terça-feira, 21 de junho de 2011


Conselho europeu receberá relatório sobre violações à objeção de consciência
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MADRI, 21 Jun. 11 / 02:34 pm (ACI)

A Associação para a Defesa do Direito de Objeção de Consciência (ANDOC), apresentará no dia 22 de junho um relatório ante o Conselho da Europa em Estrasburgo, França, denunciando os atentados ao direito à objeção de consciência dos médicos e profissionais da saúde que não desejam praticar abortos.

O texto foi elaborado junto com o Centro Europeu para a Lei e a Justiça (ECLJ), e informa sobre as discriminações que sofrem os profissionais da saúde que procuram exercer este direito fundamental, reconhecido por normas legais européias e internacionais; mas violado "de maneira estruturada" desde a entrada em vigor da nova lei do aborto no dia 5 de julho de 2010.

"O prova litográfica apresenta detalhadamente as causas da vulneração deste direito fundamental, e contribui com exemplos precisos, nominativos, de profissionais da área da saúde que foram obrigados a participar de um aborto, assim como nos procedimentos de ‘crivado genético’ com finalidade eugênica", informou ANDOC.

Do mesmo modo, denúncia que o pessoal sanitário que não deseja realizar abortos é obrigado a "declarar-se como objetor ante a Administração". Isto "tem como conseqüência a criação de um registro nominativo de objetores de consciência. Além disso, isto constitui um meio de pressão sobre o pessoal médico", advertiu.


A Ideologia de gênero é uma "apresentação sinistra" da sexualidade humana

Cardeal André Vingt-Trois
Roma, 21 Jun. 11 / 11:56 am (ACI)

O Arcebispo de Paris e Presidente da Conferência Episcopal Francesa (CEF), Cardeal André Vingt-Trois, advertiu que a chamada "ideologia de gênero" que é a moda em alguns ambientes, é uma representação "escura e sinistra" da sexualidade humana.

Em uma entrevista concedida à Rádio católica Notre Dame, o Cardeal comentou sobre a inclusão da ideologia de gênero nos manuais de assuntos sociais de todas as aulas de première (que corresponde ao penúltimo ano do segundo grau onde a idade média é de 16 anos) obrigatórias a partir do ano escolar 2011-2012.

Esta ideologia, explicou o Cardeal, não tem nenhuma valorização do aspecto afetivo da sexualidade humana, em troca "aborda a experiência humana neste campo de maneira puramente mecânica, com a premissa de que a orientação sexual é uma construção puramente cultural".

O jornal vaticano L’Osservatore Romano (LOR), que recolhe em sua edição da terça-feira 21 de junho as declarações do Cardeal, explica que a ideologia de gênero nasceu nos Estados Unidos há 30 anos, desenvolveu-se logo na Europa seguindo "linhas particulares do primeiro feminismo e logo do pensamento homossexual".

Esta ideologia, segundo o LOR, "pretende afirmar que no mundo moderno a diferença entre homem e mulher é um fato social (uma ‘construção’) antes que algo biológico. Dessa forma a orientação sexual –e com isso a identidade de gênero e o papel do gênero– contaria mais que o sexo biológico".

O Arcebispo de Paris disse também que com a ideologia de gênero incluída na educação dos jovens franceses se propõe "uma sexualidade que se reduz às relações sexuais, sem considerar como estas estão articuladas no desenvolvimento de uma pessoa".

"As autoridades procuram uma educação sexual "centrada exclusivamente nas doenças sexualmente transmissíveis, em dar conselhos sobre como evitá-las, na interrupção da gravidez (aborto), que representa a ‘chave mestra" do programa.

Este é um dos aspectos mais "tristes" dos manuais, continuou, porque "quando os educadores não conseguem gerar uma verdadeira introdução à vida afetiva, são reduzidos a fazer dela um tema de ciências naturais".

O Cardeal sublinhou finalmente a importância de ajudar os jovens a compreender que sua sexualidade e energia afetiva não constituem simplesmente um fenômeno hormonal mas é algo constitutivo da pessoa que deve crescer harmoniosamente "e sempre ao interior de uma autêntica relação humana".

segunda-feira, 20 de junho de 2011


Juiz anula contrato de união estável entre homossexuais

Em maio, STF reconheceu efeitos da união civil para casais gays. 
Para juiz Jeronymo Villas Boas, Supremo ‘mudou a Constituição’. 

O juiz da 1º Vara da Fazenda Pública de Goiânia, Jeronymo Pedro Villas Boas, determinou nesta sexta-feira (18), de ofício, a anulação do primeiro contrato de união estável entre homossexuais firmado em Goiás, após decisão do Supremo Tribunal Federal de reconhecer a união entre casais do mesmo sexo como entidade familiar.
Para Villas Boas, o Supremo “alterou” a Constituição, que, segundo ele, aponta apenas a união entre homem e mulher como núcleo familiar. “Na minha compreensão, o Supremo mudou a Constituição. Apenas o Congresso tem competência para isso. O Brasil reconhece como núcleo familiar homem e mulher”, afirmou ao G1. O magistrado analisou o caso de ofício por entender que se trata de assunto de ordem pública.
Além de decidir pela perda da validade do documento, Villas Boas determinou a todos os cartórios de Goiânia que se abstenham de realizar qualquer contrato de união entre pessoas do mesmo sexo. De acordo com o magistrado, os cartórios só podem providenciar a escritura se houver decisão judicial que reconheça expressamente o relacionamento do casal.
O contrato anulado pelo juiz é o que atesta a união estável entre o estudante Odílio Torres e o jornalista Leo Mendes, celebrado no dia 9 de maio. O G1 deixou recado no celular de Mendes e aguarda retorno.
O magistrado afirmou ainda que o conceito de igualdade previsto na legislação brasileira estabelece que os cidadãos se dividem quanto ao sexo como “homens e mulheres, que são iguais em direitos e obrigações."Na decisão, Villas Boas argumentou que é preciso garantir direitos iguais a todos, independentemente “de seu comportamento sexual privado”, mas desde que haja o “cumprimento daquilo que é ordenado pelas leis constitucionais.”
“A idéia de um terceiro sexo [decorrente do comportamento social ou cultural do indivíduo ], portanto, quando confrontada com a realidade natural e perante a Constituição Material da Sociedade (Constituição da Comunidade Política) não passa de uma ficção jurídica, incompatível com o que se encontra sistematizado no Ordenamento Jurídico Constitucional”, disse o juiz na decisão.
De acordo com Villas Boas, aceitar uma decisão que "nivele" os comportamentos privados seria o mesmo que permitir que um vocalista de banda de rock fizesse, em público, "a exposição de seus órgãos íntimos."
"Conceber um remendo ou meio termo constitucional para ´nivelar´ comportamentos privados, seria o mesmo que se admitir a prática em público de ato heterossexual ou mesmo de admitir que um determinado vocalista de banda de rock fizesse a exposição de seus órgãos íntimos em público, com fundamento na ordem que não discrimine padrões de condutas sexuais", disse.
Em entrevista por telefone, Villas Boas afirmou que a decisão do Supremo está fora do “contexto social” brasileiro. De acordo com o juiz, o país ainda não vê com "naturalidade" a união homoafetiva.
“O Supremo está fora do contexto social, porque o que vemos na sociedade não é aceitação desse tipo de comportamento. Embora eu não discrimine, não há na minha formação qualquer sentimento de discriminação, ainda demandará tempo para isso se tornar norma e valor social”, afirmou.
Fonte: G1
 

Só os tolos tomam os bobos como referências de vida.


João César das Neves
Fala-se muito da influência de filmes, canções, videogames, publicidade, romances e outras ficções na nossa vida. Hoje a opinião midiática despreza e ridiculariza as referências morais tradicionais – pais, professores, sacerdotes, chefes e responsáveis – enquanto exalta as opiniões de artistas, bandas de música, comediantes e celebridades.
O poder da imagem parece crescente.
Foi a 30 de Outubro de 1938 que Orson Welles e o Mercury Theatre on the Air criaram um pânico nos EUA com a emissão radiofónica da novela de H. G. Wells A Guerra dos Mundos de 1898. Também o filme O Dia Seguinte, de Nicholas Meyer, emitido a 20 de Novembro de 1983 na ABC, visto por mais de cem milhões de pessoas nessa data, gerou uma depressão nacional com a descrição vívida dos efeitos de um ataque nuclear.
Atração Fatal, de Adrian Lyne (1987), com Michael Douglas e Glenn Close, teve forte impacto nos hábitos pessoais ao mostrar violência na infidelidade conjugal.
Para lá destes casos pontuais, será que as séries, filmes e canções que hoje nos inundam a vida moldam o nosso comportamento? Se o fazem, não será para o bem. As preocupações oficiais com a moralidade nos filmes perderam-se nos anos 1960, passando a liberdade de expressão a critério ético absoluto, acima de todos os valores. Como os bons exemplos e temas educativos não criam emoção, cinema e televisão entraram numa espiral imparável de crime, vício, erotismo e aberração. Tem graça que os jornais, que mais apregoam essa influência, sejam os primeiros a declarar a inocência do espectáculo quando se verificam consequências nefastas. Fica-se sem se saber se afinal tem efeitos ou não.
De fato, em grande medida, tudo não passa de uma ficção, criada no ecrã e alimentada pela imprensa. Todos aprendemos desde crianças a distinguir a vida real dos filmes, onde os coelhos sobrevivem a quedas do telhado e no fim todos vivem felizes para sempre. Efeitos comprovados da suposta influência são escassos. É verdade que o meio do espectáculo costuma ser de Esquerda, com ideologias mais românticas e fotogénicas, mas isso não explica a vida política das últimas décadas. .
Desde Plauto e Molière o efeito é nos costumes. A promoção de aborto, divórcio, promiscuidade e pornografia tem no espectáculo sólidos aliados. A enorme campanha à volta do casamento homossexual deve-se à influência dos artistas, principal meio poderoso e endinheirado onde essa orientação domina. Assim se entende que uma questão que interessa apenas a ínfima minoria, com implicações só na imagem, consiga mudar em poucos anos as regras seculares das sociedades. O suicídio coletivo do Ocidente por destruição da família sustenta-se por este meio.
Esse poder traz horríveis efeitos sobre os próprios. O filme Sunset Boulevard, de Billy Wilder (1950), com William Holden, Gloria Swanson e Erich von Stroheim, revelou a miséria humana escondida atrás do brilho de figurinos e cenários. O mundo da fama efémera será sempre falso e abusador, quando não corrupto e criminoso.
Resistimos a esse poder não entrando no enredo.
A Forbes Magazine declarou a 18 de Maio Lady Gaga a celebridade mais poderosa do ano. Elton John, de 64 anos, e o seu parceiro David Furnish, de 48, foram nomeados candidatos ao prémio de Pai do Ano pela The Premier Inn Celebrity, devido ao bebé nascido há cinco meses de barriga de aluguer.Que significa isto? Nada. Meros truques mediáticos que escondem mal a miséria de pessoas infelizes, embriagadas ou sacrificadas à imagem.
O poder da ficção é grande, mas somos livres de lhe resistir como a qualquer um que nos queiram impor. Más influências sempre houve, como sempre existiu a capacidade de as enfrentar seguindo as tradições e referências morais. Só os tolos tomam os bobos como referências de vida.
Fonte: Blog Carmadélio

terça-feira, 14 de junho de 2011

França rejeita o matrimônio gay.

 
PARIS, 14 Jun. 11 / 07:06 pm (ACI/Europa Press)

A Assembléia Nacional francesa rechaçou esta terça-feira 14 de junho uma proposta de lei exposta pela Partido Socialista para aprovar o "matrimônio" homossexual, depois que o de centro-direita fez valer sua maioria na câmara.

A iniciativa obteve 222 votos a favor e 293 em contra, o que confirmou um resultado antecipado da semana passada, quando foi apresentada a proposta. Não obstante, vários deputados do partido governante União por um Movimento Popular (UMP) votaram a favor.

O representante do Partido Socialista encarregado de defender o texto, Patrick Bloche, defendeu a lei porque se trata de "derrubar uma discriminação". Neste sentido, pediu à direita que se unisse à proposta e levasse a França a "uma nova etapa na igualdade de direitos".

Uma das vozes contrárias ao documento, o deputado da UMP Michel Diefenbacher, esclareceu que a formação está "contra a homofobia", mas que não por isso querem mudar "a imagem e a função do matrimônio", que definiu como "uma instituição" encarregada "do amparo do mais fraco, começando pela mulher".

Mais crítico se mostrou o deputado Christian Vanneste, conhecido por suas declarações críticas à comunidade gay e que qualificou de "aberração antropológica" o matrimônio homossexual, porque o objetivo destas uniões é que "a sociedade deva assegurar sua continuidade". Tudo o que não seja condizente com este objetivo, acrescentou, é "uma questão de moda".

A líder do ultradireitista Frente Nacional, Marine Le Pen, uma das firmes opositoras ao "matrimônio" gay, chegou a compará-lo com a poligamia, conforme informa o periódico Libération.

Mensagem de Nossa Senhora 11.06.11 / Anguera -BA

Queridos filhos, um fato doloroso se dará em Kislovodsk e se repetirá em Tucano. Sofro por aquilo que vem para vós. Dobrai vossos joelhos em oração. A humanidade está afastada de Deus e é chegado o momento do grande retorno. Arrependei-vos. O arrependimento é o primeiro passo a ser dado no caminho da conversão. Sede fiéis a Jesus. Não permitais que o demônio vos engane. Sois do Senhor e somente a Ele deveis seguir e servir. Eu sou a vossa Mãe e vim do céu para conduzir-vos ao Meu Filho Jesus. Conheço cada um de vós pelo nome e quero conduzir-vos à santidade. Abri vossos corações com alegria. Eu rogarei ao Meu Jesus por vós. Avante pelo caminho que vos apontei. Esta é a mensagem que hoje vos transmito em nome da Santíssima Trindade. Obrigada por Me terdes permitido reunir-vos aqui por mais uma vez. Eu vos abençôo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Ficai em paz

Bancada Evangélica anuncia apoio a novo projeto que criminaliza a homofobia mas protege o religioso.


A Frente Parlamentar Evangélica anunciou nesta segunda-feira que vai apoiar o projeto de lei 6418/2005, de autoria do Senador Paulo Paim (PT-RS) e confirmou que o PLC 122, de relatoria de Marta Suplicy, continuará sendo vetado pela Frente Evangélica em todas as comissões, mesmo depois do acordo feito entre a senadora e o senador evangélico Marcelo Crivella que mudou a proposta para fazê-la andar.
O PL 6418 está aguardando parecer na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara sob relatoria da deputada federal Janete Rocha Pietá (PT-SP) mas já tem orientação do líder da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos, para que todos seus membros votem a favor dele (são 80 parlamentares). A diferença básica entre este e o PLC 122 é que o projeto de Paulo Paim não penaliza o discurso religioso no texto, ao contrário, ele o protege.
O texto do PL 6418 pune discriminação por orientação sexual no ambiente de trabalho, repartições públicas e comerciais ou quem incentiva práticas discriminatórias e, ainda, tipifica violência motivada por orientação sexual (entre outras) e criminaliza associações de pessoas que incitem violência como os grupos neonazistas.Além de proibir qualquer referência ao nazismo lei parecida com essa existe na França.
Como o PLC 122 é constantemente barrado pelos deputados evangélicos, há chances do gabinete de Marta e a ABGLT desistirem de sua tramitação e passarem a apoiar o 6418. Mas as discussões em torno desta possibilidade apenas começaram.
O texto do projeto de lei está abaixo na integra:
PL 6418
CAPÍTULO I
DA DISPOSIÇÃO PRELIMINAR
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação e preconceito de RAÇA, COR, RELIGIÃO, ORIENTAÇÃO SEXUAL, descendência ou origem nacional ou étnica.
Parágrafo único: Para efeito desta Lei, entende-se por discriminação toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto ou resultado anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício em igualdade de condições de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública.
CAPÍTULO II
DOS CRIMES EM ESPÉCIE
Discriminação resultante de preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica.
Art. 2º. Negar, impedir, interromper, restringir ou dificultar por motivo de preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica o reconhecimento, gozo ou exercício de direito assegurado a outra pessoa.
Pena – reclusão, de um a três anos.
§ 1° No mesmo crime incorre quem pratica, difunde, induz ou incita a discriminação ou preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica ou injuria alguém, ofendendo-lhe dignidade e o decoro, com a utilização de elementos referentes à raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica.
Aumento da pena
§ 2º. A PENA AUMENTA-SE DE UM TERÇO SE A DISCRIMINAÇÃO É PRATICADA:
I – contra menor de dezoito anos;
II – por funcionário público no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las;
III – através da fabricação, comercialização, distribuição, veiculação de símbolo, emblema, ornamento, propaganda ou publicação de qualquer natureza que negue o holocausto ou utilize a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo;
IV – ATRAVÉS DE MEIO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, PUBLICAÇÕES DE QUALQUER NATUREZA E REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES – INTERNET;
IV – contra o direito ao lazer, à cultura, à moradia, à educação e à saúde;
V – contra a liberdade do consumo de bens e serviços;
VI – contra o direito de imagem;
VII – contra o direito de locomoção;
VIII – com a articulação de discriminação, baseada em gênero, contra a mulher.
Violência resultante de discriminação raça, cor, religião, orientação
sexual, descendência ou origem nacional ou étnica.
§3°. A pena aumenta-se da metade se a discriminação consiste na prática de:
I – lesões corporais (art. 129, caput, do Código Penal);
II – maus tratos (art. 136, caput, do Código Penal);
III – ameaça (art. 147 do Código Penal);
IV – abuso de autoridade (arts. 3º e 4º da Lei nº 4.898, de 09 de dezembro de 1965).
Homicídio qualificado, tortura, lesões corporais de natureza grave e lesão corporal seguida de morte
§4º Se o homicídio é praticado por motivo de preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica aplica-se a pena prevista no art. 121, §2º do Código Penal, sem prejuízo da competência do tribunal do júri.
§ 5° Se a tortura é praticada pelos motivos descritos no parágrafo anterior, aplica-se a pena prevista no artigo 1° da Lei nº9.455/97.
§ 6° Em caso de lesão corporal de natureza grave, gravíssima e lesão corporal seguida de morte, motivadas pelas razões descritas no parágrafo 3° aplicam-se, respectivamente, as penas previstas no art. 129, §§ 1º, 2º e 3º do Código Penal, aumentadas de um terço.
Discriminação no mercado de trabalho
Art. 3° Deixar de contratar alguém ou dificultar sua contratação por motivo de preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica.
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
§ 1º A pena aumenta-se de um terço se a discriminação se dá no acesso a cargos, funções e contratos da Administração Pública.
§ 2º Nas mesmas penas incorre quem, durante o contrato de trabalho ou relação funcional, discrimina alguém por motivo de preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica.
Atentado contra a identidade étnica, religiosa ou regional
Art. 4º Atentar contra as manifestações culturais de reconhecido valor étnico, religioso ou regional, por motivo de preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica.
Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
Associação criminosa
Art. 5º Associarem-se 3 (três) ou mais pessoas, sob denominação própria ou não, com o fim de cometer algum dos crimes previstos nesta Lei:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem financia ou de qualquer modo presta assistência à associação criminosa.
Discriminação Culposa
Art. 6° Se a discriminação é culposa:
Pena- detenção de seis meses a um ano.
Parágrafo único: Na discriminação culposa a pena é aumentada da metade se o agente não procura diminuir as conseqüências do seu ato.
CAPÍTULO III
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 7º Os crimes previstos nesta Lei são inafiançáveis e imprescritíveis, na forma do art. 5º, XLII, da Constituição Federal.
Art. 8°. A concorrência de motivos diversos ao preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica, não exclui a ilicitude dos crimes previstos nesta Lei.
Art. 9°. Nas hipóteses dos artigos 2º e 5º, o juiz pode determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência:
I – o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;
II – a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas;
III – a suspensão das atividades da pessoa jurídica que servir de auxílio à associação criminosa.
Parágrafo único. Constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido e a dissolução da pessoa jurídica que servir de auxílio à associação criminosa.
Art. 11. São revogadas a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 e o artigo 140, § 3°, do Decreto-Lei n° 2.848, de 7 de dezembro de 1940 –Código Penal .
Art. 12. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Sala da Comissão, em 10 de julho de 2007.
Deputada JANETE ROCHA PIETÁ
Relatora

segunda-feira, 13 de junho de 2011

BBC transmite na TV suicídio assistido. Propaganda a favor disfarçada de reportagem?

 
A emissora britânica “BBC” transmite nesta segunda-feira o suicídio assistido de Peter Smedley, um milionário britânico de 71 anos que sofria de um transtorno neuromotor e que foi para a clínica suíça Dignitas para morrer.

A transmissão foi alvo de críticas de diversas organizações, que acusaram a emissora de ajudar a promover o suicídio assistido e de encorajar outras pessoas a seguirem os passos de Smedley.
A “BBC” se defendeu afirmando que o filme, com o título de “Choosing to die”, dará aos telespectadores a oportunidade de formar sua própria opinião, já que o programa recolhe todos os pontos de vista relacionados com o suicídio assistido.
O filme mostra imagens de Smedley tomando uma dose letal de barbitúricos na clínica suíça, que nos últimos 12 anos ajudou mais de mil pessoas a morrer.
A organização britânica “Dignity in Dying”, que defende o suicídio assistido e teve acesso ao filme antes de sua transmissão, declarou que é “emocionante e, em algumas ocasiões, difícil de assistir”.
“Não busca esconder a realidade da morte assistida. Ao expor a perspectiva de uma pessoa no suicídio assistido, nos impõe o desafio de pensar sobre o tema e nos perguntar que opções podemos querer para nós e nossos entes queridos no fim da vida”, disse uma porta-voz.
“Censurar o debate não fará nada para ajudar aquelas pessoas que sofrem de maneira intolerável”, afirmou a porta-voz, que acrescentou que a realidade atual é que “as pessoas nem sempre viajam ao exterior para morrer, mas acabam com suas vidas em suas próprias casas”.
“Fazem-no a portas fechadas ou com a ajuda de médicos e de entes queridos que as ajudam de maneira ilegal”, acrescentou.
Já os ativistas que criticam a eutanásia, como a organização “Care Not Killing Alliance”, qualificaram o programa da “BBC” como uma propaganda a favor do suicídio assistido disfarçado em forma de reportagem.
O porta-voz do grupo Alistair Thompson acusou a “BBC” de não oferecer uma visão equilibrada sobre o assunto, dando destaque aos programas em que o suicídio assistido é defendido.
Segundo Thompson, o programa que será exibido nesta segunda-feira será o quinto em três anos que a emissora pública transmite a favor da eutanásia.
“Choosing to die” foi dirigido pelo escritor Terry Pratchett, que sofre de mal de Alzheimer e é partidário da eutanásia.
A reportagem começa quando Smedley deixa sua residência no Reino Unido e exibe o momento em que o milionário ingere uma dose de Nembutal com a ajuda de chocolate. Depois disso, ele começa a respirar com dificuldade e chama por sua esposa, com quem foi casado por 40 anos.
Enquanto agoniza, um dos empregados da clínica diz diante das câmeras: “Está perdendo o conhecimento. Em breve a respiração se deterá e depois será a vez do coração”.
Para Pratchett, a morte de Smedley foi “um acontecimento feliz”.
“Morreu tranquilo, mais ou menos nos braços de sua mulher, discretamente”, acrescentou.
No entanto, ressaltou que não sabe se teria coragem de fazer o mesmo: “Não tenho certeza do que faria se estivesse em seu lugar”.

É hora de anunciar o Evangelho sem medo e com alegria, assegura o Papa Bento XVI.

 
foto Rádio Vaticano
Vaticano, 13 Jun. 11 / 06:03 pm (ACI)

Em sua saudação esta noite (hora local) aos participantes do congresso eclesiástico da diocese de Roma na Basílica de São João de Latrão, o Papa Bento XVI ressaltou que "nesta hora da história" é momento de anunciar o Evangelho, Cristo Ressuscitado, sem medo e com alegria.

Em sua mensagem ao concluir o ano pastoral da diocese de Roma, da qual é Bispo, o Papa assinalou que "frente às dificuldades que encontrem ao conciliar as exigências familiares e do trabalho com as da comunidade na que desenvolvem sua missão (de evangelização), confiem sempre na ajuda da Virgem Maria, Estrela da Evangelização".

O Santo Padre recordou logo que o anúncio eficaz do Evangelho necessita que a fé seja proposta, não imposta, por "um coração que crê, que espera, que ama, um coração que adora Cristo e acredita na força do Espírito Santo".

A resposta à fé, então, "nasce quando o homem descobre, por graça de Deus, que acreditar significa encontrar a vida verdadeira, a ‘vida plena’" em Cristo, que dá a vida eterna aos homens por sua Ressurreição.

Por isso, explicou o Pontífice, "a Igreja, cada um de nós, deve levar ao mundo esta alegre noticia que Jesus é o Senhor. Aquele em quem a proximidade e o amor de Deus por cada homem e mulher, e pela humanidade inteira se fez carne. Este anúncio deve ressoar novamente nas regiões de antiga tradição cristã".

Bento XVI recordou logo a necessidade da nova evangelização, alentada sempre pelo agora Beato João Paulo II, e rememorou o que disse aos jovens na Jornada Mundial da Juventude em Colônia em 2005: "a felicidade que procuram, a felicidade à qual têm direito de gozar tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, escondido na Eucaristia!"

"Se os homens se esquecem de Deus –continuou o Papa– é porque com freqüência reduzem a pessoa de Jesus a um homem sábio na qual se reduz ou se nega a divindade. Este modo de pensar impede de entender a novidade radical do Cristianismo, porque se Jesus não é o Filho único do Pai então Deus tampouco veio visitar a história do homem".

"A encarnação, em vez disso, pertence ao coração do Evangelho! Que cresça, então, o esforço por uma renovada temporada de evangelização, que é tarefa não só de alguns, mas de todos os membros da Igreja. Nesta hora da história, não é talvez esta a missão que o Senhor nos confia: anunciar a novidade do Evangelho, como Pedro e Paulo quando chegaram à nossa cidade? não devemos também nós mostrar a beleza e a racionalidade da fé, levar a luz de Deus ao homem do nosso tempo, com valor, com convicção e com alegria?"

O Papa Bento XVI disse logo que são muitos os afastados da Igreja a quem os católicos devem chegar, especialmente os pais de família, que devem começar pela tarefa de "pedir o Batismo para seus próprios filhos".
Além disso, afirmou, a Igreja sustenta estes esforços e alenta a oração em família, "formando na fé as crianças que vão crescendo". “A comunidade cristã sempre acompanhou as crianças e jovens, ajudando-lhes não só a compreender com a inteligência as verdades da fé, mas também a viver a experiência de oração, caridade e fraternidade", acrescentou.

Não existem pequenos colaboradores, disse logo Bento XVI, todos são necessários na hora de evangelizar, por isso animou os presentes a "percorrer este caminho que faz descobrir o Evangelho não como uma utopia mas como a forma plena da existência"

Depois de recordar a importância fundamental do sacramento da Confirmação e do Catecismo da Igreja Católica para a catequese, o Papa ressaltou que "a fidelidade à fé da Igreja, então, deve conjugar-se com uma ‘criatividade catequética’ que tenha em conta o contexto, a cultura e a idade dos destinatários".

Finalmente o Papa disse que "também o Beato João Paulo II que até os seus últimos momentos se prodigalizou por anunciar o Evangelho em nossa cidade (Roma) e amou com particular afeto os jovens, intercede por nós diante do Pai".

domingo, 12 de junho de 2011

Regina Coeli de Bento XVI na Solenidade de Pentecostes - 2011

Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé
(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)




Regina Coeli - Solenidade de Pentecostes
Praça de São Pedro
Domingo, 12 de junho de 2011

Queridos irmãos e irmãs!


A solenidade de Pentecostes, que hoje celebramos, conclui o tempo litúrgico da páscoa. Com efeito, o Mistério Pascal – a paixão, morte e ressurreição de Cristo e a sua ascensão ao Céu – encontra o seu cumprimento na poderosa efusão do Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos juntamente com Maria, a Mãe do Senhor, e os outros discípulos. Foi o "batismo" da Igreja, batismo no Espírito Santo (cf. At 1,5). Como narram os Atos dos Apóstolos, na manhã da festa de Pentecostes, um ruído como de vento encheu o Cenáculo e sobre cada um dos discípulos desceram línguas como de fogo (cf. At 2,2-3). São Gregório Magno comenta: "Hoje, o Espírito Santo desceu com som improviso sobre os discípulos e mudou as mentes de seres carnais no interior do seu amor, e enquanto apareciam no exterior línguas de fogo, no interior os corações tornavam-se flamejantes, porque, acolhendo a Deus na visão do fogo, suavemente ardiam por amor" (Hom. in Evang. XXX, 1: CCL 141, 256). A voz de Deus diviniza a linguagem humana dos Apóstolos, os quais se tornam capazes de proclamar de modo "polifônico" o único Verbo divino. O sopro do Espírito Santo preenche o universo, gera a fé, arrasta à verdade, predispõe a unidade entre os povos. "Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua" as "maravilhas de Deus!" (At 2,6.11).

O Beato Antonio Rosmini explica que "no dia de Pentecostes dos cristãos, Deus promulgou... a sua lei de caridade, escrevendo-a por meio do Espírito Santo não sobre tábuas de pedra, mas no coração dos Apóstolos, e por meio dos Apóstolos comunicando-a depois a toda a Igreja" (Catechismo disposto secondo l’ordine delle idee… n. 737, Torino 1863). O Espírito Santo, "que é Senhor e dá a vida" – como recitamos no Credo –, procede do Pai por meio do Filho e completa a revelação da Santíssima Trindade. Provém de Deus, como sopro da sua boca e tem o poder de santificar, abolir as divisões, dissolver a confusão devida ao pecado. Ele, incorpóreo e imaterial, dispensa os bens divinos, sustenta os seres vivos, para que ajam de acordo com o bem. Como Luz inteligível, dá significado à oração, dá vigor à missão evangelizadora, faz arder os corações de quem escuta a alegre mensagem, inspira a arte cristã e a melodia litúrgica.

Queridos amigos, o Espírito Santo, que cria em nós a fé no momento do nosso Batismo, permite-nos viver como filhos de Deus, conscientes e consentindo, segundo a imagem do Filho Unigênito. Também o poder de redimir os pecados é dom do Espírito Santo; de fato, aparecendo aos Apóstolos na noite de Páscoa, Jesus soprou sobre eles e disse: "Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados" (Jo 20, 22-23). À Virgem Maria, templo do Espírito Santo, confiamos a Igreja, para que viva sempre por Jesus Cristo, da sua Palavra, dos seus mandamentos, e sob a ação perene do Espírito Paráclito anuncie a todos que "Jesus é o Senhor!" (1 Cor12,3).

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Perito desmente mitos anti-católicos sobre as Cruzadas.


O perito historiador Dr. Paul F. Crawford do Departamento de História e Ciências Políticas da Universidade de Pensilvânia (Estados Unidos), desmente quatro mitos anti-católicos sobre as Cruzadas, como por exemplo que os participantes teriam se fartado de riquezas quando na verdade aconteceu é que muitos terminaram na ruína financeira.

O investigador das Cruzadas assinala em um artigo publicado em abril deste ano que com freqüência "as cruzada são mostradas como um episódio deploravelmente violento no qual libertinos ocidentais, que não tinham sido provocados, assassinavam e roubavam muçulmanos sofisticados e amantes da paz, deixando padrões de opressão escandalosa que se repetiriam na história subseqüente".

"Em muitos lugares da civilização ocidental atual, esta perspectiva é muito comum e demasiado óbvia para ser rebatida", prossegue.

Entretanto, precisa o perito autor do livro "The Templar of Tyre", a "unanimidade não é garantia de precisão. O que todo mundo ‘sabe’ sobre as cruzadas poderia, de fato, não ser certo".

Seguidamente rebate, um por um, quatro mitos que terminam por mostrar algo que, em realidade, não foram as Cruzadas.

Primeiro mito: "as cruzadas representaram um ataque não provocado de cristãos ocidentais contra o mundo muçulmano"

Crawford assinala que "nada poderia estar mais longe da verdade, e inclusive uma revisão cronológica esclareceria isso. No ano 632, Egito, Palestina, Síria, Ásia Menor, o norte da África, Espanha, França, Itália e as ilhas da Sicilia, Sardenha e Córsega eram todos territórios cristãos. Dentro dos limites do Império Romano, que ainda era completamente funcional no Mediterrâneo oriental, o cristianismo ortodoxo era a religião oficial e claramente majoritária".

Por volta do ano 732, um século depois, os cristãos tinham perdido a maioria desses territórios e "as comunidades cristãs da Arábia foram destruídas completamente em ou pouco tempo depois do ano 633, quando os judeus e os cristãos de igual maneira foram expulsos da península. Aqueles na Pérsia estiveram sob severa pressão. Dois terços do território que tinha sido do mundo cristão eram agora regidos por muçulmanos".

O que aconteceu, explica o perito, a maioria das pessoas sabem mas só lembra quando "recebem um pouco de precisão": "A resposta é o avanço do Islã. Cada uma das regiões mencionadas foi tomada, no transcurso de cem anos, do controle cristão por meio da violência, através de campanhas militares deliberadamente desenhadas para expandir o território muçulmano a custa de seus vizinhos. Mas isto não deu por concluído o programa de conquistas do Islã".

Os ataques muçulmanos contra os cristãos seguiram já não só nessa região mas contra a Europa, especialmente Itália e França, durante os séculos IX, X e XI, o que fez que os bizantinos, os cristãos do Império Romano do Oriente, solicitassem ajuda aos Papas. Foi Urbano II quem enviou as primeiras cruzadas no século XI, depois de muitos anos de ter recebido o primeiro pedido.

Para o Dr. Crawford, "longe de não terem sido provocadas, então, as cruzadas realmente representam o primeiro grande contra-ataque do Ocidente cristão contra os ataques muçulmanos que se deram continuamente desde o início do Islã até o século XI, e que seguiram logo quase sem cessar".

Quanto a este primeiro mito, o perito faz uma singela afirmação para entender um pouco melhor o assunto: "basta perguntar-se quantas vezes forças cristãs atacaram Meca. A resposta é obvia: nunca".

Segundo mito: "os cristãos ocidentais foram às cruzadas porque sua avareza os motivou a saquear os muçulmanos para ficarem ricos"

"Novamente –explica– não é verdade". Alguns historiadores como Fred Cazel explicam que "poucos cruzados tinham suficiente dinheiro para pagar suas obrigações em casa e manter-se decentemente nas cruzadas".

Desde o começo mesmo, recorda o Dr. Paul F. Crawford, "as considerações financeiras foram importantes no planejamento da cruzada. Os primeiros cruzados venderam muitas de suas posses para financiar suas expedições que geraram uma estendida inflação".

"Embora os seguintes cruzados levaram esta consideração em conta e começaram a economizar muito antes de embarcar nesta empresa, o gasto seguia estando muito perto do proibitivo", acrescenta.

Depois de recordar que o que alguns estimavam que as Cruzadas iam custar era "uma meta impossível de ser alcançada", o historiador assinala que "muito poucos se enriqueceram com as cruzadas, e seus números foram diminuídos sobremaneira pelos que empobreceram. Muitos na idade Média eram muito conscientes disso e não consideraram as cruzadas como uma maneira de melhorar sua situação financeira".

Terceiro mito: "os cruzados foram um bloco cínico que em realidade não acreditava nem em sua própria propaganda religiosa, senão que tinham outros motivos mais materiais"

Este, assinala o perito historiador em seu artigo, "foi um argumento muito popular, ao menos desde Voltaire. Parece acreditável e inclusive obrigatório para gente moderna, dominada pela perspectiva do mundo materialista".

Com uma taxa de mortes que chegava perto de 75 por cento dos que partiam, com uma expectativa de voltar financeiramente quebrado e não poder sobreviver, como foi que a predicação funcionou de tal forma que mais pessoas se unissem?, questiona o historiador.

Crawford responde explicando que "as cruzada eram apelantes precisamente porque era uma tarefa dura e conhecida, e porque empreender uma cruzada pelos motivos corretos era entendido como uma penitência aceitável pelo pecado. Longe de ser uma empresa materialista, a cruzada não era prática em termos mundanos, mas valiosa para a alma".

"A cruzada era o exemplo quase supremo desse sofrimento complicado, e por isso era uma penitência ideal e muito completa", acrescenta.

O historiador indica logo que "com o complicado que pode ser para que as pessoas na atualidade acreditem, a evidência sugere fortemente que a maioria dos cruzados estavam motivados pelo desejo de agradar a Deus, expiar seus pecados e colocar suas vidas ao serviço do ‘próximo’, entendido no sentido cristão".

Quarto mito: "os cruzados ensinaram aos muçulmanos a odiar e atacar a cristãos"

Outra vez, esclarece Paul Crawford, que nada está mais afastado da verdade. O historiador assinala que "até muito recentemente, os muçulmanos recordavam as cruzadas como uma instância na que tinham derrotado um insignificante ataque ocidental cristão".

A primeira história muçulmana sobre as cruzadas não apareceu senão até 1899. Por isso então, o mundo muçulmano estava redescobrindo as cruzadas, "mas o fazia com um giro aprendido dos ocidentais".

"Ao mesmo tempo, o nacionalismo começou a enraizar-se no mundo muçulmano. Os nacionalistas árabes tomaram emprestada a idéia de uma longa campanha européia contra eles da escola européia antiga de pensamento, sem considerar o fato de que constituía realmente uma má representação das cruzadas, e usando este entendimento distorcido como uma forma para gerar apoio para suas próprias agendas".

Então, precisa o Dr. Crawford, "não foram as cruzadas as que ensinaram o Islã a atacar e odiar os cristãos. Os fatos estão muito longe disso. Essas atividades tinham precedido as cruzadas por muito tempo, e nos conduzem até à origem do Islã. Em vez disso, foi Ocidente quem ensinou o Islã a odiar as Cruzadas. A ironia é grande". 

Mensagem de Nossa Senhora de Anguera 04.06.11


Queridos filhos, Eu vos amo como sois. Peço-vos ilimitada confiança em Meu Filho Jesus, pois somente n’Ele está vossa plena felicidade. Não tenhais saudade do vosso passado de pecado. Libertai-vos verdadeiramente das fáceis seduções do mundo, pois sois pertença do Senhor. Ele conhece vossas fraquezas e quer ajudar-vos. Abri vossos corações e alegrai-vos, pois Ele vos ama e vos perdoa. Buscai forças na oração e na Eucaristia. Escutai amorosamente o Evangelho do Meu Jesus e deixai que Suas palavras transformem vossas vidas. Tende coragem. Não desanimeis. Não recueis. Eu sou a vossa Mãe e estou muito perto de vós. Quando vos sentirdes tentados, dobrai vossos joelhos em oração diante da cruz. A graça do Meu Jesus vos sustentará e o demônio será derrotado. A humanidade tornou-se pobre espiritualmente e precisa ser restaurada. Sofro por aquilo que vem para vós. Bonifácio vai chorar porque na Altura passará a morte e os Meus pobres filhos gritarão no Extremo . Avante. Eu rogarei ao Meu Jesus por vós. Esta é a mensagem que hoje vos transmito em nome da Santíssima Trindade. Obrigada por Me terdes permitido reunir-vos aqui por mais uma vez. Eu vos abençôo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Ficai em paz

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Partido radical muçulmano quer proibir a Biblia no Paquistão.

Roma, 06 Jun. 11 / 11:43 am (ACI)

O partido islâmico radical Jamiat Ulema-e-Islam pediu ao Tribunal Supremo do Paquistão que proíba a circulação da Bíblia, que qualifica como "livro pornográfico" e "blasfemo".

A agência vaticana Fides informou que este grupo radical tem sua sede em Karachi, onde pôs em marcha uma campanha contra a Bíblia porque segundo seu líder, Abdul Rauf Farooqi, algumas passagens descrevem como "viciosos e imorais" personagens que os muçulmanos consideram profetas.

O Pe. Saleh Diego, quem preside a Comissão "Justiça e Paz" da Arquidiocese de Karachi, alertou que se trata de "uma medida que poderia alimentar o ódio religioso contra os cristãos. É uma ameaça para a coexistência pacífica, um ataque ao coração da nossa fé".

O sacerdote disse que a minoria cristã de por si já é muito débil e está sujeita "às pressões injustas da lei sobre a blasfêmia. Estes grupos radicais querem nos eliminar por completo. Evidentemente se trata só de grupos minoritários, e temos a esperança de que se elevem as vozes dos líderes muçulmanos moderados para deter esta campanha de ódio".

"Nossa resposta como cristãos no Paquistão, é reiterar a urgência do diálogo e do respeito de todos os símbolos religiosos e os livros sagrados de todas as religiões. Mas esperamos que, no nível internacional, possa nascer uma resposta mais forte e decidida, que nos apóie", afirmou, de uma vez que pediu à comunidade internacional que detenha a campanha contra a Bíblia.

Mais uma igreja anglicana dos Estados Unidos adere à Igreja católica.

Autor: Gaudium Press


Washington (Segunda-feira, 06-06-2011, Gaudium Press) Em comunicado emitido nesta segunda-feira, 6, a Arquidiocese de Washington, nos Estados Unidos, informou que, "depois de um profundo período de reflexão", o reitor e os fiéis da paróquia episcopal anglicana de São Lucas, em Bladensburg, estado de Maryland, "decidiram aderir à Igreja Católica Romana através da uma nova estrutura aprovada pelo Papa Bento XVI chamada ordinariato". Esta paróquia é a primeira na área metropolitana de Washington a dar este passo.


Cardeal Wuerl deu uma calorosa mensgem de boas-vindas para a igreja anglicana de São Lucas
Conforme o bispo anglicano, John Bryson Chane, esta foi uma conversão que foi decidida "em um espírito de sensibilidade pastoral e de respeito mútuo". "Os cristãos se movem de uma Igreja a outra com frequência maior que no passado, às vezes como indivíduos, às vezes como grupos. Alegra-me poder satisfazer as necessidades espirituais dos fiéis e do sacerdote de São Lucas, de uma forma que respeita a tradição e a política de nossas Igrejas", disse.

O comunicado anuncia também que o arcebispo de Washington, Cardeal Donald Wuerl, deu uma calorosa mensagem de boas-vindas à paróquia de São Lucas no seio da Igreja Católica e afirmou que reconhece a "abertura da comunidade à guia do Espírito Santo e seu caminho de fé". O purpurado afirmou ainda que a estrutura dos ordinariatos, criada pelo Papa Bento XVI para acolher anglicanos que desejam a plena comunhão com Roma, "proporciona um caminho à unidade, uma vez que reconhece nossas crenças compartilhadas em matéria de fé e, ao mesmo tempo, respeita o patrimônio litúrgico da Igreja Anglicana".

Por sua vez, o reitor da Igreja de São Lucas, reverendo anglicano Mark Lewis, agradeceu ao cardeal Wuerl e ao bispo Chane pelo apoio no caminho de reflexão de sua comunidade. O reverendo será ordenado sacerdote católico brevemente.

O primeiro ordinariato nos Estados Unidos ainda não foi estabelecido pela Santa Sé, por isso, a paróquia de São Lucas, que tem aproximadamente 100 membros, ficará, por enquanto, sob o cuidado da Arquidiocese de Washington.

A estimativa é de que durante a próxima Assembleia Ordinária da Conferência Episcopal norte-americana, a ser realizada no dia 15 de junho, seja apresentado o processo de estabelecimento do ordinariato no país. O cardeal Wuerl é a pessoa encarregada pela Santa Sé para implementar esse ordinariato.