quarta-feira, 26 de junho de 2013

Jovem cristão desaparece no Paquistão depois de abandonar o Islamismo

ROMA, 25 Jun. 13 / 03:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um jovem de 16 anos convertido ao Cristianismo depois de abandonar o Islamismo desapareceu no último dia 25 de maio em Peshawar, capital da província de Khyber Pakhtunkhwa, Paquistão, e ainda não se tem notícias dele.
"Se um jovem muçulmano se converte ao cristianismo no Paquistão, ele é obrigado a viver na clandestinidade. Caso contrário, não tem chance de vida. Todo muçulmano pode se sentir no dever de matá-lo. A mudança de religião não é punida pela lei civil, é punida pela lei islâmica. Por isso, os casos de conversão de muçulmanos ao cristianismo são muito raros e alguns são convertidos em segredo", assinalou a Fides o Padre Mario Rodríguez, Diretor da Comissão de Pastoral Juvenil de Karachi, ao sul do país.
O jovem pode ter sido sequestrado por militantes islâmicos, "muito fortes na província", e seu destino poderia "já estar marcado", pois segundo a lei Sharia do país, ele seria "culpado de apostasia", delito que tem como pena a condenação a morte.
O jovem se chama Amam Ullah, que significa "paz de Deus". Ele aproximou-se do Cristianismo há um ano. Fazia aulas bíblicas em uma comunidade cristã protestante de Peshawar, e em algumas reuniões havia dado o seu testemunho de fé.
Em uma nota enviada à Agência Fides, a comunidade pediu aos cristãos de todo o mundo orações pela vida do jovem e a proteção de Deus sobre ele.

"A Guerra dos Cristeros", livro conta a história da perseguição vivida pela Igreja no México

BRASILIA, 26 Jun. 13 / 01:58 pm (ACI).- O livro "A Guerra dos Cristeros", segundo título das Edições Cristo Rei, conta a história do episódio ocorrido no México, entre os anos de 1926 e 1929, também conhecido como Cristiada, em que os católicos foram perseguidos pelo Estado.
Foi nessa época que o governo do general Plutarco Elías Calles decidiu aplicar à risca a Constituição de 1917, que previa a eliminação da Igreja Católica, dando início a uma perseguição que resultava em fuzilações nos paredões de execução e é, também, de onde vem o termo "cristeros", pois antes de serem mortos os combatentes gritavam "Viva Cristo Rei".
Os católicos tentaram resolver o problema de modo pacífico (por meio de boicotes, abaixo-assinado e negociação), porém o governo não cedeu em ponto algum e os católicos se viram obrigados a pegar em armas para defender a Fé.
A Cristiada deu à Igreja milhares de mártires, alguns dos quais já foram beatificados ou canonizados.
O livro dá a conhecer aos católicos brasileiros um episódio da história da Igreja que remete a uma realidade ainda presente no mundo de hoje: a perseguição à verdadeira fé. Além do relato da Cristiada, a edição conta com artigos (inéditos em português) escritos por um dos mártires cristeros, o beato Anacleto González Flores e com fotos raras do episódio.
"A Guerra dos Cristeros" pode ser adquirido exclusivamente por meio de compra direta com a editora. Para isso, os interessados devem enviar um e-mail para contato@edicoescristorei.com.br.
As Edições Cristo Rei surgiram em novembro de 2011, com o objetivo de oferecer aos católicos brasileiros publicações de qualidade no campo da doutrina, espiritualidade, Doutrina Social, entre outros.

Crianças são usadas para propaganda homossexual em Santa Catarina

Concurso de cartazes tira vantagem de alunos para promover a causa gay

Julio Severo
“Deixai vir a Mim as crianças,” disse Jesus, de braços abertos. Mas os pais que enviam seus filhos às escolas de Santa Catarina estão deixando suas crianças irem até os braços de militantes da causa gay.
Alunos das escolas públicas de Florianópolis participaram de um concurso de cartazes contra a chamada “homofobia.” A ideia de promover uma propaganda da causa gay por meio de concurso para crianças foi da equipe do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) do Departamento de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Portanto, a iniciativa não partiu de crianças, nem de seus pais. Partiu de adultos movidos por ideologia.
Segundo informação do site da UFSC, a equipe do NIGS precisou primeiro “preparar” os professores para engajar os alunos na propaganda anti-“homofobia” — que dificilmente ganharia a adesão das crianças ou de seus pais se lhes fosse explicado que “homofobia,” conforme usado por supremacistas gays, abrange também opiniões contrárias às nojentas práticas homossexuais.
Luiz Mott, o líder máximo do movimento homossexual no Brasil, reconheceu publicamente, em entrevista ao programa do Jô, que a “homofobia” é oposição à homossexualidade, declarando que a Bíblia é a maior fonte de “homofobia.”
A entrevista está aqui: http://youtu.be/mF3Z9dO2IBE
 
Ele também disse que os ativistas homossexuais precisam dos pais do Brasil, para criarem filhos que se tornarão homossexuais.
A atitude irresponsável das escolas públicas de Santa Catarina de envolver seus alunos num concurso de propaganda homossexual é um importante passo nessa direção.
O concurso teve a participação de 33 escolas, cerca de 1,2 mil alunos, totalizando 326 cartazes.
O concurso tem também a participação de importantes militantes gays, inclusive Toni Reis, cuja organização ABGLT havia sido beneficiada com milhões de reais para a elaboração do infame kit gay, do MEC.
Conforme informações do site UFSC, o MEC está também envolvido no concurso de propaganda gay de Santa Catarina.
O concurso terminará dia 26 de junho e premiará os três cartazes de crianças que entenderam a “ideia” que os adultos militantes lhes passaram.
Os pais que amam seus filhos e não gostariam que eles fossem induzidos ao homossexualismo deveriam procurar advogados idôneos e processar as escolas públicas e o MEC que estão vitimando suas crianças com propaganda enganosa.

Luto nos EUA: O fim da Defesa do Casamento na lei federal dos EUA

Julio Severo
Em decisão histórica, o Supremo Tribunal dos EUA deu hoje (26 de junho de 2013) dois veredictos contra a família natural. Em resposta às exigências dos supremacistas gays, a Lei de Defesa do Casamento foi invalidada na proteção que dava ao casamento natural contra a ideologia do “casamento” gay. O Supremo Tribunal declarou que é inconstitucional a lei federal defender que “casamento é somente entre um homem e uma mulher.”
Gay festejando na frente do Supremo Tribunal dos EUA
O que virá depois? Uma decisão dizendo que é inconstitucional o casamento somente entre seres humanos, abrindo as portas para outras aberrações?
A outra decisão foi derrubar uma iniciativa, aprovada pelo povo da Califórnia, que impedia o supremacismo gay de desfigurar e mutilar o casamento natural com sua cópia pirata de casamento.
Barack Obama, presidente dos EUA, imediatamente expressou sua euforia com a vitória gay obtida no mais elevado tribunal dos EUA. Obama disse:
“A decisão contra a Lei de Defesa do Casamento é um avanço histórico para a igualdade do casamento.”
Obama também telefonou aos principais ativistas gays envolvidos na derrota do casamento natural na lei federal americana, parabenizando-os.

A alegria de Hollywood

Hollywood, que sempre esteve na vanguarda da promoção de aberrações comportamentais, reagiu com alegria à decisão do tribunal americano, conforme reportagem da Associated Press.
* “Dia histórico,” disse Leonardo DiCaprio.
* “Permanecemos no alto hoje. A lei de Defesa do Casamento foi derrubada. Muitos lutaram por muito tempo. Orgulhem-se: o preconceito agora é minoria,” disse Lady Gaga.
* “Hoje, celebramos,” disse Cyndi Lauper.
Em pronunciamento oficial, Obama disse:
“Aplaudo a decisão do Supremo Tribunal de derrubar a Lei de Defesa do Casamento, que era discriminação consagrada em lei. Tratava compromissadas duplas gays e lésbicas amorosas como uma classe separada e inferior de pessoas. O Supremo Tribunal corrigiu esse erro, e nosso país está em situação melhor por causa dessa decisão.”

Apostasia

Nada disso seria possível se a Igreja Americana não estivesse tão avançada em apostasia descarada — uma apostasia que está varrendo principalmente as igrejas protestantes históricas dos EUA. O Rev. Gary Hall, deão da Catedral Nacional de Washington, disse:
“As decisões de hoje avançam a igualdade no casamento civil, mas deveriam servir como uma chamada para os cristãos abraçarem a igualdade do casamento. Inúmeros cristãos fieis estão vivendo suas vidas em relacionamentos homossexuais compromissados, e temos visto os frutos de sua fidelidade em nossas famílias, nossas congregações e nossas comunidades. Se usarmos este momento histórico para ver com mais clareza como a fidelidade deles contribui para o bem comum, teremos condições melhores de caminhar com nossas irmãs e irmãos LGBT como um ato de fé cristã.”
Catedral Nacional de Washington
Em contraste, Billy Graham sempre cita uma declaração de sua esposa: “Se Deus não castigar os Estados Unidos, Ele terá de pedir perdão para Sodoma e Gomorra.”
Com a decisão de hoje do Supremo Tribunal dos EUA, já não dá para saber a diferença entre Sodoma e EUA.

O dono do Supremo Tribunal dos EUA

Quando li a manchete do noticiário americano hoje de manhã, fiquei chocado. Fiquei também muito triste com esse gigantesco passo de decadência.
Supremo Tribunal dos EUA
Minha esposa, que não tinha lido a notícia, havia também acordado muito triste e somente mais tarde me contou que teve um sonho, onde ela viu um prédio como um templo. Quando ela me descreveu o prédio, pude entender que era o prédio do Supremo Tribunal dos EUA. Mostrei a ela a foto desse prédio, e era realmente isso. Ela viu Satanás enorme ali dentro, sendo adorado pelos juízes americanos e outros que trabalham naquele lugar. Ela viu Satanás tão grande quanto o próprio templo do Supremo Tribunal, espumando ódio por todas as pessoas que adoram Jesus Cristo.
Ela viu os adoradores de Jesus, os quais tinham uma pequena sala para oração naquele prédio, muito tristes e temendo pelo que ainda poderá vir, pois Satanás, que ela viu como dono de todo o espaço no Supremo Tribunal, queria adotar mais medidas para perseguir os cristãos. A derrubada da Lei da Defesa do Casamento é só o primeiro passo do dono do Supremo Tribunal.

Angústia de líderes conservadores

Essa derrubada trouxe reações angustiadas da liderança conservadora dos EUA:
* “Sentimo-nos devastados que o Supremo Tribunal tenha sucumbido às pressões políticas votando para enfraquecer a instituição sagrada [do casamento]. Negligenciaram nossos filhos muitíssimo preciosos que precisam de uma mãe e um pai unidos em casamento para desenvolvimento saudável.” — Rev. William Owens, presidente da Coalizão de Pastores Afro-Americanos.
* “Estamos profundamente entristecidos com a decisão de hoje de não só permitir, mas incentivar o casamento de mesmo sexo em nosso país — um país que foi fundado em princípios bíblicos. Choramos pelo futuro dos EUA.” — Tim Wildmon, presidente da Associação da Família Americana.
A Lei de Defesa do Casamento havia sido aprovada na década de 1990 para deter o avanço dos militantes do “casamento” gay. A lei federal especificamente declarava que o casamento era somente entre um homem e uma mulher.
Com a derrubada dessa defesa exclusiva do casamento natural, agora toda defesa do casamento deverá incluir também as duplas gays.

As consequências para o Brasil e outros países

Como a decisão do Supremo Tribunal dos EUA afetará o Brasil e outros países?
Os EUA são hoje a única superpotência do mundo, e estão priorizando as questões homossexuais na sua sociedade e em suas políticas externas.
A prioridade do Departamento de Estado dos EUA, desde dois anos atrás, tem sido promover e defender os chamados direitos homossexuais.
Um grupo pró-família dos EUA produziu no ano passado um vídeo denunciando o imperialismo homossexual que vem especialmente através do governo americano. O vídeo, que está aqui (http://youtu.be/HbjAFUGQ3Xg), mostra que as nações que não se submetem ao imperialismo homossexual imposto pelos EUA acabam vítimas da truculência americana, perdendo ajuda necessária.
A política da chantagem americana para os países pobres hoje é aceitarem a agenda gay por um prato de comida ou remédios.
A pressão psicológica desse imperialismo vem principalmente de Hollywood, que é a maior máquina de propaganda do mundo, inteiramente a serviço da agenda gay.
A luta dos cristãos pró-família será agora mais difícil, pois ao igualar casamento natural com o “casamento” gay, os EUA estão agora liderando, como superpotência que são, o enfraquecimento da família natural em todos os países sob sua influência cultural e financeira.
Se lutarmos contra militantes gays que usam crianças de escolas públicas para promover propaganda homossexual, eles poderão facilmente se defender dizendo: “Estamos apenas defendendo a família. Esqueceu que até os EUA agora oficialmente dizem que ‘casamento’ gay é casamento normal? Somos iguais. Atacar a agenda gay agora é atacar a família.”
Bem-vindo ao mundo recriado conforme a imagem e semelhança do imperialismo homossexual patrocinado pelos EUA.
A decisão do Supremo Tribunal dos EUA hoje é motivo de farras anais para os que querem destruir a família natural, mas é luto para as famílias do mundo inteiro.
Com informações da Associated Press e Daily Mail.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Cardeal Burke: “A Igreja Católica jamais aprovará as uniões homossexuais”.



A conhecida revista francesa “Famille Chrétienne”, em sua edição de 20 de junho último, publica importante entrevista do Cardeal Burke, prefeito do Tribunal supremo da Signatura Apostólica, o mais elevado e decisivo Tribunal da Santa Sé.
Nessa entrevista, feita pelo jornalista Pierre de Calbiac, o Cardeal Burke, de origem norte-americana, expõe a doutrina católica e a lei natural a propósito de temas da maior atualidade, como a família, o aborto, a homossexualidade, a proibição da comunhão a políticos abortistas e a preservação moral das crianças.
Reproduzimos aqui a íntegra dessa entrevista com tradução de Helio Dias Viana. Abaixo, o título, a pequena introdução e as perguntas são da própria revista.
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Cardeal Burke: “A Igreja Católica jamais aprovará as uniões homossexuais”
Pierre de Calbiac
(Tradução Helio Viana)
O cardeal Raymond Leo Burke, prefeito do Tribunal supremo da Signatura Apostólica, esteve presente nas jornadas Evangelium vitae, concluídas pelo Papa Francisco I no dia 16 de junho em Roma. Ele exorta os católicos a se mobilizarem – inclusive na rua se necessário – para defender a família e a vida.
A defesa da vida é um combate incessante para a Igreja, como o atesta, entre outros, a continuação das jornadas Evangelium vitae lançadas por João Paulo II. Onde se radica essa prioridade?
A lei que a Revelação nos deu nos ensina que o primeiro direito de um ser humano é de viver. Esta verdade, que é a inviolabilidade de vida inocente, é tão mais evidente quando se lembra que Cristo morreu por todos os seres humanos sem exceção. Lembremos igualmente a parábola do juízo final: “O que fazeis ao menor dos meus é a mim que o fazeis” (Mateus 25,40). Ora, aqueles que são vivos, mas ainda não nasceram, são os menores. É por isso que a Igreja conclamará sempre a proteger a vida inocente. Mais ainda, o primeiro preceito da lei natural é o de promover e proteger a vida humana. Inscrito no coração de cada um, este preceito é participado por todo mundo, seja qual for a sua orientação espiritual.
Uma nota da Congregação para a Doutrina da Fé, assinada pelo cardeal Ratzinger em 2004, indicava que não se devia dar a comunhão a políticos católicos, homens e mulheres, que defendessem publicamente o aborto. Ela está ainda vigente?
Inteiramente! Os homens políticos que se dizem católicos, mas que defendem o aborto pretendendo não querer impor suas convicções religiosas, estão no erro, pois, como eu já o disse, a revelação divina não vem senão confirmar aquilo que a lei natural acessível a todos já estabeleceu. E aqueles que fazem abertamente a promoção do aborto não devem, portanto, ter acesso à sagrada comunhão. Esta regra de disciplina canônica está prevista no artigo 915 do Código de Direito Canônico. Os católicos devem saber manifestar sua oposição, inclusive na rua, quando necessário.
Qual é o papel da família no respeito pela vida?
A família tem o primeiro papel, pois são os pais que devem ensinar os filhos a respeitarem a vida humana e a si próprios. Em uma segunda etapa, a educação religiosa deve preparar os filhos nesse sentido. Nesta ótica, a catequese é muito importante. Durante os anos, a maneira de ensinar o catecismo às crianças foi de tal maneira pobre que há uma necessidade de realizar um verdadeiro trabalho nesse ponto. Espero que esse tempo em que a catequese foi empobrecida acabou. Lembro-me de que quando eu era bispo de uma diocese, tentei tanto que pude remediar esses problemas.
Vossa Eminência é o prefeito do Tribunal supremo da Signatura Apostólica, que vela pela boa administração da justiça eclesiástica. O que diz o ensinamento da Igreja sobre as uniões homossexuais?
O ensinamento da Igreja é muito claro. A união sexual é moral no âmbito do casamento, sendo ela a expressão de um amor fiel, permanente e fecundo, isto é, procriador, entre um homem e uma mulher. Uma nota da Congregação para a Doutrina da Fé, aparecida em 2003 e assinada pelo Cardeal Ratzinger, então prefeito dessa mesma congregação, condenava assim toda forma de legalização das uniões homossexuais. A natureza nos ensina que o homem e a mulher são feitos um para o outro. A alteridade é uma condição necessária ao casamento. Cumpre, pois, compreender que a Igreja Católica jamais aprovará as uniões homossexuais, que não podem ser naturalmente procriadoras.
Na França, a lei que legaliza o casamento homossexual foi votada. O que os católicos devem fazer doravante?
Acompanhei o combate dos franceses contra essa lei. Eu posso lhes dizer aqui: continuem a manifestar, continuem a mostrar que essa lei é injusta e imoral. A Igreja os apoiará nesse combate pela justiça. Eu incito assim os padres e os bispos a continuar nessa via e a manifestar sua oposição na rua se necessário. É importante que eles dêem o exemplo. Eu mesmo cheguei a manifestar, notadamente na Marcha pela Vida. Na Evangelium vitaeJoão Paulo II faz referência à desobediência civil, é nesse gênero de caso que devemos praticá-la. Os pais têm igualmente um trabalho a fazer contra essas leis insidiosas. Eles devem observar o que fazem seus filhos. O pior hoje é sem dúvida a pornografia. Os pais devem prestar atenção principalmente quando os filhos utilizam o computador e olham coisas cujos efeitos eles não medem e que fazem muito mal.
Como preservar as crianças desses desvios de conduta quando exibidos na rua?
É preciso que os pais procurem manter seus filhos longe de tudo isso e explicar-lhes o que é bem e o que é mal. A escola é também um lugar no qual importa investir. É necessário principalmente que o ensino católico seja ainda mais católico do que o é atualmente.
(Fonte: Famille Chrétienne)

Manifestantes, estão usando vocês!

Perseguição religiosa e os mártires do Cristo Rei


O martírio dos cristãos é um testemunho da realeza de Jesus Cristo na história da humanidade


Muçulmanos ameaçam cristãos de morte no Egito
A fé cristã tem raiz em forma de cruz. Essa verdade apresenta-se ao longo de toda a história do cristianismo, sobretudo nos dois últimos séculos, nos quais se fizeram mais mártires que todos os demais. Uma vez que o próprio Cristo certificou os discípulos acerca do ódio do mundo, nota-se a repetição, de tempos em tempos, da perseguição que acompanha a peregrinação da Igreja na Terra, como presságio da derradeira provação e páscoa do Senhor. É a aparente derrota do cristianismo dada pela cruz que, ao final, se transmuta em vitória e juízo final do amor de Deus por sua criatura.
Inspirado pelo exemplo de São João Batista, cuja memória litúrgica celebrou-se nesta semana, o Papa Francisco pediu durante sua homilia para que os cristãos tenham a coragem de proclamar a Palavra de Deus até o martírio. Desde os primeiros anos da era cristã, a começar pela morte de Santo Estêvão, os cristãos são chamados a não somente viver como Cristo, mas também a morrer como Ele, de modo que venha a se cumprir as palavras proferidas por São Paulo: "O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja" (Cf. Cl 1, 24).
Sendo a Igreja a continuação da encarnação do Verbo na história da humanidade, também nela se encontram as chagas da crucificação. Apesar de ignorado pelos holofotes da grande imprensa, o massacre de fiéis cristãos têm se multiplicado ano após ano, ao ponto de algumas estimativas indicarem a morte de um cristão a cada cinco minutos. O autor do livro World Christian Trends AD 30-AD 2200, o sociólogo investigador David Barrett, calcula o genocídio de 160 mil cristãos só na primeira década deste milênio e 150 mil para a segunda. Os dados colocam a religião cristã no topo das mais perseguidas do mundo.
A título de exemplo, veja-se os recorrentes ataques de radicais muçulmanos a catedrais católicas ou - de outras confissões cristãs - no Egito, no Líbano, na Síria e em outras regiões do Oriente Médio, onde ocorre a chamada "Primavera Árabe". A pesquisadora do American Enterprise Institute, Ayaan Hirsi, chegou a denunciar em uma reportagem para a revista americana Newsweek que "nos últimos anos, a opressão violenta das minorias cristãs tornou-se a norma em países de maioria islâmica, da África Ocidental ao Oriente Médio e do sul da Ásia à Oceania". Ou então o recente ultraje à Igreja de São Francisco Xavier, em Colombo, Sri Lanka, perpetrado por extremistas budistas, que incendiaram o altar e quebraram uma imagem de Nossa Senhora.
Cristãos protestam e pedem liberdade religiosa
Todavia, o martírio do cristianismo não se resume ao derramamento de sangue, mas expande-se a outras categorias, como aquela da ridicularização. Foi o que lembrou o Papa Emérito Bento XVI, no seu discurso durante vigília para beatificação do Cardeal Newman, na Inglaterra. Na ocasião, o Santo Padre explicou que "na nossa época, o preço que deve ser pago pela fidelidade ao Evangelho já não é ser enforcado, afogado e esquartejado, mas muitas vezes significa ser indicado como irrelevante, ridicularizado ou ser motivo de paródia". Tanto é verdade que o veterano jornalista da rede BBC, Roger Bolton, chegou a declarar que faria piada com Jesus, mas não com Maomé, por ser perigoso. Uma rápida pesquisa em sites como Youtube ou qualquer outro dá conta da vasta quantidade de vídeos e artigos que pululam na internet zombando da fé em Cristo.
Essa situação dolorosa provoca, por conseguinte, a debandada de inúmeras pessoas que já não encontram a razão de sua fé, ou então, que sentem-se intimidadas pelo proselitismo agressivo dos agentes do secularismo. Por outro lado, também dentro da Igreja encontram-se os missionários do mundo que, diante da maldade e da perseguição, propõem "uma solução aparente a seus problemas, à custa da apostasia da verdade" (Cf. CIC 675). É o "mistério da iniquidade", diz o Catecismo da Igreja Católica, trazido pelo Anticristo, cuja impostura religiosa é nada mais que "a de um pseudo-messianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de seu Messias que veio na carne".
Beato José Sanchez del RioBeato José Sanchez del Rio
Diante disso, os cristãos precisam saber de antemão, que o Reino de Deus "não se realizará por um triunfo histórico da Igreja segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o desencadeamento último do mal, que fará sua Esposa descer do céu" (Cf. CIC 677). Portanto, a única alternativa coerente à perseguição não é a do falso messianismo e da apostasia, mas o abraçar da cruz cotidiana, firme na promessa de Cristo que estará com seus seguidores até o fim dos tempos. Seja qual for a categoria do martírio, todos precisam recordar que "o sangue dos mártires é semente para novos cristãos". Assim, mesmo que o rebanho se reduza a um pequeno grupo, a um resto, é neste grupo que Deus operará a graça para a proliferação do anúncio da Boa Nova pelos séculos dos séculos, "porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles" (Cf. Mt 18, 20).
A vitória de Deus é certa, cabe ao homem escolher o lado no qual quer estar quando chegar a hora. Muitos dos primeiros mártires iam para as fogueiras ou para as covas dos leões cantando hinos de glória, para arrepio dos pagãos que assistiam perplexos. Isso só é possível para aqueles cuja meta está em alcançar a Coroa da Justiça nos céus. Mesmo quando morre, o cristão vive. Por isso muitos que experimentaram a honra do martírio, como o Beato José Sanchez del Río, tiveram nos lábios as palavras "Viva Cristo Rei". Nestes tempos obscuros de materialismo e relativismo, a Igreja tem, mais uma vez, a missão de testemunhar até o martírio as Palavras Eternas: Viva Cristo Rei.
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Marcha das Vadias usa imagens que ofendem e atacam a Fé Cristã


24.06.2013 - Nota de www.rainhamaria.com.br  -  por Dilson Kutscher
Primeiramente vamos lembrar o seguinte: (clique nos links abaixo para ver)

Fui obrigado a recortar a imagem original desta propaganda profana, que mostra uma mulher nua diante de Jesus Crucificado e sorrindo. (assim mesmo, peço desculpas, pois ainda a visão é muito ofensiva aos cristãos, mas devemos ver ao ponto que estão chegando com o desrespeito ao Sagrado)
Este movimento chamado "Marcha das Vadias" em total desrespeito com os cristãos, usou de sarcasmo para convidar seus participantes para um protesto.
Mesmo eu cortando a parte de baixo, podem ver que tal ilustração é um ataque direto ao cristianismo e nem preciso dizer aos católicos a grande profanação que a propaganda mostra, não existem palavras que eu possa dizer já que uma imagem vale por 1000 palavras.
n/d
Diz na Sagrada Escritura:
"Sabei antes de tudo o seguinte: nos últimos tempos virão escarnecedores cheios de zombaria, que viverão segundo as suas próprias concupiscências". (2Pd 3,3)
"Os quais vos diziam: No fim dos tempos virão impostores, que viverão segundo as suas ímpias paixões;" (Jd 1,18)
"Por isso, Deus os entregou aos desejos dos seus corações, à imundície, de modo que desonraram entre si os próprios corpos.
Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém!
Por isso, Deus os entregou a paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza.
Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario.
Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí o seu procedimento indigno". (Rm 1, 24 - 28)

Noticia:
24.06.2013 - A Famigerada marcha das vadias retardadas resolveu ir para o ataque contra os que acreditam em Deus e em especial aqueles que tem Fé em Jesus Cristo.
O movimento, que é uma manipulação do Marxismo Cultural, que nem de iniciativa brasileira não é, (como não poderia deixar de ser) pois foi “criado” no Canadá e nos Estados Unidos, marcou um ato hoje, dia 22 de junho, em várias Capitais do Brasil e no Distrito Federal.
A agenda do movimento segue a cartilha das Grandes Fundações internacionais, como a Ford e a Rockfeller, e dos partidos de esquerda, ou seja, contra a vida e a favor da morte de bebês e a favor da promiscuidade sexual.
Até aí nada de novo. Porém, foram divulgadas imagens nas redes sociais, muito bem feitas e por isso devem ter sido produzidas em agências de publicidade caríssimas, ofendendo a Fé Cristã com blasfêmias e insultos inaceitáveis.
Chegou-se ao ponto insuportável onde organizações internacionais multibilionárias e os partidos de esquerda no Brasil, passaram a manipular as meninas brasileiras para se desvalorizarem e cometerem toda a sorte de crimes e pecados gravíssimos.
Todas as denominações cristãs do brasileiras precisam dar um basta nessas ofensas através dos meios legais cabíveis para mostrar que o Brasil é um país cristão e que por isso não se aceita tamanha afronta à aquilo que temos de mais sagrado que é o nome de Jesus Cristo e a vida humana com a sua dignidade.
Que o Deus Todo Poderoso tenha misericórdia destas meninas alienadas e estúpidas que estão sendo usadas como objetos e pedaços de carne ambulante para ofender a Fé e a vida do seu país.
Fonte da Notícia:  blitzdigital.com.br   e   www.amormariano.com.br   (visita recomendada)
Nota do site Amor Mariano: A imagem que vemos acima (retirada do facebook) é mais uma prova de que vivemos o Fim dos Tempos, o tempo da grande desordem, onde tudo que é visto por Deus como impuro e mal torna-se bom na concepção do homem, que faz de si mesmo o próprio deus! Até quando Nosso Senhor permitirá todas essas ofensas? A Misericórdia de Deus é infinita, mais o cálice da Justiça já transborda…

Mídia MENTE quando usa o título de “cura” gay para projeto aprovado em comissão da Câmara Federal.

Blog Reinaldo Azevedo
Nem tudo se resume à minoria na rua. Há outros assuntos em pauta no país. O blog recebeu ontem quase 300 mil visitas. É provável que alguns novos leitores acabem tomando gosto pela página. Nem todos conhecem os debates travados aqui. Pois bem: nos jornais desta quarta, vocês encontrarão o que já está nos sites e portais. Algo mais ou menos assim: “Comissão de Feliciano aprova projeto da cura gay”. É mentira dupla!
Em primeiro lugar, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara não pertence ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP).
Em segundo lugar, não existe projeto que prevê a cura gay. Isso é uma fantasia do jornalismo militante. Semelhante àquela que sustenta que o Estatuto do Nascituro é “Bolsa Estupro”.
Tenho 51 anos. Quando eu tinha 20 e poucos, 30 e poucos e, acreditem, até 40 e poucos, era proibido fazer militância política em redação. Cada um que tivesse as suas convicções, mas o compromisso tinha de ser com o fato, segundo valores, a saber: defesa da democracia, do estado de direito, da economia de mercado. Era proibido, por exemplo, mentir , simplificar ou trapacear em nome do bem da humanidade. Jornalista reporta o que vê — e alguns opinam. Mas sem inventar o que não existe num caso ou noutro.
Ao fato mais recente: a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara aprovou um Projeto de Decreto Legislativo, do deputado João Campos (PSDB-GO), que susta dois trechos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia. O texto ainda tem de passar pelas comissões de Seguridade Social e de Constituição e Justiça. Se alguém não conhece detalhes do debate — geralmente ignorados porque fica mais fácil fazer proselitismo onde há ignorância, especialmente a bem intencionada — explico tudo abaixo, nos mínimos detalhesconforme fiz, por exemplo, no dia 2 de maio. Vamos ver.
O Projeto de Decreto Legislativo 234/11 torna sem efeito o trecho do Artigo 3º e todo o Artigo 4º da Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia.
Então vamos aos documentos. A íntegra do Projeto de Decreto Legislativo está aqui, com a justificativa.
Reproduzo a parte propositiva em azul.
Art. 1º Este Decreto Legislativo susta o parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999.
Art. 2º Fica sustada a aplicação do Parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual.
Art. 3º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.
Então é preciso fazer o que virou raridade nas redações quando os lobbies “do bem” ditam a pauta; saber, afinal, que  dizem os trechos que seriam sustados.
“Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.”
Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.
Comento
Atenção! A proposta de Decreto Legislativo não toca no caput do Artigo 3º. Ele seria mantido intocado. Como deixa claro o projeto do deputado, seriam suprimidos apenas o Parágrafo Único do Artigo 3º e o Artigo 4ºComo se nota, ao suprimir esses dois trechos da Resolução 1/99, o Projeto de Decreto Legislativo não passa a tratar a homossexualidade como uma doença. É mentira! Também não autoriza a “cura gay”. É outra mentira! São distorções absurdas!
Fato, não militância
Procederei a algumas considerações prévias, até que chegue ao cerne da questão. Avalio que a homossexualidade não tem cura pela simples razão de que não a considero uma doença. E nisso concordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) e com o Conselho Federal de Psicologia. Assim, não acredito em terapias que possam converter héteros em gays ou gays em héteros (não se tem notícia de que alguém tenha buscado tal conversão). Mais: sexualidade não é uma opção — se fosse, a esmagadora maioria escolheria o caminho da maior aceitação social, e, nessa hipótese, as escolhas poderiam até ir mudando ao longo do tempo, à medida que determinadas práticas passassem a ser mais aceitas ou menos.
Há quem só goste de um brinquedo; há quem só goste do outro; e há quem goste dos dois. Essa minha opinião não é nova — o arquivo está aí. Os espadachins da reputação alheia, como escreveu Balzac, fazem questão de ignorá-la porque gostam de inventar inimigos imaginários para posar de mártires. Muito bem. Até aqui, não haveria por que os gays — ou o que chamo “sindicalismo gay” — estrilar. Mas é evidente que não pensamos a mesma coisa. Entre outras divergências, está o tal PLC 122 que criminaliza a chamada “homofobia”. Trata-se de um delírio autoritário. Já escrevi muito a respeito e não entrarei em detalhes agora para não desviar o foco.
Vamos lá. Desde 22 de março de 1999, está em vigência a tal Resolução 1 (íntegra aqui), que cria óbices à atuação de psicólogos na relação com pacientes gays. Traz uma porção de “considerandos”, com os quais concordo (em azul), e depois as resoluções propriamente. Listo os ditos-cujos:
CONSIDERANDO que o psicólogo é um profissional da saúde;
CONSIDERANDO que na prática profissional, independentemente da área em que esteja atuando, o psicólogo é frequentemente interpelado por questões ligadas à sexualidade;
CONSIDERANDO que a forma como cada um vive sua sexualidade faz parte da identidade do sujeito, a qual deve ser compreendida na sua totalidade;
CONSIDERANDO que a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão;
CONSIDERANDO que há, na sociedade, uma inquietação em torno de práticas sexuais desviantes da norma estabelecida sócio-culturalmente;
CONSIDERANDO que a Psicologia pode e deve contribuir com seu conhecimento para o esclarecimento sobre as questões da sexualidade, permitindo a superação de preconceitos e discriminações
Aí vem o conteúdo da resolução. O caput do Artigo 3º, com o qual ninguém mexe, é correto. Reproduzo:
“Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.”
Está claro, então, que os psicólogos não atuarão para favorecer a patologização da homossexualidade nem efetuarão tratamentos coercitivos. E a parte que cairia? Pois é…Transcrevo outra vez (em vermelho e em destaque):
Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.
Têm de cair mesmo!
Qual é o principal problema desses óbices? Cria-se um “padrão” não definido na relação entre o psicólogo e a homossexualidade. Esses dois trechos são tão estupidamente subjetivos que se torna possível enquadrar um profissional — e puni-lo — com base no simples achismo, na mera opinião de um eventual adversário. Abrem-se as portas para a caça às bruxas. Digam-me cá: um psicólogo que resolvesse, sei lá, recomendar a abstinência sexual a um compulsivo (homo ou hétero) como forma de livrá-lo da infelicidade — já que as compulsões, segundo sei, tornam infelizes as pessoas —, poderia ou não ser enquadrado nesse texto? Um adversário intelectual não poderia acusá-lo de estar propondo “a cura”? Podemos ir mais longe: não se conhecem — ou o Conselho Federal já descobriu e não contou pra ninguém? — as causas da homossexualidade. Se um profissional chega a uma determinada terapia que homossexuais, voluntariamente, queiram experimentar, será o conselho a impedir? Com base em que evidência científica?
Há uma diferença entre “verdade” e “consenso da maioria influente”. Ademais, parece-me evidente que proibir um profissional de emitir uma opinião valorativa constitui uma óbvia infração constitucional. Questões ligadas a comportamento não são um teorema de Pitágoras. Quem é que tem o “a²= b²+c²” da homossexualidade? A resolução é obviamente autoritária e própria de um tempo em que se impõe a censura em nome do bem.
Ora, imaginem se um conselho de “físicos” ousaria impedir os cientistas de tentar contestar a relatividade. O que vai ali não é postura científica, mas ideologia. Se conceitos com sólida reputação de verdade, testados empiricamente, podem ser submetidos a um teste de estresse intelectual, por que não considerações que dizem respeito a valores humanos? Tenham paciência! O fato de eu não endossar determinadas hipóteses ou especulações não me dá o direito de proibir quem queira fazê-lo.
Fiz uma pesquisa antes de escrever esse texto. Não encontrei evidências de resolução parecida em nenhum lugar do mundo. O governo da Califórnia, nos EUA, proibiu a terapia forçada de “cura” da homossexualidade em adolescentes. É coisa muito diferente do que fez o conselho no Brasil. Países que prezam a liberdade de expressão e que não querem usar o discurso da liberdade para solapar a própria liberdade não se dão a desfrutes dessa natureza.
Então vamos lá. Eu não estou defendendo terapias de cura da homossexualidade. Eu não acredito que haja cura para o que não vejo como doença. Também não acho que estamos no universo das escolhas. Dito isso, parece-me uma suma arrogância que um conselho profissional interfira nessa medida na atividade clínica dos profissionais e, atenção!, dos pacientes também! Assim, no mérito, não vejo nada de despropositado na proposta do deputado João Campos. Ao contrário: acho que ela derruba o que há de obviamente autoritário e, entendo, inconstitucional na resolução porque decidiu invadir também o território da liberdade de expressão, garantido pelo Artigo V da Constituição.
É preciso saber ler.
Proponho aqui um exercício aos meus colegas jornalistas. Imaginem um Conselho Federal de Jornalismo que emitisse a seguinte resolução, com poder para cassar o seu registro profissional:
“Os jornalistas não colaborarão com eventos e serviços que proponham qualquer forma de discriminação social”.
“Os jornalistas não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos contra pobres, negros, homossexuais, índios, mulheres, portadores de necessidades especiais, idosos, movimentos sociais e trabalhadores”
O idiota profissional diria: “Ah, está muito bem para mim! Eu não faria nada disso mesmo!”. Não, bobalhão, está tudo errado! Você se entregaria a uma “corte” de juízes que definiria, por sua própria conta, o que seria e o que não seria preconceito. Entendeu ou preciso pegar na mãozinha para ajudar a fazer o desenho? O problema daquele Parágrafo Único do Artigo 3º e do Artigo 4º é o subjetivismo. Ninguém pode ser obrigado, não numa democracia, a se submeter a um tribunal que pode dar a sentença máxima com base nos… próprios preconceitos.
Nem nos seus delírios mais autoritários ocorreria a um conselho profissional nos EUA, por exemplo, interferir dessa maneira na relação do psicólogo com o seu paciente. Uma coisa é afirmar, e está correto, que a homossexualidade não é doença; outra, distinta, é querer impedir que o profissional e quem o procura estabeleçam uma relação terapêutica que pode, sei lá, disciplinar um comportamento sexual sem que isso seja, necessariamente, uma “cura”.
Os tais trechos da resolução, entendo, são mesmo autoritários e inconstitucionais. E têm de cair. E o que parece, isto sim, não ter cura é a vocação de amplos setores da imprensa para a distorção. Cada vez mais, a notícia se transforma num instrumento para privilegiar “os bons” e satanizar “os maus”. Isso é militância política, não jornalismo.
Por Reinaldo Azevedo

O que pode “se esconder” por trás da legitima expressão democrática nas ruas?


Padre Anderosn Alves
Segundo as declarações[i] de alguns organizadores dos atuais protestos no Brasil, podemos perceber que as manifestações estão sendo organizadas por grupos de profunda inspiração marxista, que julgam que o atual governo não é tão radical como deveria ser[ii].
Por isso, pretendem mudar todo o sistema, aproveitando-se de pessoas de boa vontade, que justamente querem mudanças na vida social. Assim, pessoas bem intencionadas são usadas por grupos radicais que analisam a realidade de modo dialético e que, no fundo, pretendem uma revolução violenta, popular e nada democrática.
Algo de semelhante ocorre em diversos países do mundo. Como esses grupos radicais não ganham suficientes votos, pretendem impor suas ideias por meio da força de alguns “heróis” e pela manipulação emotiva das grandes massas.
Sendo assim, agem transmitindo a ideia de que farão uma manifestação pacífica, incitando os sentimentos e a boa vontade de muitos. Atraem muita gente que realmente se manifesta de modo pacífico; porém, em certo momento, acabam utilizando métodos violentos para sofrer uma justa resposta das ordens de segurança e se apresentarem como vítimas do Estado repressorO objetivo é desestabilizar os governos e todos os partidos políticos, através da manipulação popular. Depois das manifestações passam a ideia de que a violência não era intencional, mas que foram pessoas “infiltradas” que a promoveram.
Em síntese, no atual momento devemos ter espírito crítico para averiguar se os violentos são “aproveitadores” e “infiltrados” nas manifestações, ou se são os seus mesmos organizadores, que se aproveitam do apoio popular para justificar assim suas ideias e métodos revolucionários.
De qualquer modo, sobre as manifestações populares, pode-se dizer que em todos os países democráticos existem e deve ser protegido o direito de se manifestar nas ruas: seja por meio de passeatas, seja por meio de greves. Mas isso deve ser feito com ordem. Na prática significa:
1) As manifestações públicas devem ser programadas e devem contar com a autorização do poder público. Devem ser em dia, hora e local determinados. A polícia deve estar presente para garantir o direito das pessoas se manifestarem, sem serem agredidas. Evidentemente, a polícia também não pode ser agredida e os bens públicos ou privados não devem ser destruídos ou danificados; para se construir um País melhor não é necessário destruir o que temos agora;
2) As manifestações não podem paralisar cidades inteiras, porque os que tem o direito de protestar devem respeitar o direito de quem não quer participar. O direito de protestar não pode negar a ninguém o direito de ir e vir, por exemplo. Avenidas públicas importantes não podem ser totalmente fechadas. Não pode ser impedida a circulação de ambulâncias, da polícia, dos bombeiros ou de quem simplesmente não quer participar nos protestos. Por isso, o ideal é que esses atos ocorram nos domingos ou feriados;
3) As greves devem ser justas e, na medida do possível, criativas, sem causar graves danos às empresas ou ao País. Na Itália, por exemplo, recentemente um grupo de pedreiros fez uma greve trabalhando um dia na reforma de praças públicas. Assim demonstravam que não falta trabalho e que os trabalhadores devem ser valorizados.
Por fim, as manifestações devem ter objetivos concretos e realizáveis. Reivindicar tudo significa o mesmo que reivindicar nada, pois se tudo é direito, nada é direito. Em palavras mais sábias e claras: “Os direitos individuais, desvinculados de um quadro de deveres que lhes confira um sentido completo, enlouquecem e alimentam uma espiral de exigências praticamente ilimitada e sem critérios. A exasperação dos direitos desemboca no esquecimento dos deveres. Estes delimitam os direitos porque remetem para o quadro antropológico e ético cuja verdade é o âmbito onde os mesmos se inserem e, deste modo, não descambam no arbítrio. Por este motivo, os deveres reforçam os direitos e propõem a sua defesa e promoção como um compromisso a assumir ao serviço do bem. (…) A partilha dos deveres recíprocos mobiliza muito mais do que a mera reivindicação de direitos”
(Papa Bento XVI, Caritas in Veritate, n. 43).
[ii] O “Movimento Passe Livre” que está organizando grandes manifestações em São Paulo tem seu estatuto publicado na internet. Dizem explicitamente que a “via parlamentar não deve ser o sustentáculo do MPL, ao contrário, a força deve vir das ruas”. Afirmam que têr como “perspectiva a mobilização dos jovens e trabalhadores pela expropriação do transporte coletivo, retirando-o da iniciativa privada, sem indenização, colocando-o sob o controle dos trabalhadores e da população”. Cfr. http://mpl.org.br/node/1