domingo, 6 de janeiro de 2013

Revista Times: Promotores do aborto têm perdido as batalhas contra os pro-vidas nos EUA


A capa deste mês da Revista Times
WASHINGTON DC, 04 Jan. 13 / 03:50 pm (ACI/EWTN Noticias).- Na capa de sua edição de janeiro de 2013, a famosa revista americana Times, assegura que embora "40 anos atrás, os ativistas do direito ao aborto obtiveram uma épica vitória com (a sentença da Corte Suprema no caso) Roe vs. Wade", que permitiu a legalização do aborto nos Estados Unidos, "eles estiveram perdendo desde então" para os pró-vidas.

Conforme explica Kate Pickert, autora do artigo de capa, desde que em janeiro de 1973 a Corte Suprema dos Estados Unidos converteu em um direito federal o acesso ao aborto, "o movimento pro-choice (abortista) vem  perdendo" as suas lutas.

"Em muitas partes do país, atualmente, recorrer a um aborto é mais difícil que em muitos lugares desde a década de 1970".

Pickert assinalou que "há menos médicos dispostos a realizar o procedimento e menos clínicas abortistas no negócio".

"Os ativistas pro-choice (abortistas) foram ultrapassados por seus contrapartes pró-vidas, que pressionaram exitosamente para obter regulações estatais que limitam o acesso" ao aborto, escreveu.

"Muitos estados requerem atualmente que as mulheres passem por aconselhamento, períodos de espera ou ultrassons antes de submeter-se a abortos", indicou.

Para a jornalista americana, "a causa pró-vida esteve ganhando a guerra do aborto, em parte, porque buscou uma estratégia organizada e bem executada".

Além disso, reconheceu, "a opinião pública está crescentemente" do lado pró-vida.

"Graças ao ultrassom pré-natal e aos avanços da neonatologia, os americanos podem agora saber como se vê um feto e que os bebês nascidos tão prematuramente como às 24 semanas agora podem sobreviver", assinalou Pickert.

A jornalista da Times disse que "apesar de que três quartos dos americanos acreditarem que o aborto deveria ser legal em alguns ou todos os casos, a maioria apoia leis estatais que regulem o procedimento, e cada vez menos se identificam a si mesmos como ‘pro-choice’ nas pesquisas de opinião pública".

Pickert também retratou a divisão geracional que destrói por dentro a causa abortista, pois "os jovens ativistas do direito ao aborto reclamam de que as líderes das organizações feministas", que tinham 20 ou 30 anos quando se legalizou o aborto nos Estados Unidos, "não estão dispostas a passar a tocha às novas gerações".

Entretanto, para Kate Pickert, um dos principais motivos da derrota dos promotores do aborto é que "em uma democracia dinâmica como os Estados Unidos, defender o status quo é sempre mais difícil que lutar para mudá-lo".

Uma das expressões mais claras do avanço da causa pró-vida nos Estados Unidos é a multitudinária marcha nacional pela defesa da vida que mobilizam centenas de milhares de pessoas, com frequência ignoradas pelos meios, todos os anos em janeiro, no aniversário da sentença de Roe vs. Wade.

A última marcha, em 2012, reuniu mais de 400 mil pessoas que durante várias horas suportaram intenso frio, neblina e até chuva enquanto percorriam as principais ruas da capital americana até a sede do Capitólio.

Testemunho de um pastor da Assembleia de Deus convertido ao catolicismo. Imperdível.



Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/32622

Exorcista espanhol adverte sobre livros "envenenados" do jesuíta Juan Masiá


Sacerdote jesuíta Juan Masiá. Foto: Blog En la Frontera
MADRI, 03 Jan. 13 / 02:28 pm (ACI/EWTN Noticias).- O sacerdote exorcista espanhol José Antonio Fortea advertiu os fiéis católicos a não lerem os livros “envenenados” do jesuíta Juan Masiá Clavel, abertamente contrários à doutrina da Igreja Católica.

Recentemente o Pe. Masiá escreveu uma conversação fictícia do Papa Bento XVI com o arcanjo Gabriel, na que este último assegurava que “Maria e José fizeram o menino que o Espírito lhes deu”, negando assim a virgindade de Maria.

Em um texto publicado no seu blog, o Pe. Fortea assinalou que “o jesuíta Masiá publicou um livro no qual, fiel à sua trajetória pessoal, nega aspectos da fé do modo mais dissimulado possível”.

“Querido Masiá, com todo carinho, com todo amor, devo recordar às ovelhas que não se apascentem de pastos envenenados como estes livros”, disse o Pe. Fortea.

O exorcista espanhol, que atualmente realiza seu doutorado em Teologia em Roma, explicou que “supõe- se que a fé deveria ser uma proclamação. E a teologia não é outra coisa que um aprofundamento nessa proclamação”.

“Visto do lado dos proclamadores do Evangelho, não deixa de surpreender que um jesuíta se dedique à acrobacia teológica: digo mas não digo; isto não é assim, mas também não digo que não é assim; e coisas pelo estilo”, criticou.

O Pe. Fortea sublinhou que tanto “em gramática e em Teologia Dogmática, o verbo ser é muito claro. As coisas são verdade ou não são verdade, aconteceram ou não aconteceram”. “Podemos complicar as coisas tudo o que queiramos, mas no final da história o juiz perguntará zangado: Vejamos, você cravou a faca na sua mulher ou não?”, assinalou.

“Aqui não vale dizer ao juiz: Eu só a assassinei um pouquinho, ou eu a assassinei como verdade metahistórica. Não vale que o acusado diga: como verdade poética eu não a matei”, indicou.

O exorcista espanhol dirigiu-se ao jesuíta dizendo que “a fé que recebemos desde o começo, em uma Tradição ininterrupta, é que os quatro evangelhos são um fidelíssimo reflexo da verdade; da verdade histórica, Masiá”.

O Pe. Fortea lhe assegurou ao jesuíta em seu post que “se houvesse dito essas coisas diante da Madre Teresa de Calcutá, ela o acompanharia à porta do convento e lhe diria: muito obrigado, padre, não precisa voltar mais”.

“Ela o fez uma vez com um sacerdote desmitologizador, moderno e progressista. Depois, a Santa de Calcutá se sentou diante de suas freiras e recordou a Fé da Igreja repassando ponto por ponto as coisas ditas pelo pregador”, recordou.

“Masiá, recorda que somos seguidores de Cristo, que de certa forma somos como os continuadores daqueles rabinos que pregaram no tempo de Esdras, como aqueles que explicaram a Lei em tempo dos Macabeus. Nós os sacerdotes, somos esses rabinos aos quais chegou a Luz da Nova Aliança”, disse.

O exorcista espanhol remarcou que “somos descendentes espirituais dos que cruzaram o Mar Vermelho com os egípcios atrás deles, perseguindo-os. Depois, conhecemos o Evangelho, São Paulo o ensina, lemos as cartas de São Pedro e de São João”.

“Tudo é uma continuidade. Nossa Sancta Ecclesia se apóia em uma tradição, em uma Santa Tradição”, concluiu.

O jesuíta Juan Masiá tem ficado conhecido no Brasil por uma série de artigos e entrevistas aparecidos na página da universidade jesuíta UNISINOS (RS), nos quais entre outras posturas criticáveis desde a sã doutrina católica, o religioso afirma que a Igreja não condena a pílula do dia seguinte e nos quais ele apoia posturas controvertidas, e inclusive consideradas heréticas, do falecido cardeal Carlo Martini no campo da bioética.

Missa gay é banida pelo Arcebispo de Westminster.



Arcebispo de Westminster põe fim à "missa gay" celebrada no bairro do Soho, em Londres. Na imagem, a leitura sendo proferida na missa.
Arcebispo de Westminster põe fim à “missa gay” celebrada no bairro do Soho, em Londres. Na imagem, a leitura sendo proferida na missa.
Por The Tablet | Tradução: Fratres in Unum.com - 03.01.13
O Arcebispo de Westminster, Dom Vincent Nichols, anunciou o fim das Missas que objetivavam proporcionar cuidado pastoral para católicos gays e seus familiares, e dedicou a igreja onde elas vêm ocorrendo para o Ordinariato [de ex-anglicanos acolhidos na Igreja Católica].
Em uma declaração publicada ontem de manhã, o Arcebispo Nichols escreveu que ele havia pedido aos organizadores das Missas quinzenais para se concentrarem no cuidado pastoral “conduzido totalmente em acordo com o ensinamento da Igreja”, que incluiria “apoio para o crescimento na virtude e santidade” com o propósito de plena participação na vida de sua comunidade paroquial local. O arcebispo disse que a igreja jesuíta em Farm Street, em Mayfair, abrigará reuniões mensais do grupo que “não incluirá a organização de uma Missa regular”.
O arcebispo anunciou também que a igreja histórica de Nossa Senhora da Assunção, em Warwick Street, onde as Missas vêm ocorrendo nos últimos seis anos, seria repassada ao ordinariato estabelecido para ex-anglicanos. Ele observou que a igreja, construída no local de uma capela pertencente à Embaixada Portuguesa e, mais tarde, à Embaixada Bávara, era o local onde o Beato John Henry Newman primeiramente frequentava a Missa. Ela é a única Capela da Embaixada Católica remanescente da Época Penal [ndr: conjunto de leis promulgadas entre os séculos XVI e XVIII que impediam os católicos de praticar sua religião].
Fonte: http://fratresinunum.com

Veja essa foto, muitos preferem ainda o ABORTO!


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Folha de São Paulo – A foto de uma cesariana na qual o bebê segura o dedo do médico ainda na barriga da mãe se tornou viral neste começo de ano. O momento foi capturado pelo pai da criança, Randy Atkins, durante o parto.
“O médico me chamou e disse ‘Olha, ela está segurando meu dedo.’ Então eu corri para tirar a foto e fiquei assombrado com aquilo. É uma fotografia tão incrível”, disse Atkins em entrevista para o canal americano KTVK.
O casal do Arizona, que batizou a filha de Nevaeh um anagrama de Heaven (céu em inglês), só divulgou a foto recentemente, apesar de o parto ter ocorrido em outubro.
A mãe, Alicia Atkins, achou que as pessoas não iriam gostar da imagem, mas ficou surpresa com retorno positivo que recebeu. Até a equipe que estava trabalhando no parto ficou surpresa com a cena.
Fonte: http://fratresinunum.com

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Estatísticas revelam números e força da Igreja fundada por Jesus Cristo no mundo.



Como em um Iceberg, os números revelam apenas a parte visívelda ação missionária da Igreja.
Como em um Iceberg, os números revelam apenas a parte "visível"da ação missionária da Igreja.
Estatísticas da Agência Fides: membros da Igreja, suas estruturas pastorais, atividades no campo da saúde, assistencial e educacional

Por Antonio Gaspari

Apesar da crise demográfica e vocacional que atinge a Europa, a Igreja católica cresce em todo o mundo e particularmente na Ásia e na África.
O resultado emerge do estudo realizado pela Agência Fides  http://www.fides.org/aree/news/newsdet.phpidnews=33882&lan=por que apresenta dados extraídos do «Anuário Estatístico da Igreja» (atualizado em 31 de dezembro de 2010) e dizem respeito aos membros da Igreja, suas estruturas pastorais, atividades no campo da saúde, assistencial e educacional.
Católicos no mundo
Em 31 de dezembro de 2010, a população mundial era de 6.848.550.000 pessoas, com um aumento de 70.951.000 em relação ao ano anterior. O aumento global também se aplica este ano a todos os continentes: os aumentos mais consistentes estão na Ásia (+40.510.000) e África (+22.144.000) seguidos pela América (+5.197.000), Europa (+2.438.000) e Oceania (+662.000).
Na mesma data de 31 de dezembro de 2010, o número de católicos era 1.195.671.000 unidades com um aumento total de 15.006.000 pessoas em relação ao ano anterior.
O aumento diz respeito a todos os continentes e é maior na África (+6.140.000), América (+3.986.000) e Ásia (+3.801.000); seguem Europa (+894.000) e Oceania (+185.000).
A percentagem de católicos aumentou globalmente 0,04%, num total de 17,46%. Em relação aos continentes, houve aumentos em todos os lugares, exceto na Europa: África (+0,21), América (+0,07), Ásia (+ 0,06), Europa (-0,01) e Oceania (+ 0,03).
Bispos
O número total de bispos no mundo aumentou de 39 unidades, atingindo um total de 5.104. Em geral aumentam os bispos diocesanos e diminuem os bispos religiosos. Os bispos diocesanos são 3.871 (43 a mais que no ano anterior), enquanto os Bispos religiosos são 1.233 (4 a menos). O aumento de Bispos diocesanos diz respeito a todos os continentes exceto a Oceania (-4), África (+13), América (+22), Ásia (+11), Europa (+1). O bispos religiosos aumentam na África (+3), Ásia (+1) e Oceania (+1), diminuem na América (-7) e Europa (-2).
Sacerdotes
O número total de sacerdotes no mundo aumentou de 1.643 unidades em relação ao ano precedente, atingindo a cota de 412.236. A marcar uma diminuição é mais uma vez a Europa (-905), enquanto os aumentos se registram na África (+761), América (+40), Ásia (+1.695) e Oceania (+52). Os sacerdotes diocesanos no mundo aumentaram globalmente de 1.467 unidades, atingindo o número 277.009, com um aumento na África (+571), América (+502), Ásia (+801) e Oceania (+53) e ainda uma diminuição na Europa (-460). Também os sacerdotes religiosos aumentaram 176 unidades e são 135.227. A marcar um aumento, seguindo a tendência dos últimos anos, são a África (+190) e a Ásia (+894), enquanto a diminuição se verifica na América (-462), Europa (-445) e Oceania (-1).Diáconos permanentes
Os diáconos permanentes no mundo aumentaram 1.409 unidades, atingindo um total de 39.564. O maior aumento se confirma mais uma vez na América (+859) e na Europa (+496), seguido pela Ásia (+58) e Oceania (+1). Uma única diminuição, também este ano, na África (-5). Os diáconos permanentes diocesanos no mundo são 39.004, com um aumento total de 1.412 unidades.
Aumentam em todos os continentes, com exceção da África (-6) e da Oceania (nenhuma variação), precisamente: América (+863), Ásia (+60), Europa (+495). Os diáconos permanentes religiosos são 560,3 a menos em relação ao ano precedente, com leves aumentos na África (+1), Europa (+1) e Oceania (+1), reduções na América (-4) e Ásia (-2).
Religiosos
Religiosas
 e religiosos não sacerdotes aumentaram globalmente em 436 unidades, chegando ao número de 54.665. Registraram-se aumentos na África (+254), Ásia (+411), Europa (+17) e Oceania (+15). Diminuíram apenas na América (-261). Confirma-se a tendência à diminuição global das religiosas (-7.436) que são 721.935 no total, assim divididas: neste ano, também os incrementos são na África (+1.395) e Ásia (+3.047), as reduções na América (-3.178), Europa (-8.461) e Oceania (-239).
Missionários leigos e catequistas
O número de Missionários leigos no mundo é de 335.502 unidades, com um aumento global de 15.276 unidades e aumentos continentais na África (+1.135), América (+14.655), Europa (+1.243) e Oceania (+62); a única redução é na Ásia (-1.819).
Os Catequistas no mundo aumentaram no total em 9.551 unidades, alcançando 3.160.628. Os aumentos se registram na América (+43.619), Europa (+5.077) e Oceania (+393). Diminuições na África (-29.405) e Ásia (-10.133).
Institutos de instrução e educação
No campo da instrução e da educação, a Igreja administra no mundo 70.544 escolas maternas, frequentadas por 6.478.627 alunos; 92.847 escolas fundamentais, com 31.151.170 alunos; 43.591 institutos secundários, com 17.793.559 alunos. Além disso, segue também 2.304.171 alunos de escolas superiores e 3.338.455 estudantes universitários. O confronto com o ano precedente indica um aumento de escolas maternas (+2.425) e uma redução de alunos (-43.693); uma leve redução no número de escolas fundamentais (-124) e um aumento de alunos (+178.056); aumentam os institutos secundários (+1.096) e seus respectivos alunos (+678.822); em aumento também os estudantes de escolas superiores (+15.913) e de universitários (+63.015).
Institutos de saúde, de beneficência e assistência
Os institutos de beneficência e assistência administrados no mundo pela Igreja incluem: 5.305 hospitais, com maior presença na América (1.694) e África (1.150); 18.179 postos de saúde, em maioria na América (5.762), África (5.312) e Ásia (3.884); 547 leprosários, distribuídos principalmente na Ásia (285) e África (198); 17.223 casas para idosos, doentes crônicos e portadores de deficiência, em maioria na Europa (8.021) e América (5.650); 9.882 orfanatos, um terço dos quais na Ásia (3.606); 11.379 jardins de infância; 15.327 consultórios matrimoniais, distribuídos em grande parte na América (6.472); 34.331 centros de educação ou reeducação social e 9.391 instituições de outros tipos, em maioria na América (3.564) e Europa (3.159).
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

Filhos não são um “direito” nem sonho de “consumo” dos pais, mas DOM de Deus!


Pe. Anderson Alves
Percebe-se atualmente uma crise educativa cada vez mais intensa. De modo geral, constata-se que o nível médio de educação diminui drasticamente e que o processo formativo dos jovens enfrenta grandes dificuldades. As crianças e os adolescentes aprendem cada vez menos; a autoridade dos professores tende a desaparecer e os jovens, em meio a uma aparente energia, sentem-se sós e desorientados. E isso numa época de incrível desenvolvimento da Pedagogia.
Nunca houve tantas pessoas que estudam essa ciência e nunca tivemos tantas teorias pedagógicas como agora. No Brasil a crise educativa é cada vez mais preocupante, embora tenha eminentes pedagogos. Um recente estudo comparou a educação em 40 países e mostrou que o Brasil (6ª Economia do mundo) ficou em 39º lugar na educação, atrás de países como Singapura (5º), Romênia (32º), Turquia (34º) e Argentina (35º)[1].Certamente uma das causas da atual crise educativa no Brasil não é a falta de recursos, mas algo mais profundo: não sabemos mais como ver e tratar os nossos filhos.
Até a metade do século passado, tínhamos uma ideia bem clara sobre o que eram os nossos filhos: acima de tudo, eram considerados um dom de Deus, um presente que nos tinha sido dado para ser tratado com atenção, carinho e muita responsabilidade. Os filhos eram visto como um dom divino e a paternidade era considerada uma participação especial no poder criador de Deus. De modo que os filhos eram tratados com respeito e a vida era acolhida com alegria e generosidade.
Isso se deve ao fato de que nosso modo de viver até então era marcado pelos ensinamentos da cultura judaico-cristã. Seguia-se o exemplo de figuras como a de Ana (Cfr. 1 Sam. 1), uma mulher estéril que todos os anos ia a um Templo de Israel prestar culto a Deus, e que, certa vez teve a ousadia de pedir-lhe um filho. Depois que Deus escutara suas ferventes orações, ela retornou ao Templo para agradecer o dom recebido e para consagrar a vida daquele novo ser a Deus. Ana era plenamente consciente de que a vida humana procede e retorna a Deus, para quem nada é impossível.
A partir da “revolução” de 1968 uma nova cultura surgiu, na qual a visão bíblica foi abandonada. S. Freud, na sua época, sonhava o dia em que fosse separada a geração dos filhos da estrutura familiar, algo que a partir de 68 vem se tornando frequente.Desde então, procura-se incutir nos jovens a ideia de que os filhos são um obstáculo, algo que tolhe a liberdade, a autonomia e que impede a realização pessoal. Os filhos passam a ser considerados como uma ameaça e a gravidez como uma espécie de doença, que deve ser evitada a todo custo. E às pessoas que não são tão jovens, transmite-se a ideia de que os filhos são um “direito”. Desse modo, os filhos passam a ser considerados ou como uma “ameaça” ou como um “direito”, não mais como um dom. Daí surgem problemas sérios.
Na Inglaterra, por exemplo, esse ano um dos pedidos mais feitos ao “Papai Noel” pelas crianças foi um pai; outro pedido comum foi, simplesmente, ter um irmão. O risco atual é que os adultos passem a considerar os próprios filhos como uma espécie de “mercadoria”, um sonho de consumo, que deve ser realizado num momento perfeitamente determinado. Os filhos são cada vez mais frutos de cálculos e não tanto do amor. E isso deixa feridas graves nas crianças.
Deixar de considerar os filhos como um dom divino e tê-los simplesmente como o resultado de uma técnica é um passo importante para a desconfiguração das famílias e para arruinar a educação. De fato, ocorre com frequência que os pais, paradoxalmente, procuram “superproteger” os filhos, buscando livrá-los de qualquer perigo e, ao mesmo tempo, não querem encontrar o tempo para dedicar-se à difícil tarefa educativa dos mesmos. As crianças são enviadas cada vez mais cedo às escolas e os professores devem se empenhar em transmitir valores que as crianças deveriam ter recebido em casa.
E há ainda outro grave perigo: os adultos procuram ter filhos mais para serem aprovados por eles, do que para transmitir um amor total, gratuito e comprometido. Sejamos sinceros: muitas vezes, em nossas famílias ocorre algo perverso: os pais se comportam como crianças, lamentando-se da infância que tiveram, e os filhos se sentem obrigados a comportarem-se como adultos[2]. Com essa mudança de papéis ninguém assume o a própria responsabilidade familiar, e isso se reflete no rendimento dos jovens nas nossas escolas e Universidades.
Nesse ponto, podemos talvez voltar nosso olhar ao livro que formou a civilização ocidental. O Evangelho conta-nos somente uma cena da adolescência de Jesus e do seu “processo educativo”. Quando ele tinha 12 anos, foi levado ao templo por Maria e José para participar na festa da Páscoa (Cfr. Lc 2). O jovem judeu quando cumpria essa idade iniciava a ser considerado adulto na fé. Quando aquela familia deve retornar a casa, Maria e José se destraem e Jesus, como verdadeiro adulto, permanece no templo discutindo com os doutores da Lei. Quando ele é reencontrado, Maria o repreende, mesmo sabendo que quem estava diante dela não só era um “adulto” na fé, mas o mesmo Filho de Deus: “Meu filho, que nos fizeste? Teu pai e eu te procurávamos cheios de aflição”. E Jesus, depois de manifestar a plena consciência da sua identidade divina (“não sabíeis que devo ocupar-me das coisas do meu Pai?”), volta à casa com Maria e José e “era-lhes submisso em tudo”. Que impressionante! Maria e José não fugiram de sua responsabilidade educativa em relação àquele adolescente que sabiam ser o Filho de Deus; e Jesus, sendo verdadeiro Deus, volta à casa com sua família, obedecendo-lhes em tudo até os 30 anos. Vemos assim que na família de Nazaré ninguém fugia da própria responsabilidade, uma vez que eram unidos por um verdadeiro amor, o qual se demonstra na autoridade, na humildade e no serviço e não no autoritarismo ou na indiferença.
Parece, portanto, que para se recuperar o sentido da verdadeira educação, para se enfrentar à grave crise educativa atual, devemos ajudar as famílias a considerarem a vida como um dom de Deus, a tratarem os seus filhos com verdadeira diligência, não delegando toda a responsabilidade educativa a outras pessoas ou instituições. A tarefa é árdua, mas pode ser realizada, especialmente à luz da fé que por séculos iluminou a nossa sociedade. Devemos voltar a seguir ao modelo da Sagrada Família mais do que aos parâmetros contraditórios de uma “revolução” que só trouxe ao mundo a exaltação do egoísmo, da irresponsabilidade e o consequente aumento do sofrimento dos mais débeis.
Pe. Anderson Alves é da diocese de Petrópolis – Brasil – e doutorando em Filosofia na Pontifícia Università della Santa Croce, em Roma.
[2] Sobre isso cfr.: G. Cucci, La scomparsa degli adulti, «La Civiltà Cattolica», II 220-232, caderno 3885 (5 de maio de 2012).
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

Suíça: cidadãos são livres para portar armas.


Julio Severo
Moças suíças de bike com rifles
A Suíça é um dos países mais armados do mundo. Suas leis são extremamente permissivas com relação ao porte de armas para os cidadãos que obedecem às leis. O resultado? O índice de criminalidade na Suíça é um dos mais baixos no mundo.
Cartaz suíço: Monopólio de armas só para bandidos? NÃO
A tradição suíça prioriza a segurança do povo. Se o bandido sempre dá um jeito de ter uma arma para seus crimes, o povo merece meios para se defender, e o governo garante liberdade para se armar e se defender.

Rebeldes sírios degolaram um cristão e deram seu cadáver como comida para cães à medida que aumentam temores por causa das atrocidades islâmicas


Nick Fagge
Rebeldes sírios degolaram um homem cristão e deram seu cadáver para cães, de acordo com uma freira que diz que o Ocidente está ignorando as atrocidades que os extremistas islâmicos estão cometendo.
A freira disse que Andrei Arbashe, um motorista de táxi de 38 anos de idade, foi raptado depois que ouviram seu irmão se queixando de que os rebeldes estavam se portando como bandidos.
Ela disse que o cadáver dele sem cabeça foi achado ao lado da rua, cercado de cães esfomeados. Ele havia se casado recentemente e estava para ser pai logo.
A Irmã Agnes-Mariam de la Croix disse: “O único crime dele foi que o irmão dele criticou os rebeldes, acusando-os de agir como bandidos, o que de fato eles são”.
Há um número cada vez maior de relatos de atrocidades cometidas por “elementos embusteiros” do Exército Sírio Livre, que se opõe ao ditador Bashar al-Assad. Os rebeldes são reconhecidos pela Inglaterra e pelo Ocidente como liderança legítima.
Rebeldes sírios
A Irmã Agnes-Miriam, madre-superiora do Monastério São Tiago Mutilado, vem condenando a Inglaterra e o Ocidente por apoiarem os rebeldes, apesar de provas cada vez maiores de que eles estão cometendo abusos de direitos humanos, inclusive assassinatos, sequestros, estupros e roubos, crimes cometidos pelos rebeldes que estão se tornando comuns, conforme a freira.
“O mundo livre e democrático está apoiando extremistas”, a Irmã Agnes-Miriam disse em seu santuário no Líbano. “Eles querem impor a lei islâmica e criar um Estado islâmico na Síria”.
A freira carmelita de 60 anos afirma que o Ocidente está fazendo de conta que não está vendo as provas cada vez maiores de uma “quinta coluna” de fanáticos entre as tropas que compõem o Exército Sírio Livre que apoiam a derrubada de Assad.
Um dos grupos rebeldes mais fortes no Exército Sírio Livre é o Jabat Al-Nusra, que tem uma ideologia semelhante a da al-Qaida.
“A rebelião foi sequestrada por mercenários islâmicos que estão mais interessados em lutar uma guerra santa do que em mudar o governo”, disse ela.
“A rebelião se transformou num guerra religiosa, em que os cristãos estão pagando um preço elevado”.
No mês passado, os rebeldes atacaram a cidade nortista de Ras Al-Ayn, na fronteira turca. Os rebeldes entraram na área cristã, ordenando que os civis partissem e deixassem seus lares.
“Mais de 200 famílias foram expulsas no meio da noite”, disse a Irmã Agnes-Miriam. “As pessoas estão com medo. Em todos os lugares esquadrões da morte param civis, os raptam e pedem resgate. Às vezes, eles os matam”.
Recentemente, militantes usando na cabeça lenços negros da al-Qaida cercaram o Monastério de São Tiago Mutilado, localizado entre Damasco e Homs, por dois dias numa tentativa de impedir que os cristãos celebrassem o Natal, afirmou a freira.
Um número estimado de 300.000 cristãos foram desalojados na guerra, com 80.000 expulsos só da região de Homs, afirmou ela.
Muitos fugiram para outros países, aumentando os temores de que a população cristã da Síria poderá desaparecer — como outras populações cristãs no Oriente Médio, região que é o berço do Cristianismo.

A noite da chuva de estrelas está a chegar.

quadrântidas, quadrântides, estrelas
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Na noite de 3 para 4 de janeiro iremos ver um espetáculo fantástico: na Terra vai haver uma prolongada chuva de estrelas cadentes, ou melhor, uma chuva de meteoros, as Quadrântidas, uma das mais poderosas do Universo.

Se olharmos para a parte norte do céu poderemos observar como meteoros brilhantes cruzam o céu várias vezes por minuto, resplandecendo por momentos e logo se apagando. Existe uma crença de que, se pedirmos um desejo nesses instantes, ele se realizará obrigatoriamente.
Observando os meteoros, podemos notar que eles como que têm origem em um único ponto, a partir do qual se espalham em diferentes direções. Esse ponto localiza-se na antiga constelação Quadrans Muralis (Quadrante Mural), nome de um primitivo instrumento astronômico. Esta designação foi dada à chuva de meteoros, embora o nome da constelação já não se use. Agora, esta área do Universo pertence à constelação de Pastor. Os meteoros não são outra coisa que pequenos detritos resultantes da fragmentação do cometa. Eles têm a sua órbita e, uma vez por ano, cruzam a órbita da Terra, conforme explica o astrofísico Vladimir Surdin, do Instituto de Astronomia Stenberg (Universidade Estatal de Moscou Lomonossov).
Ao se aproximarem do Sol, os cometas perdem a camada exterior. O gás da superfície evapora-se, expelindo nuvens de poeira. Estes pequenos detritos, penetrando na atmosfera da Terra a uma velocidade superior a 40 km por segundo, devido à fricção do ar, são queimados nas camadas superiores da atmosfera, dando origem às “explosões de luz” que nós vemos. Nenhum destes detritos chega a atingir a superfície da Terra nem representa qualquer perigo para nós ou para os aviões.
Depois de cada uma destas “chuvas de estrelas”, algumas toneladas de substâncias resultantes da queima de detritos cai na Terra, em forma de pequeníssimas esferas negras, encontradas nos gelos da Antártida. Estas esferas contêm importantes dados sobre a forma como se formaram as regiões afastadas do Sistema Solar, onde os cometas nasceram. Segundo o astrofísico Vladimir Surdin, até as próprias “explosões” dos meteoros representam bastante interesse científico.
Ao arderem na atmosfera, estes detritos revelam a sua composição química. Fotografando o espectro com as linhas de vários elementos químicos, conseguimos saber de que eram feitas os resíduos e, consequentemente, a composição do corpo que lhes deu origem.
Por enquanto, os restos do cometa ainda não arderam na atmosfera, estão cruzando a rota da Estação Espacial Internacional e de inúmeros satélites. Depois da passagem dos meteoros, a parte exterior dos satélites apresenta sinais microscópicos do impacto, resultantes deste “bombardeamento cósmico”. Não obstante, geralmente, o fluxo de meteoros não causa grandes problemas, diz Vladimir Surdin.
Não houve ainda casos em que um satélite tenha sido seriamente afetado por meteoritos. Podem, claro, danificar as escotilhas da EEI, o vidro se torna menos transparente, os painéis solares produzem menos eletricidade. Por isso, os astronautas preferem minimizar o seu impacto, mudando a estação de posição, de forma a que a maioria dos detritos passe ao lado.
A intensidade das Quadrântidas muda conforme os anos, sendo difícil dizer se em 2013 ela será maior ou menor. Acontece que a substância do cometa está distribuída pela sua órbita de forma irregular, refere Igor Volkov, um outro astrofísico do referido instituto.
Geralmente, na zona do núcleo do cometa há uma maior concentração de detritos. Consequentemente, a órbita da Terra é cruzada por uma zona do fluxo ora mais, ora menos “concentrada”. Quando a Terra e o antigo núcleo do cometa se aproximam mais, as chuvas de meteoros são mais fortes.
Isso aconteceu em 1966 com as Leónidas, outra chuva de meteoros. Nessa altura, “caíam” do céu cerca de 30 estrelas por minuto. Este acontecimento ficou na História, sendo muito raro.
Com o tempo, as Quadrântidas e outras chuvas de estrelas, as Leónidas, as Perseidas, as Gemínidas, ao todo são cerca de 20, irão perdendo a intensidade. A Terra vai “absorvendo” a poeira dos cometas que, após cada passagem pela órbita, vai sendo cada vez menos. Este processo levará centenas ou até milhares de anos. Mas isso não significa que os nossos descendentes não poderão observar este fenômeno. É que haverá novos cometas que se aproximarão do Sol, perdendo a sua camada exterior, o que significa que haverá novas chuvas de estrelas.

Fonte: Voz da Russia 


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

TEXTO COMPLETO: Mensagem do Santo Padre Bento XVI pelo Dia Mundial da Paz


VATICANO, 01 Jan. 13 / 11:46 am (ACI/EWTN Noticias).- Em sua Mensagem pelo 46 Dia Mundial da Paz, que se celebra hoje, 1 de janeiro de 2013, oPapa Bento XVI desenhou um programa de 8 pontos para favorecer este dom de Deus para todos os homens em um mundo repleto de desafios.

A seguir ACI Digital reproduz na íntegra a mensagem do Santo Padre:
MENSAGEM DIA MUNDIAL DA PAZ 1º DE JANEIRO DE 2013
BEM-AVENTURADOS OS OBREIROS DA PAZ

1. Cada ano novo traz consigo a expectativa de um mundo melhor. Nesta perspectiva, peço a Deus, Pai da humanidade, que nos conceda a concórdia e a paz a fim de que possam tornar-se realidade, para todos, as aspirações duma vida feliz e próspera.

À distância de 50 anos do início do Concílio Vaticano II, que permitiu dar mais força à missão da Igreja no mundo, anima constatar como os cristãos, Povo de Deus em comunhão com Ele e caminhando entre os homens, se comprometem na história compartilhando alegrias e esperanças, tristezas e angústias, anunciando a salvação de Cristo e promovendo a paz para todos.

Na realidade o nosso tempo, caracterizado pela globalização, com seus aspectos positivos e negativos, e também por sangrentos conflitos ainda em curso e por ameaças de guerra, requer um renovado e concorde empenho na busca do bem comum, do desenvolvimento de todo o homem e do homem todo.

Causam apreensão os focos de tensão e conflito causados por crescentes desigualdades entre ricos e pobres, pelo predomínio duma mentalidade egoísta e individualista que se exprime inclusivamente por um capitalismo financeiro desregrado. Além de variadas formas de terrorismo e criminalidade internacional, põem em perigo a paz aqueles fundamentalismos e fanatismos que distorcem a verdadeira natureza da religião, chamada a favorecer a comunhão e a reconciliação entre os homens.

E no entanto as inúmeras obras de paz, de que é rico o mundo, testemunham a vocação natural da humanidade à paz. Em cada pessoa, o desejo de paz é uma aspiração essencial e coincide, de certo modo, com o anelo por uma vida humana plena, feliz e bem sucedida. Por outras palavras, o desejo de paz corresponde a um princípio moral fundamental, ou seja, ao dever-direito de um desenvolvimento integral, social, comunitário, e isto faz parte dos desígnios que Deus tem para o homem. Na verdade, o homem é feito para a paz, que é dom de Deus.

Tudo isso me sugeriu buscar inspiração, para esta Mensagem, às palavras de Jesus Cristo: «Bem--aventurados os obreiros da paz, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9).

A bem-aventurança evangélica
2. As bem-aventuranças proclamadas por Jesus (cf. Mt 5, 3-12; Lc 6, 20-23) são promessas. Com efeito, na tradição bíblica, a bem-aventurança é um género literário que traz sempre consigo uma boa nova, ou seja um evangelho, que culmina numa promessa. Assim, as bem-aventuranças não são meras recomendações morais, cuja observância prevê no tempo devido – um tempo localizado geralmente na outra vida – uma recompensa, ou seja, uma situação de felicidade futura; mas consistem sobretudo no cumprimento duma promessa feita a quantos se deixam guiar pelas exigências da verdade, da justiça e do amor. Frequentemente, aos olhos do mundo, aqueles que confiam em Deus e nas suas promessas aparecem como ingénuos ou fora da realidade; ao passo que Jesus lhes declara que já nesta vida – e não só na outra – se darão conta de serem filhos de Deus e que, desde o início e para sempre, Deus está totalmente solidário com eles. Compreenderão que não se encontram sozinhos, porque Deus está do lado daqueles que se comprometem com a verdade, a justiça e o amor. Jesus, revelação do amor do Pai, não hesita em oferecer-Se a Si mesmo em sacrifício. Quando se acolhe Jesus Cristo, Homem-Deus, vive-se a jubilosa experiência de um dom imenso: a participação na própria vida de Deus, isto é, a vida da graça, penhor duma vida plenamente feliz. De modo particular, Jesus Cristo dá-nos a paz verdadeira, que nasce do encontro confiante do homem com Deus.

A bem-aventurança de Jesus diz que a paz é, simultaneamente, dom messiânico e obra humana. Na verdade, a paz pressupõe um humanismo aberto à transcendência; é fruto do dom recíproco, de um mútuo enriquecimento, graças ao dom que provém de Deus e nos permite viver com os outros e para os outros. A ética da paz é uma ética de comunhão e partilha. Por isso, é indispensável que as várias culturas de hoje superem antropologias e éticas fundadas sobre motivos teorico-práticos meramente subjectivistas e pragmáticos, em virtude dos quais as relações da convivência se inspiram em critérios de poder ou de lucro, os meios tornam-se fins, e vice-versa, a cultura e a educação concentram-se apenas nos instrumentos, na técnica e na eficiência. Condição preliminar para a paz é o desmantelamento da ditadura do relativismo e da apologia duma moral totalmente autónoma, que impede o reconhecimento de quão imprescindível seja a lei moral natural inscrita por Deus na consciência de cada homem. A paz é construção em termos racionais e morais da convivência, fundando-a sobre um alicerce cuja medida não é criada pelo homem, mas por Deus. Como lembra o Salmo 29, « o Senhor dá força ao seu povo; o Senhor abençoará o seu povo com a paz » (v. 11).

A paz: dom de Deus e obra do homem
3. A paz envolve o ser humano na sua integridade e supõe o empenhamento da pessoa inteira: é paz com Deus, vivendo conforme à sua vontade; é paz interior consigo mesmo, e paz exterior com o próximo e com toda a criação. Como escreveu o Beato João XXIII na Encíclica Pacem in terris – cujo cinquentenário terá lugar dentro de poucos meses –, a paz implica principalmente a construção duma convivência humana baseada na verdade, na liberdade, no amor e na justiça.A negação daquilo que constitui a verdadeira natureza do ser humano, nas suas dimensões essenciais, na sua capacidade intrínseca de conhecer a verdade e o bem e, em última análise, o próprio Deus, põe em perigo a construção da paz. Sem a verdade sobre o homem, inscrita pelo Criador no seu coração, a liberdade e o amor depreciam-se, a justiça perde a base para o seu exercício.

Para nos tornarmos autênticos obreiros da paz, são fundamentais a atenção à dimensão transcendente e o diálogo constante com Deus, Pai misericordioso, pelo qual se implora a redenção que nos foi conquistada pelo seu Filho Unigénito. Assim o homem pode vencer aquele germe de obscurecimento e negação da paz que é o pecado em todas as suas formas: egoísmo e violência, avidez e desejo de poder e domínio, intolerância, ódio e estruturas injustas.

A realização da paz depende sobretudo do reconhecimento de que somos, em Deus, uma única família humana. Esta, como ensina a Encíclica Pacem in terris, está estruturada mediante relações interpessoais e instituições sustentadas e animadas por um «nós» comunitário, que implica uma ordem moral, interna e externa, na qual se reconheçam sinceramente, com verdade e justiça, os próprios direitos e os próprios deveres para com os demais. A paz é uma ordem de tal modo vivificada e integrada pelo amor, que se sentem como próprias as necessidades e exigências alheias, que se fazem os outros comparticipantes dos próprios bens e que se estende sempre mais no mundo a comunhão dos valores espirituais. É uma ordem realizada na liberdade, isto é, segundo o modo que corresponde à dignidade de pessoas que, por sua própria natureza racional, assumem a responsabilidade do próprio agir.

A paz não é um sonho, nem uma utopia; a paz é possível. Os nossos olhos devem ver em profundidade, sob a superfície das aparências e dos fenómenos, para vislumbrar uma realidade positiva que existe nos corações, pois cada homem é criado à imagem de Deus e chamado a crescer contribuindo para a edificação dum mundo novo. Na realidade, através da encarnação do Filho e da redenção por Ele operada, o próprio Deus entrou na história e fez surgir uma nova criação e uma nova aliança entre Deus e o homem (cf. Jr 31, 31-34), oferecendo-nos a possibilidade de ter « um coração novo e um espírito novo » (cf. Ez 36, 26).

Por isso mesmo, a Igreja está convencida de que urge um novo anúncio de Jesus Cristo, primeiro e principal factor do desenvolvimento integral dos povos e também da paz. Na realidade, Jesus é a nossa paz, a nossa justiça, a nossa reconciliação (cf. Ef 2, 14; 2 Cor 5, 18). O obreiro da paz, segundo a bem--aventurança de Jesus, é aquele que procura o bem do outro, o bem pleno da alma e do corpo, no tempo presente e na eternidade.

A partir deste ensinamento, pode-se deduzir que cada pessoa e cada comunidade – religiosa, civil, educativa e cultural – é chamada a trabalhar pela paz. Esta consiste, principalmente, na realização do bem comum das várias sociedades, primárias e intermédias, nacionais, internacionais e a mundial. Por isso mesmo, pode-se supor que os caminhos para a implementação do bem comum sejam também os caminhos que temos de seguir para se obter a paz.

Obreiros da paz são aqueles que amam,defendem e promovem a vida na sua integridade
4. Caminho para a consecução do bem comum e da paz é, antes de mais nada, o respeito pela vida humana, considerada na multiplicidade dos seus aspectos, a começar da concepção, passando pelo seu desenvolvimento até ao fim natural. Assim, os verdadeiros obreiros da paz são aqueles que amam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas dimensões: pessoal, comunitária e transcendente. A vida em plenitude é o ápice da paz. Quem deseja a paz não pode tolerar atentados e crimes contra a vida.

Aqueles que não apreciam suficientemente o valor da vida humana, chegando a defender, por exemplo, a liberalização do aborto, talvez não se dêem conta de que assim estão a propor a prossecução duma paz ilusória. A fuga das responsabilidades, que deprecia a pessoa humana, e mais ainda o assassinato de um ser humano indefeso e inocente nunca poderão gerar felicidade nem a paz. Na verdade, como se pode pensar em realizar a paz, o desenvolvimento integral dos povos ou a própria salvaguarda do ambiente, sem estar tutelado o direito à vida dos mais frágeis, a começar pelos nascituros? Qualquer lesão à vida, de modo especial na sua origem, provoca inevitavelmente danos irreparáveis ao desenvolvimento, à paz, ao ambiente. Tão pouco é justo codificar ardilosamente falsos direitos ou opções que, baseados numa visão redutiva e relativista do ser humano e com o hábil recurso a expressões ambíguas tendentes a favorecer um suposto direito ao aborto e à eutanásia, ameaçam o direito fundamental à vida.

Também a estrutura natural do matrimónio, como união entre um homem e uma mulher, deve ser reconhecida e promovida contra as tentativas de a tornar, juridicamente, equivalente a formas radicalmente diversas de união que, na realidade, a prejudicam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu carácter peculiar e a sua insubstituível função social.

Estes princípios não são verdades de fé, nem uma mera derivação do direito à liberdade religiosa; mas estão inscritos na própria natureza humana – sendo reconhecíveis pela razão – e consequentemente comuns a toda a humanidade. Por conseguinte, a acção da Igreja para os promover não tem carácter confessional, mas dirige-se a todas as pessoas, independentemente da sua filiação religiosa. Tal acção é ainda mais necessária quando estes princípios são negados ou mal entendidos, porque isso constitui uma ofensa contra a verdade da pessoa humana, uma ferida grave infligida à justiça e à paz.

Por isso, uma importante colaboração para a paz é dada também pelos ordenamentos jurídicos e a administração da justiça quando reconhecem o direito ao uso do princípio da objecção de consciência face a leis e medidas governamentais que atentem contra a dignidade humana, como o aborto e a eutanásia.

Entre os direitos humanos basilares mesmo para a vida pacífica dos povos, conta-se o direito dos indivíduos e comunidades à liberdade religiosa. Neste momento histórico, torna-se cada vez mais importante que este direito seja promovido não só negativamente, como liberdade de – por exemplo, de obrigações e coacções quanto à liberdade de escolher a própria religião –, mas também positivamente, nas suas várias articulações, como liberdade para: por exemplo, para testemunhar a própria religião, anunciar e comunicar a sua doutrina; para realizar actividades educativas, de beneficência e de assistência que permitem aplicar os preceitos religiosos; para existir e actuar como organismos sociais, estruturados de acordo com os princípios doutrinais e as finalidades institucionais que lhe são próprias. Infelizmente vão-se multiplicando, mesmo em países de antiga tradição cristã, os episódios de intolerância religiosa, especialmente contra o cristianismo e aqueles que se limitam a usar os sinais identificadores da própria religião.

O obreiro da paz deve ter presente também que as ideologias do liberalismo radical e da tecnocracia insinuam, numa percentagem cada vez maior da opinião pública, a convicção de que o crescimento económico se deve conseguir mesmo à custa da erosão da função social do Estado e das redes de solidariedade da sociedade civil, bem como dos direitos e deveres sociais. Ora, há que considerar que estes direitos e deveres são fundamentais para a plena realização de outros, a começar pelos direitos civis e políticos.

E, entre os direitos e deveres sociais actualmente mais ameaçados, conta-se o direito ao trabalho. Isto é devido ao facto, que se verifica cada vez mais, de o trabalho e o justo reconhecimento do estatuto jurídico dos trabalhadores não serem adequadamente valorizados, porque o crescimento económico dependeria sobretudo da liberdade total dos mercados. Assim o trabalho é considerado uma variável dependente dos mecanismos económicos e financeiros. A propósito disto, volto a afirmar que não só a dignidade do homem mas também razões económicas, sociais e políticas exigem que se continue « a perseguir como prioritário o objectivo do acesso ao trabalho para todos, ou da sua manutenção ».4 Para se realizar este ambicioso objectivo, é condição preliminar uma renovada apreciação do trabalho, fundada em princípios éticos e valores espirituais, que revigore a sua concepção como bem fundamental para a pessoa, a família, a sociedade. A um tal bem corresponde um dever e um direito, que exigem novas e ousadas políticas de trabalho para todos.

Construir o bem da paz através de um novo modelo de desenvolvimento e de economia
5. De vários lados se reconhece que, hoje, é necessário um novo modelo de desenvolvimento e também uma nova visão da economia. Quer um desenvolvimento integral, solidário e sustentável, quer o bem comum exigem uma justa escala de bens-valores, que é possível estruturar tendo Deus como referência suprema. Não basta ter à nossa disposição muitos meios e muitas oportunidades de escolha, mesmo apreciáveis; é que tanto os inúmeros bens em função do desenvolvimento como as oportunidades de escolha devem ser empregues de acordo com a perspectiva duma vida boa, duma conduta recta, que reconheça o primado da dimensão espiritual e o apelo à realização do bem comum. Caso contrário, perdem a sua justa valência, acabando por erguer novos ídolos.

Para sair da crise financeira e económica actual, que provoca um aumento das desigualdades, são necessárias pessoas, grupos, instituições que promovam a vida, favorecendo a criatividade humana para fazer da própria crise uma ocasião de discernimento e de um novo modelo económico. O modelo que prevaleceu nas últimas décadas apostava na busca da maximização do lucro e do consumo, numa óptica individualista e egoísta que pretendia avaliar as pessoas apenas pela sua capacidade de dar resposta às exigências da competitividade. Olhando de outra perspectiva, porém, o sucesso verdadeiro e duradouro pode ser obtido com a dádiva de si mesmo, dos seus dotes intelectuais, da própria capacidade de iniciativa, já que o desenvolvimento económico suportável, isto é, autenticamente humano tem necessidade do princípio da gratuidade como expressão de fraternidade e da lógica do dom. Concretamente na actividade económica, o obreiro da paz aparece como aquele que cria relações de lealdade e reciprocidade com os colaboradores e os colegas, com os clientes e os usuários. Ele exerce a actividade económica para o bem comum, vive o seu compromisso como algo que ultrapassa o interesse próprio, beneficiando as gerações presentes e futuras. Deste modo sente-se a trabalhar não só para si mesmo, mas também para dar aos outros um futuro e um trabalho dignos.

No âmbito econômico, são necessárias – especialmente por parte dos Estados – políticas de desenvolvimento industrial e agrícola que tenham a peito o progresso social e a universalização de um Estado de direito e democrático. Fundamental e imprescindível é também a estruturação ética dos mercados monetário, financeiro e comercial; devem ser estabilizados e melhor coordenados e controlados, de modo que não causem dano aos mais pobres. A solicitude dos diversos obreiros da paz deve ainda concentrar-se – com mais determinação do que tem sido feito até agora – na consideração da crise alimentar, muito mais grave do que a financeira. O tema da segurança das provisões alimentares voltou a ser central na agenda política internacional, por causa de crises relacionadas, para além do mais, com as bruscas oscilações do preço das matérias--primas agrícolas, com comportamentos irresponsáveis por parte de certos agentes económicos e com um controle insuficiente por parte dos Governos e da comunidade internacional. Para enfrentar semelhante crise, os obreiros da paz são chamados a trabalhar juntos em espírito de solidariedade, desde o nível local até ao internacional, com o objectivo de colocar os agricultores, especialmente nas pequenas realidades rurais, em condições de poderem realizar a sua actividade de modo digno e sustentável dos pontos de vista social, ambiental e económico.

Educação para uma cultura da paz:o papel da família e das instituições
6. Desejo veementemente reafirmar que os diversos obreiros da paz são chamados a cultivar a paixão pelo bem comum da família e pela justiça social, bem como o empenho por uma válida educação social.

Ninguém pode ignorar ou subestimar o papel decisivo da família, célula básica da sociedade, dos pontos de vista demográfico, ético, pedagógico, económico e político. Ela possui uma vocação natural para promover a vida: acompanha as pessoas no seu crescimento e estimula-as a enriquecerem-se entre si através do cuidado recíproco. De modo especial, a família cristã guarda em si o primordial projecto da educação das pessoas segundo a medida do amor divino. A família é um dos sujeitos sociais indispensáveis para a realização duma cultura da paz. É preciso tutelar o direito dos pais e o seu papel primário na educação dos filhos, nomeadamente nos âmbitos moral e religioso. Na família, nascem e crescem os obreiros da paz, os futuros promotores duma cultura da vida e do amor.

Nesta tarefa imensa de educar para a paz, estão envolvidas de modo particular as comunidades dos crentes. A Igreja toma parte nesta grande responsabilidade através da nova evangelização, que tem como pontos de apoio a conversão à verdade e ao amor de Cristo e, consequentemente, o renascimento espiritual e moral das pessoas e das sociedades. O encontro com Jesus Cristo plasma os obreiros da paz, comprometendo-os na comunhão e na superação da injustiça.

Uma missão especial em prol da paz é desempenhada pelas instituições culturais, escolásticas e universitárias. Delas se requer uma notável contribuição não só para a formação de novas gerações de líderes, mas também para a renovação das instituições públicas, nacionais e internacionais. Podem também contribuir para uma reflexão científica que radique as actividades económicas e financeiras numa sólida base antropológica e ética. O mundo actual, particularmente o mundo da política, necessita do apoio dum novo pensamento, duma nova síntese cultural, para superar tecnicismos e harmonizar as várias tendências políticas em ordem ao bem comum. Este, visto como conjunto de relações interpessoais e instituições positivas ao serviço do crescimento integral dos indivíduos e dos grupos, está na base de toda a verdadeira educação para a paz.

Uma pedagogia do obreiro da paz
7. Concluindo, há necessidade de propor e promover uma pedagogia da paz. Esta requer uma vida interior rica, referências morais claras e válidas, atitudes e estilos de vida adequados. Com efeito, as obras de paz concorrem para realizar o bem comum e criam o interesse pela paz, educando para ela. Pensamentos, palavras e gestos de paz criam uma mentalidade e uma cultura da paz, uma atmosfera de respeito, honestidade e cordialidade. Por isso, é necessário ensinar os homens a amarem-se e educarem-se para a paz, a viverem mais de benevolência que de mera tolerância. Incentivo fundamental será « dizer não à vingança, reconhecer os próprios erros, aceitar as desculpas sem as buscar e, finalmente, perdoar »,7 de modo que os erros e as ofensas possam ser verdadeiramente reconhecidos a fim de caminhar juntos para a reconciliação. Isto requer a difusão duma pedagogia do perdão. Na realidade, o mal vence-se com o bem, e a justiça deve ser procurada imitando a Deus Pai que ama todos os seus filhos (cf. Mt 5, 21-48). É um trabalho lento, porque supõe uma evolução espiritual, uma educação para os valores mais altos, uma visão nova da história humana. É preciso renunciar à paz falsa, que prometem os ídolos deste mundo, e aos perigos que a acompanham; refiro-me à paz que torna as consciências cada vez mais insensíveis, que leva a fechar-se em si mesmo, a uma existência atrofiada vivida na indiferença. Ao contrário, a pedagogia da paz implica serviço, compaixão, solidariedade, coragem e perseverança.

Jesus encarna o conjunto destas atitudes na sua vida até ao dom total de Si mesmo, até «perder a vida» (cf. Mt 10, 39; Lc 17, 33; Jo 12, 25). E promete aos seus discípulos que chegarão, mais cedo ou mais tarde, a fazer a descoberta extraordinária de que falamos no início: no mundo, está presente Deus, o Deus de Jesus Cristo, plenamente solidário com os homens. Neste contexto, apraz-me lembrar a oração com que se pede a Deus para fazer de nós instrumentos da sua paz, a fim de levar o seu amor onde há ódio, o seu perdão onde há ofensa, a verdadeira fé onde há dúvida. Por nossa vez pedimos a Deus, juntamente com o Beato João XXIII, que ilumine os responsáveis dos povos para que, junto com a solicitude pelo justo bem-estar dos próprios concidadãos, garantam e defendam o dom precioso da paz; inflame a vontade de todos para superarem as barreiras que dividem, reforçarem os vínculos da caridade mútua, compreenderem os outros e perdoarem aos que lhes tiverem feito injúrias, de tal modo que, em virtude da sua acção, todos os povos da terra se tornem irmãos e floresça neles e reine para sempre a tão suspirada paz.

Com esta invocação, faço votos de que todos possam ser autênticos obreiros e construtores da paz, para que a cidade do homem cresça em concórdia fraterna, na prosperidade e na paz.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Não estimule a vaidade da criança



É forte em algumas crianças o desejo de se mostrar, aparecer, e isto às vezes é estimulado pelos pais, mas não é bom. Na criança, é inato o desejo de se destacar e se sentir melhor do que os irmãos e os amigos. É o orgulho e a presunção presentes em cada ser humano desde o pecado original.
Muitos querem ser “o bom” entre os demais. É comum ver os filhos “contarem vantagens” para os amigos, sobre o carro do pai, o passeio “fantástico” das férias, a roupa última da moda que a mãe lhe comprou, etc… Este é um defeito que os pais precisam coibir para que os filhos não cultivem o orgulho.
Ao invés disso, é dever dos pais ensinar-lhes a serem humildes, discretos, não desprezar os outros e não se acharem melhores do que os amigos.
Os adolescentes até criaram uma gíria para falar dos colegas que se comportam assim: “ele se acha!” o bom. Dá para ver que são criticados pelos demais, isto não é bom. Há pais que têm o mau hábito de exibir os filhos, como se fossem as melhores crianças do mundo. É claro que os pais têm satisfação de mostrar os seus filhos, mas isto deve ser feito com discrição. Isto acontece no lar, na rua, na casa dos outros principalmente, e até na igreja durante a celebração da Missa.
Tem mãe que parece levar a criança na Igreja mais para exibi-la do que para ensiná-la a rezar, ou porque não tem com quem a deixar em casa. Ora, deixemos de ser exibicionistas. Aquela criança passeando no meio da Igreja está tirando a atenção de quem está participando da Missa, a maior celebração da nossa fé. Além do mais, atrapalha o celebrante.
É preciso se conscientizar que os nossos filhos não são objetos de decoração, exibição e nem vitrines do nosso eu que deseja às vezes aparecer através deles. Os pais devem cultivar nos filhos as atitudes de sobriedade, discrição, respeito, acolhimento, etc; e não, como tanto se vê, atitudes de exibicionismo. Isto não faz bem à criança.
Prof. Felipe Aquino

Enorme aquário com tubarões quebrou em um centro comercial chinês

tubarão, tubarões
© SXC.hu

Na cidade chinesa de Xangai no primeiro andar de um centro comercial quebrou um enorme aquário de 33 toneladas, onde viviam tubarões, tartarugas e várias espécies de peixes.

Toda a água, lascas de vidro de 25 cm de grossura e os animais desmoronaram sobre visitantes do centro, ferindo 15 pessoas. A maioria dos feridos são funcionários do centro, informa o jornal China Daily.
Todos os animais que viviam no aquário morreram. As razões do incidente ainda estão sendo apuradas.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru

Fim do mundo adiado para 2021

fim do mundo, relâmpago
© Flickr.com/Etaigasylvan/cc-by

Aparentemente, não é ainda em 21 de dezembro de 2012 que a humanidade encarará o fim do mundo.

Muito provavelmente, os antigos maias em seu calendário quiseram marcar o início de uma nova era e não a data do apocalipse.
Mas haverá quem não fique mesmo assim descansado. No século XXI estão agendados pelo menos três tais eventos. O mais próximo deles está previsto para 2021, quando se espera o apocalipse ligado ao fim da inversão dos polos magnéticos (eles devem trocar de lugar).
Em 2036 o asteroide Apophis pode colidir com a Terra. Em 2060 pode chegar o fim do mundo previsto por Isaac Newton em 1704, baseado no livro do Antigo Testamento de Daniel.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru

União Europeia e Estados Unidos podem vir a criar união econômica

UE, EUA, união económica
© Colagem: Voz da Rússia

A União Europeia e os Estados Unidos realizam negociações secretas sobre a criação de uma união econômico-comercial.

Segundo algumas mídias, Washington e Bruxelas estão preparando um tratado sem precedentes para a criação de um mercado transatlântico único. O objetivo da iniciativa é a união do Velho Mundo e do Novo Mundo como forma de contrapeso aos mercados em rápido crescimento dos países do BRICS, especialmente da Índia, China e Rússia.
Poucos sabem que o autor da ideia da integração entre a União Europeia e os EUA foi a Alemanha. Em 2007, Angela Merkel, chanceler alemã, falou pela primeira vez de tal possibilidade. Inicialmente, os EUA não gostaram do plano de Merkel e, depois disso, a crise de 2008 meteu estes planos na gaveta.
Agora, segundo dados não oficiais, as conversações abrangem a área dos investimentos mútuos e elaboração de normas comuns na área fiscal, assistência médica e outras.
Entretanto, alguns analistas dizem que a integração das economias das duas regiões não será fácil. Nomeadamente, é preciso fazer com que a iniciativa dos governos não prejudique as empresas europeias e americanas de altas tecnologias, conforme diz o cientista político Mikhail Neijmanov:
“A criação de tal zona econômica poderá ser benéfica para uma série de empresas e corporações quer de um lado, quer de outro. Mas não nos devemos esquecer que quer uma parte, quer outra, são produtoras precisamente de artigos de alta tecnologia, em cuja esfera concorrem ativamente, por exemplo, na indústria aeronáutica. Abrindo um acesso facilitado aos mercados uma da outra, tal irá representar um golpe para as suas próprias corporações, que concorrem entre si”.
O surgimento de uma zona econômica transatlântica contribuiria para o crescimento quer dos EUA, quer da União Europeia. Os peritos já fizeram as contas:
A abolição das taxas aduaneiras faria aumentar o PIB da União Europeia em 0,5%, o dos EUA em 1,5%. A locomotiva do crescimento seria precisamente o aumento das exportações que, poderiam aumentar de ambos os lados em cerca de 25%.
Desta forma, a União Europeia e os Estados Unidos juntos poderiam contrapor-se às economias do BRICS, em rápido crescimento. Acontece que, nas últimas décadas, os europeus e os americanos têm vindo a perder posições no mundo. No entanto, tal não acontece em todos os mercados, refere Maxim Braterski, professor de Política Mundial na Escola Superior de Economia de Moscou:
“A Europa, pelo menos nos últimos 10-15 anos, tem perdido a sua competitividade em relação às economias da China e, parcialmente, da Índia. Mas essa perda acontece apenas em determinados setores, naqueles em que a força de trabalho pode ser substituída por trabalhadores chineses, vietnamitas. Nas restantes áreas, a Europa continua sendo competitiva porque não existe outra Roma, outra Paris ou outra Londres”.
A maioria dos analistas olha com ceticismo para a possibilidade de surgir uma união econômica UE-EUA, tal hipótese parece algo fantástico. Não obstante, tendo em conta as atuais tendências de integração econômica em várias regiões do mundo, seria imprudente excluí-la totalmente. Assim sendo, é perfeitamente possível que o século XXI seja o século em que a Europa e os Estados Unidos se unam contra o resto do mundo, incluindo a Ásia.
Fonte: http://portuguese.ruvr.ru