quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Não, imprensa, a Igreja não vai acabar com o celibato. A luta da imprensa por uma Igreja livre do celibato é a luta do inimigo de Deus contra a santidade de seus filhos

O debate a respeito do celibato sacerdotal voltou à mesa de discussões nos últimos dias. Os meios de comunicação estão em polvorosa desde as recentes declarações do novo Secretário de Estado do Vaticano, Dom Pietro Parolin, sobre a proibição do casamento aos padres católicos01. A imprensa julga ter visto nas palavras do bispo indícios de uma futura ab-rogação da disciplina eclesiástica. Trata-se, evidentemente, de puro delírio - e, como de costume, um pouco de má fé.
As declarações de Parolin ao jornal venezuelano El Universal não trouxeram nenhuma novidade. Os católicos já estão cansados de saber que o celibato sacerdotal não é um dogma, mas uma antiga disciplina da Igreja, cujas fontes provêm diretamente do ensinamento dos apóstolos, tal qual lembra a grande obra do Padre Christian Cochini, "Les origines apostoliques du célibat sacerdotal". O III Concílio de Latrão, em 1179, apenas a efetivou como norma da Igreja latina. Não se pode afirmar, com efeito, que o Papa tenha a intenção de modificar uma tradição apostólica à base da canetada, sem levar em consideração o testemunho de dois mil anos de Igreja. Embora assim desejem alguns jornalistas - e também saudosistas de uma teologia mambembe que não tem mais nada a dizer, a não ser velhos e cansativos chavões de outrora. O próprio Parolin lembra na entrevista que todas as decisões do Pontífice "devem assumir-se como uma forma de unir à Igreja, não de dividi-la".
Ao contrário do que possa parecer, o descontentamento da mídia em relação ao celibato não procede de uma autêntica preocupação com o número de vocações. É do interesse dela a extinção dos padres. E as manchetes dos jornais estão aí para provar. Tenha-se em mente, por exemplo, a campanha odiosa de total difamação do clero - em pleno ano sacerdotal de 2010 -, perpetrada pelo The New York Times, BBC e cia. sobre o problema da pedofilia. A indignação da imprensa perante o celibato tem por causa outras razões, o mundo desejado por esses grupos é alheio à presença de Deus. A existência do celibato, neste sentido, "é um grande escândalo, porque mostra precisamente que Deus é considerado e vivido como realidade."
Foram com essas mesmas palavras que Bento XVI resumiu a aversão mundana à presença dos sacerdotes. Respondendo à pergunta de um clérigo da Eslováquia, durante vigília de encerramento do Ano Sacerdotal, o então pontífice observou ser surpreendente a crítica exaustiva ao celibato, numa época em que a moda é justamente não casar. "Mas este não-casar", prosseguiu o Papa, "é uma coisa total, fundamentalmente diversa do celibato, porque o não-casar se baseia na vontade de viver só para si mesmo (...) Enquanto o celibato é precisamente o contrário: é um "sim" definitivo, é um deixar-se guiar pela mão de Deus, entregar-se nas mãos do Senhor, no seu 'eu'"02.
A crítica da imprensa ao celibato - bem como a outras doutrinas cristãs - precisa ser encarada como um grande sinal de fé, pois revela a luz de Cristo sobre a escuridão do diabo. O padre desperta a ira dos infernos justamente porque é um homem sacrificado, um ícone visível da paixão de Cristo para o dia a dia dos cristãos. A Igreja nunca terá como parâmetro de vida as indicações mundanas, por mais apelativas que sejam. É precisamente o que diz o Cardeal Mauro Piacenza, prefeito da Congregação para o Clero: "Não se deve baixar e sim elevar o tom: esse é o caminho."03O celibato permanecerá na vida sacerdotal, queira os inimigos de Cristo ou não, já que para os católicos importa mais agradar a Deus que fazer a vontade do homem.
Por Christo Nihil Praeponere

Evitem o escândalo de serem "Bispos de aeroporto", exorta o Papa Francisco

foto Grupo ACI
VATICANO, 19 Set. 13 / 02:23 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco recebeu hoje ao meio-dia em audiência aos novos Bispos nomeados recentemente, e os exortou a sempre acolher as pessoas com abnegação, com entrega, estando em meio deles "com cheiro das ovelhas" e evitando o escândalo de serem "Bispos de aeroporto".
Em seu discurso, o Santo Padre refletiu sobre a primeira carta de São Pedro: "apascentem o rebanho de Deus que lhes foi confiado, não por imposição, mas de livre e espontânea vontade, como Deus o quer; não por vil interesse, mas com generosidade; não como donos daqueles que lhes foram confiados, mas sendo de coração modelos para o rebanho".
Que estas palavras –exclamou o Papa– "sejam esculpidas no coração! Somos chamados e constituídos Pastores não por nós mesmos, mas pelo Senhor e não para servir a nós mesmos, mas o rebanho que ele nos confiou". E explicou aos Bispos o que significa "apascentar": esta palavra significa: acolher com magnanimidade; caminhar com o rebanho; e estar sempre ao lado do rebanho.
"Acolher com magnanimidade: Que seu coração seja tão grande a ponto de ser capaz de acolher todos os homens e mulheres que você encontrar ao longo de seus dias e que você vai encontrar quando visitar suas paróquias e comunidades".
Respeito ao segundo pensamento, "caminhar com o rebanho", o Papa Francisco explicou que isso significa acolher todos para caminhar com todos. O Bispo compartilha com seus fiéis as alegrias e as esperanças, as dificuldades e os sofrimentos, como irmãos e amigos, como pais capazes de escutar, compreender, ajudar e orientar.
"E no caminhar gostaria de recordar o afeto para com seus sacerdotes. Eles são os mais próximos do Bispo, indispensáveis colaboradores dos quais buscar o conselho e a ajuda, e dos quais cuidar como pais, irmãos e amigos. Entre as primeiras tarefas que vocês têm está o cuidado espiritual do presbitério, mas não se esqueçam das necessidades humanas de cada sacerdote, especialmente nos momentos mais delicados e importantes de seus ministérios e de suas vidas".
Logo o Papa falou da presença do Bispo na diocese.
"Sejam Pastores com o cheiro das ovelhas, presentes no meio do seu povo como Jesus, o Bom Pastor. A presença de vocês não é secundária, é indispensável. É o próprio povo quem pede, quer ver o seu Bispo caminhar com ele, estar do lado dele. Têm necessidade para viver e respirar! Não se fechem!"
"Desçam no meio dos seus fiéis, inclusive nas periferias das suas dioceses e em todas as ‘periferias existenciais’, onde há sofrimento, solidão, degradação humana. A presença pastoral significa caminhar com o povo de Deus: à sua frente, assinalando o caminho; no seu meio, para fortalecer na unidade; atrás dele, para que ninguém fique atrás, mas, sobretudo, para seguir o olfato que tem o povo de Deus para encontrar novos caminhos".
O Papa Francisco também falou do "estilo de serviço" que o Bispo tem que dar ao seu rebanho: "a humildade, a austeridade". Nós pastores não somos homens com "psicologia de príncipes". E lhes pediu que estejam atentos para não caírem no espírito do carreirismo.
"Homens ambiciosos –continuou– que são esposos de uma Igreja, na espera de outra mais bonita, mais importante ou mais rica. Isto é um escândalo! Se chegar um penitente e te diz: eu estou casado, vivo com a minha mulher, mas olho continuamente para outra mulher que é mais bonita que a minha. É pecado, Padre? O Evangelho diz: é pecado de adultério. Existe o adultério espiritual? Não sei, pensem nisso vocês. Não estejam à espera de uma melhor, mais importante, mais rica. Tomem cuidado de não cair no espírito do carreirismo isto é um câncer!".
"Não é só a palavra, mas também é, sobretudo, com o testemunho concreto de vida que somos mestres e educadores do nosso povo", adicionou.
"O terceiro e último elemento: permanecer com o rebanho. Refiro-me à estabilidade, que tem dois aspectos específicos: ‘permanecer’ na diocese, e permanecer ‘nesta’ diocese, sem buscar mudanças ou promoções. Não se pode conhecer realmente como pastores o próprio rebanho, caminhar à sua frente, no seu meio e atrás dele, cuidá-lo com o ensinamento, com a administração dos Sacramentos e com o testemunho de vida, se não se permanece na diocese".
O Congresso anual dos novos Bispos, que termina hoje, foi organizado pela Congregação dos Bispos e pela Congregação das Igrejas Orientais. O Congresso esteve centrado na figura do bispo como pastor. Este ano estiveram presentes também 26 novos bispos orientais, ausentes no Congresso de 2012, já que tinham se encontrado com Bento XVI durante a sua visita apostólica ao Líbano.

O Papa se distancia do Arcebispo Müller no tema da teologia da libertação

Foto Grupo ACI
VATICANO, 17 Set. 13 / 10:55 am (ACI/EWTN Noticias).- Em umas breves palavras na manhã de ontem durante o encontro com os sacerdotes da diocese de Roma (Itália), cidade da que é Bispo, o Papa Francisco confirmou pessoalmente que não apoia a teologia da libertação na versão que representa o sacerdote peruano Gustavo Gutiérrez, e que é respaldada pelo atual Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Gerhard Müller.
O vaticanista Sandro Magister, no seu blog em italiano Settimo Céu, explica que o Santo Padre se distanciou de Dom Müller em uma breve, mas contundente observação feita durante o momento de perguntas e respostas.
"O encontro era a portas fechadas", relata Magister e descreve como "sério e agudo", o comentário do Papa Francisco sobre a teologia da libertação, que passou despercebido à imprensa, incluindo meios do Vaticano.
"Na formulação de uma das cinco perguntas expostas ao Papa e ao falar da centralidade dos pobres na pastoral, um sacerdote fez referência, em positivo, à teologia da libertação e à posição compreensiva ante esta teologia, do Arcebispo Gerhard Müller", relata Magister.
Mas, "ao escutar o nome do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Papa Francisco nem esperou terminar a pergunta e disse: ‘isto quem pensa é Müller, isto é o que ele pensa’", narra o Vaticanista italiano.
A afirmação do Santo Padre ganha mais importância logo depois de ter recebido, na quinta-feira passada, em audiência o sacerdote peruano Gustavo Gutiérrez, considerado um dos pais da teologia da libertação, um encontro realizado a pedido do Arcebispo Müller.
Sobre o Padre Gutiérrez, no sábado, 14 de setembro o Arcebispo de Lima e Primado do Peru, Cardeal Juan Luis Cipriani Thorne, assinalou que ainda tem colocações que deve retificar.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Frei trocou o hábito religioso para ser coreógrafo de mestre-sala e porta-bandeira de Escola de Samba no RJ


n/d
Na quadra da Unidos de Padre Miguel, na Vila Vintém, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira já faz reverências ao único realmente capaz de julgá-los por erros e acertos. De olhos fechados, Jéssica Ferreira e Vinicius Antunes buscam ganhar pontos com Deus.
Mas sob as bençãos de José Bonifácio dos Santos Junior, de 35 anos, que reza o terço a cada ensaio do casal. O coreógrafo deles, antes frei, trocou o hábito religioso pelo terno de sambista e botou fé no carnaval. E no projeto “Arte e graça”, que une “a postura comportamental do casal à elegância do bailado no samba”.
- É a arte da evolução e a graça da beleza. Deus é o autor de toda obra. E é Ele quem dá essa vocação aos dois. A Deus seja dada toda honra e glória. Tudo o que Vinicius e Jéssica fazem é para glorificá-lo pela dança - explica Bonifácio, segurando firme o terço de prata da época de frei.
E assim, louvando ao Senhor, é que ele inicia o ensaio. “Senhor Deus de bondade, queremos lhe agradecer por esse momento”, reza, faz alguns pedidos, puxa o Pai Nosso.
- Já rezava o Pai Nosso e me benzia antes de dançar. Mas com o Bonifácio é sempre especial, até pelas palavras dele, assim como foi nossa oração antes e após a apresentação para o papa - diz Jéssica, em referência à noite em que ela e Vinicius dançaram para Francisco na Jornada Mundial da Juventude.
Sonhos ainda como frei
O mestre de cerimônias dos guardiões de pavilhão pendurou o hábito de frei no cabide aos 27 anos, depois de dois no seminário (onde a Arquidiocese forma padres seculares, sempre à disposição das igrejas que precisam de sacerdotes). Ele ainda passou seis anos na ordem religiosa, onde fez os votos simples e se tornou um frei.
Deixou a vida religiosa com uma dor no peito provocada pelo câncer de mama (sim, homens podem ter), curado após cinco meses de tratamento. Para acompanhar a doença, ele teve de pedir para sair do confinamento coletivo com outros freis. Mas o passado, vez ou outra, bate à sua porta.
- Quando saí, foi doloroso porque os fantasmas circundam até hoje. Não voltaria. Mas, pelo menos, de três a quatro vezes ao ano sonho que ainda sou religioso, que estou vestido de frei - revela Bonifácio, que, se um dia voltar, pensa viver na paz da clausura.
O também professor de etiqueta entrou para a ordem logo numa quinta-feira de carnaval. Na bagagem, levou o sonho de conhecer a Beija-Flor de Nilópolis, a escola que vibrava ao ver desfilar pela TV de casa, na área rural de Campos. Na época, varava noites dando notas para as agremiações, sempre escondido dos pais.
- Passei a infância fazendo isso. É que criou-se um trauma na minha família quando meu pai se envolveu em briga de trânsito. Era carnaval. E os dois atiraram. O tiro do meu pai pegou e o cara morreu.
Mas quem subiu aos céus foi Bonifácio que, ainda na ordem, recebeu autorização do superior para visitar a quadra da Beija-Flor.
- Os freis antigos quase morreram - lembra-se.
Ensaios também com a proteção dos orixás
Vestido com o manto do samba, Bonifácio atendeu o convite de uma amiga, que conheceu na quadra da Azul e Branco de Nilópolis, e estreou na escola como diretor de ala, em 2004. Mas já entrou na Avenida, em 2006, apresentando o projeto “Arte e graça” à frente de Gleice Simpatia e Daniel Elegância, da Acadêmicos da Rocinha.
Este ano quem aprendeu suas técnicas de dança, como as de balé, foi Squel e Feliciano, na Mocidade Independente de Padre Miguel. Cristiane Caldas e Fabricio Pires, então na Porto da Pedra, foram seus alunos em 2012. E Marcela Alves e Rafael, que estavam na Mangueira, em 2011.
- Nos ensaios da Unidos de Padre Miguel, também pedimos proteção aos orixás. Jéssica é católica. Mas toda a família de Vinicius é espírita. Não posso sufocá-lo com a minha religião, impondo-a - reflete.
O mestre-sala da escola, Vinicius Henrique, de 20 anos, agradece.
- Isso realmente me impressiona. Ele é um cara de muito respeito a todos. E está sempre com o terço na mão - observa.
Enviado por Vitor Hugo - Rio de Janeiro - fonte Globo noticias.

Sinal dos Tempos: Humoristas brasileiros fazem piada dos milagres de Jesus


15.09.2013 - O canal online Porta dos Fundos mais uma vez aborda temas religiosos em seus vídeos humorísticos. A atração desta semana – que estreou na segunda-feira (9) – chama Cura.
Neste, o ator Rafael Infante interpreta Jesus Cristo em uma sessão de cura. Eis que surge Marcus Marjella, com características afeminadas, pedindo para ficar livre de um “fogo incontrolável”. Em menos de quatro dias, o lançamento já ultrapassou 1,7 milhão de acessos, segundo dados coletados nesta quarta-feira (11). Veja as imagens abaixo.
O Porta dos Fundos foi idealizado por Antonio Tabet, Fabio Porchat, Gregório Duvivier, Ian SBF e João Vicente de Castro. No YouTube, são lançados dois esquetes semanais, todas as segundas e quintas-feiras, às 11h. Em menos de um ano de existência, o espaço tornou-se o canal brasileiro na internet a atingir mais rapidamente a marca de 1 milhão de inscritos e venceu o prêmio de Melhor Programa de Humor Para TV da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).
Ao tentar fazer graça com temas sagrados, o canal acabou criando um embate com o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), além de outros líderes religiosos. Marco Feliciano criticou na internet o vídeo Oh, Meu Deus, de meados de agosto deste ano (2013), pedindo sua retirada. “Assim caminha a humanidade... Vídeo podre! Ajudem a denunciar para retirá-lo do ar”, postou o parlamentar no Twitter.
Na semana seguinte, foi a vez do Porta dos Fundos estrear outro enquete, denominado Deputado, debochando implicitamente de Feliciano. Sobre esse, o pastor não emitiu sua opinião, pois o lançamento coincidiu com uma viagem internacional do religioso.
O vídeo Cura faz referência ao Projeto de Decreto Legislativo 234/2011, que está arquivado no Congresso Nacional e previa a possibilidade de psicólogos poderem tratar pacientes contra a homossexualidade, por meio da extinção de dois trechos de uma resolução de 1999 do Conselho Federal de Psicologia.
O projeto ficou conhecido como ‘cura gay’ e foi a maior polêmica enfrentada por Feliciano como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (DCHM). O caso foi vinculado ao pastor pela mídia em geral, apesar dele não ser o autor da proposta.
Sobre o novo filme, os responsáveis pelo canal de humor comentaram “milagres são acontecimentos extraordinários que não possuem explicação sob a luz da ciência. A mesma ciência que desbanca os falsos milagreiros, que insistem em não enxergar que certas ‘doenças’ não precisam de cura”. (Fonte: Gospel Minas)
VEJA O VIDEO:

Nota de www.rainhamaria.com.br
Diz na Sagrada Escritura:
"Eles zombavam de seus enviados, desprezavam seus conselhos e riam de seus profetas, até que a ira de Deus se desencadeou sobre o seu povo, e não houve mais remédio".. (II Crônicas 36,16)
"Sabei antes de tudo o seguinte: nos últimos tempos virão escarnecedores cheios de zombaria, que viverão segundo as suas próprias concupiscências". (2Pd 3,3)

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Os católicos nasceram para o combate

Só há uma razão para o combate dos católicos: a salvação oferecida por Deus

O respeito humano nunca fez parte da vida de São João Maria Vianney. O vilarejo de Ars, na França, testemunhou por quase meio século a grandeza do santo. Dono de uma retórica simples - porém sincera o suficiente para fazer tremer os corações -, o cura despendia todos os esforços no combate contra o pecado. Ameaçava, repreendia, exortava oportuna e inoportunamente, assumindo à risca o pedido de São Paulo na carta a Timóteo. Era imbuído por uma vontade insaciável: tinha um coração apaixonado por Cristo que o fazia proclamar a todos pulmões a miséria dos que Dele se apartavam. "É preciso trabalhar nesta vida, teremos toda a eternidade para descansar", dizia. O santo entendera cedo o que mais tarde proclamaria o Papa Leão XIII:"Os católicos nasceram para combater".
Dos esforços do Cura D’Ars surgiu uma Igreja pujante, "enraizada em Cristo e firme na fé" (Cf. Cl 2, 7). Ars tinha se tornado católica. E o resto da França também. Um grandioso milagre - se se levar em conta os delírios da revolução francesa que varriam o país naquela época. Não fossem os esforços de Vianney e, obviamente, o auxílio da graça de Deus, o vilarejo teria se transformado em terra de ninguém. Um pavoroso esgoto a céu aberto, atroçoado pelo alcoolismo, pelas danças imorais, pelas blasfêmias e pela ignorância religiosa. Mas venceu o estandarte da cruz em Ars, venceu a fé do pequeno sacerdote na verdadeira luz dos povos: Jesus Cristo.
A batalha empreendida por São João Maria Vianney em Ars tinha uma razão muito clara. Ele era sacerdote do Altíssimo, pescador de homens. Como pastor de almas, portanto, mais do que praticar boas ações, o cura deveria defender a reta fé, debelar o erro e ensinar o bem, a fim de conciliar os adversos, levantar os indolentes e declarar aos ignorantes a esperança cristã na salvação eterna. Máximas de Hugo de S. Vitor para os pregadores, que foram levadas a cabo pelo Santo de Ars, de modo fervoroso e intenso, já que "o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam." (Cf. Mt 11, 12). Mas nos dias de hoje, em que tanto se fala de amor, tolerância e pluralismo, parece que as coisas já não funcionam assim. Os primeiros cristãos não se conformavam com o mundo, os cristãos de agora não se conformam com a Igreja, e por isso enchem-na de paganismo, para vergonha de São João Maria Vianney e de tantos outros santos que deram a vida pelo bem de suas ovelhas.
O Papa Paulo VI assistia estarrecido ao que chamara de processo de "autodestruição" da Igreja. "Por alguma fissura a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus"01, denunciava o combalido Pontífice. Ele havia percebido o espírito mundano que tomara o coração de muitos católicos e que os fazia não mais confiar em Cristo e em Sua Esposa, mas no primeiro "profeta profano" que viesse propor alguma nova "fórmula da verdadeira vida". Haviam trocado a verdade de Deus pela mentira, "e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos." (Cf. Rm 1, 25).
Tristes dias. Tristes dias sãos estes em que a dúvida virou dogma e a fé cristã troça, motivo de escárnio. Sinais dos tempos! Se os próprios católicos se envergonham - escondendo seus rostos da opinião pública - quando um padre, ou mesmo um leigo, defende a fé perante as ideologias modernas, não se pode esperar muito dos inimigos do cristianismo. Eles apenas reproduzirão o que a máscara cínica dos falsos católicos almeja esconder: o desprezo pela mensagem de Deus.
É preciso um mea culpa. É preciso admitir que não se tem vivido como católicos, mas como cadáveres ambulantes. A Igreja que fundou a civilização ocidental, que deu ao mundo as universidades, a arte, a música, a ciência não pode ser associada a um grupo vergonhoso, incapaz de lutar, negociando a própria fé por algumas moedas de prata. Clama aos céus a indiferença dos cristãos, a falta de virilidade, a jactância de uns pobres coitados, toldados pela eterna síndrome do avestruz, quando a urgência dos fatos pede olhos vigilantes e atentos.
Em 1926, nos bancos de uma Igreja no México, dizia um velho sacerdote - prestes a ser martirizado pelos revolucionários - ao Beato José Sanchez del Río: "Quem és tu se és incapaz de lutar pelo que crês? Não há maior glória que morrer por Jesus Cristo". Sábias palavras de alguém verdadeiramente discípulo do Senhor. Não existe verdadeiro amor pelo bem, sem um ódio proporcional ao mal. Luta-se pela Igreja, porque luta-se pela salvação eterna. O católico é um soldado. E um soldado verdadeiro, lembrava Chesterton, "luta não porque odeia o que está à sua frente, mas porque ama o que está atrás dele". Atrás do católico existe uma miríade de santos, anjos e também a graça do Redentor. E esta é a única razão para o católico lutar: a salvação oferecida por Deus!
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Ex-”drag queen satânica” conta como se converteu a Jesus


Ex-”drag queen satânica” conta como se converteu a JesusEx-"drag queen satânica" conta como se converteu a Jesus
Pouca gente deve lembrar de Coma, nome artístico de Trace McNutt, a autoproclamada “Drag Queen Satânica”.  Mas ele voltou a ser mencionado este mês em diversos sites e jornais. O motivo é que McNutt receberá o prêmio “Coragem 2013”.
No final do mês ocorre a entrega, segundo anunciou a Voice of the Voiceless [Voz dos Sem voz], organização cristã que defende as pessoas que abandonaram sua opção homossexual. Ele contará como Jesus Cristo transformou sua vida e como passou a ser perseguido pelos seus ex-amigos e membros da comunidade LGBTS.
McNutt conta que cresceu em um lar religioso, mas disfuncional. Ele sofreu abusos físicos e sexuais durante sua infância e adolescência. No vídeo publicado online, ele conta que sempre se sentiu “diferente” e recebia muitas ameaças de colegas. Chegou a precisar ser “escoltado” regularmente pelo diretor da escola até a sala de aula. “Eu apanhava todos os dias”, lamenta.
Quando terminou os estudos do ensino médio, começou a se envolver com o estilo de vida sexual. “Eu me tornei obcecado com a beleza aparente da comunidade gay. Decidi que seria uma drag queen. Achava fascinante como aqueles homens iam para os bastidores e usavam maquiagem e perucas para se transformar em uma outra pessoa totalmente diferente”.
McNutt viu isso como a única oportunidade de ser aceito pelas pessoas. Quando optou por entrar na comunidade gay, uniu isso a sua paixão pelo rock. “Eu decidi que ia me tornar… uma versão satânica de uma drag queen”, pontua. Usando o nome artístico de Coma, passou a receber muita atenção por causa de seu visual excêntrico. Inspirado por grupos conhecido por seu envolvimento com satanismo como KISS e Marilyn Mason, McNutt fez diversas tatuagens e passou usar lentes de contato, que lhe davam um aspecto “demoníaco”.
Em suas apresentações, usava como trilha o heavy metal e logo veio a fama desejada. Mas também veio uma vida extremamente promíscua e um pesado envolvimento com as drogas. Em pouco tempo perdeu tudo o que tinha. Chegou a morar nas ruas por um tempo. Algum tempo depois, descobriu que era HIV positivo. Sua vida parecia haver acabado. Mais de uma vez tentou cometer suicídio, mas acabou sobrevivendo.
No entanto, alguns anos atrás encontrou com um conhecido que o convidou a participar de um seminário sobre a homossexualidade à luz do cristianismo. Após o evento realizado naquela igreja, McNutt começou a frequentar os cultos, até tomar a decisão mais importante sua vida: crer em Jesus.
“Eu saí da comunidade gay. Parei de usar maquiagem, joguei fora as minhas fantasias. Cancelei todos os meus compromissos. Eu estava começando a me transformar visual e espiritualmente”, lembra.
Dentro de pouco tempo, começou a ser perseguido pela comunidade homossexual. Chegou a receber ameaças de morte. “Um cara disse que ia meter uma bala na minha cabeça, pois eu era um traidor do meu povo”, conta.
Hoje ele á casado com uma mulher e formou uma família. Tem um trabalho secular, mas oferece aconselhamento para gays e ex-gays através da internet. Em 2011 lançou um DVD onde conta sua história de vida. Uma das questões mais marcantes do testemunho de McNutt é que ele faz exames regulares, mas os médicos não encontram qualquer sinal de AIDS em seu corpo. Para ele essa é só mais uma das bênçãos recebidas desde que entregou sua vida a Jesus Cristo.
O primeiro Prêmio Coragem Anual foi criado pela Associação Americana de Pais e Amigos de Ex-Gays e Lésbicas e pela Voice of the Voiceless (VoV). Christopher Doyle, co-fundador e atual presidente da VoV, vai entregar o prêmio para McNutt. “É preciso muita coragem para ex-gays, como Trace McNutt contar suas histórias, especialmente considerando o quanto isso traz desprezo e punição de seus ex-amigos…”
Três meses atrás, um grupo de ex-gays, representando cerca de 10 organizações cristãs, foram à Washington denunciar a perseguição aos que divulgam os testemunhos de homens e mulheres que abandonaram o estilo de vida homossexual. Eles pediram que a Suprema Corte dos EUA reconhecesse a igualdade de direitos, segundo a Constituição. Com informações Christian News.

Leia a íntegra da carta do Papa Francisco ao Fundador (ateu) do Jornal “La Repubblica”

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O jornal italiano “La Repubblica” publicou quarta-feira, 11, uma longa carta do Papa Francisco na qual ele escreve aos que não crêem e lhes assegura que “Deus perdoa a quem obedece a sua própria consciência”.
A carta de quatro páginas é uma resposta ao fundador do jornal, Eugenio Scalfari, que em vários artigos dirigia ao Pontífice algumas perguntas em nome daquele que como ele “não acreditam e não buscam a Deus”.
Eis a íntegra da carta:
|Ilustríssimo Doutor Scalfari, é com viva cordialidade que, embora somente em grandes linhas, gostaria de tentar com esta minha, responder à carta que, das páginas do ‘La Repubblica’, o senhor quis me endereçar em 7 de julho com uma série de reflexões pessoais suas, que depois as enriqueceu nas páginas do mesmo jornal, no dia 7 de agosto.
Agradeço-lhe, antes de tudo, pela atenção com que quis ler a Encíclica Lumen fidei. Ela, de fato, na intenção do meu amado predecessor, Bento XVI, que a concebeu e em grande medida a redigiu, e do qual, com gratidão, eu a herdei, é dirigida não somente para confirmar na fé em Jesus Cristo aqueles que nela já se reconhecem, mas também para suscitar um diálogo sincero e rigoroso com aqueles que, como o senhor, se definem como “um não crente há muitos anos interessado e fascinado pela pregação de Jesus de Nazaré”.
Parece-me, portanto, ser positivo não só para nós, individualmente, mas também para a sociedade em que vivemos determo-nos para dialogar sobre uma realidade tão importante como a fé, que diz respeito à pregação e à figura de Jesus. Penso, particularmente, que existam duas circunstâncias que tornam hoje necessário e precioso esse diálogo.
Isso, aliás, constitui, como se sabe, um dos objetivos principais do Concílio Vaticano II, desejado por João XXIII, e do ministério dos Papas que, cada um com a sua sensibilidade e o seu aporte, desde então até hoje caminharam no sulco traçado pelo Concílio. A primeira circunstância – como referida nas páginas iniciais da Encíclica – deriva do fato que, ao longo dos séculos da modernidade, assistiu-se a um paradoxo: a fé cristã, cuja novidade e incidência sobre a vida do homem, desde o início, foi expressa precisamente através do símbolo da luz, foi muitas vezes rotulada como a escuridão da superstição que se opõe à luz da razão. Assim, entre a Igreja e a cultura de inspiração cristã, por um lado, e a cultura moderna com marca iluminista, de outro, chegou-se à incomunicabilidade. Chegou agora o tempo, e o Vaticano II inaugurou a este propósito a estação, de um diálogo aberto e sem preconceitos que reabra as portas para um sério e fecundo encontro.
A segunda circunstância, para quem procura ser fiel ao dom de seguir Jesus na luz da fé, deriva do fato de que esse diálogo não é um acessório secundário da existência do crente: é, ao invés disto, uma expressão íntima e indispensável dela. Permita-me de citar ao senhor, a propósito, uma afirmação a meu ver muito importante da Encíclica: como a verdade testemunhada pela fé é a do amor – sublinha-se – “resulta claro que a fé não é intransigente, mas cresce na convivência que respeita o outro. O crente não é arrogante; ao contrário, a verdade o torna humilde, sabendo que, mais do que nós a possuirmos, é ela que nos abraça e nos possui. Longe de enrijecer-nos, a segurança da fé nos coloca a caminho e torna possível o testemunho e o diálogo com todos” (n. 34). É este o espírito que anima as palavras que eu lhe escrevo.
A fé, para mim, nasceu do encontro com Jesus. Um encontro pessoal, que tocou o meu coração e deu uma direção e um sentido novo à minha existência. Mas ao mesmo tempo um encontro que foi possível graças à comunidade de fé em que eu vivia e graças aos quais eu encontrei o acesso à inteligência da Sagrada Escritura, à vida nova que, como água que jorra, brota de Jesus através dos Sacramentos, à fraternidade com todos e ao serviço dos pobres, imagem verdadeira do Senhor. Sem a Igreja – acredite-me –, eu não teria podido encontrar Jesus, consciente de que aquele imenso dom que é a fé é custodiado nos frágeis vasos de barro da nossa humanidade.
Ora, é precisamente a partir daí, desta experiência pessoal de fé vivida na Igreja, que eu me sinto à vontade para ouvir as suas perguntas e para buscar, junto com o senhor, os caminhos ao longo dos quais possamos, talvez, começar a percorre um trecho de caminho juntos.
Perdoe-me se eu não sigo passo a passo as argumentações propostas pelo senhor no editorial do dia 7 de julho. Parece-me mais frutuoso – ou, ao menos, é mais natural para mim – ir de certo modo ao coração das suas considerações. Não entro nem mesmo na modalidade expositiva seguida pela Encíclica, em que o senhor entrevê a falta de uma seção dedicada especificamente à experiência histórica de Jesus de Nazaré.
Observo apenas, para começar, que uma análise desse tipo não é secundária. Trata-se, de fato, seguindo a lógica que guia o desdobramento da Encíclica, de fixar a atenção sobre o significado do que Jesus disse e fez, e, assim, em última instância, sobre o que Jesus foi e é para nós. As Cartas de Paulo e o Evangelho de João, aos quais é feita referência particular na Encíclica, são construídos, de fato, sobre o sólido fundamento do ministério messiânico de Jesus de Nazaré, atingindo seu auge resolutivo na páscoa de morte e ressurreição.
Portanto, é preciso se confrontar com Jesus, eu diria, na concretude e na rudeza da sua história, assim como nos é narrado sobretudo pelo mais antigo dos Evangelho, o de Marcos. Constata-se então que o “escândalo” que a palavra e a práxis de Jesus provocam em torno dele deriva da sua extraordinária “autoridade”: uma palavra, esta, atestada desde o Evangelho de Marcos, mas que não é fácil fazer entender bem em italiano. A palavra grega é “exousia”, que na carta remete ao que “provém do ser” que se é. Não se trata de algo exterior ou forçado, mas de algo que emana de dentro e que se impõe por si só. Jesus, com efeito, impressiona, surpreende, inova a partir – ele mesmo o diz – da sua relação com Deus, chamado familiarmente de Abbá, que lhe confere essa “autoridade” para que ele a use em favor dos homens.
Assim, Jesus prega “como alguém que tem autoridade”, cura, chama os discípulos a segui-lo, perdoa…coisas todas que, no Antigo Testamento, são de Deus e somente de Deus. A pergunta que mais vezes retorna no Evangelho de Marcos: “Quem é este que…?”, e que diz respeito à identidade de Jesus, nasce da constatação de uma autoridade diferente daquela do mundo, uma autoridade que não tem como fim exercer um poder sobre os outros, mas servi-los, dar-lhes liberdade e plenitude de vida. E isso até o ponto de colocar em perigo a sua própria vida, até experimentar a incompreensão, a traição, a rejeição, até ser condenado à morte, até desabar no estado de abandono sobre a cruz. Mas Jesus permanece fiel a Deus, até o fim.
E é precisamente então – como exclama o centurião romano aos pés da cruz, no Evangelho de Marcos – que Jesus se mostra, paradoxalmente, como o Filho de Deus! Filho de um Deus que é amor e que quer, com todo o seu ser, que o ser humano, cada ser humano, se descubra e viva também ele como seu verdadeiro filho. Isso, para a fé cristã, é certificado pelo fato de que Jesus ressuscitou: não para triunfar sobre quem o rejeitou, mas para atestar que o amor de Deus é mais forte do que a morte, o perdão de Deus é mais forte do que todo o pecado, e que vale a pena gastar a própria vida, até o fim, para testemunhar esse imenso dom.
A fé cristã acredita nisto: que Jesus é o Filho de Deus, vindo para dar a sua vida para abrir a todos o caminho do amor. Por isso, o senhor tem razão, ilustre Dr. Scalfari, quando vê na encarnação do Filho de Deus o eixo da fé cristã. Tertuliano já escrevia: “Caro cardo salutis”, a carne (de Cristo) é o eixo da salvação. Porque a encarnação, isto é, o fato de que o Filho de Deus veio na nossa carne e compartilhou alegrias e dores, vitórias e derrotas da nossa existência, até o grito da cruz, vivendo todas as coisas no amor e na fidelidade ao Abbá, testemunha o incrível amor que Deus tem por cada ser humano, o valor inestimável que lhe reconhece. Cada um de nós, por isso, é chamado a fazer seu o olhar e a escolha de amor de Jesus, a entrar no seu modo de ser, de pensar e de agir. Essa é a fé, com todas as expressões que são descritas pontualmente na Encíclica.
Sempre no editorial do dia 7 de julho, o senhor me pergunta, além disso, como entender a originalidade da fé cristã, uma vez que ela se articula justamente na encarnação do Filho de Deus, em relação às outras fés que gravitam, ao invés disto, em torno da transcendência absoluta de Deus.
A originalidade, eu diria, está justamente no fato de que a fé nos faz participar, em Jesus, à relação que Ele tem com Deus que é Abbá e, nessa luz, à relação que Ele tem com todos os outros seres humanos, incluindo os inimigos, no sinal do amor. Em outros termos, a filiação de Jesus, como ela nos é apresentada pela fé cristã, não é revelada para marcar uma separação intransponível entre Jesus e todos os outros: mas para nos dizer que, n’Ele, todos somos chamados a ser filhos do único Pai e irmãos entre nós. A singularidade de Jesus é pela comunicação, não pela exclusão.
Certamente, segue-se também disso – e não é uma coisa pequena – aquela distinção entre a esfera religiosa e a esfera política que é sancionada no “dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César”, afirmada com clareza por Jesus e sobre a qual, laboriosamente, se construiu a história do Ocidente. A Igreja, de fato, é chamada a semear o fermento e o sal do Evangelho, isto é, o amor e a misericórdia de Deus que alcançam todos os seres humanos, apontando para a meta ultraterrena e definitiva do nosso destino, enquanto à sociedade civil e política cabe a tarefa árdua de articular e encarnar na justiça e na solidariedade, no direito e na paz, uma vida cada vez mais humana. Para quem vive a fé cristã, isso não significa fuga do mundo ou busca de qualquer hegemonia, mas sim serviço ao ser humano, a todo o ser humano e a todos os seres humanos, a partir das periferias da história e mantendo desperto o senso da esperança que impulsiona a fazer o bem apesar de tudo e olhando sempre além.
O senhor me pergunta também, na conclusão do seu primeiro artigo, o que dizer aos irmãos judeus acerca da promessa feita a eles por Deus: ela foi totalmente esvaziada? Esta é – acredite-me – uma interrogação que nos interpela radicalmente, como cristãos, porque, com a ajuda de Deus, sobretudo a partir do Concílio Vaticano II, redescobrimos que o povo judeu ainda é, para nós, a raiz santa a partir da qual germinou Jesus. Eu também, na amizade que cultivei ao longo de todos esses anos com os irmãos judeus na Argentina, muitas vezes na oração interroguei a Deus, de modo particular quando a mente ia ao encontro das recordações da terrível experiência do Holocausto. Aquilo que eu posso lhe dizer, com o apóstolo Paulo, é que nunca falhou a fidelidade de Deus à aliança feita com Israel e que, através das terríveis provações desses séculos, os judeus conservaram a sua fé em Deus. E por isso, a eles, nós nunca seremos suficientemente gratos, como Igreja, mas também como humanidade. Eles, além disso, justamente perseverando na fé no Deus da aliança, lembram a todos, também a nós, cristãos, o fato de que estamos sempre à espera, como peregrinos, do retorno do Senhor e que, portanto, sempre devemos estar abertos a Ele e nunca nos encastelarmos naquilo que já alcançamos.
Chego, assim, às três perguntas que o senhor me faz no artigo do dia 7 de agosto. Parece-me que, nas duas primeiras, o que está no seu coração é entender a atitude da Igreja para com aqueles que não compartilham a fé em Jesus. Acima de tudo, o senhor me pergunta se o Deus dos cristãos perdoa quem não crê e não busca a fé. Posto que – e é a coisa fundamental – a misericórdia de Deus não tem limites se nos dirigimos a Ele com coração sincero e contrito, a questão para quem não crê em Deus está em obedecer à própria consciência. O pecado, mesmo para quem não tem fé, existe quando se vai contra a consciência. Ouvir e obedecer a ela significa, de fato, decidir-se diante do que é percebido como bom ou como mau. E nessa decisão está em jogo a bondade ou a maldade do nosso agir.
Em segundo lugar, o senhor me pergunta se o pensamento segundo o qual não existe nenhum absoluto e, portanto, nem mesmo uma verdade absoluta, mas apenas uma série de verdades relativas e subjetivas, é um erro ou um pecado. Para começar, eu não falaria, nem mesmo para quem crê, em verdade “absoluta”, no sentido de que absoluto é aquilo que é desamarrado, aquilo que é privado de qualquer relação. Ora, a verdade, segundo a fé crença, é o amor de Deus por nós em Jesus Cristo. Portanto, a verdade é uma relação! Tanto é verdade que cada um de nós a capta, a verdade, e a expressa a partir de si mesmo: da sua história e cultura, da situação em que vive etc. Isso não significa que a verdade é variável e subjetiva, longe disso. Mas significa que ela se dá a nós sempre e somente como um caminho e uma vida. Talvez não foi o próprio Jesus que disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”? Em outras palavras, a verdade, sendo definitivamente uma só com o amor, exige a humildade e a abertura a ser buscada, acolhida e expressada. Portanto, é preciso entendermo-nos bem sobre os termos, e, talvez, para sair dos impasses de uma contraposição… absoluta, refazer profundamente a questão. Penso que isso seja absolutamente necessário hoje para entabular aquele diálogo sereno e construtivo que eu esperava no início deste meu dizer.

Na última pergunta, o senhor me questiona se, com o desaparecimento do ser humano sobre a terra, também desaparecerá o pensamento capaz de pensar Deus. Certamente, a grandeza do ser humano está em poder pensar Deus. Isto é, em poder viver uma relação consciente e responsável com Ele. Mas a relação entre duas realidades. Deus – este é o meu pensamento e esta é a minha experiência, mas quantos, ontem e hoje, os compartilham! – não é uma ideia, embora altíssima, fruto do pensamento do ser humano. Deus é Realidade, com “R” maiúsculo. Jesus no-lo revela – e vive a relação com Ele – como um Pai de bondade e misericórdia infinitas. Deus não depende, portanto, do nosso pensamento. Além disso, mesmo quando viesse a acabar a vida do ser humano sobre a terra – e para a fé cristã, em todo caso, este mundo como nós o conhecemos está destinado a desaparecer –, o ser humano não deixará de existir e, de um modo que não sabemos, assim também o universo criado com ele. A Escritura fala de “novos céus e nova terra” e afirma que, no fim, no onde e no quando que está além de nós, mas para o qual, na fé, tendemos com desejo e expectativa, Deus será “tudo em todos”.
Ilustre Dr. Scalfari, concluo assim estas minhas reflexões, suscitadas por aquilo que o senhor quis me comunicar e me perguntar. Acolha-as como a resposta tentativa e provisória, mas sincera e confiante, ao convite que nelas entrevi de fazer um trecho de estrada juntos. A Igreja, acredite-me, apesar de todas as lentidões, as infidelidades, os erros e os pecados que pode ter cometido e ainda pode cometer naqueles que a compõem, não tem outro sentido e fim senão o de viver e testemunhar Jesus: Ele que foi enviado pelo Abbá “para levar aos pobres o alegre anúncio, para proclamar aos presos a libertação e aos cegos a recuperação da vista, para libertar os oprimidos, para proclamar o ano de graça do Senhor” (Lc 4, 18-9).
Com proximidade fraterna,
Francisco

Na Siria, muçulmano decapita cristão e grita: Jesus não veio para salvá-lo


13.09.2013 -
n/d
As forças rebeldes jihadistas da Síria continuam sua perseguição implacável que deseja eliminar o cristianismo do país. Enquanto líderes políticos mundiais discutem qual o melhor caminho para a busca da paz, cristãos são mortos diariamente.
Os horríveis ataques contra ortodoxos, maronitas e católicos são justificados pelo apelido de “cruzados” que receberam dos soldados rebeldes. Moradores que fugiram da pequena cidade de Maalula contaram a jornalistas da agência France Press que desde que os jihadistas invadiram a cidade, na semana passada, estão forçando as pessoas a se converter ao islamismo.
“Eles chegaram à nossa cidade ao amanhecer… gritavam: ‘Nós somos da Frente Al-Nusra e viemos tornar a vida miserável para os cruzados”, disse uma mulher identificada como Marie que agora está refugiada na capital Damasco. O termo “cruzados” remete aos soldados cristãos que participaram das Cruzadas que tentaram retomar Jerusalém das mãos dos árabes na Idade Média.
Uma das comunidades cristãs mais antigas do mundo, Maalula se tornou um símbolo internacional por seu valor estratégico na ameaça de tomada da capital, que marcaria a derrota do regime de Bashar Al-Asaad. A pequena cidade vivia em harmonia religiosa há séculos. No verão, a população é de 4.500 pessoas, dentre elas cerca de 3.000, na maioria cristãos, vêm de Damasco e de outros países. Já no inverno a população fica reduzida a duas mil pessoas, e então os muçulmanos são a maioria.
Marie estava entre as centenas de outros cristãos que participaram do enterro de cristãos que acabou se tornando uma marcha de protesto contra os invasores patrocinados pela Al Qaeda. O movimento enfureceu ainda mais alguns líderes dos rebeldes que ocupam a cidade.
Adnan Nasrallah, 62, conta que uma explosão destruiu parte de uma igreja perto de sua casa. “Eu vi pessoas usando faixas da Al-Nusra na cabeça que começaram a atirar nas cruzes. Um dos atiradores, colocou uma pistola na cabeça do meu vizinho e obrigou-o a se converter ao Islã, obrigando-o a repetir que só Alá é Deus e Maomé o único profeta… Depois, ele disse aos outros soldados: Este é um dos nossos agora”.
Nasrallah disse que quando os rebeldes chegaram à cidade, muitos de seus vizinhos muçulmanos se alegraram, mas nem todos.
Outra moradora de Maalula, a jovem Rasha conta que os jihadistas assassinaram brutalmente seu noivo Atef e outros cristãos da cidade.
“Liguei para o celular e um deles respondeu: Bom dia. Somos do Exército Livre da Síria. Você sabia que seu noivo era um membro que apoiava o regime [do presidente] e por isso tivemos de cortar a garganta dele?”
Enquanto Rasha ainda tentava entender o que estava acontecendo, o homem contou sarcasticamente que Atef foi “convidado” a renunciar sua fé e se converter ao islamismo, mas se recusou. “Jesus não veio para salvá-lo”, finalizou o rebelde.
Com informações de Christian Post.  e  Gospel Prime

Elba Ramalho fala de sua conversão em Medjugorje

Devota de Nossa Senhora, cantora participa da JMJ e presenteará o pontífice com um kit da ONG Pró-Vida, que luta contra o aborto.

Luciana Tecidiodo EGO, no Rio
Elba Ramalho posa para o EGO (Foto: Marcos Serra Lima / EGO)
Elba Ramalho mostra o santuário que construiu em sua casa, no Rio (Foto: Marcos Serra Lima / EGO)
Durante a Jornada Mundial da Juventude, que acontece no Rio até o dia 28 de julho, Elba Ramalho terá uma participação ativa. Após se apresentar no show “‘Vida in concert“, na noite desata segunda, 22, ela faz uma homenagem a Nossa Senhora Aparecida no dia 23 e, no dia seguinte, 24, participa de uma missa com o Papa Francisco, ambas no Santuário de Aparecida, em São Paulo.
Voluntária do movimento Pró-Vida – que luta contra o aborto – a cantora prepara uma surpresa para o encontro com o pontífice.
“Irei presenteá-lo com um terço e um livro do movimento Pró-Vida. O terço é formado por gotas que reproduzem fetos. Sei que Francisco sabe de tudo, mas gostaria de presenteá-lo para ele ficar ciente do movimento que vem acontecendo aqui no Brasil na luta contra o aborto e em prol da vida. Além de fazermos as meninas desistirem de abortar, também damos assistência a elas durante a gestação”, explica.
O santuário
Católica atuante, Elba durante muitos anos se afastou de sua religiosidade. “Mas nunca da fé. Muitas vezes me ajoelhei e chorei à Virgem”. Há dez anos, no entanto, ela se transformou numa católica atuante. Vai à missa diariamente, comunga e se confessa. No quintal de sua casa, no bairro do Joá, na Zona Sul do Rio, ela construiu um santuário onde diariamente leva as três filhas adotivas – Maria Esperança, 9 anos, Maria Paula, 6, e Maria Clara, 10 -  para rezar diante da imagem da Virgem, que veio da Alemanha.
Elba Ramalho posa para o EGO (Foto: Marcos Serra Lima / EGO)
Elba com as três filhas em seu santuário
(Foto: Marcos Serra Lima / EGO)
“Minha história com Maria vem desde criança. Ela já me deu muitas graças. A imagem que tenho no meu santuário já chorou mel seis vezes”, garante ela.
Voto de castidade
O amor à Maria e a dedicação às causas voluntárias são hoje uma prioridade em sua vida. Elba traz no braço direito uma corrente que representa a Consagração à Nossa Senhora. “Em minha vida não cabem mais romances terrenos, nem paixões devastadoras. Tenho desejos, mas não tenho mais a disponibilidade para relacionamentos. Essa pulseira simboliza minha escravidão por amor a Deus”, revela, sobre o voto de castidade.
Elba Ramalho posa para o EGO (Foto: Marcos Serra Lima / EGO)
Essa pulseira simboliza minha escravidão por amor
a Deus’, diz Elba sobre o voto de castidade
(Foto: Marcos Serra Lima / EGO)
Para Elba, a fé precisa ser ativa. Além de atuar na Pró-Vida, ela também ajuda 40 idosos do centro kardecista Lar de Frei Luiz, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, e é vice-presidente da Amicca (Amigos da Infância com Câncer). “Conheço o céu e o inferno e para chegar ao céu, tenho que construir a minha ponte”, diz ela.
Militância envolta em misticismo
Recentemente, Elba parou seu carro em um estacionamento do Centro do Rio de Janeiro e caminhou até uma lanchonete, onde uma jovem, grávida de quatro meses, a aguardava. A moça era mãe solteira e pensava em fazer um aborto. Elba deu a mão à moça e a levou a um local tranquilo onde, através de uma conversa doce e carinhosa, tentou fazê-la desistir de abortar o filho que esperava. E conseguiu. Esse é o trabalho que a cantora paraibana de 61 anos vem fazendo há seis anos como voluntária da ONG católica Pró-Vida, que orienta mulheres de todas as idades a desistirem do aborto.
Em minha vida não cabem mais romances terrenos nem paixões devastadoras.”
Elba
A militância de Elba é envolta em misticismo e surgiu por acaso. Ela tomou conhecimento da Pró-Vida há seis anos, durante um show que fez em Brasília. Voluntários da ONG se apresentaram a ela por conhecerem sua posição contrária à prática abortiva. Na época, Elba achou interessante o movimento, mas não prestou muita atenção.
No entanto, meses depois, durante uma viagem que fez à região de Medjugorje, localizada entre a Bósnia e a Herzegovina, ela obteve a certeza do caminho a seguir. O lugar atrai devotos do mundo inteiro que acreditam ver aparições da Virgem Maria.
Naquela época, a cantora – que é devota de Nossa Senhora – sofria com o fim de um relacionamento e buscava consolo. Depois de se confessar com um padre que falava espanhol, ela ouviu a mensagem redentora do clérigo. “Ele disse que a resposta para todas as minhas dores e a solução dos meus problemas viria logo. Quando acabou minha confissão, segui pela rua e um padre polonês, que mal falava o português, me parou. Ele disse que estava no show que fiz em Brasília e que pertencia à ONG Pró-Vida da Europa. Me deu um terço de presente que simboliza fetos e um livrinho do movimento”, lembra ela.
As coincidências não pararam por aí. De Medjugorje, Elba seguiu para Roma e, sozinha, após comer uma pizza na Fontana di Trevi, seguiu para a famosa fonte onde turistas despejam moedinhas e fazem seus pedidos. Reconhecida, foi cercada por um grupo de 40 brasileiros vestindo a camisa da Pró-Vida. “Na mesma hora gravei um vídeo para eles apoiando a ONG e ali virei voluntária. Era o caminho que deveria seguir”.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A Maçonaria segundo um ex-maçom.

Entrevista concedida por ocasião da excomunhão do Pe. Pascal Venzin (França), que se descobriu ser maçom. Maurice Cailet, ex-membro do Grande Oriente da França recorda…tudo o que separa a Maçonaria do Cristianismo

Por Religión en Libertad * | O testemunho de Maurice Cailet, “Eu Fui Maçon”, já deu a volta ao mundo em dez idiomas.
Médico agnóstico, foi iniciado no Grande Oriente da França, desfrutou os privilégios da fraternidade e da ajuda mútua entre seus membros até que comprovou que esta fraternidade estava acima da justiça e depois começou a se tornar incômodo para a sociedade secreta. No fim do caminho, lhe esperava a Santíssima Virgem em Lourdes.
Pedimos a Cailet uma avaliação sobre aquilo que, nos diz, é um “escândalo” na Igreja Francesa: a pertença à Maçonaria do pároco de Megève (diocese de Annecy, em Alta Saboya, próximo da Suíça). O Pe. Pascal Venzin teve que ser afastado de suas funções e ser excomungado, diante de sua negativa de abandonar a organização. Jose Gulino, Grande Mestre do Grande Oriente da França e porta-voz dos sentimentos do padre (“ele não entende”) considera “um retorno ao obscurantismo que já não tem razão de ser na república. Desejo que a Igreja evolua. É possível ser sacerdote e maçom. Não compreender isto, supõe voltar à Idade Média”.
Porém, Cailet opina de outra forma:
“Como ex-francomaçom do Grande Oriente da França por 15 anos e depois convertido repentinamente em Lourdes, estou surpreendido e indignado que um sacerdote católico pôde vir a aderir à mesma obediência que eu”.
Por que esta indignação?
“É uma prova de desobediência porque ele não podia ignorar a decisão da Congregação para a Doutrina da Fé de Nov/1983, que priva da Santa Comunhão os católicos que aderem à Maçonaria“.
Se trata apenas de uma questão disciplinar?
“Particularmente é absurdo e filosoficamente contraditório conciliar a Fé católica e a filosofia maçônica.”
O que as separa?
“O Cristianismo anuncia a Verdade, Jesus, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, morto e resuscitado por nosso pecados, A Maçonaria especulativa, fundada em 1717 a mando do herege Newton, repousa sobre mitos e fábulas como a de Hiram, nega todo fenômeno sobrenatural e prega o relativismo”.
Porém não se apresenta assim…
“Suas doutrinas são secretas e reservadas aos iniciados, que se situam a si mesmos orgulhosamente acima dos profanos. Pretendem revelar aos iniciados uma sedizente ‘Tradição Primordial’ anterior ao Cristianismo, para levar-lhes “a Luz”. É, portanto, uma organização elitista, enquanto Jesus se dirige a todos, principalmente aos humildes e aos pequenos”.
Os maçons crêem em Deus?
“Alguns maçons, de algumas obediências admitem a existência de um Grande Arquiteto do Universo, criador impessoal do cosmos, porém não reconhecem a Jesus como Deus.”
E na vida após a morte?
“Os maçons acreditam que após a morte vão ao Oriente Eterno, porém não tem nenhuma esperança no Paraíso. Nem levam em conta a Graça de Deus nem esperam nada de Deus.”
Por que combatem a Igreja?
“Oficialmente exibem uma tolerância a todas as religiões, mas, na realidade, perseguem a destruição do Papado e a abolição dos princípios da moral judaico-cristã.”
Em todas essas batalhas atuais são vistos em posição contrária a Igreja Católica…
“Pregam o hedonismo, isto é, a satisfação de todos os desejos e todos os prazeres. Por isto estão na origem de Leis sobre a anticoncepção, o aborto, o divórcio, o casamento homossexual, a eutanásia, a despenalização das drogas chamadas brandas“…
E seu lema: liberdade, igualdade, fraternidade?
“Todos seus princípios são desviados na verdade: é a liberdade sem limites, a desigualdade entre iniciados e profanos e entre os 33 graus bem diferenciados [na hierarquia maçônica], e a fraternidade… apenas entre maçons! inclusive com risco para suas vidas.”
Existe culto demoníaco?
“Nos graus mais altos se rende culto a Lúcifer. Porém, desdo os primeiros graus, um católico -e com maior razão um sacerdote- deveria reconhecer as paródias da religião e a prática de ritos animistas.
Como explicar então o caso do Pe. Pascal Vensin e outros?
“Somente a ingenuidade ou a ambição podem cegar aqueles que entram no círculo fechado dos iniciados. O único benefício é a ajuda incondicional entre “irmãos” e ter à sua disposição uma boa agenda de endereços. Porém, em troca… se perde a alma.
* Nosso agradecimento ao leitor João por fornecer sua tradução