quarta-feira, 14 de março de 2012

Lei permitirá casamento gay em igrejas a partir de junho


 
O governo dinamarquês permite há uma década que casais gays se casem legalmente diante de um juiz. Na Dinamarca não existe separação entre Estado e igreja e, em breve, uma nova lei irá permitir o casamento de homossexuais nas igrejas.
O novo governo, liderado pela primeira-ministra Helle Thorning-Schmidt quando ganhou as eleições, em setembro de 2010, já havia anunciado sua intenção de permitir o casamento gay nas igrejas.
“Neste ano já poderemos ver os primeiros casais homossexuais se casarem em igrejas dinamarquesas”, disse Helle, que considerou um passo “importante” e “natural” que na sociedade dinamarquesa “seja reconhecida a diferença e a igualdade dos indivíduos, independentemente de quem for”.
A lei foi apresentada no Parlamento hoje (14) para que comece a ser debatida, mas sua aprovação é considera certa, pois conta com amplo apoio dos três partidos governo de coalizão de centro-esquerda. Ela deverá entrar em vigor em 15 de junho e conta com a cumplicidade da maioria dos pastores ligados à Igreja Luterana, religião oficial do país.
De acordo com uma estimativa feita pelo presidente da Associação de Pastores Dinamarquês, Per Bucholdt Andreasen, cerca de 70% dos ministros da Igreja Luterana estão dispostos a casar gays em seus templos. Alguns deles já realizavam uma espécie de “benção” para os gays, mas não tinha o mesmo peso de uma cerimônia oficial.
Há, porém, a resistência de alguns pastores, por isso está prevista a cláusula de “objeção de consciência”, que permite a cada líder para decidir individualmente se fará ou não o casamento em sua igreja.
Com a nova lei, a Dinamarca se juntará aos países onde o casamento gay já é uma realidade:  Holanda, Espanha, Bélgica, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal e Islândia.
Traduzido e adaptado de Protestante Digital


Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br

Evangélico é preso em Teresina por quebrar imagem de santo católico .


 



Na terça-feira (13) um homem foi preso em flagrante pela Polícia de Teresina, capital do Piauí, por ter quebrado a imagem de Santa Teresinha que estava dentro de uma Igreja Católica no bairro de São Pedro, zona Sul da cidade.
Identificado apenas como Elias, o acusado entrou na igreja, quebrou a imagem e, diante do barulho que chamou atenção de quem estava rezando na igreja, saiu correndo, mas foi reconhecido e preso.
“Nós estávamos rezando o terço, quando ouvimos um barulho muito grande, pensávamos até que tinha acontecido um acidente de carro. Quando nos viramos, vimos a santa no chão e um homem correndo pra fora da igreja.
Na hora conhecemos que era o Elias, pois ele já foi catequista aqui conosco. Entramos em contato com a polícia e ele acabou preso”, explica a bancária Marineide Albuquerque, que estava na igreja na hora da depredação.
A testemunha conta que não é a primeira vez que o evangélico entra na igreja para depreciar os santos católicos o que ela caracteriza como intolerância religiosa, já que esses ataques só começaram a acontecer depois que Elias se converteu.
“Depois que ele se converteu para outra igreja, ele começou a atacar a nossa igreja. Essa já é a terceira vez que ele quebra santos aqui na paróquia. Se o pessoal de outras religiões não acreditam nas imagens, eles tem que respeitar a nossa crença. Isso que aconteceu hoje aqui é intolerância religiosa”, diz.
O evangélico foi preso e encaminhado à Central de Flagrantes que fica no centro da cidade. Quem prestou queixa contra Elias foi o próprio padre do bairro, padre Valdery Veras, que assinou o Boletim de Ocorrência contra o acusado tendo os membros que estavam presentes como testemunha.
Com informações Portal AZ via Gospel Prime






Prefeito de cidade gaúcha prepara a população para o fim do mundo


 Prefeito de São Francisco de Paula estuda o futuro do planeta




O prefeito Décio Colla, da cidade de São Francisco, no Rio Grande do Sul, tem mobilizado os moradores do município que fica a 112 quilômetros da capital Porto Alegre a se prepararem para o fim do mundo.
Por estar localizada a 907 metros acima do nível do mar muitas pessoas estão escolhendo a cidade para se proteger dos possíveis desastres naturais relacionados ao fim do mundo previsto para acontecer no dia 21 de dezembro de 2012.
Mesmo os estudiosos dizendo que as previsões do Calendário Maia não dizem respeito ao final do mundo, ainda tem muita gente que acredita que a Terra está com seus dias contados. Por isso, o prefeito tem se aprofundado em teorias geofísicas e da astrofísica para poder preparar a população.
“Não podemos ficar sentados chupando sorvete e esperando acontecer alguma coisa. Temos de agir”, disse Colla ao portal G1 garantindo que se pudesse já teria adotado medidas prevenindo a população. “Como homem público, fica difícil fazer alguma coisa no momento. Não posso nem estocar a merenda escolar, pois tenho que apresentar as contas zeradas no final de cada mês.”
Mesmo com essas limitações o prefeito tem alertado os moradores a juntarem comida e ele mesmo tem feito isso, pois sabe que em grandes desastres os produtos e serviços desaparecem, deixando a população sem condições de sobrevivência. “Na minha casa, vou estar preparado para ficar de dois a três meses sem serviço nenhum. Pelo menos um mingauzinho eu vou ter para comer”, disse o prefeito.
Preparado para o fim do mundo está um comerciante do município que já estocou o suficiente para alimentar 50 pessoas durante um ano. Ele informou ao G1 que tem 108 quilos de arroz, 40 de feijão, 108 metros de tecido e outras coisas.


Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br

Jornalista Diogo Mainardi surpreende jornalistas globais: Sou ateu, não creio em Deus, mas creio na Igreja!

terça-feira, 13 de março de 2012

Marcha do orgulho gay foi um fracasso total na Argentina


A plataforma de cidadãos Argentinos Alerta informou um que a marcha do orgulho gay, programada para o dia 9 de março na localidade de San Rafael, em Mendoza, foi um fracasso, porque o público não superou meia centena e a sua maioria não eram homossexuais.

Efetivamente, inúmeras testemunhas relataram que a maioria dos participantes na manifestação não eram gays, mas membros de partidos de esquerda e de órgãos que dizem defender os direitos humanos.

Graças à solicitação realizada pela plataforma cidadã argentina as autoridades, a desastrosa convocatória não passou em frente da Catedral de San Rafael, onde 250 fieis católicos estavam reunidos para proteger o templo contra qualquer possível ataque.

Dias antes da marcha, os defensores do matrimonio e da família criticaram a diluída marcha do orgulho gay, pois "era um verdadeiro ato de agressão e provocação, já que foi eleita a cidade de San Rafael por esta ser uma cidade manifestamente católica".
Fonte:ACIDIGITAL

Punks interrompem missa e pedem para que “Virgem Maria” expulse o presidente da Rússia Fonte.


 

 Punks interrompem missa e pedem para que “Virgem Maria” expulse o presidente da Rússia
Duas integrantes do grupo ‘punk feminista’ Pussy Riot, Maria Alyokhina e Nadezhda Tolokonnikova, foram presas após uma manifestação em uma igreja ortodoxa russa no final de fevereiro.
As jovens, usando roupas coloridas e máscaras de pano, subiram no altar da Catedral Cristo, o Salvador, em Moscou e, com ajuda de megafones, cantaram uma música criticando o premier russo reeleito, Vladimir Putin.
A performance intitulada “Virgem Maria, expulsa o Putin”, resultou na detenção de duas integrantes dentre as cinco que participaram da “oração punk”. Atualmente elas estão no centro de detenção preventiva, onde devem ficar até o dia 24 de abril.
Elas podem ser condenadas a sete anos de prisão por “hooliganismo” e “incitação ao ódio religioso”. Como forma de protesto, elas dizem estar em greve de fome. Alegando inocência e explicando que não têm nenhuma relação com fins religiosos, seu protesto era uma forma bem humorada de contestar a reeleição de Valdimir Putin.
Tolokonnikova é casada com Petr Verzilov, um dos fundadores do grupo de ativismo urbano Voina [guerra], conhecido por seus protestos impactantes.
Até agora, a juíza que cuida do caso não aceitou liberar as ativistas sob fiança. Citando uma  frase de Jesus Cristo na cruz, Vladimir Lukin, conhecido defensor de direitos humanos da Rússia, pediu que elas fossem soltas em 8 de março, Dia da Mulher. “Perdoe, elas não sabem o que fazem”, disse Lukin. Nessa data, vários jovens tentaram entrar na catedral para “rezar” por elas, mas não tiveram permissão.
Imediatamente após a detenção, uma campanha foi iniciada na Internet para recolher assinaturas apelando ao Patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa Russa, que peça a libertação das cantoras. Hoje (12/03) um abaixo-assinado com 5739 assinaturas foi entregue a representantes da Igreja Ortodoxa.
Vladimir Vigilianski, chefe do serviço de imprensa do patriarca, afirmou não entender a iniciativa. “Sinceramente, não sei porque forçam nosso patriarca Kiril para infringir a separação entre Igreja e Estado”.
O porta-voz da Igreja, Vsevolod Chaplin emitiu uma nota, dizendo que não concorda com a prisão, mas acrescentou que Deus muitas vezes “escolhe diferentes testes de fé, incluindo a prisão”.
Segundo o jornal inglês The Guardian, um comunicado da Igreja Ortodoxa Russa teria classificado a Pussy Riot como “pecadoras”, e chamou sua apresentação no meio de uma missa “grosseira, arrogante e agressiva”, desafiando os cristãos presentes.
Quando o caso chegou até o primeiro-ministro Putin, ele teria reagido negativamente, segundo explicou Dmitri Peskov, seu secretário de imprensa. Limitou-se a dizer: “Caso elas tenham violado a lei, apresento minhas desculpas aos sacerdotes e aos fiéis”.
Assista a invasão:

Traduzido e adaptado de Guardian e Ruvr

Assista a invasão:




Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br

O sacerdote deve ser modelo para os fiéis


 


Sendo visto pelos fiéis como alguém escolhido por Deus para guiá-los, o ministro ordenado deve ser sempre exemplo preclaro de virtude, como recomenda o Apóstolo a seu discípulo Tito: "Mostra-te em tudo modelo de bom comportamento: pela integridade na doutrina, gravidade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário seja confundido, não tendo a dizer de nós mal algum" (Tit. 2, 7-8).

Com efeito, uma conduta irrepreensível, inflamada de caridade, dando testemunho da beleza da Igreja e da veracidade da mensagem evangélica, falará muito mais profunda e eficazmente às almas do que o mais lógico e eloquente dos discursos: "O ornato do mestre é a vida virtuosa do discípulo, como a saúde do enfermo redunda em louvor do médico. [...] Se apresentarmos nossas boas obras, será louvada a doutrina de Cristo" (Super Tit. cap. 2, lec. 2).

Por vezes, se interpreta a obrigação de dar exemplo, de ser modelo, num sentido minimalista: o de apenas cumprir mais ou menos os próprios deveres, no mesmo nível de todos os outros. E assim, pelo critério da mediania, procura-se contentar a própria consciência. Ora, quem é chamado a servir de exemplo para os outros não deve se comparar com os que lhe são iguais, mas com aqueles que alcançaram o mais alto grau de perfeição.

Cristo, sim, é o verdadeiro modelo do ministro consagrado. É com Ele que o sacerdote deve configurar-se, não só pelo caráter sacramental, mas também pela imitação de Suas perfeições, de forma que nele os fiéis possam ver outro Cristo. Só assim estes se sentirão atraídos pelo bom exemplo de seu pastor e guia.

Por Mons. João S. Clá Dias, EP.



segunda-feira, 12 de março de 2012

Igreja lança campanha contra casamento gay no Reino Unido


A igreja católica do Reino Unido lançou uma campanha contra a legalização do casamento gay com um abaixo assinado, e com a leitura de uma carta, lida em todas as missas realizadas no Reino, nos dias 10 e 11 de março.

Segundo o site da igreja, ela já conseguiu através de seu website, quase 166 mil assinaturas de pessoas contra o casamento de homossexuais.
A carta foi escrita por Vincent Nichols, Arcebispo de Westminster. Ela alertou aos congregantes sobre os perigos da mudança da definição legal do casamento.
“Mudar a definição do casamento seria um passo radical. Leis ajudam a moldar os valores sociais e culturais. Mudando ela, mudará também o propósito do casamento,” começa a nota publicada no website da igreja Católica.
“Nem a igreja nem o estado podem mudar o valor fundamental do casamento,” termina a carta.
A briga entre a igreja e o governo do Reino Unido começou com os planos do governo de lançar no mês de marco, um documento que permite o casamento entre homossexuais.
Essa iniciativa partiu da ministra de Igualdade, Lynne Featherstone, do partido Liberal Democrata e recebeu aprovação do Primeiro Ministro David Cameron.
O maior líder da igreja da Inglaterra, Arcebispo de Canterbury, Rowan William disse à Reuters, que uma nova lei para casais gays significa que a nação será forçada a adotar mudanças que não querem.
De acordo com uma pesquisa feita pela Voz dos Católicos, na internet, cerca de sete britânicos entre 10, acreditam que o casamento deveria continuar como está, ou seja, a união entre um homem e uma mulher e que deve durar para o resto da vida.
Com o aumento do secularismo na Inglaterra, sua igreja tem um desafio a encarar.
A Sociedade Secular Nacional argumenta que o assunto é mais profundo do que o casamento gay. “Se igreja católica vencer essa guerra, ela vai querer mudar a lei do aborto também. A igreja católica está tentando intimidar o sistema político com intimidação e chantagem emocional”, diz a organização em seu site.
O casamento gay já liberado em vários países da Europa, incluindo a Espanha e a Holanda.

Padre que se recusa a dar comunhão a lésbica é afastado por `intimidação`


Padre que se recusou a prestar comunhão a uma lésbica, durante missa do funeral de sua mãe, foi afastado de seu ministério, segundo uma carta escrita dia (9), pelo Monsenhor Knestout, Vigário Geral e Moderador da Cúria da Diocese de Washington, D.C.

“A punição do padre Marcel Guarnizo foi resultado do seu comportamento de intimidação com paroquianos, o que é incompatível com seu ministério”, diz a carta que foi publicada na sexta-feira.
Durante todas as missas na igreja de São João Neumann, em Washington, no domingo (11), a diocese confirmou a remoção do padre Guarnizo e explicou à congregação, sobre o conteúdo da carta, de acordo com o Washington Post.
Segundo o padre Thomas LHood, da Igreja de São João Neumann, o afastamento de Guarnizo não tem nenhuma relação com sua recusa de prestar comunhão à lésbica, mas sim a outras ações tomadas por ele, publicou o Washington Post.
“Nós sabemos que houve uma discórdia dentro da igreja sobre como a comunhão deveria ser distribuída. Eu creio que essa discórdia se originou de emoções fluídas por amor. Amor e Cristo são presenças na Eucaristia”, disse LHood.
Depois de ter lido a carta, LHood explicou que isso poderia ser um assunto pessoal. “O padre Guarnizo terá oportunidade de se defender,” acrescentou ele.
Barbara Johnson, uma mulher de 51 anos, teria dito que, quando ela se aproximou do padre Guarnizo para receber comunhão no dia do funeral de sua mãe, o padre cobriu o pão e disse que não daria a ela o sacramento porque ela vivia com outra mulher, o que é considerado pecado aos olhos da igreja.
O ato parece ter sido justificado na carta que contém um pedido de desculpas feito pela diocese à Barbara.
“Nós cremos que para receber a comunhão as pessoas devem estar em estado de graça, o que significa que eles não tenham nenhum pecado sério em suas consciências, o que causa uma quebra no relacionamento com Deus,” conta a carta de Wuerl.
Entretanto, Barbara exige que ninguém passe por experiências desse tipo, que segundo ela, foram traumatizantes.
“Nós esperamos que a decisão do Bispo Knestout garanta que ninguém mais passe por experiências traumatizantes como essa que minha família passou,” diz a mulher que foi negada a comunhão, Barbara Johnson, em comunicado.
Padre Guarnizo nasceu em Washington, e é fundador da organização chamada Ajuda à Igreja na Rússia, onde foi se tornou padre em 1998, da Diocese de Moscou.

Jovens podem viver a pureza mesmo em uma sociedade erotizada, afirma sacerdote


GUAIAQUIL, 12 Mar. 12 / 05:59 pm (ACI)


Os jovens podem e querem viver a pureza e a castidade, mesmo em meio a uma sociedade erotizada que os pressiona para que tenham relações antes do matrimônio.


Assim assinalou o sacerdote Pe. Jurgen Daum, quem pediu aos jovens que "mantenham a castidade e não tenham medo nem deixar-se pressionar" pela sociedade atual.


Em uma entrevista no canal de TV equatoriano CN Plus, o sacerdote assinalou que, ao viver a castidade em suas relações de casal "o que (os jovens) ganham muitíssimo mais, é esse amor puro e verdadeiro, formoso que desejam viver".


Para o presbítero, os jovens procuram desesperadamente amar e ser amados. "Isso é o que busca um rapaz ou uma garota, em uma relação de namorados, por natureza, porque os seres humanos estão feitos para amar".


Entretanto, disse, os jovens muitas vezes "confundem amor com sexualidade" e andam "muito desencaminhados pois todos os empurram em uma mesma direção, que é a das relações sexuais pré-matrimoniais", lamentou.


O Pe. Daum explicou que, "quando a mulher se entrega, acredita que está dando o melhor de si mesma ao seu namorado, acredita que com isso está construindo o amor. Mas a mentalidade do homem é distinta, e se a mulher não sabe cuidar do namorado e não sabe dizer não a ele, em vez de fazer o amor, está desfazendo o amor".


O sacerdote sublinhou que uma das principais coisas que os jovens devem entender é "que vale a pena esperar e trabalhar por um amor puro. Primeiro devem entender o valor da pureza".


"Há um amor puro e um que não é puro. Os jovens acreditam que não está mal ter relações ‘porque nós nos amamos’ e isto é uma grande mentira, porque entregar-se faz que esse amor que começa puro se polui, se degrada". 


Para o Pe. Daum, o egoísmo faz impuro o amor, e se manifesta quando o namorado condiciona seu carinho à entrega sexual.


"A prova do amor pelo contrário, é dizer ao outro: ‘eu vou cuidar de você, vou te respeitar, vou sacrificar meus hormônios, minhas paixões, meus desejos sexuais para esperar porque vale a pena’", assegurou.


O presbítero comparou a necessidade de viver a pureza com a importância dos freios em um automóvel para não resultar prejudicado nem ferir os pedestres.


"O ser humano é algo muito mais complexo que um automóvel, mas se não se usa os freios em certas situações vai haver destruição da própria pessoa, outros sairão feridos, e isto vai causar destruição, dano e dor aos demais".


"Alguns dirão que isso de reprimir-se causa neurose porque esse mito foi inculcado na nossa cabeça, mas não é verdade", afirmou.


O Pe. Daum também exortou os jovens que já tiveram suas primeiras relações sexuais a confessar-se e viver a castidade a quão "porque a pureza é dada por Deus".

Cristãos podem ser proibidos de usar cruz ou crucifixo no trabalho na Inglaterra .



Os cristãos ingleses podem perder o direito de mostrar publicamente sua fé


 Cristãos podem ser proibidos de usar cruz ou crucifixo no trabalho na Inglaterra

Em um caso que tem chamado atenção da mídia, duas mulheres britânicas procuraram estabelecer o direito de exibirem sua fé cristã no trabalho. O assunto será decidido pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. É a primeira vez que o Governo da Inglaterra é forçado a esclarecer se apoia ou não o direito dos cristãos usarem seu símbolo de fé no trabalho.

Segundo o jornal The Sunday Telegraph, os ministros que julgarão o caso argumentam que, por não ser um “requisito” da fé cristã, os empregadores podem proibir o uso de cruzes por parte dos trabalhadores e punir os que insistem em fazê-lo.
A posição do governo recebeu acusações revoltadas de figuras proeminentes, incluindo Lord Carey, ex-arcebispo de Canterbury, líder máximo da Igreja da Inglaterra. Ele acusou os ministros e os tribunais de “censurarem” os cristãos e disse que esse era outro exemplo de cristianismo sendo marginalizado no Reino Unido.
A necessidade de o Governo anunciar se os cristãos têm o direito de exibir ou não o símbolo de sua fé surgiu depois da discussão similar sobre o uso de lenços hijab sobre a cabeça das mulheres muçulmanas.
As leis que garantiriam o direito de se usar uma cruz ou crucifixo no trabalho seguem os termos do artigo 9 da Convenção Europeia de Direitos Humanos. Ele afirma: “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de, seja sozinho ou juntamente com outros, seja em público ou privado, manifestar sua religião ou crença, sobre adoração, ensinos, práticas e rituais”.
As mulheres cristãs que deram origem ao processo, Nadia Eweida e Shirley Chaplin, alegam que foram discriminadas quando seus empregadores as proibiram de usar o símbolo no local de trabalho. Elas querem que o Tribunal Europeu decida se os patrões violaram o direito delas manifestarem sua fé religiosa.
O Governo deve dar como resposta oficial que o uso da cruz não é uma “exigência da fé” e, portanto, não é contemplado pelo artigo 9.
Os advogados das mulheres alegam que o Governo está sendo exigente demais e que “manifestar” uma religião inclui fazer coisas que não são uma “exigência da fé”, e elas estão, portanto, protegidas pelas leis de direitos humanos. Afirmam ainda que os cristãos recebem menos proteção do que membros de outras religiões que já garantiram seu direito a usar roupas ou símbolos, como o turbante e a pulseira kara dos sikh, ou o hijab muçulmano.
O caso da senhora Eweida data de 2006, quando ela foi suspensa pela empresa aérea British Airways, onde trabalhava, por se recusar a tirar a cruz que carregava no pescoço. Aos 61 anos de idade, ela argumenta que a empresa permitia aos membros de outras religiões usarem livremente seus símbolos religiosos, sem que isso violasse as regras sobre uniforme.
A senhora Chaplin, 56, foi impedida de trabalhar na enfermaria pela Royal Devon and Exeter NHS após se recusar a esconder a cruz usou durante seus 31 anos de enfermagem.
A resposta do governo, elaborada pelo Ministério das Relações Exteriores, afirma: “O Governo alega que… usar uma cruz ou crucifixo visível não é uma manifestação de sua religião ou crença, na acepção do artigo 9, e… a restrição sobre as rés usarem uma cruz ou crucifixo visível não se trata de uma interferência de seus direitos protegidos pelo artigo 9″.
E acrescenta: “Em nenhum dos casos existe qualquer sugestão de que o uso de uma cruz ou crucifixo visível é uma forma reconhecida de praticar a fé cristã, muito menos pode ser considerado (inclusive pelas próprias) uma exigência da sua fé”.
O Governo inglês atualmente responde a ações movidas por outros dois cristãos que sofreram represálias no trabalho depois que se opuseram publicamente à realização do casamento de homossexuais.
Lillian Ladele, após trabalhar por 17 anos para o Conselho de Islington, norte de Londres, disse que foi forçada a se demitir em 2007, depois de ser disciplinada pelo seu chefe e alegou que fora humilhada por defender suas crenças.
Gary McFarlane, um conselheiro registrado, foi demitido por se recusar a fazer terapia sexual para casais homossexuais.
Grupos cristãos têm dito que a postura do Governo é “inaceitável”.
Lord Carey disse: “A ironia é que quando os governos e tribunais impõe aos cristãos que a cruz é uma questão insignificante, ela se torna um símbolo ainda mais importante de expressão de nossa fé.”
Os juízes em Estrasburgo devem decidir quais dos casos irão progredir até as audiências completas em uma instância superior.
Andrea Williams, diretor do Centro Legal Cristão, protestou: “É inacreditável que um governo conservador permita que… nos últimos meses, os tribunais se recusem a reconhecer o uso de uma cruz, a crença no casamento apenas entre um homem e uma mulher e os domingos como um dia de adoração como expressões centrais da fé cristã. E agora? Será que nossos tribunais vão anular os Dez Mandamentos?”


Traduzido e adaptado de Telegraph via Gospel Prime.



Cientista da NASA é demitido por acreditar no criacionismo.

David Coppedge afirmou publicamente que acredita na Criação e não na Teoria da Evolução



 





 Nesta segunda-feira, o ex-cientista da NASA, David Coppedge, será ouvido pela justiça de Los Angeles para dar continuidade ao processo que ele moveu contra a agência alegando que foi demitido por ter proclamado sua crença no “Design inteligente”, ramo do Criacionismo.
Coppedge era um dos líderes do grupo Cassini Mission que estava explorando Saturno e suas Luas até que durante uma conversa, assumiu que acredita que a o universo e a raça humana são complexos de mais para terem surgidos pelo processo evolucionista.
A teoria “Design inteligente” acredita que a complexidade da Terra e dos humanos só pode ter sido criada por uma inteligência superior, logo, um Deus. Assunto que intriga a maioria dos cientistas que se baseiam nos estudos de Darwin para montar suas teses sobre a evolução humana.
“Há uma guerra contra qualquer pessoa que contradiz Darwin,” diz John West, diretor do Centro de Ciências e Cultura do Discovery Institute que tem apoiado o ex-cientista da NASA nessa batalha judicial. David trabalhou na Agência de Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço por 15 anos.
O advogado de David diz que ele foi marcado pelos chefes depois que eles entenderam que sua fé no “Design Inteligente” era de origem religiosa. Já a NASA diz que o cientista assediava seus colegas de trabalho tentando mudar suas opiniões a respeito da evolução e que a Agência passou a receber diversas queixas em relação a isso.
Com informações The Christian Post


Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br

domingo, 11 de março de 2012

Ataque suicida contra igreja mata ao menos 11 na Nigéria



Ao menos 11 pessoas morreram neste domingo e 22 ficaram feridas em um atentado suicida cometido contra uma igreja católica na cidade de Jos, na região central da Nigéria. Esses dados foram divulgados pela agência oficial de notíciasNAN, que citou fontes ligadas a hospitais e à Cruz Vermelha. Anteriormente, a Agência de Gestão de Emergências Nacionais (Nema) da Nigéria havia confirmado cinco mortos, entre eles, os dois terroristas suicidas, uma criança, uma mulher grávida e um homem.
O atentado, cuja autoria ainda não foi atribuída a nenhum grupo, ocorreu quando os dois suicidas lançaram um veículo carregado de explosivos contra a porta da Igreja de Saint Finbar, no bairro de Rayfield. O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, condenou o atentado e pediu à população que mantenha a calma e não responda com "ataques de represália".
O sacerdote da paróquia, Peter Umorem, indicou que o menino morto era membro dos escoteiros e estava encarregado da porta da igreja no momento do ataque, detalhando que a explosão ocorreu de manhã, pouco depois do início da missa. "Estava no altar quando ouvi uma forte explosão. De repente, as coisas começaram a cair e se formou um pandemônio na igreja", comentou o pároco, citado pela Agência de Notícias da Nigéria(NAN).
A Igreja de Cristo na Nigéria, situada no mesmo bairro, não foi afetada, mas inicialmente pensava-se que também tinha sido alvo do ataque. Nenhum grupo reivindicou o atentado até o momento, mas um dos suspeitos é o grupo radical islâmica Boko Haram, que cometeu inúmeros ataques contra templos cristãos nos últimos meses.

Considerados “satanistas” jovens emos e gays são mortos a pedradas



Considerados “satanistas” jovens emos e gays são mortos a pedradas
Brigadas do ódio já fizeram dezenas de vítimas e prometem mais mortes.
Nas últimas três semanas, 14 jovens foram apedrejados até a morte em Bagdá como parte de uma campanha de militantes xiitas contra adolescentes que se vestem como “emos”.
Os radicais muçulmanos distribuíram listas identificando mais jovens marcados para serem mortos, caso não mudem o estilo de suas roupas.
As mortes começaram depois que o Ministério do Interior do Iraque chamou atenção, mês passado, para a cultura “emo”. Para as autoridades religiosas, esse é um tipo de “satanismo” e ordenaram que a polícia comunitária combata essa nova moda dos jovens.
O folheto distribuído em bairros xiitas traziam 24 nomes de jovens marcados para morrer. “Nós alertamos vocês e todos os homens e mulheres obscenos. Se você não mudar esse comportamento sujo dentro de quatro dias, a punição de Deus descerá até você pelas mãos dos Mujahideen”.
Outro folheto similar listava 20 nomes e alertava: “Nós somos as Brigadas do Ódio. Estamos avisando, se vocês não voltarem à sanidade e ao caminho certo, serão mortos”.
Os 14 corpos foram levados a três hospitais de Bagdá com ferimentos fatais feitos por pedras ou tijolos, segundo fontes que preferiram não se identificar.
“Semana passada, assinei atestados de óbito de três jovens, e a causa das mortes foram graves fraturas no crânio. Uma pancada muito forte na cabeça causou as fraturas, rompendo totalmente o crânio das vítimas”, explicou um médico do hospital al-Kindi.
Outros jovens, incluindo duas mulheres na casa dos 20 anos, foram internados com espancamentos que foram vistos como “sinais de alerta”, segundo as mesmas fontes.
Os “emos” são um movimento que ficou popular nos Estados Unidos. Seus fãs são reconhecidos pelo tipo de roupas que usam, geralmente são calças justas e camisetas com nomes de bandas do chamado emo-core e também pelos cortes de cabelo característicos.
Além dos “emos”, as brigadas do ódio têm assassinado jovens LGBT, chamando-os de “adúlteros, satanistas, vampiros e sexualmente depravados”.
Cartazes contendo ameaças aos homossexuais foram colocados em cafés e nas esquinas das ruas de Bagdá. Os assassinatos de jovens emos e LGBT ocorreram nos distritos de Sadr, Chaala, Albaladiat, Bagdá Al-Jadedah, Karadah e Kadhymia. O número de vítimas pode chegar a uma centena.
Um ativista LGBT iraquiano relatou que além de apedrejamento até a morte, outro método de execução é empurrá-los de cima de edifícios altos.
Há relatos que cinco sobreviventes foram assassinados dentro de hospitais. Acredita-se que alguns funcionários podem estar envolvidos ou terem facilitado os assassinatos.
Segundo organizações LGBT pelo menos 45 vítimas homens gays foram mortos este ano. O canal deTV Al-Sharqiya afirma que há registros de 90 mortes, na maioria jovens e mulheres acusados de “comportamento imoral”. As mortes são atribuídas a grupos como Jaish Al-Mahdi (Exército de Mahdi) e Asa’ib Ahl al-Haq (Liga dos Justos).
O coronel Mushtaq Taleb Muhammadawi, diretor da polícia comunitária do Ministério do Interior iraquiano, declarou ao Iraque Network News que a polícia tem a aprovação oficial para eliminar emos e homossexuais por terem “efeitos danosos sobre a comunidade”.
O site de notícias iraquiano  Alakhbar.org divulgou que há um “estado de pânico viral entre os estudantes e jovens com medo de serem sequestrados, torturados e mortos a sangue frio por causa da forma como se vestem ou penteiam os cabelos”.
Traduzido e adaptado de Wnep e Pink News

sábado, 10 de março de 2012

A questão do Estado laico

 

Hoje o que se diz por aí é que o Estado é laico, e por isso a religião não pode influenciar nas decisões do mesmo. Para tanto, citam como fundamento legal a previsão do art. 19, I, da Constituição Federal de 1988.

Antes de tudo, é importante dizer que a previsão de que o Estado é laico não nasceu na Constituição Federal de 1988. Esta previsão (separação entre Estado e Igreja) já existia desde o Decreto nº 119-A, de 07/01/1890, ou seja, antes mesmo da promulgação da Constituição de 1891.

Esta previsão foi mantida na Constituição da República de 1891, e em todas, repito, TODAS as Constituições do Brasil que lhe sucederam (1934, 1937, 1946, 1967/69 e 1988).
Mas vejamos o que diz o art. 19 da CF/88:

Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;

A primeira coisa que nos chama a atenção é fato de que nenhum dos órgãos públicos estabeleceu cultos religiosos ou igrejas ... até aqui, tudo certo, pois não temos uma religião estatal e muito menos uma definida como oficial.

Segundo, nenhum órgão da administração pública pode subvencionar ou embaraçar o funcionamento de entidades religiosas. Para analisar este trecho, é importante definir que “subvencionar” significa “prestar ajuda, auxiliar, subsidiar”, e “embaraçar” significa “causar embaraço, atrapalhar, criar dificuldade”. Mais um ponto em que o Estado está cumprindo a previsão da CF/88.

Da mesma forma, o Estado não mantem relação de dependência ou aliança com entidades religiosas ou seus representantes, a ponto de se dizer que o país deixou de ser laico.

Mas é nesse momento que alguém vai gritar: OPA!!! E os benefícios fiscais concedidos às igrejas??? Isso não é subsidiar???

Vamos ver o que diz a Constituição Federal nesse sentido:

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
(...)

VI - instituir impostos sobre:

a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;

b) templos de qualquer culto;

c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;

d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.

Neste momento existem 3 reações distintas:

1. Vixe, não é apenas para as igrejas?!?

Pois é, acredito que quem teve esta surpresa nunca teve a curiosidade de procurar.

2. Eu já sabia disso.

Muito bem, Flipper. Você fez o dever de casa.

3. Olha aí, tá vendo o eu disse??? Isso é subsidiar as entidades religiosas!!!

Aqui está o apressadinho que quando lê um texto só destaca o que lhe interessa, sem ver o contexto geral. Vou tentar te ajudar.

A alínea “a” fala que não poderá a União cobrar imposta dos Estados/Distrito Federal/municípios, sendo que o mesmo vale para situações inversas. Convenhamos que é uma coisa lógica.

A alínea “b” fala das instituições religiosas, porque se tratam de instituições sem fins lucrativos (pelo menos é o que se espera ... se você sabe de alguma que não se enquadre nesse caso, e tem provas disso, procure o Ministério Público). Além do mais, levando em conta a possibilidade de embaraçar o funcionamento das entidades religiosas (ou alguma em específico) por meio de abuso fiscal, entendeu que se devia assegurar a imunidade fiscal.

É o mesmo entendimento a ser aplicado à alínea “c”. Vejam que aos partidos políticos e sindicatos se dá a mesma imunidade fiscal. Trata-se de benefício constitucional ao funcionamento de tais entidades, visando a garantia do Estado democrático de direito para evitar perseguição política ou religiosa.

A alínea “d” é fruto de fatos decorrentes da ditadura militar, que tentava controlar toda a informação.

Portanto, o fato de ter sido concedido imunidade fiscal às entidades religiosas não tira do Estado o seu caráter de laicidade, assim como não o torna adepto de qualquer partido político.

Bom, acredito que está mais do que claro que o Estado é laico em seu funcionamento, pois não é conduzido por nenhuma instituição religiosa, não criou nenhuma instituição religiosa e muito menos adotou qualquer religião como a oficial. Esta é a previsão da Constituição Federal que vem sendo seguida a risca.
No entanto, os que gritam o Estado é laico tem como alvo duas situações: influência das igrejas em diversos assuntos (por exemplo: aborto, casamentos homossexuais, etc.) e símbolos religiosos em órgãos públicos. Vamos analisar estes argumentos.

A influência das igrejas no Estado

Antes de tudo temos que lembrar que a religião é um fator importante na sociedade, a tanto que a imensa maioria dos brasileiros tem alguma crença religiosa. Não é à toa que na Constituição Federal se tenham artigos com proteção a direitos dos que professam alguma fé.

Portanto, ainda que o Estado não assuma qualquer cara religiosa, não pode fechar os seus olhos para este aspecto da sociedade brasileira. Não pode fazer de conta que não existe.

Uma das características de um Estado democrático de direito é a liberdade de expressão, e no Brasil pós-ditadura isso se concretizou. Vejam que hoje temos diversos movimentos defensores de direitos, como é o caso dos sem-terra, negros, homossexuais, mulheres, etc. Todos, repito, TODOS são importantes para o debate democrático e devem ser ouvidos, pois fazem parte da sociedade.

Mas quando alguma instituição religiosa levanta sua voz para defender qualquer crença sua ...aí não pode, pois o Estado é laico. É como se a religião não existisse na sociedade. Que porcaria de Estado democrático de direito é esse??? Quer dizer que os jogadores de futebol podem fazer seu movimento e defender seus interesses, mas o setor religioso da sociedade não pode???

Que me desculpem os que insistem nessa ideia (que as igrejas devem ficar caladinhas no canto da sala e olhando para a parede), mas esta premissa é digna de regime ditatorial. É tentar fazer algo que os comunistas fizeram no leste europeu ao tentar limitar a expressão religiosa.

Não estou dizendo que as posições defendidas pelas entidades religiosas devam prevalecer, mas estou defendendo o seu direito de expressão. Como já disse em texto anterior, acho que até Voltaire defenderia este direito, afinal dele veio a célebre frase “não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o direito que tens de dizê-las”.

Ainda, o fato de uma entidade religiosa defender qualquer posicionamento e o Estado tomar uma decisão que seja semelhante, não significa que deixou de ser laico!!!! Significa que ouviu um setor da sociedade, ponderou sobre o que ouviu, e tomou uma decisão.

Vamos a um exemplo prático: se por acaso você anda muito bravo, mas bravo mesmo, a ponto de esganar alguém, chega um amigo seu budista e começa a falar que você deve deixar sua raiva de lado e para tanto traz diversos argumentos próprios do budismo ... você ouve, pensa melhor, e aceita o conselho dele ... quer dizer que virou budista??? Não, né!!!

Está na hora de aprenderem que o Estado laico se caracteriza pela sua ausência de religião oficial ou criada por ele. Também que a religião faz parte do homem, é peça importante da sociedade e o setor religioso pode ser ouvido sem problemas.

Por favor, deixem de frescura e preconceito.

Símbolos religiosos em órgãos públicos

Este assunto está cada vez mais em pauta ... vamos ver o que se pode falar a respeito.

Estamos falando de uma nação que em sua IMENSA maioria se diz católica. Só para se ter uma idéia, no censo demográfico de 2000 elaborado pelo IBGE consta que a proporção da população brasileira que se diz da religião católica é de 73,8%, evangélica de 15,41%, sem religião de 7,4%, demais religiões de 3,4%, etc. (vejam quadro ao lado).

Isso pode ser fruto de uma relação histórica ou opção consciente, mas este posicionamento explica o porque se encontra tantos símbolos religiosos em órgãos públicos. É uma situação normal decorrente de um fato social, e não uma opção/posicionamento do Estado (que é laico).

Conforme já exposto em uma decisão judicial, "em um país que teve formação histórico-cultural cristã é natural a presença de símbolos religiosos em espaços públicos, sem qualquer ofensa à liberdade de crença, garantia constitucional, eis que para os agnósticos ou que professam crença diferenciada, aquele símbolo nada representa assemelhando-se a um quadro ou escultura, adereços decorativos". (leia AQUI)

Ok, acho que se explica o porquê de se ter símbolos religiosos em órgãos públicos ... mas isso representa uma ofensa ao "Estado laico"? Acredito que não.

Primeiro, que um símbolo religioso não vai fazer com que o Estado deixe de ser laico (conforme a previsão do art. 19 da CF/88). Esta característica está muito além de um objeto (seja ele qual for) exposto.
Segundo, que este símbolo não vai causar nenhum constragimento ao servidor público, a ponto de pautar seus atos.
Terceiro, não representa que o Estado esteja fazendo propaganda ou favorecendo esta ou aquela religião.

Como muitos sabem sou advogado e já vi ações judicias contra entidades religiosas, e posso dizer que não vi até hoje nenhum favorecimento a esta ou aquela entidade só porque na sala de audiência tem um crucifixo.

Será que alguém acredita que o Cristo representado naquele crucifixo vai descer da cruz e dizer para o servidor público o que ele deve fazer??? Por favor, né!!!

Bom, se o símbolo religioso não tira a laicididade do Estado, qual o problema dele estar ali??? Ah, já sei, os que não professam aquela fé se sentem ofendidos ... mas interessante que os feriados religiosos previstos na lei eles gostam, né???

Hoje querem tirar os símbolos religiosos (como se eles fossem perigosos ao bom funcionamento do Estado), e logo vão tentar impedir que os servidores públicos usem alguma objeto que expresse qualquer religião. Sim caro leitor, este é o próximo passo. Fatos históricos mostram isso ... basta ver que na Europa já aprecem diversas proibições de expressões (veja AQUIAQUI eAQUI).

BRANDALISE, André Luiz de Oliveira, A questão do Estado Laico, publicado em 09/03/12 no blog “André Brandalise” - http://alobrandalise.blogspot.com/2012/03/questao-do-estado-laico.html