segunda-feira, 12 de março de 2012

Jovens podem viver a pureza mesmo em uma sociedade erotizada, afirma sacerdote


GUAIAQUIL, 12 Mar. 12 / 05:59 pm (ACI)


Os jovens podem e querem viver a pureza e a castidade, mesmo em meio a uma sociedade erotizada que os pressiona para que tenham relações antes do matrimônio.


Assim assinalou o sacerdote Pe. Jurgen Daum, quem pediu aos jovens que "mantenham a castidade e não tenham medo nem deixar-se pressionar" pela sociedade atual.


Em uma entrevista no canal de TV equatoriano CN Plus, o sacerdote assinalou que, ao viver a castidade em suas relações de casal "o que (os jovens) ganham muitíssimo mais, é esse amor puro e verdadeiro, formoso que desejam viver".


Para o presbítero, os jovens procuram desesperadamente amar e ser amados. "Isso é o que busca um rapaz ou uma garota, em uma relação de namorados, por natureza, porque os seres humanos estão feitos para amar".


Entretanto, disse, os jovens muitas vezes "confundem amor com sexualidade" e andam "muito desencaminhados pois todos os empurram em uma mesma direção, que é a das relações sexuais pré-matrimoniais", lamentou.


O Pe. Daum explicou que, "quando a mulher se entrega, acredita que está dando o melhor de si mesma ao seu namorado, acredita que com isso está construindo o amor. Mas a mentalidade do homem é distinta, e se a mulher não sabe cuidar do namorado e não sabe dizer não a ele, em vez de fazer o amor, está desfazendo o amor".


O sacerdote sublinhou que uma das principais coisas que os jovens devem entender é "que vale a pena esperar e trabalhar por um amor puro. Primeiro devem entender o valor da pureza".


"Há um amor puro e um que não é puro. Os jovens acreditam que não está mal ter relações ‘porque nós nos amamos’ e isto é uma grande mentira, porque entregar-se faz que esse amor que começa puro se polui, se degrada". 


Para o Pe. Daum, o egoísmo faz impuro o amor, e se manifesta quando o namorado condiciona seu carinho à entrega sexual.


"A prova do amor pelo contrário, é dizer ao outro: ‘eu vou cuidar de você, vou te respeitar, vou sacrificar meus hormônios, minhas paixões, meus desejos sexuais para esperar porque vale a pena’", assegurou.


O presbítero comparou a necessidade de viver a pureza com a importância dos freios em um automóvel para não resultar prejudicado nem ferir os pedestres.


"O ser humano é algo muito mais complexo que um automóvel, mas se não se usa os freios em certas situações vai haver destruição da própria pessoa, outros sairão feridos, e isto vai causar destruição, dano e dor aos demais".


"Alguns dirão que isso de reprimir-se causa neurose porque esse mito foi inculcado na nossa cabeça, mas não é verdade", afirmou.


O Pe. Daum também exortou os jovens que já tiveram suas primeiras relações sexuais a confessar-se e viver a castidade a quão "porque a pureza é dada por Deus".

Cristãos podem ser proibidos de usar cruz ou crucifixo no trabalho na Inglaterra .



Os cristãos ingleses podem perder o direito de mostrar publicamente sua fé


 Cristãos podem ser proibidos de usar cruz ou crucifixo no trabalho na Inglaterra

Em um caso que tem chamado atenção da mídia, duas mulheres britânicas procuraram estabelecer o direito de exibirem sua fé cristã no trabalho. O assunto será decidido pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. É a primeira vez que o Governo da Inglaterra é forçado a esclarecer se apoia ou não o direito dos cristãos usarem seu símbolo de fé no trabalho.

Segundo o jornal The Sunday Telegraph, os ministros que julgarão o caso argumentam que, por não ser um “requisito” da fé cristã, os empregadores podem proibir o uso de cruzes por parte dos trabalhadores e punir os que insistem em fazê-lo.
A posição do governo recebeu acusações revoltadas de figuras proeminentes, incluindo Lord Carey, ex-arcebispo de Canterbury, líder máximo da Igreja da Inglaterra. Ele acusou os ministros e os tribunais de “censurarem” os cristãos e disse que esse era outro exemplo de cristianismo sendo marginalizado no Reino Unido.
A necessidade de o Governo anunciar se os cristãos têm o direito de exibir ou não o símbolo de sua fé surgiu depois da discussão similar sobre o uso de lenços hijab sobre a cabeça das mulheres muçulmanas.
As leis que garantiriam o direito de se usar uma cruz ou crucifixo no trabalho seguem os termos do artigo 9 da Convenção Europeia de Direitos Humanos. Ele afirma: “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de, seja sozinho ou juntamente com outros, seja em público ou privado, manifestar sua religião ou crença, sobre adoração, ensinos, práticas e rituais”.
As mulheres cristãs que deram origem ao processo, Nadia Eweida e Shirley Chaplin, alegam que foram discriminadas quando seus empregadores as proibiram de usar o símbolo no local de trabalho. Elas querem que o Tribunal Europeu decida se os patrões violaram o direito delas manifestarem sua fé religiosa.
O Governo deve dar como resposta oficial que o uso da cruz não é uma “exigência da fé” e, portanto, não é contemplado pelo artigo 9.
Os advogados das mulheres alegam que o Governo está sendo exigente demais e que “manifestar” uma religião inclui fazer coisas que não são uma “exigência da fé”, e elas estão, portanto, protegidas pelas leis de direitos humanos. Afirmam ainda que os cristãos recebem menos proteção do que membros de outras religiões que já garantiram seu direito a usar roupas ou símbolos, como o turbante e a pulseira kara dos sikh, ou o hijab muçulmano.
O caso da senhora Eweida data de 2006, quando ela foi suspensa pela empresa aérea British Airways, onde trabalhava, por se recusar a tirar a cruz que carregava no pescoço. Aos 61 anos de idade, ela argumenta que a empresa permitia aos membros de outras religiões usarem livremente seus símbolos religiosos, sem que isso violasse as regras sobre uniforme.
A senhora Chaplin, 56, foi impedida de trabalhar na enfermaria pela Royal Devon and Exeter NHS após se recusar a esconder a cruz usou durante seus 31 anos de enfermagem.
A resposta do governo, elaborada pelo Ministério das Relações Exteriores, afirma: “O Governo alega que… usar uma cruz ou crucifixo visível não é uma manifestação de sua religião ou crença, na acepção do artigo 9, e… a restrição sobre as rés usarem uma cruz ou crucifixo visível não se trata de uma interferência de seus direitos protegidos pelo artigo 9″.
E acrescenta: “Em nenhum dos casos existe qualquer sugestão de que o uso de uma cruz ou crucifixo visível é uma forma reconhecida de praticar a fé cristã, muito menos pode ser considerado (inclusive pelas próprias) uma exigência da sua fé”.
O Governo inglês atualmente responde a ações movidas por outros dois cristãos que sofreram represálias no trabalho depois que se opuseram publicamente à realização do casamento de homossexuais.
Lillian Ladele, após trabalhar por 17 anos para o Conselho de Islington, norte de Londres, disse que foi forçada a se demitir em 2007, depois de ser disciplinada pelo seu chefe e alegou que fora humilhada por defender suas crenças.
Gary McFarlane, um conselheiro registrado, foi demitido por se recusar a fazer terapia sexual para casais homossexuais.
Grupos cristãos têm dito que a postura do Governo é “inaceitável”.
Lord Carey disse: “A ironia é que quando os governos e tribunais impõe aos cristãos que a cruz é uma questão insignificante, ela se torna um símbolo ainda mais importante de expressão de nossa fé.”
Os juízes em Estrasburgo devem decidir quais dos casos irão progredir até as audiências completas em uma instância superior.
Andrea Williams, diretor do Centro Legal Cristão, protestou: “É inacreditável que um governo conservador permita que… nos últimos meses, os tribunais se recusem a reconhecer o uso de uma cruz, a crença no casamento apenas entre um homem e uma mulher e os domingos como um dia de adoração como expressões centrais da fé cristã. E agora? Será que nossos tribunais vão anular os Dez Mandamentos?”


Traduzido e adaptado de Telegraph via Gospel Prime.



Cientista da NASA é demitido por acreditar no criacionismo.

David Coppedge afirmou publicamente que acredita na Criação e não na Teoria da Evolução



 





 Nesta segunda-feira, o ex-cientista da NASA, David Coppedge, será ouvido pela justiça de Los Angeles para dar continuidade ao processo que ele moveu contra a agência alegando que foi demitido por ter proclamado sua crença no “Design inteligente”, ramo do Criacionismo.
Coppedge era um dos líderes do grupo Cassini Mission que estava explorando Saturno e suas Luas até que durante uma conversa, assumiu que acredita que a o universo e a raça humana são complexos de mais para terem surgidos pelo processo evolucionista.
A teoria “Design inteligente” acredita que a complexidade da Terra e dos humanos só pode ter sido criada por uma inteligência superior, logo, um Deus. Assunto que intriga a maioria dos cientistas que se baseiam nos estudos de Darwin para montar suas teses sobre a evolução humana.
“Há uma guerra contra qualquer pessoa que contradiz Darwin,” diz John West, diretor do Centro de Ciências e Cultura do Discovery Institute que tem apoiado o ex-cientista da NASA nessa batalha judicial. David trabalhou na Agência de Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço por 15 anos.
O advogado de David diz que ele foi marcado pelos chefes depois que eles entenderam que sua fé no “Design Inteligente” era de origem religiosa. Já a NASA diz que o cientista assediava seus colegas de trabalho tentando mudar suas opiniões a respeito da evolução e que a Agência passou a receber diversas queixas em relação a isso.
Com informações The Christian Post


Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br

domingo, 11 de março de 2012

Ataque suicida contra igreja mata ao menos 11 na Nigéria



Ao menos 11 pessoas morreram neste domingo e 22 ficaram feridas em um atentado suicida cometido contra uma igreja católica na cidade de Jos, na região central da Nigéria. Esses dados foram divulgados pela agência oficial de notíciasNAN, que citou fontes ligadas a hospitais e à Cruz Vermelha. Anteriormente, a Agência de Gestão de Emergências Nacionais (Nema) da Nigéria havia confirmado cinco mortos, entre eles, os dois terroristas suicidas, uma criança, uma mulher grávida e um homem.
O atentado, cuja autoria ainda não foi atribuída a nenhum grupo, ocorreu quando os dois suicidas lançaram um veículo carregado de explosivos contra a porta da Igreja de Saint Finbar, no bairro de Rayfield. O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, condenou o atentado e pediu à população que mantenha a calma e não responda com "ataques de represália".
O sacerdote da paróquia, Peter Umorem, indicou que o menino morto era membro dos escoteiros e estava encarregado da porta da igreja no momento do ataque, detalhando que a explosão ocorreu de manhã, pouco depois do início da missa. "Estava no altar quando ouvi uma forte explosão. De repente, as coisas começaram a cair e se formou um pandemônio na igreja", comentou o pároco, citado pela Agência de Notícias da Nigéria(NAN).
A Igreja de Cristo na Nigéria, situada no mesmo bairro, não foi afetada, mas inicialmente pensava-se que também tinha sido alvo do ataque. Nenhum grupo reivindicou o atentado até o momento, mas um dos suspeitos é o grupo radical islâmica Boko Haram, que cometeu inúmeros ataques contra templos cristãos nos últimos meses.

Considerados “satanistas” jovens emos e gays são mortos a pedradas



Considerados “satanistas” jovens emos e gays são mortos a pedradas
Brigadas do ódio já fizeram dezenas de vítimas e prometem mais mortes.
Nas últimas três semanas, 14 jovens foram apedrejados até a morte em Bagdá como parte de uma campanha de militantes xiitas contra adolescentes que se vestem como “emos”.
Os radicais muçulmanos distribuíram listas identificando mais jovens marcados para serem mortos, caso não mudem o estilo de suas roupas.
As mortes começaram depois que o Ministério do Interior do Iraque chamou atenção, mês passado, para a cultura “emo”. Para as autoridades religiosas, esse é um tipo de “satanismo” e ordenaram que a polícia comunitária combata essa nova moda dos jovens.
O folheto distribuído em bairros xiitas traziam 24 nomes de jovens marcados para morrer. “Nós alertamos vocês e todos os homens e mulheres obscenos. Se você não mudar esse comportamento sujo dentro de quatro dias, a punição de Deus descerá até você pelas mãos dos Mujahideen”.
Outro folheto similar listava 20 nomes e alertava: “Nós somos as Brigadas do Ódio. Estamos avisando, se vocês não voltarem à sanidade e ao caminho certo, serão mortos”.
Os 14 corpos foram levados a três hospitais de Bagdá com ferimentos fatais feitos por pedras ou tijolos, segundo fontes que preferiram não se identificar.
“Semana passada, assinei atestados de óbito de três jovens, e a causa das mortes foram graves fraturas no crânio. Uma pancada muito forte na cabeça causou as fraturas, rompendo totalmente o crânio das vítimas”, explicou um médico do hospital al-Kindi.
Outros jovens, incluindo duas mulheres na casa dos 20 anos, foram internados com espancamentos que foram vistos como “sinais de alerta”, segundo as mesmas fontes.
Os “emos” são um movimento que ficou popular nos Estados Unidos. Seus fãs são reconhecidos pelo tipo de roupas que usam, geralmente são calças justas e camisetas com nomes de bandas do chamado emo-core e também pelos cortes de cabelo característicos.
Além dos “emos”, as brigadas do ódio têm assassinado jovens LGBT, chamando-os de “adúlteros, satanistas, vampiros e sexualmente depravados”.
Cartazes contendo ameaças aos homossexuais foram colocados em cafés e nas esquinas das ruas de Bagdá. Os assassinatos de jovens emos e LGBT ocorreram nos distritos de Sadr, Chaala, Albaladiat, Bagdá Al-Jadedah, Karadah e Kadhymia. O número de vítimas pode chegar a uma centena.
Um ativista LGBT iraquiano relatou que além de apedrejamento até a morte, outro método de execução é empurrá-los de cima de edifícios altos.
Há relatos que cinco sobreviventes foram assassinados dentro de hospitais. Acredita-se que alguns funcionários podem estar envolvidos ou terem facilitado os assassinatos.
Segundo organizações LGBT pelo menos 45 vítimas homens gays foram mortos este ano. O canal deTV Al-Sharqiya afirma que há registros de 90 mortes, na maioria jovens e mulheres acusados de “comportamento imoral”. As mortes são atribuídas a grupos como Jaish Al-Mahdi (Exército de Mahdi) e Asa’ib Ahl al-Haq (Liga dos Justos).
O coronel Mushtaq Taleb Muhammadawi, diretor da polícia comunitária do Ministério do Interior iraquiano, declarou ao Iraque Network News que a polícia tem a aprovação oficial para eliminar emos e homossexuais por terem “efeitos danosos sobre a comunidade”.
O site de notícias iraquiano  Alakhbar.org divulgou que há um “estado de pânico viral entre os estudantes e jovens com medo de serem sequestrados, torturados e mortos a sangue frio por causa da forma como se vestem ou penteiam os cabelos”.
Traduzido e adaptado de Wnep e Pink News

sábado, 10 de março de 2012

A questão do Estado laico

 

Hoje o que se diz por aí é que o Estado é laico, e por isso a religião não pode influenciar nas decisões do mesmo. Para tanto, citam como fundamento legal a previsão do art. 19, I, da Constituição Federal de 1988.

Antes de tudo, é importante dizer que a previsão de que o Estado é laico não nasceu na Constituição Federal de 1988. Esta previsão (separação entre Estado e Igreja) já existia desde o Decreto nº 119-A, de 07/01/1890, ou seja, antes mesmo da promulgação da Constituição de 1891.

Esta previsão foi mantida na Constituição da República de 1891, e em todas, repito, TODAS as Constituições do Brasil que lhe sucederam (1934, 1937, 1946, 1967/69 e 1988).
Mas vejamos o que diz o art. 19 da CF/88:

Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;

A primeira coisa que nos chama a atenção é fato de que nenhum dos órgãos públicos estabeleceu cultos religiosos ou igrejas ... até aqui, tudo certo, pois não temos uma religião estatal e muito menos uma definida como oficial.

Segundo, nenhum órgão da administração pública pode subvencionar ou embaraçar o funcionamento de entidades religiosas. Para analisar este trecho, é importante definir que “subvencionar” significa “prestar ajuda, auxiliar, subsidiar”, e “embaraçar” significa “causar embaraço, atrapalhar, criar dificuldade”. Mais um ponto em que o Estado está cumprindo a previsão da CF/88.

Da mesma forma, o Estado não mantem relação de dependência ou aliança com entidades religiosas ou seus representantes, a ponto de se dizer que o país deixou de ser laico.

Mas é nesse momento que alguém vai gritar: OPA!!! E os benefícios fiscais concedidos às igrejas??? Isso não é subsidiar???

Vamos ver o que diz a Constituição Federal nesse sentido:

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
(...)

VI - instituir impostos sobre:

a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;

b) templos de qualquer culto;

c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;

d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.

Neste momento existem 3 reações distintas:

1. Vixe, não é apenas para as igrejas?!?

Pois é, acredito que quem teve esta surpresa nunca teve a curiosidade de procurar.

2. Eu já sabia disso.

Muito bem, Flipper. Você fez o dever de casa.

3. Olha aí, tá vendo o eu disse??? Isso é subsidiar as entidades religiosas!!!

Aqui está o apressadinho que quando lê um texto só destaca o que lhe interessa, sem ver o contexto geral. Vou tentar te ajudar.

A alínea “a” fala que não poderá a União cobrar imposta dos Estados/Distrito Federal/municípios, sendo que o mesmo vale para situações inversas. Convenhamos que é uma coisa lógica.

A alínea “b” fala das instituições religiosas, porque se tratam de instituições sem fins lucrativos (pelo menos é o que se espera ... se você sabe de alguma que não se enquadre nesse caso, e tem provas disso, procure o Ministério Público). Além do mais, levando em conta a possibilidade de embaraçar o funcionamento das entidades religiosas (ou alguma em específico) por meio de abuso fiscal, entendeu que se devia assegurar a imunidade fiscal.

É o mesmo entendimento a ser aplicado à alínea “c”. Vejam que aos partidos políticos e sindicatos se dá a mesma imunidade fiscal. Trata-se de benefício constitucional ao funcionamento de tais entidades, visando a garantia do Estado democrático de direito para evitar perseguição política ou religiosa.

A alínea “d” é fruto de fatos decorrentes da ditadura militar, que tentava controlar toda a informação.

Portanto, o fato de ter sido concedido imunidade fiscal às entidades religiosas não tira do Estado o seu caráter de laicidade, assim como não o torna adepto de qualquer partido político.

Bom, acredito que está mais do que claro que o Estado é laico em seu funcionamento, pois não é conduzido por nenhuma instituição religiosa, não criou nenhuma instituição religiosa e muito menos adotou qualquer religião como a oficial. Esta é a previsão da Constituição Federal que vem sendo seguida a risca.
No entanto, os que gritam o Estado é laico tem como alvo duas situações: influência das igrejas em diversos assuntos (por exemplo: aborto, casamentos homossexuais, etc.) e símbolos religiosos em órgãos públicos. Vamos analisar estes argumentos.

A influência das igrejas no Estado

Antes de tudo temos que lembrar que a religião é um fator importante na sociedade, a tanto que a imensa maioria dos brasileiros tem alguma crença religiosa. Não é à toa que na Constituição Federal se tenham artigos com proteção a direitos dos que professam alguma fé.

Portanto, ainda que o Estado não assuma qualquer cara religiosa, não pode fechar os seus olhos para este aspecto da sociedade brasileira. Não pode fazer de conta que não existe.

Uma das características de um Estado democrático de direito é a liberdade de expressão, e no Brasil pós-ditadura isso se concretizou. Vejam que hoje temos diversos movimentos defensores de direitos, como é o caso dos sem-terra, negros, homossexuais, mulheres, etc. Todos, repito, TODOS são importantes para o debate democrático e devem ser ouvidos, pois fazem parte da sociedade.

Mas quando alguma instituição religiosa levanta sua voz para defender qualquer crença sua ...aí não pode, pois o Estado é laico. É como se a religião não existisse na sociedade. Que porcaria de Estado democrático de direito é esse??? Quer dizer que os jogadores de futebol podem fazer seu movimento e defender seus interesses, mas o setor religioso da sociedade não pode???

Que me desculpem os que insistem nessa ideia (que as igrejas devem ficar caladinhas no canto da sala e olhando para a parede), mas esta premissa é digna de regime ditatorial. É tentar fazer algo que os comunistas fizeram no leste europeu ao tentar limitar a expressão religiosa.

Não estou dizendo que as posições defendidas pelas entidades religiosas devam prevalecer, mas estou defendendo o seu direito de expressão. Como já disse em texto anterior, acho que até Voltaire defenderia este direito, afinal dele veio a célebre frase “não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o direito que tens de dizê-las”.

Ainda, o fato de uma entidade religiosa defender qualquer posicionamento e o Estado tomar uma decisão que seja semelhante, não significa que deixou de ser laico!!!! Significa que ouviu um setor da sociedade, ponderou sobre o que ouviu, e tomou uma decisão.

Vamos a um exemplo prático: se por acaso você anda muito bravo, mas bravo mesmo, a ponto de esganar alguém, chega um amigo seu budista e começa a falar que você deve deixar sua raiva de lado e para tanto traz diversos argumentos próprios do budismo ... você ouve, pensa melhor, e aceita o conselho dele ... quer dizer que virou budista??? Não, né!!!

Está na hora de aprenderem que o Estado laico se caracteriza pela sua ausência de religião oficial ou criada por ele. Também que a religião faz parte do homem, é peça importante da sociedade e o setor religioso pode ser ouvido sem problemas.

Por favor, deixem de frescura e preconceito.

Símbolos religiosos em órgãos públicos

Este assunto está cada vez mais em pauta ... vamos ver o que se pode falar a respeito.

Estamos falando de uma nação que em sua IMENSA maioria se diz católica. Só para se ter uma idéia, no censo demográfico de 2000 elaborado pelo IBGE consta que a proporção da população brasileira que se diz da religião católica é de 73,8%, evangélica de 15,41%, sem religião de 7,4%, demais religiões de 3,4%, etc. (vejam quadro ao lado).

Isso pode ser fruto de uma relação histórica ou opção consciente, mas este posicionamento explica o porque se encontra tantos símbolos religiosos em órgãos públicos. É uma situação normal decorrente de um fato social, e não uma opção/posicionamento do Estado (que é laico).

Conforme já exposto em uma decisão judicial, "em um país que teve formação histórico-cultural cristã é natural a presença de símbolos religiosos em espaços públicos, sem qualquer ofensa à liberdade de crença, garantia constitucional, eis que para os agnósticos ou que professam crença diferenciada, aquele símbolo nada representa assemelhando-se a um quadro ou escultura, adereços decorativos". (leia AQUI)

Ok, acho que se explica o porquê de se ter símbolos religiosos em órgãos públicos ... mas isso representa uma ofensa ao "Estado laico"? Acredito que não.

Primeiro, que um símbolo religioso não vai fazer com que o Estado deixe de ser laico (conforme a previsão do art. 19 da CF/88). Esta característica está muito além de um objeto (seja ele qual for) exposto.
Segundo, que este símbolo não vai causar nenhum constragimento ao servidor público, a ponto de pautar seus atos.
Terceiro, não representa que o Estado esteja fazendo propaganda ou favorecendo esta ou aquela religião.

Como muitos sabem sou advogado e já vi ações judicias contra entidades religiosas, e posso dizer que não vi até hoje nenhum favorecimento a esta ou aquela entidade só porque na sala de audiência tem um crucifixo.

Será que alguém acredita que o Cristo representado naquele crucifixo vai descer da cruz e dizer para o servidor público o que ele deve fazer??? Por favor, né!!!

Bom, se o símbolo religioso não tira a laicididade do Estado, qual o problema dele estar ali??? Ah, já sei, os que não professam aquela fé se sentem ofendidos ... mas interessante que os feriados religiosos previstos na lei eles gostam, né???

Hoje querem tirar os símbolos religiosos (como se eles fossem perigosos ao bom funcionamento do Estado), e logo vão tentar impedir que os servidores públicos usem alguma objeto que expresse qualquer religião. Sim caro leitor, este é o próximo passo. Fatos históricos mostram isso ... basta ver que na Europa já aprecem diversas proibições de expressões (veja AQUIAQUI eAQUI).

BRANDALISE, André Luiz de Oliveira, A questão do Estado Laico, publicado em 09/03/12 no blog “André Brandalise” - http://alobrandalise.blogspot.com/2012/03/questao-do-estado-laico.html

Boninho afirma que “Deus não existe” dentro do BBB



Oração no quarto praia: Boninho ameaçou os 'brothers' dizendo que Deus não existe no BBB
Oração no quarto praia: Boninho ameaçou os 'brothers' dizendo que Deus não existe no BBB
O grande barato do Big Brother é a tensão a que ficam submetidos os participantes. Se alguém está tranquilo, confiante, esperançoso, quem fica mal é o mandachuva, Boninho, que quer ver o circo pegar fogo. Justamente por isso, nada irrita mais ao diretor do que cenas de união entre os brothers.
Na quinta-feira, pouco antes da prova do líder, o desespero de Boninho atingiu níveis alarmantes. Os cinco confinados do quarto praia cometeram o que parece ser um pecado mortal no BBB: oraram. Boninho não deixou barato. Mandou cortar o som do pay-per-view e deu um aviso ao grupo.
“Não adianta rezar, porque no Big Brother Deus não existe”, avisou, com seu tom nada amistoso.
Por muito menos, o diretor já queimou a língua. Quando ignorou as suspeitas de abuso sexual na casa, foi punido pelo público de seu programa. Pelo Twitter, o público provocou a reação que obrigou o BBB a expulsar Daniel. A repercussão também fez o caso parar na polícia, onde ainda corre o inquérito sobre a suspeita de estupro. Naquela ocasião, Boninho teve que engolir que, dentro da casa do BBB, as leis brasileiras também existem.

Ateus fazem campanha pedindo que católicos abandonem a igreja


Ateus fazem campanha pedindo que católicos abandonem a igreja
Anúncio em jornal critica postura dos bispos americanos
Um grupo ateísta está pedindo que católicos liberais e nominais abandonem a Igreja Católica por causa do debate sobre o controle de natalidade.
Em um anúncio de página inteira, publicado no prestigiado jornal The New York Times, a Freedom From Religion Foundation exortou os fiéis a abandonarem a Igreja Católica Romana após ela anunciar sua posição desfavorável no debate que tomou conta dos Estados Unidos no último mês.
A Freedom From Religion Foundation (FFRF) atualmente é a maior associação de livres-pensadores, ateus e agnósticos dos EUA. O grupo defende, em nome de todos os americanos, a exigência constitucional de manter-se a igreja e o Estado separados.
O anúncio é uma resposta aos esforços de católicos e outros religiosos conservadores em combater a proposta de Barack Obama. Como parte da reforma de planos de saúde promovida pelo seu governo, ele tentou obrigar os planos de saúde contratados por empresas a obrigação de fornecer, gratuitamente, alguns meios de contracepção.
Entre eles, anticoncepcionais, além da chamada pílula do dia seguinte e as operações de esterilização. Imediatamente, seus opositores disseram que isso era um apoio velado ao aborto.
Mas os religiosos estão divididos. A iniciativa recebera o apoio de organizações como a Católicos pela Escolha e a Conferência Central dos Rabinos Americanos. Por outro lado, a maior rede de televisão católica dos EUA, a EWTN Global Catholic, entrou com um processo na Corte Federal, para anular a nova regra.
Como se poderia esperar, o anúncio gerou a ira de muitos católicos. O presidente da Liga Católica, Bill Donohue, afirmou que o anúncio reflete um “Crescente aumento do discurso de ódio contra os católicos”.
Veja um trecho do anúncio  da FFRF, tratada como “Carta aberta aos católicos liberais e nominais”:
Será que vamos ter liberdade de reprodução, ou vamos volta à idade das trevas? O que você escolhe: as mulheres e seus direitos, ou os bispos e seus erros? De que lado você está? 
Pense sobre toda a miséria extrema, pobreza, sofrimento desnecessário, gravidez indesejada, a superpopulação, os males sociais e mortes que podem ser debitados na conta da perniciosa doutrina de sua igreja que continua dizendo que o controle de natalidade é um pecado e deve ser considerado ilegal. 
É uma vergonha que a reforma na saúde dos EUA tornou-se refém de uma oposição irracional de sua igreja à contracepção sob prescrição médica. Nenhum político deve ter de se ajoelhar perante a Conferência dos Bispos Católicos dos EUA. O presidente Obama voltou atrás, mas a Igreja nunca recua. Pelo contrário, está lançando uma impiedosa Inquisição política em seu nome. 
Você é melhor que a sua igreja, então por que ficar? Por que colocar-se com uma instituição que discrimina metade da humanidade? 
Há um lugar mais acolhedor.  Junte-se àqueles que colocam a humanidade acima dogma. 
Como um membro do ‘rebanho’ de um clube declaradamente antidemocrático em ultrapassado, não está na hora de votar com os seus pés? 
Por favor, abandonem em massa
Com informações Examiner e Estadão via Gospel Prime