quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Exorcista Amorth: "Os que querem a guerra na Síria são instrumentos do diabo"

Padre Gabriele Amorth. Foto: Grupo ACI
ROMA, 05 Set. 13 / 10:43 am (ACI).- O famoso sacerdote exorcista da Diocese de Roma e do Vaticano, Gabriele Amorth, assegurou que aqueles que apoiam a intervenção militar contra a Síria, estão sendo instrumentos do Diabo para semear o mal no mundo.
"Estes que querem a guerra na Síria são instrumentos do diabo", assinalou o Pe. Amorth em 4 de setembro em declarações ao blog Stanze Vaticano, do canal de televisão italiano Tgcom24.
"O Senhor é um Deus de paz, quer a paz, quer o amor entre os homens, quer a solidariedade e a ajuda, de modo que o rico ajude o pobre. E Satanás é quem quer a morte e a guerra", afirmou.
Em relação ao dia de jejum e oração assim como à vigília convocadas pelo Papa Francisco para pedir a paz na Síria e no mundo no próximo sábado 7 de setembro, o exorcista disse que sem dúvida "incomodará o diabo, e não só a ele". "Prefiro não dar nomes", acrescentou.
"O Papa tem o objetivo de influir. De que modo? Como um Papa, orando pela ajuda de Deus, este é o modo de atuar dos cristãos. Não com bombas para rebater outras bombas, mas com a oração para rebater as bombas", disse.
O sacerdote, de 88 anos de idade, explicou que a intervenção armada na Síria que algumas potências mundiais defendem, não solucionaria a ameaça do uso de armas químicas no país, imerso em uma guerra civil há mais de dois anos.
Até o momento o regime de Bashar Al Assad e os insurgentes não chegaram a nenhum acordo de paz e, além disso, os jornais especializados no tema assinalam que entre os insurretos haveria participação de movimentos extremistas islâmicos pagos por petroleiras no Qatar e Arábia Saudita.
A intervenção armada "não está justificada, porque tenho presente a frase que disse o Papa Pio XII para evitar a segunda guerra mundial: ‘Tudo está perdido com a guerra, tudo se pode salvar com a paz’. Todos os sistemas violentos deveriam ser condenados", concluiu o Pe. Amorth.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Católicos, desliguem a TV

Os meios de comunicação social modernos exercem um novo tipo de apostolado na sociedade, o apostolado da perversão

São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, pedia a seus filhos espirituais que promovessem o "apostolado da diversão". O santo enxergava a necessidade de renovar os costumes populares, afastando-os das ocasiões de pecado, da maledicência da língua e da concupiscência da carne. Dizia que era preciso pessoas dispostas a trabalhar nesta tarefa urgente: "recristianizar as festas… evitar que os espetáculos públicos se vejam nesta disjuntiva: ou piegas ou pagãos"(Caminho, n. 917)
Considerando o mau gosto dos entretenimentos de hoje em dia - incentivados de todos os modos pelos meios de comunicação -, percebe-se que São Josemaria estava certo. O culto à feiúra está na moda. E no que depender da grande mídia ainda vai perdurar por muito tempo. Os espetáculos de bizarrices, o apelo ao erótico, a defesa intransigente de contravalores, a ridicularização do bem e a exaltação do mal denotam a putrefação da sociedade, quer na periferia, quer nas áreas nobres. Cláudio Abramo, renomado jornalista, escrevia a seus leitores:"O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter." Que diria agora se visse o que fazem seus colegas?
A produção midiática se transformou no exercício diário da malandragem. Publicam-se mentiras, promovem-se imoralidades, a inocência das crianças é corrompida e elas são expostas, desde a tenra idade, a publicações abjetas, que fariam qualquer pessoa equilibrada corar o rosto de vergonha. Mas vergonha? Que vergonha? A lama que cobre seus corpos se tornou motivo de orgulho, direitos humanos, liberdade, amor… essa palavra tão banalizada e mal compreendida. Há um apostolado, sim, praticado pela imprensa: o apostolado da perversão!
Todavia, esse apostolado não teria frutos se não contasse com a anuência dos próprios cristãos. Bento XVI, quando esteve no Brasil, exortou a Igreja a "dizer não àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento."01 Foi como jogar pérolas aos porcos - e a audiência das novelas está aí para provar. Para a mídia então, foi motivo de piada. E com a tola justificativa de sempre: "somos uma emissora laica, com uma visão de cultura e mesmo de comportamento social e moral que não segue preceitos religiosos."02
Ora, não é preciso seguir preceitos religiosos para discernir sobre o direito inalienável à vida (desde a concepção até a morte natural), à educação dos filhos e ao matrimônio entre um homem e uma mulher; "não são valores exclusivamente cristãos, mas apenas a manifestação evidente de valores humanos"03. Quando se nega esses valores, ou pior, faz-se lobby contra eles, é o próprio corpo da sociedade que ameaça ruir. Por isso o Concílio Vaticano II ressaltou que "para o reto uso destes meios (os meios de comunicação), é absolutamente necessário que todos os que servem deles conheçam e ponham fielmente em prática, neste campo, as normas da ordem moral."04
Com efeito, é preciso, sim, que mais pessoas estejam dispostas a recristianizar o lazer, a cultura, a diversão, como propunha São Josemaria. Se há um apostolado da perversão praticado pelos meios de comunicação social, a sua existência se deve à covardia e à indiferença dos bons. Cabe aos cristãos a nobre tarefa de trazer luz a esses terrenos tão sombrios da vida cotidiana. Elevá-los à condição de filhos de Deus, porque é este o sentido de toda e qualquer atividade missionária: a filiação divina!
"Reconhece, cristão, a tua dignidade… foste transferido para a luz e para o Reino de Deus» (São Leão Magno, Sermão I sobre o Natal, 3, 2: CCL 138, 88).
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Amar como Jesus amou

A palavra amor encontra-se tão deturpada que, em muitos casos, já não é possível descobrir seu significado

A estratégia do movimento revolucionário em curso segue muito mais pela via da semântica que das armas. Cooptar a linguagem e modificá-la de tal maneira que já não seja possível saber do que se fala, tem sido o carro-chefe da revolução há pelo menos meio século. E mesmo dentro da Igreja é possível perceber essa discrepância entre a letra e a hermenêutica. Reino de Deus, por exemplo, pode representar desde o paraíso celeste ao mundo melhor desejado pelos socialistas.
A palavra amor também não foge à regra. Usá-la para justificar todo tipo de barbaridade, quer na esfera pública, quer na eclesiástica, tornou-se algo corriqueiro. Com efeito, aquilo que para os católicos deveria estar no centro de sua fé, ou seja, a crença no amor de Deus e as exigências que dele decorrem, se converte em pura superficialidade e experiências sentimentalistas. Daí a reação ignara de certos meios à qualquer tipo de repreensão ou correção. Afinal de contas, diriam, o que importa é o amor.
Todavia, uma tal forma de pensamento não é somente absurda, mas nociva. E os seus frutos provam isso a cada vez que uma criança se rebela contra a autoridade de seus pais. Ora, "uma característica de quem ama de verdade é não querer que o Amado seja ofendido"01, logo, acusar de farisaismo quem, preocupado com a verdade de Cristo, se propõe a defendê-la abertamente é uma atitude, no mínimo, desonesta. Não se trata aqui de endossar contendas e comportamentos afetados de quem está mais interessado em destruir, que converter, mas de entregar-se sobremaneira à missão de Cristo de ir pelo mundo e fazer discípulos entre todas as nações.
Assim, instrui São Paulo, "prega a palavra, insiste oportuna e inoportunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir." (Cf. II Tim 4, 2) "Se, porém" - questiona São João Crisóstomo - "eles pelas obras profanam a fé e não se escondem, cobertos de vergonha, debaixo da terra, por que se irritam contra nós, que condenamos com palavras o que eles manifestam com ações?" Não existe verdadeiro amor pelo bem sem um ódio mortal por aquilo que é mal. O amor só é verdadeiro se estiver intimamente associado à verdade e à justiça, e por isso ele é, não raras vezes, motivo de verdadeiro escândalo. E por isso quando o amor se fez carne o homem o matou numa cruz. O preço do amor de São João Batista foi sua cabeça servida em uma bandeja.
A palavra amor é banalizada, sobretudo, quando, em nome dela, se opta por uma vida de pecado desregrado e de mentira. Isso não é amor, é falta de caráter. O coração do que ama verdadeiramente é impelido a dizer palavras como as de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão: "tirai-me antes a vida que ofender o vosso bendito Filho, meu Senhor." Toda ação missionária da Igreja é norteada por essas mesmas palavras do santo brasileiro. Uma missionariedade que, apesar das oposições, preocupa-se, sim, com a conversão dos pecadores, uma vez que foi o próprio Cristo a exortá-los a serem santos como o Pai é santo.
Dom Eugênio Sales costumava dizer que o problema da Igreja é de alfaiataria: "tem saia de mais e calça de menos". O falecido cardeal se referia à pusilanimidade, à síndrome de Poliana que acredita que tudo é belo, tudo é bom, tudo é lindo e sem pecado. Uma presunção que arrasta a Igreja à covardia e à frouxidão, por isso, diametralmente oposta à virtude do amor. O verdadeiro cristão, contudo, não se alicerça na covardia, mas na fortaleza, na virilidade, na radicalidade do amor, com a qual o Papa Pio XI afirmava: "Quando se tratar de salvar alguma alma, sentiremos a coragem de tratar com o diabo em pessoa".
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

L’Osservatore Romano reabilita a Teologia da Libertação.

No jornal, amplo espaço dedicado aos escritos do padre Gustavo Gutierrez, dominicano, considerado o fundador da “corrente”. 

Por Vatican Insider | Tradução: Fratres in Unum.com -  ”Com um Papa latino-americano, a teologia da libertação não podia permanecer muito tempo nas sombras às quais foi relegada por alguns anos, ao menos na Europa”.
Dom Müller e seu amigo, o guru-mor da Teologia da Libertação, Gustavo Gutierrez.
Dom Müller e seu amigo, o guru-mor da Teologia da Libertação, Gustavo Gutierrez.
Essas palavras do Padre Ugo Sartorio enfatizam a iniciativa do Osservatore Romano de dar amplo espaço, na edição de amanhã, a escritos do teólogo peruano padre Gustavo Gutierrez, dominicano, considerado o fundador da teologia da libertação.
O jornal da Santa Sé, que “reabilita”, assim, uma corrente teológica há muito marginalizada pelos casos em que se mesclou com a ideologia marxista, publicará excertos do livro de Gutierrez «Dalla parte dei poveri. Teologia della liberazione, teologia della Chiesa» (Editrice Missionaria Italiana) ["Da parte dos pobres. Teologia da libertação, teologia da Igreja"], dedicados aos pobres como “preferidos de Deus” e contra o “neoliberalismo econômico” e a “desumanização da economia”.
“A contribuição de Gustavo Gutierrez tornou evidente uma coisa para nós aqui na Europa — sublinha Dom Gerhard Ludwig Mueller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e admirador do teólogo peruano –, a saber: a injustiça no mundo é um fator que permanece e que somente pode ser superado com a disponibilidade de todos os homens de voltar o olhar para Cristo”.

"O aborto é hoje a primeira causa de morte no mundo", denuncia perito

Alejandro Navas
SANTIAGO, 04 Set. 13 / 01:59 pm (ACI/EWTN Noticias).- Ao oferecer a conferência "A Pobreza do Aborto" no Chile, o doutor em Filosofia e acadêmico da Faculdade de Comunicações da Universidade de Navarra, Alejandro Navas, denunciou que "o aborto é hoje a primeira causa de morte no mundo".
O evento se celebrou em 22 de agosto no auditório da Galeria de Patricia Ready em Santiago do Chile e foi organizado pela instituição Foro Republicano.
Entre os participantes, estiveram diversas personalidades e acadêmicos.
Em sua conferência, Navas desenvolveu o conceito do aborto como a principal manifestação de pobreza da sociedade atual, principalmente na realidade europeia.
"A pobreza é carência, privação, escassez do desejado, necessário e imprescindível. Do que o aborto nos priva? Em primeiro lugar nos priva da vidahumana. O aborto é hoje a primeira causa de morte no mundo. É por isso que hoje se fala do chamado inverno demográfico na Europa", afirmou.
"Além disso, o aborto empobrece o estado de direito, quer dizer, da segurança e da paz, que o Estado se compromete a resguardar. O aborto equivale ao falecimento do estado de direito, já que impõe a violência e o homicídio, determinando que a criança no ventre, o ser mais débil da sociedade, seja eliminada", assegurou Navas.
O acadêmico, autor do livro "O aborto nos meios de comunicação", explicou que os atuais grupos abortistas procuram fazer uma reengenharia da sociedade; tanto no âmbito antropológico e jurídico, como no biológico, onde se utilizam jogos verbais ou eufemismos. "O aborto não passa sem sequelas, deixa indeléveis feridas na sociedade", comentou.
Finalmente, assinalou que não basta somente procurar evitar o aborto, mas como sociedade, temos a tarefa de prestar ajuda e segurança aos pais que respeitaram o direito à vida de seus filhos e que hoje em dia se veem angustiados pela falta de recursos materiais, mas, sobretudo, de recursos espirituais.
"Não é conveniente ter uma postura simplesmente reativa ante o tema; é importante ajudar às mulheres, e pessoas que optaram pela vida para logo comunicar essas histórias e testemunhos de vida. Isto é muito mais eficaz para mudar o clima de opinião sobre o aborto na sociedade", concluiu.

Religiosas ‘cantoras’ atingem o primeiro lugar nos EUA.

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Através do seu novo álbum, Mater Eucharistiae, as Irmãs Dominicanas de Maria, Mãe da Eucaristia, conquistaram nesta semana o primeiro lugar nas vendas de Música Clássica Geral e Tradicional.
O fato deixou as religiosas surpresas e felizes pelo fato de estarem trilhando o caminho da evangelização através da música. A Irmã Joseph Andrew manifestou os sentimentos do grupo: “Estamos maravilhadas e gratas a Deus! Entramos neste caminho para agradá-lo com a nossa música e estamos realmente tocadas pela onda de comentários e reações de pessoas que se sentiram confortadas e cheias de esperança ouvindo o Mater Eucharistiae”.
As religiosas dominicanas não são as primeiras a alcançarem o topo das listas. Recentemente outro grupo de freiras, as Beneditinas de Maria, ocuparam o primeiro lugar no Classical Traditional Chart da Billboard, batendo recorde. Nesta semana, as Dominicanas de Maria, do Michigan, chegaram ao topo da classificação. Suas colegas beneditinas estão no “top five” em Música Clássica Tradicional.
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“Um fato grandioso está acontecendo no mundo de hoje: as Irmãs Dominicanas de Maria, Mãe da Eucaristia, ocupam o primeiro lugar no ranking de Música Clássica Geral, bem como em vários outros da Billboard. Desde o nascimento das suas comunidades, essas irmãs ofereceram generosamente os seus talentos, e este álbum é mais um presente oferecido por elas ao mundo. Através das suas músicas, um pedaço do paraíso é trazido a todos nós”, explicou Kevin Fitzgibbons, co-fundador de uma gravadora norte-americana. (EPC)
Fonte: Gaudium Press

Banda metaleira “Ghost” e seu “Papa” macabro. Nossa resposta? A Evangelização!

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OpinoDe uma forma ou de outra a Igreja sempre chama a atenção do “mundo”, nem que seja dessa forma.
Essa busca da Igreja, nem que seja em seu aspecto simbólico e emblemáticosem nenhuma preocupação com a verdade em si, no fundo confirma como o nosso tempo está CLAMANDO por evangelização!
Os tempos são difíceis sim, mas sabemos a resposta para esse homem ferido: Jesus Cristo, a verdade!
***
G1
Os integrantes do Ghost ainda não são conhecidos no Brasil. E nunca serão. É o que garante um dos guitarristas da banda americana de metal, escalada para o dia 19 de setembro no Rock in Rio. Os membros do grupo não dizem seus nomes, não mostram os rostos e não possuem perfis em redes sociais. “Quanto menos informações vocês têm de nós, mais medo vocês têm”, justifica o músico, em entrevista por telefone ao G1.
A banda tem integrantes que são “bestas sem nome” e um vocalista que se denomina Papa Emeritus, um tanto macabro. Para o guitarrista do Ghost, o Papa cantor e o Papa Francisco “têm muito em comum”. “Só os chapéus são diferentes”, brinca.
Por que vocês nunca dizem quem é o entrevistado?
Ghost - Quando formamos a banda, percebemos que somos uma banda de ‘outsiders’. Fazemos um show de rock de horrores e é importante não ter nome. Quanto menos informações vocês têm de nós, mais medo vocês têm.
No Rock in Rio 2011, o Slipknot foi a banda que se destacou e não era artista principal. Agora, vocês são a aposta do metal. Sente-se bem com esse rótulo?
Ghost - Seria legal e divertido surpreender a todos. A gente tem que esperar e ver o que vai acontecer. Somos diferentes das outras bandas. Posso garantir que não somos como os outros.
Papa Francisco foi recentemente ao Rio e vocês têm um Papa na banda. O que eles têm em comum?
Ghost - Eles são parecidos, o visual é parecido. Eles têm sex appeal. E são bons no que fazem. Só são diferentes em um detalhe ou outro. (risos) Só os chapéus são diferentes. Mas não sei muito sobre aquele papa argentino…

Coca-Cola na Espanha: “Deus nos livre” dos cristãos.


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No que foi considerado um ataque direto contra os cristãos, o Presidente da Coca Cola Espanha, Marcos de Quinto (foto) , respondeu ridicularizando os defensores da vida e da família a uma campanha que a organização cidadã Hazte Oír lançou para frear um programa televisivo que denigre a mulher.
“Deus nos livre de grupos como ‘Os Guardiões da fé’, que nos dizem qual programa de TV temos que assistir, que livro e jornal ler, e em que partido votar”, escreveu em sua conta do Twitter @MarcosdeQuinto para justificarpor que Coca Cola é a única grande empresa que se negou a retirar seu patrocínio ao polêmico reality show “Acampamento de Verão”, da rede de TV Telecinco ( Espanha)
No programa em questão uma das participantes foi obrigada a ficar em roupa íntima, foi banhada em chocolate contra sua vontade, enquanto o apresentador convidava o resto dos participantes a lamber o seu corpo para retirar o chocolate.
Hazte Oír (Plataforma católica espanhola) lançou uma campanha cívica que conseguiu que anunciadores como: McDonalds, Burger King, Orange, ING Direct e Minute Maid (que é uma marca registrada da Coca Cola) retirem suas publicidades. Entretanto, o CEO da Coca Cola Espanha manteve os anúncios da popular bebida.
Para justificar o apoio, De Quinto usou a sua conta do Twitter para atacar a organização cidadã que defende a vida, a família e a liberdade religiosa na Espanha.
“Se o preço que tenho que pagar para que você não deixe de beber Coca-cola é que eu tenha que pensar como você, prefiro que não beba. Sério (…) Minhas desculpas se não ter cedido a suas pretensões te magoou. Uma saudação muita cordial”, escreveu o diretor dirigindo-se na rede social a Ignacio Arsuaga, presidente de Hazte Oír.
“Provavelmente a missão de Arsuaga seja salvar as nossas almas da pérfida Telecinco e não seja tanto ocupar-se de nosso corpo. Concede logo o seu perdão cristão a Tele5 (que já se desculpou) e deixem de ameaçar com os orçamentos de terceiros”, adicionou De Quinto ridicularizando.
De Quinto atacou a organização cidadã –que dá voz a milhões de espanhóis pró-vida e família– acusando-a de hipócrita e pede que ela esclareça a sua posição sobre o aborto e sobre o matrimônio homossexual. Inclusive ameaçou com que “uma equipe jurídica estude as responsabilidades penais daqueles que alentam o ataque contra objetivos concretos”, em referência ao trabalho da organização.
Enquanto no Twitter o diretor da Coca Cola Espanha se dedica a atacar os crentes, a empresa fechou um acordo comercial milionário com o Mediaset Espanha, o grupo de comunicações ao que pertence a rede Telecinco, para associar os valores de sua marca Coca Cola a suas próximas produções.
Na sexta-feira 30 de agosto, o Bispo de São Sebastião, Dom José Ignacio Munilla, lamentou a atitude do diretor e declarou à Rede Cope que tomou a “decisão pessoal de beber água pura e cristalina em vez de Coca Cola até que o horizonte se esclareça um pouco mais, porque me parece que o presidente da Coca Cola Espanha cometeu um erro muito grande e deveria retificar-se”.
As expressões do diretor suscitaram numerosas reações nas redes sociais de usuários, inclusive fora da Espanha, que prometem deixar de consumir a bebida até que De Quinto se retifique.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A ameaça do mexerico

A língua, a tagarelice, o mexerico são armas que todos os dias insidiam a comunidade humana, semeando inveja, ciumes e ganância do poder. Com elas chega-se até a matar uma pessoa. Portanto, falar de paz significa também pensar em quanto mal se pode fazer com a língua.
Foi profunda a reflexão proposta pelo Papa Francisco na homilia da missa celebrada na capela da Domus Sanctae Marthae, costume que foi retomado na manhã de segunda-feira 2 de Setembro.
O Papa inspirou-se na narração do regresso de Jesus a Nazaré, proposto por Lucas (4, 16-30) num dos mais «dramáticos» trechos do Evangelho, no qual – afirmou o Pontífice - «é possível ver como a nossa alma é realmente» e como o vento pode fazê-la voar de um lado para o outro. Em Nazaré, explicou o Papa, «todos esperavam Jesus. Queriam encontrá-lo. E ele foi ao encontro do seu povo. Pela primeira vez regressava ao seu país. E esperavam por ele, porque ouviram falar sobre tudo o que Jesus tinha feito em Cafarnaum, os milagres. E quando iniciou a cerimónia, como de costume, pediram que o  hóspede lesse o livro. Jesus leu o livro do profeta Isaías, que era em parte a profecia sobre ele e, por esta razão, conclui a leitura dizendo: «Hoje cumpre-se esta escritura que vós ouvistes».
A primeira reacção, explicou o Pontífice, foi muito boa, todos o  apreciavam. Contudo, depois na alma de alguns começou a insinuar-se a inveja e pretendiam que ele fizesse um milagre. «Eles – esclareceu o Pontífice – queriam o espectáculo. Mas Jesus não é um artista».
Jesus não fez milagres em Nazaré. Aliás, realçou a pouca fé dos que pediam o «espectáculo».  O que começara de forma jubilosa ameaçava de se concluir com um crime, o assassínio de Jesus «devido aos ciúmes, à inveja». Mas não se trata só de um evento de há dois mil anos, evidenciou o bispo de Roma. «Isso acontece todos os dias – afirmou ainda – no nosso coração, nas nossas comunidades» todas as vezes que se acolhe alguém falando, no primeiro dia, bem dele e,  depois, cada vez menos até chegar ao mexerico, quase para «o destruir». Quem, numa comunidade, fala mal contra um irmão acaba por «querer matá-lo», frisou o Pontífice. «O apóstolo João – recordou o Santo Padre – na primeira carta, capítulo 3, versículo 15, disse-nos isto: quem odeia no seu coração o seu irmão é um homicida». E o Papa acrescentou imediatamente,: «nós estamos habituados ao mexerico, à tagarelice» e, muitas vezes, transformamos as nossas comunidades e também a nossa família num «inferno», onde se manifesta esta forma de criminalidade que leva a «matar o irmão e a irmã com a língua».
«A Bíblia – continuou o Papa – diz que o demónio entrou no mundo por inveja. Uma comunidade, uma família pode ser destruída por esta inveja que o maligno ensina no coração e faz com que uns falem mal dos outros».
E referindo-se a quanto aconteceu nestes dias, sublinhou que é necessário pensar também nas nossas armas diárias: «a língua, a tagarelice, o mexerico».
Portanto, pergunta o Papa: como é possível construir uma comunidade? Do modo «como é o céu» respondeu; do modo como anuncia a Palavra de Deus: «Vem a voz do arcanjo, ao som das trombetas de Deus, o dia da ressurreição. E em seguida diz: e deste modo estaremos para sempre com o Senhor». Portanto, «para termos paz numa comunidade, numa família, num país, no mundo, devemos começar a estar com o Senhor. E onde está o Senhor não existe a inveja, a criminalidade, os ciúmes. Há fraternidade. Peçamos isto ao Senhor: nunca matar o próximo com a nossa língua e estar com o Senhor como todos nós estaremos no céu».

Desabafo de um padre sobre missas

                                        
                         Celebrando a missa na Paróquia Cristo Ressuscitado em Padre Miguel - RJ

Sou padre há quase 5 anos. Fui seminarista por 7 anos. Já estive em vários lugares Brasil afora, já celebrei em tantos outros e guardo no meu coração uma tristeza profunda. Quando eu era criança na roça e ia com minha família à missa uma vez por mês eu sabia que naquela hóstia tinha Jesus. Eu sentia o cheiro da vela queimando e aprendi a me perseguinar toda vez que passava diante de uma Igreja. Eu achava tudo meio estranho porque não entendia a missa, mas, sentava no primeiro banco e respondia a todas as perguntas que o padre fazia na hora do sermão. Daí eu cresci, fomos pra cidade e eu continuava inocente. Fui pro seminário e as escamas de meus olhos caíram. A missa pela qual eu sempre nutri o maior religioso respeito
virou palco
virou show
virou passeata
virou passarela
virou camarim de estrela
virou sambódromo
virou terreiro
virou tudo e suportou tudo
menos ser de fato, missa.
Já vi tanto desleixo... alfaias puídas, vasos sagrados zinabrados, hóstias consagradas carunchadas dentro do sacrário, um sacrário no meio de uma reforma de Igreja com hóstias consagradas dentro, consagração de vinho em tamanha quantidade que as sobras Eucarísticas precisaram de um exército de MESC para consumi-las porque o padre não poderia fazê-lo sem ficar bêbado e outros tantos abusos. Quando veio a Redemptionis Sacramentum e a Ecclesia de Eucharistia veio uma lufada de ar fresco e os rebeldes da Teologia da Libertação, da Rede Celebra e das CEB`s reagiram vorazmente. O site do mosteiro da Paz que hospedava uma carta de Reginaldo Velloso eivada de críticas às necessárias mudanças na liturgia e catalizadora desta mentalidade saiu do ar, mas, encontrei-a no site da Montfort disponível aqui.
Capitaneada pelo dualismo marxista de tipo maniqueísta, a reinterpretação que a missa sofreu nas décadas que sucederam o Concílio Vaticano II seguiu as pegadas da subjetividade humana. É odioso ouvir: "ah o jeito do outro padre é diferente". Isto denota uma personalização que a missa não comporta. A missa nunca foi a missa do padre, mas a missa da Igreja!

Esta mentalidade impregnou tanto a liturgia que quando um Padre quer celebrar a missa da Igreja, aquela do Missal Romano, é chamado de retrógrado. O respeito às normas litúrgicas são sinônimo de opressão. A missa pura e simples foi esvaziada para poder ser enchida pela ideologia da enxada, da faixa, do cartaz, da freira, do padre TL... a missa se transformou...
virou manifestação e protesto contra o Governo e o Sistema
contra a Igreja
contra os padres
contra a fé católica de sempre
contra a liturgia de sempre.
Enfiaram bananeiras, berrantes, espeto de churrasco, cuia de chimarrão, pão de queijo, cachaça, coco, faca e facão, pipoca, balões e ervas de cheiro na missa, enfiaram panos coloridos para todos os lados, colocaram mães de santo manuseando o turíbulo e leigos lendo preces seminus. Para essa CORJA a missa já deixou há muito tempo de ser o sacrifício redentor de Cristo PRO MULTIS e se tornou só mais uma mesa para comensais na qual vale o discurso e não a fé, na qual o que importa é o que o homem diz aos seus iguais e não o que Deus diz ao homem. Lembro-me de um professor contando todo garboso que certa feita utilizou-se de uma Adoração ao Santíssimo Sacramento para dar uma aula de teologia ao povo - aos seus moldes é claro - porque para ele aquela hóstia era pobre de significado.

Aquela hóstia pobre...
tão pobre quanto o cocho de Belém,
tão pobre quanto a cama em Nazaré,
tão pobre quanto a casa de Pedro em Cafarnaum,
tão pobre quanto a casa de Lázaro em Betânia,
tão pobre quanto o coração do Filho de Deus,
ela só pôde se tornar Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Cristo
porque Ele se fez pobre!
Sua pobreza não comporta reduções
tampouco acréscimos desnecessários.
Ele é aquele que é e nada mais,
mas, só para quem tem fé!

Aos meus irmãos padres um apelo: que nós diminuamos e que Ele apareça. Não somos o noivo, apenas amigos do noivo! Rezemos a missa da Igreja, a missa do Missal. Que Ele fale aos corações e às mentes, inclusive às nossas mentes e corações! Ele ele toque as vidas, inclusive as nossas. Que sua voz ecoe nas consciências, também nas nossas. Que toda a nossa Liturgia seja feita Por [causa de] Cristo, Com Cristo e em Cristo a[o] Pai na Unidade do Espírito Santo. Só isso. Se fizermos isso bem feito teremos feito tudo o que nos compete nesta vida.

Assista esse vídeo: Ajuda de um anjo na China!


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

É prudente que homossexuais não sejam doadores de sangue, assegura especialista

REDAÇÃO CENTRAL, 29 Ago. 13 / 02:35 pm (ACI).- Em meio da polêmica pelo restabelecimento do veto às doações de sangue de pessoas homossexuais na Rússia, o Dr. José María Simón Castellví, presidente da Federação Internacional de Associações Médicas Católicas (FIAMC), assinalou que "pelo seu próprio bem e pelo bem dos receptores de sangue, é prudente que não sejam doadores" os homens homossexuais.
As autoridades governamentais da Rússia, que permitiram as doações de sangue por parte de homossexuais desde 2008, anunciaram recentemente que estão avaliando reverter esta decisão, depois de revelar que 65 por cento de infectados com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) são homossexuais.
Em declarações para o Grupo ACI em 27 de agosto, o Dr. Simón Castellví explicou que "muitas pessoas não podem ser doadores de sangue por motivos diversos: por anemia, minoria de idade, por doenças diversas. Pelo seu próprio bem e pelo bem dos que recebem o sangue".
De forma similar, indicou, "um ator pornô não pode doar sangue, mesmo que faça o controle com exames regulares", também não pode ser doador "um jovem que tem relações sexuais variadas".
"Os homossexuais têm mais facilidade para adquirir o vírus da AIDS e outros muitos vírus ou outros organismos. Pelo bem deles e pelo bem dos receptores de sangue, é prudente que não sejam doadores", assinalou.
O médico espanhol indicou que "a relação sexual retal tem seus perigos, já que a natureza não preparou o ânus ou o reto para o sexo".
Entretanto, se uma pessoa homossexual deseja exercer a caridade, recomendou o presidente do FIAMC, pode fazê-lo "dando dinheiro, comida ou carinho a um pobre".
As declarações do Dr. Simón Castellví estão sustentadas por estudos científicos, como os dos Centros para o Controle de Enfermidades (CDC, por suas siglas em inglês), organismo governamental de investigação para a saúde dos Estados Unidos.
De acordo aos CDC, "os gay, bissexuais e outros homens que têm sexo com homens são mais severamente afetados pelo HIV que qualquer outro grupo nos Estados Unidos".
Na sua "folha de fatos", CDC assinala que "em 2010, os homens que têm sexo com homens somaram 63 por cento de novas infecções do HIV estimadas nos Estados Unidos, e 78 por cento de infecções entre todos os novos homens infectados. Comparados com outros grupos de transmissão, os homens que têm sexo com homens somam o número maior de novas infecções do HIV em 2010".
A Food and Drug Administration (FDA), organismo governamental dos Estados Unidos que controla os medicamentos e mantimentos nesse país, explicou a restrição de doar sangue a homens homossexuais porque sua "principal responsabilidade com respeito ao sangue e aos produtos para o sangue é assegurar a segurança dos pacientes que recebem estes produtos que salvam suas vidas".
A FDA desmentiu que a política de restringir as doações de sangue de homens homossexuais seja discriminatória, explicando que está baseada "no elevado risco documentado de certas infecções que se transmitem através do sangue, tais como o HIV, associadas com as relações sexuais entre homens, e não está baseada em nenhum julgamento com respeito à orientação sexual do doador".

EUA: Corte obriga fotógrafos cristãos a trabalhar em "matrimônios" homossexuais

ALBUQUERQUE, 29 Ago. 13 / 04:10 pm (ACI/EWTN Noticias).- A Corte Suprema de Novo México, nos Estados Unidos, sentenciou que um pequeno negócio de fotografia, de propriedade de um cristão, não tem o direito a negar-se por motivos religiosos a trabalhar em uma cerimônia do mal chamado "matrimônio" gay.
O especialista Ryan Anderson, em um texto publicado em 22 de agosto no National Review Online, assinalou que esta sentença explica "a crescente preocupação que muitos têm contra as leis antidiscriminação, e a pressão para que o matrimônio homossexual atropele os direitos de consciência e liberdade religiosa".
"As consequências para os crentes religiosos se estão fazendo visíveis", indicou.
A Corte Suprema de Novo México sentenciou, em 22 de agosto, que a legislação antidiscriminação estatal obriga Elane Photography a "servir os casais do mesmo sexo da mesma forma que serve os casais de sexos opostos".
Elane Photography, de propriedade de Elaine Huguenin e de seu marido, Jon, recusou tirar fotos da "cerimônia de compromisso" de duas mulheres, em Taos, Novo México.
Elaine recusou o contrato, dizendo que a fé cristã dela e de seu marido entrava em conflito com a mensagem que a cerimônia comunicava. O casal de lésbicas encontrou outro fotógrafo para sua cerimônia.
Uma das mulheres, Vanessa Willock, colocou uma queixa ante a Comissão de Direitos Humanos de Novo México, acusando o negócio de violar a legislação estatal que proíbe a discriminação em base à orientação sexual.
Em 2008, a comissão sentenciou a favor de Willock.
O negócio de fotografia apelou, representado pela organização defensora da liberdade religiosa nos Estados Unidos Alliance Defending Freedom (ADF).
Jordan Lorence, conselheiro sênior do ADF, assinalou que é muito provável que apelem à Corte Suprema dos Estados Unidos.
"Achamos que a Primeira Emenda (da Constituição dos Estados Unidos) protege o direito das pessoas de não comunicar mensagens com as que discrepam", disse Lorence à agência Reuters.
De acordo com o juiz Richard Bosson, que sentenciou a favor do casal de lésbicas, é o "preço da cidadania" ceder nas próprias crenças religiosas em favor de quem acredita em algo diferente.
Entretanto, para Lorence, "o preço da cidadania não significa ceder seus direitos constitucionais. É aterrador pensar que um artista ou qualquer americano pode ser forçado pelo governo a promover mensagens com as que não está de acordo".
"Em uma sociedade livre, as pessoas com diferentes crenças têm que aprender a levar-se bem. Havia muitos fotógrafos disponíveis, dispostos a fotografar esta cerimônia homossexual".
Uma pesquisa realizada em julho pelo Rasmussen Reports revelou que 85 por cento de americanos acha que um fotógrafo de casamento cristão, com profundas crenças religiosas contra o mal chamado "matrimônio" homossexual, deve ter o direito a recusar um trabalho em uma cerimônia de "matrimônio" gay.
Só 8 por cento disse que o fotógrafo deve ser obrigado a trabalhar na cerimônia.

Sua consciência é bem formada?

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Para a pessoa que cometeu o mal, a voz de sua consciência é sempre um chamado à conversão e à esperança. É isto sobretudo, que nos distingue dos animais; eles não têm consciência do que fazem; não sabem se fizeram o bem ou o mal. O homem, ao contrário, sabe se fez o bem e se alegra; ou sabe que fez o mal e se entristece. Há em nosso interior uma voz divina que diz: “faça o bem, evite o mal”.
Mas a consciência precisa ser bem formada porque ela está sujeita às influências do meio.
O ser humano para ser feliz deve obedecer sempre ao julgamento certo de sua consciência. Se ele pisar na sua própria consciência, pisa naquilo de mais nobre que possui. Uma pessoa que decide fazer algo contra a sua consciência peca e assume diante de si mesmo uma grande dívida. O Cardeal Newman, falando da consciência, dizia:
“É a mensageira daquele que, no fundo da natureza bem como no fundo da graça, nos fala através de um véu, nos instrui e nos governa. A consciência é o primeiro de todos os vigários de Cristo”.
Santo Agostinho chama-nos a sempre voltar para ela:
“Volta à tua consciência, interroga-a,… Voltai irmãos ao interior, e em tudo o que fizerdes atentai para a testemunha, Deus” (ep. Jo 8,9).
O Catecismo da Igreja ensina que:
“Uma consciência bem formada é reta e verídica. Formula seus julgamentos seguindo a razão, de acordo com o bem verdadeiro querido pela sabedoria do Criador. A educação da consciência é indispensável aos seres humanos submetidos a influências negativas e tentados pelo pecado a preferirem o próprio juízo e a recusar os ensinamentos autorizados… A educação da consciência é uma tarefa de toda a vida… garante a liberdade e gera a paz do coração.
Na formação da consciência, a Palavra de Deus é a luz de nosso caminho; é preciso que a assimilemos na fé e na oração e a coloquemos em prática… É preciso ainda, que examinemos nossa consciência confrontando-nos com a Cruz do Senhor. “Somos assistidos pelos dons do Espírito Santo, ajudados pelos testemunhos e conselhos dos outros e guiados pelo ensinamento autorizado da Igreja” (CIC §1783-1785).
A Palavra de Deus é o melhor meio para formar uma consciência reta, nem laxa e nem escrupulosa.
“A Palavra de Deus é útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra” (2 Tm 3,16-17).
As bem-aventuranças nos dão os critérios de discernimento no uso dos bens terrestres, de acordo com a Lei de Deus, por isso é base da nossa Moral. Diz o Eclesiástico que:
“Deus deixou o homem nas mãos de sua própria decisão” (Eclo 15, 14), para que pudesse livremente aderir a Deus, e chegar, assim, à feliz perfeição (GS 17, 1).
A responsabilidade de uma ação humana pode ser diminuída ou até eliminada em certos casos, por causa da ignorância, violência, medo e outros fatores psíquicos ou sociais. (cf. CIC §1746)
A Igreja ensina com firmeza que:
“Não se pode justificar uma ação má, embora feita com boa intenção.” (São Tomás de Aquino, Decem. Praec. 6).
Os fins não justificam os meios; por exemplo, não de pode matar uma pessoa, pela eutanásia, com o desejo de diminuir o seu sofrimento.  Não é permitido fazer o mal para que daí resulte um bem. Este princípio hoje é muito violado, em nome da “caridade”. Se esta norma for violada, toda a Moral desaba e toda verdadeira civilização perece. Sem a verdade moral não há verdadeira caridade e salvação.
A moral católica não é um mero sistema de preceitos e proibições como alguns possam pensar, e nem é também um sistema que ensina o cristão a praticar certas normas, com o mínimo de incômodo, a fim de tranquilizar a sua consciência diante de Deus. Isto seria diminuir a moral e a grandeza do homem.
A moral católica tem como objetivo levar o homem à realização da sua vocação suprema, que é a perfeição e a santidade. Ela tem como objetivo dirigir o comportamento do homem para o seu Fim Supremo que é Deus. Nenhuma pessoa é chamada a viver uma vida medíocre, mas repleta de espiritualidade e amor a Deus e aos irmãos.
A Moral vai além da Ética filosófica. Esta deseja contribuir para o bem humano, mas apenas com as luzes da razão, do bom senso e do raciocínio sem levar em conta o Plano e a Revelação de Deus para a salvação da humanidade. A Ética é válida, mas não atinge o mais profundo do mistério do homem.
A Moral também vai além do Direito que se baseia em leis humanas; mas nem sempre perscruta a consciência.Pode acontecer de alguém estar agindo de acordo com o Direito, mas não de acordo com a consciência. Por exemplo, o divórcio é legal, mas não é moral. E há muitos países onde a desumanidade do aborto é aprovada.
A Moral cristã leva em conta que o pecado enfraqueceu a natureza humana e que ela precisa da graça de Deus para se libertar de suas tendências desregradas e viver de acordo com a vontade de Deus. Portanto, a Moral cristã e a Religião estão intimamente ligadas, tendo como referência Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
Ser cristão é muito mais do que acreditar e professar a doutrina cristã; mais do que tudo é viver em comunhão com Cristo, vivendo Nele, por Ele e para Ele. É de dentro do coração do cristão que nasce a vontade de viver a “Lei de Cristo”, a Moral cristã, e isto é obra do Espírito Santo.
A nova e definitiva Aliança, segundo o profeta Jeremias, devia ser pautada na força de Deus que conduz o homem:
“Eu porei minha lei no seu seio e a escreverei em seu coração. Então eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo” (Jr 31,33).
“Dar-vos-ei um coração novo, porei no vosso íntimo um espírito novo, tirarei do vosso peito o coração de pedra e vos darei um coração de carne. Porei no vosso íntimo o meu espírito e farei com que andeis de acordo com os meus estatutos e guardeis as minhas normas e as pratiqueis” (Ez 36,26s).
O comportamento do cristão é uma resposta ao amor de Deus. Dizia São João da Cruz que “amor só se paga com amor”. “Deus é amor” (1Jo 4, 16) e Ele “nos amou primeiro” (1Jo 4, 19).
Ninguém deve viver a Lei de Cristo, por medo, mas por amor ao Senhor que desceu do céu, e imolou-se por cada um de nós. Nosso amor a Deus não deve ser o amor do escravo que lhe obedece por medo do castigo, e nem do mercenário que o obedece por amor ao dinheiro, mas sim o amor do filho que obedece ao pai simplesmente porque é amado pelo pai. São Paulo dizia: “O amor de Cristo me constrange” (2Cor 5,14).
Ninguém será verdadeiramente espiritual enquanto não viver a lei de Deus simplesmente por amor a Deus e não por medo de castigos.
Por outro lado, devemos viver a lei de Deus porque ela é, de fato, o caminho para a nossa verdadeira felicidade. Ele nos ama e é Deus; não erra e não pode nos enganar; logo, sua Lei, é o melhor para nós.
Quem não obedece ao catálogo do projetista de uma máquina, acaba estragando-a; assim, quem não obedece a Lei de Deus, acaba destruindo a sua maior obra que é a pessoa humana.
A Lei de Cristo se resume em “amar a Deus e amar ao próximo como a si mesmo” (cf. Mt 22, 37-40). Mas esse amor ao próximo não é apenas por uma questão de simpatia ou afinidade com ele, mas pelo exemplo de Cristo, que “nos amou quando ainda éramos pecadores” (Rm 5,8), como disse São Paulo. Por isso, o cristão odeia o pecado, mas sempre ama o pecador. Não se pode menosprezar a verdade; isto seria um desserviço a si mesmo e ao outro. A Igreja ensina que “não se deve impor a verdade sem caridade, mas também não se deve sacrificar a verdade em nome da caridade” (Santo Agostinho). Bento XVI disse na “Caritas in veritate” que:
Só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida. A verdade é luz que dá sentido e valor à caridade… Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente. É o risco fatal do amor numa cultura sem verdade; acaba prisioneiro das emoções e opiniões contingentes dos indivíduos, uma palavra abusada e adulteradachegando a significar o oposto do que é realmente. A verdade liberta a caridade dos estrangulamentos do emotivismo, que a despoja de conteúdos relacionais e sociais, e do fideísmo, que a priva de amplitude humana e universal”. (CV,3)
Prof. Felipe Aquino