela Cruz de Cristo, “nossa paz” (Ef 2,14), é a fonte fundamental da unidade e da fraternidade”.

“Nesta perspectiva, coloca-se também a vossa reflexão sobre o terceiro tema, aquele da doutrina social da Igreja no contexto da doutrina da fé. Essa confirma que a doutrina social não é uma adição extrínseca, mas, sem esquecer a contribuição de uma filosofia social, recebe os seus princípios básicos nas próprias fontes da fé”.

“Tal doutrina procura tornar efetivo, na grande diversidade das situações sociais, o mandamento novo que o Senhor Jesus nos deixou: “Como eu vos amei, assim amais também vós uns aos outros”".

“Rezemos à Virgem Imaculada, modelo de quem escuta e medita a Palavra de Deus, que vós recebais a graça de servir sempre alegremente a inteligência da fé em favor de toda a Igreja. Renovando a expressão da minha profunda gratidão pelo vosso serviço eclesial, asseguro-vos a minha constante proximidade na oração e concedo de coração a todos vós a Benção Apostólica", concluiu o Pontífice.

Sociedade atual é mais pecadora que anteriores, afirma exorcista



Padre José Antonio Fortea
MADRI, 07 Dez. 12 / 10:47 am (ACI/EWTN Noticias).- O Pe. Antonio Fortea, exorcista espanhol e autor de livros como a Summa Daemoniaca, advertiu que estamos vivendo “o crepúsculo da sociedade cristã” e o raiar de uma mais maligna e mais afastada de Deus, pois os homens de hoje são mais pecadores que no passado.

“Os Santos que nos advertiram do pecado na Idade Média, nos séculos posteriores, no século XIX, teriam ficado desolados ante o panorama atual. Sempre houve pecado, mas nem sempre houve a mesma quantidade de pecado”, expressou o sacerdote em declarações ao grupo ACI.

Pe. Fortea assinalou que isto é a consequência de ter deixado Deus de lado e deixar-se convencer “que a vida sob a Igreja nos séculos passados, foram pouco pior que um inferno”.

“A vida nos séculos passados não foi idília, pelo menos não sempre. Mas agora somos iguais aos nossos antepassados, mas sem Deus. Temos as mesmas debilidades, mas agora carecemos da ajuda dos sacramentos, das predicações, da fé. Vemos o resultado disto diariamente”, indicou.

 “A Mãe de Jesus mostoru a uns pobres pastorinhos uma visão do inferno, isso aconteceu na Fátima.
A pastorinha mais velha manifestou que só puderam resistir essa visão, porque a Virgem lhes disse que eles não iriam para lá”, recordou.

O Pe. Fortea advertiu que esta visão “não foi para essas crianças bondosas”, mas para o século XX. Entretanto, cem anos depois destas visões “os males se acrescentaram, multiplicaram e intensificaram. Quantas novas perversões germinaram na Cidade dos Homens”.

O exorcista advertiu que “se os homens não mudarem nem sequer ao ver o inferno, compreendendo-o, sendo capazes de espionar o que se sente lá, então não resta mais solução que uma purificação decretada do alto. Não é isto acaso a mensagem da Fátima? Não é isto acaso a mensagem da Palavra de Deus?”.

O Pe. Fortea disse que embora tenha escrito seu livro Summa Demoniaca pensando nos exorcistas, este tem sido lido por religiosos, leigos e fiéis de outras confissões, “provavelmente já (alcançou) mais de cem mil pessoas em todo o planeta”.

“Não estava nos meus planos, mas nos de Deus. Que assim seja. Que os filhos de Deus possam inundar seus intelectos no fogo do ódio a Deus durante sua leitura, para que assim evitem ser lançados lá com sua alma depois da morte. Melhor conhecer esse ódio a Deus só com o intelecto, para que nossa vontade se refugie correndo no amor a Deus”, expressou.