terça-feira, 30 de outubro de 2012

“O mundo está contra o homem cristão”, diz vocalista do grupo The Killers


“O mundo está contra o homem cristão”, diz vocalista do grupo The Killers“O mundo está contra o homem cristão”, diz vocalista do grupo The Killers
O vocalista da banda The Killers, Brandon Flowers, concedeu uma entrevista ao jornal The Guardian para falar sobre a recente discussão que teve com o ateu Richard Dawkins durante um programa de TV sueco.
Para o músico “o mundo está contra o homem cristão”, tentando questionar a existência de Deus.
Flowers é mórmon e teve que ouvir Dawkins dizendo que Joseph Smith, fundador da religião mórmon, é um “charlatão” e que o “Livro de Mórmon” é falso.
“Devo dizer quando li o ‘Livro de Mórmon’ recentemente, me impressionei, porque é obviamente falso. É um livro do século 19 escrito em inglês do século 16″, disse o zoólogo ateu durante o talk show.
“Há muito mais beleza na compreensão da realidade da natureza do que na leitura de um livro antigo –ou moderno, como é o caso do ‘Livro de Mórmon’”, disse Dawkins.
O músico disse ao jornal britânico que teria feito diversas constatações para defender a sua fé, mas a edição do programa tirou suas falas.
“Ele [Dawkins] vê beleza no fato de que a ciência prova coisas e descobre a origem das coisas. Isso basta para ele. Nada que a ciência descobrir vai me provar que Deus não deu uma mão. É um debate inútil”, afirmou o vocalista de The Killers. As informações são da Folha de S.Paulo.

Estudo do Ministério da Saúde desmente tese dos pró-aborto e do próprio Ministério.



Nilo Fujimoto

‘O fio condutor da síntese foi o de recuperar dados que
lançassem luzes sobre a tese do “aborto como uma questão
de saúde pública no Brasil”.’ (Aborto e saúde pública no Brasil: 20 anos)http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/livro_aborto.pdf

Os movimentos feministas têm utilizado o falso argumento de que é necessário legalizar o aborto, pois as mulheres procuram clínicas clandestinas despreparadas, o que as põe em sério risco de vida. Legalizar o aborto seria, dizem eles, uma questão de “saúde pública”.
Não queremos aqui mostrar o quanto esse argumento é um sofisma, que desconsidera a vida do bebê, e sobretudo a Lei de Deus. Desta vez, deixemos que o próprio Ministério da Saúde – que tanto tem favorecido o aborto – desminta o argumento das feministas.
Através de um estudo denominado “Saúde Brasil”, edição 2011, o referido Ministério publicou resultados sobre mortalidade materna, dos quais podemos concluir: a mortalidade decorrente de complicações de aborto clandestino não valida a tese do “aborto como uma questão de saúde pública no Brasil”.
O estudo mostra que a maior causa de mortalidade entre mulheres são doenças circulatórias (34,2%). A segunda causa é o câncer (18,3%). As duas causas respondem a 52,5% dos óbitos. Restam 47,5%  por outras causas, como morte natural, acidentes, assassinatos e outras enfermidades.
O Blog da Saúde – do Ministério da Saúde – não menciona a taxa de mortalidade por complicações de aborto clandestino. O que representaria uma falha imperdoável se de fato esta “causa mortis”  fosse verdadeiramente uma “questão de saúde pública”.
Sempre faltaram aos pró-aborto argumentos de ordem moral e social. Agora até suas falsidades numéricas são desmentidas.
Leia o próprio texto do Blog: <http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/7763/162/mortalidade-feminina-cai-%3Cbr%3E12-nos-ultimos-10-anos.html>
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

Quando uma banda de rock londrina toca o Credo em latim.




Giorgio BernardelliVatican Insider.
Credo in unum Deum, patrem, creatorem coeli et terrae, visibilium et invisibilium”.
As palavras lembram inequivocamente as do Credo em latim. Só que o contexto é o mais distante possível a partir das liturgias dos tradicionalistas. Na verdade, são as palavras inicias de Credo(http://ooberfuse.bandcamp.com/track/credo), o single que a banda de rock inglesa Ooberfuse lançou no dia 11 de outubro por ocasião do ano da fé

Nada dessacralizante. Ao contrário: a intenção é justamente a de fazer com que a mensagem central da fé católica entre também em um âmbito um pouco incomum como a música fusion. Quem leva adiante a proposta é um trio que já tem nas costas experiências interessantes nesse sentido. E são reconhecidos como um grupo de talento até mesmo fora do circuito da christian music.

Justamente por causa desses requisitos, a Ooberfuse também é vista com grande atenção pela pastoral juvenil da Conferência Episcopal Inglesa: em 2010, uma de suas canções – a música hip hop Heart’s Cry– foi escolhido como o hino do encontro de Bento XVI com os jovens no Hyde Park.

Em 2011, depois, a Ooberfuse venceu o concurso musical lançado por ocasião da Jornada Mundial da Juventude de Madri, com a música Faith in You. Neste ano, finalmente, eles já fizeram notícia por duas músicas dedicadas aos sofrimentos dos cristãos no PaquistãoBlood Cries Out – em memória do ministro Shabhaz Bhatti, assassinado em março de 2011 – e Free Asia Bibi, que pede a libertação da mulher que está presa desde 2009 sob a acusação (nunca realmente provada) de blasfêmia.O vídeo desta última canção no YouTube já registra mais de 60 mil visualizações.
Agora, portanto, a opção de se deixar provocar também pelo Ano da Fé, convocado por Bento XVI. “Credo – explicouCherrie Anderson, inglesa de origem filipina, vocalista do grupo, em uma entrevista ao site Independent Catholic News – é a demonstração de como as definições e as sutilezas da nossa fé, que passam hoje em silêncio, se articuladas através de linguagens tradicionais, também podem ser expressas, ao invés, através de formas culturais, modernas e tradições musicais contemporâneas. No fundo, esse é o mesmo olhar que guiou os padres conciliares há 50 anos”.

Justamente por ocasião do aniversário do Vaticano II, a Ooberfuse, no dia 11, ministraram um workshop em Saint Aidans, uma escola católica de Sunderland. “O objetivo dessas atividades – explicou Hal Saint John, outro componente da banda – é o de explorar, à luz da carta apostólica do papa Porta Fidei, as antigas verdades da nossa fé de um modo jovem”.

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

Meninas de 13 anos recebem anticoncepcionais sem permissão dos pais em escolas do Reino Unido


LONDRES, 30 Out. 12 / 12:30 pm (ACI/EWTN Noticias).- Meninas entre 13 e 16 anos receberam implante ou injeções anticoncepcionais por parte de enfermeiras em suas próprias escolas no Reino Unido sem que seus pais tenham tido conhecimento destes fatos.

Segundo informou o jornal britânico The Daily Telegraph, as enfermeiras das escolas realizaram mais de 900 destes procedimentos anticoncepcionais nos últimos dois anos.

Os implantes evitam a gravidez das jovens por um período de até três anos, ao filtrar progressivamente hormônios no sangue, e são inseridos nos braços das jovens, enquanto as injeções têm uma funcionalidade anticoncepcional de três meses.

O Ministro da Saúde de Reino Unido, Dr. Dan Poulter, afirmou que “as jovens menores de 16 anos podem ter acesso legalmente a anticoncepcionais e serviços de saúde sexual, e qualquer conselho que lhes seja dado será confidencial. De qualquer forma, os profissionais de saúde devem sempre animar a jovem a falar com seus pais sobre sua saúde sexual”.

As normas de confidencialidade mencionadas pelo ministro britânico proibem às enfermeiras procurar a permissão antecipada dos pais, ou inclusive lhes informar depois, sem a permissão das menores.

O chefe executivo da Comunidade Médica Cristã, Dr. Peter Saunders, sublinhou que as relações sexuais à idade de 16 anos são ilegais, e que “facilitar esse comportamento sem conhecimento dos pais não é profissional, é irresponsável e moralmente errado”.

Anthony Seldon, professor do Wellington College, lamentou a situação, pois considera que as relações sexuais são “a mais alta e amadurecida relação espiritual que pode existir entre dois seres humanos”.

“Algo que as trivialize ou as trate como algo mundano ou fácil, particularmente para os jovens, prejudica sua habilidade de crescer e de formar adequadamente uma relação duradoura. Desvaloriza o sexo, torna-o algo ordinário, de todos os dias, como comer no McDonald’s”, criticou Seldon.

Segundo informou o jornal britânico, os pais das menores expressaram no início deste ano seu mais absoluto rechaço às injeções ou implantes anticoncepcionais para suas filhas, ao saber do que estava ocorrendo nas escolas.

Por sua parte, o médico e político Phillip Lee, expressou sua preocupação porque esta medida poderia levar os jovens a uma maior promiscuidade e ao aumento de doenças sexualmente transmissíveis entre eles. 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Você já ouviu a saudação “Salve, Jorge!”?


Antes de começarmos esta matéria, convido-os a rezar juntos:
Ave-Maria:

“Ave Maria, Cheia de Graça, o Senhor é convosco.

Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte.

Amém.”

Oração a São Miguel Arcanjo:

“São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate.

Sede nosso auxílio contra as malícias e ciladas do demônio.

Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos.

E vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no Inferno a Satanás, e todos os espíritos malignos, que vagueiam pelo mundo para perder as almas, amém.”

Você já ouviu a saudação “Salve, Jorge!”?

Sabe o que significa???


Nos últimos dias temos ouvido e visto esta saudação com frequência, e talvez não saibamos que se trata de uma invocação demoníaca. É isso mesmo! Esta saudação pertence à Umbanda e se trata de uma invocação (boas vindas) a uma entidade que leva o nome de “Jorge” ou “São Jorge” (estratégia demoníaca para enganar os mais ingênuos e levá-los a pensar que se trata de um santo da Igreja).
Na Umbanda, a saudação “Salve Jorge” é usada para dar boas vindas a um “ogum” que é um orixá da guerra. Esta saudação acontece quando a entidade se manifesta nos terreiros de macumba.
Vejamos como este orixá é saudado pelos artistas em músicas consagradas que muitas vezes você ouve ou permite alguém ouvir dentro da SUA casa:
Letra da música:
Eu sou descendente zulu
Sou um soldado de ogum
Um devoto dessa imensa legião de Jorge
Eu sincretizado na fé
Sou carregado de axé
E protegido por um cavaleiro nobre
Sim vou à igreja festejar meu protetor
E agradecer por eu ser mais um vencedor
Nas lutas nas batalhas 
Sim vou ao terreiro pra bater o meu tambor 
Bato cabeça firmo ponto sim senhor
Eu canto pra ogum
Ogumm
Um guerreiro valente que cuida da gente que sofre demais
Ogumm
Ele vem de aruanda ele vence demanda de gente que faz
Ogumm
Cavaleiro do céu escudeiro fiel mensageiro da paz
Ogumm
Ele nunca balança ele pega na lança ele mata o dragão
Ogumm
É quem da confiança pra uma criança virar um leão
Ogumm
É um mar de esperança que traz abonança pro meu coração
Deus adiante paz e guia
Encomendo-me a Deus e a virgem Maria minha mãe .. 
Os doze apóstolos meus irmãos
Andarei nesse dia nessa noite
Com meu corpo cercado vigiado e protegido
Pelas as armas de são Jorge
São Jorge sendo com praça na cavalaria
Eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tendo pé não me alcancem
Tendo mãos não me pegue não me toquem
Tendo olhos não me enxerguem
E nem em pensamento eles possam ter para me fazerem mal
Armas de fogo o meu corpo não alcançara
Facas e lanças se quebrem se o meu corpo tocar
Cordas e correntes se arrebentem se ao meu corpo amarrar 
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge 
Jorge é da capatocia. Salve Jorge!

Letra da música:
Jorge
Jorge reggae
Jorge xote
Jorge soul
Jorge
Jorge samba
Jorge funk
Jorge n’roll
Jorge sentou praça
Na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também
Sou da sua companhia
Eu estou vestida com as roupas
E as armas de jorge
Para que meus inimigos tenham pés 
E não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos
E não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos
E não me vejam
E nem mesmo um pensamento
Eles possam ter para me fazerem mal
Porque eu estou vestida com as roupas
E as armas de Jorge
Salve Jorge
Salve Jorge
Salve Jorge
Armas de fogo
O meu corpo não alcançarão
Facas e espadas se quebrem
Sem o meu corpo tocar
Cordas e correntes arrebentem
Sem o meu corpo amarrar
Porque eu estou vestida com as roupas
E as armas de Jorge
Oxossi aylodá yamalabê
Yambelequê yorô
Odé matá coroná
A televisão, os artistas, os cantores que você ouve, as novelas que você assiste… tudo isso, infelizmente, está se tornando império de Satanás, e as pessoas cegamente aderem a tais “modismos” sem nenhum “preconceito”, pois acham que isso é modernidade, e que não tem problema algum!
Pois saiba que ao ouvir tais músicas, assistir tais programas de TV, acessar tais sites, quando há uma saudação do tipo da que acabamos de ouvir, um culto a um demônio, você automaticamente está deixando que esta adoração a Satanás aconteça dentro da sua casa.
Aqui, não se trata de preconceito ou de discriminação, para os defensores do relativismo, falo de defender a minha fé. Falo de ser cristão autêntico, que não aceita algo que vai contra a doutrina da sua igreja adentrar a sua casa e a sua vida, sem fazer a menor objeção.
Se nós, cristãos, não vivermos a nossa fé, não defendermos a nossa igreja, não praticarmos a nossa doutrina, QUEM O FARÁ???

“Se estes se calarem, as pedras clamarão”

Veja a declaração abaixo de um site de Umbanda:
Salve Jorge e a guerreira Glória Perez
Quando Glória Perez começou a falar no Twitter sobre a novela “Salve Jorge”, disse: “A fé nele (São Jorge) existe e vamos mostrar a fé na força que temos para vencer os dragões que a vida nos reserva”. Por isso, esta Guerreira exemplar que superou grandes barreiras e continuou a escrever lindas novelas, nos brinda com mais uma maravilha: Salve Jorge!
São Jorge, o guerreiro, é o Padroeiro da cavalaria militar e um dos santos mais populares. Ele representa na Umbanda, Ogum o Orixá da luta, Senhor das espadas, o guerreiro dos Orixás, que nos traz a vitória.
Na Bahia, São Jorge representa Oxóssi e está associado a lua. A tradição diz, que as manchas apresentadas na lua representam o milagroso Santo em seu cavalo, com sua espada pronto para defender aqueles que buscam sua ajuda.
“Salve Jorge” tem como ambiente o morro do Alemão, no Rio de Janeiro, e a Turquia (principalmente Istambul e a Capadócia, onde o guerreiro Jorge nasceu).
Com a Benção de São Jorge, o Axé de Ogum e Oxóssi a novela “Salve Jorge” estreia com a energia de novelas como: Explode Coração, O Clone e Caminho das Índias, clássicos de sucesso na carreira de Glória Perez.
Salve Jorge! Salve a fé! Salve Glória!
Axé!
Não precisa nem falar da grande alegria para a comunidade candomblecista e umbandista, em ter uma novela que divulga seus dogmas. Pois eu digo que isto é preconceito religioso! Por que quando colocam um personagem católico em novelas é sempre um Padre que trai seus votos, ou uma velha “carola” que usa a religião para disfarçar seu mal caráter?
Nada contra pessoas individualmente, aqui não se trata de uma reprovação a qualquer “pessoa”, mas sim a uma doutrina que contradiz COMPLETAMENTE a doutrina católica, e que ainda utiliza alguns dos nossos dogmas infundidos em seu culto aos espíritos (entidades) para confundir as mentes dos católicos “não praticantes” que nada sabem a respeito da nossa fé!
Digo, e repito: Aqueles que aceitam tal contravenção, sejam eles leigos ou religiosos, estão traindo a Igreja de Cristo, Crucificando Jesus novamente com sua postura traidora!

E você católico, aceitará que tal malefício continue adentrando sua casa?

“Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou â invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações. Serás inteiramente do Senhor, teu Deus. As nações que vais despojar ouvem os agoureiros e os adivinhos; a ti, porém, o Senhor, teu Deus, não o permite.” (Dt. 18, 10-14)


E para finalizar, rezemos a Oração de São Bento:

“A cruz sagrada seja minha luz, não seja o dragão meu guia.

Retira-te Satanás, não me aconselhes coisas vãs.

É mal o que me oferece, bebe tu mesmo do teu próprio veneno.”

Assista esse vídeo: A preguiça é sempre um pecado venial?


Declaração de Milagre pela Igreja é mais rigorosa do que declaração da própria medicina!




MILAGRE, COISA SÉRIA E RARA
Dom Fernando Arêas Rifan (*)
Milagre é um fato extraordinário, que não se explica por causas naturais, atribuído à intervenção sobrenatural de Deus, para o bem espiritual dos homens. Deus governa o mundo por leis físicas, químicas e biológicas por ele criadas. Daí que as exceções a essas leis por sua intervenção – os milagres – são raras e extraordinárias. Em sua vida terrena, Jesus andou uma vez sobre as águas, mas não sempre; curou alguns cegos, paralíticos e leprosos, ressuscitou mortos, mas não todos. Ele usou de milagres para comprovar sua divindade e missão divina.
Notícia deste mês: uma religiosa italiana, Irmã Luigina Traverso, que sofria de paralisia ciática meningocele lombar, foi curada “miraculosamente” em Lourdes, França, “por intervenção extraordinária de Deus obtida pela intercessão de Nossa Senhora”, conforme reconheceu, no dia 11 de outubro passado, Dom Alceste Catella, Bispo de Casale Monferrato, diocese italiana onde reside a religiosa.
Esta foi a 68ª cura “sem explicação” de Lourdes oficialmente reconhecida.
O Bispo da diocese de Tarbes e Lourdes, Dom Nicolas Brouwet, assim como o Dr. Alessandro de Franciscis, presidente do Bureau des Constatations Médicales de Lourdes apresentaram os fatos em uma conferência de imprensa no último dia 12 de outubro.
O mais interessante é que essa cura ocorreu em 23 de julho de 1965, há, portanto, mais de 47 anos, mas só agora é que foi reconhecida pela Igreja.
Em Lourdes, onde Nossa Senhora apareceu a Santa Bernadete, muitas pessoas são curadas. Para o exame e constatação dessas curas, criou-se o Bureau Médical de Lourdes, do qual participam médicos de todos os credos religiosos, inclusive ateus, e os documentos ficam à disposição dos especialistas de qualquer parte do mundo.
Um processo para declaração de milagre, feita no Bureau Médical de Lourdes, leva, pelo menos, 5 anos, com várias instâncias a percorrer. Na primeira instância, são feitos exames médicos e psiquiátricos rigorosos; qualquer explicação natural da cura leva o caso a ser encerrado. Ademais, só se aceitam doenças orgânicas e não apenas funcionais. Espera-se um ano, antes de dar a comprovação da cura definitiva.
Na segunda instância, o caso é reapresentado à discussão.
Na terceira instância, um relator leva o caso à Comissão Médica Internacional em Paris. Se o caso passar por esse crivo, declara-se que tal cura extraordinária não tem explicação na medicina, que o considera “milagre” e o entrega à Igreja para um processo canônico. Uma comissão, constituída pelo bispo do local onde mora a pessoa curada, examinará minuciosamente o caso sob todos os aspectos físicos e morais e os resultados médicos. Após todas as análises, o bispo confirmará, não só apenas com os olhos da ciência, mas também com os olhos da fé, o possível milagre.
Mais de onze mil casos já passaram da terceira instância com a confirmação médico-científica de que não há explicação para tal cura. No entanto, até hoje, apenas sessenta e oito de todos esses casos (incluindo o da Irmã Luigina) foram tidos como milagre pela quarta instância, ou seja, pela Igreja, que se mostra, nesses casos, mais rigorosa do que a própria medicina.
*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
Fonte:  http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

Divorciados que voltaram a casar-se podem participar da Eucaristia de maneira espiritual, assinala cardeal da Cúria Romana


Cardeal Antonio Cañizares Llovera
ROMA, 29 Out. 12 / 03:27 pm (ACI).- O Prefeito para a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, considerou que a Eucaristia é o pilar fundamental da Nova Evangelização, e recordou que os divorciados em nova união, podem participar Dela de maneira espiritual.

O Cardeal Cañizares explicou ao grupo ACI que a Eucaristia é imprescindível porque “quando se vive em sua realidade de mistério, suscita o envio, o comunicar que se participou da Eucaristia no mundo”.

“A Eucaristia sempre suscita homens novos, mulheres novas, e uma realidade nova onde se viva o amor e haja testemunhas do Deus vivo, como o único e necessário. Por isso, a Eucaristia é imprescindível para a Nova Evangelização. Não haverá Nova Evangelização se não centrarmos muito mais a Eucaristia em nossa vida, dos sacerdotes e de todos os fiéis cristãos”.

O Cardeal indicou que a Igreja vem preparando-se para a Nova Evangelização com 10 anos inteiramente eucarísticos, e sublinhou que “não haverá futuro de evangelização sem a Eucaristia no centro”.

Quanto à administração deste Sacramento aos divorciados que voltaram a casar, o purpurado afirmou que as pessoas em situação irregular “podem participar da celebração da Eucaristia, mas não podem aproximar-se plenamente, porque não vivem a comunhão plena com a Igreja”.

A autoridade vaticana recordou que a comunhão na Eucaristia “significa e realiza precisamente essa comunhão plena na Igreja”, e nestes casos em que as situações são sempre dolorosas, a Igreja se aproxima destas pessoas e propõe “a comunhão espiritual, que é o desejo de comunhão”.

O Sacramento da Eucaristia passa em primeiro lugar pela Comunhão espiritual, que é a forma em que a pessoa se une pessoalmente a Cristo no momento da redenção do Santo Sacrifício, para depois receber a Comunhão Eucarística, na boca. Segundo a Exortação Apostólica Familiaris Consortio do beato João Paulo II, sem a primeira, não pode existir a segunda.

Igreja Católica explicou através da Congregação da Doutrina para a Fé em sua carta a todos os bispos do mundo de 1994, que os divorciados que voltaram a casar não podem participar da Comunhão, porque o matrimônio "é a imagem da relação entre Cristo e sua Igreja".

Dentro deste marco, para aproximar-se dos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, devem buscar sanar a irregularidade matrimonial pelo Tribunal dos Processos Matrimoniais.


João Paulo II também havia assinalado que a Igreja espera destes casais que participem da vida eclesial até onde seja possível: a participação da Missa, na adoração Eucarística, nas devoções piedosas e na Eucaristia de maneira espiritual. 

Protagonista do filme Batman premia herói pró-vida que se opôs ao aborto na China


Christian Bale junto a Chen Guancheng. Foto: Michael Ian para o site Human Rights First.
WASHINGTON DC, 29 Out. 12 / 01:43 pm (ACI/EWTN Noticias).- O protagonista da saga Batman, o britânico Christian Bale, apresentou um prêmio pela defesa dos direitos humanos ao ativista pró-vida  Chen Guangcheng por seu trabalho na luta contra os abortos forçados na China, e disse que sua tarefa é própria de um homem valente que inspira outras pessoas.

Na terça-feira passada, dia 25 de outubro, durante um jantar realizado em Nova Iorque (Estados Unidos), Bale entregou a Chen Guancheng o prêmio da organização Human Rights First, uma entidade com sede nesse país que batalha pela defesa dos direitos humanos no mundo.

Ao apresentar o galardão, Christian Bale destacou o trabalho do ativista pró-vida  em nome das mulheres e dos não nascidos que estão sujeitos à política do filho único na China: “um programa de abortos forçados significa que as mulheres são tiradas de suas casas contra sua vontade. São obrigadas a abortar, algumas vezes em estágio avançando de gravidez. Imaginem isso. Algumas inclusivo morrem no processo”, disse o ator.

Referindo-se a estes abortos como “um verdadeiro horror”, o famosos artista afirmou ainda que neste “mundo insano”, Chen saiu em defesa das mulheres vivendo e promovendo “valores simples, valentes e universalmente admirados”.

“Por esta razão este homem foi encarcerado e golpeado por mais de quatro anos”, recordou Bale.

À sua vez, Chen, que ademais é portador de deficiência visual, acredeceu pelo prêmio e comentou: “acredito que se todos no mundo colocassem os direitos humanos em primeiro lugar, viveríamos em um mundo completamente diferente. Este não é só um prêmio para mim, mas sinto que aqui represento todos aqueles que vivem em países que não são democráticos”.

A noite de 25 de outubro foi a primeira vez que Bale se encontrou com o Chen. O ator já tinha tentado visitá-lo enquanto durante sua prisão domiciliar mas os guardas do governo chinês impediram o ingresso.

Chen que ficou cego durante a sua juventude, é um defensor e promotor dos direitos humanos que denunciou os horrores da política do filho único na China, falando abertamente dos abortos e das esterilizações forçadas que se praticam no país.

Depois de quatro anos de prisão, foi colocado em prisão domiciliar em setembro de 2010. Ele e sua família foram retidos sem cargos formais, foi golpeado e impedido de receber tratamento médico.

Em abril deste ano conseguiu escapar da detenção domiciliar, chamando a atenção da imprensa mundial, e se dirigiu à embaixada dos Estados Unidos.

Ele deixou a embaixada para ir a um hospital de Beijing no dia 2 de maio, logo depois que o governo lhe prometesse que ele e sua família estariam a salvo. Entretanto, o ativista expressou seus temores ante a oferta do governo comunista e pôde viajar aos Estados Unidos no dia 19 do mesmo mês. Atualmente estuda direito e inglês na escola de leis da New York University. Ele se encontra nos Estados Unidos junto com a sua família. 

Teólogos da Libertação desvendam segredos da nova “religião” verde

Ecoteologia da libertação: marxismo + "religião" verde
Ecoteologia da libertação: marxismo + “religião” verde

Luis Dufaur
·
O ex-frei franciscano Leonardo Boff vem sendo promovido como um dos principais propagadores da teologia da liberação agora reciclada em eco-teologia marxista com cores acentuadamente verdes e panteístas.
Boff participa do esforço de reformulação do enferrujado marxismo numa nova filosofia que recolhe os postulados mais radicais de Karl Marx e os amalgama com os dogmas básicos do ambientalismo radical numa nova religião.
Qual é o conteúdo desta profunda metamorfose?
O próprio Boff encarregou-se de fornecer alguns avanços desta nova-velha Teologia da Libertação verde-vermelha, segundo informou a agência ACI.
No Congresso Continental de Teologia, realizado sob os auspícios da UNISINOS, em São Leopoldo, RS, de 7 a 11 de outubro deste ano, o ex-frei definiu alguns dos parâmetros essenciais dessa teologia ecomarxista.
Boff relembrou o básico: a “marca registrada” de Teologia da Libertação é “a opção pelos pobres, contra a miséria e a opressão”, no contexto da luta de classes.
Mas ele encaixou nesse chavão o componente verde. O leitor talvez ache que os seguintes pensamentos do ecoteólogo marxista são produtos de algum delírio, ou de uma embaralhada insensata de letras provocada involuntariamente por algum sistema informático. Mas não é nada disso.
“Dentro dessa opção pelos pobres, explicou Boff, é preciso inserir o grande pobre que é a Mãe Terra, que é Pachamama [a deusa dos povos andinos incubada na terra], é a Magna Mater, é a Tonantzin, é a Gaia, é o grande pobre devastado e oprimido”.
E insistiu para afastar dúvidas: “não só os pobres gritam, gritam as águas, gritam as árvores, gritam os animais, gritam os ventos, a terra grita”.
Lula gigante habitada pelo “espírito” substituiria a humanidade
que seria expelida da Terra: devaneios panteístas
da “ecoteologia”, ou nova “religião verde”
Entramos assim de cheio na nova luta de classes segundo a “religião verde”.
Para o ecoteólogo, “esse organismo que chamamos Terra y da qual fazemos parte” pode, a qualquer hora, “nos expulsar como se fossemos células cancerígenas”. Seria o fim da humanidade.
Ainda segundo este visionário profeta da “religião” verde, a “Mãe Terra” estaria preparando um novo ser capaz de “receber o espírito”.
Esse “novo homem” – aliás, assaz diferente dele – não seria outra coisa senão uma lula gigante.
O disparate suscita de imediato o riso ou convida a interromper a leitura. Esse ser que evoca certos deuses da Índia, mistura de homem e animal, estaria mais perto de certas representações diabólicas clássicas.
Leonardo Boff: profeta de um mundo verde irracional
povoado de entes de conotações demoniacas
Seria um singular avatar gerado pelas entranhas do averno material mas habitado por um “espírito” vindo de não se sabe onde.
A Terra seria uma “Mãe” cruel que exterminaria a humanidade para comunicar o espírito que jaz nas suas profundezas a uma sorte de deus-demônio repulsivo.
Explicando a nova teologia verde, o religioso renegado disse que o extermínio da humanidade resgataria a “Mãe Terra” que “está crucificada e é tarefa nossa descê-la da cruz, como fizemos durante décadas com os pobres”.
Boff se autodenomina “ecoteólogo de matriz católica” e defende com acentos subversivos que “o grito da terra é grito dos pobres e grito dos pobres é o grito da terra, nossa Mãe Terra”.
Em poucas palavras é marxista enquanto ambientalista e ambientalista enquanto marxista. Os dois seriam duas faces de uma mesma moeda
Para Boff, “o universo é autoconsciente” como se tivesse alma bem como acreditavam as velhas concepções gnósticas e panteístas.
A Terra martelou ele: “começou a pensar, sentir e amar”, sem nunca explicar de onde tirou semelhante estapafúrdio.
O espírito divino panteísta teria se revelado em religiões pagãs.
Santão da Índia.
O devaneio panteísta leva o ex-frei a entender o Deus Uno e Trino da Igreja Católica como “a grande energia fundamental” impessoal.
Ele pediu revisar o conceito de Revelação, sustentando que houve muitas revelações de Deus na história.
Portanto, deve se abandonar a ideia de converter os pagãos. Muitas revelações pagãs atribuídas ao demônio seriam manifestações da Mãe Terra, deusa panteísta.
“Deus chega sempre antes dos missionários e sempre age antes que eles”, explicou parafraseando o comuno-tribalismo mais radical.
Em consequência, o “catolicismo atual” só mereceria sobreviver se se reformula e entra em harmonia com o deus ex-machina “Mãe Terra” que ele e os teólogos da libertação “aggiornati” estão revelando ao gênero humano.
Entre os participantes do evento em São Leopoldo também estavam o sacerdote peruano Gustavo Gutiérrez, considerando pai da teologia marxista da libertação, Jon Sobrino, e o bispo de Jales, D. Luiz Demétrio Valentini.

domingo, 28 de outubro de 2012

TATUAGEM – A Marca do Demônio


As incisões no corpo, quaisquer que sejam, são proibidas por Deus nas Escrituras:
“Não fareis incisões na vossa carne por um morto, nem fareis figura alguma no vosso corpo. Eu sou o Senhor”.(Lv 19,28).
Mas que significa uma tatuagem?
Quando alguém veste a camisa de um time de futebol, que significa?
Significa que ele é torcedor daquele time, que ele faz parte daquela agremiação ou comunga com seus princípios.
Mas quando alguém não apenas veste uma camisa, mas marca na própria pele, significa algo muito mais profundo… significa uma adesão irrevogável, uma consagração.

Do mesmo modo que um boi é assinalado com ferro quente com a marca de seu dono, assim a pessoa que marca um símbolo na sua pele faz uma consagração àquela marca….
A marca do demônio
Geralmente as pessoas que fazem tatuagem, logo escolhem ou sugerem os símbolos: serpente, escorpião, dragão…

Que significam esses símbolos?
“A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha formado. Ela disse a mulher: É verdade que Deus vos proibiu comer do fruto de toda árvore do jardim?””(Gn 3,1)
- “Foi ele o teu guia neste vasto e terrível deserto, cheio de serpentes ardentes e escorpiões,”(Dt 8,15)
“Sobre serpente e víbora andarás, calcarás aos pés o leão e o dragão”(Sl 90,13)
“…porque da estirpe da serpente nascerá uma áspide, e seu fruto será um dragão voador”(Is 14,29)
“Lá havia também um grande dragão, que os babilônios veneravam.”(Dn 14,22)
“Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos.”(Ap 12,9)
“Ele apanhou o Dragão, a primitiva Serpente, que é o Demônio e Satanás, e o acorrentou por mil anos.”(Ap 20,2)
Conclusão:
Não tenha dúvida: Quem marca o corpo com um dragão, serpente ou escorpião está se consagrando definitivamente ao Demônio, mesmo que não saiba disso, ou não tenha a intenção.
Um exemplo ilustra bem esta consagração, mesmo involuntária:
Imagine alguém com a camisa do Cruzeiro atravessar a torcida do Atlético, ou com a camisa do Palmeiras e atravessar a torcida do Corinthians, que lhe acontece? (Mesmo que ele não seja torcedor de time algum, levará a maior surra!)
Assim mesmo que você não saiba ou não tenha a intenção, o diabo sabe e aceita a sua consagração, quando você se deixa marcar com seus símbolos!
Texto: Nilton Fontes
www.dicionariodafe.com.br
fonte: http://www.dicionariodafe.com.br/apologetica/tatuagem.htm

Tatuagens e piercings

São Tomás de Aquino trata da questão dos adornos legítimos na Suma Teológica perguntando:
“Se acerca do ornato exterior pode haver virtude ou vício”
Usar adornos é legítimo. Mas pode se tornar ilegítimo por duas razões:
a) Por contrariar os costumes legítimos de uma sociedade;
b) Por falta de moderação, quer seja por afeto desordenado, ou por intenção libidinosa.
Para fundamentar sua exposição, São Tomás cita Santo Agostinho que ensinou:
“No uso das coisas, não deve intervir a paixão impura, que não só abusa descaradamente do costume daqueles entre os quais se vive, senão que, com freqüência, rompendo todo dique, faz conhecer, com cínico descaramento, sua torpeza, ocultada antes sob o véu dos costumes autorizados”
Note-se a importância que São Tomás e Santo Agostinho dão aos costumes de uma sociedade, mostrando que contrariar os costumes tradicionais legítimos pode ser causa de pecado.
A paixão pode ser desordenada por três razões:
1) Por vanglória e ostentação. Isto é, a paixão buscado pelo luxo excessivo dos vestidos e de adornos. O que vai contra a humildade.
2) Pela busca de prazeres do corpo, porque os adornos imoderados podem causar atração para o pecado. O que vai contra a virtude da temperança e da moderação.
3) Por excessiva preocupação com as vestimentas. O que vai contra a virtude da simplicidade.
É de se notar que  também a vanglória pode ser buscada pelo descuido artificial, usando-se propositadamente roupas pobres para simular humildade, e este fingimento torna a vanglória pior do que a primeira, pois lhe acrescenta hipocrisia. (Cfr. São Tomás de Aquino, Suma Teológica, II IIae, Questão 169, artigo 1).
A seguir, São Tomás trata da questão “Se no ornato das mulheres existe pecado mortal”
São Tomás começa lembrando que adornos femininos podem se tornar provocativos de pecados para os homens, e que, por isso, o adorno feminino precisa ser analisado de modo mais particular. (Claro que, analogicamente, isto vale também para os homens)
Por isso, a Sagrada Escritura mostra que é característico da meretriz vestir-se e adornar-se de modo provocante:
“Eis que a mulher se aproxima vestida com enfeites de meretriz para seduzir as almas” (Prov. VII, 10).
Há um modo escandaloso de se enfeitar que é próprio da mulher de rua, e que as pessoas castas e corretas não podem imitar.
São Tomás mostra que a mulher casada tem o direito de se enfeitar para agradar a seu marido, conforme diz São Paulo (I Cor., VII, 34).
Se uma mulher se adorna com intenção explícita de provocar pecado, comete por isso pecado mortal, com o agravante de cumplicidade com os pecados de outrem que desencadeia por posturas provocativas.
Caso ela faça isso por leviandade, vaidade ou jactância, sem intenção direta de causar pecado, então seu pecado será apenas venial.
Tudo isso vale também — é claro — para os homens. Muito mais isto vale para as pessoas consagradas a Deus por votos, como os padres, frades, monges e freiras.
Em suma, usar adornos sem intenção impura é lícito. É ilícito usar adornos com fins lascivos e sensuais, ou ainda usar adornos que contrariam os costumes tradicionais legítimos de uma sociedade.
Tudo isso, como já disse, está na Suma Teológica de São Tomás, na II IIae, q. 169 artigo 2.
Desses textos de São Tomás se conclui que pode haver pecado no uso de adornos por quatro razões:
1) Por excesso de adornos;
2) Por uso de adornos com intenção impura;
3) Por contrariar os costumes legítimos de um povo, causando escândalo.
4) Pelo uso de adornos que sejam símbolo de pecado (Caso citado da meretriz que usa adornos — típicos em cada sociedade — da prostituição). Um símbolo pode ser então pecaminoso.
5) Poder-se-ia também acrescentar que, pelo menos em certos casos, o uso destes supostos elementos de “adorno” vise manifestar o repúdio explícito da ordem natural, na estética ou um ódio à própria beleza — como ocorre com certos adeptos da Arte Moderna — querendo proclamar a liceidade de uma  tendência desregrada, e até doentia de amor pela desordem, o que seria muito mais grave.
Apliquemos, agora, esses princípios à questão das tatuagens e piercings.
Estes dois tipos de adornos têm um caráter particular, porque afetam de modo mais ou menos definitivo, e de modo mais ou menos excessivo, a própria integridade do corpo humano, que deve ser respeitado por ser templo de Deus.
Evidentemente, mutilar o corpo sem razão vital ou pelo menos bem séria — [caso das operações necessárias para salvar a vida] —  é sempre pecado grave.
Sem dúvida, tatuagens que consistam em imagens libidinosas ou insinuantes de pecado são sempre pecaminosas, e é preciso ressaltar que muitas tatuagens e muitos piercings são escandalosos, por sua imagens ou por seu desejo de vanglória escandalosa.
Ademais uma tatuagem é símbolo de selvageria. Somente povos ditos primitivos as usam. Na medida em que as tatuagens contrariam os costumes civilizados e cristãos, elas são ilícitas.
Os símbolos podem ter uma importância muito grave,  pois “símbolos são o inteligível no sensível”, segundo a esplêndida definição do pseudo Dionísio. Uma tatuagem, ou um piercing pode conter, então, um símbolo, uma idéia. E sempre a tatuagem e o piercing simbolizam a rebelião contra os costumes imemoriais da civilização cristã. Nesse sentido, eles são sempre maus e ilícitos. Evidentemente, a gravidade dessa ilicitude depende do conhecimento e da intenção de quem usa tais “adornos”.
Não podemos esquecer também, como já aludi mais acima, que ocorrem certos casos nos quais estes “adornos” são usados intencionalmente como um modo de linguagem simbólica que expressa rebelião contra o Criador e  Autor da natureza.
Que usar um símbolo mau pode ser pecado, se tem prova na conhecida saudação marxista de levantar a mão com o punho fechado, ou na saudação nazista da mão erguida espalmada. Durante os anos da Guerra Civil Espanhola, bastava um Padre levantar a mão com o punho cerrado, fazendo a saudação comunista, que lhe seria poupada a vida. Recusando fazer esse gesto simbólico de aceitação do comunismo, o padre seria fuzilado.
Também durante as perseguições romanas, bastava aos cristãos colocarem um grão de incenso no fogo diante de um ídolo, para que o cristão fosse poupado do martírio. E a  Igreja condenava como apóstatas quem tal fizesse. Como a Igreja condenava com excomunhão os cristãos que, sem queimar um grão de incenso diante de um ídolo, pagavam para que seu nome fosse colocado na lista dos incensadores, sem ter realizado esse símbolo de idolatria.
Portanto, usar tatuagens e piercings, para, consciente e voluntariamente, violar os costumes da civilização cristã é também pecado.
Daí, constar na Sagrada Escritura a condenação do uso de tatuagens e de incisões na carne:
“Não fareis incisões na vossa carne por causa de algum morto, nem fareis figuras algumas ou sinais sobre o vosso corpo” (Lev. XIX, 28).
Note-se que a Sagrada Escritura dá um motivo de condenação do fazer incisões no corpo: “por causa de algum morto”, isto é, a Bíblia condena como ilícitas as incisões corporais que eram símbolo de crença religiosa. Da mesma forma, é ilícita a incisão que simbolize revolta contra os costumes da civilização cristã, ou incisões que sejam graves por suas dimensões, sem motivos sérios, e que, por isso mesmo, são mais escandalosas.

(A mulher usar brincos moderados nos lóbulos das orelhas é perfeitamente lícito, porque, nesse caso, não se fazem incisões nem graves, e nem escandalosas no corpo, como também porque usar brincos não simboliza revolta contra os costumes tradicionais, e, por isso, não causa escândalo. Já o uso de brincos nas orelhas pelos homens causa escândalo, porque contraria os costumes, violando os símbolos próprios do homem, e pela adoção de símbolos tipicamente femininos por homens).
Retornado ao texto citado mais acima do livro do Levítico, soube de alguém que tentou defender o uso de tatuagens, argumentando com o contexto da citação acima, mas não dando o contexto inteiro e nem analisando as razões diversas das diferentes proibições.
Eis o contexto completo dessa passagem do Levítico:
“Não comereis nada com sangue. Não usareis de agouros, nem observareis os sonhos. Não cortareis o cabelo em redondo, nem rapareis a barba. Não fareis incisões  na vossa carne, por causa de algum morto, nem fareis  figura alguma ou sinais sobre o vosso corpo. Eu sou o Senhor.” (Lev. XIX, 26-29)
Argumentava então alguém, preocupado em aprovar as tatuagens e piercings, que se valesse até hoje a proibição de fazer tais coisas, seria também proibido, hoje, cortar cabelo em redondo, ou mesmo cortar a barba, o que evidentemente seria um absurdo.
Nesse conjunto de proibições, algumas são ilícitas, por si mesmas, por violarem a ordem natural por meio de superstições ou atos irracionais: por exemplo, admitir os agouros e examinar sonhos como se fossem revelações divinas.
Outras eram proibições por seus símbolos morais: comer carne com sangue, pois o sangue era símbolo da vida, e comer sangue significava destruir a vida de outro homem para proveito próprio.
Outros eram símbolos religiosos, como o fazer incisões próprias do culto dos mortos dos pagãos, ou cortar  o cabelo em redondo,  raspar a barba, ou fazer tatuagens.
As tatuagens e piercings praticados atualmente por tantas pessoas, além de violarem de modo mais ou menos grave a integridade do corpo por pura vaidade, e de serem mais ou menos escandalosos, são símbolo da revolta contra os costumes da civilização cristã, adotando símbolos de selvagens. Nisso há um repúdio mais ou menos explícito dos costumes católicos. E como disseram São Tomás e Santo Agostinho violar costumes tradicionais, e de modo escandaloso, é pecado.
Repito, prezada Carla, que não pretendo acusar ninguém de pecado, pois isso depende do conhecimento e da intenção de cada pessoa. Não estou julgando nem condenando ninguém. Analisei apenas a questão de um ponto de vista objetivo, refletindo sobre o problema com base na doutrina tomista e à luz da Sagrada Escritura, e aceitando de antemão um melhor juízo de pessoas mais autorizadas e mais competentes, das quais aceitarei as justas correções.
Esperando ter atendido a seu pedido, me despeço amistosamente

História da tatuagem no mundo dos homens

Como surgiu a tatuagem?

Tudo indica que a prática de marcar o corpo é tão antiga quanto a própria humanidade. Mas, como é impossível encontrar corpos de eras tão remotas com a pele preservada, temos de nos basear em amostras mais recentes. É o caso de múmias egípcias do sexo feminino, como a de Amunet, que teria vivido entre 2160 e 1994 a.C. e apresenta traços e pontos inscritos na região abdominal – indício de que a tatuagem, no Egito Antigo, poderia ter relação com cultos à fertilidade. Um registro bem mais antigo foi detectado no famoso Homem do Gelo, múmia com cerca de 5 300 anos descoberta em 1991, nos Alpes. As linhas azuis em seu corpo podem ser o mais antigo vestígio de tatuagem já encontrado – ou, então, cicatrizes de algum tratamento medicinal adotado pelos povos da Idade da Pedra. Mesmo com tantas incertezas, os estudiosos concordam que, já nos primórdios da humanidade, a tatuagem deve ter surgido na busca de tentar preservar a pintura do corpo.
“Um dos objetivos seria permitir ao indivíduo registrar sua própria história, carregando-a na pele em seus constantes deslocamentos”, afirma a artista plástica Célia Maria Antonacci Ramos, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), autora do livro Teorias da Tatuagem. A prática se difundiu por todos os continentes, com diferentes finalidades: rituais religiosos, identificação de grupos sociais, marcação de prisioneiros e escravos (como a tatuagem era usada pelo Império Romano), ornamentação e até mesmo camuflagem. No Ocidente, a técnica caiu em desuso com o cristianismo, que a proibiu – afinal, está escrito no Levítico, livro do Antigo Testamento: “Não façais incisões no corpo por causa de um defunto e não façais tatuagem”. A tradição só foi redescoberta em 1769, quando o navegador inglês James Cook realizou sua expedição à Polinésia e registrou o costume em seu diário de bordo: “Homens e mulheres pintam seus corpos. Na língua deles, chamam isso de tatau.
Injetam pigmento preto sob a pele de tal modo que o traço se torna indelével”. Cem anos depois, Charles Darwin afirmaria que nenhuma nação desconhecia a arte da tatuagem. De fato, dos índios americanos aos esquimós, da Malásia à Tunísia, a maioria dos povos dos planeta praticava ou havia praticado algum tipo de tatuagem. Com a invenção da máquina elétrica de tatuar, em 1891, o hábito se espalhou ainda mais pela Europa e pelos Estados Unidos. No final do século XX, a pele desenhada, até então uma característica quase exclusiva de marinheiros e presidiários, tornou-se uma das mais duradouras modas jovens.
TAITI
De acordo com a mitologia da região, foram os deuses que ensinaram aos homens a arte de tatuar – que, por isso, deve ser executada seguindo à risca uma liturgia especial. Aos homens, por exemplo, é permitido tatuar o corpo todo, enquanto as mulheres só podem marcar o rosto, os braços e as pernas. Na Polinésia em geral, a tatuagem costuma ser usada como símbolo de classe social
JAPÃO
A gravura à direita, do século XIX, mostra japoneses tatuados no braço. O país foi um dos que mais desenvolveram a técnica: as sessões podem durar anos até os desenhos cobrirem o corpo todo, com exceção das mãos e dos pés. A prática, porém, ficou associada à organização mafiosa Yakuza. Outra curiosidade local é a kakoushibori, espécie de tatuagem oculta, com produtos químicos como o óxido de zinco que fazem o desenho aparecer apenas em certas situações: quando a pessoa está alcoolizada, após o ato sexual ou um banho quente
ÍNDIA
Outro país em que a tatuagem é uma tradição milenar, a Índia desenvolveu também a chamada mehndi, pintura corporal com o pigmento natural de henna. Mas, nesse caso, os desenhos duram no máximo uma semana – por isso a técnica costuma ser usada quase que exclusivamente com fins decorativos, para ocasiões especiais como casamentos
NOVA ZELÂNDIA
Os desenhos espiralados típicos da tatuagem maori, como são chamados os nativos da Nova Zelândia, tinham o objetivo de distinguir os integrantes de diferentes classes sociais. Cada espiral simbolizava um nível hierárquico. A prática só era permitida aos homens livres: escravos não podiam se tatuar. Depois que os líderes maoris morriam, seus familiares conservavam a cabeça tatuada em casa, como relíquia. A imagem à esquerda mostra um desses chefes, retratado aos 98 anos de idade, em 1923
ÁFRICA
As tatuagens com cores e traços elaborados são menos comuns em povos de pele escura. Nas tribos africanas, uma prática comum é a escarificação, que consiste na produção de cicatrizes a partir de incisões na pele. Alguns povos a utilizam com fins terapêuticos, para introduzir medicamentos diretamente no corpo. A prática também é verificada em ritos de passagem. Em algumas tribos do Sudão, por exemplo, as mulheres são submetidas a três processos de escarificação: aos 10 anos elas marcam o peito, na primeira menstruação é a vez dos seios e, após a gestação, são marcados os braços, as pernas e as costas