quarta-feira, 23 de outubro de 2013

PODE A PARAPSICOLOGIA EXPLICAR A FÉ?

Marcos Bueno

A parapsicologia tem dado certa contribuição para esclarecer alguns fenômenos paranormais, que à primeira vista podem ser percebidos, equivocadamente, como sobrenaturais. A própria Igreja exige que tudo, em se tratando de fenômenos e grandes milagres sejam postos à prova científica, antes de dar a palavra final de reconhecimento.

A parapsicologia como ciência no campo na paranormalidade, colaborou para desvendar os fenômenos como telecinesia, hiperestesia, telergia etc., que explicam os casos da psicografia, adivinhações, mediunidade, assombrações, entre outros casos curiosos. Outra contribuição positiva é na área da psicoterapia.

Porém, o discernimento sobre as afirmações de alguns expoentes da parapsicologia se faz necessário, em vista da perplexidade causada a muitos católicos. Quando a parapsicologia extrapola seu campo de atuação, inevitavelmente incorre em sérios erros com as questões relacionadas à religião. Compete à parapsicologia investigar o campo da paranormalidade, concernente aos fenômenos da mente humana. Contudo, não lhe compete adentrar nas questões de fé e nem no campo do sobrenatural, que pertencem ao Sagrado Magistério da Igreja.

A pretensão de dar explicações fora de sua alçada, alguns parapsicólogos, particularmente os ligados ao Centro Latino Americano de Parapsicologia (CLAP), tendo como diretor o padre Oscar Quevedo SJ, resultou na propagação de sérias contradições com a Fé Católica, que são abordadas neste texto, à luz do Catecismo da Igreja Católica (CIC).

Além de outras fontes utilizadas, o Catecismo da Igreja (1992) aqui é considerado a principal referência para as questões da fé, nesta abordagem: “É uma exposição da fé da Igreja e da doutrina católica, testemunhadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura, pela Tradição apostólica e pelo Magistério da Igreja. Vejo-o como um instrumento válido e legítimo e como uma norma segura para o ensino da fé” (João Paulo II. CIC, Introdução).

A propósito, apresentamos um confronto entre padre Quevedo e o Catecismo da Igreja. “O "Catecismo da Igreja Católica", aprovado pelo Papa João Paulo II, não era para ser publicado [...] O Catecismo da Igreja Católica, como tal, não tem valor dogmático e certamente muita coisa poderá ser modificada” (Quevedo 1).

As afirmações do padre Quevedo e de parapsicólogos ligados a ele são de amplo conhecimento público, através das inúmeras participações nas redes de televisão, livros, artigos e cursos realizados em muitos lugares.

Em síntese, são seis tópicos em exposição, que representam os temas de maior relevância, o que negam e o que afirmam tais parapsicólogos, em franca oposição com a Igreja.

1. Negam que a alma se separa do corpo no momento da morte

A Igreja afirma justamente o contrário, confirmando a própria Sagrada Escritura (I Rs 17, 21; Lc 23,43; At 20, 10), que a alma se separa do corpo no momento da morte, passa pelo juízo particular (Hb 9, 27) e vai para eternidade, diretamente para o céu, ou se purifica antes no purgatório, ou vai para o castigo eterno (CIC 1030 – 1037). Ora, se a alma não se separasse do corpo na morte, onde ou em que estado ficaria?

Pe Quevedo 1: Não existe em nenhum momento, alma sem corpo nem corpo sem alma, portanto, na hora da morte, o ser humano ressuscita e assim nunca deixa de ser um ser individual de corpo e alma, como prega o credo católico.

[...] Nunca. Nunca. Nunca o corpo se separa da alma 2

Márcia Côbero, parapsicóloga 9 : Não há separação de corpo e alma na morte. Somente uma nova correlação entre corpo e alma.

Catecismo da Igreja n.º 997: Na morte, que é a separação da alma e do corpo, o corpo do homem cai na corrupção, ao que a sua alma vai ao encontro de Deus, ficando à espera de ser novamente unida ao seu corpo glorificado.

N.º 366 [...] ela não perece quando da separação do corpo na morte, e se unirá novamente ao corpo quando da ressurreição final.

N.º 1005: [...] Nesta partida que é a morte, a alma é separada do corpo. Ela será reunida ao seu corpo no dia da ressurreição dos mortos.

A alma, sendo de natureza espiritual e imortal (CIC n.º 364) é criada e dada por Deus ao indivíduo, mas não é produzida pelos pais, como ocorre com o corpo (CIC n.º 366). Nas palavras de padre Quevedo e de Márcia Côbero, se percebem ambigüidades quanto ao conceito de alma humana. A crença de que a alma não se separa do corpo na morte, inevitavelmente remeterá a outros erros na área da escatologia, como está exposto mais adiante.

2. Afirmações heréticas sobre Purgatório, Vida Eterna e Ressurreição da Carne.

Em matéria de escatologia, alguns parapsicólogos do CLAP seguem à risca a linha do teólogo Renold Blank, cujas teses são questionadas por Dom Estêvão Bettencourt 4. Blank se apóia nos achados da parapsicologia para sustentar suas teorias, enquanto tais parapsicólogos encontram nas teorias de Blank elementos que acomodam suas teorias. O que um fala, outro repete: que não haverá a segunda vinda de Cristo 5, não existe purgatório, nem inferno e nem ressurreição da carne, na forma como crê e ensina o Sagrado Magistério.

Renold J. Blank 6, sobre o purgatório: Portanto, quando após o 8º dia, com um corpo mais glorioso ou ressuscitado do que físico e mortal, no bebê, como no pagão, o corpo deixará de atrapalhar e suas almas terão plena manifestação do conhecimento paranormal e conhecerão plenamente a doutrina cristã, e poderão escolher com pleno conhecimento de causa. O Purgatório tem que ser, entre o 8º e 21º dias após a morte. Na eternidade não há tempo nem modificação. A Purificação não é questão de tempo.

Catecismo da Igreja, n.º 962: Cremos na comunhão de todos os fiéis de Cristo, dos que são peregrinos na terra, dos defuntos que estão terminando a sua purificação, dos bem aventurados do céu, formando todos juntos uma só Igreja.

(n.º 1031): Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham a garantida a sua salvação eterna, passam, após a morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do Céu.

(n.º 1479): Uma vez que os fiéis defuntos em vias de purificação também são membros da mesma comunhão dos santos, podemos ajudá-los obtendo para eles indulgências, para libertação das penas temporais devidas por seus pecados.

São Francisco de Sales, doutor 7: As almas ali vivem uma contínua união com Deus; querem permanecer na forma que agrada a Deus e por todo o tempo que for da vontade Dele.

Blank tenta explicar o purgatório reduzindo todo o mistério da doutrina numa simplória alusão aos desenlaces cerebrais durante o estágio da morte. Com isso acaba negando o purgatório como um estado da Igreja (Igreja Padecente). Nega direta ou indiretamente a doutrina das indulgências aplicadas aos fiéis defuntos, tal como é (CIC n.º 1471; DI), já que para o autor, com 21 dias acaba o “purgatório”, não importando qual a necessidade das penas expiatórias, não importa “se é pagão ou um bebê”, e assim subtrai a crença da necessidade do tempo de expiação, concedido pela misericórdia de Deus a cada indivíduo.

João Paulo II, Papa 8: A Igreja do Céu, Igreja da Terra e Igreja do Purgatório estão misteriosamente unidas nesta cooperação com Cristo para reconciliar o mundo com Deus.

Márcia Côbero, parapsicóloga 9: “Depois da morte, o ser humano passa por vários estágios de uma possível conversão [...] A morte é apenas mais um processo de transformação da nossa energia corporal”.

(...)23 A morte é um processo. Entre a morte clínica, atestada pelo médico, e a morte real (quando não existe vida em mais nenhuma célula) em média há um período de mais ou menos 21 dias. Esse é o "período" do purgatório. Como já afirmei, na eternidade não há tempo. O tempo de conversão tem realmente que ser antes da morte real.

Márcia Côbero, assim como Blank, defende uma teoria que não se sustenta diante da Igreja, pois, na morte encerra-se o tempo de livre escolha e o tempo conversão (CIC n.º 1013; 1021). Não há mais conversão após o Juízo Particular, e sim purificação no purgatório. A sua expressão “processo de transformação da nossa energia corporal” revela uma hermenêutica muito estranha ao Magistério da Igreja.

Padre Quevedo, sobre a ressurreição da carne 10: [...] na hora da morte, o ser humano ressuscita e assim nunca deixa de ser um ser individual de corpo e alma, como prega o credo católico: “creio na ressurreição da carne e na vida eterna. [...] Eu admiro a fé dos cristãos, mas no Brasil, quando os padres rezam o Creio, se diz: "... creio na ressurreição da carne...", me dá uma vontade de levantar os olhos e dizer: Eu não... E continuar rezando. Em grego, a palavra que está na oração não significa carne, significa ser humano. "Creio na ressurreição do homem...", não da carne. [...] Com Cristo, havia um motivo especial para que ressuscitasse precisamente aquela energia corporal [...] Cristo ressuscitou aqui, no plano material, e depois "subiu aos céus", foi para o Pai (plano sobrenatural); mas conosco, ressuscitaremos não aqui, mas na eternidade, no plano sobrenatural.

Catecismo da Igreja n.º 997 – 999: Na morte, que é a separação da alma e do corpo, o corpo do homem cai na corrupção, ao que a sua alma vai ao encontro de Deus, ficando à espera de ser novamente unida ao seu corpo glorificado. Deus na sua onipotência restituirá definitivamente a vida incorruptível aos nossos corpos unindo-os às nossas almas, pela virtude da Ressurreição de Jesus. [...] todos ressuscitarão com próprio corpo, que tem agora.

As afirmações do padre Quevedo afrontam acintosamente com os ensinamentos da Igreja.

Quevedo 10: À medida que vamos morrendo, vamos ressuscitando. A mesma alma, com o mesmo corpo, embora em outra situação: um corpo "espiritual". Nem por um instante a alma é separada do corpo. Isto é sobrevivência na ressurreição [...] Há todo um processo para a ressurreição. Nós não morremos num instante. Entre a morte clínica e a morte real (morte de todas as células) há alguns dias, em que vamos morrendo e ao mesmo tempo ressuscitando. Ou seja, vamos abandonando um corpo corruptível e ressuscitando num corpo incorruptível. Vamos deixando um corpo físico e ressuscitando num corpo espiritualizado.

Examinando as expressões “corpo incorruptível” e “corpo espiritualizado”, pode até parecer estar de acordo com o credo católico. No entanto, para a Igreja, corpo incorruptível significa corpo ressuscitado, glorificado, condição prometida para os redimidos no último dia (CIC n.º 989). Na concepção do padre Quevedo esse corpo espiritualizado não é um corpo carnal glorificado, já que o mesmo afirma que “que vamos morrendo e ao mesmo tempo ressuscitando”.

3. Negam a existência de dois juízos: Particular e o Juízo Final.

O Juízo Particular e o Juízo Final são pontos altos na escatologia. Negá-los, é negar a verdade como tal. Matéria grave de heresia.

Padre Quevedo 11: Durante séculos todo o povo como também todos os teólogos e filósofos cristãos pensaram, e ainda hoje a maioria pensa, que haverá dois juízos, o Juízo Particular e o Juízo Universal ou Juízo Final. [...] Juízo Particular seria quando cada um morre. E Juízo Final seria após uma Ressurreição Universal que pensavam que seria no fim do mundo (?!): "Ao som das trombetas" (?!) surgiriam dos túmulos todos os corpos (?!) dos mortos para unirem-se às suas almas que teriam estado separadas (?!) dos corpos, "esperando" (?!) na Eternidade. Tal opinião de dois Juízos é uma coleção de absurdos, aos que há que acrescentar o absurdo de atribuir a Deus dois julgamentos, pois Deus não troca seu julgamento. Além do mais é contraditória com o próprio conceito que os teólogos e filósofos cristãos sempre tiveram de Eternidade, sem tempo nem modificação.

Catecismo da Igreja n.º 1022; 1038: Cada homem recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo [...]. A ressurreição de todos os mortos, dos justos e dos injustos, antecederá o Juízo Final. Este será a hora em que todos os que repousam nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão [...] O Juízo Final acontecerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo.

O Catecismo não está usando parábolas nem metáforas nem simbolismos. É a voz clara e objetiva da Igreja de Cristo. É a voz da infalibilidade do Papa. “Mas, quando vier o Filho do homem, acaso achará fé sobre a terra?” (Lc 18, 8b).

4. Negam a existência de demônios.

Outro problema grave. Neste ponto não estamos referindo aos fenômenos paranormais, que às vezes são atribuídos aos espíritos malignos. Mas sim quanto à afirmação de que não existem demônios nem satanás.

Padre Quevedo 12: Lúcifer não tem nada a ver com anjo rebelde e nem com Príncipe dos Demônios. A palavra Lúcifer significava a estrela da manhã, a estrela que mais brilha no céu a noite, e hoje sabemos que é o planeta Vênus [...] Portanto, na Bíblia, Satã nunca designa um ser que possamos considerar um demônio no sentido, errado, tão difundido entre os cristãos de um ser sobre-humano e perverso. Não significa um ser, mas sim a própria inimizade com Deus, o que afasta o homem de Deus.

Catecismo da Igreja n. 2851; 2852: O mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus [...] Homicida desde o princípio, mentiroso e pai da mentira, Satanás, sedutor de toda a terra habitada, foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo e é por sua derrota definitiva que a criação inteira será liberta da corrupção do pecado e da morte.

Padre Quevedo 12: Não é verdade que na Bíblia se revele a condenação de Satã e seus anjos rebeldes. Na realidade, nada há de Revelação na Bíblia a respeito de guerra e queda de demônios, como temos visto nestes artigos. E veremos em outra oportunidade que não há absolutamente nenhum Dogma de Fé a respeito de demonologia. Nem pode haver, precisamente porque a demonologia não faz parte da Revelação.

Catecismo da Igreja, n. 391: A Escritura e a Tradição da Igreja vêem neste anjo destronado, chamado Satanás ou diabo. A Igreja ensina que ele tinha sido anteriormente anjo bom, criado por Deus [...] Com efeito, o diabo e outros demônios foram por Deus criados bons em (sua) natureza, mas se tornaram maus por sua própria iniciativa.

O Próprio N. S. Jesus viu Satanás cair do céu como um raio (Lc 10, 18). Na segunda carta de S. Pedro, cap. 2, vers. 4, o Apóstolo ensina que Deus não poupou os anjos que pecaram, mas os precipitou nos abismos tenebrosos do inferno. O Padre Quevedo não se intimida em contestar às Sagradas Escrituras e ao Magistério.

Negar a existência de espíritos malignos pode levar direta ou indiretamente a negar também a existência dos anjos, verdade de fé que a Igreja obriga a crer (CIC, 328): “Essas forças da natureza e do homem, quando em si mesmas benfazejas ou trazem benefícios, podem também ser representadas por Anjos de Deus.” (Quevedo 12).

Com efeito, negar a existência do tentador, autor do pecado e pai da mentira, o diabo, é também insinuar lacunas sobre a necessidade do sacrifício redentor de Cristo, pois Ele veio também para destruir as obras de satanás, mentor do pecado original.

5. Negam a possibilidade da possessão e das opressões demoníacas.

A Igreja afirma a realidade das possessões ou opressões, corroborando com o que está nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos, recomendando, inclusive, o rito de exorcismo (Cân. 1172; CIC n.º 1673). Ora, se não existisse estes tipos de influência maligna, a Igreja recomendaria exorcismos, como se estivesse mentindo para seu rebanho?

Padre Quevedo 12: De fato, oito vezes os evangelhos usam de modo distinto os termos "doentes" e "endemoninhados". Mas, destes textos não se pode deduzir que a Bíblia pretendesse distinguir entre doentes e endemoninhados. Tal exegese não é válida. Quem fizer tal exegese, ao pé da letra, está adulterando a exegese, também ao pé da letra, bem mais documentada, do que os chamados endemoninhados que são simplesmente doentes. [...] Não pertence à Revelação nem, portanto, à Teologia. Trata-se de fatos observáveis do nosso mundo. Pertence à Parapsicologia dar a última palavra a respeito "dessa experiência natural em torno de diversos poderes" ou fatos incomuns e por isso, misteriosos. Teremos que dar especial destaque às chamadas possessões demoníacas, às tentações, aos exorcismos.

Catecismo da Igreja n.º 1673: É Dele (Jesus) que a Igreja recebeu o poder e o encargo de exorcizar [...] O exorcismo visa expulsar os demônios ou livrar da influência demoníaca, e isto pela autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Bem diferente é o caso de doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica.

Por isso, não se pode, absolutamente, generalizar todos os casos como fenômenos paranormais, como defendem os parapsicólogos. O Catecismo distingue possessão das demais doenças. Há muitos sacerdotes, autoridades neste assunto, que não só confirmam a realidade de tais influências malignas, como também atuam no ministério de libertação com muito êxito.

6. Negam as aparições e as revelações particulares de N.S. Jesus, de Nossa Senhora e de Anjos

Aqui se trata daquelas aparições reconhecidas pela Igreja, em que tais parapsicólogos insistem em dizer que não passa de alucinações projetadas pelo inconsciente, e que não existem revelações particulares 13. Observem que os parapsicólogos usam o termo “visões” para suprimir o termo “aparições” 13, como se Deus não tivesse a liberdade de se manifestar como e quando quiser, ou conceder que Nossa Senhora, santos e anjos possam se manifestar por Seu desígnio:

Padre Quevedo13, 5: Não existem aparições, apenas visões a gosto do consumidor.

[...]14: Não se trata de aparições. Todos os presentes veriam e ouviriam. Nem podem atribuir-se a Deus as incongruências e alucinações dos Videntes [...] As visões são em si mesmas naturais [...] Sem revelações, sem segredinhos, sem ameaças.

O argumento de Quevedo de que não existem aparições, porque “todos os presentes veriam e ouviriam” é leviano, pois Deus permite a aparição somente a quem Ele escolhe, para um desígnio determinado.

Neste ponto, a Igreja muitas vezes fala explicitamente em aparições ou manifestações 15; 16; 17, como nos casos de Jesus à Santa Faustina, o Papa João Paulo II sublinha os diálogos entre Jesus e a Santa, considerando-as como revelações particulares18; o Papa Pio XI fala da aparição de Jesus a Margarida Maria Alacoque 19; sobre os acontecimentos em Lourdes e em Fátima, o Papa João Paulo II usa o termo aparições de Nossa Senhora em sua Carta Apostólica 20.

Há contradição quando o padre Quevedo, repetidas vezes argumenta que “Deus assina embaixo com milagres”, para comprovar a autenticidade das visões (e não aparições, como ele insiste). Ora, se são apenas visões, fruto das “incongruências e alucinações dos videntes”, Deus assinaria embaixo?

São, portanto, numerosas referências legítimas em que se encontram a expressão aparição ou manifestação, considerando o teor das mensagens reveladas, particularmente para os casos de Juan Diego de Guadalupe, Ir. Lucia de Fátima, Bernadete Soubirous de Lourdes21, Catarina Labouret de Paris, e outros.

Defende o padre Quevedo que as aparições de Jesus se encerraram na sua ascensão, e da mesma maneira a Revelação terminou com a morte do apóstolo São João14. Afirma que não pode haver mais revelações depois disso. Mas como então o padre Quevedo vê os ensinamentos dos santos Padres e dos santos doutores, após a morte de São João Evangelista, na era patrística, que trazem toda a riqueza da Sagrada Tradição?

Já, a respeito das revelações particulares, quando autênticas, não se tratam de novas revelações que vieram se acrescentar à santa doutrina. Nunca houve essa pretensão por parte de videntes e de tantos místicos da história da Igreja, particularmente daqueles beatificados e canonizados.

A Igreja não obriga crer nas revelações particulares nem nas aparições particulares. Porém, aqueles que sempre se recusam severa e sistematicamente a acolher os sinais concedidos por Deus, pode estar preso ao orgulho que não lhes permitem aceitar com docilidade as intervenções da providência divina.

Considerações

Ficaria bem melhor se a parapsicologia atuasse somente em seus domínios. Sua tarefa é de investigar fenômenos, se há ou não fatores psíquicos intervenientes em cada caso, para que se possa depor em favor da verdade.

Nenhuma ciência pode provar que Deus existe ou que Deus não existe. Da mesma forma a parapsicologia não pode provar se existe ou não existem demônios, purgatório, dons carismáticos, aparições, ressurreição da carne, se Jesus voltará ou não, e tudo mais que se refere ao campo da fé, sobretudo na matéria de escatologia, que só pertence ao Magistério da Igreja.

O que muito nos preocupa é que diante de todas essas e outras evidências contundentes de heresias e de disseminação de ceticismo, a direção do Centro Latino Americano de Parapsicologia (CLAP) afirma estar credenciado pela CNBB2 para promover cursos com apoio da Igreja. Talvez o CLAP esteja exagerando na propaganda. Confiamos no zelo apostólico da CNBB.

Infelizmente, como as teorias do padre Quevedo, como a do CLAP, foram amplamente disseminadas, resta agora a tantos católicos no Brasil e no mundo discernir com quem está a verdade, e escolher qual doutrina seguir:

a da Igreja, ou a do CLAP.

Notas:

1. http://oepnet.sites.uol.com.br/Duvidas.htm . Acesso em 09 de fevereiro de 2012.

2. http://lenilsonazevedo.com/?p=2435 . Acesso em 09 de fevereiro de 2012.

3. Oscar Quevedo: Jornal Pulsando, n. 438, pg. 14.

4. http://www.pr.gonet.biz/search.php?search=renold%20blank&onde=keyw&topic=Pergunte%20e%20Responderemos . Acesso em 09 de fevereiro de 2012.

5. http://joseboy.spaceblog.com.br/1081760/PADRE-QUEVEDO-NEGA-A-REENCARNACAO-A-EXISTENCIA-DO-DIABO-E-A-SEGUNDA-VIDA-DE-CRISTO/ . Acesso em 09 de fevereiro de 2012.

6. Textos extraídos do livro: "Escatologia da Pessoa – Vida, Morte e Ressurreição" – Editora Paulus. Fonte: http://oepnet.sites.uol.com.br/purgatorio.htm

7. O Breviário da Confiança. Mons. Ascânio Brandão, Ed. Rosário, Curitiba, 1981, apud Escola da Fé – I Sagrada Tradição, Felipe Aquino, Ed. Cleófas, 2000. Lorena – SP.

8. Reconcioliatio et poenitentia, 12.

9. Prof. Marcia Cobêro. Jornal do Evangelizador do Pe Reginaldo Manzotti, n.º 49.

10. http://oepnet.sites.uol.com.br/a_ressurreicao_do_homem.htm . Acesso em 09 de fevereiro de 2012.

11. http://oepnet.sites.uol.com.br/juizo_final.htm . Acesso em 09 de fevereiro de 2012.

12. http://oepnet.sites.uol.com.br/demonologia.htm . Acesso em 09 de fevereiro de 2012.

13. http://www.fimdostempos.net/padrequevedo.html . Acesso em 09 de fevereiro de 2012.

14. Oscar Quevedo. Nossa Senhora de Guadalupe: O olhar de Maria para a América Latina. Coleção Lições e respostas do CLAP, N. 01, pg. 07, 08, 17, 19, 20.

15. Liturgia das Horas: próprio dos santos - 11 de fevereiro, no comentário inicial, 2004.

17. Bento XVI: homilia na procissão das velas, em Lourdes, dia 13.09.2008.

18. Pio XII, Carta Encíclica Le Pélerinage de Lourdes, 1957.

19. Homilia do Papa João Paulo II, durante a Canonização de Santa Faustina, em 30 de abril de 2000.

20. Miserentissimus Redemptor, Pio XI.

21. Rosarium Virginis Mariae, n.º 7 - Introdução.

22. Decreto De Tuto para a canonização de santa Bernardete, 2 de julho de 1933: AAS 25(1933), p. 377.

23. Reposta dada pela Márcia Côbero por e-mail, em 29/11/2011, sobre a matéria publicada no Jornal do Evangelizador do Pe Reginaldo Manzotti, n.º 49.

Sigla:

DI - Constituição Apostólica Doutrina das Indulgências, do Papa Paulo VI, 1967.

Marcos Bueno

RG. 4354595-7

Professor de Administração na FECEA.

Leigo, participante da Renovação Carismática Católica.

Paróquia da Catedral – Diocese de Apucarana – PR.

e-mail: marcos-20-09@uol.com.br



terça-feira, 22 de outubro de 2013

Padrinhos, pais segundo Deus

Os padrinhos têm grave dever de educar seus afilhados segundo a verdade de Cristo

O papel dos padrinhos na formação dos cristãos é mais antigo do que se imagina. A tradição remonta ao século quarto, quando a Igreja tinha de enfrentar as perseguições romanas e as heresias pagãs. A eles cabia o dever de instruir os catecúmenos na fé católica, preservando-os dos erros que pululavam na comunidade. E no caso das crianças, além de professarem a fé em nome delas, recebiam a responsabilidade de educá-las conforme a doutrina perene dos santos apóstolos.
O decreto Ad Gentes, do Concílio Vaticano II, procurou enfatizar esse significado do apadrinhamento, recordando que a iniciação cristã no catecumenato não é obra apenas dos sacerdotes ou dos catequistas; é "de toda a comunidade dos fiéis, especialmente dos padrinhos, de forma que desde o começo os catecúmenos sintam que pertencem ao Povo de Deus"01. Assim se expressava também o Pastor Angelicus na Encíclica Mystici Corporis. Segundo Pio XII, os padrinhos e madrinhas "ocupam um posto honorífico, embora muitas vezes humilde, na sociedade cristã, e podem muito bem sob a inspiração e com o favor de Deus subir aos vértices da santidade"02.
As palavras do venerável Papa são um verdadeiro alento, além de um sutil, porém necessário, puxão de orelha. Os padrinhos são chamados à santidade de vida. Não é da alçada deles a compra de presentes, mas a instrução na fé católica, porquanto "uma criança não é capaz de um ato livre de fé: ainda não a pode confessar sozinha e, por isso mesmo, é confessada pelos seus pais e pelos padrinhos em nome dela."03 Numa época dominada pelas falsas filosofias de vida e pelos erros ideológicos, exaustivamente pregados nas escolas e na imprensa, reavivar o sentido do apadrinhamento na fé católica parece tarefa imprescindível.
O Código do Direito Canônico dispõe algumas normas para que se escolha o padrinho do batizando. Em primeiro lugar, obviamente, exige-se que "seja católico, confirmado e já tenha recebido a Santíssima Eucaristia, e leve uma vida consentânea com a fé e o múnus que vai desempenhar".04 Depois, que "não esteja abrangido por nenhuma pena canônica legitimamente aplicada ou declarada". Ora, ao contrário do que possa parecer, não são regras absurdas. Como dito anteriormente, aos padrinhos cabe a missão de "assistir na iniciação cristã" e "esforçar-se por que o batizado viva uma vida cristã consentânea com o batismo e cumpra fielmente as obrigações que lhe são inerentes".
Os padrinhos são muito mais que uma posição social; são pais segundo Deus, pois no batismo morre o "homem velho" e nasce o "homem novo". E como verdadeiros pais, têm o grave dever de transformar seus filhos em soldados de Cristo, educando-os na escola de santidade dos grandes santos da Igreja.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

“Há mais casamentos nulos hoje do que antes”.

RR - O Arcebispo Gerhard Muller considera que haverá actualmente mais casos de casamentos nulos do que no passado, devido ao desconhecimento da doutrina católica sobre o matrimónio.

Dom Gerhard Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
Dom Gerhard Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
Num longo artigo publicado no “L’Osservatore Romano”, o jornal do Vaticano, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé defende a actual posição católica de total inviolabilidade do casamento, desde que validamente celebrado.
Para Muller, contudo, haverá mais casos actualmente em que essa validade não existe: “A mentalidade contemporânea contrasta bastante com a compreensão cristã do matrimónio, sobretudo a respeito da sua indissolubilidade e abertura à vida. Uma vez que muitos cristãos são influenciados por tal contexto cultural, os casamentos são provavelmente mais frequentemente inválidos nos nossos dias do que eram no passado, estando ausente a vontade de se casarem segundo o sentido da doutrina matrimonial católica e havendo uma reduzida adesão a um contexto vital de fé”.
A Igreja Católica não aceita o divórcio, considerando que um casamento válido apenas termina com a morte de um dos esposos, pelo que as pessoas que vivem em segundas relações estão, na prática, em estado de adultério. Em alguns casos, porém, pode-se determinar que o primeiro casamento nunca o foi, por não reunir as condições necessárias para ser válido, o que deixa ambos livres para casar.
O artigo surge numa altura em que se começa a preparar um sínodo extraordinário para a família, que terá como particular enfoque a questão dos divorciados que vivem em segundas uniões. Actualmente, à luz das regras da Igreja, estas pessoas estão impedidas de receber os sacramentos da eucaristia e da confissão, enquanto insistirem em viver num estado irregular.
Muller faz um apanhado de diversos documentos da Igreja ao longo dos últimos anos que abordam este tema. Todos insistem na necessidade de se acolher da melhor forma as pessoas nestas situações, mas reafirmam a posição da Igreja.
Divórcio (pouco) ortodoxo
Recentemente, questionado sobre este assunto, o Papa referiu a prática das igrejas ortodoxas, sem todavia dizer se esta seria ou não uma solução a adoptar na Igreja Católica.
De facto, os ortodoxos permitem, em certas circunstâncias, um segundo casamento. A teologia ortodoxa justifica-o com o poder dado à Igreja de “ligar e desligar” e por uma questão de “oikonomia”, ou “misericórdia”. Isto é, sem rejeitar o ensinamento de Cristo de que o casamento é para toda a vida, a Igreja Ortodoxa reconhece que há situações em que por culpa dos cônjuges, ou de um deles em particular, esse ensinamento torna-se impraticável. Neste casos permite-se uma segunda união, que é regularizada pela Igreja.
Os ortodoxos reconhecem, todavia, que essa nunca é a solução ideal e por isso, nestes casos a própria cerimónia é de natureza penitencial, para que fique claro que resulta da fraqueza humana.
Neste seu artigo, contudo, Muller parece fechar definitivamente a porta a esta possibilidade na Igreja Católica: “Esta prática não é coerente com a vontade de Deus, claramente expressa nas palavras de Jesus sobre a indissolubilidade do matrimónio, e isto representa certamente uma questão ecuménica que não deve ser subestimada”.
O prefeito para a Congregação da Doutrina da Fé recorda ainda que “às vezes diz-se que a Igreja tinha de facto tolerado a prática oriental, mas isso não é verdade. Os canonistas sempre falaram de uma prática abusiva e existem testemunhos de alguns grupos de cristãos ortodoxos que, tornando-se católicos, tinham de assinar uma confissão de fé na qual se referia explicitamente à impossibilidade de celebração de segundas ou terceiras núpcias”.
Para o arcebispo Muller a noção cristã de casamento é incompatível com uma visão secularizada: “Só é possível compreender e viver o matrimónio como sacramento no âmbito do mistério de Cristo. A secularização do matrimónio e a sua consideração como uma realidade puramente natural, impede o acesso à sua sacramentalidade”, diz.
Créditos: José Santiago Lima

Vaticano reafirma fortemente nenhuma comunhão para católicos divorciados e recasados.

CIDADE DO VATICANO, 22 de outubro de 2013 ( LifeSiteNews.com ) - Em um longo ensaio publicado hoje, no site do jornal do Vaticano, em cinco idiomas, Dom Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, reafirmou fortemente Igreja Católica ensino proibindo católicos divorciados e recasados ​​de receber a Sagrada Comunhão. 
Comentários de papa Francis em sua viagem de retorno do Rio Jornada Mundial da Juventude sobre católicos divorciados e recasados ​​levou à especulação de que uma mudança na longa tradição da Igreja sobre o assunto estava por vir. Essa percepção foi reforçada com o anúncio de um próximo sínodo sobre as famílias para outubro próximo. Mas quando uma diocese na Alemanha fez o que muitos consideravam saltar a arma e as diretrizes propostas para permitir a comunhão para católicos divorciados e recasados, o Vaticano criticou a iniciativa , dizendo que "corre o risco de causar confusão."
Dom Gerhard Mueller
Ensaio do Arcebispo Muller reforça ainda mais a posição do Vaticano, funcionando através de uma extensa ensinamento da Igreja sobre o casamento e a sua permanência. Ele refuta explicitamente argumentos populares, sugerindo uma mudança na prática e com isso também esclarece outras dúvidas sobre algumas das observações Papa Francisco na consciência. 
O arcebispo escreve: 
É freqüentemente sugerido que voltaram a casar divorciados devem ser autorizados a decidir por si mesmos, de acordo com sua consciência, se deve ou não se apresentar para a sagrada comunhão. Este argumento, baseado em um conceito problemático de "consciência", foi rejeitada por um documento da CDF em 1994. 
Naturalmente, o fiel deve considerar cada vez que assistir à missa se é possível receber a comunhão, e um pecado não confessado, seria sempre um impedimento. 
Ao mesmo tempo, eles têm o dever de formar a sua consciência e para alinhá-lo com a verdade. Ao fazê-lo ouvir também ao Magistério da Igreja, que os ajuda a "não se desviar da verdade sobre o bem do homem, mas sim, especialmente nas questões mais difíceis, a alcançar com segurança a verdade e a permanecer nele" (Veritatis Splendor, 64).  
Se voltaram a casar divorciados são subjetivamente convencido em sua consciência, que um casamento anterior não era válido, este deve ser comprovada objetivamente pelos tribunais competentes casamento. O casamento não é simplesmente sobre o relacionamento de duas pessoas para Deus, é também a realidade da Igreja, sacramento, e não é para as pessoas envolvidas para decidir sobre a sua validade, mas sim para a Igreja, na qual os indivíduos são incorporadas pela fé e batismo.  
"Se o casamento antes dos dois se divorciaram e contraíram novas núpcias membros dos fiéis era válido, sob nenhuma circunstância pode a sua nova união ser considerada legítima e, portanto, a recepção dos sacramentos é intrinsecamente impossível. A consciência do indivíduo é obrigado a essa norma, sem exceção "(Cardeal Joseph Ratzinger," a pastoral da união deve ser fundada na verdade "L'Osservatore Romano, edição Inglês, 7 de dezembro de 2011, 4 p.)
O artigo também aborda as pessoas que poderiam sugerir que a "misericórdia de Deus suplantará as regras da Igreja a respeito da recepção da comunhão em circunstâncias difíceis onde os casamentos, enquanto válida aos olhos da Igreja, terminou em divórcio devido à violência ou outras tragédias .  
Um outro caso para a admissão de mulheres divorciadas que voltaram a casar, os sacramentos argumenta-se, em termos de misericórdia. Dado que o próprio Jesus mostrou solidariedade com o sofrimento e derramou seu amor misericordioso sobre eles, a misericórdia é dito ser uma qualidade distintiva do verdadeiro discipulado.  
Isso é correto, mas erra o alvo quando adotadas como argumento no campo da teologia sacramental. Toda a economia sacramental é uma obra da misericórdia divina e não pode simplesmente ser varrido por um apelo à mesma. Um objetivamente falso apelo à piedade, também corre o risco de banalizar a imagem de Deus, o que implica que Deus não pode fazer além de perdoar. 
O mistério de Deus inclui não só a sua misericórdia, mas também a sua santidade e a sua justiça. Se fosse para suprimir estas características de Deus e se recusam a tomar a sério o pecado, em última análise, nem sequer ser possível trazer a misericórdia de Deus para o homem. 
Jesus encontrou a mulher adúltera com grande compaixão, mas ele lhe disse: "Vá e não peques mais" (Jo 8:11). A misericórdia de Deus não dispensa-nos de seguir os seus mandamentos, ou às regras da Igreja. Em vez disso, fornece-nos a graça e a força necessária para cumpri-las, para nos levantar depois de uma queda, e viver a vida em sua plenitude, de acordo com a imagem de nosso Pai celestial.
O ensaio termina com um apelo para o cuidado pastoral para os católicos que se encontram em situações difíceis. "O caminho indicado pela Igreja não é fácil para aqueles preocupados", diz. "No entanto, eles devem saber e sentir que a Igreja como comunidade de salvação acompanha-los em sua jornada. Na medida em que as partes façam um esforço para entender a prática da Igreja e de abster-se da comunhão, eles fornecem seu próprio testemunho para a indissolubilidade do matrimônio. "

A Maçonaria escreve ao Papa Francisco: “Coloque fim às divisões que atingem nossas relações”.

Apresentamos a seguir o comunicado de imprensa do “Sereníssimo Grande Mestre da Grande Loja da Itália” U.m.s.o.i. (Unione Massonica Stretta Osservanza Iniziatica), Gian Franco Pilloni — divulgado em seu perfil no Facebook –, no qual afirma ter escrito uma carta ao Papa Francisco. 

Roma, 9 de outubro de 2013 – “Com extrema comoção e infinita alegria, me dirijo a Vós Santidade, para fazer-Vos uma humilde requisição a fim de que se trabalhe para pôr fim às divisões que atingem as relações entre a Igreja Católica e a Maçonaria, com a esperança de que finalmente possa reinar a justa serenidade entre as duas partes, colocando fim às divergências que ainda hoje elevam um muro entre as relações”.
Começa com estas palavras a carta enviada pelo Sereníssimo Grande Mestre da Grande Loja da Itália U.m.s.o.i Gian Franco Pilloni a Sua Santidade, o Papa Francisco. Um verdadeiro e próprio pedido de paz e de aceitação, que funda as suas bases sobre valores e princípios comuns às duas realidades.
“[...] não somos um componente adversário da Igreja Católica por Vós Dignamente representada, mas antes, pelo contrário – continua a carta – as nossas estradas são paralelas, de fato, a pensamos como Vós quanto à totalidade dos problemas que afligem a sociedade contemporânea. Como Vós, nós trabalhamos para um mundo de paz e pelo respeito ao ser humano sem distinção alguma e pelo respeito absoluto por todas as religiões”.
A história da diatribe entre Igreja e Maçonaria começa já em 28 de abril de 1738, quando Papa Clemente XII, com a Carta Apostólica In eminente, coloca em guarda os crentes contra a Maçonaria, dai em diante ela foi condenada por diversos Papas em quase 600 documentos.
Em 1983 desaparece do novo Código de Direito Canônico a palavra “excomunhão” contra os maçons. Para silenciar as vozes insistentes por uma grande mudança, em 26 de novembro de 1983, Joseph Ratzinger, o então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, confirma o juízo da Igreja acerca das associações maçônicas e, logo, a inscrição a elas permanecem proibidas sob pena de exclusão dos sacramentos: “Quem se inscreve na Maçonaria comete pecado mortal e não pode aceder à comunhão. O juízo da Igreja permanece, portanto, inalterado”. Na carta enviada pelo Grande Mestre Gian Franco Pilloni ao Santo Padre, coloca-se o acento propriamente sobre as consequências que este fechamento causou ao longo dos anos.
“A posição que a Igreja teve e ainda tem – explica Gian Franco Pilloni na carta -  penaliza os Irmãos Maçons de Credo Católico, constringindo-os a professar a fé à margem da Igreja e fazendo com que se sintam quase como intrusos ou fiéis pouco desejados”.
Já por ocasião da inauguração da sede romana da Praça Campo Marzio, em setembro de 2012, o Grande Mestre da Grande Loja da Itália U.m.s.o.i tinha buscado desfazer o senso comum ligados ao pensamento corrente sobre a Maçonaria: “Não se trata de um lobby de uma sociedade secreta. A natureza da Maçonaria é humanitária, filosófica e moral. Estimula a tolerância. Pratica a justiça, ajuda aos necessitados, promove o amor ao próximo. A Maçonaria deixa a qualquer um dos seus membros a escolha e a responsabilidade pelas próprias opiniões religiosas e tem uma relação de respeito absoluto para com qualquer religião. É apolítica e impõe aos seus membros os deveres de lealdade cívica. Se tivesse caráter secreto, não teríamos aberto uma sede em Praça Campo Marzio, diante das Instituições”.
O fechamento da Igreja e de grande parte da opinião pública, porém, jamais deixou de existir. “Peço a Vós, Santidade, um esforço para eliminar completamente as intolerâncias agora superadas nas nossas relações, publicamente, aceitando, pois, esta minha súplica a Vós –   conclui o Grande Mestre Gian Franco Pilloni na carta – para transformar os nossos templos em templos para a paz, lugares de encontro, lugares de testemunho, dos mais altos e elevados sentimentos de solidariedade e de fraternidade humana”. Perguntamo-nos agora se Sua Santidade Papa Francisco decidirá responder a esta carta, acolhendo este ramo de Oliveira [ndr: conhecido como símbolo da paz] e colocará “fim” ao eterno confronto entre Igreja e maçonaria. >> FIM DO COMUNICADO.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O termo "revolução" não é o mais adequado para a reforma do Papa na Igreja, diz Cardeal Koch

Cardeal Kurt Koch (foto Europa Press)
MADRI, 18 Out. 13 / 09:49 am (ACI/Europa Press).- O Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, assegurou que ainda é rápido para aventurar as mudanças que o Papa Francisco possa realizar no Vaticano, mas espera que realize "várias reformas na Cúria e na Igreja Católica", embora considere que o termo "revolução" não seja o mais adequado.
Em uma entrevista com jornalistas, no marco do Encontro Judeu-Católico que terminou ontem, quinta-feira, no Hotel Intercontinental de Madri, o Cardeal Koch precisou que Francisco, tem apenas meio ano de Pontificado e acaba de ter a sua primeira reunião com o "G8 Vaticano". "A paciência é uma grande virtude", acrescentou.
Perguntado pelo que pensam no Vaticano sobre o termo "revolução" utilizado pelos jornalistas para referir-se ao Papa Francisco, o Cardeal Koch apontou que não sabe o que os informadores entendem por 'revolução', e que o único que é certo é que há um novo Papa com uma personalidade "totalmente distinta" e uma "nova atitude", mas que a Igreja e a doutrina "continuam sendo as mesmas".
Por isso, considera que a gestão do Papa Francisco será "continuista" com respeito a seus predecessores João Paulo II e Bento XVI, incluídas as reformas. Esta continuidade, no seu ponto de vista, também se dará no âmbito do diálogo inter-religioso e do ecumenismo já que, conforme indicou, Francisco tem "um bom conhecimento" das outras religiões e das distintas denominações e comunidades cristãs.
Não obstante, particularizou que não pode dizer que vá acontecer uma revolução neste sentido já que "o diálogo ecumênico e com outras religiões tem duas partes" e não depende apenas do que faça o Papa.
"Temos que esperar para ver as posturas do resto dos participantes no mesmo", precisou para acrescentar brincando que não é um profeta.
A respeito do convite do Presidente de Israel, Simon Peres, ao Papa Francisco para que visite Israel, o Cardeal apontou que durante a viagem se reunirá com autoridades e com o povo de Israel e acredita que "ajudará a aprofundar na amizade entre judeus e católicos e que será frutífera e positiva".
Conforme recordou, João Paulo II foi o primeiro Papa que visitou uma sinagoga e Bento XVI, foi o que visitou mais sinagogas. Por isso, confia em que Francisco não fará outra coisa que "abundar nessa atitude e aproximação com o povo judeu".
Por outra parte, assegurou que as declarações de Francisco com respeito ao que está ocorrendo na Síria são "exemplo de que a Igreja está seriamente preocupada com o que acontece no Oriente Médio" e de que continuará rezando para que se alcance a paz.
Sobre a reunião que mantiveram nestes dias a comunidade católica e a judaica, o Cardeal Koch destacou que foi um encontro "muito belo" no qual se respirou "uma atmosfera fantástica" e se demonstrou que há "uma muito boa relação entre judeus e cristãos".
Concretamente, considera que serviu para aprofundar em sua amizade e falar dos "desafios comuns" como "o antissemitismo, a perseguição dos cristãos e a liberdade religiosa"

Capitão Phillipps, o novo filme de Tom Hanks, retrata o heroísmo de um marinheiro católico

WASHINGTON DC, 21 Out. 13 / 04:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- Faz uns dias estreou nos Estados Unidos o filme "Capitão Phillips", um intenso thriller baseado na história real que narra o resgate do capitão de um navio cargueiro sequestrado por piratas em 2009 nas costas da Somália e retrata o heroísmo do comandante Francis Xavier Castellano, que assegura que a fé católica lhe ajudou durante este momento difícil.
Castellano era o comandante do destruidor USS Bainbridge, um navio de guerra norte-americano, durante a exitosa operação que terminou no dia 12 de abril de 2009, na noite do domingo de Páscoa.
A história
O cargueiro Maersk Alabama foi sequestrado em 9 de abril de 2009. O capitão Richard Phillips –interpretado por Tom Hanks- salvou a sua tripulação e seu navio entregando-se como refém aos delinquentes. Os sequestradores armados com metralhadoras AK- 47 abandonaram o navio a bordo de um bote salva-vidas e durante três dias o mantiveram em cativeiro.
O comandante Castellano –interpretado por Yul Vazquez– a bordo do navio Bainbridge perseguiu os piratas, estabeleceu comunicação com eles e tentou acalmá-los. A tensão durou 72 horas.
Castellano, um ex-coroinha que agora serve como guia, leitor e ministro extraordinário da Eucaristia, assegura que a sua fé o ajudou nesse momento difícil.
"Você não precisa ser capitão de um navio de guerra ou presidente de uma empresa ou alguma coisa parecida para ser um herói", expressou Castellano em uma entrevista aos Cavaleiros de Colombo.
"Todos os dias podemos fazer alguma coisa, pouco a pouco, para seguir adiante e mostrar traços heroicos, apenas sendo autênticos, homens católicos, homens de fé".
"Acho que todos os pais são heróis para suas famílias", disse Castellano.
"Seus filhos e esposas os admiram. Penso que o nosso chamado ao heroísmo na vida cotidiana significa ser membros permanentes da comunidade, defender o que acreditamos, ser modelos como pais, e modelos para a comunidade, ajudando os mais necessitados e lhes entregando nosso tempo".
"Ser pai é algo muito importante e implica muitas obrigações como ser um modelo para seus filhos, ir à igreja, expressar a sua fé, rezar com sua família, e estar aí quando precisarem de você. Você quer ser o melhor para seus filhos, e a melhor maneira de fazer isto possível é procurando ser um grande exemplo para eles", acrescentou.
"Para mim, ser católico é muito importante. Durante a missão de resgate do capitão Richard Phillips, minha fé católica junto com ser um Cavaleiro de Colombo tiveram um papel muito importante naquilo que eu acreditava. Queríamos trazer o capitão Phillips de volta para casa, para a segurança de sua família e resguardar o bem-estar de todos", acrescentou.
Castellano, longe de considerar-se um herói pela sua participação no resgate, expressa sua admiração pelos marinheiros do Maersk Alabama que sem ter recebido treinamento para este tipo de situações, puderam recuperar a sua nave.

Está caindo por terra uma das “certezas” da TEORIA da evolução?

cranio

Crânios sugerem que primeiros hominídeos pertenciam à mesma espécie.
UOL – Análise completa de crânios de aproximadamente 1,8 milhão de anos sugere que os primeiros hominídeos, classificados em diferentes espécies – “Homo habilis”, “Homo rudolfensis”, “Homo erectus”, por exemplo -, na verdade pertencem à mesma espécie.
O estudo será publicado na revista Science desta sexta-feira (18). Segundo pesquisadores que encontraram cinco crânios que datam da mesma época, em Dmanisi, na Geórgia, país situado no Cáucaso, as diferenças entre eles não são maiores do que as diferenças entre cinco crânios de humanos de hoje em dia. Assim, os hominídeos só teriam aparências diferentes. Eles chegaram a esta conclusão por causa do crânio 5 que combina uma pequena caixa craniana com uma face alongada e grandes dentes – características que nunca foram observadas no mesmo crânio de hominídeo antes.
Fonte: UOL –

A “inconstitucionalidade” do crucifixo. Seria o laicismo radical uma ‘NOVA’ religião?

{AD402323-5B75-452F-8D22-C74DA2F3E60E}_crucifixo plenário STF
“Dizer que o crucifixo vai contra o Estado laico não está correto, na medida em que a própria Constituição estabelece no preâmbulo “sob a proteção de Deus”… Seria a Constituição inconstitucional?
Ora, não há conflito entre o princípio democrático e o princípio da liberdade religiosa, haja vista que a proteção dos direitos fundamentais, em todas as suas dimensões, é nota característica da adjetivação “democrático””, escreve Lenio Steck, Procurador de Justiça (RS).
***
A  procuradora Fernanda Tonetto escreveu artigo nesta Zero Hora (11.10.2013) sobre os símbolos religiosos. Diz que fere o Estado laico e a Constituição a existência em prédios públicos de crucifixos (é disso que se trata, é óbvio estrategicamente, ela não usa a palavra)). Estranho que isso seja coisa de Direitos Humanos. Nunca pensei que seria caso de violação desse naipe…! Mas, vá lá…
Efeitos colaterais da tese: Imaginemos a notícia “STF declara a inconstitucionalidade do feriado de Nossa Senhora Aparecida”. Ou do Natal. Em São Paulo (ops, pode o “São”?), houve ação para a retirada de “Deus seja louvado” das cédulas do real. Interessante. Mas será que Estado laico quer dizer isso? Reescrever a História faz parte do Estado laico? Mais: Quais os dados empíricos? Quantas pessoas estão infelizes (sic) com os crucifixos? Qual é o efetivo dano que isso está causando nos “não cristãos”?
Dizer que o crucifixo vai contra o Estado laico não está correto, na medida em que a própria Constituição estabelece no preâmbulo “sob a proteção de Deus”… Seria a Constituição inconstitucional? Ora, não há conflito entre o princípio democrático e o princípio da liberdade religiosa, haja vista que a proteção dos direitos fundamentais, em todas as suas dimensões, é nota característica da adjetivação “democrático”.
Não se pode compreender a laicidade em uma perspectiva isolada e descontextualizada do exercício dos direitos fundamentais, porque a democracia parte do pressuposto de uma parceria dos cidadãos – partnership conception of democracy, como diz Dworkin, isto é, em torno da convivência recíproca em um ambiente plural e fraterno.
Não podemos etnologicizar em excesso o coletivo, olvidando que este somente terá sentido se, em última análise, estiver a serviço da realização, em alteridade, da pessoa humana. Não podemos esquecer – e valho-me de F. Catagra – que, se o homem é logos, também é homo ludens, homo loquens, homo simbolicus e homo religiosus, dimensões que ficarão diminuídas se ao sagrado não for reconhecida expressão coletiva, pública e aberta. Caso contrário, a “fé laica” acaba por ser outra religião, uma contrarreligião, sucedânea do princípio une foi, une loi, un roi!
Por fim: se vamos radicalizar, como fica o Cristo Redentor, construído com ervanário público?
Fonte: Jornal Zero Hora

Artigo escrito em 1964: Como o Diabo destrói uma Nação?


20.10.2013 -O canal de TV Fox News retomou nesta semana um famoso texto escrito em 1964 pelo jornalista Paul Harvey, falecido em 2009.
O material exposto foi escrito após o assassinato do presidente John Kennedy, quando se iniciava a Guerra do Vietnã e quando as drogas se tornaram populares entre os hippies.
Em votação no site da emissora, as pessoas disseram que essas palavras eram praticamente uma profecia, pois tudo que foi dito quase 50 anos atrás está se cumprindo a cada dia. Alguns políticos conservadores também usaram o texto para atacar o governo de Obama.
Leia na íntegra:
Se eu fosse o Príncipe das Trevas, tentaria envolver o mundo inteiro nas trevas. Eu gostaria de ter um terço do mercado imobiliário e quatro quintos da população, mas não ficaria feliz até dominar a maçã mais madura da árvore. Com isso quero dizer, que seria necessário, tomar conta dos Estados Unidos.
Em primeiro lugar, subverteria as igrejas. Começaria uma campanha de sussurros. Com a sabedoria de uma serpente, sussurraria para você, como sussurrei para Eva: “Faça tudo que você quiser.”
Para os jovens, gostaria de sussurrar que “A Bíblia é um mito”. Eu iria convencê-los de que o homem criou Deus e não o contrário. Eu diria a eles, em segredo, que o que é ruim é bom, e o que é bom está “fora de moda”. Aos idosos, eu iria ensiná-los a orar: ‘Pai nosso, que estás em Washington …”
Depois, eu me organizaria. Ensinaria os escritores a fazer literatura sensacionalista emocionante, de maneira que qualquer outra coisa parecesse chata e desinteressante. Eu encheria a TV de filmes cheios de sexo. Forneceria drogas para todos. Eu venderia álcool para senhores e senhoras da sociedade. Tranquilizaria o restante com comprimidos.
Se eu fosse o diabo, colocaria as famílias em guerra com elas mesmas; as igrejas em guerra com elas mesmas, e as nações em guerra, até que cada uma delas fosse consumida.
Prometeria à imprensa o maior índice de audiência, forçando-as a se destruírem mutualmente. Se eu fosse o diabo, iria encorajar às escolas a refinar o intelecto dos jovens, mas negligenciar a disciplina: “Deixem eles correrem soltos”. Antes que pudessem se dar conta, seria preciso cães farejadores de drogas e detectores de metal em cada entrada de escola. Dentro de uma década, teria presídios superlotados.
Com promessas de reconhecimento e poder, faria os juízes defenderem a pornografia e ficarem contra Deus. Em pouco tempo, colocaria ateus para me representar diante da suprema corte e os pregadores iriam concordar. Assim, conseguiria expulsar Deus do tribunal, depois da escola, e, por fim, do Congresso e do Senado. Nas igrejas, substituiria a religião por psicologia e endeusaria a ciência. Incentivaria padres e pastores a abusarem de meninos e meninas e ficarem ricos com o dinheiro das igrejas.
Se eu fosse o diabo, faria que o símbolo da Páscoa fosse apenas um ovo e o símbolo do Natal, uma garrafa de bebida.
Se eu fosse o diabo, tiraria daqueles que têm e daria àqueles que desejam ter até conseguir matar o incentivo de suas ambições. Quer apostar que eu faria com que todos os Estados promovessem o jogo como uma forma de ficar rico? Alertaria a todos contra os extremos no trabalho duro, no patriotismo e na conduta moral. Convenceria os jovens que o casamento é uma coisa defasada, que só ficar é bem mais divertido e o que a TV mostra é a maneira certa de viver. Assim, eu poderia despir as pessoas em público, e incentivá-los a transar com pessoas que tenham doenças incuráveis. 
Em outras palavras, se eu fosse o diabo, continuaria fazendo o que ele já está fazendo.
Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Filho perdoa pai que lhe injetou o vírus do HIV para não pagar pensão

Filho perdoa pai que lhe injetou o vírus do HIV para não pagar pensãoFilho perdoa pai que lhe injetou o vírus do HIV para não pagar pensão
O americano Brryan Jackson, 22 anos, concedeu uma entrevista ao canal Fox News 2 contando que perdoa seu pai e que está orando por sua salvação, uma reação surpreende já que seu pai está preso por tentar matá-lo quando ele ainda era um bebê.
Quando tinha 11 meses de idade Brryan foi infectado com sangue contaminado pelo vírus HIV. Foi Brian Stewart, seu pai, quem injetou o vírus com uma seringa querendo matá-lo para não pagar pensão alimentícia.
Stewart foi processado por agressão de primeiro grau e foi condenado à prisão perpétua. Brryan tem o vírus da AIDS desde os cinco anos e não guarda mágoas de seu pai, dizendo que a fé cristã o ensinou a ter compaixão.
Apesar da doença, o jovem não se abateu e com apoio de médicos conseguiu estudar e evitar obstáculos como o preconceito. Hoje ele trabalha em uma ONG voltada para ajudar pessoas contaminadas com HIV e pretende seguir carreira política e trabalhos missionários.
Sua história de superação lhe rendeu um prêmio em 2009, o canal Nickelodeon entregou a Brryan o prêmio TeenNick HALO voltado para jovens que inspiram outras pessoas com suas histórias de vida.
Ao subir no palco para receber o prêmio ele declarou que o perdoar não é fácil, mas que ele não culpava mais o seu pai pela doença. “O perdão não é fácil. Eu sabia o que meu pai fez para mim desde quando tinha 5 anos, mas não quero me rebaixar ao nível que ele se encontrava. Quero ser um homem melhor. Eu quero ser alguém que saia desta deixando rostos felizes”, disse. Com informações The Christian Post.

A sexualidade está deixando de ser impulso em direção ao outro para se transformar em território secreto do individualismo egoísta.

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Por que a sexualidade humana está se tornando um problema? Especialistas falam sobre os riscos da desinformação e sobre o que pode nos realizar como pessoas, no campo da afetividade.
O corpo é amor que se encarna e se exprime, uma espécie de sacramento primordial – dizia o beato João Paulo II  – que revela a vocação da criatura humana à reciprocidade, ao recíproco dom de si. Mas, atualmente, a sexualidade, essa misteriosa dimensão do ser na qual se exercita esse dom, está se tornando um problema.
Passados mais de 30 anos da chamada “liberação sexual”, os “radares” sociológicos são unânimes: a sexualidade está deixando de ser impulso em direção ao outro para se transformar em território secreto do individualismo. A incapacidade de se relacionar gera conflitos de todos os tipos que corroem a base dos casamentos.
Apresentamos aqui uma síntese da reflexão feita em conjunto com alguns especialistas, iniciada com essa pergunta: Que explicação pode ser dada para esse problema?
Rino Ventriglia (neuropsiquiatra): “As dificuldades sexuais são quase sempre dificuldades de comunicação. Tratei alguns casos de casamentos não consumados por causa de aparentes dificuldades físicas. Na realidade, essas dificuldades são derivadas de distorções de comunicação entre os dois, ou de pontos obscuros que não foram esclarecidos. É por isso que não podemos nos deter apenas na esfera sexual. Quase sempre se consegue resolver os problemas enfrentando essas dificuldades de comunicação. Além disso, é muito importante o diálogo do corpo, que tem mil maneiras de exprimir o amor”.
Carlos Conversa (andrologista): “Existe uma estreita interdependência entre o amor e o corpo. Às vezes sou procurado por casais que não conseguem ter filhos. Fazemos os exames e não encontramos nenhum problema físico. Estimulando o diálogo entre os dois, entendemos que, no fundo, o marido não ama a mulher ou, por exemplo, a rejeita por um complexo de Édipo não resolvido. Praticamente, é o sub-consciente deles que não quer o filho. O egoísmo narcisista bloqueia até mesmo o caminho dos espermatozoides  Na minha opinião, a preparação para o casamento que existe hoje em dia é insuficiente. Achar que tudo vai dar certo e não sentir a necessidade de aprofundar o valor da sexualidade pode conduzir a uma experiência conjugal difícil, que transmitirá sérios problemas às novas gerações”.
Graça Ventura (pediatra): “Há dois dias atendi um menino de 8 anos com tendências homossexuais. Em uma conversa que tive com a mão da criança, revelaram-se tensões muito graves entre ela e o marido. Em pediatria, comprovamos diariamente os efeitos que essas tensões produzem nos filhos. O verdadeiro problema é a divisão entre o físico e o espiritual, entre o sexo e o amor. Muitos chegam ao casamento com uma absoluta incapacidade de dialogar, muitas vezes porque o namoro se reduziu à descoberta prematura da genitalidade.Conseqüentemente, os dois se encontram depois sem nenhuma experiência de comunicação recíproca. É a sexualidade traída, reduzida a repetições mecânicas de gestos sem conteúdo”.
Por que não conseguimos oferecer aos jovens um humanismo integral, no qual o homem se desenvolve harmonicamente em todas as suas potencialidades? Caminhamos de excesso em excesso: antes, uma embriaguez de ideais massificados; agora, a idolatria da sexualidade individualista… o que é que nos torna tão fragmentários nas propostas?
Rita Della Valle (ginecologista): “A primeira fragmentação que existe é entre o homem e a mulher. Acho que a libertação da mulher deu-se pela metade, no sentido que ela se liberou de certos esquemas, mas ainda não encontrou pontos de referência seguros. O conflito do homem se revela em pequenos indícios. Por exemplo: o pai que está mais próximo do recém-nascido que a mãe; a mãe que não aguenta a dor do parto natural, suportada pelas mulheres durante milênios. Basta analisar as estatísticas de cesarianas. Tanto o homem como a mulher devem ainda encontrar a própria identidade e o equilíbrio nos seus papéis, que estão mudando”.
Graça Ventura: “Existe um forte condicionamento no tecido social, que não oferece as opções responsáveis. Há vinte anos, quando eu iniciava o meu trabalho no hospital e fazia às pacientes uma pergunta obrigatória: “Já teve abortos?”, todas me respondiam “não”, mesmo se tivessem tido. Agora, a grande maioria declara tranquilamente “sim”. Só porque existe uma lei permitindo o aborto em certos casos, caíram por terra todos os filtros críticos, tudo fica justificado, não se tem mais nenhuma dúvida ética. São os condicionamentos de uma sociedade confusa e fragmentada. Para quem ama, tudo é certo. Numa mentalidade desse tipo, que se difunde rapidamente, é difícil intervir. Somente uma sociedade de tendência oposta, que vive valores “contracorrente”, será capaz de influenciar positivamente em alguma coisa”.
Antonio Mancini (andrologista): “Além do conflito entre as funções próprias do homem e da mulher, penso que existe um problema mais geral: o conflito dentro da própria pessoa, que gera também essa conflitualidade entre os vários níveis da sexualidade. Falamos até agora de sexualidade relacional, mas não é esse o conceito mais difundido. Fala-se, em geral, de uma sexualidade hedonista, que busca a satisfação do próprio instinto ou que se serve do outro, mas não vai ao encontro do outro. Penso que o ponto principal seja justamente este: procurar entender de que modo vários níveis da sexualidade podem se integrar, não apenas o físico ou o fisiológico, mas também o psicológico, o da autoconsciência, o espiritual. A verdadeira fenomenologia sexual integrada não é conflitual”.
Raimundo Scotto (clínico): “A linguagem do marketing é em grande parte responsável pelo imaginário de massa. Para uma certa cultura comercial, o corpo é uma espécie de reservatório de desejos que devem ser satisfeitos. Isso desencadeia uma série de patologias que levam à desintegração da pessoa, considerada não na sua unidade mas do ponto de vista dos seus desejos. A supervalorização do sexo feita pela publicidade tem efeitos desastrosos, porque os casais são levados inadvertidamente a comparar a própria vida sexual com aquela da propaganda e da novela, que vendem a ideia do prazer fácil, proporcionado pelo fato de se usar um certo desodorante ou uma determinada técnica. Esconde-se assim a verdade, ou seja, que a gratificação é fruto da comunhão das pessoas. Na realidade, cada casal deve descobrir sozinho o seu modo de se relacionar. Só se poderá fazer aos jovens uma proposta de humanismo integral apresentando-lhes uma vida vivida na dimensão do amor”.
Elena Giacchi (ginecologista): “Penso que na raiz dessa problemática encontra-se um “ambiente cultural” que prega a afirmação do indivíduo: tudo o que vem do ambiente externo e do relacionamento com as pessoas é apresentado como algo que deve contribuir para a minha realização pessoal. Até mesmo a vida conjugal é condicionada pela expectativa de gratificação por parte de cada um. Ora, é lógico que a gratificação é sempre inferior a expectativa e, assim, inconscientemente, cada um se coloca na posição de usar o outro, de instrumentalizar o companheiro, tolhendo-lhe a liberdade de exprimir o melhor de si.
Não é tão simples entender que a verdadeira gratificação não depende de uma satisfação fisiológica que, no final, terminará em si mesma, mas é fruto de uma experiência de doação feita num contexto de amor recíproco. Quando se consegue entender essa diferença, se aprende o verdadeiro significado do corpo, que é expressão de amor, de gratuidade”.
Fonte:  Revista Cidade Nova nº 11 – Ano XXXVIII/ Nedo Pozzi