sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

"BBB" no limite da lei



Em um ambiente cada vez mais permissivo, o reality show que já teve ares de programa antropológico do comportamento humano vira agora caso de polícia

Antonio Carlos Prado e Wilson Aquino
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SEM REGRAS
Daniel, acusado de suposta violação sexual de Monique sob o
edredom após balada: polêmica e subida de 16 pontos no Ibope
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Talvez o edredom do “Big Brother Brasil” tenha encoberto um estupro, talvez tenha servido apenas para esquentar o Ibope do programa em sua 12º edição. Pode até ser que tenha funcionado para as duas coisas juntas. É fato, no entanto, que dessa vez é o próprio “BBB” da Rede Globo que está no paredão que ele mesmo criou – o da crescente falta de limites para conquistar, atiçar e satisfazer o voyeurismo de espectador de reality show. Nas cenas transmitidas abertamente pela emissora, relações sexuais já foram muitas vezes insinuadas nas versões anteriores do “BBB”, tanto por baixo quanto por cima de cobertores; e naquelas cenas que só podem ser acompanhadas no pay-per-view, que é pago – como o atual suposto estupro –, já se assistiu ao longo dos anos a embalos com bravas bebedeiras e a imagens de participantes trocando carícias mais que íntimas. Até aí tudo se dava no campo da plena liberalidade sexual. A possibilidade de ocorrência de um crime hediondo no “BBB”, porém, muda as coisas de figura e pode colocar em risco a sua própria existência, segundo nota oficial do Ministério das Comunicações. Também a Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público Federal e Estadual querem saber o que realmente ocorreu. Ou seja: o “BBB” que em seu início era uma caricatura de um programa antropológico, no qual se observava o comportamento e a tolerância entre si de pessoas que não se conheciam, transformou-se em caso de polícia – chegou ao limite da lei. E só podia dar nisso: como na sociedade como um todo, também as regras estabelecidas para estruturar o pequeno ambiente do reality, se não forem claras e não funcionarem como freios para o comportamento humano, podem gerar um ambiente altamente permissivo. No “BBB”, tendo ou não havido o crime de estupro de vulnerável, é certo que o ambiente degringolou para aquilo que o sociólogo francês Émile Durkheim designou de “anomia social”.
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INVESTIGAÇÃO
O delegado Nunes colheu depoimentos das estrelas do
programa: Monique disse que “as carícias foram consentidas”
A cena em questão, que na semana passada alimentou comentários e debates na internet, reações nos meios artísticos e intelectuais, bate-papo em bares e piada nas borracharias, é aquela em que o modelo paulista Daniel Echaniz, 31 anos, supostamente viola o corpo da estudante gaúcha Monique Amin, 23 anos, sob um edredom. A imagem do pay-per-view, na madrugada do domingo 15, a mostra inerte como alguém que perdera a capacidade de se autodeterminar devido ao estado de embriaguez. Talvez, nesse momento, ela tenha sido estuprada por Daniel e, se isso ocorreu, configura-se o crime de “estupro de vulnerável”: a moça não tinha condições de reagir porque se embebedara horas antes na primeira festa dessa edição do programa. Sendo esse o quadro real, o reality perde o show: processo e eventual punição da Justiça independem da vontade da vítima. Diante da grande repercussão, a produção do “BBB” foi então atrás do prejuízo ético com olhos no lucro financeiro que o programa dá: R$ 82 milhões no ano passado. É claro que ela deveria ter interrompido a cena no momento em que começou a acontecer e separado imediatamente o casal, mas ficou paralisada, talvez com uma sigla de cinco letras na cabeça: Ibope. Na verdade, toda a confusão fez o programa passar de 20 para 36 pontos. A primeira tentativa para apagar o incêndio do edredom foi perguntar a Monique o que rolara. Ela teria respondido que “todas as carícias foram consensuais”, embora, pouco depois e com apagões de memória bem típicos de quem ingere grande quantidade de bebida alcoólica, comentasse com as colegas: “Eu sei que não fiz, mas começo a pirar. Será que eu fiz? Será que não? Estou muito mal com isso.” O delegado Antonio Ricardo Nunes determinou investigação imediata, e também a ele Monique negou ter sido estuprada. Outra negativa, a de autoria, o policial ouviu de Daniel. 

A presteza do delegado é elogiável, estranhando-se somente que ele tenha feito prevalecer as regras do programa, segundo as quais ninguém sai da casa, sobre o que manda a lei do País: o policial é que foi à emissora ao invés de Monique e Daniel irem à delegacia como aconteceria com qualquer mortal. Ao mesmo tempo que a polícia começou a agir, a ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para Mulheres, encaminhou ofício ao Ministério Público do Rio de Janeiro pedindo providências, o Ministério Público Federal de São Paulo instaurou inquérito e o Ministério das Comunicações, a quem cabe o controle do conteúdo exibido na televisão, informou que investigará se as imagens são “contrárias à moral familiar e aos bons costumes. Após essa mobilização, o diretor do “BBB”, José Bonifácio Brasil de Oliveira, o Boninho, eliminou o modelo do programa, transferindo-o para um hotel pago pela emissora e no qual até a quinta-feira 19 ele vivia numa espécie de confinamento – a rede de televisão informou que tomou tal atitude porque o modelo agiu de “forma inadequada” e para que responda “formalmente às acusações”. O Ministério Público Federal requereu a apreensão de seu passaporte. “O Daniel quer provar para todos que ele não fez nada. Sua prioridade é voltar ao programa, não mais pelo prêmio, mas pelo sentimento de injustiça”, diz o advogado Wilson Matias. Em outro canal está a professora Claudia Amin, mãe de Monique: “É claro que houve abuso, ela estava apagada.” O “Big Brother” é produzido em 42 países e exibido em 80, e não há lugar onde seus participantes não tenham criado constrangimentos. Em todos eles, incluindo o do Brasil, há um traço comum: nunca são divulgadas publicamente quais são as regras de comportamento dentro da casa e quais os critérios de avaliação psicológica da personalidade dos candidatos. Se tais regras e avaliações viessem à luz, ficaria mais fácil saber se a adrenalina para supostos crimes sob o edredom deve ficar somente por conta dos brothers e sisters ou também por conta do ambiente facilitador do programa.
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Ateu é condenado a 5 anos de prisão por escrever no Facebook: “Deus não existe” O que começou como uma discussão online tornou-se um caso de agressão física


Ateu é condenado a 5 anos de prisão por escrever no Facebook: “Deus não existe”
Um ateu foi acusado de blasfêmia e preso depois de ser denunciado pelo Conselho de Ulemás da Indonésia. O arquipélago da Indonésia, com 210 milhões de habitantes é o maior país muçulmano do mundo. Estima-se que 90% de sua população segue o Islã. Os ulemás são um tipo de líder religioso muçulmano.
O Comissário Chairul Aziz, chefe de polícia de Dharmasraya, cidade da ilha de Sumatra disse em entrevista ao jornal Jakarta Globe que os representantes do Conselho de Ulemás e de outras organizações islâmicas acreditam que Alexander, 31, afrontou o Islã usando passagens do Alcorão para negar a existência de Deus.
Alexander, um funcionário público, pode ser condenado a passar cinco anos na prisão por escrever “Deus não existe” na página do Facebook do grupo que ele modera, “Ateis Minang” (“Os ateus de Minang”). Essa página tem 1.361 seguidores.
De acordo com seu perfil pessoal no Facebook, ele foi criado muçulmano, mas em 2008 decidiu não mais seguir a religião de seus pais. Suas postagens aparentemente foram removidas após sua detenção.
Seu breve comentário acabou gerando um debate sobre religião com outros usuários da rede social. Logo em seguida ele também teria escrito: “Se Deus existe, por que acontecem coisas ruins?” e também “Se Deus é misericordioso, deveriam acontecer apenas coisas boas”.
O que começou como uma argumentação on-line, acabou levando dezenas de pessoas irritadas com Alexander a invadir o escritório onde ele trabalhava. Entre elas estavam alguns de seus colegas de trabalho. Além de passarem a discutir verbalmente dentro escritório, alguns passaram a agredi-lo violentamente. A polícia então foi acionada e agora Alexander está em regime de prisão preventiva.
O comissário Chairul explica que o problema maior foi Alexander ter usado o Alcorão para justificar seu ponto de vista ateu. ”Ao fazer isso, ele violou as leis antiblasfêmia do país, ofendendo o Islã.”
“O homem disse aos investigadores da polícia que, se Deus realmente existe e tem poder absoluto, por que ele não impedir que coisas ruins acontecendo neste mundo.”
O Código Penal da Indonésia prevê uma pena de até cinco anos para o crime de blasfêmia, definido como “expressar publicamente sentimentos ou fazer algo que divulgue abusos, ódio ou ofensas a certas religiões na Indonésia, de forma que possa fazer alguém desacreditar a religião”.
A Comissão Nacional de Direitos Humanos da Indonésia, presidida por Ifdhal Kasim pediu que a polícia mantenha-se neutra e não sinta-se forçada a agir pela pressão da maioria.
“Eles deveriam proteger a liberdade de expressão, em vez de ouvir os apelos da maioria”, disse ao jornal. ”A polícia deve permanecer neutra, em vez de cumprir a lei subjetivamente”.
Ele também atacou o  Conselho de Ulemás, dizendo que é uma organização religiosa e não uma instituição estatal. ”Se todo mundo obedece o que o Conselho diz, seguir a lei será impossível”.
Um membro de uma importante organização ateísta da capital Jacarta, disse que o caso é uma clara violação dos direitos humanos. Ele não quis ser identificado, pois teme por sua segurança. “Se o Conselho de Ulemás pensa que há um amigo imaginário lá em cima, isso não significa que as outras pessoas também devem acreditar “, disse ele. ”Por que não podemos criticar a religião? Isso é contra a liberdade de expressão e os direitos humanos.”
Traduzido e adaptado The Blaze e The Jakarta Globe

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Tesoureira da Igreja Universal é condenada nos Estados Unidos A brasileira recebeu a punição de liberdade condicional e terá que reportar todos os seus passos à Justiça americana



Tesoureira da Igreja Universal é condenada nos Estados Unidos
Na quarta-feira, 18, a Justiça de Nova York julgou o processo movido contra Regina da Silva, tesoureira da Igreja Universal do Reino de Deus nos Estados Unidos, pelo crime de apresentação de documentos falsos para obtenção de empréstimos hipotecários. A brasileira foi condenada e ficará em liberdade condicional.
De acordo com o jornal O Globo, Regina Silva foi acusada pela Promotoria do Estado de Nova York por fraudar documentos para obter empréstimos hipotecários, junto ao Signature Bank, de valor total superior a US$ 22 milhões, entre 2006 e 2008. Fora isso ela também foi acusada de apropriação indébita, falso testemunho e montagem de esquema fraudulento.
Em novembro do ano passado a tesoureira da IURD reconheceu a autoria do crime de apresentação de documentos falsos e por isso sua pena foi de liberdade condicional no período de três anos. A defesa da brasileira fez um acordo com a Promotoria de Nova York para que ela reconhecesse ao menos um dos crimes, mas não há informações se isso foi confirmado.
Regina teve seu passaporte apreendido em julho de 2010 e foi impedida de deixar o país enquanto o processo não era julgado. Agora ela poderá viajar ao Brasil quando desejar mas terá que reportar todos os seus passos à justiça americana.
O jornal O Globo noticiou que em 2010 o advogado de Regina, Andrew Lankler, disse aos jornais da região que quem se beneficiou com os empréstimos milionários não foi sua cliente, mas a Igreja Universal. Ao que parece os fiéis das filiais da IURD no Brooklyn e no Queens teriam endossado os pedidos de empréstimos, beneficiando depois a denominação.
Com informações O Globo

Bruxa exige que livro de feitiços seja distribuído em escolas públicas Seguidora da Wicca, pagã questiona distribuição de Bíblias aos alunos


Ginger Strivelli e sua filha Sybilsue.
Uma autointitulada “pagã” e seguidora da Wicca, um tipo de bruxaria, está questionando se não tem o mesmo direito que osGideões em distribuir seu “livro sagrado”. Seu pedido tem feito a Secretaria de Educação da Carolina do Sul reavaliar suas políticas sobre liberdade de culto.
Ginger Strivelli, que pratica bruxaria afirmou ter ficado chocada quando sua filha de 12 anos voltou para casa trazendo uma Bíblia que ganhou na escola de ensino médio North Windy Ridge. Os Gideões Internacionais haviam entregado várias caixas de livros sagrados na secretaria da escola. Todos os estudantes interessados podiam levar um exemplar para casa.
De acordo com Strivelli, ela questionou que as escolas não deveriam distribuir materiais de uma religião e não de outras. Ele teria respondido que a escola disponibilizaria da mesma forma textos religiosos doados por qualquer grupo. Porém, quando Strivelli apareceu na escola levando livros de feitiços da Wicca, disse que foi mandada embora. Por isso decidiu protestar.
A história ganhou espaço na mídia e os funcionários da administração do Condado onde fica a escola emitiu uma nota oficial. “No momento estamos revisando políticas sobre essa prática com os advogados do conselho escolar. Durante este período, nenhuma escola no sistema estará aceitando doações de materiais que defendam uma determinada religião ou crença”. O conselho escolar deve anunciar sua decisão sobre a questão dia 2 de fevereiro.
“Você deve abrir as escolas públicas para todo tipo de material religioso, ou você pode proibir todo tipo de material religioso”, explica Michael Broyde, professor e pesquisador no Centro para o Estudo do Direito e Religião da Emory University. ”Você não pode dizer: ‘Vamos distribuir material religioso, mas apenas de uma fé em particular”.
Embora possa parecer um problema apenas nos Estados Unidos, o fato é que esse tipo de discussão ocorre em todo o mundo e já causou grandes problemas como na Alemanha e Irlanda, enfatiza Broyde.
Tradicionalmente, os ensinamentos predominantes nas escolas seguem a tradição judaico-cristã dos países ocidentais, com seus feriados religiosos e celebrações como Páscoa e Natal que afetam cristãos e não cristãos.
Bobby Honeycutt defende “Nosso país foi fundado sobre os princípios judaico-cristãos, não nos princípios da Wicca. Além disso, nossas crianças têm acesso a mais material não-cristão nas bibliotecas e on-line do que a coisas cristãs”, disse ele.
Enquanto a maioria dos pais cristãos que tem filhos na escola North Windy Ridge acreditam que os eventos recentes são uma ameaça à tradição, outros defendem a separação entre Igreja e Estado em escolas públicas.
“Muitos cristãos têm dito que concordam comigo”, disse Strivelli. ”Porque, entendem que não gostariam de ver na porta da escola as Testemunhas de Jeová distribuindo suas revistas ou católicos entrando ali distribuindo Rosários. Do mesmo modo eu não gostei de saber que distribuíram Bíblias”
Traduzido e adaptado de Fox News

O Papa: A unidade de cristãos é obtida com oração e conversão interior


 

(ACI/EWTN Noticias)

Em sua catequese da manhã de ontem o Papa Bento XVI explicou que a oração e a conversão são o caminho para obter a unidade dos cristãos, no marco da celebração até o 25 de janeiro da Semana de Oração por esta intenção.

Diante de milhares de fiéis presentes no Sala Paulo VI no Vaticano, o Santo Padre recordou que esta celebração é uma iniciativa que se realiza há mais de um século, e na qual participam cristãos de todo o mundo para invocar "o dom extraordinário pelo qual o próprio Senhor Jesus rezou durante o Última Ceia: 'Para que todos sejam um".

A Semana de Oração foi introduzida em 1908 pelo Padre Paul Wattson, fundador de uma comunidade religiosa anglicana que entrou depois na Igreja Católica. O Papa afirmou que, nesta Semana, "o impulso dado pelo Concílio Vaticano II à busca da plena comunhão entre todos os discípulos de Cristo encontra uma de suas expressões mais eficazes".

"Este encontro espiritual, que une cristãos de todas as tradições, aumenta nossa consciência sobre o fato que a unidade que buscamos não poderá acontecer somente por meio de nossos esforços, mas será sim um dom recebido do Alto, algo a se invocar sempre.".

Este ano, os textos para a Semana de Oração foram propostos por um grupo de representantes da Igreja Católica e do Conselho Ecumênico Polonês. Este último sugeriu o tema: "Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo".

A história da Polônia está marcada por invasões e derrotas, pela luta constante contra a opressão e a favor da liberdade; isso induziu ao grupo ecumênico polonês a refletir sobre o verdadeiro significado das palavras "vitória" e "derrota".

“A respeito da “vitória, que em alguns termos significa triunfar, Cristo nos sugere uma estrada bem diferente, que não passa pelo poder e pela força. Ele, de fato, afirma: “Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e servo de todos” (Mc 9,35). Cristo fala de uma vitória por meio do amor sofredor, por meio do serviço recíproco, da ajuda, da nova esperança e da concreta doação aos últimos, aos esquecidos, aos excluídos”, afirmou.

“Para todos os cristãos, a mais alta expressão de tal humilde serviço é Jesus Cristo próprio, a doação total que fez de Si mesmo, a vitória do Seu amor sobre a morte, na cruz, que esplende na luz da manhã de Páscoa", disse também o Papa Bento.

O Santo Padre assinalou que "nós podemos fazer parte desta “vitória” nos transformado e nos deixando transformar por Deus, somente se operamos uma conversão de nossa vida e a transformação de si só se realiza por meio da conversão".

Do mesmo modo, "a unidade pela qual rezamos requer uma conversão interior, comum e pessoal. Não se trata simplesmente de cordialidade ou cooperação, é necessário, sobretudo, reforçar a nossa fé em Deus".

É necessário, explicou o Papa, "entrar na nova vida em Cristo, que é a nossa verdadeira e definitiva vitória; é necessário abrir-se uns aos outros, acolhendo todos os elementos de unidade que Deus conservou por nós e sempre de novo nos doa; é necessário sentir a urgência de testemunhar, ao homem do nosso tempo, o Deus vivente, que se fez conhecer em Cristo".

A tarefa ecumênica, tal como sublinham o Concílio Vaticano II e o beato João Paulo II, "é uma responsabilidade de toda Igreja e de todos os batizados, que devem fazer crescer a comunhão parcial já existente entre os cristãos até a plena comunhão na verdade e na caridade.".

Por essa razão, indicou Bento XVI, rezar pela unidade "deve se tornar parte integrante de nossas orações, da vida de oração de todos os cristãos, em todos os lugares e em todos os tempos, sobretudo, quando pessoas de diversas tradições se encontram e louvam juntas pela vitória, em Cristo, sobre tudo aquilo que é pecado, mal, injustiça e violação à dignidade do homem".

O Papa destacou também que "a falta de unidade entre os cristãos impede o anúncio mais eficaz do Evangelho, porque coloca em perigo a nossa credibilidade”. 
“Como podemos dar um testemunho convincente se estamos divididos?", questionou.

"Certamente, naquilo que resguarda as verdades fundamentais da fé, nos unimos muito mais que nos dividimos. Mas as divisões restantes, e que resguardam também várias questões particulares e éticas, suscitam confusões e diferenças, enfraquecendo nossa capacidade de transmitira a Palavra salvadora de Cristo.".

“O caminho da Igreja, como aquele dos povos, está nas mãos de Cristo ressuscitado, vitorioso sobre a morte e sobre a injustiça que Ele carregou e sofreu em nome de todos. Ele nos faz participantes de sua vitória. Somente Ele é capaz de nos transformar de fracos e indecisos para fortes e corajosos ao operar o bem. Somente Ele pode nos salvar das conseqüências negativas das nossas decisões”, concluiu o Papa.

Pró-vidas ajudam a fechar clínica de aborto que funcionou durante quase 40 anos


   

 (ACI/EWTN Noticias)

Um grupo de ativistas pró-vida contribuíram ao fechamento definitivo de uma clínica de abortos em Rockford, estado de Illinois (Estados Unidos), que funcionou durante quase 40 anos sem cumprir  as normas dos códigos de saúde do estado.

Em declarações ao grupo ACI, o diretor executivo do grupo Pro Life Action League da cidade de Chicago, assinalou que o fechamento "é uma incrível vitória" para o ativismo pró-vida.

"Estamos emocionados" por esta decisão, disse Thomas Brejcha, presidente e chefe de conselheiros da Thomas Morre Society. "As condições dentro da clínica era abomináveis. Era um claro perigo para a saúde pública", acrescentou.

Brejcha contou também que o dono do Rockford’s Northern Illinois Women’s Center tinha colocado pôsteres e objetivos ofensivos "incluindo uma boneca de uma freira que tinha um piercing com forma de crucifixo e que tinha uma mensagem macabra", além de um Cristo com um gesto obsceno.

Em sua opinião, estas coisas "eram símbolos anti-católicos e anti-cristãos horríveis, muito ofensivos para acreditar que eram reais".

A clínica de abortos foi fechada temporalmente em setembro do ano passado por não satisfazer os mínimos requerimentos em suas três salas de operações. Logo depois de uma audiência no dia 5 de janeiro diante do departamento de saúde pública reabriu suas portas após pagar uma multa de 9.750 dólares.

Brejcha comentou ademais que "este é não é um caso isolado" e colocou como exemplo uma clínica de abortos na Filadélfia "com péssimas condições" que também foi fechada logo depois de uma investigação por homicídio".

Depois de assinalar que o ativismo pró-vida nos exteriores da clínica foi muito importante para obter o fechamento da clínica em Rockford, Brejcha alertou que "os padrões legais foram estabelecidos por baixo até mesmo do que se solicita às clínicas veterinárias. Isto é inaudito e tem que acabar". 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Líder de grupo muçulmano defende extermínio de todos os cristãos da Nigéria Ameaça em vídeo foi postada no Youtube e transmitida pela TV


O líder da seita islâmica Boko Haram disse que as recentes matanças de cristãos nigerianos foram ataques de vingança justificáveis e que o presidente Jonathan Goodluck não tinha poder para evitar a insurgência do grupo.
O vídeo de 15 minutos do líder Abubakar Shekau foi postado no YouTube e reproduzido em parte por vários canais de TV. Seu estilo é similar às mensagens enviadas por grupos muçulmanos como a Al Qaeda, um sinal da influência crescente que outros movimentos jihadistas tem sobre a seita.
“Boko Haram” na língua Hausa significa “a educação ocidental é pecado”, tem cometido assassinatos quase diários de cristãos na região nordeste do país, de maioria muçulmana.
“Os cristãos, todo mundo sabe o que eles fizeram contra nós, muçulmanos… fomos atacados e decidimos nos defender. Porque estamos no caminho certo, Deus nos fez mais fortes”, diz o Imã Abubakar Shekau, que no vídeo aparece sentado segurando dois rifles Kalashnikov e vestindo um casaco camuflado à prova de bala. “Jonathan, (você) sabe muito bem que isso está além de seus poderes”, acrescentou, referindo-se ao presidente.
Shekau é o atual líder da Boko Haram e deseja que a lei muçulmana (sharia) seja amplamente aplicada na Nigéria, o país mais populoso do continente africano. Ele assumiu o poder depois que o fundador da seita, Mohammed Yusuf, foi morto pela polícia em 2009 durante uma revolta na qual morreram 700 pessoas.
“Todo mundo sabe como nosso líder foi assassinado e todo mundo sabe a maneira que os muçulmanos foram mortos”, diz Shekau com ar sereno. “Essa catástrofe é causada pela incredulidade, a agitação é a incredulidade, a injustiça é a incredulidade, a democracia é a incredulidade e a constituição é a incredulidade.”
Os ataques da Boko Haram começaram em pequena escala na cidade de Maiduguri, no nordeste do país. Mas aos poucos foram crescendo e ultimamente têm se tornado cada vez mais sofisticados e ambiciosos.
Em agosto do ano passado, a seita realizou um atentado suicida contra a sede das Nações Unidas na capital Abuja, matando 24 pessoas. No dia de Natal, idealizando explosões coordenadas contra igrejas cristãs, que mataram pelo menos 37 pessoas. Eles dizem que seu objetivo é exterminar todos os cristãos do país.
Os ataques mais recentes têm como alvo apenas os cristãos, mas dezenas de muçulmanos já foram mortos pela seita no passado.
“Qualquer pessoa que nos ataca, iremos atacar de volta, mesmo que seja muçulmano. Vamos matar todos que trabalham contra o Islã, mesmo que digam ser muçulmanos”, disse Shekau no pronunciamento oficial.
Assista:
Traduzido e adaptado de Reuters

Aborto de meninas aumenta de maneira alarmante


     Noticias)

A revista da Associação Médica do Canadá advertiu em seu último número que nos últimos anos esse país se converteu em "um paraíso para os pais que desejam abortar" as meninas pela predileção de alguns grupos sociais e culturais por ter apenas filhos homens como é o caso dos chineses e os hindus.

Em seu editorial, a revista assinalou que os abortos seletivos, oficialmente proibidos, impulsionaram a preferência pelo filho varão nas sociedades patriarcais de alguns países do continente asiático.

Segundo os dados do artigo, difundido pela agência EFE, a taxa natural de nascimentos entre homens e mulheres é de 1,05, o quer dizer que por cada 100 meninas nascem 105 meninos.

Do mesmo modo, a taxa de nascimentos de homens no primeiro bebê nascido de casais de imigrantes asiáticos que residem no Canadá é só ligeiramente superior a essa cifra: 1,08.

Entretanto, a publicação adverte que a cifra é alarmante quando os primeiros filhos de uma família asiática são meninas.

Neste caso, a taxa do terceiro nascimento em imigrantes da China, Coréia e Vietnam que já têm duas filhas é de 1,39. Entre os imigrantes hindus a cifra sobe a 1,90, quer dizer, quase dois meninos por cada menina nascida.

Nos Estados Unidos também advertiram para esta tendência: "O problema na América do Norte está causado por imigrantes asiáticos, principalmente da Índia e China, onde o aborto de fetos femininos é elevado", informou a publicação.

Nesse sentido, considerou que os médicos não deveriam revelar o sexo do bebê até as 30 semanas de gravidez, como parte de um mecanismo de controle que evite o aborto das meninas. 



Fonte: ACIDIGITAL

Há 150 anos, Igreja reconhecia aparições da Virgem em Lourdes.


Terra
No dia 18 de janeiro de 1862, a Igreja Católica admitiu como verdadeiras as 18 aparições da Virgem de Lourdes, relatadas pela camponesa Bernadette Soubirous, abrindo caminho a manifestações de fé acompanhadas, agora anualmente, por cerca de 6 milhões de peregrinos.
“Julgamos que a Maria Imaculada, Mãe de Deus, apareceu, realmente, a Bernadette Soubirous, no dia 11 de fevereiro de 1858 e nos dias seguintes” na gruta de Massabielle, e que “esta aparição se reveste de todos os elementos da verdade”, proclamou, no dia 18 de janeiro de 1862 o bispo de Tarbes, Monsenhor Bertrand-Sévère Laurence.
Esta oficialização, que será celebrada na quarta-feira, com missa solene nos Santuários, “desencadeou dois processos: a participação do clero nas procissões que vinham acontecendo na gruta, e a construção da primeira basílica”, da Imaculada Conceição, lembrou à AFP o bispo de Tarbes e Lourdes, Monsenhor Jacques Perrier.
Isso respondia aos dois pedidos feitos pela Virgem a Bernadette: “Diga aos sacerdotes que venham aqui em procissão e que se construa, no lugar, uma capela”.
A pequena comunidade de Loubajac (400 habitantes), situada perto de Lourdes, foi local da primeira peregrinação, conduzida por um padre. Hoje, além das visitações individuais e de pequenos grupos, cerca de 500 romarias oficiais convergem anualmente em direção à cidade mariana.
Em 2008, 9 milhões de pessoas se reuniram no espaço de 52 hectares dos Santuários.
À primeira capela, construída em 1871, se somaram outras 30, entre elas a da basílica São Pio X (1958) que pode receber mais de 20.000 fiéis.
Mais de 10.000 metros cúbicos da água da fonte, considerada “milagrosa” são consumidos anualmente (nas fontes, torneiras, piscinas), assim como 700 toneladas de círios que aí são queimados.
As aparições, precisou Monsenhor Perrier, são “altamente críveis e recomendadas pela Igreja”.
O reconhecimento demorou mais de três anos. As declarações de Monsenhor Laurence foram estudadas por uma comissão de investigação criada para verificar seu impacto espiritual, a saúde mental de Bernadette e a solidez das curas observadas em Lourdes.
Desde 1884, mais de 7.000 casos de curas inexplicadas foram constatados em Lourdes, mas menos de 1% delas foram beneficiadas com um reconhecimento oficial: apenas 67 milagres foram autenticados.
Ao contrário de outros locais de aparição mariana reconhecidos (Fátima em Portugal, Guadalupe, no México…), os peregrinos de Lourdes foram “internacionais” desde o começo, destacou Monsenhor Perrier.
Hoje, cerca de 70 nacionalidades são representadas nas peregrinações organizadas.
Outra característica, destacou o bispo, Lourdes possui uma ligação muito forte com os doentes e as curas, e o Papa João Paulo decretou o 11 de fevereiro, como festa de Nossa Senhora de Lourdes, “e dia mundial dos doentes”.
Enfim, assinalou, Lourdes é o único lugar de aparição da Virgem onde foi constatada uma ligação entre Suas palavras ditas particularmente a uma pessoa – Bernadette -, e um dogma público: Ela teria declarado, com efeito, em dialeto gascão “Que soy era immaculada councepciou” (”Sou a Imaculada Conceição”), referindo-se ao dogma promulgado quatro anos antes, em 1854, pelo Papa Pio IX.