segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Califórnia proíbe terapia de 'cura' gay; grupos religiosos protestam


O governador Brown disse que 'terapias'
não científicas pode causar depressão
O governador do Estado americano da Califórnia, Jerry Brown, assinou uma lei que proíbe uma terapia polêmica que tenta 'converter' jovens gays em heterossexuais.

Com a medida, a Califórnia passa a ser o primeiro Estado americano a banir a prática que, segundo críticos, oferece danos psicológicos aos menores que são submetidos a ela.

A medida foi saudada por defensores dos direitos de gays que afirmam que as chamadas ''terapias reparadoras'' não possuem base científica e põem jovens em risco.

Em uma mensagem no Twitter, o governador californiano, Jerry Brown, disse apoiar a lei porque ela proíbe '''terapias' não científicas que levaram jovens à depressão e ao suicídio''.

A lei proíbe menores de 18 anos de passar por terapias de mudança de orientação sexual. O projeto também contou com a aprovação da Associação Psicológica da Califórnia.

O senador estadual Ted Lieu, um democrata, afirmou que a lei, que entra em vigor a partir de janeiro de 2013, serve como um tributo à memória de um jovem que cometeu suicídio após ter se submetido ao tratamento.

O senador conclamou outros Estados americanos a seguir o exemplo californiano. Lieu afirmou que, mesmo o psiquiatra que introduziu o tratamento, Robert Spitzer, se arrependeu e renunciou à prática.

''Se alguém tem quaisquer dúvidas de que tais terapias são malignas, eles precisam apenas escutar relatos de vítimas que passaram por essas práticas abusivas'', afirmou Lieu.

Grupos religiosos e políticos republicanos de direita argumentam que banir a terapia infringe os direitos de pais de oferecer auxílio psicológico a crianças que estão passando por confusões quanto à sua preferência sexual.

Fonte: http://www.paulopes.com.br/#ixzz286kxrPbg

Bispos europeus denunciam "desprezo sistemático" aos cristãos


MADRI, 01 Out. 12 / 02:39 pm (ACI/Europa Press).- Os participantes na Assembléia Plenária do Conselho das Conferências Episcopais Européias que se celebrou desde o dia 27 até 30 de setembro, denunciaram as "atitudes de desprezo sistemáticas" para com os cristãos e pediram às "culturas seculares" que não olhem com receio à mensagem cristã.
"Perguntamo-nos sobre a finalidade das atitudes de desprezo incômodo e sistemático para com a doutrina cristã e a fé e, portanto, para com os cristãos, que às vezes levam à discriminação e instigação ao ódio", sublinham na mensagem aprovada por todos os membros da assembléia.
Conforme apontam, a voz dos cristãos é considerada "incômoda" por alguns que "acusam-na de intolerância e obscurantismo", mas remarcam que, em realidade, "é percebida como perigosa porque é uma voz livre, inflexível ante interesses particulares e não disposta a ceder à chantagem".
Concretamente, os bispos europeus estão preocupados com as "sérias circunstâncias" que enfrentam, segundo foram informados, os católicos da Bosnia Herzegovina. Por isso, asseguram que vão acompanhar a sua situação "com grande atenção e espírito de solidariedade, com a esperança de assegurar sua liberdade".
No contexto europeu, no qual reconhecem "os sérios desvios do 'deixai fazer' econômico e do liberalismo ético", chamam ao "total respeito e abertura ao diálogo sem nenhum prejuízo nem arrogância". "Os cristãos sentem sua responsabilidade como cidadãos e estão dotados de um patrimônio de verdade que foi provado durante 2.000 anos de serviço, bondade e civilização", assinalam.
A Assembléia também deu uma especial atenção às perseguições contra os cristãos no mundo. Assim, reiterou sua "proximidade às igrejas perseguidas" e reclamou à comunidade internacional que fale "claro" para que "a liberdade religiosa seja respeitada e promovida sempre em todo lugar".
Finalmente, debateram sobre o Observatório de Discriminação e Intolerância contra os cristãos na Europa e expressaram sua "forte desaprovação sobre uma série de acontecimentos graves que, em qualquer lugar que ocorram, mostram um retrocesso da cultura e da sociedade que contradiz seus supostos objetivos e propósitos".

Milhares de pessoas oram pelos EUA em comício “EUA para Jesus”


MARYCLAIRE DALE Associated Press
Milhares de cristãos conservadores se reuniram no sábado no Independence Mall na Filadélfia para orar pelo futuro dos Estados Unidos nas semanas antes da eleição presidencial.
Comício de oração EUA para Jesus
O empresário de televisão Pat Robertson e Tony Perkins, presidente do Conselho de Pesquisa da Família, foram os palestrantes principais do comício de oração “EUA para Jesus 2012”, que durou o dia inteiro.
Robertson, um ex-candidato à presidência pelo Partido Republicano, disse que esta eleição é importante, mas não mencionou nenhum grande partido político ou candidato por nome.
“Não me importo com o que a ACLU [entidade esquerdista anticristã de direitos civis] diga ou com o que qualquer ateu diga. Esta nação pertence a Jesus, e estamos aqui hoje para reafirmar a soberania dele”, disse Robertson, que está com 82 anos. Ele fundou a Coalizão Cristã e a Rede de Televisão Cristã (Christian Broadcasting Network) e foi candidato a presidente dos EUA em 1988.
Os organizadores planejam outro comício de oração em 20 de outubro em Washington, D.C., duas semanas antes do presidente Barack Obama enfrentar o republicano Mitt Romney na eleição presidencial.
Perkins pediu à multidão que orasse pelas autoridades eleitas, inclusive Obama.
“Oramos para que os olhos dele sejam abertos para a verdade”, disse Perkins.
Muitos dos organizadores do evento, porém, são críticos explícitos do presidente que pertence ao Partido Democrático.
Comício de oração EUA para Jesus
Steve Strang, o influente empresário pentecostal que publica a revista Charisma, que foi distribuída no comício, recentemente escreveu numa postagem de blog que os EUA estão sob a ameaça da “radical agenda homossexual”. Ele também disse que Obama “parece estar avançando algum tipo de socialismo europeu”.
Os palestrantes durante o sábado inteiro condenaram o aborto, o “casamento” gay e o controle populacional conforme são promovidos pela Federação Internacional de Planejamento Familiar. Músicas de rock cristão encheram o mall histórico enquanto os palestrantes desafiavam a multidão a vencer os sete pecados mortais: orgulho, ganância, lascívia, inveja, glutonaria, ira e preguiça.
O comício foi realizado fora do Independence Hall, onde a Declaração de Independência foi assinada. A Pensilvânia é também onde o evangelista George Whitefield pregou durante o primeira Grande Despertamento, o reavivamento cristão do século XVIII que se espalhou em todas as colônias americanas.
Traduzido e editado por Julio Severo do artigo da ABCNews: Thousands Pray for US at 'America for Jesus' Rally

Assista esse vídeo: Corrompendo a infância à luz do dia. EDUCAÇÃO É OUTRA COISA!


Assistam ao vídeo da reportagem levada ao ar pela rede Record de Minas Gerais, em 26 de setembro de 2012:
A Sra. Norma Nonata de Aquino, pedagoga da escola, defendeu a professora que passou o dever aos alunos, declarando o que segue:
Nossas crianças, embora tenham 10 anos de idade, são crianças curiosas, já tem acesso a uma série de informações; são crianças que têm influência da mídia, da música, da novela, dos filmes, e trazem consigo as questões ligadas à sexualidade.
Sexualidade foi um tema escolhido pela própria turma, é um tema transversal, é um tema que a escola trabalha com base em orientação do MEC, dos parâmatros curriculares, a escola desenvolveu um trabalho sério, organizado, planejada a partir das questões das próprias crianças.
Portanto, se os pais quiserem exercer o direito que lhes é conferido pelo art. 12 da Convenção Americana de Direitos Humanos, eles precisam acordar.
Precisam pedir ao Ministério Público e ao Poder Judiciário que proíbam as escolas de usurpar esse direito. E só há um jeito de impedir tal usurpação: obrigar o MEC e as Secretarias de Educação  a varrer todo o conteúdo moral das disciplinas obrigatórias, e a reconhecer expressamente em seus documentos oficiais o direito dos pais de dar aos filhos a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.
Se quiser utilizar o sistema de ensino para promover uma agenda moral, o governo deve criar uma disciplina facultativa, a exemplo do que acontece com o ensino religioso. Conhecendo previamente o conteúdo dessa disciplina, os pais decidirão se querem ou não que seus filhos a frequentem.
Enquanto isso não acontecer, o art. 12 da Convenção Americana de Direitos Humanos será letra morta em nosso país.

Assista esse vídeo: Você “terceiriza” seu filho?

Maioria rejeita influência de Igrejas na eleição em São Paulo.


Ricardo Mendonça
A maioria dos eleitores de São Paulo rejeita a influência das igrejas na eleição para prefeito, revela a última pesquisa do Datafolha na cidade.
O instituto fez duas perguntas diretas aos eleitores. Primeira: você votaria num candidato apoiado pela Igreja Universal do Reino de Deus? Segunda: e se fosse alguém apoiado pela Igreja Católica?
Nos dois casos, o "não" venceu com larga vantagem: 70% dizem que não votariam num candidato apoiado pela Universal, e 57% dizem que rejeitariam um nome patrocinado pela Igreja Católica.
Poucos eleitores admitem votar num candidato apoiado abertamente por uma das duas igrejas. Mas o número de eleitores que aceita a influência religiosa é expressivo o bastante para fazer diferença numa eleição competitiva como a de São Paulo.
Segundo o Datafolha, só 5% dos eleitores dizem que votariam em alguém apoiado pela Igreja Universal. Se um candidato tivesse o apoio da Igreja Católica, 9% dizem que votariam nele para prefeito.
A Universal é liderada pelo bispo Edir Macedo, dono da TV Record, e tem 126 mil adeptos na capital, de acordo com o Censo 2010, do IBGE. Os católicos somam 6,5 milhões, ou 58% da população.
A influência religiosa tem sido uma das questões mais debatidas na campanha eleitoral de São Paulo. Em parte, isso ocorre por causa da presença de membros da Universal no comando da campanha de Celso Russomanno (PRB), que tem 30% das intenções de voto e lidera a disputa.
O PRB é presidido por Marcos Pereira, bispo licenciado da Universal. Outros nomes da executiva da sigla também têm ligações com a denominação evangélica. Russomanno, que faz questão de dizer que é católico, tem repetido que a Universal não terá nenhuma influência em sua administração se for eleito.
Há alguns dias, a Arquidiocese de São Paulo, liderada pelo cardeal dom Odilo Scherer, divulgou uma nota insinuando que a vitória do candidato do PRB representaria uma ameaça à democracia.
O texto foi redigido após a circulação de um artigo de Pereira vinculando a Igreja Católica a uma cartilha anti-homofobia que o governo pensou em distribuir em escolas.
Dias depois, Russomanno recebeu um aceno de outro líder católico. Dom Fernando Figueiredo, bispo da Diocese de Santo Amaro, disse confiar muito "na sinceridade, honestidade e no modo de agir e pensar" do candidato.
O Datafolha também investigou se, na opinião dos eleitores, a Universal e a Igreja Católica estão apoiando algum dos três candidatos mais bem posicionados na disputa. Apesar do esforço que alguns adversários têm feito para ligar Russomanno à Universal, a quantidade de eleitores que enxergam apoio da igreja a ele é minoritária.
Para 37%, a Universal o sustenta. Outros 63% não sabem responder, acham que ela é neutra ou está trabalhando contra o candidato.
Já a Igreja Católica é vista por 17% como apoiadora de José Serra (PSDB), candidato que, desde o início da disputa eleitoral, mantém uma frequente agenda de visita a cultos de igrejas evangélicas.
Para cerca de 40%, a Igreja Católica tem se mostrado neutra em relação aos três principais candidatos.
A pesquisa mostra ainda que a nota da arquidiocese contra Russomanno pode não ter sido percebida como ato de oposição ao seu nome Somente 14% dos eleitores dizem que a Igreja Católica atua contra o candidato do PRB.
O Datafolha ouviu 1.799 pessoas em 26 e 27 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos.
Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

domingo, 30 de setembro de 2012

Posso votar no PT? (uma questão moral)


Engana-se aquele que pensa que não é da alçada da Igreja opinar em questões políticas. O Catecismo da Igreja Católica é bem claro ao dizer que "faz parte da missão da Igreja emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais das pessoas e das almas, empregando todos os recursos - e somente estes - que estão de acordo com o Evangelho e com o bem de todos, conforme a diversidade dos tempos e das situações." (2246).

Assim, não só é lícito, mas como imperativo que a Igreja se manifeste acerca do posicionamento daqueles partidos que trazem em suas diretrizes a obrigação e compromisso de seus candidatos com a aplicação de condutas contrárias à lei moral, aos direitos fundamentais das pessoas e das almas, como bem disse o CIC.
O PT é um deles. Seu estatuto reflete exatamente essa realidade, pois está comprometido com a implantação da cultura de morte - em todas as suas nunces - em nosso país. Por causa disso, o cristão católico não deve votar em candidatos pertencentes a esse partido. O vídeo responde a essa e a outras dúvidas do eleitor brasileiro. Assista e divulgue.

Protesto de cristãos faz peça sobre Jesus ser cancelada A promotoria vai avaliar a queixa feita pelo grupo de religiosos que consideram o musical como profano.


Protesto de cristãos faz peça sobre Jesus ser canceladaProtesto de cristãos faz peça sobre Jesus ser cancelada
Cristãos ortodoxos da Rússia protestaram contra o musical “Jesus Cristo Superstar” que estrearia no próximo mês alegando que a peça é uma obra “profana” por mostrar uma imagem “errada” de Jesus.
Os manifestantes fizeram uma queixa formal junto à Promotoria alegando que de acordo um uma suposta “nova lei que protege os direitos dos fiéis” o musical teria que ser submetido à aprovação da Igreja Ortodoxa Russa, segundo informações do jornal local Rostov Times.
O evento precisou ser cancelado e aguarda a decisão da justiça, um porta-voz da Promotoria de Rostov falou sobre o tema para a agência Interfax afirmando que o pedido dos manifestantes será avaliado e a “decisão apropriada será tomada”.
A ópera-rock de Andrew Lloyd Webber seria apresentada pela companhia teatral russa e pela Filarmônica de Rostov. O cancelamento deixou os artistas surpresos e fez com que reascendesse a polêmica sobre como a religião interfere na vida dos russos.
Para a agência Associated Press, o porta-voz da Igreja ressaltou que a manifestação e sua petição contra o musical não têm nenhuma ligação com Igreja Ortodoxa.
O musical baseado nos fatos que levaram Jesus Cristo à crucificação estreou na Broadway em 1971 e desde então tem sido adaptada por companhias teatrais de diversos países do mundo, inclusive na Rússia que teve diversas versões nas últimas décadas.
Com informações BBC via Gospelprime

sábado, 29 de setembro de 2012

Saiba mais sobre os Arcanjos – Miguel, Gabriel e Rafael


 
Nós já começamos a conhecer um pouco da hierarquia dos anjos, vamos conhecer agora sobre os arcanjos. O título “Arcanjo” consta somente no Novo Testamento, em 1 Tes 4,16 e Jd 9, reportando-se a Miguel.
“Quando o Senhor, ao sinal dado, à voz do arcanjo e ao som da trombeta divina, descer do céu, então os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.” (1 Ts 4,16)
“E, no entanto, o arcanjo Miguel, quando disputava com o diabo, discutindo a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a pronunciar uma sentença injuriosa contra ele, mas limitou-se a dizer: O Senhor te repreenda!” (Jd 1,9)
A palavra Arcanjo (grego singular Αρχάγγελος, Archángelos, grego antigo (plural) Αρχάγγελοι, Archángel[o]i, hebreu Mala’ach)  significa “Príncipe-Anjo”, “chefe dos Anjos”. Assim, quem inventou o termo já pensava sobre uma hierarquia no interior do mundo angélico. Para os cristãos, os componentes dos “Sete antes o trono de Deus” costumam levar este título. Três (e apenas três) são conhecidos na Bíblia:Miguel, Gabriel e Rafael.
Miguel aparece já no Antigo Testamento:
“Miguel, um dos primeiro príncipes, veio em meu socorro” (Dan 10,13.21)
O nome hebraico Mi-Ka-El é uma pergunta retórica: “Quem é como Deus?” Essa pergunta tão libertadora é encontrada várias vezes na Bíblia:
“Quem é como Tu, Javé, entre os deuses?” (Ex 15,11)
“Quem é Deus senão Javé, quem é como Tu?”(Sl 18,32)
Você ainda encontra essa mesma pergunta (que é o nome de São Miguel Arcanjo) em: Dt 3,24; Sl 35,10; Sl 86,8; Sl 89,9; Is 40,18; Is 44,7; Is 46,5.
Gabriel significa “Força de Deus” ou “Varão de Deus” (do hebreu “Gabar’el” ).No A.T. ele apareceu duas vezes a Daniel como intérprete dos mistérios do futuro de Israel:
“Ouvi uma voz humana sobre o rio Ulai, que gritava e dizia: Gabriel, explica a este a visão!”(Dn 8,16).
“Eu estava ainda falando em oração, quando Gabriel, aquele varão que tinha visto antes, aproximou-se de mim, num vôo rápido para me falar” (Dn 9,21).
No Alcorão, Gabriel é o interlocutor de Maomé e portador da mensagem celeste. O seu nome árabe é Djibril.
Rafael (Heb. רפאל) significa “Deus curou” ou “Cura de Deus”. O seu nome é justificado na história de Tobias (pai) e de Sara, noiva de Tobias (filho). Pai e nora suplicaram a Deus pela cura de suas moléstias e na hora da súplica, Rafael foi enviado à terra:
“Naquele instante, na Glória de Deus, foi atendida a oração de ambos; e foi destacado Rafael para curar os dois: tirar as manchas brancas dos olhos de Tobit e entregar Sara como esposa a Tobias¨ (Tb 3,16-17).
Para valer a Tobias e a Sara, Rafael demonstrou seu poder sobre o demônio Asmodeu:
“O cheiro de peixe expulsou o demônio, que fugiu pelos ares até o Egito; Rafael o perseguiu e acorrentou imediatamente” (Tb 8,3).

O rolo compressor do Projeto Sarney


(Reforma do Código Penal pretende esmagar o que resta de valores cristãos)
Em 27 de junho de 2012, uma Comissão de Juristas entregou ao presidente do Senado, José Sarney, o anteprojeto de reforma do Código Penal. Seria de se esperar, que o texto fosse submetido à apreciação da sociedade para receber críticas e sugestões[1]. Isso, porém, não ocorreu. Em 9 de julho de 2012, apenas 11 dias depois, o Senador José Sarney subscreveu o anteprojeto convertendo-o em projeto de lei: o PLS 236/2012. Ao assinar o projeto, Sarney agiu de modo semelhante a Pilatos. Declarou-se, “por uma questão de consciência e religião”, contrário à eutanásia, ao aborto, ao porte de drogas e seu plantio para uso, mas não retirou nada disso do texto que subscreveu. Lavou as mãos, disse que era inocente do sangue de Cristo, mas decretou a sentença injusta. Favoreceu a presidente Dilma que, embora favorável ao aborto, havia prometido na campanha eleitoral não enviar ao Congresso qualquer proposta abortista.
O anteprojeto – agora convertido em projeto – foi muito mais audacioso que o de 1998. Pretendeu reformar não só a parte especial do Código Penal, mas também a parte geral e a imensa legislação penal extravagante. E tudo isso no curto prazo de seis meses![2] O resultado foi um conjunto de 544 artigos cheios de falhas graves.

Animais e pessoas
Segundo a linha ideológica do PLS 236/2012, o ser humano vale menos que os animais. A omissão de socorro a uma pessoa (art. 132) é punida com prisão, de um a seis meses, ou multa. A omissão de socorro a um animal (art. 394) é punida com prisão, de um a quatro anos. Conduzir um veículo sem habilitação, pondo em risco a segurança de pessoas (art. 204) é conduta punida com prisão, de um a dois anos. Transportar um animal em condições inadequadas, pondo em risco sua saúde ou integridade física (art. 392), é conduta punida com prisão, de um a quatro anos. Os ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre não podem ser vendidos, adquiridos, transportados nem guardados, sob pena de prisão, de dois a quatro anos (art. 388, §1º, III). Os embriões humanos, porém, podem ser comercializados, submetidos à engenharia genética ou clonados sem qualquer sanção penal, uma vez que ficam revogados (art. 544) os artigos 24 a 29 de Lei de Biossegurança (Lei 11.101/2005).

Terrorismo e invasão de terras
O terrorismo é criminalizado (art. 239). Mas as condutas descritas (sequestrar, incendiar, saquear, depredar, explodir...) deixam de constituir crime de terrorismo se “movidas por propósitos sociais ou reivindicatórios” (art. 239, §7º). Os invasores de terra são favorecidos, uma vez que “a simples inversão da posse do bem não caracteriza, por si só, a consumação do delito” (art. 24, parágrafo único).

Prostituição infantil
Atualmente comete estupro de vulnerável quem pratica conjunção carnal com menor de 14 anos (art. 217-A, CP). O projeto baixa a idade: só considera vulnerável a pessoa que tenha “até doze anos”. Isso vale para o estupro de vulnerável (art. 186), manipulação ou introdução de objetos em vulnerável (art. 187) e molestamento sexual de vulnerável (art. 188). Deixa de ser crime manter casa de prostituição (art. 229, CP) ou tirar proveito da prostituição alheia (art. 230, CP). Quanto ao favorecimento da prostituição ou da exploração sexual de vulnerável, a redação é ainda mais assustadora: só será crime se a vítima for “menor de doze anos” (art. 189). Deixa de ser crime, portanto, a exploração sexual de crianças a partir de doze anos.

Drogas
Quanto às drogas, somente o tráfico permanece crime (art. 212). Deixa de ser crime o consumo pessoal de drogas (art. 212, § 2º). Presume-se que a quantidade de droga apreendida destina-se a uso pessoal quando ela é suficiente para o consumo por cinco dias (art. 212, § 4º).

Aborto
Quanto ao aborto, o projeto reduz ainda mais as penas já tão reduzidas. O aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento, atualmente punido com detenção de um a três anos, passa a ter pena de prisão de seis meses a dois anos (art. 125). O terceiro que provoca aborto com o consentimento da gestante, atualmente punido com reclusão de um a quatro anos, passa a sofrer pena de prisão de seis meses a dois anos (art. 126). Se o aborto for provocado sem o consentimento da gestante, o terceiro é punido com prisão, de quatro a dez anos (art. 127). Curiosamente, ele recebe um aumento de pena de um a dois terços se, “em consequência do aborto ou da tentativa de aborto, resultar má formação do feto sobrevivente” (art. 127,§1º). Esse parágrafo parece ter sido incluído para estimular o aborteiro a fazer abortos “bem feitos”, evitando que, por “descuido”, ele deixe a criança com vida e má formada.
As maiores mudanças, porém, estão no artigo 128. Ele deixa de começar por “não se pune o aborto” e passa a começar por “não há crime de aborto”. O que hoje são hipóteses de não aplicação da pena (escusas absolutórias) passa a ser hipóteses de exclusão do crime. E a lista é tremendamente alargada. Basta que haja risco à “saúde” (e não apenas à “vida”) da gestante (inciso I), que haja “violação da dignidade sexual” (inciso II), que a criança sofra anomalia grave, incluindo a anencefalia (inciso III) ou simplesmente que haja vontade da gestante de abortar (inciso IV). Neste último inciso o aborto é livre até a décima segunda semana (três meses). Basta que um médico ou psicólogo ateste que a gestante não tem condições “psicológicas” (!) de arcar com a maternidade.

Eutanásia e suicídio assistido
“Matar por piedade ou compaixão” (eutanásia) passa a ser um crime punível com prisão, de dois a quatro anos (art. 122), muito abaixo da pena prevista para o homicídio: prisão, de seis a vinte anos (art. 121). Porém, o juiz pode reduzir a pena da eutanásia a zero, avaliando, por exemplo, “os estreitos laços de afeição do agente com a vítima” (art. 122, § 1º). Também o auxílio ao suicídio, em tese punível com prisão, de dois a seis anos (art. 123), pode ter sua pena reduzida a zero, nos mesmos casos descritos para a eutanásia (art. 123, §2º).

Renúncia ao excesso terapêutico
O artigo 122, § 2º parece inspirado na doutrina, aceita pela Igreja, de que o paciente pode renunciar a tratamentos desproporcionais aos resultados, que lhe dariam apenas um prolongamento penoso e precário da vida[3]. A redação, no entanto, é infeliz: fala em deixar de fazer uso de meios “artificiais” para manter a vida do paciente em caso de “doença grave e irreversível”. Ora, a medicina é uma arte e todos os seus meios são artificiais. Do modo como está escrito, o parágrafo pode encobrir verdadeiros casos de eutanásia por omissão de cuidados normais devidos ao doente.

Infanticídio indígena
Há tribos indígenas que costumam matar recém-nascidos quando estes, por algum motivo, são considerados uma maldição. De acordo com o projeto, tais crianças ficam sem proteção penal, desde que se comprove que o índio agiu “de acordo com os costumes, crenças e tradições de seu povo” (art. 36).

“Preconceito” de gênero
De todos os males contidos no projeto, o mais difícil de corrigir são as cláusulas onde foi inserida a ideologia de gênero, que considera o homossexualismo (e talvez também a pedofilia e a bestialidade) como uma legítima “opção” sexual ou “orientação” (ao invés de desorientação) sexual. O PLC 122/2006 (projeto anti-“homofobia”) da Senadora Marta Suplicy (PT/SP) foi todo inserido no PLS 236/2012. Está no alvo do projeto o bispo diocesano que não admite um homossexual no seminário ou que o afasta do seminário após descobrir sua conduta (art. 472, V), o dono de hotel que se recusa a hospedar um “casal” de homossexuais (art. 472, VI, a) e a mãe de família que demite a babá que cuida dos seus filhos após descobrir que ela é lésbica (art. 472, II). Poderá talvez ser acusado de “tortura” o pregador que, ao comentar um texto bíblico desfavorável ao homossexualismo, “constranger alguém” do auditório, causando-lhe sofrimento “mental” (art. 468, I, c). Segundo o projeto, tais condutas são motivadas por “preconceito” de “gênero”, “identidade ou orientação sexual”. São crimes imprescritíveis, inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia (art. 474 e 468, § 7º).
A perseguição religiosa está preparada e tende a ser violenta. No entanto, o motivo mais grave que nos deve levar a rejeitar tais cláusulas não está nas suas consequências práticas, mas nos princípios em que se baseiam. Toda pessoa, ainda que pratique condutas sexuais reprováveis, como a pedofilia, o estupro, o incesto, a bestialidade ou o homossexualismo, continua sendo pessoa. E é somente na qualidade de pessoa que ela tem direitos. A deformidade moral que a atinge não pode acrescentar-lhe direitos. Quem aceitaria que alguém, ao assassinar um pedófilo, recebesse, além da pena devida ao homicídio, uma pena extra por demonstrar “intolerância” ou “preconceito” contra a pedofilia? É justamente isso que pretende o projeto. Agravar a pena de todos os crimes, se eles forem praticados por “preconceito” de “orientação sexual e identidade de gênero” (art. 77, III, n). Essa inadmissível agravante genérica aparece também em crimes específicos, como o homicídio (art. 121, §1º, I), a lesão corporal (art. 129, § 7º, II), a injúria (art. 138, § 1º), o terrorismo (art. 239, III), o genocídio (art. 459), a tortura (art. 468, I, c) e o racismo (art. 472).
Deus se compadeça de nós.

Anápolis, 11 de setembro de 2012.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

A raiz de todo sofrimento.


O pecado é  causador das misérias humanas
A Revelação de Deus por meio da Bíblia e da Tradição da Igreja, nos ensina que por causa do pecado da desobediência ao Criador, nossos primeiros pais perderam a “graça santificante” que lhes dava uma comunhão íntima com Deus, e perderam também o estado de “justiça original” que garantia a harmonia do homem com Deus, com a mulher, consigo mesmo e com a natureza. Se se mantivesse fiel a Deus e ao modo de vida proposto por Deus (simbolizado pela proibição da fruta da árvore da ciência do bem e do mal, cf. Gn 2,16s) ele não perderia esses dons.
Mas, o homem não quis obedecer a Deus e, por autossuficiência  recusou o seu modelo de vida. Pecaram por soberba e desobediência, disseram NÃO a Deus, e sim ao Tentador. Por isso, perdeu o controle de si mesmo e ficou sujeito às suas paixões desordenadas; e o mundo que, por dom de Deus, estava harmoniosamente sujeito ao homem, já não era mais; rompeu-se a serventia das criaturas irracionais ao homem; agora estas o maltratam e esmagam, negam-lhe os frutos da terra e, às vezes até as condições de sobrevivência.A terra passou, então, a produzir espinhos e abrolhos e agora o homem terá de tirar dela, com o seu suor, o seu sustento. A mulher, por sua vez, dará a luz em dores de parto. O sofrimento entrou no mundo com o pecado.
“Multiplicarei os sofrimentos de teu parto; darás à luz com dores, teus desejos te impelirão para o teu marido e tu estarás sob o seu domínio.”
“Porque ouviste a voz de tua mulher e comeste do fruto da árvore que eu te havia proibido comer, maldita seja a terra por tua causa. Tirarás dela com trabalhos penosos o teu sustento todos os dias de tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos, e tu comerás a erva da terra. Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar…
O Senhor Deus expulsou-o do jardim do Éden, para que ele cultivasse a terra donde tinha sido tirado…” (Gn 3,17-23).
Nas origens da história humana há um Pecado que é responsável pela miséria física e moral que o homem sofre através dos séculos. Como ensina São Paulo:
“Por isso, como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o gênero humano…” (Rm 5,12).
O Papa João Paulo II afirma sem hesitação que:
“Não se pode renunciar ao critério segundo o qual, na base dos sofrimentos humanos, existem implicações múltiplas com o pecado”.
“O mal, de fato, permanece ligado ao pecado e à morte. E, ainda que se deva ter muita cautela em considerar o sofrimento do homem como consequência de pecados concretos (como mostra precisamente o exemplo do justo Jó), ele não pode, contudo, ser separado do pecado das origens, daquilo que em São João é chamado “o pecado do mundo” (Jo 1,29)” (SD, nº 15).
Assim, conforme a Sagrada Escritura e a doutrina da fé, a origem do mal no mundo está no pecado, no plano moral. E isto fez surgir o mal físico (doenças, mortes, catástrofes, calamidades…).
Para explicar todo o sofrimento que há no mundo São Paulo disse que:  “O salário do pecado é a morte” (Rm 6,23).
É pelo pecado, tanto o original quanto os pessoais, que o demônio escraviza a humanidade e a afasta de Deus, fazendo-a sofrer. É por isso que Jesus veio, se encarnou, para “tirar o pecado do mundo” (Jo 1,19). Não foi para outra coisa. Ele aceitou derramar todo o Seu Sangue e sofrer tudo o que sofreu para arrancar do mundo a raiz de todo mal: o pecado.
Prof. Felipe Aquino

Presidente do Irã fala na ONU sobre Nova Ordem Mundial sem Israel Ahmadinejad diz que apoiar gays é coisa de capitalistas


Um dia após o presidente Barack Obama alertar o Irã sobre seu programa de armas nucleares, Mahmoud Ahmadinejad esteve esta semana na Assembleia das Nações Unidas e fez declarações polêmicas, como de costume. Em entrevista a Associated Press, afirmou: “Se Deus quiser, uma nova ordem virá junto e nós vamos acabar com tudo o que nos distancia”, disse.
O presidente iraniano disse que o Irã é um dos países que formaram um novo “grupo de contato” para tentar acabar com a guerra civil na Síria, que já dura 18 meses. “Eu farei tudo em meu poder para criar a paz, estabilidade e entendimento na Síria”, afirmou Ahmadinejad.

Em anos anteriores, várias delegações se retiraram da assembleia durante os discursos do presidente iraniano, que costuma criticar os países que ele acusa de usarem o Holocausto como uma “desculpa” para a expansão sionista.
O governo de Teerã continua alegando que seu projeto tem objetivos pacíficos e será usado para amenizar a escassez de energia no país. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tem cobrado insistentemente que Obama assuma uma postura mais agressiva em relação ao programa nuclear iraniano.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu em seu discurso que o Irã provasse sua intenção pacífica com o programa nuclear. Ao ser questionado pela CNN sobre as consequências de um ataque israelense ao Irã, Ahmadinejad afirmou apenas que “qualquer nação tem o direito de se defender”.
Este ano, seu discurso foi novamente boicotado pelos representantes dos Estados Unidos e de Israel.
Na segunda-feira (24) Ahmadinejad já havia afirmado a jornalistas que Israel não tem raízes no Oriente Médio e que o país será “eliminado do mapa”. Criticou ainda o conselho de segurança da ONU, que, segundo ele, falhou na tarefa de estabelecer a justiça, a paz e a segurança no mundo, permitindo “a contínua ameaça de sionistas de recorrer à ação militar”.
Ron Prosor, embaixador de Israel, ficou contrariado com essas declarações e afirmou que Ahmadinejad voltou a mostrar que é uma ameaça para o futuro do povo judeu.
Entre as outras declarações polêmicas de Ahmadinejad está sua percepção que a homossexualidade é “um comportamento muito desagradável”, sendo proibido por “todos os profetas de todas as religiões e todas as fés”. Ele ridicularizou os políticos e partidos que apóiam gays e lésbicas, “apenas para ganhar quatro ou cinco votos a mais”.
“Este tipo de apoio à homossexualidade está apenas nas mentes dos capitalistas de linha dura e daqueles que apenas apóiam o crescimento do capital, mais do que os valores humanos”, finalizou Ahmadinejad, com a ajuda de seu intérprete.

Com informações Carta Capital e AP

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Bispo norte-americano oferece dez simples conselhos para viver o Ano da Fé


Dom David Laurin Ricken
WASHINGTON DC, 28 Set. 12 / 03:46 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Presidente da Comissão para a Evangelização e a Catequese da Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCCB), Dom David Laurin Ricken, propôs dez simples conselhos para viver o novo Ano da Fé, que começará a partir do próximo dia 11 de outubro e estará dedicado à Nova Evangelização.

Segundo as indicações da Congregação para a Doutrina da Fé, e através da página web da USCCB, Dom Ricken recordou que o objetivo deste Ano é reforçar a fé dos católicos e aproximar o mundo à fé mediante o exemplo.

Para levar adiante esta missão que o Papa Bento XVI encomenda ao povo de Deus, Dom Ricken, propõe: participar da Missa, acudir à confissão, conhecer mais aos Santos, ler a Bíblia todos os dias, conhecer os documentos do Concílio Vaticano II, estudar o catecismo, fazer voluntariado na paróquia, ajudar aos necessitados, convidar os amigos para a Missa, e encarnar as Bem-Aventuranças.

Dom Ricken, Bispo de Green Bay (Wisconsin), recordou que o primeiro é participar da Santa Missa para viver um encontro pessoal com Deus, do modo mais imediato, "uma participação regular na Missa reforça a própria fé através das Escrituras, do Credo, das orações, da música sagrada, e da homilia, recebendo a Comunhão e formando parte de uma comunidade de fé", indicou.

O segundo é confessar-se. "Os católicos recebem forças e aprofundam sua fé celebrando o sacramento da Penitência e Reconciliação", e a Confissão "chama a voltar para Deus, a expressar a dor pelas quedas, e a abrir nossavida à potência da graça curadora de Deus. Perdoa as feridas do passado e dá força para o futuro".

Em terceiro lugar, conhecer a vida dos Santos ajudará os fiéis a ter exemplos válidos de como viver uma vida cristã, através de diferentes formas como a docencia, o trabalho missionário, a caridade, a oração, e tratando de agradecer a Deus nas ações e decisões comuns da vida cotidiana.

Ler a Bíblia diariamente seria outro passo, porque oferece um acesso direto à Palavra de Deus e narra a salvação dos homens, "não se pode prescindir da Bíblia para um crescimento sadio durante o Ano da Fé".

Também é recomendável ler os documentos do Concílio Vaticano II –que neste ano se comemora seu aniversário de 50 anos-, para levar adiante seu trabalho de renovação no campo da celebração da Missa, do papel dos leigos, do ecumenismo e no diálogo interreligioso.

Outro ponto fundamental, é ler o Catecismo da Igreja Católica, que há 20 anos recolhe em um só volume os dogmas de fé, da doutrina moral, da oração e dos sacramentos da Igreja Católica, e serve como "um verdadeiro recurso para crescer na compreensão da fé".

Participar da paróquia também pode ajudar a viver em plenitude o Ano da Fé, porque este "não pode limitar-se ao estudo e sua reflexão", e para que "os carismas de todos ajudem a construir a comunidade". Segundo Dom Ricken, dar acolhida, acompanhar musicalmente a liturgia, fazer as leituras, e dar catecismo, são somente alguns âmbitos nos quais ajudar na vida paroquial.

Em oitavo lugar, recordou que ajudar aos necessitados é algo fundamental, "a Igreja pede aos católicos para fazer doações de caridade e socorrer aos mais necessitados durante o ano da fé, porque no pobre, no marginalizado, e no vulnerável, encontra-se Cristo pessoalmente".

O Prelado também animou a convidar aos amigos e conhecidos para assistir a Missa, "um convite pessoal pode realmente marcar a diferença para alguém que se afastou da fé ou se sinta um estrangeiro dentro da Igreja. Todos conhecemos alguém assim, por isso é formoso levá-los e convidá-los amigavelmente".

Por último, Dom Ricken animou a encarnar as Bem-Aventuranças na vida diária, para crescer na humildade, paciência, justiça, misericórdia, transparência e na liberdade. "É precisamente o exemplo da fé vivida o que aproxima do Ano da Fé", concluiu.

Bispos criticam filme anticatólico e blasfemo de "Bollywood"


Uma imagem do filme blasfemo (capturada do Youtube)
A HAIA, 28 Set. 12 / 03:50 pm (ACI).- A Conferência Episcopal Índia (CEI) expressou seu rechaço e dor pelas brincadeiras contra a Igreja e a fé cristã difundidas no filme "Kamaal Dhamaal Malamaal" (Ria, seja feliz), que estreia hoje e que foi produzido no coração do cinema comercial hindu conhecido como Bollywood.

No filme há cenas que ridicularizam aos sacerdotes e se insultam os símbolos da fé: um presbítero é mostrado como um maníaco da loteria; o Santo Terço é maltratado em todos os lugares; em uma cena o sacerdote faz uso inapropriado da água benta.

Em outra cena o mesmo sacerdote se vê com um monte de notas de dinheiro e com um comportamento nada apropriado ao seu estado sacerdotal.

O porta-voz da CEI, Pe. Domic D'Abrio, em declarações à agência vaticana Fides, assinalou que os Bispos desse país deploram a atitude dos produtores do filme, classificada como cômica-satírica, e estão "entristecidos e adoloridos porque os órgãos competentes, encarregados do controle dos filmes destinados ao público em geral, não realizaram a classificação do filme em questão".

O Pe. D'Ambrio também assinalou que a Conferência Episcopal pediu às autoridades "que garantam o pleno respeito aos símbolos e conteúdos da fé cristã na Índia".

Ante este filme, também reagiram diversas organizações católicas, entre elas o "Catholic Secular Fórum (CSF), que realizou uma marcha, no dia 26 de setembro em Bombay, desde a igreja de São Pedro até a sede do Parlamento regional.

"Com este filme, Bollywood nos ofendeu profundamente", assinalou Joseph Dias, leigo católico responsável pelo CSF, recordando o outro filme, titulado "Kya Superkool Hum Hai" (Somos super geniais), que já ofendeu aos cristãos da Índia.

Além disso, uma delegação de grupos católicos junto ao Pe. Ruben Tellis, representante da Arquidiocese de Bombay, apresentou um memorando ante o Presidente do Conselho Central de Certificação Cinematográfica, exigindo que se retirem as cenas blasfemas do filme, e informou os fatos ao Ministro Federal de Informação e Telecomunicações, Ambika Soni.

Os diversos grupos cristãos pedem a presença de um representante permanente no Comitê de controle, para assim "prevenir tais formas reiterativas de liberdade cinematográfica".

O Pe. Domic D'Abrio advertiu que já "vimos as conseqüências do filme Blasfemo 'A inocência dos muçulmanos'. Os muçulmanos na Índia também estão muito ofendidos e com raiva. Agora são os cristãos os que estão profundamente ofendidos. Tais atos irresponsáveis não deveriam acontecer. A liberdade exige o respeito para todos".

Alguns dias atrás, os católicos na Índia sofreram a profanação da igreja de Santa Maria de Lourdes, no Tamil Nadu, ao sul do país, os responsáveis ainda não foram identificados.

Em resposta a este ataque, em 9 de setembro, os fiéis convocaram um dia de jejum coletivo, no qual participaram 5 mil pessoas, entre eles Bispos e líderes cristãos, que pediram ao governo que proteja as minorias e seus símbolos religiosos.

Secretário-Geral da ONU Desafia Países-Membros da ONU na Questão de Direitos LGBT e Direitos Reprodutivos


Dr. Stefano Gennarini
GENEBRA, Suíça, 21 de setembro (C-FAM) Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, provocou polêmica na semana passada quando disse às nações no Conselho de Direitos Humanos que colocassem os direitos lésbicos, gays, bissexuais e transexuais e os direitos reprodutivos no plano de frente da agenda de direitos humanos da Organização das Nações Unidas.
Ban Ki-moon se dirigiu às delegações da ONU na abertura da 21ª sessão regular do Conselho de Direitos Humanos, aplaudiu o trabalho do Conselho em 2012, e disse que “de modo particular, recebo de braços abertos a discussão intergovernamental pioneira e histórica, em março deste ano, sobre discriminação e violência com base na orientação sexual e identidade de gênero”.
O secretário-geral estava se referindo a uma discussão de painel muito polêmica sobre direitos LGBT que ocorreu durante a última sessão regular do Conselho de Direitos Humanos. Dezessete dos 47 estados que são membros do Conselho de Direitos Humanos saíram de repente do painel de especialistas.
Naquela ocasião, Saeed Sarwar, um delegado que falava no nome da Organização de Cooperação Islâmica que representa 57 países na África, Ásia e Oriente Médio, pediu que o Conselho de Direitos Humanos parasse totalmente de cogitar a questão.
Mas na semana passada Ban Ki-moon disse no Conselho de Direitos Humanos que a discussão do painel em março “deveria ser um evento para ocorrer mais vezes”. Ele também disse: “Exorto vocês a aprofundarem seu engajamento nessa questão de modo que a proteção e a dignidade realmente alcancem todos os membros da família humana”.
Os promotores de direitos LGBT têm tentado, até agora sem êxito, tornar a orientação sexual e a identidade de gênero categorias de não discriminação nas leis internacionais desde a década de 1990, afirmando que as proteções existentes de direitos humanos que se aplicam igualmente a todos os indivíduos são insuficientes.
Está havendo um aumento nas pressões sobre os países que veem a conduta homossexual e outras práticas sexuais como desvios. A atitude do secretário-geral de promover direitos LGBT tem sido frequente e insistente desde que seu segundo mandato começou há exatamente um ano. Além da burocracia da ONU, as pressões estão vindo do Departamento de Estado dos EUA, do Ministério das Relações Exteriores da Inglaterra e de vários países europeus que estão promovendo direitos LGBT na comunidade internacional.
A insistência de Ban Ki-moon de que “Precisamos lutar pelos direitos das mulheres, inclusive seus direitos reprodutivos”, também pareceu ser um golpe direto nas nações com sociedades tradicionais que estão resistindo às pressões de governos ocidentais e funcionários da ONU para liberalizar as políticas públicas das sociedades.
O termo “direitos reprodutivos” foi rejeitado de cara pelos países-membros da ONU durante as negociações do mais recente e importante documento político da ONU, na Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, precisamente porque o termo se tornou muito associado com o aborto.
A Assembleia Geral da ONU formou o Conselho de Direitos Humanos em 2006 para substituir a Comissão de Direitos Humanos. A comissão, funcionando sob o Conselho Econômico e Social da ONU, foi desacreditada por negligências em sua missão de destacar os abusos generalizados de direitos humanos, e por buscar a atenção e aplausos de nações consideradas violadoras de direitos humanos.
Tradução: www.juliosevero.com
Fonte: Friday Fax