terça-feira, 3 de abril de 2012

Polônia consagra maior imagem de Jesus Cristo do mundo.


Milhares de fiéis e religiosos poloneses assistiram em Swiebodzin, à consagração da maior estátua de Jesus Cristo do mundo.
O monumento supera os 52 metros de altura e foi doado pelos 21 mil habitantes da cidade. “O monumento é um sinal visível da fé em Cristo”, disse o bispo Stefan Regmunt um dos consagrantes.
A estátua ‒ mais alta que o Cristo Redentor do Rio de Janeiro ‒ pode ser vista desde a rodovia Varsóvia – Berlim e a vários quilômetros de distância.

Como viver o Sábado Santo?

- "Durante o Sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição (Circ 73).

No dia do silêncio: a comunidade cristã vela junto ao sepulcro. Calam os sinos e os instrumentos. É ensaiado o aleluia, mas em voz baixa. É o dia para aprofundar. Para contemplar. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.

A Cruz continua entronizada desde o dia anterior. Central, iluminada, com um pano vermelho com o louro da vitória. Deus morreu. Quis vencer com sua própria dor o mal da humanidade. É o dia da ausência. O Esposo nos foi arrebatado. Dia de dor, de repouso, de esperança, de solidão. O próprio Cristo está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado. Depois de seu último grito da cruz "por que me abandonaste?", agora ele cala no sepulcro. Descansa: "consummantum est", "tudo está consumado". Mas este silêncio pode ser chamado de plenitude da palavra. O assombro é eloqüente. "Fulget crucis mysterium", "resplandece o mistério da Cruz".

O Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. Se a fé, ungida de esperança, não visse no horizonte último desta realidade, cairíamos no desalento: "nós o experimentávamos… ", diziam os discípulos de Emaús.

É um dia de meditação e silêncio. Algo pareceido à cena que nos descreve o livro de Jó, quando os amigos que foram visitá-lo, ao ver o seu estado, ficaram mudos, atônitos frente à sua imensa dor: "Sentaram-se no chão ao lado dele, sete dias e sete noites, sem dizer-lhe uma palavra, vendo como era atroz seu sofrimento" (Jó. 2, 13).

Ou seja, não é um dia vazio em que "não acontece nada". Nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, como sua Mãe Maria, está a Igreja, a esposa. Calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal. Entre a morte da Sexta-feira e a ressurreição do Domingo nos detemos no sepulcro. Um dia ponte, mas com personalidade. São três aspectos -não tanto momentos cronológicos- de um mesmo e único mistério, o mesmo da

Páscoa de Jesus: morto, sepultado, ressuscitado:
"...se despojou de sua posição e tomou a condição de escravo…se rebaixou até se submeter inclusive à morte, quer dizer, conhecesse o estado de morte, o estado de separação entre sua alma e seu corpo, durante o tempo compreendido entre o momento em que Ele expirou na cruz e o momento em que ressuscitou. Este estado de Cristo morto é o mistério do sepulcro e da descida à mansão dos mortos. É o mistério do Sábado Santo em que Cristo depositado na tumba manifesta o grande repouso sabático de Deus depois de realizar a salvação dos homens, que estabelece na paz o universo inteiro".

Vigília Pascal

A celebração é no sábado à noite, é uma Vigília em honra ao Senhor, segundo uma antiqüíssima tradição, (Ex. 12, 42), de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (Lc. 12, 35 ss), tenham acesas as lâmpadas como os que aguardam a seu Senhor quando chega, para que, ao chegar, os encontre em vigília e os faça sentar em sua mesa.

A Vigília Pascal se desenvolve na seguinte ordem:

• Breve Lucernário:
Abençõa-se o fogo. Prepara-se o círio no qual o sacerdote com uma punção traça uma cruz. Depois marca na parte superior a letra Alfa e na inferior Ômega, entre os braços da cruz marca as cifras do anos em curso. A continuação se anuncia o Pregão Pascal.

• Liturgia da Palavra;
Nela a Igreja confiada na Palavra e na promessa do Senhor, media as maravilhas que desde os inícios Deus realizou com seu povo.

• Liturgia Batismal
São chamados os catecúmenos, que são apresentados ao povo por seus padrinhos: se são crianças serão levados por seus pais e padrinhos. Faz-se a renovação dos compromissos batismais.

• Liturgia Eucarística
Ao se aproximar o dia da Ressurreição, a Igreja é convidada a participar do banquete eucarístico, que por sua Morte Ressurreição, o Senhor preparou para seu povo. Nele participam pelas primeira vez os neófitos.

Toda a celebração da Vigília Pascal é realizada durante a noite, de tal maneira que não se deva começar antes de anoitecer, ou se termine a aurora do Domingo.

A missa ainda que se celebre antes da meia noite, é a Missa Pascal do Domingo da Ressurreição. Os que participam desta missa, podem voltar a comungar na segunda Missa de Páscoa.

O sacerdote e os ministros se revestem de branco para a Missa. Preparam-se os velas para todos os que participem da Vigília.

A Semana Santa: simbolos e significado:

- A Igreja propõe aos cristãos os sagrados mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus, tornado Homem, para no martírio da Cruz e na vitória sobre a morte, oferecer a todos os homens a graça da salvação.

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus.A Igreja recorda os louvores da multidão cobrindo os caminhos para a passagem de Jesus, com ramos e matos proclamando: “Hosana ao Filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor”. (Lc 19, 38; Mt 21, 9). Com esse gesto, portando ramos durante a procissão, os cristãos de hoje manifestam sua fé em Jesus como Rei e Senhor.

Quinta-feira Santa

Celebramos a Instituição do Sacramento da Eucaristia. Jesus, desejoso de deixar aos homens um sinal da sua presença antes de morrer, instituiu a eucaristia. Na Quinta-feira Santa, destacamos dois grandes acontecimentos:

Bênção dos Santos Óleos

Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos. Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia. O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal. São abençoados os seguintes óleos:

Óleo do Crisma - Uma mistura de óleo e bálsamo, significando a plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. É usado no sacramento da Confirmação (Crisma), quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento para ungir os “escolhidos” que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.

Óleo dos Catecúmenos - Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.

Óleo dos Enfermos - É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como “extrema unção”. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.

Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés

Com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de quinta-feira, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores. Nesta missa faz-se, portanto, a memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Durante a missa ocorre a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos.O sermão desta missa é conhecido como sermão do Mandato ou do Novo Mandamento e fala sobre a caridade ensinada e recomendada por Jesus Cristo. No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda a noite.

Sexta-feira Santa

Celebra-se a paixão e morte de Jesus Cristo. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este dia que, ao contrário do que muitos pensam, não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna. Às 15 horas, horário em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.

Sábado Santo

No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a “Vigília Pascal”.

Vigília Pascal

Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a chamada “a mãe de todas as santas vigílias”, porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte. Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; a renovação das promessas do Batismo e, por fim, a liturgia eucarística.

Domingo de Páscoa

A palavra “páscoa” vem do hebreu “Peseach” e significa “passagem”. Era vivamente comemorada pelos judeus do Antigo Testamento. A Páscoa que eles comemoram é a passagem do mar Vermelho, que ocorreu muitos anos antes de Cristo, quando Moisés conduziu o povo hebreu para fora do Egito, onde era escravo. Chegando às margens do Mar Vermelho, os judeus, perseguidos pelos exércitos do faraó teriam de atravessá-lo às pressas. Guiado por Deus, Moisés levantou seu bastão e as ondas se abriram, formando duas paredes de água, que ladeavam um corredor enxuto, por onde o povo passou. Jesus também festejava a Páscoa. Foi o que Ele fez ao cear com seus discípulos. Condenado à morte na cruz e sepultado, ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica. A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é verdadeiramente o Filho de Deus. O temor dos discípulos em razão da morte de Jesus, na Sexta-Feira, transforma-se em esperança e júbilo. É a partir deste momento que eles adquirem força para continuar anunciando a mensagem do Senhor. São celebradas missas festivas durante todo o domingo.

A data da Páscoa


A fixação das festas móveis decorre do cálculo que estabelece o Domingo da Páscoa de cada ano. A Páscoa deve ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que segue o equinócio da primavera, no Hemisfério Norte (21 de março). Se esse dia ocorrer depois do dia 21 de abril, a Páscoa será celebrada no domingo anterior. Se, porém, a lua cheia acontecer no dia 21 de março, sendo domingo, será celebrada dia 25 de abril. A Páscoa não acontecerá nem antes de 22 de março, nem depois de 25 de abril. Conhecendo-se a data da Páscoa, conheceremos a das outras festas móveis. Domingo de Carnaval - 49 dias antes da Páscoa. Quarta-feira de Cinzas - 46 dias antes da Páscoa. Domingo de Ramos - 7 dias antes da Páscoa. Domingo do Espírito Santo - 49 dias depois.Corpus Christi - 60 dias depois.

Símbolos da Páscoa

Cordeiro: O cordeiro era sacrificado no templo, no primeiro dia da páscoa, como memorial da libertação do Egito, na qual o sangue do cordeiro foi o sinal que livrou os seus primogênitos. Este cordeiro era degolado no templo. Os sacerdotes derramavam seu sangue junto ao altar e a carne era comida na ceia pascal. Aquele cordeiro prefigurava a Cristo, ao qual Paulo chama “nossa páscoa” (1Cor 5, 7).
João Batista, quando está junto ao Rio Jordão em companhia de alguns discípulos e vê Jesus passando, aponta-o em dois dias consecutivos dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jô 1, 29 e 36).Isaías o tinha visto também como cordeiro sacrificado por nossos pecados ( Is 53, 7-12). Também o Apocalipse apresenta Cristo como cordeiro sacrificado, agora vivo e glorioso no céu. ( Ap 5,6.12; 13, 8).

Pão e vinho: Na ceia do Senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor. Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos para celebrar a vida eterna.

Cruz: A cruz mistifica todo o significado da Páscoa na ressurreição e também no sofrimento de Cristo. No Conselho de Nicéia, em 325 d.C., Constantino decretou a cruz como símbolo oficial do cristianismo. Símbolo da Páscoa, mas símbolo primordial da fé católica.

Círio Pascal: É uma grande vela que é acesa no fogo novo, no Sábado Santo, logo no início da celebração da Vigília Pascal. Assim como o fogo destrói as trevas, a luz que é Jesus Cristo afugenta toda a treva do erro, da morte, do pecado. É o símbolo de Jesus ressuscitado, a luz dos povos. Após a bênção do fogo acende-se, nele, o Círio. Faz-se a inscrição dos algarismos do ano em curso; depois cravam-se cinco grãos de incenso que lembram as cinco chagas de Jesus, e as letras “alfa” e “ômega”, primeira e última letra do alfabeto grego, que significam o princípio e o fim de todas as coisas.
Ir. Ili Alves
Coordenadora diocesana da Catequese da Diocese de Palmas -Francisco Beltrão



fonte : http://www.comshalom.org

Israel se prepara para a guerra e distribui máscaras de gás.


Com os crescentes rumores de guerra, Israel prevê a necessidade de suprir todos os seus moradores com máscaras de gás. O Comando da Retaguarda do Exército está oferecendo os chamados “kits de proteção atômico-biológico-químico”, que poderão salvar vidas em meio ao conflito.

Uma convocação foi enviada pelo correio para mais de 7,5 milhões de israelenses, pedindo que os habitantes dirijam-se a um centro de distribuição, onde poderão retirar o equipamento gratuitamente.

O governo diz que mais de 4 milhões já retiraram o kit. Na verdade, trata-se da terceira vez que Israel distribui essas máscaras. A primeira vez foi em 1990, na véspera da Guerra do Golfo. A segunda ocasião foi em 2003, antes da invasão do Iraque pelos Estados Unidos.

Nos últimos meses foram gastos milhões de dólares enquanto cresce o temor que haja uma guerra declara contra o Irã ou os palestinos do Hamas, que controlam a Faixa de Gaza.

Mesmo com intervenção internacional, o desejo de Israel em destruir as “instalações nucleares iranianas” geraria um contra-ataque imediato. No final do mês passado, foram instaladas baterias antimísseis nos arredores da capital Tel-Aviv. As duas fábricas de Israel que fabricam os kits de proteção dizem estar operando na capacidade máxima para suprir a demanda.

O presidente da Subcomissão para a Prontidão Doméstica, Zeev Bielski, afirmou que o “Ministério da Fazenda deve liberar mais recursos, pois aproximadamente 40% da população ainda não têm máscaras de gás”.

O que chamou atenção da comunidade mundial foi o fato de os diplomatas estrangeiros que vivem em Israel terem recebido do Ministério das Relações Exteriores o kit para os funcionários das embaixadas e seus familiares. Além disso, receberam uma lista com os endereços de abrigos antiaéreos públicos espalhados pelo país.

Os funcionários diplomáticos dizem estar particularmente preocupados com a possibilidade de uma ofensiva de mísseis sobre o Estado judeu. Isso levaria milhares de cidadãos israelenses com passaportes estrangeiros a procurarem a evacuação do país.

Um diplomata europeu disse que a União Europeia não tem os meios para realizar uma operação de evacuação em massa dentro de um curto espaço de tempo.

Traduzido e adaptado de Israel Hayom e Ynet News


Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br

Brasileiros vão fazer vigília de oração pela vida em frente ao Supremo Tribunal Federal


BRASILIA, 03 Abr. 12 / 03:40 pm (ACI)
Para representar 82% dos brasileiros contrários a novas permissões para aborto no país (Vox Populi/2010), católicos de Brasília promoverão vigília de oração pela vida nascente, na Praça dos Três Poderes, diante do Supremo Tribunal Federal (STF) que em breve deverá votar a despenalização do aborto de fetos diagnosticados con anencefalia. 


A vigília visa sensibilizar a sociedade brasileira e, especialmente, cada um dos onze ministros do STF que têm em mãos a arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF n. 54) cujo objeto é a possibilidade do aborto de bebês deficientes anencefálicos e cujo julgamento está marcado para o dia 11 de abril, no período da Páscoa.


Organizada pelos movimentos Legislação e Vida (São Paulo) e Pró-Vida e Família (Brasília), a vigília terá início às 18h do dia 10 de abril. Além de orações, a ocasião contará com apresentações artísticas gratuitas do cantor Nael di Freitas e da cantora Elba Ramalho que, além de cantarem seus sucessos, conduzirão momentos de oração com o terço dos nascituros o qual, em cada conta, possui representações da criança por nascer.


“Contamos com o apoio do arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha e nossa inspiração é o exemplo do próprio Papa Bento XVI que, em 2010, começou a fazer vigílias no período do advento por toda vida nascente e pediu que toda Igreja também fizesse!”, conta o padre da diocese goiana de Luziânia, Pedro Stepien, membro do Movimento Pró-Vida e Família e responsável por uma casa de apoio a gestantes em sua diocese. 


ADPF-54 


Na opinião do coordenador do Movimento Legislação e Vida, jornalista e perito em bioética, Prof. Hermes Rodrigues Nery, o julgamento da ADPF-54 o STF pratica ativismo judicial, decidindo o que não é da sua competência, mas prerrogativa do Congresso Nacional. 


“A vida é um direito inalienável e como tal deve ser reconhecido e respeitado pela sociedade civil e pela autoridade política”, ele defende e continua. “Os direitos do homem não dependem nem dos indivíduos, nem dos pais, e também não representam uma concessão da sociedade e do Estado, pertencem à natureza humana e são inerentes à pessoa em razão do ato criador do qual esta se origina”. 


De acordo com padre Pedro Stepien,  a ADPF-54 é uma estrategia sofisticada para legalizar o aborto no brasil a partir do aborto de anencefálicos. “Depois serão as crianças com má formação, até chegar ao ponto que aborto seja direito humano, um verdadeiro absurdo. Pela liberdade de expressão e pela liberdade religiosa vamos nos manifestar, não podemos ficar omissos”, ele diz.


Agende-se


O quê? Vigília de Oração em Defesa da Vida Nascente


Onde? Praça dos Três Poderes, em frente a STF, em Brasília


Quando? Dia 10 de abril, a partir das 18h


Organização? Movimento Pró-Vida e Família e Movimento Legislação e Vida 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Médium de Lula vira manchete nos EUA

Espíritos guias anunciam a “cura” de Lula
Julio Severo
De acordo com a revista Veja, “A apresentadora Oprah Winfrey, uma das maiores celebridades da televisão norte-americana, gravou um programa com o médium João de Deus em Abadiânia (GO), localizada a 115 quilômetros de Brasília (DF).” A gravação ocorreu na semana passada.
Médium João de Deus: Poderes paranormais
Recentemente, o médium disse ao ex-presidente Lula que os espíritos guias anunciaram sua “cura”, conforme o site esquerdista CongressoEmFoco. Lula estava sob tratamento do médium, a pedido de Dilma.




João de Deus já teve outros pacientes famosos, como a atriz Shirley MacLaine e a apresentadora Xuxa. Todos estavam atrás de “milagres”.
Todo milagre que ocorre tem origem divina? Faraó, rei do Egito, tinha seus médiuns e curandeiros que realizavam prodígios e milagres. Por isso, Faraó não ficou impressionado quando Moisés veio trazendo-lhe um recado de Deus e inicialmente realizando prodígios e milagres.
Tudo o que Faraó precisou fazer, para justificar sua dureza e incredulidade, foi chamar seus médiuns para confrontar os milagres operados por Moisés. Os dois lados foram se enfrentando e os milagres de Deus através de Moisés foram ficando maiores, até que se esgotou toda a fonte espiritual dos médiuns de Faraó, e eles tiveram de reconhecer que Deus estava operando os milagres no ministério de Moisés. O diabo, em seus “sinais” e “prodígios”, é limitado. Deus é ilimitável.
A verdade prevaleceu porque os médiuns de Faraó não estavam à altura de Moisés, que tinha autoridade divina de realizar sinais e prodígios e confrontar os “sinais” e “prodígios” dos médiuns do Faraó. Você pode encontrar o registro desse confronto entre um servo de Deus e os médiuns do faraó no livro de Êxodo capítulos 7 e 8.
Os faraós de hoje são os presidentes que continuam com seus médiuns e curandeiros.
A notícia a seguir é do CongressoEmFoco:  Lula visitou médium no interior de Goiás.
Antes de anunciar a cura de seu câncer, ex-presidente esteve em março em Abadiânia com o médium João de Deus, informa Leandro Mazzini, da Coluna Esplanada
Lula visitou médium no interior de Goiás
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a Abadiânia (GO) visitar o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, que coordena o centro espírita Casa Inácio de Loyola, e é conhecido por curas paranormais. Foi a segunda visita, não divulgada, e deu-se no início de março, poucos dias antes de Lula ser acometido de pneumonia e internado em São Paulo. Na ocasião, João de Deus disse a Lula que os espíritos guias anunciavam sua cura.


Espíritos guias anunciam a “cura” de Lula

Retribuição
Em outras duas ocasiões anteriores, foi João de Deus, a pedido da presidenta Dilma Rousseff, quem visitou Lula em São Paulo. Lula retribuiu indo a Abadiânia.
Como se sabe Lula anunciou a cura em vídeo nesta semana e divulgado na internet. Mas também avisou antes ao médium e o agradeceu pelas orações.

Fonte: www.juliosevero.com

Conheça Julia. Para nunca mais esquecê-la..


Júlia é uma menina anencéfala nascida em Anápolis em 4/3/2010. Foi imediatamente batizada e morreu uma hora depois. De maneira comovente, os pais de Júlia contam a decisão que tomaram de amar sua filha até o último momento, rejeitando a “solução” do aborto que lhes foi proposta.



A quem incomoda a Cruz? seria o “Laicismo” uma nova religião?



512 anos após a Missa que oficializou a fundação do Brasil, o sagrado símbolo da Cruz é retirado do recinto de Tribunais: grave sintoma de irreligiosidade, contrário aos sentimentos e à tradição do nosso povo.
Frederico R. de Abranches Viotti

Era a manhã de uma sexta-feira quando o Filho de Deus passou por Jerusalém carregando o símbolo dos criminosos: a Cruz, sobre a qual morreria. O símbolo dos criminosos era ali levado pelo inocente, condenado pela covardia daquele juiz que preferiu lavar suas mãos e omitir-se ao invés de aplicar a justiça.

O sacrifício da Cruz é o ápice de toda a obra Redentora. Como uma nova estrela de Belém que guiou os Reis Magos até o Menino Jesus, a Cruz indica o caminho da salvação para a humanidade redimida, atraindo-a a fazer o bem e a evitar o mal.

Durante séculos, a Cruz foi vencendo o paganismo, aplacando as injustiças e formando a mentalidade dos homens e das instituições, que vieram a constituir, posteriormente, a realidade conhecida como o mundo ocidental e cristão. Em memória disso, no centro da Praça de São Pedro, no Vaticano, há um grande obelisco encimado pela Cruz de Cristo, representando o triunfo da Fé sobre o paganismo. “Quando eu for elevado da terra, atrairei todos a mim” (Jo 12,32).

Era a misericórdia da Cruz substituindo as arenas romanas e a cólera guerreira dos bárbaros. O Império Romano desabou com a invasão dos bárbaros e se converteu pelo exemplo dos cristãos. Onde antes imperavam “deuses” criados à imagem dos defeitos humanos, entrava agora o Deus que ensinava a moral, elevando os homens a uma dignidade superior a seus defeitos, libertando-os do peso do pecado e introduzindo o autêntico conceito de justiça.

A Cruz, símbolo da Justiça

A justiça não era mais um capricho da Roma pagã — ou a aplicação fria de um princípio abstrato –, mas um ato de equidade que devia transparecer com bondade e sabedoria, resolvendo conflitos inerentes a toda vida em sociedade.

Na sociedade ocidental e cristã, a Cruz está no fundamento da Justiça. Foi nessa região do mundo que se desenvolveu o nosso sistema legal e jurisdicional, foi sob o influxo dos princípios cristãos que se buscou estabelecer o que é justo e legítimo e, em consequência, definir o que deve ser legal ou ilegal.

Ademais, a Cruz é uma lembrança constante de como a Justiça deve ter cuidado para não ser injusta. Assim como o supremo inocente, Nosso Senhor Jesus Cristo, foi condenado pelo supremo covarde, Pôncio Pilatos, deve o julgador estar atento para não cometer o mesmo absurdo.

Pôncio Pilatos teve medo daquela aparente maioria que pedia a morte do inocente. Em nome dessa maioria, ele sacrificou a verdade. A Justiça, sob o signo da Cruz, deve lembrar sempre que a busca da verdade — e não a busca do aplauso — é a obrigação primeira. Também por isso, está a Cruz presente nas salas de audiência e julgamento em nosso País, lembrando constantemente não apenas as obrigações do juiz para com a verdade, mas a origem e a finalidade da Justiça.

A quem, então, incomoda a Cruz?

Quando o governo federal lançou o novo Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), vários grupos católicos chamaram a atenção para a incompatibilidade desse plano com a moral católica. Em poucas palavras, se aplicado, o PNDH-3 levaria a uma verdadeira perseguição religiosa no Brasil.

Um dos itens previstos nesse PNDH era a retirada de crucifixos de repartições públicas e tribunais.

A Cruz incomoda o movimento de homossexuais. Desagradada pela presença do crucifixo no Tribunal do Rio Grande do Sul, certa Liga Brasileira de Lésbicas, entrou com “pedido” junto ao Conselho de Magistratura do Tribunal de Justiça do estado (TJ-RS) para que os crucifixos fossem retirados das salas daquele órgão do Poder Judiciário.

Segundo noticiado pela imprensa, o referido Conselho de Magistratura acatou esse pedido por unanimidade, ordenando a retirada dos crucifixos. O relator da matéria foi o desembargador Cláudio Baldino Maciel, que considerou necessário retirar os crucifixos das salas de julgamento por ser esse o “único caminho que responde aos princípios constitucionais republicanos de um Estado laico, devendo ser vedada a manutenção dos crucifixos e outros símbolos religiosos em ambientes públicos dos prédios”. Com isso, argumenta o desembargador, estaria se demonstrando que o Estado-juiz é equidistante de todos os valores.

Na realidade, o “Estado-juiz”, ao pretender retirar os crucifixos, está demonstrando abraçar outros valores, diversos daqueles que estão representados no Crucifixo.

Mas não é só isso. O Brasil é um Estado laico desde a proclamação da República, em 1889, ou seja, há 122 anos. Se a presença do crucifixo fosse contrária ao laicismo brasileiro, ele teria sido retirado em 1889, e não em 2012.

Mesmo sendo o Brasil um Estado laico, sua sociedade é profundamente religiosa. O Poder Judiciário, um dos três poderes do Estado, não existe meramente como uma abstração legal, mas existe dentro da realidade desse país que é o Brasil, dessa sociedade de brasileiros que vivem em nosso território. Um território descoberto por caravelas que aqui aportaram ostentando a Cruz de Cristo, tendo como primeiro ato oficial uma santa Missa, e em cujo céu figura, luminoso, o Cruzeiro do Sul. Um país que tem no Cristo Redentor um de seus mais conhecidos cartões-postais e cujas cidades adotaram não raramente nomes de santos.

Por essas e outras, a própria Constituição do Brasil começa pedindo a “proteção de Deus” em seu preâmbulo, deixando patente que o laicismo, como entendido em nosso País, não é contrário à religião e não pode ser usado como um instrumento a serviço da cristianofobia, isto é, dessa tendência, em ascensão em várias partes do mundo, de perseguir o cristianismo e seus adeptos.

Não estranha, nesse sentido, que os mesmos julgadores que decidiram retirar os símbolos cristãos, possam conviver pacificamente com os símbolos pagãos como a estátua da deusa Themis, ostensivamente colocada na fachada do Palácio de Justiça de Porto Alegre.

A decisão do Conselho de Magistratura do TJ-RS abre um perigoso precedente nessa matéria, indicando não apenas uma tentativa de reinterpretar o laicismo no Brasil, mas também criando um verdadeiro divórcio entre o Estado e a sociedade.

O Laicismo, uma nova religião?

Se não bastasse tudo isso, há um problema de fundo que fica evidenciado com a decisão de retirar crucifixos das salas de audiência do TJ-RS.

O laicismo agressor, no Brasil, sempre foi mitigado pela religiosidade da população, respeitando limites, sem interferir na esfera religiosa. Contudo, se a pretexto do laicismo o Estado passar a “regular” a prática religiosa (mesmo em prédios públicos), ele estará quebrando esses limites.

Em outros termos, retirar símbolos religiosos em nome do laicismo é o mesmo que dizer que cabe ao Estado decidir o que a sociedade pode ou não pode fazer em matéria de expressão religiosa. O laicismo acaba assim sendo perigosamente transformado em um valor religioso, numa religião oficial do Estado laico.

Religiosos e Juristas discordam da decisão do TJ-RS

O Conselho de Magistratura do TJ-RS não foi o primeiro a tratar dessa matéria. Dom Keller, bispo de Frederico Westphalen (RS), em nota pastoral, lembra que o Conselho Nacional de Justiça, em junho de 2007, analisou questão análoga e decidiu que a presença de crucifixos em dependências de qualquer órgão do judiciário “não viola, não agride, não discrimina e nem sequer perturba ou tolhe os direitos e a ação de qualquer tipo de pessoa”.

Em sua nota pastoral, Dom Keller lamenta que o tribunal de Justiça tenha se dobrado “diante da pressão de um grupo determinado, ideologizado e raivoso, contrariando a opinião da grande maioria da população do Estado do Rio Grande do Sul”.

Também a Associação de Juristas Católicos discordou da decisão do Conselho de Magistratura do TJ-RS e enviou representação ao tribunal solicitando a reconsideração da medida.

Por sua vez — noticiou a “Folha de S. Paulo” –, “dois desembargadores declararam oposição à medida e anunciaram que não vão retirar o símbolo religioso de suas salas até que haja decisão definitiva sobre o caso. Um dos desembargadores que se opõem à decisão, Carlos Marchionatti, diz que o Conselho da Magistratura não é a instância adequada para tratar do assunto e que a separação entre Igreja e Estado não é absoluta no país. A maioria tem sentimento religioso, o hino nacional tem referência à divindade. Cristo, no âmbito do Judiciário, representa a Justiça”, diz. Em artigo, o ex-ministro da Justiça e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Paulo Brossard, criticou a medida como sinal de “tempos apocalípticos” (FSP, 17-3-12).

Conclusão

A interpretação do Conselho de Magistratura do TJ-RS parece ignorar a realidade brasileira ao defender uma espécie de “ação afirmativa” (um laicismoproativo), querendo obrigar a uma mudança profunda nas raízes religiosas e culturais da nação brasileira.

Esperemos que a reação da sociedade a essa medida seja suficientemente clara e firme para derrubá-la, pois a Cruz não é um incômodo, mas sim um farol lembrando a todos que devemos fazer o bem e, em particular aos juízes, que devem julgar segundo os princípios da Justiça.

Mas se, pelo contrário, prevalecer essa nova interpretação do laicismo no Brasil, não tardará aparecer quem proponha arrancar o Cristo Redentor do alto do Corcovado. Ou que sejam alterados os nomes das cidades como São Paulo, Santa Catarina, Santa Rita, São Pedro e tantos e tantos outros lugares deste nosso imenso Brasil, outrora também conhecido como Terra de Santa Cruz.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/29615

Igreja recorda 7 anos do falecimento do Beato João Paulo II, iniciador e co-patrono das JMJs


Vaticano, 02 Abr. 12 / 11:07 am (ACI)
 
Há exatamente 7 anos atrás, Karol Wojtyla, o Papa João Paulo II, nascido em Wadowice (Polônia) em 1920 e eleito para a cátedra de Pedro no dia 16 de outubro de 1978, foi chamado à casa do Pai. O Papa polonês foi beatificado pelo seu Sucessor, Bento XVI, no dia 1 de maio de 2011 e hoje é Co-patrono das Jornadas Mundiais da Juventude, iniciadas em seu pontificado.

Segundo o Monsenhor Slawomir Oder, postulador da Causa de canonização do recordado pontífice, o processo está dependente da confirmação de um “novo milagre” para que se possa concluir.

O padre Slawomir Oder, postulador da Causa, disse à Rádio Vaticano que têm chegado “numerosas indicações de graças atribuídas ao beato João Paulo II e algumas são, seguramente, interessantes”. “De momento, espero pela documentação para poder dar início a um estudo mais aprofundado [dos casos] e fazer um bom discernimento”, acrescenta o postulador da causa à RV.

A beatificação, que é a penúltima etapa para a declaração da santidade de um católico teve início em maio de 2005, após a dispensa oferecida por Bento XVI do tempo de espera de 5 anos após a morte do candidato para iniciar estes trabalhos. O milagre que fez possível a beatificação do Papa Wojtyla foi a cura de uma religiosa francesa que sofria de Parkinson, o mesmo mal que afligiu o Papa Wojtyla nos seus últimos anos de vida.

Segundo recorda hoje a nota da Rádio Vaticano, de acordo com as atuais regras da Igreja, para a canonização é necessário um novo milagre atribuível à intercessão do beato João Paulo II a partir da data da beatificação para que que o venerado Papa seja canonizado.

Concluídas estão, em definitivo, as investigações sobre as chamadas “fama de santidade” e “virtudes heroicas” de Karol Wojtyla, eleito Papa em outubro de 1978.

Entre os seus principais documentos deixados pelo vasto legado deste Sumo Pontífice, contam-se 14 encíclicas, 15 exortações apostólicas, 11 constituições apostólicas e 45 cartas apostólicas; além de ter realizado 104 viagens internacionais, incluindo três visitas a Portugal e 4 visitas ao Brasil. A última delas para o congresso mundial das famílias em 1997 no Rio de Janeiro, que será o palco para a próxima JMJ em 2013.

O beato Papa João Paulo celebrou 147 ritos de beatificação, nos quais proclamou 1338 beatos, e 51 atos de canonização, correspondendo a um total de 482 santos.

Falando em exclusiva sao grupo ACI, o porta-voz da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi comentou sobre o aniversário do falecimento do Papa João Paulo:
“João Paulo II para nós ainda está vivo e presente. Ele foi proclamado como Beato pela Igreja, assim temos a certeza que ele está vivo e ele continua a estar presente e a interceder pela Igreja, assim como fez enquanto era o nosso pastor sobre a terra. Ele continua a ser um intercessor por nós junto a Deus. (…) Ele está presente e vivo como sempre esteve."

Organizações pedem na justiça o fim da “imposição” do cristianismo no Brasil


Organizações pedem na justiça o fim da “imposição” do cristianismo no Brasil

Durante a proclamação da República, em 1889, seus idealizadores acreditaram que conseguiriam separar a religião do Estado, com a sua nova constituição. O Brasil deixava o catolicismo da monarquia para trás e se tornava oficialmente laico.

Mas em 2012 setores da sociedade ainda debatem sobre a legalidade do que é chamado de “imposição” do cristianismo. Há ensino religioso em escolas públicas, crucifixos têm lugar de destaque em tribunais, alguns estudantes são obrigados a rezar antes da aula e as testemunhas precisam jurar sobre a Bíblia.

A presença desses símbolos de fé em ambientes públicos está mais uma vez no centro do debate. Existem entidades organizando manifestações públicas em favor do Estado laico em três capitais. Em Porto Alegre aconteceu em 22 de março, no Rio de Janeiro será dia 10 de abril e em São Paulo, no dia 14.

Para Salomão Ximenes, advogado da ONG Ação Educativa, não se está respeitando a determinação constitucional (artigo 210) de que o ensino religioso seja facultativo.
No Estado de São Paulo, por exemplo, a religião fica “diluída” em várias matérias, impedindo que o aluno decida se quer ou não assistir às aulas.

A Relatoria do Direito Humano à Educação afirma que está investigando casos de intolerância religiosa em diferentes escolas do País. Os seguidores das religiões afro alegam estar sofrendo perseguição religiosa.

Recentemente, o caso da Escola Estadual Antônio Caputo, em São Bernardo do Campo (SP), onde Magno Moarcys Silveira, 15, praticante do candomblé, alegou sofrer bullying de colegas. O motivo seria seu descontentamento em precisar ouvir sua professora de história fazer uma “pregação bíblica” durante cerca de 20 minutos nas aulas.

No momento, o Supremo Tribunal Federal avalia os pedidos de instituições civis ligadas à educação e aos direitos humanos para que seja considerado inconstitucional o ensino religioso confessional na rede pública. O motivo alegado é o receio de que o espaço público sirva a pregações religiosas. Enquanto essa questão não é decidida, o ministro do Supremo, Celso de Mello adverte: “Precisamos vigiar para que a laicidade do Estado seja mantida se não quisermos que heresia volte a ser crime”.

Nos tribunais existem críticas a juizes que oferecem citações cristãs nas sentenças ao invés de usar apenas a lei. Em 2008, o juiz Éder Jorge, de Goiânia (GO), recomendou que Vilma Martins, que sequestrou duas crianças, durante sua condicional frequentasse uma igreja evangélica, pois isso, “a ajudaria a se recuperar”.

Daniel Sottomaior, presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, reclama que esse tipo de argumento é “preconceituoso”.

Naiara Malavolta, da Liga Brasileira de Lésbicas, conseguiu juntamente com sua ONG que fossem retirados os crucifixos dos tribunais no Rio Grande do Sul. A alegação é que “eles dão legitimidade aos agentes do Estado para seguir os preceitos daquela crença”.

Por sua vez, o desembargador Carlos Marchionatti do Tribunal de Justiça gaúcho defende a presença do crucifixo: “Ele nos lembra do mal que um processo às margens da legalidade, como o de Cristo, pode causar”.

Com informações Isto É


Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br

sábado, 31 de março de 2012

A pedofilia promovida e atestada.


Dr. Fábio Blanco

O impensável já começou a acontecer. O próprio tribunal superior do país já está julgando a favor da pedofilia. E isso só acontece porque, em alguns momentos antes, da mesma forma usurpadora, o mesmo tribunal legislou, como também fez o tribunal supremo, e, como suas decisões foram favoráveis ao gosto de esquerdistas, ninguém falou nada.

Em decisão recente, o STJ decidiu que pagar pelos serviços sexuais de uma menina de 12 anos não é crime, pois, segundo os julgadores, houve consentimento dela. No entanto, não é isso que afirma a lei e ela não está sendo respeitada.
O Código Penal, em seu artigo 217-A, é taxativo ao determinar que  ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos é crime. Não há, nessa tipificação, nenhuma margem para interpretação relativa. Se é crime presumido, não importam as circunstâncias, e qualquer jurista que atente para a lei, isento de olhos ideológicos, irá concordar com isso.
Quando a lei afirma que fazer sexo com uma criança é estupro presumido, ela está considerando que essa criança não tem a capacidade plena de discernir todo o significado e consequências de uma relação sexual, sendo que aquele que com ela mantém relações deve ser considerado, por isso, um corruptor. Mesmo sendo prostitutas, isso não as torna, segundo a lei, capacitadas. Pelo contrário, é mais lógico considerar isso prova de sua falta de discernimento.
Nenhum juiz, nem mesmo tribunal, poderia ultrapassar o que a legislação determina, pois, independente da antiguidade da lei, se ela não foi modificada, presume-se que é porque a sociedade assim o quis.
Por isso, quando se toma ciência de uma decisão como esta do STJ, é bom se perguntar: será que isso não faz parte de um projeto superior, vindo de instituições internacionais e supra-nacionais, como a ONU e, inclusive, a UNICEF?
Há tempos, por meio do texto A dominação pela educação sexual, denunciei uma cartilha promovida pela UNICEF que, claramente, antecipava a experiência sexual das crianças. Por ela, deveria ser introduzida uma “educação” sexual nas escolas que feria o bom senso. Ficava evidente o intuito sexualizador de crianças, o que é um promovedor óbvio da pedofilia.
Ora, sabendo que, por exemplo, a Rede Globo é uma promovedora da agenda global, que possui estreita ligação com a UNICEF, fica fácil entender muito de sua grade de programações. Ultimamente, o canal tem promovido, de forma nunca antes vista, o que chamam de amor entre gerações.
Há pouco tempo a Rede Globo transmitiu um pequeno seriado chamado Louco por elas, no qual o protagonista Eduardo Moscovis se engraçava com a amiga de sua filha, uma menina que não aparentava ter mais de 16 anos. Na famigerada e corruptora série Malhação, a atriz Leticia Spiller passou um bom tempo tendo um caso com um menino de não mais de 18 anos, sendo ela uma mulher de mais de 40. Agora, o personagem do ator veterano Kadu Moliterno andou tendo uns flertes com uma menina adolescente.
Ora, está ficando claro que há um movimento que começa a inserir no imaginário das pessoas a “naturalidade” da relação sexual entre pessoas de idades diferentes. O que é isso senão o primeiro passo para a aceitação da pedofilia?
O problema é que quando se denuncia esse tipo de coisas, as pessoas, submersas em seus cotidianos alienantes, vêem apenas uma provável paranóia do denunciante. Como não conseguem enxergar além de cinco metros no espaço e dez minutos no tempo, estão impossibilitados de prever qualquer mal nisso tudo.
Assim, uma decisão como essa do STJ assusta, mas não surpreende. Apenas evidencia que não apenas a mídia, mas os próprios governos, e mesmo as instituições públicas não governamentais, estão seguindo um planejamento imposto desde fora, por aqueles que têm o objetivo claro de moldar os povos segundo sua própria imagem e semelhança.
A agenda global começa assim a ser imposta e a sociedade vai mastigando-a, saboreando-a e deglutindo-a gostosamente. Até que o alimento fornecido pelos senhores deste mundo comece a causar a indigestão inesperada.
Divulgação: www.juliosevero.com

Harry Potter: o sinistro e diabólico anti-conto de fadas



Frankfurt — Em fins do ano passado deu-se no mundo inteiro um dos mais espetaculares lançamentos de uma obra literária para crianças e jovens. Trata-se da edição do quarto livro da série Harry Potter. A obra, com nada menos que 767 páginas, intitulada Harry Potter e o cálice de fogo, da autora escocesa Joanne Rowling1, despertou um interesse estrondoso, criando mesmo aquilo que se chamou de “pottermania”.
Só na Alemanha esgotaram-se em tempo recorde centenas de milhares de exemplares da obra. Em Frankfurt, mas também em outras grandes cidades, já de madrugada, enfrentando o frio cortante do inverno incipiente, filas enormes de leitores formavam-se junto às portas das livrarias, ansiosos por serem os primeiros a ter em mãos o “precioso” livro…
Imensa foi a orquestração mediática em torno dessa obra destinada ao público infanto-juvenil: tema tratado praticamente por todos os jornais, revistas e televisões, os quais por sua vez atiçaram a curiosidade geral.
A autora, cujos quatro livros tornaram-se best-sellers com uma tiragem superior a 100 milhões de exemplares em todo o mundo, perfila-se hoje entre os escritores mais lidos do mundo. Um mês depois do apoteótico lançamento do quarto volume de Harry Potter, Rowling recebia da Universidade de Exeter o título de Doctor honoris causa em filologia. Sucesso vertiginoso, quando se considera que há apenas sete anos ela chegava a Londres, divorciada de um jornalista português, com uma filha de um ano, uma mala cheia de manuscritos e sem um centavo no bolso. Hoje, Joanne Rowling vai ganhando prêmios de literatura um após outro. E já é a terceira mulher mais rica da Inglaterra.
Na origem dessa meteórica ascensão encontra-se, sem dúvida, a propaganda torrencial da mídia. Porém, o apoio publicitário não explica tudo. Parte importante no sucesso da escritora escocesa advém, infelizmente, da apetência de numerosos leitores por um mundo tenebroso, oculto e misterioso, que se desvela ao longo das peripécias de Harry Potter e seus amigos. Tal apetência também parece explicar o extraordinário sucesso de bilheteria alcançado nos Estados Unidos pelo filme Shrek, produzido no estúdio do cineasta Spielberg, que apresenta um gigante ogro monstruoso. Apesar de repelente, Shrek vem atraindo legiões de espectadores!
Adeus ao mundo maravilhoso das fábulas e contos de fada
A literatura infantil dos últimos séculos caracterizava-se por alimentar nos jovens leitores a apetência do maravilhoso, incrementar nas almas o senso de contradição entre o bem e o mal, despertar o horror pelo hediondo e o amor pelo sublime. Mostrar ainda que, apesar de todos os sofrimentos, de todos os reveses desta vida, de todas as armadilhas preparadas pelos maus contra os bons, a felicidade alcançável nesta terra é a que resulta da prática da virtude, da perseverança nas vias do bem; é esta sempre a melhor opção. Candura, inocência, desejo de um mundo fabuloso — uma espécie de pré-figura do Céu — que venha ao encontro das mais puras e elevadas aspirações do coração.
Por outro lado, o mundo dos maus, com sua fealdade, seu hediondo, suas trevas e traições, seus ódios e invejas, tudo isso lembrava o horror da “societas scelerum” (sociedade dos celerados), que é o inferno. E assim elevava-se para as crianças um grande ideal de vida: amar o bem e odiar o mal, praticar a virtude e execrar o vício, abrir-se ao sublime e, nesta ascensão de perfeição em perfeição, de maravilhoso em maravilhoso, ao fim desta invisível escada de Jacó, encontrar a Deus, supremo Bem, infinita Perfeição.
Deste modo, sem mencionar sequer uma frase do Catecismo, eram os contos de fada um possante instrumento para preparar as jovens almas a abraçarem o bem e rejeitarem o mal, em suma, a amar a Deus e odiar o demônio.
Da Condessa de Ségur a Rowling: uma queda vertiginosa
Esse alto valor pedagógico dos contos infantis representou, na Alemanha do século XVI, uma poderosa arma da Contra-Reforma católica no combate à obra destrutiva da pseudo-reforma luterana. E no século XIX os irmãos Grimm tornaram-se famosos por sua obra de compilar e difundir os contos de fada, que até então em grande parte circulavam de boca em boca.
Concomitantemente, na França os escritos da Condessa de Ségur — que aliás não eram contos de fadas — exerceram influência igualmente benéfica na formação de sucessivas gerações. Fazendo com que o enredo e os personagens de seus livros tratassem de espinhosos problemas da vida diária do pequeno mundo infantil, numa linguagem atraente, leve, elevada e nobre, ela convidava implicitamente seus jovens leitores a tomarem um perfil moral, cujas notas tônicas eram a honestidade, a lealdade, a nobreza de caráter, a cortesia no trato, a elevação de espírito, a inocência em suma. Talvez muitos leitores se recordarão ainda de O albergue do anjo da guarda, O general Durakine,Os dois bobinhosAs memórias de um asno, para citar apenas alguns de seus livros mais famosos.

O mundo hediondo do demônio
Ora, nada dos elementos de formação do caráter, que abundavam na antiga literatura infanto-juvenil, encontramos na série de Harry Potter. O que nela se encontra é bem exatamente o contrário. É a iniciação no mundo do preternatural, da bruxaria e da magia, dos seres hediondos e repelentes. A série de Harry Potter revela-se assim uma possante preparação das almas e das mentes para inicialmente tomar como natural um mundo anticristão, e depois abrir-se a um mundo de horror e trevas, que configura o reino do demônio. Reino este almejado pela Revolução gnóstica e igualitária que há séculos vem minando a Civilização Cristã, como descreve o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em sua obra-mestra Revolução e Contra-Revolução4.
Aliás, a própria Joanne Rowling confessa implicitamente este caráter anticristão de sua obra ao afirmar a importância que atribui ao elemento“magia”. Numa entrevista concedida na cidade de Tüginben, Rowling afirmou sem rebuços: “As crianças necessitam da magia, porque elas mesmas são muito fracas” .
O enredo
A série de Harry Potter comportará sete volumes, quatro dos quais já publicados. No primeiro, Harry Potter e a Pedra Filosofal , pode-se ler como Harry, órfão de um ano de idade, é adotado por tios que o desprezam por ser um bruxinho e o tratam com brutalidade. Contam-lhe que seus pais morreram num acidente de carro. Porém, quando completa 11 anos, fica sabendo que, de fato, seus pais não morreram num desastre, mas assassinados por um bruxo maléfico, Lord Voldemort. Harry só escapou da morte graças ao sacrifício de sua mãe, que o protegeu com seu corpo. Restou-lhe, porém, impressa na testa uma cicatriz em forma de raio, a qual lhe provoca dores cruciantes sempre que Lord Voldemort está em seu encalço. Convidado a freqüentar a Escola de Feitiçaria de Hogwarts, torna-se amigo de Rony e Hermione, dois bruxinhos de mesma idade, e com eles experimenta toda espécie de aventuras.
Tais aventuras, que ocorrem ao longo dos sucessivos anos letivos na Escola de Bruxaria de Hogwarts, vão crescendo gradualmente em suspense. Tanto o segundo volume, Harry Potter e a Câmara dos Segredos, quanto o terceiro, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, têm seu ponto alto em enfrentamentos de Potter com seu antagonista Voldemort. No quarto volume, Harry Potter e o Cálice de Fogo, a fantasia das peripécias não encontra limites e o grau de preternatural demoníaco vai se acentuando cada vez mais, culminando na cena da reencarnação de Lord Voldemort.
Numa ação horripilante, durante a noite e num cemitério, o bruxo maléfico — que estava reduzido a uma espécie de esquálido e hediondo ser fetal, de olhos vermelhos e pele escamosa — readquire seu corpo inteiro a partir de um elixir. Os ingredientes deste são ossos retirados do túmulo de seu pai, de carne da mão (decepada no momento) de Rabo de Verme, o único servo que lhe restara, e o sangue retirado das veias de Harry Potter, que, amarrado numa pedra sepulcral, assiste impotente à cena, enquanto a cobra Nagini, igualmente servidora e companheira inseparável de Voldemort, arrasta-se célere em torno do sepulcro.
A luta entre o mal … e o mal
Potter surge ao longo da obra — toda ela túmida de preternatural e de cenas horripilantes, onde seres hediondos aparecem a cada instante — como um menino eleito. Sim, porque não se trata de um menino como os outros. É um aprendiz de feiticeiro, mas bonzinho. Com seus amigos, igualmente bruxinhos, vai à escola (de bruxaria, bem entendido) , participa de jogos, escreve cartas a seus conhecidos, sofrendo porém, continuamente, insídias e ataques pérfidos de bruxos das trevas, oscomedores da morte, comandados por Lord Voldemort.
Assim se apresenta na obra a perspectiva da suposta luta entre o “bem e o mal”, por onde Potter e seus amigos seriam bruxos do bem. Os bruxos do mal são violentos e odientos; os do bem, o mais das vezes, benévolos e pacíficos. Sim, porque às vezes Harry se deixa levar pelo ódio. Em relação ao professor Snape, um de seus piores inimigos, “ele imagina como as coisas mais terríveis poderiam atingi-lo… Se ele pelo menos soubesse como funciona a maldição Cruciatus, … esmagaria Snape no chão, como esta aranha, e o faria debater-se” .
Ademais, trata-se aqui de bruxos bons, que convivem em harmonia plena com toda espécie de horrores e monstruosidades. Um exemplo: Lupin, um dos professores preferidos de Potter, mestre de “Proteção contra Artes Mágicas”, acaba se revelando lobisomem, e por isso é obrigado a abandonar a escola. Para grande pesar de Potter…
Confusão entre a noção de bem e de mal
Esse é um dos aspectos mais graves e deletérios da obra de J. Rowling: a relativização do conceito de bem e mal. Com efeito, a luta entre um e outro se desenvolve: a) não no plano dos princípios da moral, mas no da violência/não-violência; b) num mundo sem Deus, diferente daquele onde vivem os trouxas, homens profanos à bruxaria, ou seja, os cristãos.
Por outro lado, a despretensão e a coragem, a simplicidade e a intrepidez de Potter, um menino desvalido e perseguido à outrance por um bruxo maléfico e poderoso, ademais do enredo cheio de surpresas e de momentos de grande suspense, são uma isca poderosa que prende o leitor jovem e encadeia-o na leitura de textos absolutamente repugnantes, introduzindo-o e adaptando-lhe a mente ao mundo da bruxaria e da magia. É o mundo no qual existe uma reversibilidade contínua entre o bem e o mal, o belo e o horrendo. Ora, essa reversibilidade não é outra coisa senão a doutrina gnóstica em estado puro, doutrina essa reiteradamente condenada pela Igreja Católica desde os primórdios do Cristia nismo.
A exigüidade deste artigo não permite longas e exaustivas citações. Porém, alguns trechos tirados dos quatro volumes de Harry Potter talvez possam transmitir uma idéia do teor da obra e de seu caráter pernicioso, sobretudo pa ra as crianças11.
Os “dementadores”: esvaziadores de mentes
Do cárcere escapara um prisioneiro tido como assassino implacável. Sirius Black, o delinqüente foragido, estaria à procura de Potter para matá-lo. Preocupado com a segurança deste, o diretor da Escola de Bruxaria de Hogwarts manda vir os temíveis guardas da prisão de bruxos de Azkaban, os assim chamados dementadores, para que vigiem o castelo. O pequeno bruxo toma contato com um dos guardas numa viagem de trem, quando se dirigia à escola para o início do ano letivo:
Encontrava-se de pé junto à porta, iluminada pelas chamas bruxuleantes que vinham das mãos de Lupin, uma figura envolta num manto e que chegava até o teto. Sua face estava totalmente escondida sob o capuz. Os olhos de Harry voltaram-se para o alto, e o que ele viu fez seu estômago revirar. Havia uma mão saindo da capa, e ela brilhava, cinzenta, gosmenta e escalavrada, como algo morto que tivesse apodrecido na água. … E a coisa envolta pelo capuz, qualquer que ela fosse, respirou longa e matraqueadamente, como se estivesse tentando sorver algo mais do que o ar ambiente. Um frio intenso envolveu a todos. Harry sentiu a respiração presa em seu peito. O frio lhe atravessava a pele, estava dentro de seu peito, dentro de seu próprio coração” .
Os “dementadores” esvaziam a mente de seus vigiados. Daí o nome. O pavor que o “dementador” de Azkaban incutiu foi de tal modo intenso, que Harry caiu desmaiado. É como se tivesse contemplado um demônio.
De fato, um demônio e sua ação não seriam descritos de modo diferente. Lupin, o lobisomem, explica a seus alunos que os “dementadores”“estão entre as criaturas mais malignas que vagam pela terra. Infestam os lugares mais escuros e imundos, se comprazem com a decomposição e o desespero, tiram a paz, a esperança e a felicidade do ar à sua volta. Até os trouxas sentem sua presença, embora não possam vê-los. … Se puder, o dementador se alimentará de você o tempo suficiente para transformá-lo em algo semelhante a ele, um ser sem alma e pérfido”.
O padrinho de Harry
Harry descobre por fim que Sirius Black não estava à sua procura para lhe fazer mal. Pelo contrário, é seu padrinho e fora um dos melhores amigos de seu pai. Assim Rowling traça o perfil de Sirius Black — um bruxo que, quando necessário, toma a forma de um imenso cachorro —, com o qual Potter deseja doravante morar:
Uma massa de cabelos imundos e emplastrados lhe caía até a altura dos cotovelos. Se os olhos não estivessem brilhando do fundo das escuras covas oculares, ele bem que poderia ser tomado por um cadáver. A pele ensebada estava de tal modo esticada sobre os ossos de sua face, que esta parecia uma caveira. Um sorriso irônico fazia aparecer-lhe os dentes amarelados. Era Sirius Black” .
Harry e o diálogo com as serpentes
Um dos animais que mais horroriza o homem é a serpente. Foi sob a forma deste réptil que o demônio tentou Eva. E desde a queda original a cobra simboliza o maligno. Por isso mesmo, a representação da serpente encontra-se em todos os ritos satânicos. Porém, quando se trata de Potter, o aspecto tenebroso do trato com as cobras como que desaparece. E vem apresentado pela autora como uma qualidade a mais de Harry, ofidioglota à maneira de Lord Voldemort, o bruxo das trevas que domina a “língua das cobras” e com elas conversa. O que faz de Harry um bruxo muito especial. Seus colegas o interpelam a respeito:
“— Um ofidioglota! — disse Rony. — Você é capaz de falar com as cobras!
— Eu sei. Quero dizer, é a segunda vez que faço isso. Uma vez no zoológico eu açulei, por acaso, uma jibóia contra o meu primo Dudley, uma longa história… ela estava me contando que nunca tinha estado no Brasil, e eu meio que a soltei sem querer”.
Universo de coisas asquerosas: plantas purulentas…
O asqueroso — e não mais a contínua procura do bonum, verum, pulchrum (bom, verdadeiro, belo), que deve ser o objeto de uma sólida educação — está igualmente presente nas aulas a que Harry assiste em Hogwarts.
A professora Sprout, “uma bruxinha atarracada que usava um chapéu remendado sobre os cabelos soltos, que geralmente tinha uma grande quantidade de terra nas roupas, e cujas unhas fariam tia Petúnia desmaiar”, mostra “aos alunos as plantas mais horríveis que Harry jamais houvera visto. De fato, elas se pareciam menos com plantas do que com gigantescos caramujos que se elevavam verticalmente do solo, contorcendo-se e dobrando-se. Em suas hastes traziam pústulas grandes e brilhantes, cheias de uma substância líquida.
— ‘Essas plantas são os Bubotubler, disse-lhes vivamente a professora Sprout. ‘Elas devem ser espremidas. Aí vocês podem recolher o pus…
— ‘O quê?’, perguntou Seamus Finnigan com nojo.
— ‘O pus, Finnigan, o pus’, respondeu a professora Sprout, ‘e ele é altamente valioso, portanto não o joguem fora. É preciso recolhê-lo’.
Espremer os Bubotubler foi uma tarefa asquerosa, mas que produzia de certo modo contentamento. De cada uma das pústulas, que espremiam, corria uma grande quantidade de líquido verde-amarelo, que recendia fortemente a gasolina…” 17.
… Rony e as lesmas
O nojento está presente ao longo de toda a obra. Rony, o grande amigo de Harry, lança um feitiço contra um colega que o odeia. Porém, sua varinha de condão bate-lhe no corpo e o efeito volta-se contra ele. E passa a vomitar ininterruptamente vermes:
Rony abriu a boca para falar, mas não saiu nada. Em vez disso, soltou um poderoso arroto e várias lesmas caíram de sua boca para o colo. O time da Sonserina ficou paralisado de tanto rir. … Draco caíra de quatro, dando murros no chão. Os alunos da Grifinória agrupavam-se em torno de Rony, que não parava de arrotar lesmas enormes” .
Banquete na masmorra: macabro aliado ao nojento
Em Harry Potter o repugnante não encontra barreiras nem limites. Assim Harry descreve um banquete para o qual ele e seus amigos haviam sido convidados. Na descrição do banquete, que se realiza nas masmorras do castelo de Hogwarts, nota-se novamente a mistura do belo com o hediondo, quando a autora se refere por exemplo aos peixes podres servidos em travessas de prata:
A masmorra continha centenas de pessoas esbranquiçadas e translúcidas, a maioria deslizando por uma pista de dança, valsando ao som medonho de trinta serrotes musicais, tocados por uma orquestra reunida em cima de uma plataforma drapeada de negro. … Parecia que estavam entrando numa câmara frigorífica. … Passaram por um grupo de freiras soturnas, um homem vestido de trapos que usava correntes e o Frade Gordo, o alegre fantasma da Lufa-Lufa, que conversava com um cavalheiro que tinha uma flecha espetada na testa. Harry não se surpreendeu ao ver que os outros fantasmas se distanciavam do Barão Sangrento, um fantasma da Sonserina, muito magro, de olhos arregalados e coberto de manchas de sangue prateado. … Do lado oposto da masmorra havia uma longa mesa, também coberta de veludo negro. Aproximaram-se pressurosos, mas no instante seguinte pararam de chofre, horrorizados. O cheiro era bem desagradável. Grandes peixes podres estavam dispostos em belas travessas de pratas; bolos carbonizados arrumados em salvas; havia uma grande terrina de picadinho de miúdos de carneiro cheio de vermes… e o orgulho do buffet, um enorme bolo cinzento em forma de sepultura, com os dizeres em glacê de asfalto” .
Um “fogo agradável” e uma língua imensa e gosmenta de serpente
Com a permissão de seus parentes trouxas, Potter deve passar parte de suas férias em casa de uma família de bruxos, seus amigos. Esses chegam através da lareira. Na saída, um dos colegas de Harry deixa cair de propósito uma bala enfeitiçada, logo engolida por seu primo trouxa, o guloso Dudley. Aqui, ao nojento une-se o horror. A língua do menino cresce e incha, a ponto de ficar como uma imensa serpente píton gosmenta.
“ ‘Até logo’, disse Harry, e colocou os pés nas chamas verdes. Eram agradáveis e transmitiam uma sensação de um sopro quente. Neste momento, porém, ouviu-se um horrível som de engasgo, e a tia Petúnia começou a gritar. Harry voltou-se. Dudley … estava ajoelhado junto à mesa de café, engasgado com uma coisa comprida, avermelhada e gosmenta que lhe saía da boca. Harry viu logo que esta coisa gosmenta era a língua de Dudley” .
Os diabretes da Cornualha: espírito diabólico de destruição
Em meio a toda espécie de seres estranhos que aparecem ao longo dos quatro volumes já editados, como os animagi (homens que se transformam em animais), os hipogrifos (seres meio cavalo, meio águia), as aranhas do tamanho de cavalos e árvores que chicoteiam etc., entram em cena também diabretes. Uma maneira eufemística de falar do demônio.
Assim, Lockhart, professor de Proteção contra Artes Mágicas, traz um dia para a sala de aula diabretes de cor azul-elétricodiabolicamente astutos, de vinte centímetros de altura:
Foi um pandemônio. Os diabretes disparavam em todas as direções como foguetes. Dois deles agarraram Neville pelas orelhas e o ergueram no ar. Vários outros voaram direto pelas janelas, fazendo cair uma chuva de estilhaços de vidro. Os demais se puseram a destruir a sala de aula com mais eficiência do que um rinoceronte desembestado. Agarraram tinteiros e salpicaram a sala de tinta, picaram livros e papéis, arrancaram quadros das paredes, viraram a cesta de lixo, pegaram as mochilas e os livros e os atiraram contra as vidraças quebradas; em poucos minutos, metade da classe estava abrigada embaixo das carteiras, e Neville pendurado no teto pelo lustre de ferro” .
Se a autora quisesse preparar seus jovens leitores para uma real aparição do demônio, poderia perfeitamente ter escrito o que escreveu.
Antítese entre antecâmara do inferno e pré-figura do Céu
Tal é o mundo de horrores proposto — com base numa gigantesca máquina de propaganda mediática— a dezenas de milhões de leitores de Harry Potter nos cinco continentes da Terra. Um mundo dominado pela magia, habitado por seres que parecem brotados de uma mente alucinada, no qual, por assim dizer, todos os sentidos são agredidos pelo monstruoso, de modo tal que já se vai tendo uma antevisão e um antegosto do que possa ser o inferno.
Os grossos volumes de Harry Potter procuram de modo sutil incutir no leitor a idéia de que o mundo real é invisível e mágico, no qual vivem os bruxos. Aí é que as coisas de fato importantes se decidem. A sociedade dos trouxas, dos homens comuns, constituiria um mundo de segunda classe, estúpido, sem graça, banal.
A obra da escritora Joanne Rowling toma assim um caráter de iniciação nos mistérios da feitiçaria, da magia e do ocultismo, enquanto porta de acesso a este novo mundo anticristão, que não é outra coisa senão uma pré-figura do reino do demônio.
Objetar-se-á que o reino de bruxos e feiticeiras desvendado em Harry Potter não passa de mera fantasia de literatura infanto-juvenil. Sem dúvida. Mas também é indubitável que tal fantasia prepara — e de modo possante — as almas para um estado de coisas que se encontra bem exatamente nos antípodas do Reino de Maria previsto por Nossa Senhora em Fátima. E anelado por grandes santos como São Luís Grignion de Montfort e eminentes pensadores católicos como o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Sim, do Reino de Maria, futuro ápice da Cristandade, quando Nossa Senhora reinará sobre os corações, fazendo da sociedade humana uma antecâmara do Céu.
Notas
1. Título original inglês: Harry Potter and the Goblet of Fire. As citações deste volume no presente artigo foram extraídas da edição alemã Harry Potter und der Feuerkelch, Carlsen, Hamburg, 2000.
2. Ver por exemplo: “O Estado de S. Paulo”, 23-6-2001, Caderno 2.
3. Engana-se rotundamente quem pensar que a leitura de Harry Potter atrai somente crianças e jovens. De fato, pessoas de todas as idades estão lendo essa obra. Norbert Blum, ex-Ministro do Trabalho da Alemanha e membro do CDU, referindo-se ao sucesso da série, declarou: “Depois que devorei os três primeiros volumes, não estou de modo algum surpreso com o seu sucesso. Pois esses livros são todos eles um exercício em matéria de assombro. E o assombro é o veículo que transporta as fábulas” (Stern, Hamburg, 41/2000)
4. “Diário das Leis”, São Paulo, 2a. edição, 1982
5. “Frankfurter Rundschau”, 20-11-2000.
6. Título original: Harry Potter and the Philosopher´s Stone
7. Títulos originais respectivamente: Harry Potter and the Chamber of Secrets, Harry Potter and the Prisoner of Azkaban.
8. Cfr. Harry Potter und der Feuerkelch, pp. 667 ss.
9. No currículo escolar das escolas secundárias constam matérias como História, Geografia, Inglês, Matemática, Física etc. Porém, na Escola de Bruxaria de Hogwarts os jovens alunos cursam disciplinas tais como Ciência das Ervas, Criação de Seres Mágicos, Predições, Aritmântica, História da Feitiçaria, Aula de Transformação (em outros seres), Parsel, ou a habilidade de falar com cobras, Curso de Poções Mágicas (o qual se revela uma verdadeira “tortura”: “As aulas de Poções Mágicas eram sempre uma experiência horrível, porém agora transformaram-se numa verdadeira tortura. Estar durante uma hora e meia trancado num calabouço com o professor Snape…” idem, p. 310).
10. Idem, p. 314.
11. O crítico literário de fama internacional Harold Bloom, professor da Universidade de Yale, considera que Potter não é aconselhável para quem esteja interessado em literatura, e muito menos para crianças: “O livro é uma massa de clichês que não pode fazer nenhum bem às crianças. Tudo isso começou por causa de Stephen King, que é um autor horrível. Ele escreveu uma resenha dizendo que os leitores de Harry Potter, com 12, 13 anos, estariam prontos para ler os livros dele aos 16 ou 17. E esta é exatamente a verdade” (“Jornal do Brasil”, 3/2/2001). Stephen King escreve livros de horror pesado. Tanto seus livros quanto os de Rowling estariam desde há muito no Index Librorum Prohibitorum do antigo Santo Ofício (hoje Congregação para a Doutrina da Fé), caso ele ainda estivesse vigente.
12. Harry Potter and the Prisoner of Azkaban, Bloomsberry, London, 1999, pp. 93-94
13. Idem, p. 203
14. Idem, p. 365
15. Harry Potter e a Câmara Secreta, Rocco, Rio de Janeiro, 2000, p. 168
16. Idem, p. 181
17. Harry Potter und der Feuerkelchpp. 404-405.
18. Harry Potter e a Câmara Secreta, p. 100
19. Idem, pp. 116-117)
20. Harry Potter und der Feuerkelch, pp. 53-54
21. Harry Potter e a Câmara Secreta, pp. 91-92

Maravilhoso, o real e o horrendo na literatura infantil
Plinio Corrêa de Oliveira
As histórias, todos o sabem, são os primeiros contatos das crianças com a vida. Através delas, a inteligência infantil transpõe os limites do ambiente doméstico e apreende as noções iniciais sobre a sociedade humana, com as inúmeras diferenciações que comporta, as atrações que oferece, os deveres que impõe, as decepções que traz, e o jogo complicado das paixões nos altos e baixos desta grande luta que é a existência. “Militia est vita hominis super terram” [A vida do homem sobre a terra é uma luta], diz a Sagrada Escritura (Job 7,1). “Militia”, sim, em que uns lutam por seus interesses pessoais, legítimos ou ilegítimos, e outros lutam contra o mundo, contra o demônio, contra a carne, para a maior glória de Deus.
Daí haver importância essencial, para uma civilização católica, em proporcionar às crianças uma literatura profundamente e sadiamente religiosa. Não falamos apenas do curso de Catecismo e História Sagrada, que deve ser o centro de tudo, mas de histórias que fossem como que o comentário, o prolongamento, a aplicação do que a Religião ensina.
Isto, em termos de boa doutrina, é o normal. Quanto é evidente, porém, que a caudal da literatura infantil moderna está longe disto!
Desejando tratar hoje da literatura infantil nesta seção, que não é de crítica literária, fazemo-lo analisando algumas destas ilustrações.
Antes de tudo, uma composição de Walt Disney. É a Cinderela, que vai com seu Príncipe rumo ao castelo encantado. É o maravilhoso na literatura infantil.
Haveria restrições a fazer. Em princípio, o que se oferece à criança deve tender a amadurecê-la, sob pena de não ser inteiramente sadio. Alguma coisa no cocheiro, no lacaio, na estrutura do morro e dos edifícios dá idéia de coisa feita não só para crianças, mas por crianças. E isto se nota, embora menos claramente, nos outros elementos da cena.
Mas, feita esta reserva, como não elogiar o gosto, a delicadeza, a variedade desta composição? O maravilhoso, indispensável nos horizontes infantis como meio de apurar o senso artístico, elevar o espírito, abrir o descortinio, estimular sadiamente a imaginação, está aqui expresso com um tato e um gosto notáveis.
(Extraído da Revista Catolicismo )