O MUNDO E A FÉ SEGUNDO O PAPA FRANCISCOREVISTA VEJA - 20 de março de 2013 – edição 2313 – ano 46 – n°12, pgs. 70/71Como arcebispo de Buenos Aires, o novo pontífice refletiu com clareza sobre questões fundamentais do cotidiano
CRENÇA
A Igreja defende a autonomia das questões humanas. Uma autonomia saudável é uma laicidade saudável, em que se respeitam as diferentes competências. A Igreja não vai diz, aos médicos como devem realizar uma operação. O que não é bom é o laicismo militante, aquele que toma uma posição antitranscendental ou que o religioso não saia da sacristia. A Igreja dá os valores, e os outros que façam o resto.
DEUS
“Ao homem de hoje lhe diria que faça a experiência de entrar na intimidade para conhecer a experiência, o rosto de Deus. Por isso me agrada tanto o que disse Jó depois de sua dura experiência e de diálogos que não lhe esclareceram nada: ‘Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora eu te vejo com meus próprios olhos’. Ao homem, digo que não conheça a Deus de ouvidos. O Deus vivo é aquele que se vê com seus olhos, dentro de seu coração.”
DIVÓRCIO
“A discussão em torno do divórcio é diferente daquela do matrimônio de pessoas do mesmo sexo. A Igreja sempre repudiou a lei do divórcio, mas há antecedentes antropológicos distintos neste caso. (…) É um valor muito forte no catolicismo o casamento até que a morte os separe. Hoje, contudo na doutrina católica, lembra-se a seus fiéis divorciados e recasados que eles não estão excomungados – ainda que vivam em uma situação à margem do que exigem a indissolubilidade matrimonial e o sacramento do matrimônio – e é pedido a eles que participem da vida paroquial.”
ABORTO
“O problema moral do aborto é de natureza pré-religiosa. No momento da concepção está o código genético da pessoa. Ali já existe um ser humano. Separo o tema do aborto de qualquer – concepção religiosa. É um problema científico. Não permitir o desenvolvimento de um ser que já dispõe do código genético de um ser humano não é ético. Abortar é matar alguém que não pode se defender.”
ATEÍSMO
“Quando eu me encontro com pessoas ateias, compartilho com elas as questões humanas, mas não coloco logo de cara em discussão a questão de Deus, exceto se elas me incitam a isso. Quando isso ocorre, eu explico a elas por que creio. (…) Não pretendo fazer proselitismo – eu as respeito e me mostro como sou. (…) Não tenho nenhum tipo de reticências. Não diria que um ateu está condenado porque estou convencido de que não tenho o direito de julgar sua honestidade – sobretudo se ele tiver virtudes, aquelas que engrandecem as pessoas. De toda forma, conheço mais gente agnóstica do que ateia. O agnóstico duvida; o ateu está convencido. Temos de ser coerentes com a mensagem que recebemos da Bíblia: todo homem é a imagem de Deus, seja ele crente ou não. Por essa única razão, tem uma série de virtudes, qualidades, grandezas. Caso tenha baixezas, como eu também as tenho, podemos compartilhá-Ias para nos ajudarmos mutuamente a superá-Ias.”
CIÊNCIA
“A ciência tem sua autonomia, que deve ser respeitada e encorajada. Não se deve interferir na autonomia dos cientistas. Exceto se extrapolarem seu campo de atuação e se envolverem com o transcendente. A ciência é fundamentalmente instrumento do mandato de Deus, que disse: ‘Tenham muitos e muitos filhos, espalhem-se por toda a terra e a dominem’. Dentro de sua autonomia, a ciência transforma a incultura em cultura. Mas cuidado: quando a autonomia da ciência não põe limites a si mesma e vai além, ela pode sair das mãos de sua própria criação. É o mito de Frankenstein.”
IGREJA
“Uma coisa boa que aconteceu com a Igreja foi a perda dos Estados Pontifícios, porque deixa claro que a única posse do papa é meio quilômetro quadrado. Mas, quando o papa era rei temporal e rei espiritual, aí se misturavam as intrigas de corte e tudo isso. Agora não se misturam? Sim, ainda existe isso, porque existe ambição em homens da Igreja, existe – lamentavelmente – pecado de carreirismo. Somos humanos e nos tentamos, temos de estar muito atentos para cuidar da unção que recebemos, porque ela é um presente de Deus. As disputas pelo poder, que existiram e existem na Igreja, se devem a nossa condição humana. Mas, nesse momento, a pessoa deixa de ser eleita para o serviço e se converte em uma pessoa que escolhe viver como quer e se mistura com o lixo interior.”
“Um líder religioso pode ser muito forte, muito firme, mas isso sem exercer a agressão. Jesus disse que aquele que manda deve ser como aquele que serve. Para mim, essa ideia é válida para a pessoa religiosa de qualquer credo. O verdadeiro poder de uma liderança religiosa vem de seu serviço. Quando deixa de servir, o religioso se transforma em um mero gestor, em um agente de ONG. O líder religioso compartilha, sofre, serve a seus irmãos.”
PEDOFILIA
“Que o celibato traga como consequência a pedofilia está descartado. Mais de 70% dos casos de pedofilia se dão no entorno familiar e na vizinhança: avôs, tios, padrastos e vizinhos. O problema não está vinculado ao celibato. Se um padre é pedófilo, ele o é antes de ser padre. Agora quando isso ocorre, jamais se deve fazer vista grossa. Não se pode estar em uma posição de poder e destruir a vida de outra pessoa. (…) Não creio em posições que pleiteiam sustentar certo espírito corporativo para evitar danos à imagem da instituição. Esta solução creio que foi proposta certa vez nos Estados Unidos: mudar os padres de paróquia. Isso é uma estupidez porque, dessa forma, o padre leva o problema na bagagem. A reação corporativa leva a tal consequência, por isso não concordo com essas medidas. Recentemente, na Irlanda, foram revelados casos após vinte anos, e o papa disse claramente: ‘Tolerância zero com este crime’. Admiro a valentia e a retidão de Bento XVI sobre esse assunto.”
TENTAÇÃO
“A vida cristã também é uma espécie de atletismo, de disputa, de corrida, em que é preciso se desvencilhar das coisas que nos separam de Deus. Além disso, quero salientar que uma questão é o demônio e outra é demonizar as coisas ou as pessoas. O homem está sob tentação constante, mas não é por isso que remos de demonizá-lo.”
UNIÃO HOMOSSEXUAL
“Não sejamos ingênuos: não se trata de uma simples luta política. Pretende-se a destruição do plano de Deus. É uma jogada do pai da mentira para confundir e enganar os filhos de Deus.”
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O padre biblista Matteo Crimella fala sobre o livro Sobre el cielo y la tierra, escrito a quatro mãos pelo então arcebispo de Buenos Aires,Bergoglio, e pelo rabino Skorka.
O artigo foi publicado no sítio Missionline, 16-03-2013. A tradução é deMoisés Sbardelotto.
Eis o texto.
Entre os muitos dons que o Senhor me deu, um deles se destaca sobre todos: eu vivi por nada menos do que seis anos em Jerusalém, debruçado sobre os textos do Antigo e do Novo Testamento, observando e medindo com os meus olhos cada pedra da cidade santa. Para uma pessoa curiosa e apaixonada por livros, Jerusalém é um paraíso: há lugares (muitas vezes simples porões muito desordenados) onde se encontra todo tipo de livros, em todas as línguas do mundo.
Nos anos em que eu vivia na cidade santa, eu me permitia a satisfação de uma visita às livrarias, sem nunca me decepcionar. No verão passado, o livreiro (um sorridente judeu de origem polonesa) me informou que haviam recém-esvaziado o apartamento de um professor de língua espanhola.
Eu desci na grande loja e olhei intrigado, mas só encontrei um livro que me interessava, Sobre el cielo y la tierra, escrito a quatro mãos pelo arcebispo de Buenos Aires, Bergoglio, e pelo rabino-chefe da cidade,Skorka (Jorge Bergoglio e Abraham Skorka, Sobre el cielo y la tierra, Editorial Sudamericana, Buenos Aires, 2010, 220 páginas).
Olhei o índice, li a contracapa, descobrindo que ambos haviam estudado química, passei pelo primeiro capítulo intitulado “Sobre Dios” e decidi comprá-lo. No dia 13 de março à noite, depois do habemus papam, fui pescá-lo novamente na minha biblioteca e li-o de uma vez só.
O livro reúne os diálogos que ocorreram entre o cardeal e o rabino a propósito de vários temas: Deus, os ateus, as religiões e o seu futuro, os discípulos, a oração, o pecado, a morte, a mulher, o aborto, a educação, a política, o dinheiro, o Holocausto, o diálogo inter-religioso, em um total de 29 breves capítulos nos quais os dois discutem.
Na introdução, o rabino afirma que o diálogo é um exercício em que “a alma de um se reflete na do outro”. Além disso, evocando um baixo-relevo no frontispício da Catedral Metropolitana de Buenos Aires, que representa o abraço de José, vice-rei do Egito, com os seus irmãos, o líder da comunidade hebraica reafirma o valor da “cultura do encontro”. De fato, no diálogo, cada um é ele mesmo, o cardeal com a sua identidade católica, e o rabino com judaica, mas juntos se confrontam e se enriquecem mutuamente.
O que emerge daí? Bergoglio fala de si, do seu encontro com Deus, Ele não esconde ter feito um itinerário marcado por luzes e sombras, passando por consolações e desolações (segundo uma linguagem tipicamente inaciana e, portanto, jesuítica). Afirma: “Minha experiência de Deus se dá no caminho, na busca, no deixar-me buscar”. A partir desta experiência tão intensamente pessoal, Bergoglio olha para o mundo.
A propósito dos ateus, ele diz: “Quando me encontro com pessoas ateias, compartilho as questões humanas, mas não lhes proponho de entrada o problema Deus, exceto no caso em que elas me o proponham. Se isso ocorre, eu lhes conto por que eu acredito. Mas o humano é tão rico para compartilhar, para trabalhar, que tranquilamente podemos complementar mutuamente as nossas riquezas. Como sou crente, sei que essas riquezas são um dom de Deus”.
Skorka, referindo-se ao pensamento de Maimônides, ecoa a sua afirmação dizendo: “Podemos conhecer suas fórmulas [da perfeição da natureza], mas não a sua essência”. Bergoglio continua: “Creio que quem adora a Deus tem, nessa experiência, um mandato de justiça para com seus irmãos. É uma justiça sumamente criativa, porque inventa coisas: educação, promoção social, cuidado, alívio etc. Por isso, o homem religioso íntegro é chamado de homem justo, leva a justiça para os demais. Nesse aspecto, a justiça do religioso ou da religiosa cria cultura. Não é a mesma coisa a cultura de um idólatra que a cultura que uma mulher ou um homem que adoram o Deus vivo criam.(…) Hoje, por exemplo, temos culturas idólatras em nossa sociedade: o consumismo, o relativismo e o hedonismo”.
A centralidade do mistério de Deus e da relação com ele surge quando o cardeal reflete sobre os líderes religiosos: “Os grandes líderes do povo de Deus foram homens que deixaram lugar à dúvida. (…) Moisés é o personagem mais humilde que houve sobre terra. Diante de Deus, não resta nada mais do que a humildade, e aquele que quer ser líder do povo de Deus tem que dar espaço a Deus; portanto, apequenar-se, esvaziar a si mesmo com a dúvida, com as experiências interiores de escuridão, de não saber o que fazer. (…) Uma das características do mau líder é ser excessivamente prescritivo pela autossegurança que tem”.
O rabino ecoa a sua afirmação sem qualquer problema: “A própria fé [judaica] deve se manifestar por meio de um certo sentimento de dúvida. (…) Posso ter 99,99% de certeza sobre Ele [Deus], mas nunca 100%, porque vivemos buscando-O”.
Bergoglio demonstra ser um homem muito aberto, mas ao mesmo tempo têm ideias claras sobre a Igreja. Ele se distancia fortemente daqueles que gostariam de reduzi-la a uma agência social: “Eu acredito que [a liderança] de uma congregação [religiosa] não pode se assimilar à de uma ONG. Em uma ONG, a palavra santidade não entra. Deve haver, sim, um comportamento social adequado, honestidade, uma ideia de como ela vai levar adiante a sua missão, uma lógica para dentro. Pode funcionar dentro da sua laicidade. Mas, na religião, a santidade é inevitável em seu líder”.
São muitas as referências à experiência pastoral do arcebispo de Buenos Aires. A propósito da formação dos candidatos ao sacerdócio, o cardeal recorda as escolhas feitas na sua diocese, mas o pensamento vai mais longe: “Nós aceitamos no seminário, aproximadamente, somente cerca de 40% dos que se postulam. (…) Por exemplo, existe um fenômeno psicológico: patologias ou neuroses que buscam seguranças externas. Há alguns que sentem que, por si mesmos, não vão ter êxito na vida e buscam corporações que os protejam. Uma dessas corporações é o clero.
Com relação a isso, estamos com os olhos abertos, tentamos conhecem bem as pessoas que demonstram interesse, fazemos testes psicológicos com elas em profundidade antes que ingressem no seminário. Depois, na consciência de um ano prévia ao ingresso, durante todos os fins de semana, vai-se vendo e se discerne entre as pessoas que têm vocação e aquelas que, na realidade, não são chamadas, mas buscam um refúgio ou se equivocam na percepção da vocação”.
Um dos pontos mais tocantes do diálogo é quando o rabino e o bispo tocam no tema da oração. “A oração deve servir para unificar o povo, é um momento em que todos dizemos exatamente as mesmas palavras”: é assim que o rabino Skorka inicia o seu discurso sobre uma realidade tão pessoal que é difícil discutir a respeito publicamente, talvez até mesmo articular algumas palavras.
Bergoglio está em sintonia: “Rezar é um ato de liberdade”. E continua: “A oração é falar e ouvir. Há momentos que são de profundo silêncio, ´de adoração, esperando que o tempo passe”. Depois, ele cita o exemplo deAbraão, que intercede por Sodoma e Gomorra, e de Moisés que reza pelo povo.
Sobre os tradicionalistas (os lefebvrianos têm um seminário e algumas igrejas na Argentina) o juízo de Bergoglio é claro: ele define os “pequenos grupúsculos restauracionistas” como “fundamentalistas”, e acrescenta: “Esse tipo de religiosidade, muito rígida, se disfarça com doutrinas que pretendem dar justificações, mas, na realidade, privam da liberdade e não deixam que as pessoas cresçam. Em grande parte, terminam na vida dupla”.
Quando o discurso aborda as grandes ideologias do século XX, o cardeal é explícito: “O cristianismo condena com a mesma força tanto o comunismo quanto o capitalismo selvagem. (…) Um exemplo claro é o que acontece com o dinheiro que foge para o exterior. O dinheiro também tem pátria, e aquele que explora uma indústria no país e leva o dinheiro embora para guardá-lo fora está pecando. Porque não honra com esse dinheiro o país que lhe dá a riqueza, o povo que trabalha para gerar essa riqueza”. E acrescenta, a propósito da lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas: “Não se pode aceitar o dinheiro manchado com sangue”.
Significativa é a passagem sobre a riqueza da Igreja: “Sempre se fala do ouro do Vaticano, mas isso é um museu. Também é preciso distinguir o museu da religião. Uma religião precisa de dinheiro para manejar as suas obras, e isso se faz através de instituições bancárias, não é ilícito. (…) O que entra em doações ou por visitas a museus vai para leprosários, para escolas, para comunidades africanas, asiáticas, americanas”. Mas, depois, lembrando o martírio de São Lourenço e a sua defesa dos pobres de Roma, ele afirma: “Os pobres são o tesouro da Igreja e é preciso cuidá-los; e se não temos essa visão, construiremos uma Igreja medíocre, morna, sem força”.
O diálogo entre um rabino e um cardeal não podia não tocar nas relações entre judeus e cristãos, e a tragédia do Holocausto. A esse propósito,Bergoglio reitera a doutrina do Vaticano II: “Efetivamente, não se pode falar de um povo deicida”. Mas, depois, com a franqueza extrema, admite que na Argentina há alguns eclesiásticos antissemitas, mas declara resolutamente: “Hoje a política da Igreja argentina é clara: diálogo inter-religioso”.
Sobre o futuro das religiões, o olhar prospectivo afunda suas raízes na história: “Se olharmos para a história, as formas religiosas do catolicismo variariam notoriamente. Pensemos, por exemplo, nos Estados Pontifícios, onde o poder temporal estava unido ao poder espiritual. Era uma deformação do cristianismo. Não correspondia ao que Jesus quis e ao que Deus quer. Se, ao longo da história, a religião teve tanta evolução, por que não pensar que, em um futuro, ela também se adequará com a cultura do seu tempo? O diálogo entre a religião e a cultura é chave, já afirmava oConcílio Vaticano II. Desde o princípio pede-se da Igreja uma contínua conversão – Ecclesia semper reformanda – e essa transformação adquire diversas formas ao longo do tempo, sem afetar o dogma”.
segunda-feira, 25 de março de 2013
O que pensa o Papa Francisco sobre…
domingo, 24 de março de 2013
Padre camiliano colabora com documento pró-aborto do Conselho Federal de Medicina
Um dos destaques da programação nesta quarta-feira é a mesa redonda “Aborto e desigualdade social”. Coordenada pelo presidente do CFM, Roberto d’Avila, contará com a participação da professora Débora Diniz, da Universidade de Brasília (UnB). Além dela, contribuirão o professor Christian de Paul de Barchifontaine, reitor do Centro Universitário São Camilo; o promotor de Justiça Diaulas da Costa Ribeiro e o secretário-geral do CFM, Henrique Batista e Silva, coordenador do grupo técnico criado para avaliar o tema. – Belém sedia debates polêmicos no I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2013
Christian de Paul de Barchifontaine é o padre camiliano que SEMPRE está nos eventos onde a ANIS – ONG pró-legalização-do-aborto da antropóloga Debora Diniz – está (e, sim, como podem ler acima, a ANIS estava muito bem representada no encontro do CFM no qual saiu o tal apoio ao aborto). Agora me expliquem que medicina é essa do Conselho Federal de Medicina que para tratar de assuntos referentes a aborto forma um “grupo técnico” no qual somente e unicamente militantes pró-aborto foram convidados?!
Exatamente! O Diaulas pra quem não sabe é o jurista que autoriza que rapazes com paralisia cerebral tenham relações sexuais com prostitutas, é ele também conhecido por defender eutanásia e, advinhem, aborto. Não por acaso o último link é para uma matéria da revista Época escrita pela editora pró-legalização-do-aborto, Elaine Brum.
Sim, é o clube dos abortistinhas se fazendo de experts para os médicos do CFM. E eles acreditaram? Como é isso? Quem são esses médicos que aceitam ser “orientados” por um “grupo técnico” totalmente alinhado com uma ideologia que transforma a vida humana em mero acordo social (só é humano quem o grupo decidir que seja)? Isso é ridículo. Como é que um Conselho Federal de MEDICINA se submete a essa pouca vergonha? Ora, nenhum dos peritos em aborto citado na matéria do próprio CFM é médico. NENHUM! São todos muito bem remunerados por velhíssimas conhecidas organizações internacionais que se intrometem nos assuntos do Brasil: Ford, Rockfeller e MacArthur.
Meu Deus do céu!! Para quem achava que eu estava maluco por desconfiar do bem intencionado presidente do CFM, o cardiologista Roberto Luiz D´Ávila… Chupem essa manga! É óbvio que o homem que faz o trâmite com os abortistas da ONG e seus militantes sabe exatamente o que está fazendo. Ele está militando pela causa abortista e jamais tratando dos interesses da medicina.
E sobre o padre camiliano? Vamos lá. Peguem seu saquinhos de vômito… Este homem que atualmente é o REITOR do Centro Universitário São Camilo – um centro de ensino CATÓLICO -, o PADRE Dr. Christian de Paul de Barchifontaine é um velho conhecido do movimento pró-vida, mas infelizmente não é conhecido por defender a vida humana. Deixo que ele mesmo se apresente aos novatos… Eis a seguir o que o padre camiliano do “grupo técnico” – sobre aborto – do CFM diz sobre o assunto já em 1996 para a abortada Revista Manchete:
“Em São Paulo, o professor de Bioética, Christian De Paul De Barchifontaine, faz uma análise das diferentes escolas que discutem o início da vida e questiona a chamada teoria concepcionista, que situa a vida no momento exato da concepção e é defendida pela Igreja: ‘Nesse caso, o que dizer dos abortos espontâneos? É um desperdício da natureza?’. O comentário não seria muito natural se, entre suas múltiplas atividades (enfermeiro e diretor de Faculdade), o Dr. Barchifontaine não fosse também o padre Christian, que não esconde a contrariedade sobre a posição de sua Igreja: ‘O que ela deveria fazer era promover mais a educação, admitir e transmitir as informações sobre os métodos anticoncepcionais. A ciência existe para melhorar a qualidade de vida das pessoas e a Igreja tem que caminhar com estas evoluções’. Na questão do aborto, padre Christian é francamente feminista: ‘Quem conhece o sofrimento pelo qual passa uma mulher que aborta? Qual é o ombro ao qual ela pode recorrer? A sociedade culpa e marginaliza a mulher, mas, até onde sei, são necessárias duas pessoas para se fazer um filho’”.
Como é que fica isso? Um padre católico CONTRÁRIO A DEFESA DA VIDA defendida pela Igreja e integrante de “grupo técnico” que consegue fazer com que o CFM apoie o aborto? Por favor, alguém me diga se é possível entrar em contato com Província Camiliana Brasileira no que diz respeito à presença deste seu ilustre filho em tal “grupo técnico” do CFM. Alguém poderia nos responder isso por estes emails?
provincial@camilianos.org.br
diretoria@saocamilosede.org.br
imprensa@camilianos.org.br
diretoria@saocamilosede.org.br
imprensa@camilianos.org.br
Será?
Infelizmente é uma triste verdade: sem a Igreja Católica os abortistas não conseguem legalizar o aborto no Brasil. E se eles estão avançando é porque contam com o auxílio de sacerdotes católicos, infelizmente. Não é de hoje… Não é de hoje… Quando é mesmo que isso vai acabar?
Fonte: http://diasimdiatambem.com
Centenas de milhares protestam em Paris CONTRA “casamento” gay.
Centenas de milhares de opositores à lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo em França desfilam hoje, domingo, nas ruas de Paris.
A controversa legislação que permitirá o casamento `gay` e a adoção de crianças por casais do mesmo sexo foi aprovada recentemente pelo parlamento francês e será examinada e submetida a aprovação do senado em abril, pelo que os ativistas consideram esta a última possibilidade de se manifestarem contra a referida lei.
Ao contrário das pretensões dos organizadores, as autoridades francesas não autorizaram que o percurso da manifestação passasse pelos Campos Elísios, famosa avenida parisiense, e foi precisamente a tentativa de um grupo de manifestantes de seguirem para essa avenida que levou à intervenção policial.
As autoridades francesas impediram que o protesto chegasse aos Campos Elísios devido à ameaça da ordem pública, tendo usado gás lacrimogéneo para evitar que um grupo de 200 pessoas furasse as ordens policiais, conforme relatou a agência francesa AFP.
Face à convicção de que o senado francês aprovará esta lei, os manifestantes concentram esforços nos apelos ao governo para retirar esta proposta legislativa, submetendo-a a referendo.
O “casamento para todos” foi uma das bandeiras eleitorais do atual presidente francês, o socialista François Hollande, mas os opositores querem evitar a todo o custo a aprovação desta legislação.
Um dos rostos da organização é Virginie Tellenne, uma figura pública francesa que afirmou hoje que os manifestantes querem que o presidente “trate da economia e deixe as famílias em paz”.
Em janeiro, uma marcha contra o casamento homossexual já tinha juntado na capital francesa cerca de 800 mil pessoas, numa campanha que tem sido orquestrada pela Igreja Católica e apoiada pela oposição do centro-direita francesa.
Os homossexuais e as lésbicas franceses já podem adotar crianças enquanto pessoas individuais, caso tal seja aprovado pelos serviços sociais.
Uma outra lei sobre a conceção medicamente assistida a casais `gays`, que foi estendida a casais heterossexuais que não conseguem ter filhos, será debatida ainda este ano em França.
Esse grupo (nas fotos) decidiram que a solução é aborta? É bom pra quem?
Roberto d’Avila Débora Diniz
Christian de Paul de Barchifontaine Diaulas da Costa Ribeiro
“Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente”.
Como afirma a própria nota do CFM, o consenso do grupo se deu após os debates feitos durante o I Encontro Nacional de Conselhos de Medicina 2013, realizado de 6 a 8 de março, em Belém (PA). Participaram do encontro o presidente do CFM, Roberto d’Avila, a professora Débora Diniz, da Universidade de Brasília (UnB), o professor Christian de Paul de Barchifontaine, reitor do Centro Universitário São Camilo, o promotor de Justiça Diaulas da Costa Ribeiro e o secretário-geral do CFM, Henrique Batista e Silva, coordenador do grupo técnico criado para avaliar o tema.
Não é preciso dizer que nenhuma liderança pró-vida participou deste encontro. Como manda o protocolo abortista, somente “especialistas” alinhados à ideologia anti-vida podem participar dessas reuniões. Especialistas, vale lembrar, geralmente patrocinados pelas multinacionais estrangeiras há muito tempo interessadas no controle da natalidade dos países em desenvolvimento. Fato que põe em xeque o pretenso apelo do presidente do CFM, Roberto d’Avila, para que as decisões no Brasil fossem tomadas pela vontade da sociedade, não por motivos religiosos. Não é para a população que o CFM trabalha quando aprova a legalização do aborto - até porque a maioria esmagadora é contra à medida - mas para fins pessoais e de fundações que não estão minimamente interessadas na saúde da mulher, mas tão somente nos lucros e no próprio bem-estar.
Conselho Federal de Medicina apoia legalização do aborto

A Presidente Dilma Rousseff, durante visita à Roma pelo início do pontificado do Papa Francisco, declarou à imprensa que o Santo Padre deveria compreender as “opções diferenciadas das pessoas". Não se sabe ao certo a que opções a presidente se referia. No entanto, pode-se imaginar que elas tenham ligação com aqueles velhos temas já conhecidos: aborto, “casamento” gay, eutanásia, etc. São temas que há anos ocupam espaço na agenda do governo e que recentemente ganharam novo impulso, sobretudo por causa das nomeações da presidente para cargos relacionados a essas discussões e pela reforma do Código Penal Brasileiro. Para completar, a recente decisão do Conselho Federal de Medicina em apoiar a legalização do aborto até a 12a semana de gestação reacendeu o debate sobre a questão.
A manifestação de apoio do CFM foi dada por meio de uma Circular, emitida no último dia 12 de março. No documento, o Conselho justifica que as leis atuais concernentes ao aborto “são incoerentes com compromissos humanísticos e humanitários, paradoxais à responsabilidade social e aos tratados internacionais subscritos pelo governo brasileiro”.
O CFM ainda argumenta que o assunto deve levar em consideração os princípios de “autonomia” e os dados estatísticos sobre a mortalidade materna em decorrência de abortos induzidos. De acordo com a nota, “em 2001, houve 243 mil internações na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) por curetagens pós-abortamento”. Desse modo, para o Conselho Federal de Medicina, o aborto não deveria ser punido nas seguintes situações:
- I. Quando “houver risco à vida ou à saúde da gestante”;
- II. Se “a gravidez resultar de violação da dignidade sexual, ou do emprego não consentido de técnica de reprodução assistida”;
- III. Se for “comprovada a anencefalia ou quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida independente, em ambos os casos atestado por dois médicos”; e
- IV. Se “por vontade da gestante até a 12ª semana da gestação”. (Negritos nossos)
Salta aos olhos a vulgaridade dessa decisão do Conselho Federal de Medicina. Sem meias palavras, o que esse grupo de médicos faz é nada mais que advogar a legalização do aborto eugênico, ou seja, quando se nega o direito à vida a um indivíduo por ser portador de deficiências. Dado ao fato que, sabe-se lá com que critérios, o CFM decidiu que antes da 12a semana de gestação o feto não é um ser humano com direitos, quem dirá o que classificarão como “anomalias que inviabilizam a vida independente”? É lamentável que o CFM tenha a coragem de dizer, sem se ruborizar, que a sua decisão não é favorável ao aborto, “mas, sim, à autonomia da mulher e do médico”, como se a defesa de um direito não fosse justamente para que todos tenham a liberdade de usufrui-lo. Apoiar a legalização do aborto não pode ser outra coisa senão apoiar o aborto, pois ninguém apoia algo pelo qual não nutra interesse.
É de causar perplexidade a desfaçatez do CFM em cobrar do Estado a aplicação de acordos “humanísticos e humanitários” sem sequer citá-los em seu documento. Todavia, ao evocar tais compromissos, o Conselho Federal de Medicina dá um tiro no próprio pé, pois se o Brasil tiver de fazer concessões a tais acordos, há de se levar em consideração também o Pacto de São José da Costa Rica, do qual o Estado Brasileiro é signatário e se propõe a respeitar suas cláusulas, inclusive a referente ao direito à vida, que diz:
“Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente”.
Por conseguinte, parece piada que, ao invés de apresentar dados atuais, o CFM tenha que recorrer a uma pesquisa de 2001 para referendar seus argumentos. Contudo, a tentativa de influenciar a opinião pública com números exorbitantes é falha, exatamente, porque o mesmo órgão responsável por essas estatísticas, ou seja, o SUS, afirma que entre as décadas de 1990 e 2010 o risco de morte por aborto diminuiu 81,9%. Número que contesta diretamente a alegação de que os abortos ilegais no Brasil sejam um caso de saúde pública. Não se menospreza aqui a vida dessas mulheres, mas se há algum culpado nesta história, esse culpado é justamente o governo que faz vistas grossas em relação aos centros que praticam abortos clandestinos.
Outro dado que merece a atenção dos leitores é a origem dessa decisão do Conselho Federal de Medicina. Como afirma a própria nota do CFM, o consenso do grupo se deu após os debates feitos durante o I Encontro Nacional de Conselhos de Medicina 2013, realizado de 6 a 8 de março, em Belém (PA). Participaram do encontro o presidente do CFM, Roberto d’Avila, a professora Débora Diniz, da Universidade de Brasília (UnB), o professor Christian de Paul de Barchifontaine, reitor do Centro Universitário São Camilo, o promotor de Justiça Diaulas da Costa Ribeiro e o secretário-geral do CFM, Henrique Batista e Silva, coordenador do grupo técnico criado para avaliar o tema.
Não é preciso dizer que nenhuma liderança pró-vida participou deste encontro. Como manda o protocolo abortista, somente “especialistas” alinhados à ideologia anti-vida podem participar dessas reuniões. Especialistas, vale lembrar, geralmente patrocinados pelas multinacionais estrangeiras há muito tempo interessadas no controle da natalidade dos países em desenvolvimento. Fato que põe em xeque o pretenso apelo do presidente do CFM, Roberto d’Avila, para que as decisões no Brasil fossem tomadas pela vontade da sociedade, não por motivos religiosos. Não é para a população que o CFM trabalha quando aprova a legalização do aborto - até porque a maioria esmagadora é contra à medida - mas para fins pessoais e de fundações que não estão minimamente interessadas na saúde da mulher, mas tão somente nos lucros e no próprio bem-estar.
Autor: Equipe Christo Nihil Praeponere
Sinal dos Tempos: Menino janta com sua esposa de 61 anos, na África do Sul
24.03.2013 -Nota de www.rainhamaria.com.br - por Dilson Kutscher
Nem tem realmente nada para se comentar.
Crianças casando com adultos? Ainda acham isto tudo muto engraçado.
Mais um retrato do Fim dos Tempos.
No entanto, pergunto: Que mais falta acontecer?
Diz na Sagrada Escritura:
“Se não se abreviassem aqueles dias, não se salvaria pessoa alguma; porém, serão abreviados aqueles dias em atenção aos escolhidos." (Mt. 24, 22).
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O jovem Sanele Masilela, de 8 anos, aproveitou a noite de sábado para relaxar em um jantar com sua esposa, Helen Shabangu, de 61 anos.
O pequeno sul-africano de Tshwane diz que a vida de casado é "fácil como brincadeira de criança". As informações são do The Sun.
Sanele e Helen casaram-se no dia 12 de março, em cerimônia que custou R$ 4,6 mil à família do menino. Segundo ele, o casamento foi um pedido do seu avô, antes de morrer. "Eu disse para minha mãe que queria me casar porque eu realmente queria. Estou feliz que casei com a Helen. Quando eu crescer vou me casar com uma mulher da minha idade", explicou o então noivo.
Sanele passou o sábado brincando com amigos e depois foi jantar com Helen, que é mãe de cinco filhos e já casada, por isso a união dela com o garoto não é oficial. "O dia foi ótimo, exatamente como eu imaginava. Meus amigos acharam muito engraçado eu estar me casando, mas eu agora realmente me sinto como um marido", declarou o menino.
Helen encara o casamento com naturalidade. "Era o que os ancestrais (de Sanele) queriam", diz. A mãe do sul-africano explica: "Foi o avô de Sanele que pediu para que casasse. Ele escolheu a Helen porque a ama. Com isso, deixamos os ancestrais felizes. Se não o tivéssemos feito, algo ruim teria acontecido com a família", explica.
Fonte: Terra noticias
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LEMBRANDO...
Sinal dos Tempos: Garoto de 8 anos se casa com mulher de 61 na África do Sul
O garoto Sanele Masilela, de apenas oito anos, se casou com Helen Shabangu, de 61 anos, em Tshwane, na África do Sul. A família do garoto faz questão de reforçar que a cerimônia foi apenas um ritual e não tem valor legal.
Segundo o garoto ele está feliz com o casamento e topou se casar por conta de pedidos de seus ancestrais mortos. A Mãe do garoto, Patience Masilela comemorou o casamento: "É a primeira vez que uma cerimônia dessas acontece em nossa família".
Patience explicou o motivo do casamento: "Sanele casou após seu avô, que nunca havia presenciado um casamento, pedir para ele se casar. Escolhemos Helen pois ele a ama".
Como qualquer criança de oito anos, Sanele ainda dá prioridade para outras atividade: "Gostei de casar, mas vou continuar indo para a escola para estudar muito", disse ele.
Fonte: http://www.correiodoestado.com.br
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