terça-feira, 15 de outubro de 2013

Todos nós nascemos ateus? Evidências científicas sugerem que NÃO!

Barrett
O Dr. Justin Barrett (foto) , um pesquisador sênior do Centre for Anthropology and Mind, da Universidade de Oxford, alega que as crianças possuem uma predisposição para acreditar num Ser Supremo porque assumem que tudo o que existe no mundo foi criado com um propósito. Ele afirma que as crianças têm fé mesmo quando não foram ensinadas pelas escolas ou pela família; ele alega também que, se as crianças fossem criadas sozinhas numa ilha deserta, acabariam por acreditar em Deus.
Falando para a BBC Radio 4, Barrett afirmou: “A preponderância de evidências científicas recolhidas durante os últimos dez anos mostrou que há muito mais coisas embutidas no desenvolvimento natural das mentes infantis do que pensávamos – incluindo uma predisposição para ver o mundo natural como algo criado e com um propósito, e para ver algum tipo de Inteligência por trás desse propósito. Se colocássemos um grupo de crianças numa ilha e elas crescessem isoladas do resto do mundo, e sozinhas, acho que elas acabariam por acreditar em Deus.”
Numa palestra a ser dada no Instituto Faraday da Universidade de Cambridge, [...] o Dr Barrett citará experiências psicológicas levadas a cabo com crianças que ele afirma demonstrarem que elas instintivamente acreditam que quase tudo foi criado com um propósito. Num dos estudos, foi perguntado a crianças com seis e sete anos o porquê da existência do primeiro pássaro, ao que elas responderam: “Para fazer música bonita”, e “Porque serve para tornar o mundo mais agradável”.
Outra experiência levada a cabo com bebês de 12 meses sugeriu que eles ficaram surpreendidos por ver um filme em que uma bola rolante aparentemente criou uma pilha de blocos organizada a partir de uma pilha de blocos desorganizada.
O Dr. Barrett afirmou que existem evidências de que aos quatro anos as crianças entendem que, embora alguns objetos possam ser feitos pelos seres humanos, o mundo natural é diferente. Ele acrescentou que isso significa que as crianças são mais suscetíveis de acreditar no criacionismo do que na teoria da evolução, apesar do que lhes possa ser dito pelos pais ou professores.
O Dr. Barrett disse ainda que alguns antropólogos apuraram que em algumas culturas as crianças acreditam em Deus mesmo quando o ensino religioso lhes foi barrado.
O desenvolvimento normal e natural das mentes infantis faz com que elas sejam mais suscetíveis à criação divina e ao design inteligente. Em contraste, a teoria da evolução é antinatural e relativamente difícil de acreditar
***
Nota do blog Darwinismo: “Aparentemente, o cérebro humano está construído para ver propósito e ordem no mundo natural – algo que rapidamente nos leva para outra dimensão de existência, uma vez que essa ordem e esse propósito nunca poderiam ser autoimpostos. Portanto, sempre que um militante ateu alega que ‘todos nós nascemos ateus’, ele está a fazer uma declaração que contradiz as evidências. Obviamente que se pode dizer que essas experiências foram feitas com crianças com seis ou sete anos, ou com as de 12 meses (e não com recém-nascidos), mas é difícil aceitar que essa inclinação natural do cérebro humano seja algo ensinado ou instalado pela sociedade. Aliás, o próprio Dr. Barrett sugere que isso é algo inato e imutável.
O que o ateísmo e a teoria da evolução fazem no cérebro humano é rejeitar a natural tendência humana de ver um propósito e uma causa nos efeitos naturais, e acreditar que o Universo em si é um efeito sem causa – um sistema sem um Engenheiro –, algo que é, usando a palavra do texto acima, antinatural. Convém ressalvar que só porque uma coisa é ‘difícil de acreditar’ isso não a torna falsa. O que o texto acima mostra é que o argumento ‘todos nascemos ateus’ é cientificamente falso.”

Nova residência de Bispo alemão custou 31 milhões de euros e escandaliza fiéis


15.10.2013 -
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Mansão de bispo alemão que causou revolta entre fieis católicos de Limburg
Nuvens negras pairam sob o céu de Limburg. Normalmente turistas circulam pela ruas da pequena cidade alemã, de 34 mil habitantes, fotografando a catedral gótico-romântica no centro histórico --mas hoje o alvo dos flashes é outro.
A atração no momento é a nova residência do bispo, que teria custado 31 milhões de euros. "Inimaginável", diz Ortwin Schäfer, um aposentado de Lebach, cidade a cerca de duas horas dali. Ele cuidou das finanças da paróquia de sua comunidade por quase 30 anos e diz nunca ter visto nada parecido com o que ocorreu em Limburg.
"Nós tínhamos que economizar cada centavo. Quanto desperdício. Eu considero isso uma atrocidade." O aposentado questiona a origem de tanto dinheiro. Para ele, grande parte deve ter saído do caixa da propriedade particular episcopal, que é supervisionada apenas pelo bispo.
"Isso deve ser revisto por autoridades de maior escalão", diz Schäfer. Desapontamento Diante dos portões da residência do bispo, obviamente fechados, Elvira Löhr e Jutta Hetzel sorriem ao tirarem uma foto para o álbum de família.
"Muitos já resistem a pagar imposto para a Igreja", explica Löhr, em referência à contribuição mensal que é comum na Alemanha. "E quando alguém joga tanto dinheiro pela janela, eu entendo a razão pela qual tantos abandonam a Igreja."
Só na última quinta-feira (10), um total de 20 fiéis optaram por encerrar as contribuições mensais à Igreja, de acordo com o tribunal da cidade de Limburg.
Na cidade, em média se registra a perda de um fiel a cada dois dias.
Christian Zimmer é um exemplo. Sentado na mureta ao pé da catedral, ele explica que a sua decisão de abandonar a Igreja foi tomada há muito tempo. E quando questionado se agora seria a vez de o bispo deixá-la, ele responde rindo: "Se isso de fato acontecer, faria sentido." Ele diz ainda, ironicamente, que espera que o bispo vá de primeira-classe? fazendo referência a uma extravagante viagem que o líder católico teria feito à Índia, outro escândalo de repercussão nacional. O bispo Tebartz-van Elst viajou para Roma no domingo (13) para reuniões no Vaticano.
Numa carta dirigida aos fiéis, publicada no fim de semana, ele diz ter optado por se abster do serviço religioso público. O líder da Conferência Alemã de Bispos, o arcebispo Robert Zollitsch, também viajou para Roma. Zollitsch não deu apoio a Tebartz-van Elst e diz "compreender bem a frustração da diocese de Limburg."
A imprensa alemã especula que os dois deverão se encontrar com o papa Francisco, a quem caberá decidir sobre o futuro do bispo esbanjador.
O número de representantes da Igreja e de políticos que querem a renúncia do bispo de Limburg cresce a cada dia. O presidente do Comitê Central de Católicos Alemães, Alois Glück, disse numa entrevista que Tebartz-van Elst é "um fardo para a Igreja Católica em toda a Alemanha".
Em Limburg, um avião sobrevoa a catedral, provavelmente com uma equipe de TV tentando filmar a residência episcopal de um outro ângulo. Fritz Keil, da cidade de Halle, nos arredores de Leipzig, diz que "é um absurdo" tanto dinheiro ter sido gasto na casa, enquanto a catedral, que é um patrimônio mundial, precisa de reformas urgentes.
"Esse aumento nos custos de construção não são surpreendentes", afirma Kiel, que trabalha no ramo. "Se novas despesas são necessárias, elas devem ser aprovadas pelo responsável. Esta é a responsabilidade das comissões." Heide-Marie Eisenmenger, que nasceu em Limburg, diz estar muito decepcionada com a liderança do bispo da cidade.
Segundo ela, ele se comportava como um "príncipe na Idade Média", colocando-se numa posição superior. Ela diz que hoje em dia os fiéis estão mais conscientes e afirma que não deixaria a Igreja: "Eu não tenho fé no nosso bispo, mas sim em Deus, ou já até teria ido embora".
Enquanto a cidade de Limburg espera o desenrolar dos acontecimentos no Vaticano, Ilona Biegel tem esperanças de que o novo papa não decepcione. "Ele deve tomar uma atitude neste momento, caso contrário perderá sua credibilidade."
Fonte: Folha SP

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Discriminação familiar na França: Restaurante proíbe a entrada de bebês

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Um restaurante de Antibes, ao sul da França, conhecido pela afluência de celebridades, decidiu proibir a entrada de bebês porque “incomodam a tranquilidade” dos clientes e põem “em dificuldade a segurança”.
“Com as crianças já se sabe. Têm esta característica de fazer a vida bela e feliz a cada momento com sua família, e manifestam seu entusiasmo sem muita consideração aos decibéis. São a mãe e o pai os que devem conter seu júbilo nos limites da boa educação. Mas daí a dizer que um bebê expõe ’problemas de segurança‘, como deseja o local francês, há um passo que escapa a um pai comum”, assinalou em 12 de setembro Annalisa Guglielmino, jornalista do jornal da Conferência Episcopal Italiana, Avvenire.
“Por sorte, do outro lado da balança, aparecem e se proliferam as zonas turísticas favoráveis à família, especialmente os hotéis, enfocados na família, e com preferência para aquelas numerosas. Que, pelo contrário, não escrevem em nenhuma parte ‘proibido pessoas individuais’. Parece que são eles mesmos os que preferem afastar-se, mas isto são seus problemas”, acrescentou.
A França, Suécia, Alemanha, Suíça e a Áustria, apesar de sua baixa taxa de natalidade, participam do fenômeno dos restaurantes anti-família.
Na Pensilvânia, Estados Unidos, faz alguns anos, um restaurante proibiu a entrada de crianças menores de seis anos, para satisfazer alguns clientes que se queixaram pelo ruído das crianças. No país, há algumas redes hoteleiras que proíbem a entrada de crianças menores de 14 anos e inclusive jovens com idade inferior a 18 anos.
A intolerância às crianças também chegou às companhias de viagem e, por exemplo, a linha aérea inglesa “Thomas Cook” decidiu garantir a tranquilidade a bordo dos passageiros, criando voos nos que não estão permitidas as crianças.
ACI

Cinquenta tons de cinza”. Pornografia disfarçada de “erotismo”? Estudo mostra que abuso sexual e emocional dominam a trama

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Um estudo publicado na revista Journal of Women’s Health dos Estados Unidos assinala que o abuso sexual e emocional das mulheres dominam a trama do best-seller “Cinquenta tons de cinza” (50 shades of Grey), um livro pornográfico publicado em 2011 e que vendeu mais de 70 milhões de exemplares.
Esta é a conclusão a que chegou a professora Ana Bonomi, da Universidade estatal de Ohio, quem com suas colaboradoras do departamento de Psicologia pesquisaram sobre o romance de E.L. James enquanto a sua protagonista, “Anastasia”, termina sofrendo danos como resultado de suas experiências sexuais, entre as quais estão várias aberrações como o sadomasoquismo.
“Embora a violência cometida pelos parceiros afete 25 por cento das mulheres com prejuízo para sua saúde, as condições sociais atuais -incluída a normalização do abuso na cultura popular através de romances, filmes e músicas- criam o contexto que sustenta tal violência”, indica o estudo.
A pesquisa descreve como “romântica” e “erótica” a relação do multimilionário Christian Grey, de 28 anos de idade, e a estudante universitária Anastasia Steele, de 22 anos.
Conforme assinala a agência EFE, Bonomi e suas colaboradoras, Lauren E. Altenburger e Nicole L. Walton, leram a novela e escreveram resumos dos capítulos para identificar os temas principais.
Para seu estudo usaram como definição de violência cometida por um parceiro íntimo a dos Centros para o Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, que inclui o abuso emocional mediante a intimidação e as ameaças, o isolamento, a vigilância e a humilhação.
Na área da violência sexual a definição governamental inclui os atos e contatos forçados contra a vontade da pessoa, incluídos o uso de álcool e drogas e a intimidação.
“Este livro perpetua os padrões de abuso perigosos e, no entanto, se apresenta como uma história romântica e erótica para as mulheres”, indicou Bonomi. “O conteúdo erótico poderia ter sido conseguido sem o tema do abuso”, acrescentou.
Alejandro Bermúdez, diretor do Grupo ACI dedicou um dos seus “Ponto de Vista”, podcasts diários sobre algum tema, a comentar sobre este livro e disse que “não podemos tirar nada de bom”.
“Se achamos que a intimidade (entre o casal) vai melhorar quando se introduzem perversões, então estamos ante uma má interpretação do que é o matrimônio”
Quanto ao êxito da história do livro, Bermúdez disse que se explica porque “as mulheres tendem mais à imaginação e por isso alguns escrevem pornografia para elas. A palavra escrita ou falada tem mais efeito nas mulheres que nos homens”.
“Aqueles que pretendam justificar a sua leitura, que não mintam. Que digam o que acontece na realidade: ‘leio este livro porque quero ler pornografia’ (…) Não chamemos bem ao mal nem mal ao bem”, assegurou.
Fonte: ACI

“Enquanto houver um papa na cátedra de Pedro, o caos nunca prevalecerá”

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O obelisco egípcio que se ergue na Praça de São Pedro estava originalmente em Alexandria, e foi transportado a Roma no ano 37 d.C., pelo imperador Calígula, que o colocou no circo de Nero. Quando o circo caiu em desuso e a área foi transformada em uma necrópole, o obelisco permaneceu em sua posição – também quando se construiu, precisamente nesse lugar, a antiga Basílica de São Pedro.
 
Sisto V o transportou à Praça de São Pedro em 26 de setembro de 1586, colocando uma cruz sobre o seu ápice e mandando gravar algumas frases em sua base de mármore. É particularmente interessante a que está na direção leste, com vista para a cidade de Roma, e que seria uma antiquíssima fórmula de exorcismo, dividida em três elementos:
 
Ecce crux Domini (“Esta é a cruz do Senhor” – ostensão da cruz);
 
Fugite partes adversae (“Fugi, forças do caos” – um autêntico exorcismo);
 
Vicit Leo de tribu Juda (“Venceu o Leão da tribo de Judá ” – aclamação final).
Dessa maneira, a Praça de São Pedro marca o limite simbólico do enfrentamento entre o caos (o mundo do mal) e o cosmos (o mundo de Deus). Mais ainda: precisamente neste lugar, tal enfrentamento é particularmente virulento, porque a parte de trás do obelisco tem vista para a moradia do sucessor de Pedro, o Papa, que, segundo a Bíblia, é garantia de que as portas do inferno não prevalecerão (cf. Mt 16, 18).
 
Mas por que o inferno não prevalecerá? Para compreender isso, precisamos dirigir nossa atenção ao contexto em que se encontra o versículo de São Mateus.
 
Trata-se da famosa passagem em que Pedro reconhece que Jesus é o “Cristo, o Filho de Deus vivo” (Mt 16, 16). Precisamente devido a estas palavras, Jesus promete a Pedro: “Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu ésPedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 17).
 
Esta comunicação, representada pela Igreja e por Pedro, impede o mal (caos) de levar a cabo seu propósito: separar o homem de Deus e separar o homem do homem. Por isso, a fórmula do exorcismo ordena às forças do caos que fujam, em nome da cruz de Cristo e da Igreja, que representa o cosmos na terra.
 
Enquanto houver, na cátedra de Pedro, um papa que professe a fé em Jesus-Deus, permitindo assim ao mundo do homem que se comunique com o mundo de Deus, o caos e seus “poderosos” aliados estão destinados a um clamoroso fracasso.
Aleteia

Imploremos a intercessão dos mártires para não sermos cristãos medíocres, exorta o Papa

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI
VATICANO, 14 Out. 13 / 10:39 am (ACI/EWTN Noticias).- Em um videomensagem enviado a Espanha com ocasião da beatificação de 522 mártires em Tarragona, neste domingo 13 de outubro, o Papa Francisco exortou a pedir sua intercessão para não sermos cristãos medíocres.
"Imploremos a intercessão dos mártires para ser cristãos concretos, cristãos com obras e não de palavras; para não ser cristãos medíocres, cristãos envernizados de cristianismo, mas sem substância, eles não eram envernizados, eram cristãos até o fim, peçamo-lhes sua ajuda para manter firme a fé, mesmo que haja dificuldades, e sejamos assim fermento de esperança e artífices de fraternidade e solidariedade".
O Santo Padre assinalou que se une "de coração a todos os participantes da celebração, que acontece em Tarragona, na qual um grande número de Pastores, pessoas consagradas e fiéis leigos são proclamados Beatos mártires".
"Quem são os mártires? São cristãos ganhos para Cristo, discípulos que aprenderam bem o sentido daquele "amar ao extremo" que levou Jesus à Cruz".
O Papa assegurou que "não existe o amor para entregas, o amor em proporções. O amor total: e quando se ama, ama-se até o extremo".
"Na Cruz, Jesus sentiu o peso da morte, o peso do pecado, porém confiou inteiramente no Pai, e perdoou. Apenas pronunciou palavras, mas entregou avida".
"Cristo nos ‘antecede’ no amor; os mártires imitaram-No no amor até o fim".
"Dizem os Santos Padres: Imitemos os mártires! Sempre é preciso morrer um pouco para sairmos de nós mesmos, do nosso egoísmo, do nosso bem-estar, da nossa preguiça, das nossas tristezas, e abrir-nos a Deus, aos demais, especialmente aos que mais necessitam".
Ao concluir, pediu àqueles que participaram na beatificação dos mártires de Tarragona "que rezem por mim".
"Que Jesus os abençoe e a Virgem Santa cuide de vocês", concluiu.

Esta foi a oração com a qual o Papa consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria

Foto Grupo ACI
VATICANO, 14 Out. 13 / 02:50 pm (ACI/EWTN Noticias).- Diante de 100 mil pessoas presentes ontem, domingo, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco consagrou o mundo ao Imaculado Coração da Virgem Maria. Esta é a oração de consagração que rezou o Santo Padre diante da imagem original da Virgem de Fátima que foi levada a Roma do seu santuário em Portugal:
Bem-aventurada Maria Virgem de Fátima,
com renovada gratidão pela tua presença materna
unimos a nossa voz àquela de todas as gerações
que te chamam bem-aventurada.
Celebramos em ti as grandes obras de Deus,
que jamais se cansa de prostrar-se com misericórdia
sobre a humanidade, afligida pelo mal e ferida pelo pecado,
para curá-la e para salvá-la.
Acolhe com benevolência de Mãe
O ato de consagração que hoje fazemos
com confiança, diante desta tua imagem
tão querida a nós.
Estamos certos de que cada um de nós é precioso aos teus olhos
e que nada é a ti estranho de tudo aquilo que habita em nossos corações.
Nos deixamos alcançar pelo teu dulcíssimo olhar
e recebemos o afago consolador do teu sorriso.
Protege a nossa vida entre os teus braços:
abençoa e reforça todo desejo de bem;
reaviva e alimenta a fé;
ampara e ilumina a esperança;
suscita e anima a caridade;
guia todos nós no caminho da santidade.
Ensina-nos o teu mesmo amor de predileção
Pelos pequenos e pelos pobres,
pelos excluídos e os sofredores,
pelos pecadores e os dispersos de coração:
reúne todos sob tua proteção
e os entrega ao teu Filho amado, o Senhor nosso Jesus.
Amém.

sábado, 12 de outubro de 2013

A santa ira de São João Maria Vianney

Com a severidade própria dos santos, João Maria Vianney combateu até à morte os insultos a Deus

Era 1827 e as multidões que chegavam à aldeia de Ars vinham de toda parte. A fama do Padre Vianney já havia se espalhado pelos quatro cantos da França. Barões, clérigos, camponeses, curiosos; todos queriam conhecer aquela figura a qual tinham por santo. Um médico, tomado pelas intrigas dos colegas, decidira visitar o sacerdote, a fim de confirmar suas injustas suspeitas. De volta à capital, Paris, não pôde dizer aos amigos outra coisa sobre o pobre cura senão: "eu vi Deus num homem".
A santidade de João Maria Vianney causava constrangimentos. Apegado desde cedo à oração, agia em tudo conforme à vontade divina, fazendo de sua vida um perpétuo louvor a Deus. Tinha um fervor imensurável. Passava horas à frente do sacrário, gastando-se em severas penitências e na meditação dos santos mistérios: "O meu terço vale mais que mil sermões". Por isso, não poupou esforços no combate às blasfêmias e à libertinagem. Era o zelo pela casa do Pai que o consumia.
Os primeiros anos de Vianney em Ars foram de grandes desafios. A pequena aldeia estava atolada no indiferentismo. Trabalhava-se no domingo, blasfemava-se no campo, a falta de modéstia e os divertimentos profanos reinavam no coração daquela gente. A situação era desesperadora. E para uma alma apaixonada como a do Cura D'Ars, assistir àquele espetáculo de imoralidades era como ver a Cristo sendo crucificado. Com efeito, tratou logo de agir.
Sem fazer concessões, apressou-se em instruir os mais novos na catequese e nas práticas piedosas. Vianney estava convencido de que a ignorância religiosa era a causa de todos os males: "Este pecado condenará mais almas do que todos os outros juntos, porque uma pessoa ignorante quando peca não conhece nem o mal que faz, nem o bem que perde". Do alto do púlpito, atacava a todos pulmões as tabernas e o trabalho no domingo. Começava uma guerra sem tréguas, e o santo não iria recuar enquanto não visse a sua paróquia, de joelhos, diante do Senhor.
"Ah! Os taberneiros, o demônio não os importuna muito, pelo contrário, despreza-os e cospe-lhes em cima". Com essas palavras, o humilde cura fustigava a bebedeira, para desespero daqueles que se lançavam a tão vergonhoso vício. E assim também procedia com o trabalho nos dias de guarda. "Se perguntássemos aos que trabalham nos domingos: 'Que acabais de fazer?' - repreendia o Cura D'Ars - "eles bem poderiam responder: 'Acabamos de vender a nossa alma ao Demônio e de crucificar a Nosso Senhor… Estamos no caminho do inferno". Pouco a pouco, as blasfêmias foram desaparecendo e as tabernas se fechando. Pesava-lhes a maldição de um homem santo. "Vós vereis, profetizava, vereis arruinados todos aqueles que aqui abrirem tabernas". Mas um derradeiro combate ainda estava por vir.
Em 1823, erguia-se na pequena paróquia de Ars uma segunda capela. Atendendo à vontade do pároco, ela seria dedicada a São João Batista, santo que tomara por patrono no dia de sua Confirmação. A cerimônia de inauguração foi de grande júbilo. Contudo, para os amantes dos prazeres profanos, motivo de despeito. Vianney mandara esculpir no arco do pequeno oratório a seguinte inscrição: "A sua cabeça foi o preço de uma dança". Uma alusão ao martírio de São João Batista e uma clara reprimenda aos bailes.
A luta de Vianney contra os serões durou cerca de dez anos. A ele se opunha grande parte da comunidade, sobretudo os rapazes apegados aos encantos da luxúria. À medida que o povo se afastava das danças, com efeito, mais raiva tinham do sacerdote os fanfarrões. Chegaram a organizar encontros a fim de puni-lo, mas o brado de Vianney foi tão forte que a eles não restou outra alternativa senão ceder. "O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim… As pessoas que entram num salão de baile deixam à porta o seu Anjo da Guarda e o Demônio substitui-o, de tal modo que há tantos Demônios quantos são os dançadores." Era o fim dos bailes em Ars.
Os hereges também não tinham vez com o santo. Certo dia, um jovem de espírito petulante resolveu atacá-lo na frente da multidão. "Quem é o senhor, meu amigo?" questionou Vianney. O rapaz disse que era protestante. Com a firmeza de um verdadeiro pastor, retorquiu-lhe o santo padre: "Oh! meu pobre amigo, o senhor é pobre e muito pobre: Os protestantes nem sequer possuem santos cujos nomes possam dar aos filhos. Veem-se obrigados a pedir nomes emprestados à Igreja Católica". Foi o suficiente para que o sujeito se colocasse no seu lugar.
A santa intransigência de Vianney tinha um motivo igualmente santo: ele amava a seus paroquianos com amor de predileção. Por isso faria tudo que estivesse a seu alcance para lhes assegurar a salvação eterna. E seus esforços foram recompensados. Após poucos anos de ministério, Ars não era mais Ars. O povo havia se convertido, já não se trabalhava mais aos domingos e a igreja permanecia sempre cheia. Vencera a santidade do pobre cura. Os paroquianos compreenderam o que há tanto lhes ensinava o São Cura D'Ars: "Tão grande é o amor de Deus, é um fogo que queima na alma sem, contudo, a consumir. Ter Jesus no coração é já possuir o céu".
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

João Paulo II, Bento e Francisco são papas que se complementam, afirma Arcebispo de Nova Iorque.

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 ”Cada um dos três últimos Papas teve uma ênfase diferente, mas complementar, destacando diferentes aspectos dos fiéis e da Igreja”, assinalou o Arcebispo de Nova Iorque e Presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, Cardeal Timothy Dolan.
Uma boa maneira de entender os diferentes dons de cada um destes últimos pontífices poderia ser o uso das imagens: alma, mente e coração”, escreveu o Cardeal em uma recente coluna de opinião publicada pelo New York Post.
Os três Papas mais recentes –o Beato João Paulo II que será canonizado em abril de 2014, Bento XVI e o Papa Francisco– “são todos gigantes”, expressou o Cardeal Dolan, e cada um “tem talentos particulares.”
“João Paulo II se enfocava na alma”, indicou. “Seus eloquentes chamados à oração; o seu acento na renovação do espírito, a importância que deu aos sacramentos e devoções da Igreja que trazem a graça e a misericórdia de Jesus, a sua terna confiança na Virgem Maria, a mãe de Jesus, e seu recorde nos processos de canonização, recorda-nos de maneira convincente que a alma é o primeiro.”
“No Papa Bento XVI temos um sucessor de São Pedro, que se enfocava na mente”, continuou o Cardeal Dolan, assinalando que o Bispo Emérito de Roma ajudou a “renovar o vasto patrimônio intelectual da Igreja, e a recordar-nos que a fé e a razão não se opõem, mas, de fato, são aliadas”.
“E agora o Papa Francisco põe ênfase no coração”, escreve o Cardeal. “A calidez, a misericórdia, a alegria, a ternura, a difusão, aceitação e o amor”, são um distintivo de Francisco que usa estas palavras que “vêm do coração, e são muito utilizadas” por ele.
“Não me interpretem mal: Os três sabiam muito bem que a alma, a mente e o coração são todos essenciais”, explicou o Cardeal Dolan, “Mas cada um tinha o seu favorito em particular”.
O Arcebispo de Nova Iorque precisou logo que “Deus nos deu o Papa que necessitávamos para cada época específica”.
“Toda pessoa precisa da alma, da mente e do coração, como os necessita a Mãe Igreja e como cada um de nós precisamos”.

Qual a importância do exame de consciência para nossa vida espiritual?

Um bom católico deve ter o costume de examinar frequentemente a sua consciência. Em geral, o exame de consciência é feito para que a pessoa se prepare melhor para o Sacramento da Confissão, ou também, antes de deitar-se, como uma preparação para a morte, caso ela venha durante o sono. Contudo, a importância de um bom exame de consciência vai além desses dois aspectos.

A doutrina dos grandes santos está repleta de loas ao exame de consciência. Por exemplo, São João Crisóstomo, chegou a dizer que, se uma pessoa se empenhasse num bom exame de sua consciência, dentro de um mês seguramente estaria no caminho da santidade. Trata-se, portanto, de uma doutrina plurissecular da Igreja que merece toda a atenção.

Um livro em especial, "A vida interior simplificada e reconduzida ao seu fundamento", escrito por pelo padre cartuxo François de Salles Poullien, em cuja terceira parte, vários capítulos são dedicados ao exame de consciência. Num deles, o Pe. Poullien relata a experiência de Santo Ignácio de Loyola que dirigia seus filhos jesuítas quase que unicamente pela reflexão pessoal e pela prática dos Sacramentos. De tal forma que na Constituição da Ordem ele não poderia ser tido como dispensável. Isso significa que mesmo um jesuíta que estivesse doente, impedido de rezar, de frequentar os sacramentos estava dispensado de tudo, exceto do exame de consciência.

Sendo assim, como fazer um bom exame de consciência e caminhar em direção à santidade? Existe um tipo, chamado superficial que é aquele que se detém nos atos, ou seja, nos pecados cometidos durante o dia ou ao longo da vida. Já um exame de consciência profundo é aquele que mergulha no coração. Ora, sabe-se que o que se recolhe ao coração são os hábitos, as disposições habituais que, em geral, dão um rumo à vida. Se os hábitos são bons, a vida ruma para o bem, se são maus, a vida está desorientada. Então, é preciso mergulhar nos hábitos e identificá-los.

Para tanto, a pergunta fundamental que deve ser feita é: "onde está o meu coração?" O próprio Jesus afirmou nesse sentido: "onde está o seu coração, aí está o seu tesouro" (Mt 6,21). É a mesma pergunta que Deus fez a Adão ao entardecer do terrível dia em que o pecado veio ao mundo. Na brisa, Deus queria se encontrar com um amigo e perguntou: "Adão, onde estás?" (Gn 3,9). É precisamente a resposta à pergunta do Senhor que interessa ao exame. "Onde eu estava quando não estava com o Senhor?" foi a forma encontrada por São Josemaría Escrivá de Balaguer y Albas para fazer a mesma pergunta. E a resposta em todos os casos é a mesma: disperso.

O coração do homem precisa estar centrado em Deus e o exame de consciência serve para mostrar o quanto é grande o afastamento, o quanto se está longe de Deus, do centro. Os pecados e as disposições habituais são apenas sintomas desse doença que é a distância do núcleo que é Deus. Portanto, identificar para onde está sendo orientada a vida é parte decisiva na cura.

Definido o exame de consciência, é possível dividi-lo em três partes: a primeira é o chamado "golpe de vista", ou seja, aquele olhar que identifica os atos (superficial) e também aquele mais profundo que olha os hábitos já arraigados. A segunda é a contrição, na qual a pessoa percebe que o pecado não só machuca e destrói, como manda para longe o Céu e aproxima perigosamente o Inferno (atrição). Nessa etapa é preciso dar um passo além, o passo do amor filial, saindo da condição de temor servil, percebendo a ofensa cometida contra o pai amoroso e imbuindo-se de um verdadeiro arrependimento por ter causado a ofensa. "Senhor, eu pequei, perdoa-me". A terceira etapa é a resolução ou o propósito de amar mais a Deus, cortar na raiz os maus hábitos e os vícios arraigados no coração.

A frequência ideal do exame de consciência é três vezes ao dia, segundo Santo Ignácio de Loyola, sendo o primeiro pela manhã, de modo preventivo, olhando para a vida, para os vícios e atos maus costumeiramente praticados, orientando as próprias disposições a não cometê-los. O segundo, logo após o almoço, talvez na Hora Média ou numa visita ao Santíssimo Sacramento, avaliando como o dia foi conduzido até aquele momento e reforçando o desejo de acertar (ou não errar) no restante do dia. Por fim, à noite, antes do dormir, seguindo mesmo as orientações da Igreja que recomenda o exame de consciência antes das Completas.

O exame de consciência noturno é o mais importante dos três, pois não versa somente aquele dia (particular), mas deve ter o caráter geral, da vida toda e de como ela está sendo orientada, colocando diante de deus toda miséria, louvando-O pelos bons atos realizados e colocando toda a confiança na misericórdia Dele e meditando no fato de que a salvação só pode vir pela Graça divina. Fazendo assim não há dúvida de que a vida será realmente convertida, conduzida para Deus, naquilo que os antigos chamavam de epistrofe, mudar o rumo, a direção da vida, para que a ovelha errante perdida encontre o Pastor da Alma no fim de cada dia e em todos os dias da vida.

Na missa matutina, Papa alerta para os riscos do demônio

Cidade do Vaticano (RV) – “A presença do demônio no mundo é real e não uma fábula. É o Evangelho que o diz e os cristãos devem sempre estar alertas contra o maligno”. Foi o que recordou o Papa Francisco, comentando na missa matutina na Casa Santa Marta o trecho evangélico da celebração na qual Jesus expulsa o demônio, mas não é compreendido.

Alguns padres, quando lêem esta passagem, ou outras, dizem que Jesus curou aquela pessoa de uma doença mental. É verdade que antigamente se podia confundir epilepsia com estar possuído pelo demônio – disse o Papa – mas é igualmente verdade que o demônio existe! A presença do demônio está na primeira página da Bíblia e também no final, com a vitória de Deus sobre ele”.

A seguir, Francisco indicou três caminhos para resistir ao maligno, sendo vigilantes:

Não confundir a verdade. Jesus luta contra o diabo; e este é o primeiro critério. O segundo é que ‘quem não está com Jesus está contra Jesus’. Não existe outro comportamento. E o terceiro critério é a vigilância do nosso coração, porque o demônio é astuto, nunca é expulso para sempre”.

Advertindo os cristãos para “não ser ingênuos”, o Papa disse que a estratégia do diabo é essa: ele diz “Você é cristão, tem fé, vai adiante que eu não volto. Mas depois, quando você está acostumado e se sente seguro, ele volta”.

“O Evangelho de hoje – explicou o Papa – começa com o demônio expulso e termina com o demônio voltando! É como um leão feroz, que nos circunda. Isto não é mentira” – assegurou Francisco:

É a Palavra do Senhor. Peçamos a Ele a graça de levar a sério estas coisas. Ele veio lutar por nossa salvação e venceu o demônio! Não façamos negócios com o demônio; ele tenta voltar para casa, se apoderar de nós. Não devemos relativizar, mas vigiar, sempre e com Jesus”.
(CM)



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A cultura pornográfica e a banalização da sexualidade

Nunca foi tão fácil macular o próprio corpo, templo do Espírito Santo, como nestes tempos, com o advento da pornografia virtual

Como uma droga, o pecado da pornografia destrói e aprisiona o ser humano.
Uma das maiores dificuldades para os jovens que desejam viver a castidade hoje são as inúmeras ocasiões de pecado que lhes são apresentadas quotidianamente, em altas doses. Roupas decotadas e ofensivas à modéstia, imagens sensuais em anúncios de outdoors, palavras indecorosas em livros "da moda", programas televisivos indecentes: em praticamente todos os ambientes pelos quais se passa, há alguma insinuação perversa – o "dedo" do demônio convidando as pessoas ao pecado da impureza.
Nunca foi tão fácil macular o próprio corpo, templo do Espírito Santo, como nestes tempos, com o advento da pornografia virtual. Se é verdade que há muitos cristãos utilizando a Internet para buscar entretenimento sadio, conhecimento e, muitas vezes, aumentar a sua fé em Jesus Cristo e na Sua Igreja, outras porções de pessoas têm se aproveitado das comodidades do mundo virtual para saciarem seu anseio de felicidade nos lugares errados.
O Catecismo da Igreja Católica, ao falar da pornografia, lembra que ela "ofende a castidade, porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos um ao outro" (§ 2354). A colaboração com a produção deste material, em qualquer nível (seja no da atuação, comercialização ou consumo), é pecado grave.
É bem verdade que a cultura relaxada em que vivemos tem contribuído para enfraquecer nas pessoas aqueles valores e noções importantes, constantemente pregados pela Igreja, que tanto bem fazem à humanidade, dando equilíbrio e estabilidade à civilização. Porém, negar a realidade não vai fazer com que ela deixe de ser. O veneno pode se esconder em belos frascos, mas nem por isso deixa de ser veneno. Nem por isso deixa de ser mortal. O ser humano possui uma dignidade intrínseca e o homem e a mulher foram criados para viver a sexualidade no dom divino do Matrimônio: nenhuma realidade terrena, por mais forte e hostil que seja, poderá apagar esta verdade.
De fato, sequer é preciso ser católico para detectar a maldade inerente à pornografia. Para reconhecê-la, basta – como recordou em várias ocasiões o Papa Bento XVI – identificar a existência de uma moralidade objetiva inscrita no coração dos homens – a "lei moral natural".
Para as mentes corretamente formadas, esta lei moral se manifesta através da famosa “voz da consciência”. Àqueles que, como o filho mais novo da parábola evangélica, têm se chafurdado na lavagem dos porcos: lancem um olhar sincero para o próprio coração. No começo, a malícia da pornografia parece evidente, mas a exposição contínua a doses cada vez mais pesadas do material vai estrangulando a consciência que indica o erro e diminuindo a resistência ao pecado… Pouco a pouco, vai-se criando um mau hábito, do qual, agora, muitas pessoas se veem em tremendas dificuldades para sair.
É assim porque a pornografia causa dependência. O dr. Valerie Voon, neurocientista da Universidade de Cambridge, realizou um estudo com pessoas que viam material pornográfico de modo compulsivo. A conclusão foi um "claro paralelismo com as pessoas viciadas em substâncias", como heroína ou álcool. Isto sem falar das inúmeras perversões sexuais presentes na pornografia, que, se não eliminam por completo as noções de limites e moderação, alçam à categoria da normalidade verdadeiras aberrações, só defendidas hoje pelos completamente afetados promotores da "ideologia de gênero".
Por isso, o Catecismo da Igreja Católica não só recorda que a pornografia é um pecado, mas também que "as autoridades civis devem impedir a produção e a distribuição de material pornográfico". Não é possível que o Estado persiga o bem comum se permite aos seus cidadãos que se machuquem de modo tão sério, gerando consequências que não se limitam à esfera espiritual, mas prejudicam as pessoas no convívio familiar, em seu trabalho, nas suas relações com as demais pessoas e em outros tantos ambientes.
Se para reconhecer esta situação sequer é preciso crer, para livrar-se dela não se pode dizer o mesmo. É na busca sincera do perdão de Deus que se encontra o caminho para aquele que "peca contra o seu próprio corpo" (1 Cor 6, 18). É aterrador constatar como o hedonismo tem se tornado "cultura" e como a sua influência nociva é forte e crescente. Para enfrentá-lo, o Senhor pede-nos coragem. "Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo" (Jo 16, 33).
Por Equipe Christo Nihil Praeponere | Informações: Religión en Libertad

Não, Pio XII não se calou

Passados 55 anos da morte do venerável Papa Pio XII, é momento de voltar alguns anos e honrar a sua grandiosa memória

Há uma lenda negra em curso: a de que o Papa Pio XII teria sido conivente com os crimes perpetrados pelos nazistas em meados do século XX.
Essa mentira nasceu de uma peça teatral, produzida por Rolf Hochhuth, no ano de 1963, de nome "O Vigário" (Der Stellvertreter, em alemão). Nela, Eugenio Pacelli é retratado como um homem pusilânime e covarde diante da deportação de judeus para campos de concentração. A obra de Hochhuth inspirou o filme Amen (Costa-Gavras, 2002). No decorrer da trama, um padre jesuíta tem pressa para falar com o Papa, para pedir a ele que se manifeste com mais veemência a favor dos judeus e contra o Holocausto. O clérigo é recebido com frieza pela personagem de Pacelli, que se limita a dizer que o coração do Pontífice sangra pelas vítimas do Holocausto... e nada mais.
O auge da difamação acontece em 1999, com a publicação de "O Papa de Hitler" (The Hitler’s Pope). Mesmo que o seu autor, John Cornwell, tenha admitido que, ao escrever a dita biografia, "faltou equilíbrio" de sua parte01, o mito permanece e não são poucos os acadêmicos que recorrem a todas estas obras mentirosas para acusar a Igreja de conluio com Hitler.
Os fatos, porém, são outros. Hoje, sabe-se que tanto barulho em torno da figura de Pacelli não passou de um plano arquitetado pela KGB para desacreditar a Igreja Católica02. Além disso, ainda que Pio XII tenha preferido a estratégia de ações concretas para poupar a vida de milhares de judeus, não é correto falar que o Pontífice tenha se "silenciado" diante da iniquidade que se passava na Alemanha.
A ação de Eugenio Pacelli contra o nazismo começa ainda no pontificado de Pio XI, quando ele era secretário do Estado do Vaticano. Em 1937, foi ele quem escreveu grande parte da famosa encíclica Mit Brennender Sorge ("Com ardente preocupação"), condenando os erros do nazismo."Naquele tempo, Pio XI estava gravemente doente e lembro-me de [que] ele reteve o texto de Pacelli durante dois dias, corrigindo-o só levemente e assinando-o, depois. Portanto, esta encíclica que mostrava o verdadeiro rosto do nazismo, foi obra do cardeal Pacelli", conta o padre Roberto Leibier, colaborador de Pio XII03.
A carta foi lida integralmente, durante a Missa, em mais de 11 mil igrejas da Alemanha. Suas palavras eram duras: "Só espírito superficiais podem cair no erro de falar de um Deus nacional, de uma religião nacional, e empreender a louca tentativa de encerrar Deus, criador do mundo, nos limites de um só povo e na estreiteza étnica de uma única raça". E ainda: "As leis humanas que estão em contraste insolúvel com o direito natural, estão feridas de vício original, não sanável nem com coações nem com desdobramento de força externa"04.
Os nazistas tinham entendido a mensagem de Roma. Ainda que a carta de Pio XI em nenhum momento usasse as palavras "nazismo" ou "judeus", o órgão oficial da SS – a organização paramilitar ligada ao Partido Nazista – qualificara a encíclica como "um insulto à nova Alemanha". Também Hitler reagiu à ousadia da Igreja, no 1º de maio daquele mesmo ano: "Não podemos suportar que esta autoridade, que é a autoridade do povo alemão, seja atacada por quem quer que seja. Isto vale para todas as Igrejas. Enquanto elas se ocupam dos seus problemas religiosos, o Estado não se preocupa com elas. Mas, quando elas tentam, através de medidas de todo o gênero, com escritos, encíclicas, etc., atribuir a si mesmas direitos que competem exclusivamente ao Estado, nós reprimi-las-emos (...). Da moralidade do Estado e do povo alemão tratarão os dirigentes do Estado alemão".
A represália dos dirigentes do Partido Nazista foi grande. A imprensa católica foi suprimida e processos contra clérigos católicos ressuscitaram das cinzas. Quando o Papa Ratti faleceu e Pacelli foi eleito, ele sabia da responsabilidade que tinha diante de si, do perigo que corriam não só os judeus, mas os próprios católicos alemães. Se uma mensagem com expressões indiretas causara tamanho rebuliço, uma condenação mais direta poderia causar uma verdadeira tragédia.
Mesmo consciente disto, Pio XII não se calou. Mal assumira o trono de Pedro, Pio XII condenou "a premeditada agressão a um povo pequeno, trabalhador e pacífico, com o pretexto de uma ameaça que nem existe nem é querida e nem sequer é possível" e pediu o respeito "às verdadeiras necessidades e às justas exigências das nações e dos povos, como também das minorias étnicas", fazendo clara alusão ao povo judeu05.
Quando o exército alemão invadiu os países baixos, novamente o Pastor Angelicus levantou a sua voz. Enviou telegramas aos soberanos da Holanda, da Bélgica e de Luxemburgo, deplorando as ações bélicas nazistas perpetradas "contra a sua vontade e o seu direito". De novo, as atitudes do Papa não agradaram nada às potências do Eixo. O texto das mensagens diplomáticas foi publicado por L’Osservatore Romano e "os ardinas do jornal vaticano foram maltratados tal como foram agredidos todos os que foram vistos com um exemplar do diário"06.
Em dezembro de 1940, Pio XII oferece socorro aos refugiados da guerra e decide nominar diretamente os judeus. "Nem menor conforto é para nós ter tido condições de consolar, com a assistência moral e espiritual dos nossos representantes e com o óbolo dos nossos subsídios, um número enormíssimo de refugiados, de expatriados e de emigrantes, também entre os de estirpe semita..."07.
As manifestações do Santo Padre não param aí. Nas grandes radiomensagens natalícias de 1941 e 1942, o Papa Pacelli não poupou tinta para condenar a totaler Krieg ("guerra total") de Hitler e "o conceito que reivindica para certas nações, raças ou classes o instinto jurídico, como último imperativo e norma sem apelação"08. Era uma denúncia direta do ódio pregado pelos orgulhosos advogados da "raça ariana", os nazistas.
Um fato particularmente curioso da vida de Pacelli ilustra sua inconformidade visceral com os projetos de Adolf Hitler. De acordo com a sua fiel serviçal, a irmã Paschalina Lehnert, Pio XII estava convencido, ainda nos tempos de nunciatura em Berlim, de que Hitler "estava completamente possesso"09. Tudo leva a crer que estas palavras devem ser lidas em seu sentido literal. Um de seus sobrinhos conta que "Pio XII teria até o hábito de rezar, durante a guerra, orações de exorcismo para tentar expulsar o diabo da alma de Hitler"10.
Papa de Hitler? Pode-se até questionar a ação diplomática de Pio XII em tempos de guerra: se poderia ter sido mais prudente ou mais enfático, se poderia ter se pronunciado mais ou dito menos... Porém, falar de "silêncio" ou pior, de pacto com Hitler, é aderir à tática suja de quem usa qualquer pedaço de pau para bater na Igreja Católica. O Pastor Angelicus manifestou-se várias vezes em favor da vida dos inocentes e contra as arbitrariedades ideológicas dos partidários nazistas.
Isto não é apologia de católico papista; é apenas história.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

EUA: Escola é forçada a retirar retrato de Jesus e pagar US$ 100 mil a grupo ateísta


09.10.2013 -
n/d
Conflitos judiciais entre cristãos e ateístas tem chamado a atenção nos EUA e o último ocorreu em uma escola, no centro-oeste do país, que foi forçada a retirar um retrato de Jesus Cristo e pagar cem mil dólares a grupos ateístas, por conta de uma determinação judicial.
A escola Jackson Middle School, em Jackson, estado de Ohio, foi acusada pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e pela Fundação Liberdade de Religião (FFRF) por ter violado os direitos constituicionais dos alunos, em função da pintura do rosto de Jesus no salão de honra da escola. O retrato permanecia no local há mais de 60 anos.
"Tudo isso foi desnecessário. A lei é muito clara, a exibição deste tipo particular de artefato religioso (em escola pública) é inconstitucional", afirmou James Hardiman, diretor jurídico da ACLU Ohio, à Associated Press.
Apesar da decisão da justiça de Ohio, a escola divergiu ao ressaltar que o quadro se encontrava à exposição de poucas pessoas, além de estar ao lado de outras figuras históricas e não distinguir uma religião em detrimento de outra.
A escola pretendia retirar a pintura do salão de honra e pagar a multa estipulada. Contudo, o quadro continua em um local visível ao ser utilizado nas reuniões de oração dos alunos.
A princípio, a instituição pretendia recorrer e lutar contra o processo, mas uma questão financeira seria o principal obstáculo no momento, já que sua companhia de seguros se negou a pagar os custos legais e danos
Sem muita escolha, a escola deve resolver a situação conforme a justiça estabeleceu, para evitar novas complicações, conforme orientado por seus advogados.
Casos semelhantes ocorreram em Cranston, onde a ACLU pediu que a escola local retirasse um banner de oito metros, por conter texto de fundo religioso, além de um processo contra uma escola em Connellsville, acionada pela FFRF pela exibição de um monumento com os Dez Mandamentos na escola Connellsville School District.
Fonte: The Christian Post

Pe. Paulo Ricardo responde a fala do Papa Francisco, de que um Deus Católico não existe


09.10.2013 
Nós podemos afirmar que todas as religiões são caminhos de salvação?
A missão da Igreja é universal, pois corresponde ao chamado do Mestre: "ide pelo mundo e fazei discípulos entre todas as nações" (Mt 28, 19). A salvação dos homens só acontece por meio de Jesus Cristo, na sua continuação histórica nesta terra: a Igreja Católica.
VEJA O VIDEO DO PADRE PAULO RICARDO:
Fonte: padrepauloricardo.org  e  fimdostempos.net