quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Vaticano investe um milhão de euros em apoio a pesquisas em células tronco ADULTAS



Vatican Insider

“Put your money where your mouth is”, recita um ditado norte-americano. Poderia ser traduzido mais ou menos como “faça o que as suas palavras dizem”. E parece que o Vaticano, em uma questão de fronteira e controversa como a pesquisa com células-tronco adultas, decidiu seguir precisamente essa linha.

O Vaticano organizou,colaborção com a empresa farmacêutica NeoStem, um congresso internacional de três dias sobre os aspectos médicos, filosóficos e culturais da “medicina regenerativa”, baseada em células-tronco derivadas dos tecidos de pessoas adultas.

Mediante a fundação Stoq International, com sede nos EUA, o Conselho Pontifício para a Cultura decidiu financiar com um milhão de euros as atividades da NeoStem e da fundação Stem for Life, organização sem fins lucrativos criada pela empresa para sensibilizar a opinião pública sobre as células-tronco adultas.

Por enquanto, explicou o Pe. Tomasz Trafny, diretor do escritório Ciência e Fé do dicastério vaticano e da Stoq, o dinheiro, pelo menos por enquanto, não vai apoiar a verdadeira atividade de pesquisa com células-tronco, mas sim atividades de caráter cultural, como o congresso que inicia nesta semana em Roma.
“Mas no futuro – acrescentou – não excluímos apoiar nenhuma atividade de pesquisa particular”, sempre tendo em mente que o Vaticano não tem laboratórios e que “a nossa tarefa é formar os sacerdotes e os católicos” sobre temas tão delicados e complexos.
O envolvimento econômico do Vaticano nasce, explicou o Pe. Trafny, do pedido explícito de alguns dos doadores da fundação, que queriam que o seu dinheiro fosse destinado a esse objetivo.

O que o Vaticano está fazendo não é um investimento, e a fundação Stoq Internacional não comprou ações da NeoStem (ela está listada na bolsa de Nova York). Ao contrário, o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, remeteu o financiamento vaticano à “gloriosa tradição” do “mecenatismo”.

O Vaticano, de fato, acredita muito nas potencialidades – não só médicas – das células-tronco adultas. É a oportunidade – para uma Igreja muitas vezes acusada de obscurantismo e de ser “inimiga” da ciência – para se colocar na primeira fila de um setor de vanguarda, mostrando com os fatos como o progresso científico não está em conflito com o respeito daqueles que, para a fé católica, são as insuperáveis “estacas” éticas da atividade humana.
Para fazer isso, o Conselho Pontifício para a Cultura também pôr de lado as dúvidas de quem se perguntava se era o caso de colocar o Vaticano ao lado de uma empresa com fins lucrativos como a NeoStem e se não seria melhor escolher como parceira, por exemplo , uma universidade. “Uma pesquisa deste tipo – explicou o cardeal Ravasi – precisa de fundos ingentes que não podem vir apenas de entidades de caráter social e cultural”.
Ou melhor, ele sugeriu, a partir desse acordo, também pode surgir um incentivo para aItália – país em que, como se sabe, o setor privado investe muito pouco em pesquisa.
Para o Vaticano, não foi fácil encontrar o parceiro certo para um projeto de longo prazo, que fosse além do financiamento ocasional de um evento. Sobretudo porque, ressaltou oPe. Trafny, “o nosso objetivo não é correr atrás da ciência, mas sim analisar o que a ciência poderá fazer amanhã”.
O fato de a Igreja ter entrado em campo tão resolutamente em favor das células-tronco adultas levantou muitas reações no mundo científico. O debate sobre o potencial das células-tronco embrionárias em comparação às adultas está aceso, e há quem olhe com desconfiança para o compromisso vaticano.
Por exemplo, no seu blog, Paul Knoepfler, da Universidade da Califórnia em Davis, se pergunta por que o Vaticano optou por se focar na NeoStem – uma empresa cujo desempenho na bolsa nos últimos tempos foi tudo menos róseo, em parcial tendência contrário em comparação com outras empresas do setor.
“A minha principal preocupação – escreveu – sobre essa conferência e sobre o envolvimento do Vaticano na pesquisa com células-tronco é que isso será usado como plataforma para atacar as células-tronco embrionárias e para ‘lançar’ a pesquisa com as adultas”.
Mas, provavelmente, um dos objetivos do Vaticano é justamente esse, embora o  Conselho Pontifício para a Cultura, explicou o Pe. Trafny, não queira participar de uma guerra cultural, mas sim evitar que ela exploda.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

De pornógrafo da Playboy para pastor evangélico: o testemunho difícil de Donny Pauling


2 de novembro de 2011 (Notícias Pró-Família) — No mesmo dia em que o pornógrafo Donny Pauling recebeu uma chamada telefônica da revista Playboy e lhe ofereceram 4 mil dólares por dia para produzir um novo reality show lésbico, ele inesperadamente se encontrava num momento de crise.
Donny Pauling
Pauling já havia lucrado milhões com a pornografia durante os oito anos passados, desde o tempo em que ele começou a fazer tomadas de cenas pornográficas sem o conhecimento de sua esposa. Mas 4 mil dólares por dia era algo que ele nunca tinha visto antes, e havia algo acerca da proposta que fez Pauling sentir que se ele a aceitasse, ele estaria fazendo seu compromisso final com a indústria da pornografia, e não haveria volta.
Quando ele estava saindo da reunião na Playboy e voltando para casa dirigindo seu carro, de repente ele parou o carro à beira da estrada, e começou a orar. “Eu estava como que falando com Deus: não importa o que eu faça, abençoa-me”, Pauling disse para LifeSiteNews.com numa entrevista por telefone. “E basicamente eu estava dizendo: ‘Obrigado pelo novo contrato pornográfico’”.
Mas, diz ele, “por maior loucura que isso pareça”, depois dessa oração ele imediatamente sentiu como se tivesse sido “atingido por um raio de eletricidade”. O sentimento foi tão forte, e tão inconfundível, que Pauling diz que ele sabia sem uma sombra de dúvida que era Deus.
Pauling já vinha orando ocasionalmente, depois de encontrar membros da Igreja XXX radicalmente diferentes, uma igreja que tem como missão alcançar os pornógrafos, estrelas pornôs e prostitutas com a mensagem do Evangelho. Mas vários dias depois da experiência no carro, ele diz que finalmente decidiu dar sua vida a Jesus, e deixar a indústria pornográfica. Isso foi em setembro de 2006.
Em 28 de setembro de 2006, Pauling escreveu em seu blog pessoal: “Estou assustado. Estou realmente assustado. Apavorado. Petrificado. Todas essas coisas”. Mas, acrescentou ele, “Sinto uma imensa sensação de alívio e felicidade pela primeira vez num LONGO, LONGO tempo”.

A criação de um produtor de pornografia

Embora Pauling claramente se lembre de seu primeiro encontro com a pornografia — aconteceu na escola, no terceiro ano do ensino fundamental, quando ele achou por acaso uma revista pornográfica — mas ele não atribui a origem de seus problemas subsequentes com a pornografia a essa experiência.
Foi somente depois que ele se casou que o vício surgiu ameaçadoramente. Isso ocorreu nos primeiros dias da internet — e fácil acesso à pornografia. Pauling se achou gastando mais e mais tempo online vendo pornografia, ou quando ele estava no trabalho, ou tarde da noite, quando sua esposa estava dormindo.
Ele ficou tão consumido com o que via que decidiu que queria ele mesmo produzir pornografia. Pauling trabalhava por conta própria em seu próprio escritório particular, de modo que foi fácil para ele começar a recrutar moças e tirar fotos sem o conhecimento de sua esposa.
Foi somente depois que Pauling traiu sua esposa pela segunda vez, três anos após começar a produzir e vender pornografia, que ele finalmente confessou tudo para ela. De onde estava, numa convenção de pornografia, ele ligou para ela e lhe disse acerca de sua vida secreta.
“Ela ficou fora de si”, diz ele, e foi nesse ponto que seu casamento acabou.
Mas agora que a pornografia não mais era seu segredo sujo, Pauling estava livre para se dedicar de tempo integral à produção de obscenidades. Depois que seu casamento se desintegrou, ele se mudou para seu escritório, rapidamente encontrou para si outra namorada e, no próprio primeiro mês de sua produção de tempo integral na pornografia, ele fez 50.350 dólares.
Ele estava viciado.

Como escapar da indústria pornográfica

No final de tudo, Pauling trabalhou como produtor pornográfico durante oito anos. Nesse tempo, ele diz que fez milhões de dólares, viveu um estilo de vida de farras ininterruptas, recrutou centenas de moças na indústria pornográfica e estava uma miséria completa.
Em primeiro lugar, ele não poderia ignorar o fato de que o trabalho de sua vida estava literalmente destruindo vidas, principalmente a vida das modelos que ele recrutava e iniciava no brutal mundo da pornografia. Quando lhe perguntam se ele acha a pornografia fascinante, Pauling responde: “Não há nada de fascinante em ver uma garota encolhida num canto chupando o polegar pelo fato de que a mente dela foi violentamente golpeada com o que ela vem fazendo”.
Mas não foi de ajuda, comenta ele, o fato de que ele era motivado em grande parte por um ódio ardente aos cristãos e ao Cristianismo.
O ex-pornógrafo atribui a origem desse ódio à austera criação que ele recebeu como filho de um pastor pentecostal. Durante essa criação, ele foi ensinado uma definição “legalista” de Deus (“Deus era apenas um conjunto de regras e regulamentos”, diz ele) e testemunhou a hipocrisia desprezível de muitos líderes cristãos que seu pai conheceu.
Depois que ele começou a fazer pornografia, ele tinha prazer em encontrar por acaso seus velhos amigos cristãos, que costumavam perguntar o que ele estava fazendo. “Eu adorava lançar pornografia na cara deles”, diz ele.
Mas as coisas começaram a mudar depois que ele conheceu membros da Igreja XXX, que todo ano costumava armar um estande na convenção de pornografia de Las Vegas, e entregar exemplares da Bíblia adornados com as palavras “Jesus ama as estrelas pornôs”.
“Em vez de ficarem do lado de fora protestando e segurando cartazes dizendo às pessoas que Deus estava enviando-as ao inferno onde queimariam em tormento”, os membros da Igreja XXX “estavam dentro armando estandes, fazendo maquilagem nas moças”, disse Pauling. “E em vez de julgá-las, eles diziam a elas que elas eram belas e que Deus as amava, e que não havia nada que elas pudessem fazer que poderia mudar isso, e que Ele queria mais para elas”.
Ele acabou compreendendo, diz Pauling, que se tivesse de ser cristão, “esse é o tipo de cristão que eu quereria ser, e o tipo de Jesus que eu quereria servir”.
A transformação não aconteceu da noite para o dia — aliás, levou vários anos —, mas ele diz que foi graças à abordagem “baseada em amor” da Igreja XXX que ele foi levado ao ponto em que pôde fazer aquela confusa oração em seu carro, e escutar a resposta.
Depois da experiência mística no carro, “Desisti, e simplesmente me afastei”, diz ele. “Eu sabia que não seria fácil, pois eu tinha muitas contas. Por isso, perdi tudo o que eu possuía. Havia uma execução da hipoteca sobre minha propriedade”. A namorada dele de cinco anos o abandonou em troca de um gerente da Playboy.
“Mas eu nunca senti mais paz, muito embora tivesse sido um tempo tumultuoso”.

Como superar o vício da pornografia

Depois de deixar a indústria pornô, Pauling se matriculou num seminário para se tornar pastor (em grande parte, diz ele, para “reprogramar” seu cérebro — por enquanto, ele realmente não tem nenhum plano de dirigir uma congregação), e lançou uma empresa de marketing por internet. Ele também tem viajado pelo mundo falando para milhões de pessoas sobre a realidade da indústria pornográfica, e sobre como superar o vício.
Ele diz que está convencido de que a mesma abordagem “baseada no amor” que o tirou da indústria pornô é a mesma abordagem necessária para aqueles que são viciados à pornografia, e querem sair.
“Muitas pessoas não pedem ajuda porque estão paradas se sentindo culpadas sobre suas ações, dizendo, ‘aí vou eu, fiz tudo de novo’”, diz ele. “Penso que precisamos compreender que, embora o pecado realmente nos separe de Deus, Ele ainda os ama. Não importa o que eles estão fazendo. O amor dEle não muda. Não é condicional”.
Falando em termos práticos, Pauling exorta aqueles que são viciados à pornografia a serem completamente sinceros com alguém em quem eles possam confiar, e então estabelecer um sistema de prestação de contas — alguém com quem possam conversar regularmente sobre suas lutas com o vício.
A manha, diz ele, é simplesmente nunca desistir. “Já vi pessoas chegando até mim e dizerem que me ouviram falar dois anos atrás, e não olharam pornografia desde então”, diz ele, “mas isso não é realista para todos”.
“Não importa quantas vezes você tenha caído, Ele ainda está ali para apanhar você e colocar você de pé de novo”.
Pauling compara a experiência de vencer o vício à experiência de uma criança que está aprendendo a andar. Só porque a criança cai frequentemente, diz ele, não significa que o pai lhe diga que andar não é para ela.
“Deus que nos ama muito não está procurando uma razão para nos enviar ao Inferno. Ele está procurando todas as razões para nos levar até Ele”, conclui ele. “Por isso, apenas fique de pé de novo. Pare de deixar seu sentimento de culpa abater você”.

Nigéria rejeita ameaças da Inglaterra e apoia o verdadeiro casamento


Adam Cassandra

LAGOS, Nigéria, 7 de novembro de 2011 (HLIWorldWatch.org/Notícias Pró-Família) — Ativistas pró-vida e pró-família na Nigéria estão se mobilizando para dar apoio a um projeto de lei que está no momento sendo considerado no Senado da Nigéria que proibiria o “casamento” de mesmo sexo no país mais populoso da África em meio a ameaças do Reino Unido de cortar assistência se os países não protegerem os “direitos” homossexuais.
“A [organização pró-vida] Vida Humana Internacional da Nigéria está juntando forças com outras organizações pró-vida e nigerianos bem-intencionados para uma mobilização para defender esse projeto de lei”, disse Chizoba Nnagboh, diretor na Nigéria da Vida Humana Internacional (VHI). “Organizações antivida, se disfarçando de organizações de direitos humanos, não estão dando folga, mas estão também seriamente fazendo mobilizações para deter o projeto de lei”.
Um dos principais patrocinadores do projeto, o senador Domingo Obende, recentemente reconheceu que as pressões de um debate mundial sobre o casamento de mesmo sexo estão levando alguns países a legitimar a prática homossexual, enquanto outros estão à beira de fazer isso. Ele frisou que a Nigéria precisa agir muito rápido para que essa tendência não ache um meio de entrar no país. O sr. Nnagboh relatou que o senador Nnagboh exortou o Senado a proibir o casamento de mesmo sexo, que “levará ao colapso da sociedade”.
Uma versão do projeto de lei apareceu diante do Poder Legislativo em 2006, mas nunca foi para votação. O projeto foi reintroduzido em 2008, e passou por duas revisões, mas também nunca foi colocado para votação.
Organizações como Human Rights Watch, Anistia Internacional e a Comissão Internacional de Direitos Humanos Gays e Lésbicos estão pressionando o presidente da Nigéria Goodluck Jonathan a vetar o projeto se o Congresso o aprovar. David Cameron, primeiro-ministro da Inglaterra, recentemente ameaçou cortar assistência de países africanos como a Nigéria que buscam proteger a santidade do casamento no nome dos “direitos humanos”.
O primeiro-ministro Cameron disse que aqueles que estão recebendo assistência do Reino Unido têm a obrigação de “respeitar direitos humanos específicos”. Eliminar as leis que cometem “discriminação” contra a homossexualidade foi uma das recomendações de um relatório interno da Reunião dos Chefes de Governo da Comunidade Britânica de Nações realizada em Perth, Austrália.
Na semana passada, a VHI da Nigéria enviou uma carta de apoio ao projeto de lei que criminaliza o “casamento” de mesmo sexo no Senado da Nigéria antes de uma audiência pública sobre o projeto em 31 de outubro de 2011.
“A VHI da Nigéria deseja declarar que embora respeite todas as pessoas como elas são, não tem de respeitar tal ataque em massa contra tudo o que é sagrado para nós e contra o bem de nossa sociedade”, a carta declarou.
“O ‘casamento’ de mesmo sexo é uma ofensa aos nossos sentimentos religiosos e culturais” e “é um insulto para a instituição do casamento e família”, a carta, assinada pelo sr. Nnagboh, também disse.
David Mark, presidente do Senado da Nigéria, expressou apoio ao projeto de lei na audiência pública.
“Minha fé como cristão abomina isso. É incompreensível considerar o casamento de mesmo sexo. Não consigo entendê-lo. Não dá para se ter parte nisso”, disse o senador, alertando contra o que ele chamou de “importação de uma cultura estrangeira”.
Há uma “forte determinação entre os nigerianos de continuar a preservar a cultura da vida apesar das influências externas que estão trabalhando para miná-la”, disse o sr. Nnagboh. “Os nigerianos têm uma paixão muito especial por preservar a santidade do casamento e a família tradicional, e esse projeto de lei veio para garantir que o casamento de mesmo sexo, que não só é tabu na cultura nigeriana, mas também ofensivo para os sentimentos religiosos dos nigerianos, não crie nenhuma raiz na Nigéria”.
Este artigo foi publicado com a permissão de HLIWorldWatch.org.

Jornada para a masculinidade: ex-transexual conta seu testemunho


CARLSBAD, Califórnia, EUA, 3 de novembro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Walt Heyer era um menininho crescendo na Califórnia em meados da década 1940, interessado em cowboys, carros e violões quando certo dia, a avó dele teve a imaginação estranha de que ele queria ser uma menina. Ela ingenuamente lhe fez um vestido roxo de baile, com fita de enfeite, que ele costumava usar quando a visitava.
De acordo com Walt, usar aquele vestido roxo com fita de enfeite desencadeou algo que o colocou numa longa trajetória de 35 anos que o levou a um vale escuro de “tormento, desilusão, mágoas e tristezas”. Sua confusão com sua identidade sexual o levou ao alcoolismo, vício de drogas e tentativa de suicídio.
No fim, Walt recorreria à “cirurgia de mudança de sexo” com vaginoplastia para fazê-lo se parecer como uma mulher, algo que ele veio a lamentar profundamente e que ele agora aconselha indivíduos com confusão sexual a evitar. “Ele (Deus) havia me criado como homem, do jeito que eu era, e nenhuma faca iria jamais mudar isso”, Walt disse para LifeSiteNews.com numa recente entrevista.

Envergonhado de Ser Homem

Em seu livro de 2006, “Trading my Sorrows” (Negociando minhas Tristezas), Walt relata que o vestido roxo foi apenas a primeira de muitas influências em sua vida que fizeram com que ele sentisse vergonha de ser homem. Houve o abuso sexual que ele sofreu nas mãos de seu tio que ele diz que fez com que ele sentisse vergonha de seus órgãos sexuais. Havia a austera disciplina de seu pai — praticamente indistinguível de abuso físico, diz ele — que fez com que ele se sentisse incapaz de ser o menino que seu pai queria que ele fosse.
Walt se lembra de nunca se sentir bem o suficiente para seus pais, nunca conseguir agradar a eles e nunca receber os elogios que ele muito desejava.
“O que eu desesperadamente queria era elogios dos meus pais pelas coisas que eu fazia muito bem, e encontrar meu próprio lugar ideal onde eu pudesse me expressar, desenvolver meus talentos e fazer algo de que eu gostasse”, explicou Walt em seu livro.
O menininho que não tinha nenhuma autoestima começou a desprezar a si e a seu corpo. Walt começou a se consolar se vestindo como menina e guardando esse segredo de seus pais. Vestir-se como uma menina se tornou seu esconderijo onde ele se sentia a salvo da disciplina e conflitos dolorosos que seu pai e mãe lhe davam.

A Mulher Tirana Interior

Quando passou pela adolescência, Walt diz que a menina que estava dentro de sua cabeça foi ficando mais forte e exigia mais de seu tempo. Apesar do fato de que Walt adorava carros que chamavam a atenção e namorou mocinhas atraentes no colegial, não importava quanto ele se esforçasse, ele não conseguia expulsar a obsessão de se tornar uma mulher. Depois da escola secundária, Walt saiu da casa de seus pais e foi morar em sua própria casa, de modo que ele pudesse usar roupas de mulher na privacidade de seu próprio lar. Nessa altura, ele havia amontoado muitas roupas femininas, mas ainda sentia uma vergonha profunda de seu hábito secreto.
Walt acabou se casando, ficou rico e a partir de todas as aparências exteriores, estava vivendo o sonho americano. Ele continuava suas contínuas escapadas para o mundo de seu segredo de mulher.
Walt diz que estava vivendo três vidas diferentes de “homem de negócios bem-sucedido e beberrão, o quadro perfeito de um pai e marido amoroso e um travesti mulherzinha”. Contudo, por dentro, Walt estava experimentando desastre e desilusão. Tudo na vida dele começou a desmoronar.
Ele recorreu ao álcool como um mecanismo para lidar com seus problemas, mas isso só aumentou seu desejo de se tornar uma mulher. Ele diz que permitiu que a menina que estava dentro de sua cabeça se expressasse mais e mais à medida que ele desesperadamente tentava agarrar momentos de alívio do furioso mar de sofrimento e tristeza que estava sua vida.
No fim, Walt colocou todas as suas esperanças na cirurgia de sexo como a solução que faria seu sofrimento desaparecer permanentemente.

A Cirurgia

Primeiro, vieram os grandes peitos, implantados pela cirurgia plástica. Então, veio o procedimento que Walt mais lamenta, a transformação cirúrgica de seu órgão reprodutor masculino para a aparência de um órgão reprodutor feminino.
Walt Heyer viveu oito anos como Laura (à direita)
Walt havia esperado que o procedimento aliviasse sua “debilitante angústia psicológica” e fizesse cessar, uma vez por todas, o conflito que o havia atormentado desde sua infância. Mas para seu desânimo e grande tristeza, rearranjar seus órgãos sexuais e mudar sua aparência não efetuou a mudança correspondente em seu interior.
Depois da cirurgia, a mente de Walt se tornou um campo de batalha de pensamentos e desejos conflitantes que ele só poderia descrever como “agravantes, desoladores, deprimentes, contraditórios, distorcidos e imprevisíveis”.
Depois da cirurgia, cada dia que passava deixava mais claro para Walt que ele havia cometido um “erro imenso”. Seu vício à cocaína e ao álcool, numa tentativa de entorpecer o sofrimento emocional, só aumentou seu tormento, depressão e solidão.
Walt agora sabia que a faca do cirurgião e a amputação consequente não o haviam transformado de homem para mulher. Ele percebeu que a cirurgia era uma “fraude completa”. Ele sentia que não tinha escolha, senão viver uma vida como uma mulher cirúrgica, um “impostor”.

Tentativa de suicídio

Nesse ponto, ele chegou ao fundo do poço. A cirurgia havia destruído a identidade de Walt, sua família, seu círculo social e sua carreira. Ele estava sentindo que nada mais lhe restava, a não ser morrer. Walt, que estava se passando pelo nome de Laura Jensen, tentou atirar-se de cima de um prédio, mas foi impedido por um transeunte.
Sem ter onde morar e sem um centavo no bolso, o arruinado “transexual” teria terminado vivendo na rua se um bom samaritano não tivesse lhe dado um lugar para dormir numa garagem. Esse novo amigo incentivou Walt a frequentar as reuniões dos Alcoólatras Anônimos onde ele percebeu que precisava se conectar a uma “força mais elevada” se quisesse escapar da bagunça em que havia se metido.
Walt começou a compreender mais e mais que ele era verdadeiramente um homem, mas um homem que estava encoberto num “disfarce de mulher”.
“Eu estava muito consciente de que estava agora na lata de lixo da raça humana, uma vida desperdiçada e jogada fora, pervertida por minhas próprias escolhas. O álcool, as drogas e a cirurgia haviam me deixado inútil para qualquer um. Eu havia fracassado de forma desgraçada como o homem que Deus havia me criado para ser”.

Saindo do Vale da Escuridão

Com a ajuda de alguns amigos cristãos que ele havia descoberto recentemente, Walt começou uma jornada em direção à cura e à descoberta de sua verdadeira identidade como homem. Walt percebeu que a chave para ganhar a batalha que assolava dentro de si era a sobriedade. O lema e constante oração interior dele se tornaram: “Permaneça sóbrio — não importa o que aconteça — permaneça sóbrio”. Ele colocou de lado o álcool e se voltou para Jesus como uma fonte recém-encontrada de força.
Certa vez, durante um tempo de oração com seu psicólogo cristão, Walt diz que sentiu espiritualmente o Senhor, todo vestido de branco, que se aproximou dele com os braços estendidos, abraçou-o completamente e disse: “Agora você está para sempre a salvo comigo”. Foi nesse momento que Walt soube que encontraria a cura e a paz que ele desejava tão intensamente em Jesus.
Walt disse para LifeSiteNews numa entrevista que aqueles que estão passando por lutas com relação à sua identidade como homem ou mulher e acham que a operação de sexo é a solução “precisam ir a um psicólogo ou psiquiatra e iniciar uma terapia e cavar profundo para descobrir o que está provocando esse desejo, pois há alguma questão psicológica ou psiquiátrica obscura que não foi resolvida e que precisa ser investigada — quer seja abuso sexual, quer seja abuso físico ou quer seja uma questão de modelos na vida. Pode levar um ano investigar as questões profundas que estão ocorrendo e então, quando você faz essa investigação, você pode levar a pessoa a um ponto em que ela pode começar a entender seu sexo e começar a aceitar seu sexo e querer viver o sexo que Deus lhe deu”.
Agora, como um homem idoso, Walt crê que se pudesse voltar no tempo e dizer algumas palavras significativas para si como um homem mais jovem, ele orientaria o homem mais jovem a evitar a cirurgia de sexo, e descobrir a causa principal por trás do desejo pela cirurgia.  
Walt acredita que sua vida dá testemunho do poder da esperança, que nunca devemos desistir de alguém, não importa quantas vezes ele ou ela falhe ou quantas reviravoltas haja no caminho para a recuperação. Acima de tudo o mais, diz Walt, nunca devemos “subestimar o poder curador da oração e amor nas mãos do Senhor”.
Para entrar em contato com Walt Heyer
E-mail: waltsbook@yahoo.com

domingo, 6 de novembro de 2011

Antes de ABORTAR SEU FILHO, assista este vídeo!

Cenas chocantes.

Ateus perdem feio nos Estados Unidos: 396 X 9!



Nesta semana o Congresso dos Estados Unidos votou favoravelmente à permanência do lema nacional “In God We Trust” [Em Deus Confiamos] frase garantida como lema desde 1956 e que já foi fixada em várias partições públicas daquele país.
Segundo o jornal The Washington Post esse lema tem resistido às constantes reclamações de grupos ateus que dizem que ele fere a laicidade do Estado e que, portanto, precisa deixar de existir. Mas a votação mostrou o contrário, foram 396 votos a favor e nove contra.
Nas palavras do republicano James Randy Forbes, “Deus continuará presente no Congresso”, ele diz também que os burocratas querem eliminar Deus do domínio público, se referindo a inúmeros recursos que foram abertos por indivíduos e agência governamentais para tirar a menção de Deus do governo.
A frase em questão aparece também nas moedas e notas de dólar desde a Guerra Civil.
Ela também aparece nos edifícios federais da justiça. “A medida que nossa nação enfrenta tempos difíceis, é apropriado que os membros do Congresso e nosso país declarem com decisão nossa confiança em Deus, crendo que será mantida nas gerações vindouras”, disse Forbes.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/27120

Sacerdote denuncia o perigos da religião universal proposta pela ONU




SÃO PAULO, 05 Nov. 11 / 02:50 pm (ACI)

O sacerdote, jornalista e doutor em Teologia pela Universidade de Navarra (Espanha), monsenhor Juan Claudio Sanahuja, denunciou como a ONU e outras entidades buscam estrategicamente influenciar os países com políticas anti-vida e a proposta de uma religião universal no congresso pró-vida da Human Life International em São Paulo.

Segundo o sacerdote que também é membro da Pontifícia Academia para a Vida, existe uma nova guerra fria – existe um projeto de poder global- evidente em documentos da Organização das Nações Unidas (ONU) e em pronunciamentos e ações de chefes de Estado em todo o mundo.

“Hoje, se fala do politicamente correto, um pensamento único comum às pessoas de muitas nações. Esse projeto é um conjunto de medidas para implementar um conjunto de regras de como pensar, do que falar e fazer”, advertiu o sacerdote.

Falando concretamente sobre o papel da ONU para influenciar com políticas anti-vida as constituições das nações no mundo inteiro, Mons. Sanahuja explicou em diálogo com a ACI Digital, que “a ONU tem há muito tempo um projeto de poder global”.

“Em grande parte esta onda da cultura da morte vem motorizada pelos desejos dos países do norte de ter grandes reservas de matérias primas e minerais nos territórios países do sul que alimente os opulentos padrões de consumo dos países do norte. (...) Na raiz está isto: o desejo egoísta de domínio , simplesmente, para ter nos países do sul um enorme armazém... que cubra os padrões de consumo dos países do norte.

“Por isso o interesse da ONU de controlar a população mundial, impor a anticoncepção, impor o aborto, impor reformas até mesmo nos códigos éticos das religiões”, afirmou.

Seguindo o diálogo com a nossa agência, Mons. Sanahuja falou que a religião universal, “também pode ser conhecida como novo código ético universal” e que esta vem infiltrando-se nas demais religiões.

“Este código vem marcado pelo desejo dos organismos internacionais da ONU, por exemplo, também de alguns países centrais de mudar as convicções religiosas dos povos, para que seu plano de anticoncepção, de aborto, que eles mesmos chamam de re-engenharia social, seja aceito pelos países menos desenvolvidos”, sublinhou.

Este código ético segundo o Monsenhor “impõe valores relativos”. “Como dizia João Paulo II: o relativismo se converte em um totalitarismo, o relativismo unido à democracia se converte em um totalitarismo visível ou encoberto”.

“Pretende-se substituir as verdades imutáveis da lei natural, da religião cristã, ou das que eles chamam de religiões abraâmicas, por valores relativos de modo que tudo o que for afirmado como um valor imutável, como por exemplo o valor de toda vida humana, na condição que for, ou que o matrimônio só ocorre na união entre homem e mulher, tudo o que for afirmado assim, para eles é totalitarismo e altera a paz social”.

“Portanto isso dá pé a esta nova ordem mundial, para perseguir (se considera necessário) a Igreja e a todos os que tenham convicções imutáveis”, acrescentou.

Em seguida, o sacerdote explicou que a nova religião universal é “este novo código ético que querem impor-nos através da re-interpreação dos direitos humanos” e citou, por exemplo, a ideologia de gênero, como uma das novas manifestações deste código que organismos internacionais querem impor.

Como ícone desta religião universal o sacerdote citou a carta da terra, um documento “nasceu da sociedade civil mundial, envolveu em sua elaboração a mais de cem mil pessoas de 46 países, e já foi assumida em 2003 pela UNESCO ‘como instrumento educativo e uma referência ética para o desenvolvimento sustentável’. Participaram ativamente em sua concepção Mikhail Gorbachev, Maurice Strong e Steven Rockfeller, entre outros.

O autor brasileiro e um dos maiores impulsores da teologia marxista da libertação, Leonardo Boff, defendeu a carta da terra em certa ocasião na Assembleia das Nações Unidas afirmando que “a Terra é a Mãe Universal; a Terra mesma está viva (...). Antigamente era a Mãe Fecunda, para isso surgiu a Carta da Terra, que já foi reconhecida pela UNESCO como instrumento educativo. A Carta da Terra apresenta pautas para salvá-la, olhando para com ela com compreensão, e amor".

 "O necessário é a espiritualidade, e não os credos e as doutrinas", afirmou também Boff.


Diante disto o sacerdote denunciou a que a estratégia da ONU e dos organismos que a promovem é que esta “nova religião universal, sem dogmas”; se infiltre nas demais religiões.

Diante deste amplo panorama, Mons. Juan Claudio Sanahuja destacou que é preciso resgatar “a familia humana fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher, a defesa da vida humana desde sua concepção até o seu fim natural e os direitos dos pais à educação dos filhos”.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Resposta do Bispo Dom Luiz G. Bergonzini, A IVONE GEBARA, a mulher de muitos deuses


Para conhecimento e divulgação
Não poderíamos deixar passar em branco uma agressão tão grave ao Papa Bento XVI, aos Bispos, entre os quais eu me incluo, e à Igreja Católica. A senhora Ivone Gebara, fundamentada em ideologia política, ataca a todos, como se estivesse querendo se vingar de algum ato praticado contra ela pela Igreja Católica, tal a agressividade de suas palavras.

No dia 21 de agosto de 2011, ela publicou um artigo com o título“Dois pesos e duas medidas: o Papa perdoa o aborto em Madri”, para atacar o Papa Bento XVI, os Bispos e a Igreja Católica. No texto, ela tenta colocar todos os católicos e, principalmente, todas as mulheres católicas contra a Igreja, por causa da absolvição do pecado concedida às mulheres que se confessaram, se arrependeram e se comprometeram a não mais praticar o aborto, em Madri.

A senhora Ivone Gebara, que se diz adepta de muitos deuses, portanto não é católica, declara que é formada em Filosofia pela Universidade Católica de São Paulo e em Ciências Religiosas pela Universidade Católica de Louvain, na Bélgica.

É bastante conhecido o provérbio “o dia do benefício é o da véspera da ingratidão.” Significa que, muitas vezes, recebemos benefícios e, já no dia seguinte, demonstramos nossa ingratidão. Muitas pessoas receberam e recebem muitos benefícios da Igreja Católica, mas retribuem com a ingratidão. A gratidão é difícil de ser praticada. Jesus curou dez leprosos, mas somente o estrangeiro, o samaritano, voltou para agradecer: “Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” E disse a ele: “Levante-se e vá. Sua fé o salvou.” (Lucas 17: 17-19)

Além da ingratidão, a inimizade também pode brotar dentro de nossa própria casa. No Evangelho de São Mateus também está escrito: "Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa". (Mt 10:36). Os mal agradecidos e os inimigos que se formam dentro de nossa própria casa, começam a nos atacar. Ainda se o fizessem com a verdade, para corrigir possíveis falhas humanas, estariam dando uma contribuição. Mas não! No caso da Igreja Católica, os mal agradecidos e inimigos espalham informações distorcidas para criar animosidade e enganar pessoas com o propósito de afastá-las da Igreja Católica.

Vamos responder aos questionamentos dela, abaixo. Preambularmente, devemos esclarecer que:

a) Teologia ( do Grego, Theos -Deus+ logos-palavra, estudo) é o estudo de Deus. O texto da autora não é teológico, mas de pura ideologia política. Se fosse um texto teológico poderia questionar porque Jesus Cristo pode ou não perdoar o pecado do aborto através do Papa Bento XVI, dos Bispos e dos padres.

b) Jesus Cristo foi o primeiro a defender, proteger e perdoar as mulheres. Duas passagens bíblicas, para relembrar os atos de Jesus Cristo e o compromisso da Igreja Católica com todas as pessoas humanas.

Mulher adúltera (Jo 8: 3-10) Chegaram os doutores da Lei e os fariseus trazendo uma mulher, que tinha sido pega cometendo adultério. Eles colocaram a mulher no meio e disseram a Jesus: “Mestre, essa mulher foi pega em flagrante cometendo adultério. A Lei de Moisés manda que mulheres desse tipo devem ser apedrejadas. E tu, o que dizes?” Eles diziam isso para por Jesus à prova e ter um motivo para acusá-lo. Então Jesus inclinou-se e começou a escrever no chão com o dedo. Os doutores da Lei e os fariseus continuaram insistindo na pergunta. Então Jesus se levantou e disse: “Quem de vocês não tiver pecado, atire nela a primeira pedra.” E, inclinando-se de novo, continuou a escrever no chão. Ouvindo isso, eles foram saindo um a um, começando pelos mais velhos. E Jesus ficou sozinho . Ora, a mulher continuava ali no meio. Jesus então se levantou e perguntou: “ Mulher, onde estão os outros? Ninguém condenou você?” Ela respondeu: “Ninguém, senhor.” Então Jesus disse: “Eu também não a condeno. Pode ir, e não peque mais.”

Mulher curada ao sábado (Lc 10:17) - Um dia de sábado, ensinava Jesus numa sinagoga. Estava lá certa mulher doente por causa de um espírito, há dezoito anos: andava curvada e não podia endireitar-se completamente. Ao vê-la, Jesus chamou-a e disse-lhe: «Mulher, estás livre da tua enfermidade.» E impôs-lhe as mãos. No mesmo instante, ela endireitou-se e começou a dar glória a Deus. Mas o chefe da sinagoga, indignado por ver que Jesus fazia uma cura ao sábado, disse à multidão: «Seis dias há, durante os quais se deve trabalhar. Vinde, pois, nesses dias, para serdes curados e não em dia de sábado.» Replicou-lhe o Senhor: «Hipócritas, não solta cada um de vós, ao sábado, o seu boi ou o seu jumento da manjedoura e o leva a beber? E esta mulher, que é filha de Abraão, presa por Satanás há dezoito anos, não devia libertar-se desse laço, a um sábado?» Dizendo isto, todos os seus adversários ficaram envergonhados, e a multidão alegrava-se com todas as maravilhas que Ele realizava.

Somente essas duas passagens bíblicas são suficientes para demonstrar que não há nada de errado, nenhuma incoerência no perdão concedido às mulheres que abortaram, se confessaram, se arrependeram e prometeram não pecar mais.

c) Na Primeira Carta de São João 1: 9, está escrito: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. E no número 986 do Catecismo: “Pela vontade de Cristo, a Igreja possui o poder de perdoar os pecados dos batizados e o exerce por meio dos Bispos e dos presbíteros de maneira habitual no sacramento da Penitência. “Na remissão dos pecados, os presbíteros e os sacramentos são meros instrumentos dos quais Nosso Senhor Jesus Cristo, único autor e dispensador de nossa salvação, se apraz em se servir para apagar nossas iniqüidades e dar-nos a graça da justificação.”

Como assentado no Evangelho e no Catecismo, para obtenção do perdão, de qualquer pecado, há necessidade da confissão e é Jesus Cristo quem perdoa os pecados, através dos Bispos e padres, que são meros instrumentos do Poder Divino.

d) a autora do texto se diz adepta de muitos deuses, conforme último parágrafo: “Somos essa mistura, expressão de nosso eu, de nossos deuses, dos espinhos em nossa carne convidando-nos e convocando-nos a viver para além das fachadas atrás das quais gostamos de nos esconder”

Sendo ela adepta de muitos deuses, ela não é católica. A incoerência é dela que, através de ideologia política, ao questionar a Igreja Católica sobre o perdão, está questionando diretamente nosso Senhor Jesus Cristo, que a instituiu e é quem perdoa os pecados.

e) Jesus Cristo deixou a missão evangelizadora aos seus seguidores: Disse Nosso Senhor: "Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês. Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo.” (Mt 28: 19-20).

Portanto, uma pessoa que foi batizada na Igreja Católica, que fez Teologia em Universidade Católica, poderia ser uma missionária evangelizadora, segundo os preceitos de Jesus Cristo, e não pregar contra Ele. Uma pessoa que fala contra o Papa Bento XVI, sucessor de Pedro,, está claramente se opondo contra o ensinamento de Jesus Cristo. A autora do texto, adepta de muitos deuses, está pregando contra Jesus Cristo.

Feitas essas observações importantes, vamos aos comentários sobre o indigitado artigo.

1) ARTIGO: É com muito constrangimento que muitas mulheres católicas leram a notícia publicada em vários jornais nesse último final de semana de que a Arquidiocese de Madri com a aprovação papal autorizou a concessão do perdão e indulgência plenária às mulheres que confessarem o aborto por ocasião da visita do papa. A impressão que tivemos é que o papa, o Vaticano e alguns bispos gostam de brincadeiras de mau gosto com as mulheres. Não sabemos em que mundo esses homens vivem, quem pensam que são e quem pensam que somos!
RESPOSTA: Constrangimento e brincadeira de mau gosto é ler um artigo como esse, embasado em ideologia política, com intenção subliminar de propagar o aborto e tornar as mulheres assassinas de seus próprios filhos, pregando contra Jesus Cristo e Sua Igreja.
2) ARTIGO: Primeiro, concedem o perdão a quem pode viajar para assistir a missa do papa e passar pelo “confessionódromo” ou pelo conjunto de duzentos confessionários brancos instalados numa grande praça pública de Madri chamada “Parque do Retiro”. O perdão deste “pecado” tem local, dia e hora marcada.
RESPOSTA: É de absoluta má-fé dizer que o perdão do pecado somente pode ser concedido a quem viajar e assistir à missa celebrada pelo Papa Bento XVI. O perdão dos pecados é dado por Jesus Cristo e não tem dia e hora marcada, como quer a autora do texto. Não é correto dizer que o perdão do pecado de aborto só é concedido pelo Papa. Todo Bispo Diocesano (que esteja à frente de uma Diocese, investido do tríplice poder, inclusive o judiciário) tem o poder de absolver o pecado e crime de aborto àquelas que tenham cometido o pecado e crime, desde que haja arrependimento sincero de ter cometido essa prática e com a disposição de não reincidir no mesmo pecado e crime. O Bispo pode delegar aos padres a faculdade de absolver esse pecado. Na Diocese de Guarulhos, delegamos aos padres essa faculdade, quando de sua nomeação. Basta aos católicos comparecerem perante um padre, realizarem a confissão, se arrependerem e receberem o perdão.
3) ARTIGO: Custa apenas uma viagem a Madri para estar diante do papa! Quem não faria o esforço para tão grande privilégio? Basta ter dinheiro para viajar e pagar a estadia em algum hotel de Madri que o perdão poderá ser alcançado. Por isso nos perguntamos: que alianças a prática do perdão na Igreja tem com o capitalismo atual? Como se pode viver tal reducionismo teológico e existencial? Quem está tirando benefícios com esse comportamento?
RESPOSTA: A autora do texto tenta misturar a Igreja, por realizar a Jornada Mundial da Juventude em Madri, com ideologia política. Se ela fala contra o capitalismo, presume-se que defenda o marxismo, comunismo ou socialismo. As ditaduras baseadas em ideologias políticas comunistas ou socialistas – Stalin, Pol Pot, Fidel Castro - mataram mais de 100 milhões de pessoas e os não comunistas mataram outras tantas. (AQUI) O partido é uma parte de pessoas unidas contra todas as outras partes contrárias. Os regimes autoritários e totalitários defendem somente os interesses do partido e de seus filiados. A Igreja Católica defende o Bem Comum e não de uma parte das pessoas. O Papa Bento XVI marcou a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, no Rio de Janeiro. Há a possibilidade de, em 2013, a autora produzir outro texto atacando a Igreja Católica, porque o evento é no Brasil.
4) ARTIGO: Segundo, têm o desplante de afirmar que o perdão deste “crime hediondo” como eles costumam afirmar, é dado apenas por ocasião da visita do papa que nessa mesma ocasião as fieis pecadoras obtenham “os frutos da divina graça” confessando o seu pecado. Como entender que uma falta é perdoada apenas quando a autoridade máxima está presente? Não estariam reforçando o velho e decadente modelo imperial do papado? Quando o Imperador está presente tudo é possível até mesmo a expressão da contradição em seu sistema penal.
RESPOSTA: O aborto é um crime hediondo, porque é um homicídio de uma pessoa. Esse crime pode absorver todas as agravantes do artigo 121 do Código Penal, “matar alguém”:
Agravante do §2º., inc. I: mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; II: por motivo fútil;
· Matar uma criança no útero, sob alegação de que não tem condições financeiras para cuidar dela é um motivo torpe ou fútil. Além da possibilidade de adoção, hoje, o Estado fornece leite, bolsa-família, remédios, auxílio maternidade e há os alimentos gravídicos (Lei 11.804/2008). Não há mais motivos para assassinar uma criança que está por nascer. Vejam-se os casos de Steve Jobs, o gênio da informática (AQUI), e da Deputada Fátima Pelaes. (AQUI)
Agravante do §2º. Inc. III: com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou que possa resultar perigo comum;
· O assassinato de crianças no útero da mãe é realizado por meios cruéis ( a criança tem as pernas e os braços cortados com tesoura e a cabeça esmagada, para que esse pedaços possam ser “sugados” pela cânula utilizada no assassinato; ou, é utilizado veneno líquido, para asfixiá-la e dissolvê-la, para facilitar a sucção para fora do útero.
Agravante do §2º. Inc. IV: à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido:
- A criança que está no útero é absolutamente indefesa. Ela é surpreendida por uma tesoura ou pelo veneno, que lhe causa grande sofrimento.
Agravante do §2º. Inc. V: para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime.
- Se existe um crime de estupro, ele precisa ser apurado. Se o aborto é realizado sem a denúncia, o objetivo é ocultar e proteger o criminoso, para que ele fique impune.
Portanto, o aborto é um assassinato de um ser humano e pode ser classificado como crime hediondo. O Código Penal mostra isso. Não são eles que “tem o desplante de afirmar” que o aborto é um crime hediondo. É a realidade do assassinato.
(AQUI ESTUPRO E ABORTO)
5) ARTIGO: Não quero retomar os argumentos que muitas de nós mulheres sensíveis às nossas próprias dores temos repetido ao longo de muitos anos numa breve reflexão como esta. Mas esse acontecimento papal madrilenho, infelizmente, só mostra mais uma vez, um lado ainda bastante vivo no Vaticano, ou seja, o lado das querelas medievais em questões que estão absolutamente sem peso na vida humana eram discutidas. E mais, demonstra desconhecer as dores femininas, desconhecer os dramas que situações de violência provocam em nossos corpos e corações.
RESPOSTA: Jesus Cristo foi crucificado pelas dores de toda a humanidade. A Igreja Católica conhece e sofre as dores da humanidade – 105 mil cristãos são assassinados por ano (AQUI) -, não só as das mulheres. Todas as pessoas tem dores, físicas ou psicológicas. Ao que parece, o ponto colocado subliminarmente neste trecho é o aborto. A autora defende a liberação do aborto, “as situações de violência...em nossos corpos e corações”. A Igreja Católica e nós somos absolutamente contra o aborto, em qualquer situação, por ser assassinato de uma criança inocente. Existe uma vida, dádiva Divina, no útero da mulher. Também entendemos que devem ser tomadas providências para que não aconteçam estupros, contra nenhuma pessoa.
6) ARTIGO: Ao conhecer o perdão ao “crime” do aborto na linguagem que sempre usaram, de forma elitista revelam o rosto ambíguo da instituição religiosa capaz de ceder ao aparato triunfalista quando sua credibilidade está em jogo. Podem abençoar tropas para matar inocentes, enviar sacerdotes como capelães militares em guerras sempre sujas, fazer afirmações públicas em defesa da instituição condenando pobres e oprimidas, abrir exceções à regra de seus comportamentos para atrair jovens alienados dos grandes problemas do muito ao rebanho do Papa. A lista dos usos e costumes transgressores de suas próprias leis é enorme...
RESPOSTA: Acima está demonstrado que o aborto é um crime e não é uma linguagem elitista. É a linguagem do Código Penal. Quanto à questão de abençoar pessoas e indicar capelães militares, deve-se lembrar que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, para que fosse do bem. A mãe e o pai de quatro filhos, por exemplo, tem para si que todos eles serão bons, solidários e honestos. No entanto, dois podem ter as características que os pais pensaram para eles e dois podem ser invejosos, desonestos e assassinos, podendo, inclusive, matar seus próprios irmãos, como aconteceu com Abel e Caim. A Igreja Católica não tem como proibir, nem como impedir, as guerras provocadas pelos homens. “Deus deixou o homem nas mãos de sua própria decisão (Eclo 15,14), para que pudesse livremente aderir a seu Criador e chegar, assim, à feliz perfeição.”(Cat.1743) O homem, por seu orgulho, sua vaidade, seu egoísmo, sua ambição, provoca guerras, por suas próprias decisões. E Jesus Cristo não abandona ninguém e não pode abandonar os homens nas situações mais difíceis. Se agisse da maneira como prega a autora do texto , a Igreja teria que negar Jesus Cristo e abandonar os criminosos, os assassinos, os prisioneiros, porque eles cometeram ou poderão cometer crimes.
7) ARTIGO: Por que reduzir a vida cristã a pão e circo? Por que dar espetáculo de magnanimidade em meio a corrupção de costumes? Por que criar ilusões sobre o perdão quando o dia a dia das mulheres é cheio de perseguições e proibições às suas escolhas e competências?
RESPOSTA: A Vida Cristã, felizmente, não está reduzida a pão e circo. Está fundada em Doutrina sólida e indiscutível. A magnanimidade está em viver Jesus Cristo. Somente a Igreja Católica e uma parte dos cristãos estão combatendo a secularização, a relativização e a corrupção dos costumes. Os valores morais começaram a ser debatidos novamente, graças a Deus, a partir das eleições presidenciais de 2010, no Brasil. A Igreja Católica, os cristãos e os brasileiros do bem lutarão, com todas as suas forças do bem, contra a corrupção moral e as iniquidades propostas por ideologias políticas.
8) ARTIGO: Somos convidadas a pensar no aspecto nefasto da posição do papa e dos bispos que se aliaram a ele. O papa não concedeu perdão e indulgência total e plena “urbi et orbi”, isto é, para todas as mulheres que fizeram aborto, mas apenas àquelas que se confessaram naquele momento preciso e por ocasião da visita do papa à Espanha. Não é mais uma vez a utilização das consciências especialmente das mulheres para fins de expansionismo de seu modelo perverso de bondade? Não é mais uma vez abrir concessões obedecendo a uma lógica autoritária que quer restaurar os antigos privilégios da Igreja em alguns países europeus? Não é uma forma de querer comprar as mulheres confundindo-as diante da pretensa magnanimidade dos hierarcas?
RESPOSTA: Nós, católicos, somos convidados a pensar no aspecto nefasto que essas “opiniões teológicas” podem causar nas pessoas que as lêem e não percebem que o texto não está de acordo com a Doutrina Cristã. O Papa Bento XVI, os Bispos e os padres não poderiam conceder o perdão para as mulheres que, conscientes desses crimes, não se confessassem, não se arrependessem e não se comprometessem a não pecar mais. Sem o arrependimento sincero e a confissão auricular, não há possibilidade de perdão.
9) ARTIGO: Será que as autoridades constituídas na Igreja Católica e de outras Igrejas são ainda cristãs? São ainda seguidoras dos valores éticos humanistas que norteiam o respeito a todas as vidas e em especial à vida das mulheres?
RESPOSTA: A Igreja Católica Apostólica Romana é Cristã, seguidora de Jesus Cristo, que a instituiu. Sua Doutrina está escrita, é acessível a todos, é clara e não muda. Os valores pregados por Jesus Cristo respeitam todas as vidas, igualmente, sem dividir as pessoas em categorias ou classes sociais, como quer a autora do texto.
10) ARTIGO: Creio que mais uma vez somos convocadas a expressar publicamente nosso sentimento de repúdio à utilização da vida de tantas mulheres como pretexto de magnanimidade do coração papal. Somos convidadas a tornar pública a corrupção dos costumes em todas as nossas instituições inclusive naquelas que representam publicamente nossas crenças religiosas. Somos convidadas a ser o corpo visível de nossas crenças e opções.
RESPOSTA: A Igreja Católica não engana ninguém e a magnanimidade é de Jesus Cristo. Jesus Cristo é invisível, mas está sempre presente e convida todas as pessoas para que o sigam. Não há imposição para ninguém ser católico. Deus deu o livre arbítrio a todas as pessoas. Para ser católica, a pessoa precisa ser batizada, professar sua fé num único Deus, Jesus Cristo, e seguir seus preceitos. Não há nenhuma corrupção na concessão do perdão de Deus às mulheres que se confessaram em Madri.
11) ARTIGO: Fazendo isso, não somos melhores do que ninguém. Somos todas pecadoras e pecadores capazes de ferir uns aos outros, capazes de hipocrisia e mentira, de crueldade e crueldade refinada. Mas, também somos capazes de dividir nosso pão, da acolher a abandonada, de cobrir o nu, de visitar o prisioneiro, de chamar Herodes de raposa. Somos essa mistura, expressão de nosso eu, de nossos deuses, dos espinhos em nossa carne convidando-nos e convocando-nos a viver para além das fachadas atrás das quais gostamos de nos esconder”
RESPOSTA: A Igreja Católica está fundamentada na Doutrina e no Evangelho e não se esconde “atrás de fachadas”. A Igreja Católica não é só o Papa e os Bispos. São freiras, frades, monges, Irmã Dulce, Madre Tereza de Calcutá, Santo Inácio de Loyola e todos os outros Santos, Beato João Paulo II, padres, outros religiosos e religiosas, os leigos e leigas, hospitais, maternidades, santas casas, escolas, universidades, casas de aidéticos, casas de recuperação de viciados, Pastoral da Criança, Pastoral da Saúde, Pastoral Social e tantos outros movimentos, uma multidão trabalhando pela PAZ e pelo BEM COMUM. (AQUI) Todos os membros da Igreja Católica são diferentes da autora, pois são fiéis única e exclusivamente a JESUS CRISTO, VERDADEIRO DEUS E VERDADEIRO HOMEM.

Concluindo, não somente os que participaram do Encontro Mundial de Jovens em Madri foram beneficiados pelo perdão, desde que tenham tido o arrependimento sincero e a firme disposição de não reincidir nesse crime, como a Sra. Gebara afirmou. O que o Papa fez foi incentivar a condenação desse crime, estimulando a juventude a, em hipótese alguma, cometê-lo. Dizer que só o Papa e só em Madri os sujeitos desse crime poderiam ser absolvidos, é uma grande falsidade, denotando que a autora do texto, apesar das faculdades (Universidades) por ela cursadas, demonstra desconhecimento da Teologia Moral.

Para encerrar, devemos repetir e seguir o que Jesus Cristo nos disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim” (Jo: 14,6).

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos

Cardeal denuncia sermões insossos e cansativos


Os sermões feitos por padres católicos tornaram-se "incolores, inodoros e sem sabor", denunciou nesta sexta-feira o cardeal Gianfranco Ravasi, ministro da Cultura do Vaticano, pedindo a eles que não temam dizer palavras que perturbem, questionem e causem preocupação. O cardeal falou sobre o assunto durante um ciclo de conferências organizado em Roma pelo Instituto francês - Centro São Luís, aberto na quinta-feira na Universidade dos Jesuítas, a Gregoriana. A prédica nas Igrejas está quase se tornando insignificante", lamentou.
O cardeal italiano convidou os sacerdotes a levarem em conta as novas linguagens para atrair a atenção dos fiéis, além de não temerem o "escândalo" causado pelas palavras da Bíblia. "Devemos reencontrar esta dimensão da Palavra que ofende, que inquieta, que julga", afirmou o prelado. É preciso notar que a Bíblia pode "preocupar e, às vezes, desconcerta" o que, segundo ele, é "indispensável".
O cardeal também convidou os padres a acompanharem a "revolução na comunicação". "A informação transmitida pela televisão e a informática, explicou o ministro da Cultura do Vaticano, demanda ser incisivo, recorrer ao essencial, à cor, à narração".
A comunicação pode passar também pelo Twitter, o que "obriga a transmitir alguma coisa fulgurante, essencial", recomendou o prelado que envia ele mesmo mensagens diárias no Twitter.
As críticas de Monsenhor Ravasi a homilias ''mornas" dos padres e a vontade de encontrar uma linguagem adaptada ao mundo moderno representam uma preocupação do Papa Bento XVI de revitalizar a mensagem do cristianismo, numa época de descristinização em massa.