segunda-feira, 11 de março de 2013

Irmão de Leonardo Boff defende Bento 16 e critica Teologia da Libertação.



Alexandre Gonçalves | Colaboração para a Folha -
Em maio de 1986, os irmãos Clodovis e Leonardo Boff publicaram uma carta aberta ao cardeal Joseph Ratzinger. O artigo analisava a instrução “Libertatis Conscientia”, em que o futuro papa Bento 16 visava corrigir os supostos desvios da Teologia da Libertação na América Latina. Os religiosos brasileiros desaprovavam, com uma ponta de ironia e uma boa dose de audácia, a “linguagem com 30 anos de atraso” no texto.
Em 2007, o irmão mais novo de Leonardo Boff voltou à carga. Mas, dessa vez, o alvo foi a própria Teologia da Libertação –movimento do qual ele foi um dos principais teóricos e que defende a justiça social como compromisso cristão. Ele censurou a instrumentalização da fé pela política e enfureceu velhos colegas ao sugerir que teria sido melhor levar a sério a crítica de Ratzinger.
Em entrevista à Folha por telefone, frei Clodovis diz que Bento 16 defendeu o “projeto essencial” da Teologia da Libertação, mas o critica por superdimensionar a força do secularismo no mundo.
Folha – Bento 16 foi o grande inimigo da Teologia da Libertação?
Clodovis Boff – Isso é uma caricatura. Nos dois documentos que publicou, Ratzinger defendeu o projeto essencial da Teologia da Libertação: compromisso com os pobres como consequência da fé. Ao mesmo tempo, critica a influência marxista. Aliás, é uma das coisas que eu também critico.
No documento de 1986, ele aponta a primazia da libertação espiritual, perene, sobre a libertação social, que é histórica. As correntes hegemônicas da Teologia da Libertação preferiram não entender essa distinção. Isso fez com que, muitas vezes, a teologia degenerasse em ideologia.
E os processos “inquisitoriais” contra alguns teólogos?
Ele exprimia a essência da igreja, que não pode entrar em negociações quando se trata do núcleo da fé. A igreja não é como a sociedade civil, onde as pessoas podem falar o que bem entendem. Nós estamos vinculados a uma fé. Se alguém professa algo diferente dessa fé, está se autoexcluindo da igreja.
Na prática, a igreja não expulsa ninguém. Só declara que alguém se excluiu do corpo dos fiéis porque começou a professar uma fé diferente.
Não há margem para a caridade cristã?
O amor é lúcido, corrige quando julga necessário. [O jesuíta espanhol] Jon Sobrino diz: “A teologia nasce do pobre”. Roma simplesmente responde: “Não, a fé nasce em Cristo e não pode nascer de outro jeito”. Assino embaixo.
Quando o sr. se tornou crítico à Teologia da Libertação?
Desde o início, sempre fui claro sobre a importância de colocar Cristo como o fundamento de toda a teologia. No discurso hegemônico da Teologia da Libertação, no entanto, eu notava que essa fé em Cristo só aparecia em segundo plano. Mas eu reagia de forma condescendente: “Com o tempo, isso vai se acertar”. Não se acertou.
“Não é a fé que confere um sentido sobrenatural ou divino à luta. É o inverso que ocorre: esse sentido objetivo e intrínseco confere à fé sua força.” Ainda acredita nisso?
Eu abjuro essa frase boba. Foi minha fase rahneriana. [O teólogo alemão] Karl Rahner estava fascinado pelos avanços e valores do mundo moderno e, ao mesmo tempo, via que a modernidade se secularizava cada vez mais.
Rahner não podia aceitar a condenação de um mundo que amava e concebeu a teoria do “cristianismo anônimo”: qualquer pessoa que lute pela justiça já é um cristão, mesmo sem acreditar explicitamente em Cristo. Os teólogos da libertação costumam cultivar a mesma admiração ingênua pela modernidade.
O “cristianismo anônimo” constituía uma ótima desculpa para, deixando de lado Cristo, a oração, os sacramentos e a missão, se dedicar à transformação das estruturas sociais. Com o tempo, vi que ele é insustentável por não ter bases suficientes no Evangelho, na grande tradição e no magistério da igreja.
Quando o sr. rompeu com o pensamento de Rahner?
Nos anos 70, o cardeal d. Eugênio Sales retirou minha licença para lecionar teologia na PUC do Rio. O teólogo que assessorava o cardeal, d. Karl Joseph Romer, veio conversar comigo: “Clodovis, acho que nisso você está equivocado. Não basta fazer o bem para ser cristão. A confissão da fé é essencial”. Ele estava certo.
Assumi postura mais crítica e vi que, com o rahnerismo, a igreja se tornava absolutamente irrelevante. E não só ela: o próprio Cristo. Deus não precisaria se revelar em Jesus se quisesse simplesmente salvar o homem pela ética e pelo compromisso social.
Bento 16 sepultou os avanços do Concílio Vaticano 2º?
Quem afirma isso acredita que o Concílio Vaticano 2º criou uma nova igreja e rompeu com 2.000 anos de cristianismo. É um equívoco. O papa João 23 foi bem claro ao afirmar que o objetivo era, preservando a substância da fé, reapresentá-la sob roupagens mais oportunas para o homem contemporâneo.
Bento 16 garantiu a fidelidade ao concílio. Ao mesmo tempo, combateu tentativas de secularizar a igreja, porque uma igreja secularizada é irrelevante para a história e para os homens. Torna-se mais um partido, uma ONG.
Mas e a reabilitação da missa em latim? E a tentativa de reabilitação dos tradicionalistas que rejeitaram o Vaticano 2º?
Não podemos esquecer que a condição imposta aos tradicionalistas era exatamente que aceitassem o Vaticano 2º. O catolicismo é, por natureza, inclusivo. Há espaço para quem gosta de latim, para quem não gosta, para todas as tendências políticas e sociais, desde que não se contraponham à fé da igreja.
Quem se opõe a essa abertura manifesta um espírito anticatólico. Vários grupos considerados progressistas caíram nesse sectarismo.
Esses grupos não foram exceção. Bento 16 sofreu dura oposição em todo o pontificado.
A maioria das críticas internas a ele partiu de setores da igreja que se deixaram colonizar pelo espírito da modernidade hegemônica e que não admitem mais a centralidade de Deus na vidaErigem a opinião pessoal como critério último de verdade e gostariam de decidir os artigos da fé na base do plebiscito.
Tais críticas só expressam a penetração do secularismo moderno nos espaços institucionais da igreja.
Como descreveria a relação de Bento 16 com a modernidade?
É possível identificar um certo pessimismo na sua reflexão. Ele não está só. Há um rio de literatura sobre a crise da modernidade, que remete até mesmo a autores como Nietzsche e Freud. O que ele tem de diferente? Propõe uma saída: a abertura ao transcendente.
Ainda assim, há pessimismo.
Há algo que ele precisaria corrigir: Bento 16 leva a sério demais o secularismo moderno. É uma tendência dos cristãos europeus. Eles esquecem que o secularismo é uma cultura de minorias. São poderosas, hegemônicas, mas ainda assim minorias.
A religião é a opção de 85% da humanidade. Os ateus não passam de 2,5%. Com os agnósticos, não chegam a 15%. Minoria culturalmente importante, sem dúvida: domina o microfone e a caneta, a mídia e a academia. Mas está perdendo o gás. Há um reavivamento do interesse pela espiritualidade entre os jovens.
Não está na hora de a igreja ficar mais próxima da realidade dos fiéis?
Bento 16 não resolveu um problema que se arrasta desde o Concílio Vaticano 2º: a necessidade de se criarem canais para a cúpula escutar e dialogar com as bases.
Os padres nas paróquias muitas vezes ficam prensados entre a letra fria que vem da cúpula e o cotidiano sofrido dos fiéis, que pode envolver dramas como aborto ou divórcio. Note que não sugiro mudanças no ensinamento da igreja. Mas acho que seria mais fácil para as pessoas viverem a doutrina católica se houvesse processos que facilitassem esse diálogo.
Como vê o futuro da igreja?
A modernidade não tem mais nada a dizer ao homem pós-moderno. Quais as ideologias que movem o mundo? Marxismo? Socialismo? Liberalismo? Neoliberalismo? Todas perderam credibilidade. Quem tem algo a dizer? As religiões e, sobretudo no Ocidente, a Igreja Católica.

domingo, 10 de março de 2013

Primeiro dia de conclave terá duas votações.




G1
A primeira votação dos cardeais durante o conclave que irá eleger o novo Papa deve ser realizada no fim da tarde de terça-feira (12), a partir das 17h, anunciou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, neste sábado (9).
A missa “pro eligendo pontifice”, que precede o inicio das votações, será celebra às 10h.
Os cardeais irão se transferir para a Casa Santa Marta, onde ficarão durante todo o período de votação, na manha de terça-feira (12). A ida dos cardeais acontecerá a partir das 7h. Mais tarde, às 10h, acontece a missa “pro eligendo pontifice”, que precede o início das votações. No primeiro dia de conclave, estão previstas apenas duas votações.
Segundo o Vaticano, os cardeais devem seguir às 15h45 para o palácio apostólico. Depois, às 16h30, seguirão em procissão da Capela Paulina para a Capela Sistina. Às 16h45, já na Capela Sistina, será feito o juramento, seguido do fechamento da capela e saída das pessoas que não participarão do conclave. Em seguida, começam as votações.
O cronograma prevê que os cardeais concluam os trabalhos às 19h15, retornando para a Casa Santa Marta as 19h30. Às 20h, será servido o jantar. No dia seguinte, o café da manha será servido entre 6h30 e 7h30. Às 7h45, os cardeais irão para o palácio apostólico, onde das 8h15 as 9h15 será celebrada a Santa Missa na Capela Paulina. Às 9h30, os cardeais seguem para a Capela Sistina e começa o primeiro escrutínio, como são chamadas as votações. Às 12h30 está prevista a volta para a Casa Santa Marta, com o almoço às 13h.
Durante a tarde, às 16h, eles voltam novamente para a Capela Sistina para as votações da tarde. Os trabalhos devem seguir até 19h15, como no primeiro dia. Segundo o Vaticano, serão feitas duas votações pela manhã e duas à tarde, até um dos candidatos conseguir mais de dois terços dos votos. As cédulas serão queimadas apenas uma vez por período, e espera-se que a fumaça seja expelida pela chaminé da Capela Sistina às 12h e às 19h. Também neste sábado, foi criada uma comissão de pessoas que trabalham no Vaticano para garantir que ninguém externo tenha acesso a área onde ocorrerá o conclave e a hospedagem dos cardeais. A operação para verificar e garantir essa segurança e segredo será realizada entre segunda e terça-feira.

Mulher, um ícone da graça



Uma das acusações preferidas dos detratores da Igreja reside na velha questão sobre a não admissão de mulheres ao sacerdócio. Não basta à mulher ser a escolhida para Mãe de Deus, não basta à mulher ser a primeira a anunciar a ressurreição de Cristo. Para eles, a humildade da Igreja de reconhecer a impossibilidade do sacerdócio feminino é autoritarismo e misoginia, enquanto que a arrogância da ideologia de gênero em modificar a própria natureza humana por claros fins ideológicos é vista como progresso e justiça. Não é preciso muito esforço para se perceber a falsidade ideológica desses discursos, mas, por outro lado, há ainda quem lhes dê atenção.
A lista dos postulantes da ordenação feminina é imensa. Versa desde os simples leigos aos teólogos, e, às vezes, até mesmo clérigos mais respeitados, sobretudo pela mídia liberal. Após a renúncia do papa, então, a balbúrdia em torno do assunto ganhou contornos há tempos não vistos. Tudo alavancado pela imprensa na ânsia de, possivelmente, arrancar do novo pontífice o indulto para suas pretensões. A coisa ficou ainda mais estapafúrdia depois de a polícia italiana - corretamente, vale frisar - ter detido uma "sacerdotisa" excomungada que protestava na Praça de São Pedro, nesta quinta-feira, 07/03, pelo "direito" das mulheres serem ordenadas.
Não é preciso dizer que a discussão sobre a ordenação de mulheres é um caso encerrado para a Igreja Católica. O Beato João Paulo II, durante uma das cerimônias mais solenes de seu pontificado, foi muito incisivo quando afirmou "que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja". As pessoas que ainda insistem em discutir essa questão não devem ser levadas a sério. Ainda mais quando se observa que esse clamores vêm precisamente de grupos que estão mais ligados a ideologias e partidarismos políticos que a própria fé cristã.
Mas, se ainda resta alguma dúvida quanto ao assunto, nada mais oportuno que recordar a Carta Apostólica Mulieris Dignitatem de João Paulo II sobre a dignidade e a posição da mulher dentro da Igreja. O beato lembra que um dos grandes escândalos de Jesus para os fariseus era, justamente, a sua forma de relacionar-se com as mulheres. "Ficaram admirados por estar ele a conversar com uma mulher" (Jo 4, 27). Isso é o suficiente para fazer cair por terra a hipótese surreal de que Cristo não teria conferido a ordenação para as mulheres por ter se adaptado aos costumes da época. Não se adaptar aos costumes farisaicos foi justamente o que rendeu a Cristo a sua crucificação. Ora, se fosse do Seu intuito criar o sacerdócio feminino Ele o teria feito.
Um outro aspecto importante a ser ressaltado é a maneira como alguns grupos feministas, os quais, se dizendo defensores dos direitos das mulheres pretendem ser os porta-vozes de todas.Será que as mulheres se vêem representadas por esses grupos? A resposta é não. Eles, de maneira alguma representam os anseios, a moralidade e os costumes da maioria das mulheres espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Seu modo de agir, sua forma de protestar também não. Ou alguém ousará dizer que uma mulher que sai à rua seminua com faixas escandalosas nas quais ela mesma se define como "vadia" está defendendo a dignidade feminina?
O feminismo extremista, radicado nos últimos anos nas despudoradas "Marchas das Vadias", não só deturpou a imagem da mulher, como também a do homem. O resultado disso pode ser visto em cenas degradantes como as ocorridas na Universidade de São Paulo recentemente, em que feministas e rapazes nus se enfrentavam por causa de uma festa para calouros. Através da ideologia de gênero, a dignidade de ambos os sexos é posta abaixo de qualquer padrão de decência, ao mesmo tempo em que relações sem vínculos definitivos, promiscuidade e orgias são elevadas ao grau das grandes virtudes, as quais todos devem almejar. Sem mencionar ainda as indefensáveis bandeiras pelas quais esses grupos lutam, como por exemplo, a legalização do aborto e o controle da natalidade.
A teologia católica, por outro lado, sempre viu na mulher o tesouro da pureza e da santidade, da qual podia-se haurir o genuíno significado da dignidade humana. Não é por menos que a Igreja durante séculos incentivou o uso do véu, pois os cristãos cobrem aquilo que é santo. Santa Joana D´Arc, Santa Gianna Beretta, Santa Catarina de Sena e Santa Terezinha do Menino Jesus são alguns modelos da coragem, piedade e docilidade feminina, virtudes tão belas e ao mesmo tempo, tão difíceis de se encontrar, sobretudo nos últimos decênios.
Soma-se a tudo isso, a figura da Virgem Santíssima, a reunião de todas as graças em uma só criatura. Ela que é o espelho da justiça e o refúgio dos pecadores. A mãe de misericórdia que tem os olhos voltados para todos, sem distinção. A ave estrela do mar, a porta do céu. Aquela que avança como aurora e que traz aos cegos a luz. Mãe e Virgem destemida. Bem-aventurada por todas as gerações. Quem ousará dizer que nela não habita a verdeira liberdade e dignidade da mulher? Quem poderá lhe imputar a chaga da opressão? Quem se atreverá a levantar contra ela os horrores de uma vida infeliz por sua dócil e, não menos corajosa, submissão à vontade do Pai? Quem dirá que ela é menor perante Deus por não trazer no corpo o manto negro de uma veste sacerdotal? Quem?
Que a exemplo de Maria, as mulheres e os homens se recordem da figura feminina como um ícone da graça e da beleza divina.

O Testamento de Bento XVI



Em sua última audiência pública, o Papa Bento XVI se despediu dos fiéis e deu a todos uma grande lição de fé católica. Trata-se de uma fé muito específica e rara nos dias de hoje: uma fé que professa a presença e a ação de Deus na história da Igreja.
Todos deveríamos saber disto, mas nem sempre nos damos conta: a Igreja não é somente um sujeito da fé; a Igreja é também objeto de fé. Ou seja, a Igreja não somente crê, mas ela deve ser crida.
Bento XVI tem consciência de que a Igreja é portadora de um mistério divino. Como a lua, ela é reflexo de Cristo "luz dos povos". Por isto, nos convida a uma visão de fé:
"Deus guia a sua Igreja, ele sempre a sustenta, também e sobretudo, nos momentos difíceis. Não percamos nunca esta visão de fé, que é a única visão verdadeira do caminho da Igreja e do mundo. No nosso coração, no coração de cada um de vós, haja sempre a alegre certeza que o Senhor está ao nosso lado, não nos abandona, está perto de nós e nos envolve com o seu amor".
Estas foram as suas últimas palavras. Poderíamos dizer: este foi o seu testamento. Nada poderia ser mais marcadamente católico, pois nós católicos, ao contrário dos protestantes, cremos que o organismo visível da Igreja não é uma "invenção" humana, mas o Corpo do Cristo ressuscitado que continua vivo na história.
A Igreja é uma forma de Jesus estender o mistério de sua Encarnação ao longo da história.
É a falta de fé neste mistério da Igreja que tem criado tantos equívocos, paranoias e explicações fantasiosas no espaço midiático dos últimos dias. Grande parte da mídia está longe da verdade, porque está longe da visão de fé que, nos recorda o Papa, "é a única visão verdadeira do caminho da Igreja".
Mas que os jornalistas não compartilhem esta visão e esta fé é algo que não deveria nos surpreender. Afinal, as estatísticas nos mostram de forma clara que o percentual de prática religiosa no meio jornalístico é mais baixo do que nos outros segmentos da sociedade.
O que causa espécie e até indignação é que teólogos, isto mesmo, teólogos (!) não sejam capazes desta fé.
Recentemente um grupo de estudiosos, capitaneados por ninguém menos do que nossos velhos conhecidos Leonardo Boff e Hans Küng, está recolhendo assinaturas na internet no esforço de "redesenhar" a forma como a autoridade é vivida dentro da Igreja católica (cf.http://churchauthority.org ).
Os autores do manifesto alegam que esta reengenharia da estrutura da Igreja é uma exigência do Vaticano II. Mas, a verdade é que a "nova Igreja" que brota dos sonhos de nossos teólogos liberais, pelo que se lê, seria mais facilmente encontrada nos escritos de Martinho Lutero do que na "Lumen gentium" ou em outros documentos do concílio.
Foi neste mesmo afã revolucionário que, tão logo recebida a notícia da renúncia de Bento XVI, os nossos "scholars" puseram mãos à obra e começaram a traçar o perfil do futuro Papa. A coisa toda é apresentada como arrojada e inovadora, mas se trata da velha e conhecida eclesiologia protestante: somos todos iguais, vamos então construir a Igreja que "nós queremos". Afinal, Igreja é isto, uma construção humana.
Para estes teólogos o papado é uma excrescência medieval e a cúria romana um tumor a ser extirpado. A Igreja romana centralizadora deveria morrer e dar lugar a uma Igreja da colegialidade em todos os níveis (inclusive dos leigos!).
É claro que se trata de pura retórica manipuladora. Os únicos leigos a quem esta turma já deu voz foram os seus títeres ideológicos, que, aliás, embora tenham chegado ao poder, estão envelhecendo e diminuindo em número.
Não é à toa que, com toda propaganda e esforço só conseguiram até agora pouco mais de duas mil assinaturas para o seu abaixo-assinado internacional.
Gostaria de vê-los consultar os milhões de jovens da geração Bento XVI que aguardam, ansiosos e confiantes, que o Senhor, com a próxima fumaça branca que sair da Sistina exorcize o que ainda resta da "fumaça de Satanás" que eles ajudaram a inocular dentro da Igreja.
Autor: Padre Paulo Ricardo

Professora dá sangue contaminado de AIDS e Hepatite B para crianças do jardim da infância


Comentário de Julio Severo: Nesta época em que, especialmente por causa da militância gay, os portadores da AIDS têm direitos especiais, as crianças têm proteção de menos. Esses direitos são tão especiais que a professora criminosa tem sua identidade não revelada, para sua própria proteção. Mas onde fica a proteção das crianças de 4, 5 e 6 anos? Se as sociedades não estivessem aprisionadas por leis loucas, a louca que abusou das crianças poderia receber muito mais do que apenas uma inócua demissão como “castigo” por dar sangue contaminado para crianças. Igualmente loucos são os pais e mães que enviam seus filhos para um jardim da infância, em vez de educá-los sob a proteção materna diária e constante. Leia agora matéria traduzida por mim de um jornal da Inglaterra:

Professora de jardim da infância é demitida depois de trazer frasco de seu sangue para sala de aula e permitir que crianças o provassem

Jornalista do Daily Mail
Doze crianças norueguesas podem ter ingerido o sangue de sua professora de jardim da infância depois que ela trouxe para a sala de aula um frasco contendo seu sangue.
A professora, que não foi identificada, teria perguntado a uma enfermeira numa recente consulta ao médico se ela tinha um frasco do seu sangue para levar com ela à escola onde ela dava aulas.
Quando chegou o momento de distribuir as coisas, ela mostrou o frasco, derramou seu conteúdo de sangue num prato e deixou que as crianças passassem para toda a sala de aula, disse Inger Lise Andersen, diretora do jardim da infância Dravhaug.
Sangue: a professora passou seu sangue e então instruiu as crianças a lamberem os dedos
“As crianças perguntaram se podiam tocar o sangue e ela lhes deu permissão”, Lise disse ao serviço noticioso Reuters.
“Então elas perguntaram, ‘Como provamos isso?’, de modo que ela colocou o dedo com sangue na boca e as crianças a imitaram”.
Choque: Os pais das crianças ficaram horrorizados com o que aconteceu e a professora foi demitida
“Os pais estão horrorizados, abalados e chocados”, disse Lise.
A professora, uma funcionária temporária, passou por testes médicos depois do incidente. Os testes mostraram que ela é portadora da AIDS e Hepatite B.
A professora foi despedida.

sábado, 9 de março de 2013

A Igreja de Cristo é a Igreja católica e a Igreja católica é a Igreja de Cristo!



Dom Henrique Soares
O Concílio Vaticano II afirmou na Lumen Gentium 8 que “a Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica”. O recente documento da Congregação para a Doutrina da Fé explicou de modo claro o significado de tal expressão. Apresento agora o comentário da própria Congregação a esta frase e às questões do Documento referentes a ela:
“Como se deve entender que a Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica.
Quando G. Philips escreveu que a expressão “subsistit in” faria “correr rios de tinta”, provavelmente não previa que a discussão haveria de continuar por tanto tempo e com tal intensidade, a ponto de levar a Congregação para a Doutrina da Fé a publicar o presente documento.
Uma tamanha insistência, aliás fundada em textos conciliares e do Magistério sucessivo citados,reflete a preocupação de salvaguardar a unidade e unicidade da Igreja, que viriam a faltar, se se admitisse que possam existir mais subsistências da Igreja fundada por Cristo. De fato, como se diz na Declaração Mysterium Ecclesiae, se assim fosse, chegar-se-ia a imaginar “a Igreja de Cristo como a soma – diferenciada e, de algum modo, unitária ao mesmo tempo – das Igrejas e Comunidades eclesiais” ou a “pensar que a Igreja de Cristo hoje já não existe em parte alguma e que, portanto, deva ser só objeto de procura da parte de todas as Igrejas e comunidades”. A única Igreja de Cristo já não existiria como una na história ou existiria apenas de forma ideal, ou seja in fieri, numa futura convergência ou reunificação das diversas Igrejas irmãs, desejada e promovida pelo diálogo.
Mais explícita ainda é a Notificação da Congregação para a Doutrina da Fé sobre os escritos de Leonardo Boff, segundo o qual, a única Igreja de Cristo “pode também subsistir noutras Igrejas cristãs”. Invés – observa a Notificação –, “o Concílio adotou a palavra ‘subsistit’, precisamente para esclarecer que existe uma só ‘subsistência’ da verdadeira Igreja, ao passo que, fora da sua composição visível, existem apenas “elementa Ecclesiae” (elementos da Igreja), que – por serem elementos da própria Igreja – tendem e conduzem para Igreja católica”.
Porque se empregou a expressão “subsistit in” e não o verbo “est”.
Foi precisamente esta mudança de terminologia, na descrição da relação entre a Igreja de Cristo e a Igreja católica, que deu ocasião às mais diversas ilações, sobretudo no campo ecumênico. Na realidade, os Padres conciliares simplesmente entenderam reconhecer a presença, nas Comunidades cristãs não católicas enquanto tais, de elementos eclesiais próprios da Igreja de Cristo. Daí resulta que a identificação da Igreja de Cristo com a Igreja católica não se deve entender come se, fora da Igreja católica, exista um “vazio eclesial”. Ao mesmo tempo, significa que, se se considera o contexto em que se situa a expressão subsistit in, ou seja, a referência à única Igreja de Cristo “neste mundo constituída e organizada como uma sociedade… governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele”, a passagem do est ao subsistit in não assume especial significado teológico de descontinuidade com a doutrina católica precedente.
Ora, porque a Igreja assim querida por Cristo continua de fato a existir (subsistit in) na Igreja Católica, a continuidade de subsistência comporta uma substancial identidade de essência entre Igreja de Cristo e Igreja católica. O Concílio quis ensinar que a Igreja de Jesus Cristo, como sujeito concreto neste mundo, pode ser encontrada na Igreja católica. Isso só se pode realizar uma vez, pelo que a concepção, segundo a qual o “subsistit” deveria multiplicar-se, não traduz propriamente o que se entendia dizer. Com a palavra “subsistit”, o Concílio queria exprimir a singularidade e a não multiplicabilidade da Igreja de Cristo: a Igreja existe como único sujeito na realidade histórica.
Portanto, a substituição de “est” com “subsistit in”, contrariamente a tantas interpretações sem fundamento, não significa que a Igreja católica abandone a convicção de ser a única verdadeira Igreja de Cristo, mas simplesmente significa uma sua maior abertura à particular exigência do ecumenismo de reconhecer o caráter e dimensão realmente eclesiais das Comunidades cristãs não em plena comunhão com a Igreja católica, graças aos “plura elementa sanctificationis et veritatis” (vários elementos de santificação e de verdade) nelas presentes. Por conseguinte, embora a Igreja seja só uma e “subsista” num único sujeito histórico, também fora deste sujeito visível existem verdadeiras realidades eclesiais”.
Fonte:http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/33495 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Conclave verdadeiro é o que acontece no Vaticano e não o da Mídia.


A declaração da renúncia do Papa Emérito Bento XVI no último dia 11 de fevereiro, concretizada no dia 28 do mesmo mês, desencadeou uma grande onda de discussões na mídia sobre a Igreja Católica Apostólica Romana.
Tanto pelo ineditismo do fato – uma renúncia do Papa – como pelo momento da história – as críticas sobre as posições da Igreja – fez com que fosse um dos fatos mais comentados dos últimos tempos. Até mesmo as notícias da segunda-feira do Carnaval carioca cederam ao momento eclesial.
Sem dúvida que isso reflete o quanto a Igreja Católica desperta interesse pelo mundo e em todas as mídias. Creio que é um momento muito importante de uma reflexão e aprofundamento sobre a maneira como somos vistos e como nós mesmos nos vemos.
Em resumo: a famosa pergunta de Jesus para seus discípulos: “quem dizem os homens que eu sou?” e depois, e para vocês, “quem sou eu?”
As datas e o modo como a Igreja procede neste momento já foram amplamente divulgados por todos os meios de comunicação. Portanto, não entrarei nesses detalhes.
Os cardeais estão reunidos nas Congregações Gerais durante estes dias de pré-conclave, que, inclusive, já está às portas. E para a eleição do novo Sumo Pontífice, não só a Igreja Católica discute e reza, mas toda a sociedade se coloca também na expectativa. As opiniões não faltam (“quem dizem os homens que eu sou?”).
As pressões mais diversas ocorrem pela mídia em geral, procurando impor ideias, opções ou mesmo cercear participação. A Igreja, em sua milenar experiência, desde que se iniciaram as Congregações Gerais, sabe da importância da sua liberdade em escolher o Papa, por isso os cardeais já estão sob sigilo e sem contato com informações externas. Se no passado existiram exércitos que tentavam barrar cardeais para não participarem dos conclaves ou mesmo reis e imperadores que declaravam “exclusão” a cardeais para não poderem votar, hoje os tipos de exércitos e exclusões são outros, mas sempre com a mesma finalidade: tentar impor suas ideias e candidatos ao grupo de votantes.
As discussões sobre de qual região do mundo seria melhor que fosse o novo Bispo de Roma, sobre a idade, tipo de pensamento e experiência pastoral ou curial, qual seria o seu perfil, quais os problemas a enfrentar por primeiro, ou mesmo, qual seria seu “plano de governo” enchem a cada dia os espaços da mídia. Sem dúvida que hoje, com o advento da comunicação, esse espaço está sendo ocupado por estas discussões. Claro que, em meio a esse olhar, os vários grupos aproveitam para fazer repescagem de problemas do passado e ilustrar questões atuais para continuar tendo assuntos a explorar. Para nós, católicos, é um oportuno momento de reflexão, pois nos responde a pergunta: “o que dizem os outros quem sou?” E a essa pergunta, também é importante que meditemos um pouco como estamos sendo percebidos pelas pessoas “de fora” de nossas comunidades.
Porém, o Conclave verdadeiro é o que acontece em Roma, tanto na Sala do Sínodo, situada na “Aula” Paulo VI, como também na Capela Sistina e na “Domus” Santa Marta, onde estarão residindo os cardeais votantes. O que vemos é um momento divino e humano. De um lado tempo de oração pessoal, comunitária, pública. De outro lado discussões, exposições, discursos, reflexões sobre o estado atual da Igreja e o que o Espírito Santo ilumina para o futuro. Creio que para nós, católicos, esse segundo aspecto é que deve nos nortear nesses dias.
Nas Congregações Gerais, uma parte dos dias é destinada à oração especial pelo conclave, além das eucaristias e liturgia das horas. A partir desta semana, iniciaram-se em todas as paróquias, igrejas, capelas do mundo a celebração das missas “para eleição do Pontífice”, as horas santas nessa intenção, as vigílias de oração e outros momentos de meditação e reflexão sobre o momento presente, suplicando ao Senhor a graça de termos o quanto antes um Pastor que continue levando adiante a missão de Pedro, de confirmar os irmãos e irmãs na fé e apontar caminhos para a Igreja nos tempos atuais. Temos certeza de que o Senhor que até aqui nos conduziu entre águas tranquilas ou ondas de tempestade também nos conduzirá para o porto seguro, ou seja, para vivermos a nossa vida com o Senhor, testemunhando-O ressuscitado em nossa sociedade.
E é essa a pergunta que nós, católicos, somos chamados a fazer para nós mesmos: “para vocês, quem sou eu?” Nós acreditamos que é o Senhor que conduz a Igreja, que ele é o nosso Redentor e Salvador. E que nós somos aqueles que O seguem e servem ao Seu povo. Nós cremos e temos certeza que o Espírito Santo irá iluminar as mentes e vontades de nossos cardeais na escolha do novo sumo pontífice.
Problemas das mais variadas espécies sempre existiram, mas também sempre existiram muitos santos e profetas que levaram adiante a missão de serem sinais do caminho de todos nós: a santidade. Sabemos também que o Senhor quer que todos sejamos santos. E este tempo quaresmal é o belo momento de procurarmos a conversão a caminho da Páscoa. É nesse clima de Ano da Fé e da Juventude que nos movemos neste histórico 2013. Com confiança e com a certeza de que o Senhor é o pastor que nos conduz.
As celebrações e orações na intenção da eleição do Sumo Pontífice devem ser acompanhadas com os devidos esclarecimentos de fé ao nosso povo. É tempo de oração e confiança! É um momento marcante para a vida da Igreja! Nós participaremos com nossa unidade e meditando à luz da fé sobre todos esses acontecimentos. Será uma bela ocasião de afirmar que nós nos encontrarmos com o Senhor, o Filho de Deus, o Salvador do Mundo, Jesus Cristo, a quem anunciamos e pedimos para que sejamos sempre mais seus sinais para nossa sociedade em mudança e transformação.
Existem pelo menos dois conclaves: o da mídia e o dos cardeais. O da mídia nos ajuda a ver como nos percebem e nos veem. O dos cardeais nos convida a estar junto com o Senhor na oração, olhando com confiança o futuro da Igreja colocada nas mãos do Seu Senhor. É a experiência do cenáculo e de Pentecostes!
Que nos fortaleçamos ainda mais neste tempo de tantos sinais e caminhemos pressurosos para a Páscoa do Senhor: Ele ressuscitou, Ele está no meio de nós, Ele é nossa vida e salvação! É com essa certeza que caminhamos em meio aos desertos da história e do mundo, deixando-nos conduzir pela ação do Espírito Santo.

*Orani João Tempesta, O. Cist. 
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/33491

quinta-feira, 7 de março de 2013

Como os católicos devem encarar as críticas e este clima de “denuncismo” que se instaurou na mídia após renúncia papal? Dom Odílio responde.



Responde-nos Dom Odilo Scherer

” Com muita serenidade e discernimento. É um fato interessante que, de um momento a outro, todos começaram de novo a falar da Igreja, mesmo sem conhecer bem as questões abordadas. Muita matéria produzida foi sensacionalista ou simplesmente marcada pelo preconceito contra a Igreja, sem o interesse de conhecer ou comunicar a verdade. É sempre importante tentar saber de qual púlpito vem o sermão e perguntar se merecem crédito certas afirmações bombásticas, de efeito retórico (ex. “guerra civil no Vaticano”…), que não se sustentam em fatos, mas em suposições e conjecturas que visam jogar no descrédito a Igreja perante o mundo e perante seus próprios fieis.
É preciso lembrar que cada um deverá prestar contas a Deus pelas afirmações mentirosas e injuriosas ditas contra o próximo ou também a Igreja. Recomendo que não se dê crédito fácil a certas caricaturas que se fazem da Igreja;quem conhece a Igreja e vive dentro dela sofre com o desprezo à Igreja.
Infelizmente, as palavras do próprio Papa, proferidas no anúncio do dia 11 de fevereiro sobre sua renúncia, foram deixadas de lado, como sendo não-verdadeiras, para dar largas a todo tipo de suspeitas, especulações e conjecturas sobre os “reais motivos” da renúncia. Alguém nas condições e na autoridade do Papa deveria merecer mais crédito e respeito”
Fonte: http://www.comshalom.org

Assista esse vídeo Pe. Paulo Ricardo: Qual é a natureza do Papado?


Fonte: http://www.youtube.com

O falso Concílio dos teólogos liberais e as suas desastrosas consequências


A renúncia do Papa Bento XVI iniciou um processo de reflexão sobre a situação da Igreja no mundo. O Santo Padre, no seu discurso ao clero da Diocese de Roma[01], lamentou os resultados de uma "hermenêutica da ruptura" sobre os textos do Concílio Vaticano II, interpretação essa que contou com o apoio dos meios de comunicação para se difundir. O efeito de tal pensamento foi catastrófico. Nas palavras do Papa Emérito, os frutos foram estes: "seminários fechados, conventos fechados, liturgia banalizada..." De fato, essa não era a intenção do Concílio, mas ao invés da primavera que se anunciava após o seu término, o que veio foi a nebulosa "fumaça de satanás" denunciada por Paulo VI.

Neste sentido, o Ano da Fé proclamado por Bento XVI é uma oportunidade ímpar para se pensar a respeito do que realmente propôs o Concílio Vaticano II. Expressar a continuidade do Magistério da Igreja e contemplar o passado para recolher dele as bases da nova ação evangelizadora. Era mais ou menos com essas palavras que o Beato João XXIII abria o Concílio há 50 anos. Palavras que, sem sombra de dúvida, representam um ideal bem distante do elucubrado pelos ideólogos do "Espírito do Concílio", um espírito que em última instância se comporta como um anti-concílio.

Por conseguinte, a questão principal a se entender neste tema é que esse "Espírito do Concílio" é um movimento criado por teólogos liberais e pela imprensa. Nada tem a ver com a verdadeira letra do Concílio Vaticano II. Na verdade, sua expressão é a de um humanismo sem Deus, no qual a transcendência cristã é quase que posta de lado e substituída por alguns espasmos espirituais. Em tese, é a total aliança do homem com a mentalidade moderna e anti-cristã. Aliança, vale lembrar, duramente criticada por teólogos que tiveram grande peso durante o Concílio como Hans Urs von Balthasar.

No entanto, apesar da sua verve revolucionária e notoriamente anti-católica, foi o "Espírito do Concílio" que obteve a primazia sobre a opinião pública, mesmo dentro da Igreja. Isso se explica, sobretudo, pelo fato do Concílio dos meios de comunicação ter sido o mais acessível a todos. Portanto, como ressaltou Bento XVI, "acabou por ser o predominante, o mais eficiente, tendo criado tantas calamidades, tantos problemas, realmente tanta miséria".

Por outro lado, debitar na conta do "Espírito do Concílio" todos os males surgidos dentro da Igreja nesses últimos anos também seria exagerado, embora, a sua contribuição para o processo de desfiguração do rosto do cristianismo diante da sociedade tenha sido decisiva. Basta se observar a atual situação das nações de antiga tradição católica para se ter uma noção do estrago. A título de exemplo, veja-se os casos de vendas de antigas catedrais para se tornarem "hotéis" ou "casas de show", como tem ocorrido na França e em outros países europeus. Ou então a implosão demográfica pela qual está passando a Europa como um todo, devido às suas políticas de controle da natalidade. Ou, sem ir muito longe, aqui mesmo no Brasil, onde a falta de zelo pastoral e o sequestro da liturgia para transformá-la em propaganda política ou espetáculos circenses tem aberto cada vez mais espaço para o avanço das seitas.

Bento XVI, em sua autobiografia, afirmou que a crise pela qual a Igreja passa hoje "é causada em grande parte pela decadência da liturgia". O Papa Emérito criticava o modo como se é celebrado a Missa em tantos lugares, que é quase como se Deus não existisse. O seu diagnóstico é de uma precisão quase cirúrgica: a grande tragédia da Igreja e do mundo é o abandono de Deus. Não obstante, ao mesmo tempo em que o "Espírito do Concílio" fez tantos estragos, ele mesmo se encontra hoje em um processo de franca decadência: "passados cinquenta anos do Concílio, vemos como este Concílio virtual se desfaz em pedaços e desaparece, enquanto se afirma o verdadeiro Concílio com toda a sua força espiritual" (Cf. Discurso de Bento XVI à Diocese de Roma).







As vocações são abundantes em ambientes conservadores, ao passo que as instituições progressistas agonizam.

Sob essa ótica, os oito anos de pontificado de Bento XVI foram realmente providenciais, pois despertaram nos fiéis aqueles típicos sentimentos católicos: a devoção mariana, o amor à Eucaristia e a fidelidade ao Santo Padre. Embora ainda seja um movimento tímido, esse grupo de fiéis que tem buscado viver a fé católica de forma plena é vigoroso e está em ascensão.Ademais, é majoritariamente constituído por vocações jovens, ao passo que as instituições progressistas agonizam. Os escombros das revoluções e o fracasso de uma espiritualidade vazia, na qual o homem é quem está no centro, foram o suficiente para iluminar a visão dessa nova geração quanto à falsidade do tal "Espírito do Concílio". Bento XVI convocou o seu clero - e, consequentemente, a todos os católicos - para que neste Ano da Fé o verdadeiro Concílio Vaticano II fosse aplicado e se tornasse realidade viva dentro da Igreja. Aos poucos, essa resposta já está sendo dada.

Fonte: http://padrepauloricardo.org
Referências
Encontro do Papa Bento XVI com o clero de Roma
Vídeo da audiência do Papa

COREIA DO NORTE AMEAÇA EUA COM "ATAQUE NUCLEAR PREVENTIVO"


Coreia do Norte (Foto: Getty Images)
Coreia do Norte voltou a fazer ameaças aos Estados Unidos. O país subiu o tom sugerindo que poderia fazer um “ataque nuclear preventivo” em resposta aos testes atômicos feitos pelos norte-americanos.
“Como os Estados Unidos estão a ponto de iniciar uma guerra atômica, vamos exercer nosso direito de um ataque nuclear preventivo contra o quartel-general do agressor para proteger nosso supremo interesse", indicou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano em comunicado divulgado pela agência estatal "KCNA".
Analistas políticos não acreditam que a Coreia do Norte tenha tecnologia suficientemente avançada para lançar um míssil com capacidade nuclear nos EUA a curto ou médio prazo, por isso o desafio se insere mais na habitual retórica belicista do país. No entanto, no final do ano passado, o país sul-coreano disse possuir projéteis capazes de alcançar o território norte-americano. "Estamos bem preparados para resistir a ataques nucleares dos EUA e de seus aliados", afirmou o regime de Kim Jong-un. Em setembro de 2012, a Coreia do Norte afirmou na Organizações das Nações Unidas (ONU) que só a sua "paciência" e a sua "dissuasão" puderam evitar até agora uma guerra nuclear contra os EUA, mas advertiu que essa situação tem "limites".
O Ministério da Defesa sul-coreano afirmou hoje que a Coreia do Norte prepara exercícios militares em "grande escala" para a próxima semana, enquanto realiza testes de suas forças de terra, mar e ar.
Os EUA mantêm cerca de 28.500 soldados na Coreia do Sul e se compromete a defender seu aliado em caso de agressão. A Guerra da Coreia acabou com um armistício que nunca foi substituído por um acordo final de paz.
Fonte: http://epocanegocios.globo.com

Sacerdotisa excomungada é detida em frente ao Vaticano


Sacerdotisa americana excomungada Janice Sevre-Duszynska participa de manifestação na Philadelfia, 26 de abril, 2012

Uma sacerdotisa católica excomungada foi detida esta quinta-feira pela polícia italiana quando protestava em frente ao Vaticano para pedir à Igreja católica que aceite a ordenação de mulheres.
Com um cartaz que dizia, "as mulheres sacerdotes estão aqui!", Janice Sevre-Duszynska quis chamar atenção para a ausência de vozes femininas no conclave, a alguns passos da capela Sixtina, onde os cardeais se reunirão para eleger o sucessor de Bento XVI.
"Enquanto os cardeais se reúnem no conclave, mulheres são ordenadas no mundo inteiro!", afirmou a sacerdotisa americana Sevre-Duszynska, vestindo trajes litúrgicos.
Ordenada por uma mulher sacerdote, Janice Sevre-Duszynska, membro de uma associação de sacerdotisas católicas, continua celebrando missa há quatro anos no estado do Kentucky, apesar da inevitável excomunhão, decidida pelo Vaticano para as mulheres ordenadas.
"Há cerca de 150 sacerdotisas no mundo. Os fiéis estão prontos para a mudança", afirmou à AFP em frente à basílica de São Pedro, antes de ser detida pela polícia italiana.
Os policiais, que questionaram "seu direito de exibir peças litúrgicas", a levaram ao seu hotel para verificar sua identidade, e em seguida a libertaram.
"É uma brincadeira: a eleição de quem guiará os católicos do mundo inteiro é efetuada exclusivamente por homens. Não levar em conta a opinião da metade da humanidade é como dar uma bofetada em Deus", declarou Janice Sevre-Duszynska.
A sacerdotisa convocou seus "irmãos sacerdotes" a defender o papel das mulheres na Igreja e se questionou sobre o resultado do conclave.
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com

Mais um? Asteroide de 100 metros se aproxima da Terra

asteroide, Terra
EPA

O asteroide 2013 ET de cerca de 100 metros passará próximo da Terra, no sábado, dia 9 de março, revelam dados publicados no site da NASA.

Este objeto celeste foi descoberto em 3 de março pelo projeto estadunidense de rastreamento do céu Catalina. O diâmetro do asteroide é de cerca de 45-140 m. Ele passará a 972,000 km da Terra, ou seja 2,5 vezes mais longe do que a Lua.
Os astrônomos que trabalham com o radar planetário da NASA no Observatório Goldstone, pretendem, no dia 7 e 10 de março, realizar uma sondagem do asteroide a fim de especificar o seu tamanho e os parâmetros de rotação.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru

Telescópio Hubble: Cientistas registraram anjos brilhantes na órbita da Terra



07.03.2013 -
n/d
Foi durante a investigação da galáxia NGG-3532: sensores "Hubble" detectaram o surgimento em órbita da Terra sete objetos brilhantes. Transfira fotos sobre aos primeiros cientistas que  estavam dispostos a assumir que o "Hubble" captou alguns OVNIs voando em um grupo. Mas em algumas das imagens resultantes foram então visíveis um pouco embaçada, mas, no entanto, os números de alta visibilidade luminosas de criaturas aladas que se assemelham a anjos.
"Eles estavam a cerca de 20 metros de altura - disse o engenheiro do projeto" Hubble "John Pratchers -. Suas asas são alcançadas em comprimento do vão das asas do Airbus moderno. Estas criaturas emitem luminescência forte..
Cientistas procuram a sério o céu e o inferno bíblico: um olhar para eles na Terra, o outro - no espaço ao redor do planeta.
Normalmente as pessoas pensam que o espaço como um lugar tranquilo. Mas, recentemente, os astrônomos dos EUA encontram com instrumentos alguns barulhos estranhos vindos das profundezas do universo.
Rugido cósmico desconhecido em força até 6 vezes mais do que todas as fontes de rádio conhecidas no universo unido. Estes  abrindo novos caminhos para o tratamento de abrir os olhos desde a década de 1990, quando os cientistas anunciaram a descoberta de vida no espaço. Em seguida, os especialistas da NASA, estudando anomalias nas imagens captadas do telescópio em órbita "Hubble", encontrado em fotos ... voando como figura angelical.
 Tradutor Google. e  Blog Um Novo Despertar
Fonte: http://x-u-f-o.blogspot.ca/2013/02/breaking-news-scientists-recorded.html

Bíblia e imagem de Nossa Senhora ficam intactas depois de incêndio em Igreja



02.03.2013 - Igreja localizada em Biguaçu, na Grande Florianópolis, Santa Catarina.
n/d
Ninguém sabe explicar, mas das poucas coisas que resistiram às chamas, após o raio que atingiu a capela São Sebastião da Limeira, em Três Riachos, Biguaçu, duas são as que mais impressionam: a Bíblia, aberta sobre um suporte destruído pelo fogo, e a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Ao lado de um bebedouro completamente derretido, a santa permaneceu de pé sem abalo algum – na escultura, apenas as marcas do terço derretido que estava envolto.
n/d
– O que é sagrado permaneceu. Estou arrepiada – dizia a aposentada Ini Costa, 63
n/d
 A Bíblia, aberta sobre um suporte destruído pelo fogo,
Em 13 de julho, um sábado, Maria Alzira Ferreira, 68 anos, colocaria novamente o vestido de noiva e voltaria à Igreja São Sebastião da Limeira. Naquele dia, a mesma capela que, há 50 anos celebrou o seu casamento, iria servir mais uma vez de palco para um dia especial: a renovação dos votos pelas Bodas de Ouro do casal.
Mas, um telefonema na última segunda-feira mudou todos os planos: a igreja não havia resistido à força de um raio e pegara fogo.
– A minha igrejinha queimou, não dá para acreditar – disse Maria, do outro lado da linha.
O incêndio que fez ruir a pequena capela que fica no ponto mais alto de Três Riachos abalou a localidade. Em meia hora, tudo estava no chão: telhado, santos, o altar e a via sacra. E a igreja que já foi motivo de tantos encontros alegres de domingo virou um triste ponto de peregrinação de fiéis e curiosos ao longo de todo dia de ontem.
Ao acordar com a notícia, o aposentado Pedro Antônio Alves, 73 anos, pegou o ônibus em Barreiros, São José. Ao chegar ao topo do morro íngreme, em silêncio, pôs a mão no peito e suspirou. Diante dele, o local onde havia sido batizado, fizera a Primeira Comunhão e a Crisma e se casara estava em ruínas.
– Não sobrou nem a sacristia.
Levadas ao salão da comunidade na noite do incêndio, as peças que se salvaram foram distribuídas ontem aos moradores. Maria de Lourdes de Campos, 70, passou o dia limpando quatro suportes de vela e lavando toalhas e roupas. Agora, todos os fiéis da comunidade pretendem se unir para, juntos, reerguer a capela.
– É como perder a própria casa. – lamenta o pároco José de Sousa.
Igreja tinha para-raios instalado há cinco anos
Instalado há cerca de cinco anos, o para-raios da torre da igreja não conseguiu dar conta da força da descarga que atingiu o prédio. Segundo o diretor da Defesa Civil da cidade, Pedro Cardoso, esse tipo de equipamento não costuma ter limite de carga e, por isso, deveria ter funcionado. Há duas hipóteses: ou o aparelho não estava instalado corretamente, ou foi desativado na última reforma do prédio, no ano passado.
Fonte: Diário Catarinense   -  www.rainhamaria.com.br