sexta-feira, 11 de outubro de 2013

João Paulo II, Bento e Francisco são papas que se complementam, afirma Arcebispo de Nova Iorque.

1040054_10151839079529789_949383617_o
 ”Cada um dos três últimos Papas teve uma ênfase diferente, mas complementar, destacando diferentes aspectos dos fiéis e da Igreja”, assinalou o Arcebispo de Nova Iorque e Presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, Cardeal Timothy Dolan.
Uma boa maneira de entender os diferentes dons de cada um destes últimos pontífices poderia ser o uso das imagens: alma, mente e coração”, escreveu o Cardeal em uma recente coluna de opinião publicada pelo New York Post.
Os três Papas mais recentes –o Beato João Paulo II que será canonizado em abril de 2014, Bento XVI e o Papa Francisco– “são todos gigantes”, expressou o Cardeal Dolan, e cada um “tem talentos particulares.”
“João Paulo II se enfocava na alma”, indicou. “Seus eloquentes chamados à oração; o seu acento na renovação do espírito, a importância que deu aos sacramentos e devoções da Igreja que trazem a graça e a misericórdia de Jesus, a sua terna confiança na Virgem Maria, a mãe de Jesus, e seu recorde nos processos de canonização, recorda-nos de maneira convincente que a alma é o primeiro.”
“No Papa Bento XVI temos um sucessor de São Pedro, que se enfocava na mente”, continuou o Cardeal Dolan, assinalando que o Bispo Emérito de Roma ajudou a “renovar o vasto patrimônio intelectual da Igreja, e a recordar-nos que a fé e a razão não se opõem, mas, de fato, são aliadas”.
“E agora o Papa Francisco põe ênfase no coração”, escreve o Cardeal. “A calidez, a misericórdia, a alegria, a ternura, a difusão, aceitação e o amor”, são um distintivo de Francisco que usa estas palavras que “vêm do coração, e são muito utilizadas” por ele.
“Não me interpretem mal: Os três sabiam muito bem que a alma, a mente e o coração são todos essenciais”, explicou o Cardeal Dolan, “Mas cada um tinha o seu favorito em particular”.
O Arcebispo de Nova Iorque precisou logo que “Deus nos deu o Papa que necessitávamos para cada época específica”.
“Toda pessoa precisa da alma, da mente e do coração, como os necessita a Mãe Igreja e como cada um de nós precisamos”.

Qual a importância do exame de consciência para nossa vida espiritual?

Um bom católico deve ter o costume de examinar frequentemente a sua consciência. Em geral, o exame de consciência é feito para que a pessoa se prepare melhor para o Sacramento da Confissão, ou também, antes de deitar-se, como uma preparação para a morte, caso ela venha durante o sono. Contudo, a importância de um bom exame de consciência vai além desses dois aspectos.

A doutrina dos grandes santos está repleta de loas ao exame de consciência. Por exemplo, São João Crisóstomo, chegou a dizer que, se uma pessoa se empenhasse num bom exame de sua consciência, dentro de um mês seguramente estaria no caminho da santidade. Trata-se, portanto, de uma doutrina plurissecular da Igreja que merece toda a atenção.

Um livro em especial, "A vida interior simplificada e reconduzida ao seu fundamento", escrito por pelo padre cartuxo François de Salles Poullien, em cuja terceira parte, vários capítulos são dedicados ao exame de consciência. Num deles, o Pe. Poullien relata a experiência de Santo Ignácio de Loyola que dirigia seus filhos jesuítas quase que unicamente pela reflexão pessoal e pela prática dos Sacramentos. De tal forma que na Constituição da Ordem ele não poderia ser tido como dispensável. Isso significa que mesmo um jesuíta que estivesse doente, impedido de rezar, de frequentar os sacramentos estava dispensado de tudo, exceto do exame de consciência.

Sendo assim, como fazer um bom exame de consciência e caminhar em direção à santidade? Existe um tipo, chamado superficial que é aquele que se detém nos atos, ou seja, nos pecados cometidos durante o dia ou ao longo da vida. Já um exame de consciência profundo é aquele que mergulha no coração. Ora, sabe-se que o que se recolhe ao coração são os hábitos, as disposições habituais que, em geral, dão um rumo à vida. Se os hábitos são bons, a vida ruma para o bem, se são maus, a vida está desorientada. Então, é preciso mergulhar nos hábitos e identificá-los.

Para tanto, a pergunta fundamental que deve ser feita é: "onde está o meu coração?" O próprio Jesus afirmou nesse sentido: "onde está o seu coração, aí está o seu tesouro" (Mt 6,21). É a mesma pergunta que Deus fez a Adão ao entardecer do terrível dia em que o pecado veio ao mundo. Na brisa, Deus queria se encontrar com um amigo e perguntou: "Adão, onde estás?" (Gn 3,9). É precisamente a resposta à pergunta do Senhor que interessa ao exame. "Onde eu estava quando não estava com o Senhor?" foi a forma encontrada por São Josemaría Escrivá de Balaguer y Albas para fazer a mesma pergunta. E a resposta em todos os casos é a mesma: disperso.

O coração do homem precisa estar centrado em Deus e o exame de consciência serve para mostrar o quanto é grande o afastamento, o quanto se está longe de Deus, do centro. Os pecados e as disposições habituais são apenas sintomas desse doença que é a distância do núcleo que é Deus. Portanto, identificar para onde está sendo orientada a vida é parte decisiva na cura.

Definido o exame de consciência, é possível dividi-lo em três partes: a primeira é o chamado "golpe de vista", ou seja, aquele olhar que identifica os atos (superficial) e também aquele mais profundo que olha os hábitos já arraigados. A segunda é a contrição, na qual a pessoa percebe que o pecado não só machuca e destrói, como manda para longe o Céu e aproxima perigosamente o Inferno (atrição). Nessa etapa é preciso dar um passo além, o passo do amor filial, saindo da condição de temor servil, percebendo a ofensa cometida contra o pai amoroso e imbuindo-se de um verdadeiro arrependimento por ter causado a ofensa. "Senhor, eu pequei, perdoa-me". A terceira etapa é a resolução ou o propósito de amar mais a Deus, cortar na raiz os maus hábitos e os vícios arraigados no coração.

A frequência ideal do exame de consciência é três vezes ao dia, segundo Santo Ignácio de Loyola, sendo o primeiro pela manhã, de modo preventivo, olhando para a vida, para os vícios e atos maus costumeiramente praticados, orientando as próprias disposições a não cometê-los. O segundo, logo após o almoço, talvez na Hora Média ou numa visita ao Santíssimo Sacramento, avaliando como o dia foi conduzido até aquele momento e reforçando o desejo de acertar (ou não errar) no restante do dia. Por fim, à noite, antes do dormir, seguindo mesmo as orientações da Igreja que recomenda o exame de consciência antes das Completas.

O exame de consciência noturno é o mais importante dos três, pois não versa somente aquele dia (particular), mas deve ter o caráter geral, da vida toda e de como ela está sendo orientada, colocando diante de deus toda miséria, louvando-O pelos bons atos realizados e colocando toda a confiança na misericórdia Dele e meditando no fato de que a salvação só pode vir pela Graça divina. Fazendo assim não há dúvida de que a vida será realmente convertida, conduzida para Deus, naquilo que os antigos chamavam de epistrofe, mudar o rumo, a direção da vida, para que a ovelha errante perdida encontre o Pastor da Alma no fim de cada dia e em todos os dias da vida.

Na missa matutina, Papa alerta para os riscos do demônio

Cidade do Vaticano (RV) – “A presença do demônio no mundo é real e não uma fábula. É o Evangelho que o diz e os cristãos devem sempre estar alertas contra o maligno”. Foi o que recordou o Papa Francisco, comentando na missa matutina na Casa Santa Marta o trecho evangélico da celebração na qual Jesus expulsa o demônio, mas não é compreendido.

Alguns padres, quando lêem esta passagem, ou outras, dizem que Jesus curou aquela pessoa de uma doença mental. É verdade que antigamente se podia confundir epilepsia com estar possuído pelo demônio – disse o Papa – mas é igualmente verdade que o demônio existe! A presença do demônio está na primeira página da Bíblia e também no final, com a vitória de Deus sobre ele”.

A seguir, Francisco indicou três caminhos para resistir ao maligno, sendo vigilantes:

Não confundir a verdade. Jesus luta contra o diabo; e este é o primeiro critério. O segundo é que ‘quem não está com Jesus está contra Jesus’. Não existe outro comportamento. E o terceiro critério é a vigilância do nosso coração, porque o demônio é astuto, nunca é expulso para sempre”.

Advertindo os cristãos para “não ser ingênuos”, o Papa disse que a estratégia do diabo é essa: ele diz “Você é cristão, tem fé, vai adiante que eu não volto. Mas depois, quando você está acostumado e se sente seguro, ele volta”.

“O Evangelho de hoje – explicou o Papa – começa com o demônio expulso e termina com o demônio voltando! É como um leão feroz, que nos circunda. Isto não é mentira” – assegurou Francisco:

É a Palavra do Senhor. Peçamos a Ele a graça de levar a sério estas coisas. Ele veio lutar por nossa salvação e venceu o demônio! Não façamos negócios com o demônio; ele tenta voltar para casa, se apoderar de nós. Não devemos relativizar, mas vigiar, sempre e com Jesus”.
(CM)



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A cultura pornográfica e a banalização da sexualidade

Nunca foi tão fácil macular o próprio corpo, templo do Espírito Santo, como nestes tempos, com o advento da pornografia virtual

Como uma droga, o pecado da pornografia destrói e aprisiona o ser humano.
Uma das maiores dificuldades para os jovens que desejam viver a castidade hoje são as inúmeras ocasiões de pecado que lhes são apresentadas quotidianamente, em altas doses. Roupas decotadas e ofensivas à modéstia, imagens sensuais em anúncios de outdoors, palavras indecorosas em livros "da moda", programas televisivos indecentes: em praticamente todos os ambientes pelos quais se passa, há alguma insinuação perversa – o "dedo" do demônio convidando as pessoas ao pecado da impureza.
Nunca foi tão fácil macular o próprio corpo, templo do Espírito Santo, como nestes tempos, com o advento da pornografia virtual. Se é verdade que há muitos cristãos utilizando a Internet para buscar entretenimento sadio, conhecimento e, muitas vezes, aumentar a sua fé em Jesus Cristo e na Sua Igreja, outras porções de pessoas têm se aproveitado das comodidades do mundo virtual para saciarem seu anseio de felicidade nos lugares errados.
O Catecismo da Igreja Católica, ao falar da pornografia, lembra que ela "ofende a castidade, porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos um ao outro" (§ 2354). A colaboração com a produção deste material, em qualquer nível (seja no da atuação, comercialização ou consumo), é pecado grave.
É bem verdade que a cultura relaxada em que vivemos tem contribuído para enfraquecer nas pessoas aqueles valores e noções importantes, constantemente pregados pela Igreja, que tanto bem fazem à humanidade, dando equilíbrio e estabilidade à civilização. Porém, negar a realidade não vai fazer com que ela deixe de ser. O veneno pode se esconder em belos frascos, mas nem por isso deixa de ser veneno. Nem por isso deixa de ser mortal. O ser humano possui uma dignidade intrínseca e o homem e a mulher foram criados para viver a sexualidade no dom divino do Matrimônio: nenhuma realidade terrena, por mais forte e hostil que seja, poderá apagar esta verdade.
De fato, sequer é preciso ser católico para detectar a maldade inerente à pornografia. Para reconhecê-la, basta – como recordou em várias ocasiões o Papa Bento XVI – identificar a existência de uma moralidade objetiva inscrita no coração dos homens – a "lei moral natural".
Para as mentes corretamente formadas, esta lei moral se manifesta através da famosa “voz da consciência”. Àqueles que, como o filho mais novo da parábola evangélica, têm se chafurdado na lavagem dos porcos: lancem um olhar sincero para o próprio coração. No começo, a malícia da pornografia parece evidente, mas a exposição contínua a doses cada vez mais pesadas do material vai estrangulando a consciência que indica o erro e diminuindo a resistência ao pecado… Pouco a pouco, vai-se criando um mau hábito, do qual, agora, muitas pessoas se veem em tremendas dificuldades para sair.
É assim porque a pornografia causa dependência. O dr. Valerie Voon, neurocientista da Universidade de Cambridge, realizou um estudo com pessoas que viam material pornográfico de modo compulsivo. A conclusão foi um "claro paralelismo com as pessoas viciadas em substâncias", como heroína ou álcool. Isto sem falar das inúmeras perversões sexuais presentes na pornografia, que, se não eliminam por completo as noções de limites e moderação, alçam à categoria da normalidade verdadeiras aberrações, só defendidas hoje pelos completamente afetados promotores da "ideologia de gênero".
Por isso, o Catecismo da Igreja Católica não só recorda que a pornografia é um pecado, mas também que "as autoridades civis devem impedir a produção e a distribuição de material pornográfico". Não é possível que o Estado persiga o bem comum se permite aos seus cidadãos que se machuquem de modo tão sério, gerando consequências que não se limitam à esfera espiritual, mas prejudicam as pessoas no convívio familiar, em seu trabalho, nas suas relações com as demais pessoas e em outros tantos ambientes.
Se para reconhecer esta situação sequer é preciso crer, para livrar-se dela não se pode dizer o mesmo. É na busca sincera do perdão de Deus que se encontra o caminho para aquele que "peca contra o seu próprio corpo" (1 Cor 6, 18). É aterrador constatar como o hedonismo tem se tornado "cultura" e como a sua influência nociva é forte e crescente. Para enfrentá-lo, o Senhor pede-nos coragem. "Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo" (Jo 16, 33).
Por Equipe Christo Nihil Praeponere | Informações: Religión en Libertad

Não, Pio XII não se calou

Passados 55 anos da morte do venerável Papa Pio XII, é momento de voltar alguns anos e honrar a sua grandiosa memória

Há uma lenda negra em curso: a de que o Papa Pio XII teria sido conivente com os crimes perpetrados pelos nazistas em meados do século XX.
Essa mentira nasceu de uma peça teatral, produzida por Rolf Hochhuth, no ano de 1963, de nome "O Vigário" (Der Stellvertreter, em alemão). Nela, Eugenio Pacelli é retratado como um homem pusilânime e covarde diante da deportação de judeus para campos de concentração. A obra de Hochhuth inspirou o filme Amen (Costa-Gavras, 2002). No decorrer da trama, um padre jesuíta tem pressa para falar com o Papa, para pedir a ele que se manifeste com mais veemência a favor dos judeus e contra o Holocausto. O clérigo é recebido com frieza pela personagem de Pacelli, que se limita a dizer que o coração do Pontífice sangra pelas vítimas do Holocausto... e nada mais.
O auge da difamação acontece em 1999, com a publicação de "O Papa de Hitler" (The Hitler’s Pope). Mesmo que o seu autor, John Cornwell, tenha admitido que, ao escrever a dita biografia, "faltou equilíbrio" de sua parte01, o mito permanece e não são poucos os acadêmicos que recorrem a todas estas obras mentirosas para acusar a Igreja de conluio com Hitler.
Os fatos, porém, são outros. Hoje, sabe-se que tanto barulho em torno da figura de Pacelli não passou de um plano arquitetado pela KGB para desacreditar a Igreja Católica02. Além disso, ainda que Pio XII tenha preferido a estratégia de ações concretas para poupar a vida de milhares de judeus, não é correto falar que o Pontífice tenha se "silenciado" diante da iniquidade que se passava na Alemanha.
A ação de Eugenio Pacelli contra o nazismo começa ainda no pontificado de Pio XI, quando ele era secretário do Estado do Vaticano. Em 1937, foi ele quem escreveu grande parte da famosa encíclica Mit Brennender Sorge ("Com ardente preocupação"), condenando os erros do nazismo."Naquele tempo, Pio XI estava gravemente doente e lembro-me de [que] ele reteve o texto de Pacelli durante dois dias, corrigindo-o só levemente e assinando-o, depois. Portanto, esta encíclica que mostrava o verdadeiro rosto do nazismo, foi obra do cardeal Pacelli", conta o padre Roberto Leibier, colaborador de Pio XII03.
A carta foi lida integralmente, durante a Missa, em mais de 11 mil igrejas da Alemanha. Suas palavras eram duras: "Só espírito superficiais podem cair no erro de falar de um Deus nacional, de uma religião nacional, e empreender a louca tentativa de encerrar Deus, criador do mundo, nos limites de um só povo e na estreiteza étnica de uma única raça". E ainda: "As leis humanas que estão em contraste insolúvel com o direito natural, estão feridas de vício original, não sanável nem com coações nem com desdobramento de força externa"04.
Os nazistas tinham entendido a mensagem de Roma. Ainda que a carta de Pio XI em nenhum momento usasse as palavras "nazismo" ou "judeus", o órgão oficial da SS – a organização paramilitar ligada ao Partido Nazista – qualificara a encíclica como "um insulto à nova Alemanha". Também Hitler reagiu à ousadia da Igreja, no 1º de maio daquele mesmo ano: "Não podemos suportar que esta autoridade, que é a autoridade do povo alemão, seja atacada por quem quer que seja. Isto vale para todas as Igrejas. Enquanto elas se ocupam dos seus problemas religiosos, o Estado não se preocupa com elas. Mas, quando elas tentam, através de medidas de todo o gênero, com escritos, encíclicas, etc., atribuir a si mesmas direitos que competem exclusivamente ao Estado, nós reprimi-las-emos (...). Da moralidade do Estado e do povo alemão tratarão os dirigentes do Estado alemão".
A represália dos dirigentes do Partido Nazista foi grande. A imprensa católica foi suprimida e processos contra clérigos católicos ressuscitaram das cinzas. Quando o Papa Ratti faleceu e Pacelli foi eleito, ele sabia da responsabilidade que tinha diante de si, do perigo que corriam não só os judeus, mas os próprios católicos alemães. Se uma mensagem com expressões indiretas causara tamanho rebuliço, uma condenação mais direta poderia causar uma verdadeira tragédia.
Mesmo consciente disto, Pio XII não se calou. Mal assumira o trono de Pedro, Pio XII condenou "a premeditada agressão a um povo pequeno, trabalhador e pacífico, com o pretexto de uma ameaça que nem existe nem é querida e nem sequer é possível" e pediu o respeito "às verdadeiras necessidades e às justas exigências das nações e dos povos, como também das minorias étnicas", fazendo clara alusão ao povo judeu05.
Quando o exército alemão invadiu os países baixos, novamente o Pastor Angelicus levantou a sua voz. Enviou telegramas aos soberanos da Holanda, da Bélgica e de Luxemburgo, deplorando as ações bélicas nazistas perpetradas "contra a sua vontade e o seu direito". De novo, as atitudes do Papa não agradaram nada às potências do Eixo. O texto das mensagens diplomáticas foi publicado por L’Osservatore Romano e "os ardinas do jornal vaticano foram maltratados tal como foram agredidos todos os que foram vistos com um exemplar do diário"06.
Em dezembro de 1940, Pio XII oferece socorro aos refugiados da guerra e decide nominar diretamente os judeus. "Nem menor conforto é para nós ter tido condições de consolar, com a assistência moral e espiritual dos nossos representantes e com o óbolo dos nossos subsídios, um número enormíssimo de refugiados, de expatriados e de emigrantes, também entre os de estirpe semita..."07.
As manifestações do Santo Padre não param aí. Nas grandes radiomensagens natalícias de 1941 e 1942, o Papa Pacelli não poupou tinta para condenar a totaler Krieg ("guerra total") de Hitler e "o conceito que reivindica para certas nações, raças ou classes o instinto jurídico, como último imperativo e norma sem apelação"08. Era uma denúncia direta do ódio pregado pelos orgulhosos advogados da "raça ariana", os nazistas.
Um fato particularmente curioso da vida de Pacelli ilustra sua inconformidade visceral com os projetos de Adolf Hitler. De acordo com a sua fiel serviçal, a irmã Paschalina Lehnert, Pio XII estava convencido, ainda nos tempos de nunciatura em Berlim, de que Hitler "estava completamente possesso"09. Tudo leva a crer que estas palavras devem ser lidas em seu sentido literal. Um de seus sobrinhos conta que "Pio XII teria até o hábito de rezar, durante a guerra, orações de exorcismo para tentar expulsar o diabo da alma de Hitler"10.
Papa de Hitler? Pode-se até questionar a ação diplomática de Pio XII em tempos de guerra: se poderia ter sido mais prudente ou mais enfático, se poderia ter se pronunciado mais ou dito menos... Porém, falar de "silêncio" ou pior, de pacto com Hitler, é aderir à tática suja de quem usa qualquer pedaço de pau para bater na Igreja Católica. O Pastor Angelicus manifestou-se várias vezes em favor da vida dos inocentes e contra as arbitrariedades ideológicas dos partidários nazistas.
Isto não é apologia de católico papista; é apenas história.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

EUA: Escola é forçada a retirar retrato de Jesus e pagar US$ 100 mil a grupo ateísta


09.10.2013 -
n/d
Conflitos judiciais entre cristãos e ateístas tem chamado a atenção nos EUA e o último ocorreu em uma escola, no centro-oeste do país, que foi forçada a retirar um retrato de Jesus Cristo e pagar cem mil dólares a grupos ateístas, por conta de uma determinação judicial.
A escola Jackson Middle School, em Jackson, estado de Ohio, foi acusada pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e pela Fundação Liberdade de Religião (FFRF) por ter violado os direitos constituicionais dos alunos, em função da pintura do rosto de Jesus no salão de honra da escola. O retrato permanecia no local há mais de 60 anos.
"Tudo isso foi desnecessário. A lei é muito clara, a exibição deste tipo particular de artefato religioso (em escola pública) é inconstitucional", afirmou James Hardiman, diretor jurídico da ACLU Ohio, à Associated Press.
Apesar da decisão da justiça de Ohio, a escola divergiu ao ressaltar que o quadro se encontrava à exposição de poucas pessoas, além de estar ao lado de outras figuras históricas e não distinguir uma religião em detrimento de outra.
A escola pretendia retirar a pintura do salão de honra e pagar a multa estipulada. Contudo, o quadro continua em um local visível ao ser utilizado nas reuniões de oração dos alunos.
A princípio, a instituição pretendia recorrer e lutar contra o processo, mas uma questão financeira seria o principal obstáculo no momento, já que sua companhia de seguros se negou a pagar os custos legais e danos
Sem muita escolha, a escola deve resolver a situação conforme a justiça estabeleceu, para evitar novas complicações, conforme orientado por seus advogados.
Casos semelhantes ocorreram em Cranston, onde a ACLU pediu que a escola local retirasse um banner de oito metros, por conter texto de fundo religioso, além de um processo contra uma escola em Connellsville, acionada pela FFRF pela exibição de um monumento com os Dez Mandamentos na escola Connellsville School District.
Fonte: The Christian Post

Pe. Paulo Ricardo responde a fala do Papa Francisco, de que um Deus Católico não existe


09.10.2013 
Nós podemos afirmar que todas as religiões são caminhos de salvação?
A missão da Igreja é universal, pois corresponde ao chamado do Mestre: "ide pelo mundo e fazei discípulos entre todas as nações" (Mt 28, 19). A salvação dos homens só acontece por meio de Jesus Cristo, na sua continuação histórica nesta terra: a Igreja Católica.
VEJA O VIDEO DO PADRE PAULO RICARDO:
Fonte: padrepauloricardo.org  e  fimdostempos.net

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Rosário, uma arma contra as ciladas do demônio

A Igreja celebra neste 7 de outubro a festa de Nossa Senhora do Rosário, recordando a vitória dos cristãos na batalha de Lepanto

Foram várias as ocasiões, ao longo da história da Igreja, em que a assistência providencial da Virgem Maria fez com que os cristãos travassem o bom combate (cf. 2 Tm 4, 7) e guardassem intacto o "precioso depósito" da fé católica (2 Tm 1, 14).
Não se contentando em deixar aos homens o seu digno exemplo de mãe e discípula de Jesus, o Senhor presenteou a Sua Igreja com o dom inestimável do Santo Rosário. No final do século XII, para vencer a influente heresia dos albigenses (de matriz gnóstica, esta heresia chegava a negar a ressurreição de Jesus), São Domingos de Gusmão recorreu ao auxílio de Nossa Senhora. "Insigne pela integridade da doutrina, por exemplos de virtude e pelos seus labores apostólicos", escreve o Papa Leão XIII, Domingos confiou "não na força das armas, mas sobretudo na daquela oração que ele, por primeiro, introduziu sob o nome do santo Rosário, e que, ou diretamente ou por meio dos seus discípulos, depois divulgou por toda parte"01.
A grandeza desta devoção, já profundamente enraizada no espírito dos católicos de todo o mundo, reside especialmente em sua simplicidade. Nesta "escola de oração" – como a chamou o Papa Francisco, no Angelus deste domingo02 –, os cristãos são chamados a configurar-se de modo mais perfeito a Jesus Cristo, meditando os mistérios de sua vida e haurindo deles a força para perseverar dia a dia na fé.
Era assim que o bem-aventurado João XXIII – cuja canonização se avizinha – ensinava os católicos a rezarem o Santo Terço: "Na oração do rosário, aquilo que conta é o movimento dos lábios em sintonia com a devota meditação de cada mistério"03. Mais do que simplesmente recitar Pai Nossos, Ave Marias e Glórias em uma "monótona sucessão das três orações"04 – o que, em tempos de materialismo e irreligiosidade, já é louvável –, é importante que os cristãos façam sempre alguns momentos de silêncio, a fim de realizar a oração mental, sem a qual é impossível se santificar.
A partir destas lições, não é difícil entender por que os neoprotestantes dentro da Igreja estão totalmente equivocados quando dizem que o Rosário é uma oração excessivamente mariana – ou, no seu dizer, "mariocêntrica". É claro que as suas críticas são preocupações escrupulosas de quem teme ofender a Jesus honrando Sua santíssima Mãe. No entanto, nem isto justifica que se acoime o Santo Terço de "esquecer" ou "desprezar" Jesus. Basta rezar com o mínimo de diligência o Santo Rosário para perceber que o centro de toda a oração está na contemplação dos mistérios da vida de Jesus, desde a Sua encarnação no seio da Virgem até a Sua gloriosa ascensão aos céus. As Ave Marias são, sobretudo, coroas de rosas que se oferecem a Nossa Senhora, a fim de ornar com a sublimidade da saudação angélica os pilares fundamentais de nossa salvação.
A memória de Nossa Senhora do Rosário, instituída no século XVI pelo Papa São Pio V, é um retrato particularmente notável da força desta simples oração. Foi em Lepanto, no dia 7 de outubro de 1571, que os fiéis combatentes católicos, com a bênção do Santo Padre e a proteção da Virgem das Vitórias, venceram os turcos muçulmanos, que estendiam seu domínio por grande parte da Europa. A vitória rápida se deveu à grande confusão dos otomanos, que ficaram aterrorizados ao vislumbrar, acima dos mastros da esquadria católica, a imagem de uma Senhora de aspecto grandioso e ameaçador.
Assim como triunfou na batalha de Lepanto, a Igreja militante é chamada a recorrer continuamente à Mãe do Rosário, para vencer a guerra mais importante de todas – a que diz respeito à salvação das almas. E, assim, no Céu, todos entoarão a famosa frase que representou aquele grande combate marítimo: Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii victores nos fecit – Nem as tropas, nem as armas, nem os combatentes, mas a Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

* Padre, demitido de suas funções por ser maçom, ‘tenta’ explicar e justificar sua dupla “filiação”.

vesin2Padre Vesin em Roma
O padre maçom francês que nesse verão fez uma peregrinação a pé até Roma, em uma tentativa de explicar sua dupla filiação, expressou nessa quinta-feira o seu desapontamento por não ter sido recebido pelo Papa.“Mesmo que não se deva sonhar com um encontro com o Papa Francisco, não tenho o direito a uma resposta?”, questionou, em um e-mail enviado à AFP, o padre Pascal Vesin, demitido das suas funções como pároco em maio pelo Bispo de Annecy (Alpes franceses).
Eu pensei que a minha vinda e minha mensagem portadora de uma questão que está além de mim e que se refere a muitos católicos chamaria a sua atenção”, escreveu ele, considerando que a pena lhe foi imposta é “injustificada”. À agência I.Media, especializada em Vaticano, o padre Vesin admitiu ter sido brevemente recebido por um sub-subsecretário da Congregação para a Doutrina da Fé, que o tratou “como quantidade insignificante”, lembrando a ele a “incompatibilidade” entre os princípios da fé e a Maçonaria.
Em 21 de agosto, depois de uma peregrinação de 39 dias desde Megeve, nos Alpes franceses, até o Vaticano, o padre Vesin chegou a Roma na esperança de que o Vaticano entendesse suas razões e que Franciso suspendesse a sanção. Sacerdote há 17 anos, o Pascal Vesin, 43 anos, pastor da paróquia de St. Anne d’Arly-Montjoie em Megeve é ​​membro ativo do Grande Oriente de França há 13 anos. Apegado à Igreja e ao seu sacerdócio, ele acredita que a Maçonaria evoluiu, levanta questões interessantes e não é mais hostil à religião como era um século atrás. Em maio, o padre havia sido afastado de suas funções, impedido de celebrar e comunicar, devido à sua “participação ativa” em uma loja. Ele continua a ser um padre, “mas sem o direito de exercer” explicou o bispo, acrescentando que a pena pode ser dispensada se ele deixar a Maçonaria.
Sua diocese tinha justificado a punição, explicando que o padre tinha decidido, apesar dos avisos pela liberdade absoluta de consciência, reivindicando sua dupla filiação.

Inglaterra: Juiz quer abolir juramentos sobre a Bíblia porque ninguém acredita mais


08.10.2013 -
n/d
Durante séculos, réus e testemunhas nos tribunais britânicos juravam dizer a verdade colocando uma das mãos sobre a Bíblia. Agora, os juízes da Inglaterra estão pedindo que as pessoas não façam mais esse tipo de juramento. O argumento é que na maioria das vezes as pessoas não levam isso a sério.
A principal alegação é que um novo juramento seria mais justo para todos, sem precisar envolver a religião e sem que os acusados esqueçam que podem ser presos caso mintam. Alguns líderes cristãos se manifestaram contrários. Eles lembram que membros de outras religiões têm a opção de fazer o juramento sem qualquer referência à Bíblia. Mesmo assim, essa mudança iria prejudicar ainda mais a herança cristã da Grã-Bretanha.
A decisão histórica será debatida este mês pela Associação dos Magistrados e, caso for aprovada, será enviada para o Ministério da Justiça.
Um dos principais defensores da mudança é Ian Abrahams, um magistrado da cidade de Bristol. Ele reconhece que parece drástico acabar com séculos de tradição envolvendo o juramento religioso. Durante entrevista, ele explicou: “Cada vez mais vejo as pessoas encolhendo os ombros quando pedimos para colocar a mão sobre a Bíblia. Outras testemunhas acham errado jurar sobre um livro sagrado, e podem optar por fazer uma simples afirmação… As pessoas precisam apenas demonstrar que entendem que poderão ir para a cadeia se não disserem a verdade”.
Abrahams conta que foi criado na fé judaica, mas hoje se considera um ateu. “Nosso movimento pretende apenas abolir comentários sobre a religião no tribunal, mas não é algo antirreligioso”, justifica.
O bispo Michael Nazir-Ali, da Igreja Anglicana, religião oficial da Inglaterra, lamenta: “Isso é uma prova da crescente secularização da sociedade. Onde isso vai acabar? A Bíblia está ligada à Constituição, às instituições e à história deste país… Estamos sendo obrigados, em nome da tolerância e da secularização, abrir mão disso”.
Arun Arora, diretor de comunicações da Igreja da Inglaterra, acrescentou: “Levando em conta o último censo, que mostrou quase 60% dos cidadãos se identificando como cristãos, esta proposta parece ignorar a realidade de que continuamos a ser um povo de fé”.
John Glen, representando do primeiro-ministro em Salisbury e juiz aposentado, foi enfático: “Isso cheira a outra ideia louca em nome do politicamente correto”.
Durante centenas de anos, as testemunhas diziam nos tribunais, enquanto colocavam a mão sobre a Bíblia: “Juro por Deus Todo-Poderoso que irei dizer a verdade, toda a verdade e nada além da verdade”. Posteriormente, seguidores de outras religiões podiam optar por fazer juramentos com outros livros sagrados. Os muçulmanos juram sobre o Alcorão e os judeus sobre a Torá, por exemplo. Já existia a opção de as pessoas dizerem ‘solenemente e verdadeiramente’ apenas o que viram, sabendo das consequências legais caso mentissem.
A proposta de Abrahams e seu grupo é que se diga apenas: “Prometo sinceramente dizer a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade. Entendo que se eu não fizer isso estarei cometendo um delito pelo qual posso ser punido e enviado para a prisão”.
Com informações de Daily Mail  e  Gospel Prime

EUA: Hambúrguer com hóstia gera revolta entre católicos de Chicago


n/d
Uma famosa lanchonete de Chicago, nos EUA, gerou uma grande polêmica com a comunidade católica da cidade ao oferecer o "Hambúrguer do Espírito Santo", que inclui entre seus ingredientes uma hóstia não consagrada.
Em sua página do Facebook, a lanchonete explica que o "Ghost Burger" (alusão ao Espírito Santo) inclui pimenta, queijo cheddar branco, "vinho tinto reduzido (o sangue de Cristo) e hóstia (o corpo de Cristo)".
A hóstia que acompanha o hambúrguer bovino não é benzida, mas tem o símbolo da cruz.
O lançamento gerou polêmica nas redes sociais e a cidade, onde muitos fiéis o consideram um "sacrilégio" e um "insult"'.
Em mensagem na página de Facebook do restaurante, o internauta Keir Norwell, da cidade de Buffalo Grove (Illinois), disse que incluir esse hambúrguer no menu é de "muito mau gosto".
Após a polêmica, o estabelecimento disse que 'trabalha duro para oferecer combinações criativas' e agradeceu apoio das pessoas que entenderam que, "de nenhuma maneira", criaram este hambúrguer como um 'ataque às crenças religiosas'.
O gerente geral da lanchonete Kuma's Corner, Luke Tobias, explicou que o nome do hambúrguer é uma homenagem à banda sueca de heavy metal Ghost B.C.
Os donos da Kuma's fizeram ainda referência à liberdade religiosa e de expressão garantidas na Constituição americana para justificar sua decisão de criar este hambúrguer, que será vendido durante todo o mês de outubro.
Para refrear a péssima repercussão, o restaurante enviou ainda uma doação de US$ 1.500 à arquidiocese Católica de Chicago, que rejeitou o dinheiro.

Padre João Batista: Estou perplexo com a declaração do Papa de não existir um Deus católico


08.10.2013 -
n/d
02.10.2013 - Confesso que fiquei perplexo lendo esta frase ontem: “Não existe um Deus católico.”
Embora a expressão “Deus católico” seja insólita, negá-la no contexto em que foi negada tem consequências desastrosas.  Realmente.
O Antigo Testamento está repleto da expressão o Deus de Israel, o Deus de Abraão, Isac e Jacó, atestando que o Deus vivo e verdadeiro se revelava ao povo eleito, depositário de suas promessas e ensinamentos, e se distinguia dos ídolos dos falsas religiões que aterrorizavam os povos pagãos.
Completando-se com a encarnação do Verbo de Deus a Revelação Divina, a qual se encerra com a morte do último apóstolo, e sendo a Igreja Católica a depositária de tal revelação, dizer que não se crê em um “Deus Católico” parece-me favorecer a heresia  monolátrica, isto é, a crença em um deus único, concebido pela mente humana, distintodo Deus Uno e Trino, que se revelou, encarnou, fundou a Igreja Católica para perpetuar sua obra de salvação do mundo.
Dizer “não existe um Deus Católico”, no ambiente atual de ecumenismo maçônico e diálogo interreligioso sem fronteiras, só contribui para a demolição da fé católica e reforça a marcha do mundo contemporâneo rumo ao deísmo, ao panteísmo, à gnose universal. Afirmar “não existe um Deus Católico”  é um convite dirigido aos “irmãos” pedreiros livres e aos “homens de boa vontade” para trabalharem todos juntos na fundação de uma nova religião de uma nova era da humanidade, em que o homem será a sua própria lei.
A infelicidade de tal afirmação cresce ainda mais quando se tem presente que nos dias de hoje  o Deus da Metafísica, o Ser Absoluto, o primeiro Motor Imóvel, a Causa Primeira incausada, o Ato Puro dos estudiosos da Ontologia, que serve de base para uma exposição racional do mistério da Revelação Divina, desapareceu completamente da cultura contemporânea. De modo que negar o “Deus Católico” não significa ceder lugar ao Ser Absoluto na mente dos homens de hoje, mas sim ceder lugar à “energia cósmica” que alguns imaginam como um demiurgo.
Acresce que na mesma entrevista o bispo de Roma disse que “cada um tem a sua própria concepção de bem e mal e deve escolher seguir o bem e combater o mal como concebe .” Ora, isto equivale a proclamar a soberania absoluta da consciência individual, que já não terá sua autoridade e legitimidade à proporção em que aplica fielmente a lei de Deus na direção da vida humana.
Sinceramente, estou convencido de que a chave para entender o drama dos nossos tempos, não está tanto em meditar as promessas de Cristo de que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja, quanto na meditação da passagem  do Evangelho segundo Lucas: “Mas,  quando vier o Filho do homem, julgais vós que encontrará fé sobre a terra? “(Lc. 18, 8). Sim, as portas do inferno não prevalecerão, mas os homens maus têm um poder enorme de corromper a fé e desfigurar a Igreja e reduzi-la a frangalhos.
Se se dispensa um “Deus Católico”, se cada um pode seguir o bem como o concebe, será necessária a Igreja para a salvação? No máximo, será um auxílio para aqueles que querem construir uma utopia de um mundo novo, de um mundo melhor de liberdade, igualdade e fraternidade.  Em tal perspectiva, que restará da Igreja? Restarão grupos esparsos de homens que conservam a fé imutável no Deus Uno e Trino.
Que Deus tenha misericórdia de nós. As tentações são muitas. Que Nossa Senhora das Vitórias, neste mês do Rosário, esmague as esquadras do modernismo, como em Lepanto esmagou o inimigo infiel.
Anápolis, 2 de outubro de 2013.
Festa dos Santos Anjos Custódios.
Padre João Batista de Almeida Prado Ferraz Costa.
Fonte: santamariadasvitorias.org  e  www.amormariano.com.br  (visita recomendada)

Nota de www.rainhamaria.com.br
Disse São Josemaría Escrivá: Não podemos esquecer que a Igreja é muito mais do que um caminho de salvação: é o único caminho. Ora isto não foi inventado pelos homens, mas foi Cristo quem assim dispôs: o que crer e for batizado, será salvo; o que, porém, não crer, será condenado. Por isso se afirma que a Igreja é necessária, com necessidade de meio, para nos salvarmos. Já no século II Orígenes escrevia: se alguém quer salvar-se, venha a esta casa, para que possa consegui-lo… Que ninguém se engane a si mesmo: fora desta casa, isto é, fora da Igreja, ninguém se salva. E S. Cipriano: se alguém tivesse escapado (do dilúvio) fora da arca de Noé, então poderíamos admitir que quem abandona a Igreja pode escapar da condenação.
Extra Ecclesiam, nulla salus. É o aviso contínuo dos Padres: fora da Igreja católica pode encontrar-se tudo – admite Santo Agostinho – menos a salvaçãoPode ter-se honra, pode haver Sacramentos, pode cantar-se o “aleluia”, pode responder-se “amém”, pode defender-se o Evangelho, pode ter-se fé no Pai, no Filho e no Espírito Santo e, inclusivamente, até pregá-la. Mas nunca, se não for na Igreja católica, pode encontrar-se a salvação.
No entanto, como se lamentava Pio XII há pouco mais de vinte anos, alguns reduzem a uma fórmula vã a necessidade de pertencer à Igreja verdadeira para alcançar a salvação eterna. Este dogma de fé integra a base da atividade co-redentora da Igreja, é o fundamento da grave responsabilidade apostólica dos cristãos. Entre os mandatos expressos de Cristo determina-se categoricamente o de nos incorporarmos no Seu Corpo Místico pelo Batismo. E o nosso Salvador não só promulgou o mandamento de que todos entrassem na Igreja, mas estabeleceu também que a Igreja fosse meio de salvação, sem a qual ninguém pode chegar ao reino da glória celestial.
É de fé que quem não pertence à Igreja não se salva; e que quem se não batiza não ingressa na Igreja. A justificação, depois da promulgação do Evangelho, não pode verificar-se sem o lavacro da regeneração ou o seu desejo, estabelece o Concilio de Trento.
São Josemaría Escrivá
Amar a Igreja”, cap. 2, 24

LEMBRANDO TAMBÉM...
n/d

Nota Final de www.rainhamaria.com.br
Profecia do Arcebispo Fulton J. Sheen.
(Atualmente está em curso o processo para sua canonização)
n/d
Sua Santidade Papa Pio XII e o Arcebispo Fulton J. Sheen.
"Ele (Satanás) criará uma contra-igreja que será o macaco da Igreja, porque ele, o Diabo, é o macaco de Deus. Ela terá todas as notas e as características da Igreja, mas no sentido inverso e esvaziada de seu divino conteúdo. Será um corpo místico do anticristo que vai em todas as aparências assemelhando-se ao corpo místico de Cristo. .Em seguida, será verificado um paradoxo - as muitas acusações com que os homens no século passado, rejeitaram na Igreja, serão as razões pelas quais passarão a aceitar a contra-igreja." (...)
Fonte: Arcebispo Fulton J. Sheen, Communism and the Conscience of the West, (Bobbs-Merrill, 1948), pp. 24 – 25.]

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O Evento de Música mais Satânico do Mundo: O Demônio devorando nossa juventude


06.10.2013 - Nota de www.rainhamaria.com.br
Diz na Sagrada Escritura:
"Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar". (1Pd 5,8)
"Mas, ó terra e mar, cuidado! Porque o Demônio desceu para vós, cheio de grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta". (Ap 12, 12)

VEJA ESTE VIDEO, NOSSOS JOVENS PRESAS FÁCEIS DO DEMÔNIO.
(VEJA EM TELA CHEIA PARA VER OS DETALHES)
(Fonte: Cooreio de DEUS)

Diz ainda na Sagrada Escritura:
"Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!" (Is 5, 20)
"Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores". (Salmos 1, 1)
"Ainda que floresçam os ímpios como a relva, e floresçam os que praticam a maldade, eles estão à perda eterna destinados". (Salmos 91, 8)
"Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: - Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos". (São Mateus 25, 41)

Escritório de Imprensa do Vaticano tem perdido o controle da mensagem, sob o Papa Francis?

    ROMA, domingo, 03 de outubro de 2013 ( LifeSiteNews.com ) - Eu não sei se eu sou o único a ter notado, mas parece haver algo de estranho acontecendo no Vaticano. Não, eu não estou falandosobre tudo isso , pelo menos não diretamente. Eu estou falando sobre o estranho, por muito tempo, quase desajeitado e, ouso dizer, o silêncio envergonhado, que reinou de escritório de imprensa do Vaticano sobre todas as declarações e ações desde sua eleição extraordinária do papa Francis.
    Eu não estou indo para ir em todos os detalhes das observações feitas pelo papa Francis na imprensa - começando com sua blockbusting entrevista avião a caminho de casa do Brasil - que eu tenho certeza que a maioria dos leitores sabe muito bem até agora .
    Pe. Lombardi respondendo a perguntas de jornalistas
    Pe. Lombardi respondendo a perguntas de jornalistas
    Nós todos vimos as conseqüências. Ativistas homossexuais agradecendo Francis para "suavizar a política da Igreja sobre a homossexualidade", o Abortion Rights Ação Liga Nacional agradecendo Papa Francis para ... ninguém parece bastante certo que , e até mesmo um ateu EUA talk showdeclarando Francis ateu .
    Através de tudo isso, ainda que os textos completos italianos das duas entrevistas foram lançados para o site da Rádio Vaticano, não houve nada na forma de esclarecimentos oficiais, correções, ou mesmo recusas estrondosas da Sala Stampa.
    Nos quase dez anos tenho vindo a cobrir Vaticano e notícias relacionadas com a Católica, através de três papados Agora, eu não me lembro de uma época em que o alvoroço causado por coisas que um papa está dizendo e fazendo atingiu tão profundamente nas mentes dos ortodoxos crentes. Estas são as pessoas que aderem ao e defender todo o ensino da religião católica como um todo coerente e indivisível, e que sempre contaram com clareza e vigorosa defesa da fé de Roma.
    Crentes católicos têm entendido bem sua tarefa ao longo dos últimas décadas desta guerra de idéias, para pacientemente e articuladamente corrigir as reivindicações feitas pelos progressistas seculares na mídia. Temos sido capazes de fazer isso porque, graças ao esclarecimento da doutrina e fortalecimento da Igreja ao longo dos dois últimos papados, fomos confiantes sobre o terreno que ficava diante.
    Mas nos últimos meses, em todo o mundo, com qualquer desânimo e ansiedade, ou com triunfante gritos, as declarações do papa - o primeiro a revista jesuíta La Civiltà Cattolica e agora para o italiano ateu celebridade Eugenio Scalfari - foram interpretadas como quase uma declaração de que Igreja vai mudar para atender aos gostos dos "progressistas", liberais e secularistas. E durante semanas, não havia nada, sem esclarecimento, sem correções ou negações em tudo de dentro dos muros do Vaticano. O mundo católico fora estava começando a se perguntar o que está acontecendo lá dentro. 
    Nada, ou seja, até quinta-feira passada , quando, após uma Stampa Sala (Imprensa da Santa Sé Office) conferência de imprensa sobre a primeira reunião do papa Francis 'novo conselho de cardeais, Pe.. Federico Lombardi balbuciou algumas palavras em resposta a uma enxurrada de perguntas dos jornalistas.
    Apesar do fato de que eles certamente deve ter sabido que estava por vir, não tínhamos nada, mas assessor de imprensa da Santa Sé e do facto de o porta-voz papal metaforicamente cair seu olhar e arrastando os pés. O papa, padre. Lombardi disse, estava a falar de uma maneira "conversação" ou "coloquial", e suas declarações não eram "um documento magisterial" ...
    Não só houve nenhum comentário ou esclarecimentos nos comentários preparados naquele conferência de imprensa, o padre. Lombardi não tinha nada preparado para o que ele deve ter sabido seria o principal ponto de interesse para os jornalistas. Ele parecia, simplesmente, de ser pego desprevenido.
    Agora se Scalfari admitiu neste fim de semana que ele nem gravado nem tomou notas durante a conversa, e que a "entrevista" que foi publicado foi reconstruído a partir da memória. No entanto, Scalfari e Lombardi tem tanto insistiu que o papa Francis foi mostrado o texto final e aprovou-a, embora não seja "claro quão de perto o Papa lê-lo".
    Esta revelação foi seguido no fim de semana de uma carta produzida pelo padre. Thomas Rosica, assinando não como um porta-voz do Vaticano, mas como chefe de Sal e Luz Rede de Televisão Católica, que resumiu algumas das revelações sobre a entrevista Scalfari que vieram à tona em outro lugar.
    A entrevista, Pe.. Rosica disse, foi "reconstrução após o fato," e assim "run [s] o risco de qualquer faltando alguns detalhes importantes ou misturando vários momentos ou eventos contou durante a entrevista oral".
    Fr. Rosica afirmou mais uma vez, no entanto, que a entrevista Scalfari era "confiança total", mas admitiu: "No entanto, alguns menores, detalhes imprecisos ter causado um rebuliço no meio de vós." Entre o possível "'fusão' de fatos, detalhes e sequências de eventos" na noite de sua eleição, eram perguntas sobre "a chamada" experiência mística "do Papa Francis na noite de sua eleição para o papado."
    Mas foi isso. Nós estamos abandonados a nós mesmos para tentar entender todo o resto de observações e ações que têm espantados, confusos e alarmados católicos ao redor do mundo durante os últimos seis meses do Papa Francis. Escrevendo para o National Catholic Register, Roma correspondente Edward Pentin resumiu a insatisfação de muitos observadores, comentando: "[T] ele imagem que surge é de um Papa que faz o que quer com pouca ou nenhuma consulta com seus assessores mais próximos." O papa , uma fonte interna disse, é "visto como sendo" totalmente imprevisível ", preferindo fazer as coisas de forma arbitrária e em sua própria".
    Mas muitos de nós observadores do Vaticano também estão se perguntando o que está acontecendo dentro do Serviço de Imprensa. A brevidade e off-the-cuff, caráter essencialmente reativa de suas poucas respostas até o momento não indicam uma coisa que eles provavelmente não tinham a intenção de transmitir. Ou seja, parece que os caminhos usuais de comunicação dentro do Vaticano, e seu "controle sobre a mensagem" foram rompidas.
    Um repórter Roma local me disse: "Eu acho que eles devem ser envergonhado que a entrevista foi em frente como ele fez. Perguntei Fr. Lombardi se alguém se sentou em na entrevista. Sem resposta.Ele levanta uma questão ameaçadora: se há tanta confusão e perplexidade aqui, é possível que a mesma confusão reina lá dentro?
    Enquanto isso, os "esclarecimentos" do padre. 'S Lombardi e Rosica deixar sem resposta as numerosas perguntas sobre as declarações do papa Francis.
    Centenas de artigos e editoriais, e facilmente milhares de posts pediram, Será que o papa Francis realmente quer dizer que tem havido muita ênfase sobre o aborto, a natureza da família, casamento e sexualidade? Quem "repreendido" Francis para não falar sobre estes questões? São o desemprego juvenil ea solidão das pessoas idosas realmente as questões mais urgentes da Igreja?Isso quer dizer que a morte de 50 milhões de crianças não nascidas por ano em todo o mundo, a crescente ameaça da eutanásia legalizada, o movimento global de controle populacional ... realmente deve ter um assento traseiro para o nosso mesmo problemas emocionais ou econômico?
    É o Papa, o Vigário de Cristo, dizendo que o foco sobre estas questões na esfera pública é uma distração dos verdadeiros objetivos da Igreja de difundir o Evangelho de Jesus Cristo?
    O que ele quer dizer com a Igreja a ser preso em "pequenas regras"? O que ele quis dizer quando disse que "Deus não é um católico?" Ou que "Cada um de nós tem uma visão do bem e do mal.Temos que incentivar as pessoas a se mover em direção ao que eles acham que é bom? "
    Não pode haver dúvida de que tudo isso é ter um profundo efeito sobre os fiéis católicos lá fora.Católicos comuns estão fazendo perguntas difíceis, e expressar suas preocupações graves. Típico desses comentários foi um que eu achei mais pungente no 'Blog do Padre. Dwight Longenecker , um dos mais fortes apoiadores Papa Francisco:
     "Acho que essa entrevista muito difícil. Eu aceito que esta é a visão pessoal do Santo Padre, e que não é infalível, mas essa entrevista é um desafio a minha noção prévia do que a devoção ao Papado significava, porque antes eu não teria escolhido o que os Papas disseram, mas assiduamente ler coisas como isto. Eu não posso ter passado a dissonância cognitiva ".
    Parece pouco ponto em debate sobre o que é tudo sobre. As possibilidades foram exploradas, tanto quanto nós podemos tomá-lo de fora aqui. Como LSN gestão editor Steve Jalsevac disse outro dia, vimos tudo o que precisamos ver de especulações sobre "o que o papa realmente quis dizer ..." ou "o que o papa não poderia ter significado ...". Como ele disse, tudo isso pode ser catártico para alguns, mas em última análise, apenas o papa Francis pode esclarecer o que ele realmente quis dizer. E ele não é.
    Na semana passada ele estava em Assis e em que forum muito público com a imprensa acompanhando e esperando, não houve qualquer indício de que ele está ciente do enorme alvoroço entre os fiéis que resultou de suas palavras.
    Por 50 anos, os católicos têm invocado um sistema em que cada palavra falada ou escrita por um papa, ou para essa matéria por qualquer escritório do Vaticano, foi cuidadosamente examinado e vetado pelo dicastérios vaticanos apropriado para a conformidade com a doutrina católica. Tem sido este sistema, quase tanto como o compromisso pessoal dos dois últimos papas a defesa da santidade da vida humana, que deu os católicos a confiança, o terreno doutrinal sólida que eles precisavam para combater o bom combate. 
    Esse processo colaborativo de habilitação e precisão doutrinária, de cautela, cuidado e compromisso com a teológica interna e coerência doutrinária, produziu alguns dos documentos mais importantes para a vida familiar e as questões do século passado. Estas declarações, em conjunto, poderia ser visto como uma espécie de constituição do movimento pró-vida internacional: Humanae vitae de 1968, sobre a contracepção artificial; Donum vitae, 1987, e Dignitas Personae, de 2008, sobre a procriação artificial e novas tecnologias reprodutivas; Evangelium vitae de 1995, sobre o aborto ea eutanásia, a Carta dos Direitos da Família 1983.
    Mas há evidências de que esse sistema foi quebrada ou simplesmente foi esvaziada. Se o papa Francis está apenas chamando os jornalistas se (se essa história é para ser acreditado) e ignorando o processo pelo qual as declarações papais foram examinados, esclarecidos e aperfeiçoados, então o que podemos esperar em seguida?
    Sabemos também que o mesmo sistema que manteve a ambigüidade ou confusão de causar problemas entre os fiéis, também conteve os membros da hierarquia que estavam inclinados, por qualquer motivo, se afastar dos ensinamentos da Igreja. Não vai não conseguiram atravessar as mentes de um certo tipo de prelado e sacerdote que agora parece estar ninguém tomando conta da loja e que algumas coisas podem agora ser dito e feito com menos medo de uma ação corretiva.