segunda-feira, 23 de junho de 2014

A mortificação, escada para subir ao Céu

As verdades que Cristo pregou do alto da montanha continuam válidas para hoje: fora da Cruz não existe outra escada por onde subir ao Céu.

Embora seja contraditória, tem atraído muitas pessoas a ideia de um Cristianismo sem sofrimento, sem penitências nem mortificações. Não se fala mais da necessidade de renunciar a si mesmo e tomar a própria Cruz [1], embora tenha sido o próprio Cristo a sublinhar tal obrigação. Não se ostenta mais a figura de Jesus Crucificado nas paredes de construções e nem mesmo nas igrejas, como se a constante lembrança das dores de Cristo fosse penosa ou até perigosa para as pessoas.
É, de fato, um ditado bastante repetido: “Falar só de dor e sofrimento afasta as pessoas da Igreja”. Mas, onde está a caridade daqueles que calam tais temas apenas para manter o número de fiéis? É certo que o homem moderno não quer ouvir falar dessas coisas – antes, prefere que adociquem sua boca com o mel das novidades e dos prazeres. Mas a religião católica tem que ver com as vontades e preferências do mundo ou, antes, com a vontade e o reinado de Deus? A fé cristã tem que ver com o que o homem deseja ou com o que o homem verdadeiramente precisa?
Rebate-se: “Mas, o homem precisa sofrer?” Na verdade, a pergunta está mal colocada. Não é que o ser humano precise sofrer; é que ele precisa amar. E, novamente – afinal, sempre convém repetir –, neste mundo, não é possível que sejamos privados de sofrer simplesmente porque não podemos ser dispensados de amar. Não é que a religião cristã seja “masoquista” ou cultue a dor; é que foi esse o meio que Cristo escolheu para amar-nos e é também o meio pelo qual nós devemos amá-Lo. “Deus, que te criou sem ti, não te salvará sem ti” [2], diz Santo Agostinho. Não basta que o sangue de Cristo tenha sido derramado por todos; é preciso que aproveitemos de Sua eficácia, associando a nossa liberdade à ação da graça divina.
Neste tema, adverte o padre Garrigou-Lagrange, é preciso evitar dois extremos perigosos: o primeiro, menos comum, é o rigorismo jansenista, que apregoa a prática de árduas mortificações sem considerar a razão para isso, como que numa tentativa de alcançar o Céu por forças puramente humanas. Com isso, perde-se de vista “o espírito da mortificação cristã, que não é soberba, senão amor de Deus” [3].
O segundo erro a ser evitado parece dominar o mundo de hoje: trata-se do naturalismo prático. Com os argumentos já apresentados acima, essa tendência reduz a fé cristã a um bom mocismo, ignorando – ou fingindo ignorar – as consequências do pecado original sobre o gênero humano.
Nessa brincadeira perigosa, nem as palavras de Jesus contam mais. O Cristo que adverte para arrancarmos de nós os olhos e as mãos, se são para nós ocasião de queda, porque “é melhor perderes um de teus membros do que todo o corpo ir para o inferno” [4]; o Cristo que pede que ofereçamos a face esquerda a quem bater em nossa direita, que entreguemos o nosso manto a quem nos tirar a túnica, que andemos dois quilômetros, ao invés de um só [5]; o Cristo que alerta para não jejuarmos “de rosto triste como os hipócritas” [6], “só para serdes notados” [7], é solenemente ignorado pelos naturalistas, que preferem fundar para si uma nova religião: a de um deus leniente com o pecado, com a indolência e com a preguiça espiritual.
É preciso deixar muito claro que não é possível construir um “novo” caminho diferente do que indicou Jesus e do que trilharam os Santos. “Mirabilis Deus in sanctis suis”, diz a Vulgata: “Deus é maravilhoso nos Seus santos” [8]. E eles não passaram por outra via senão a da mortificação. Como se explica, por exemplo, que uma Santa Catarina de Sena tenha começado tão cedo a flagelar-se e a fazer jejuns rigorosos [9]? Que, defender a sua pureza São Francisco se tenha revolvido na neve, São Bento se tenha jogado num silvado e São Bernardo tenha mergulhado num tanque gelado?
A chave para todas essas penitências é o amor, que não pode ser vivido neste mundo sem que crucifiquemos a nossa carne. Santo Afonso de Ligório ensina que “ou a alma subjuga o corpo, ou o corpo escraviza a alma”. São Bernardo respondia aos que zombavam dos penitentes do seguinte modo: “Somos em verdade cruéis para com o nosso corpo, afligindo-o com penitências; porém mais cruéis sois vós contra o vosso, satisfazendo a seus apetites nesta vida, pois assim o condenais juntamente com a vossa alma a padecer infinitamente mais na eternidade”.
Por que não se fala mais dessas coisas em nossas igrejas? Porque, infelizmente, quase nenhum espaço foi preservado desse maldito naturalismo, que pretende “inventar a roda” moldando um Cristianismo sem Cruz.
Para viver, é necessário mortificar-se, morrer mesmo, como o grão de trigo de que fala o Evangelho [11]. As verdades que Cristo pregou do alto da montanha continuam válidas para hoje e, como diz Santa Rosa de Lima, “fora da Cruz não existe outra escada para subir ao Céu”.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Cf. Lc 9, 23
  2. Santo Agostinho, Sermão 169, 13 (PL 38, 923)
  3. Reginald Garrigou-Lagrange, Las Tres Edades de la Vida Interior, II, 2, 2. Arquivo em PDF, p. 166
  4. Mt 5, 30
  5. Cf. Mt 5, 39
  6. Mt 6, 16
  7. Mt 6, 1
  8. Sl 67, 36
  9. Cf. Santa Catarina de Siena, a voz profética de Deus
  10. Cf. Jo 12, 24

Igreja Presbiteriana dos EUA autoriza o casamento gay

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A Igreja presbiteriana americana decidiu autorizar a realização de casamentos entre homossexuais, um gesto saudado nesta sexta-feira como "histórico" pelas associações que defendem esse direito.
A Assembleia Geral desta Igreja, que conta com 1,9 milhão de fiéis, aprovou na quinta-feira uma "recomendação" que deixa aos oficiantes a liberdade para celebrar "qualquer matrimônio que o Espírito Santo os convide a celebrar" nos estados do país onde a união entre gays é legal.
Outra recomendação muda os termos do livro de ofício, segundo a qual, a partir de agora, o "casamento implica um compromisso único entre duas pessoas".
"Cristo morreu para que pudéssemos estar reconciliados", afirma o comunicado.
A Igreja presbiteriana americana (PCUSA), integrada por 10.000 congregações, é uma Igreja protestante de origem escocesa.
Existem outras Igreja presbiterianas nos Estados Unidos, menores, que não celebram o casamento gay.
A Human Rights Campaign (HRC), que luta a favor da igualdade no casamento, saudou como histórica a decisão e indicou que os fiéis sabem agora que "sua religião não os afasta dela e sim dá um passo gigante para ser acolhedora para todos".
Outras Igreja protestantes autorizam o casamento gay em suas fileiras, de acordo com cada estado, nos quais deixam que os pastores decidam o que fazer, como a Igreja luterana evangélica, a Igreja episcopal americana e os metodistas.
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No entanto, na véspera, milhares de pessoas, contrariadas pelo apoio cada vez mais marcado nos Estados Unidos ao casamento gay, se manifestaram em Washington a favor do matrimônio tradicional.
Os manifestantes da segunda "Marcha pelo Casamento" têm o objetivo de expressar "uma mensagem simples e clara: o casamento é a união de um homem e uma mulher", afirmou Brian Brown, presidente da Organização Nacional para o Casamento. A organização se diz apartidária.
"O casamento deve ser protegido porque as crianças precisam cada vez mais de um pai e uma mãe", afirmou Brown.
Durante a manifestação, foi enviada uma manifestação ao presidente Barack Obama e ao Congresso expressando que "ninguém tem o direito de redefinir o casamento".
Em junho de 2013, Suprema Corte invalidou a Lei de Defesa do Casamento, que definia o matrimônio como a união entre um homem e uma mulher.
Atualmente, 19 dos 50 estados americanos e a capital do país, Washington, autorizam os casamentos de pessoas do mesmo sexo, que contam com o apoio de 55% dos cidadãos, segundo pesquisa Gallup publicado há um mês.
Fonte: www.em.com.br

França - A Procissão de Corpus Christi atacada em Compiègne.

Nesta manhã de Corpus Christi; No fim da missa, o padre sai com o ostensório, as menininhas de branco pegam suas cestas de pétalas e saímos em procissão em direção ao altar. A cena é encantadora, o padre segura o Santíssimo Sacramento debaixo de seu toldo, os coroinhas de batina vermelha, as Ave Maria ressoando nas velhas ruas pavimentadas que se cobrem de pétalas com a nossa passagem. Ó, não é um grande desfile, somente a humilde procissão de uma capela católica, como há desde tempos imemoriáveis nesta bela cidade de Compiègne.
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Mas, de repente, chegando ao altar, um grupo de 15 a 20 pessoas, um megafone berrando: éramos esperados. Um projétil passa ao lado do toldo e se espatifa um pouco mais longe com um barulho de vidro quebrado, insultos, barulho, insanidades, incitações à devassidão aos meus filhos, cujo primogênito tem 4 anos. Um personagem vestido de Cristo berra “Se Maria tivesse conhecido o aborto“, gestos e palavras insultantes contra o Santíssimo Sacramento, e pobres fiéis que não esperavam ser repentinamente vítimas de tanto ódio e violência.
Sim! Tínhamos esquecido que estamos na França, onde, seguindo o exemplo dos nazistas, indivíduos organizam distúrbios contra os cristãos. Um capitão da polícia passa perto de carro; vou lhe relatar que somos agredidos verbalmente em razão de nossa pertença religiosa, que indivíduos impedem o bom desenvolvimento de uma cerimônia religiosa. Ele me responde que esta não é sua área de responsabilidade, e me mostra a OPJ (ndt.: oficial) responsável por nossa segurança. Vou vê-la, e me espanto com sua ausência de reação diante desta agressão… Ela não fará nada para impedir este atentado insuportável ao direito de praticar nossa religião. Dois guardas municipais vigiam a circulação, peço-lhes para intervir, bem, eles não receberam ordens neste sentido”.
Nota dos Editores: A procissão atacada em Compiègne – cidade com cerca de 40.000 hab. – foi realizada pela FSSPX , e contou com cerca de 70 fiéis. Bem!, é óbvio que, como cristãos, devemos tolerar as ofensas que se dirigem a nós, contudo, o que ocorreu vai muito além de um xingamento dirigido a um fiel, foi um ataque direto ao Santíssimo Sacramento, a Nosso Senhor Jesus Cristo.
Por isso mesmo, além da ingenuidade em confiar numa polícia a serviço de um governo abertamente anti-cristão, que já mostrou em diversos momentos que sua política consiste em perseguir os bons e acobertar os maus – vide a perseguição aos pró-família da Manif pour Tous -, o que faltou neste caso foi uma boa surra nestes infelizes, coisa que os pais destes moleques certamente não tiveram a capacidade de dar. (fonte: Dominus Est)

Dom Lourenço Fleichman: Pode a Igreja Morrer?

20.06.2014 -
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Agora mesmo assistimos a mais um grave escândalo do ecumenismo desenfreado. A reunião promovida pelo papa Francisco I dentro do Vaticano, no domingo de Pentecostes é apenas um gemido naturalista, um grunhido da História, dentro da obra destruidora do Vaticano II.
Porque toda a ação do atual bispo de Roma, como ele gosta de se nomear, parece ter esse objetivo: tratar das coisas de modo naturalista, horizontal. Seu modo de ser é de atitudes que poderiam vir de um Ghandi, ou de um Luther King, mas não poderia ser a de São Francisco de Assis, do Cura d´Ars, ou de um São Francisco de Sales. A santidade, o espírito sobrenatural que sobra nesses grandes santos, falta na simplicidade humanitária de Francisco I.
Tampouco devemos nos escandalizar demasiado, visto que rezar em árabe, ou ouvir orações dos hereges inimigos da Igreja dentro do Vaticano não representa nada de novo no mundo da nova igreja ecumênica de Vaticano II.
No Editorial da Revista Permanência 274, que acaba de ser lançada, eu trato da atuação do Cardeal Kasper, junto com o próprio papa, na destruição da família, do matrimônio católico.
Quando eu escrevi o Editorial não havia acontecido esta reuniaozinha demoníaca.
Ela me inclina a considerar a crise da Igreja sob um aspecto novo, conseqüência do sofrimento gigantesco que tem sido a apostasia de tantos bispos, padres e fiéis espalhados pelo mundo todo. Muitos já escreveram sobre a Paixão da Igreja. De Gustavo Corção, na década de 70, a Dom Marcel Lefebvre, nos anos 80, e depois, na pluma de muitos padres da Tradição.
Parece claro que Nosso Senhor quis levar a sua Esposa, a Santa Igreja, a sofrer algo semelhante ao que Ele mesmo sofreu em sua Paixão. Como Jesus Cristo, a Igreja está sendo desfigurada há mais de 50 anos. Apresenta-se de tal forma flagelada em todo o seu Corpo, que mais parece uma Esposa das Dores, sem beleza, irreconhecível.
Parece, de fato, possível, descrever a Paixão da Igreja nos mesmos moldes usados por Isaías para profetizar sobre a Paixão de Cristo, ou na descrição impressionante do Salmo 21 sobre o Cristo padecente. Assim vive a Igreja desde os anos 60, desde a morte do papa Pio XII, ocorrida em outubro de 1958.
Nesse ponto nos deparamos com o medo terrível de alguns autores de lidar com esta situação que me parece ser mais real do que metafórica. Nesse ponto desviam a atenção da realidade, afirmando que “as portas do Inferno não prevalecerão sobre ela” (S. Mateus, 16, 18), logo a crise há de passar e tudo voltará ao normal.
Me parece que não podemos agir assim. Porque Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus, é mais divino do que a sua Igreja. Ele aceitou sofrer a Paixão medonha e iníqua para nos salvar. Mas foi além. Aceitou a morte. Ora, afirmar que a Igreja não pode morrer porque as portas do Inferno teriam prevalecido sobre ela, é o mesmo de afirmar que as portas do Inferno prevaleceram contra Cristo, o que seria uma grande heresia e uma blasfêmia.
Nós sabemos que Cristo morreu por nossos pecados, ressuscitou ao terceiro dia, e a morte não terá mais império sobre ele. Logo, podemos sim, afirmar que a Igreja poderá passar pela morte, já que é evidente que ela passa pela Paixão.
A questão seria, pois, de compreender em que consiste essa morte da Igreja. Morte de tal forma eficaz e fecunda que representaria para a vida social do Corpo Místico de Cristo, o que a morte física de Nosso Senhor representou para o início do Cristianismo. Porque Cristo morreu no início da obra da nossa Redenção; a Igreja morreria no fim dela. Jesus Cristo morreu para apagar e extirpar do mundo o Pecado original e suas consqüências; a Igreja morreria para apagar e extirpar do mundo o Pecado terminal, essa realidade imaginada pelo gênio de Gustavo Corção no final do seu livro O Século do Nada, e que consistiria na obra da grande apostasia, último lance do demônio antes do grande combate de Nosso Senhor contra o Anti-Cristo.
Levemos nossa reflexão adiante, e consideremos que a morte de Nosso Senhor foi um acontecimento da sua natureza humana. De fato, Deus não morre. Jesus não morreu enquanto Deus, mas apenas enquanto homem. Morreu depois de ter ficado completamente desfigurado, irreconhecível, sem beleza, ou seja, sem que nada no seu Corpo manifestasse a Divindade que permanecia ali escondida, apagada, mas viva. Nessa hora Jesus lança seu último brado, oferece ao Pai o seu espírito, dá o último sopro de sua vida natural. Morre a natureza humana.
Levemos, pois, essa comparação à vida da Igreja. Como dissemos, há 50 anos que a Igreja é flagelada, desfigurada, cuspida, pregada a uma dura Cruz, que foi apagando dela toda beleza, ou seja, toda manifestação da sua seiva divina, da sua santidade, do seu sacerdócio, dos seus Sacramentos. Tudo isso foi demolido, vilipendiado, rebaixado e dessacralizado. A Paixão da Igreja nos mostra a Esposa de Cristo nua como Cristo na Cruz. Seus sacramentos já não são integralmente católicos, a pregação dos padres já não converte ninguém, a vida sacerdotal e religiosa está muito longe da santidade, e tudo se resume num amálgama rasteiro e sem vida sobrenatural.
Nesse momento, a morte da Igreja poderia advir pelo extermínio do sopro de vida humana que ainda lhe restaria. Cristo morreu assim, a Igreja pode, muito bem, morrer também. No momento em que a vida divina já não aparece mais, basta cessar a vida natural e humana, e a Igreja já não viveria mais.
Ora, me parece que a obra do papa Francisco consiste em tirar do resto de vida que ainda restava na Igreja, seu sopro natural. Levantou-se este estranho papa contra tudo o que é natural, as únicas coisas que ainda restavam na pregação dos seus predecessores.
Sobre o aborto, ele afirmou que não devemos mais tratar desse assunto;
Sobre o adultério, ele afirmou que não se deve mais imputar o pecado, podendo comungar os divorciados que vivem em novo casamento.
Sobre a família, ele afirmou, ao aplaudir o discurso do Card. Kasper, que é preciso aceitar essa nova família do mundo moderno, regida pelo divórcio.
Sobre os graves pecados contra a natureza, ele induziu a sua prática ao afirmar que um padre não pode julgar o pecado de homossexualidade.
Os papas que o precederam na obra nefasta de Vaticano II não ousaram negar a verdade da natureza das coisas. Demoliram a seiva sobrenatural, mas guardaram, ao menos tentaram guardar, a família, a luta contra o aborto, a condenação dos atos sexuais contra a natureza etc.
O que restava de vida natural na Igreja está desaparecendo. E não restará mais nada.
Nossa Esperança sobrenatural, no entanto, não nos permite desanimar. Ao contrário. Não sejamos fracos como foram os Apóstolos, que fugiram diante da morte de Cristo, e iam tristes pelo caminho, ou se esconderam no Cenáculo com medo dos judeus. Porque Cristo ressuscitou ao terceiro dia. A Igreja, ela também ressuscitará. A vida divina que não a abandona, mesmo quando o Corpo humano da Igreja morre como Cristo morreu, ressurgirá da morte para uma vida nova.
Então estaremos no júbilo e na alegria. A Santa Igreja se apresentará a nós em seu Corpo glorioso, como Jesus se apresentou diante dos Apóstolos e de seus discípulos. Então terá chegada a hora do derradeiro combate contra o Anti-Cristo, e Jesus o derrotará, enfim, com o sopro da sua boca.
Fonte: permanencia.org.br   e   www.rainhamaria.com.br

EUA: Banda de heavy metal faz ritual satânico no palco e plateia passa mal

18.06.2014 -
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A mídia em geral não parece se importar com o que é apresentado em shows musicais. Durante o Rock in Rio 2013, por exemplo, o grupo de heavy metal Ghost BC transformou o palco do evento em uma “missa negra”.
Eles mostravam cruzes invertidas e invocaram o demônio sobre a cidade. As letras aludem ao satanismo e entidades do mal.  Para a maioria, tudo era parte de uma “performance” de um grupo que inclui em todos os seus shows carcaças de animais no palco, cruzes invertidas e pentagramas.
No último final de semana, a banda sueca Watain fez um show em Nova York onde jogou sangue de porco sobre a plateia. Segundo o site TMZ, o vocalista levantou um crânio de bode cheio de sangue que foi jogado no público.
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Muitos caíram no chão gritando, alguns vomitaram e choraram. Segundo a banda, o ritual satânico é parte de todos os seus shows. O sangue derramado seria de um porco que foi sacrificado pelos integrantes do grupo.
Rapidamente o vídeo se espalhou nas redes sociais. Para a maioria trata-se apenas de uma encenação teatral. O TMZ mostrou as fotos que os fãs postaram nas redes sociais, celebrando o evento. Sobre os que passaram mal, diziam apenas que eram “fracos” e se deixaram influenciar.
Contudo, uma entrevista da banda ao site Wiplash, especializado em metal, deixa claro que por trás desse tipo de música existe uma ligação real com as trevas.
“Se você tocar a música de natureza diabólica, e a música que você executa é permeada por uma essência sinistra e infernal, é claro, que vai ter que traduzir para o show no palco também e na sua aparência”, afirma o vocalista e baixista Erik.
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Ele explicou ao Wiplash que desde que ele e os outros dois integrantes formaram a banda de heavy metal “percebíamos que o lado mágico da banda, o lado espiritual começou a entrar e ele só começou a se transformar em uma coisa cerimonial ao invés de apenas um show de rock, por assim dizer. Ele evoluiu para um evento onde nós nos comunicamos com as forças que deram origem a esta banda e que sempre foram uma parte desta banda”.
Questionado sobre sua principal mensagem, ele não poupou palavras: “Há sempre um caminho para o demônio passar, não importa como. Ele não pode ser interrompido. É apenas um fato e tem sido assim desde a aurora do homem. O demônio sempre vence e sempre encontra o seu caminho”.
Com informações Daily Mail  e  Gospel Prime

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Lei ‘cavalo de troia’: uma análise jurídica que fundamenta sua rejeição pela sociedade brasileira.

cavalo-de-troia
Toda uma política pública abortista foi construída no Brasil em cima do avanço daqueles que já falam de direito ao aborto por cima de todo um ordenamento legal que diz exatamente o contrário.
Toda a nocividade da lei n. 12.845/2013 veio à tona pelo advento da portaria SUS n.º 415/2014 – cujo efeito seria a pura e simples generalização indevida do aborto no sistema público de saúde brasileiro, e que foi revogada sem que seu conteúdo fosse em nenhum momento repudiado pelo governo. Toda uma política pública foi construída no Brasil em cima do avanço daqueles que já falam de “direito ao aborto” por cima de todo um ordenamento legal que diz exatamente o contrário, e o fazem não somente sem sofrer contestação, como ainda avançando a cada momento na busca da consolidação normativa do direito a aumentar as hipóteses em que consideram justo matar os bebês durante a gestação.
Há várias hipóteses em que o código penal isenta condutas ilícitas de apenamento. É o caso do art. 121, § 5º, que autoriza o juiz, na hipótese de homicídio culposo, a deixar de aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. No entanto, jamais alguém defendeu, em nosso país, que havia um direito a praticar homicídios culposos quando o agente também se machucasse. O art. 181 do CP isenta de pena quem pratica crimes contra o patrimônio contra cônjuge, ascendente ou descendente, mas ninguém jamais defendeu um direito a sequestrar e extorquir os próprios pais e avós. Esta leitura “geradora de direito ao crime”, portanto, é bem seletiva – só tem se aplicado ao art. 128 do código penal, que isenta de pena algumas modalidades de aborto sem descriminalizá-lo em nenhuma hipótese.
O reexame da lei n.º 12.845/2013 mostra que na verdade, seu texto quase todo apenas repete leis anteriores e até fragiliza a proteção dos cidadãos vítimas de violência sexual com relação à legislação que a precedeu. Salvo nos artigos 2º e 3, IV, em que a lei cria conceitos esdrúxulos que têm como única função alargar as ambiguidades que permitem realizar legalmente abortos em nosso país.
O artigo 1º desta lei, por exemplo, visa garantir que o SUS ofereça atenção à vítima de violência sexual, seja qual for o seu sexo, condição ou idade. Esta obrigação já existia na nossa Constituição, art. 198, e já estava perfeitamente regulamentada pela lei n.º 8.080/90, art. 7º e respectivos incisos, que já tratava de universalidade de acesso aos serviços de saúde, integralidade de assistência, preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral e igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie.
Quando as vítimas de violência sexual fossem crianças e adolescentes, ou idosos, havia estatutos ainda mais protetivos que a lei n.º 8.080/90 e a própria lei cavalo de Troia. Diz o Estatuto da Criança e Adolescente (lei n.º 8.069/90) que estes já tinham total prioridade no serviço público de saúde, coisa que a atual lei n.º 12.845 não assegura. O ECA nos ensina, no seu art. 4º, que a garantia de prioridade para crianças e adolescentes compreende a primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias e a precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública.
Também os idosos vítimas de violência sexual estavam bem mais protegidos pelo texto original do Estatuto do Idoso (lei n.º 10.741/2003), que no seu art. 3º já lhes garantia prioridade nestas hipóteses, para “atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população”.
As mulheres que não se enquadrassem nem no ECA, nem no Estatuto do Idoso, já tinham prioridade e especificidade de atendimento contra este tipo de violência na Lei n.º 11.340/2006, chamada de “Lei Maria da Penha”, em especial no seu art. 9º. Os homens adultos vítimas da violência sexual, a universalidade de acesso e a preservação da integridade já estavam perfeitamente definidos na lei n.º 8.080/90, como vimos acima.
O art. 2º da lei cavalo de troia também desprotege as vítimas, se for aplicado na sua literalidade. Já havia um conceito de violência sexual mais amplo no nosso direito, veiculado no art. 213 do código penal, aliás de redação recentíssima, de 2009. O art. 2º da lei cavalo de troia apenas serve para veicular “ideologia de gênero”, a velha ideia de que “meu corpo me pertence” e que a vida e a integridade física de alguém são bens por ela disponíveis, como se o fato de consentir na violência fizesse com que a violência deixasse de ser violência. Nosso direito anterior nunca condicionou o reconhecimento da violência sexual à existência de consentimento ou não pela vítima.
A vida e a integridade física sempre foram considerados bens indisponíveis, antes da “lei cavalo de troia”. Mesmo que alguém consinta com a violência, isto não a torna menos violenta, nem exclui a vítima do acesso ao atendimento médico, como este artigo 2º agora faz, e a legislação anterior não fazia. Pode-se facilmente pensar em atos sexuais consentidos e violentos, e cujo consentimento não pode nem deve ser obstáculo para a utilização plena do SUS em favor da eventual vítima, como a lei cavalo de troia diz. Por outro lado, pode-se citar uma quantidade grande de atos sexuais não consentidos – como a apalpação forçada da genitália do agressor – que não geram nenhuma necessidade de atendimento da vítima pelo sistema público de saúde.
O código penal já previa o crime de omissão de socorro, punindo quem deixasse de socorrer quaisquer pessoas necessitadas de atendimento, mesmo no caso em que a vítima, que necessitasse do socorro, tivesse consentido com a violência. Está no art. 135 do CP.
O art. 3º da lei cavalo de troia, que especifica como deve ser feito este atendimento, também é, na prática, desnecessário e menos protetivo, mesmo onde não é abertamente nocivo. Os incisos I, II, V e VI são meras repetições de protocolos médicos que podem ser ultrapassados por novas pesquisas científicas, e os eventuais diretos que aponta já eram contemplados pela lei n.º 8.080/90, art. 7º. Inclusive o direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde – redação do inciso V deste art. 7º da lei n.º 8.080/90.
Quanto à coleta de provas para fins penais, de que tratam alguns dos incisos deste art. 3º da lei cavalo de troia, já está exaustivamente regulamentada no código de processo penal, em especial art. 6º e art. 158 e seguintes.
O que a lei cavalo de troia traz de novo é simplesmente a ideia de que qualquer gravidez para a qual não haja um consentimento da mulher é, em si mesmo, uma violência sexual contra ela, e pode ser eliminada pelo aborto, numa prática que esta lei sorrateiramente denomina de “profilaxia da gravidez”, como se o bebê fosse uma doença.
Trata-se, portanto, de uma lei destinada apenas a promover a ideologia do gênero e a inserção de conceitos jurídicos que permitem facilitar a liberação do aborto no país. Isto tudo embalado em outros artigos inócuos, mas simpáticos, que têm apenas a função de dar uma embalagem atrativa à ameaça à vida uterina escondida nesta lei – exatamente como os troianos fizeram com os gregos no famoso episódio do cavalo.
Por Paulo Vasconcelos Jacobina
Fonte: http://blog.comshalom.org/carmadelio

Como identificar uma seita?


manipuladosOs ensinamentos das seitas e novos movimentos religiosos opõem-se à doutrina da Igreja Católica
Uma seita é, de modo geral, um grupo que se separou de um grupo religioso maior, passando a seguir crenças ou práticas desviantes. Muitas seitas são extremistas e agressivas em sua relação com as outras Igrejas e na conquista de novos adeptos. Elas têm como características a separação, a dissonância ou a contraposição em relação a concepções e práticas mais difundidas, historicamente afirmadas e reconhecidas, propondo-se como alternativa a elas.
As seitas surgem e se propagam com grande vitalidade. São um fenômeno alarmante especialmente na América Latina e na África. O termo seita, na América Latina, costumava ser aplicado a todos os grupos não católicos. Com o avanço do ecumenismo, o termo passou a ficar reservado aos grupos mais extremistas.
A história recente das religiões é marcada pelo fenômeno das seitas. Elas surgem e se propagam com grande vitalidade. Algumas são de natureza esotérica, outras têm suas raízes nas religiões da África ou da Ásia, e há também as que se originaram a partir de sua própria interpretação da Bíblia.
A palavra “seita” não é usada em todos os lugares com o mesmo significado. Na América Latina, por exemplo, o termo costumava ser aplicado a todos os grupos não católicos, mesmo quando pertenciam às Igrejas protestantes tradicionais. Mas com o avanço do ecumenismo, a palavra “seita” passou a ficar reservada aos grupos mais extremistas e agressivos. Para se referir a determinados grupos mais moderados, costuma-se usar a expressão “novos movimentos religiosos”, considerada mais neutra.
Na Europa Ocidental, a palavra seita tem uma conotação negativa. Já no Japão, as novas religiões de origem xintoísta ou budista são geralmente chamadas de seitas, sem nenhum sentido depreciativo.
A história das religiões oferece inúmeros exemplos de fragmentação e cisão de grupos religiosos das correntes majoritárias das grandes religiões. São as chamadas tendências sectárias.
Nesse sentido, o termo “seita” pode derivar do latim “secta”, que significa “cortada”, sendo a seita vista como uma dissidência, um pequeno grupo separado da religião principal. O termo pode derivar também do latim “sequor”, que significa seguir, caminhar atrás.
Assim, a definição geral de seita aponta para um “conjunto de pessoas que professam uma doutrina diversa da geralmente seguida”. Também assinala “um grupo de pessoas que se separa de uma comunhão principal ou de uma determinada religião”. Ou ainda: teoria de um mestre seguida por prosélitos (Dicionário Enciclopédico das Religiões).
Sendo um fenômeno de difícil definição exata, diante de suas várias modalidades, observam-se, no entanto, nas seitas, algumas características comuns (que são analisadas pelo Pe. Neno Contran MCCJ, em “Le défi des sectes en Afrique”, na revista “Le Christ au monde”, julho-agosto de 2000).
Essas características são: a) ruptura com a sociedade maior; b) obediência total a um chefe ou guru “carismático”; c) tendência ao segredo; d) emoção e afetividade mais do que raciocínio; e) militantismo ou proselitismo; f) culto caloroso; g) expectativa de intervenção divina.
a) Ruptura com a sociedade: geralmente a seita é fundada em oposição a ideias e práticas vigentes. Ela professa um radicalismo religioso, que pode significar intolerância, integrismo ou fundamentalismo. A seita apresenta-se como uma comunidade fechada, em que cada indivíduo depende do grupo.
b) Obediência ao chefe ou guru: a seita se ergue ao redor de um homem ou uma mulher que afirma ter dons particulares, especialmente na luta contra os poderes do mal, as dificuldades materiais, a desgraça, a depressão. Requer-se dos membros a submissão incondicional à direção do grupo (seja ao próprio chefe ou a seus representantes).
c) Tendência ao segredo: a vida interna da seita é sigilosa, fica mantida em segredo. Há uma forte vigilância dos membros da seita entre si e, eventualmente, vigilância do chefe ou guru sobre cada um.
d) Mais emoção, menos razão: o entusiasmo pelo chefe da seita é tal que pode chegar a cegar ou fanatizar os adeptos do grupo. Privilegia-se a emoção e a afetividade, em detrimento do uso da razão. Muitas vezes é um ambiente de forte pressão psicológica.
e) Militantismo ou proselitismo: estando o mundo sob o poder do Maligno, os membros das seitas tendem a angariar novos parceiros a fim de os salvar da perdição. Nesse sentido, há uma forte tendência proselitista. Conquistar novos adeptos também gera mais recursos financeiros para os grupos. São comuns exemplos de fundadores de seitas que enriqueceram rapidamente.
f) Culto caloroso: em algumas seitas os momentos de culto são prolongados. Pode chegar a haver transe e curas atribuídas ao poder divino. Podem-se suscitar estados mentais em que o raciocínio e a vontade ficam comprometidos.
g) Expectativa de intervenção divina: o fim do mundo ou o fim de uma era estaria próximo. Já que o mundo vai mal, o seu fim traria uma melhora. Assim se cria um clima de apavoramento e certo terror. No âmbito particular e pessoal, o fim de uma situação desfavorável também estaria próximo. Assim, há a promessa de resposta às pessoas que ali buscam solução para os seus males.
As seitas podem surgir de convicções de pessoas que acreditam ser portadoras de mensagens consideradas divinas, mas também podem mascarar interesses econômicos, políticos ou de exercício de poder e exploração. Elas se propagam oferecendo sentido de pertença, identidade, participação, segurança, espiritualidade. Utilizam diversas formas de recrutamento, entre elas a aproximação previamente estudada.
O surgimento e a propagação de seitas é um fenômeno comum na história das religiões. Grandes tradições religiosas como o cristianismo, o hinduísmo e islamismo sempre tiveram de lidar com tendências sectárias.
No cristianismo, escritos do Novo Testamento e dos Padres da Igreja (grandes teólogos dos primeiros séculos) abordam problemas gerados por grupos cindidos. Com o passar dos séculos, as tendências desagregadoras aumentaram. Sobretudo a partir da Reforma Protestante (sec. XVI), houve uma grande proliferação de grupos cristãos sectários.
Em 2006, o CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano) difundiu um estudo preparatório à Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano (Conferência de Aparecida, 2007), intitulado “Seitas e Novos Movimentos Religiosos”.
O artigo de abertura desse estudo – “Causas da deficiente resposta ao desafio das seitas e dos novos movimentos religiosos por parte da Igreja Católica na América Latina”, de Giuseppe Ferrari – assinala que o impulso inicial para o nascimento das seitas tem motivação muito diversa.
Há motivos ideais como a convicção de ser depositárias ou transmissoras de mensagens consideradas divinas; motivos ligados ao desejo de dar um significado à própria vida da parte de pessoas que, de outro modo, não se sentiriam realizadas; ou bem por motivos nada nobres como exploração, vontade de poder ou domínio.
As seitas se propagam difundindo a ideia de que dão respostas às diversas necessidades e aspirações do homem contemporâneo. Oferecem o sentido de pertença, identidade, saída do anonimato, afeto, participação e compromisso, segurança, certeza, transcendência, espiritualidade e direção espiritual.
Suas formas de recrutamento são diversas. Em geral, a inclusão do adepto ocorre a partir de uma aproximação previamente estudada. Primeiramente evidenciam-se os aspectos positivos, atrativos e sedutores do grupo. Só depois, quando a pessoa estiver totalmente inserida, deixam-se transparecer os elementos mais controversos.
A abordagem inicial pode ser sentimental e emotiva. As seitas oferecem respostas bonitas e prontas para as perguntas mais variadas; fazem promessas de todo tipo, como apoio econômico, ajuda para conseguir um trabalho ou determinadas vantagens, modelos de sucesso, lucro fácil, curas de enfermidades e problemas físicos, psíquicos ou existenciais.
Uma possível classificação distingue entre: seitas orientais; pseudocristãs; esotéricas e sincretistas; satanistas; difusoras de métodos e escolas; outras doutrinas.
Em outro artigo do estudo preparatório à Conferência de Aparecida – “Causas da deficiente resposta da Igreja ao desafio das seitas ou novos movimentos religiosos: uma análise a partir da teologia pastoral”, de Dr. Juan Daniel Escobar Soriano –, propõe-se uma classificação das seitas.
a) Seitas orientais: nestes grupos predominam as ideias e doutrinas das grandes religiões não cristãs, assim como interpretações fundamentalistas destas religiões. Procedentes de um mundo exótico e atraente, esses grupos pretendem oferecer a paz e a libertação que o homem atual tanto deseja, ainda que se corra o risco do resultado ser apenas aparente ou ilusório. Aqui também se destaca o panteísmo, ao não diferenciar Deus do mundo, ou ao identificar o homem com uma energia cósmica.
Exemplos: Sociedade Internacional para a consciência de Krishna; Missão da Luz Divina, Rajneeshismo, Ananda Marga, Sai Baba, Novos movimentos religiosos ou seitas de origem japonesa.
b) Seitas pseudocristãs: grupos que pretendem se autodesignar Igrejas ou Comunidades Cristãs, mas que não o são. Rompem com aspectos essenciais da fé cristã. São ainda grupos que não apresentam os critérios que o Conselho Mundial das Igrejas aplica para admitir uma Igreja (autonomia, estabilidade, importância numérica, relações com outras Igrejas, além de critérios doutrinais).
Neste grupo estão: Testemunhas de Jeová, os Mórmons ou Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a Associação para a Unificação do Cristianismo Mundial ou Moonismo, A Família (Os Meninos de Deus ou A Família do Amor), a Ciência Cristã.
c) Seitas esotéricas e sincretistas: aplicado às seitas, o termo esotéricas tem o sentido de secreto, oculto, disponível apenas para iniciados. Na doutrina destes grupos aparecem elementos religiosos e pseudorreligiosos. Ademais, caracterizam-se pelo sincretismo, ao mesclar diferentes tipos de ideias e doutrinas.
Alguns grupos representativos são: Rosacruz, Igreja Gnóstica ou Gnósticos, Teosofia, Sudda Dharma Mandalam, Nova Acrópole, Associação Hastinapura, Igreja da Cientologia ou Dianética, Alfa e Ômega, Missão Rama e os Extraterrestres, Nova Era.
d) Satanismo: existem diversas formas de satanismo e seus fins são também variados. Os principais grupos são as seitas satânicas e as seitas luciferianas.
e) Métodos e escolas: ofertam autocontrole, harmonia, descanso, paz, libertação. Eles se propagam através de cursos, conferências, folhetos, livros e revistas. Exemplos: Meditação transcendental; Instituto Arica ou Porta Aberta; Método Silva de Controle Mental e a Revolução Mental.
f) Outras doutrinas: Maçonaria, Fé Bahá’í, Comunidade Silo, Igreja Eletrônica, Espiritismo (diversas formas de espiritismo latino-americano; cultos espiritistas afroamericanos).
O avanço das seitas encontra terreno fértil no enfraquecimento da identidade católica, especialmente na América Latina. A Igreja tem se pronunciado sobre o fenômeno em diferentes ocasiões, especialmente através dos papas e dos bispos. As seitas crescem onde há instabilidade e incerteza. Suas investidas são muitas vezes uma verdadeira agressão moral sobre pessoas que possuem uma fé fragilizada e ingênua. Como resposta ao fenômeno a Igreja propõe, entre outras atitudes, a formação e a acolhida. Quem adere a uma seita renega a fé católica.
O interesse pelas seitas evidencia como o homem contemporâneo mantém a sua sede religiosa. No entanto, a busca de satisfação desta sede em ambientes não confiáveis pode levar a danos psíquicos e até mesmo físicos do indivíduo.
Neste sentido, nas últimas décadas a Igreja têm falado sobre as seitas, referindo-se a elas especialmente no contexto latino-americano e africano, apesar do tema ser também uma preocupação na Europa, nos EUA e em países do Oriente.
A III Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em Puebla de los Angeles, México, em 1979, já assinalava a “invasão de seitas” no subcontinente. O documento de Puebla indica que elas, ainda que naquele momento parecessem marginais, não deveriam ficar despercebidas ao evangelizador.
As seguintes conferências gerais do episcopado latino-americano (Santo Domingo, 1992, e Aparecida, 2007) também tocaram na questão das seitas.
O documento de Santo Domingo pede que se enfrente com urgência o problema da “expansão e agressividade” das “seitas e dos movimentos ‘pseudo-espirituais’”. O texto adverte que o avanço das seitas evidencia “um vazio pastoral”, cuja uma das causas seria a falta de formação, “que dissolve a identidade cristã, fazendo que grandes massas de católicos sem uma adequada atenção religiosa” fiquem à mercê de “campanhas de proselitismo sectário muito ativas”.
O documento de Aparecida toca no tema das seitas em dois momentos. Aponta seu crescimento num contexto de “um certo enfraquecimento da vida cristã no conjunto da sociedade e da própria pertença à Igreja Católica”. Reforça o pedido de Santo Domingo de que os católicos enfrentem o problema do “êxodo de fiéis para seitas e outros grupos religiosos”.
O Papa João Paulo II se manifestou muitas vezes sobre as seitas. Um de seus textos mais importantes sobre o tema é a mensagem para o Dia do Migrante de 1990.
Ali ele adverte que muitas seitas, fundando suas raízes no “mal-estar espiritual e social”, ao “querer dar respostas de caráter religioso a questões políticas ou econômicas”, revelam “a tendência a manipular o verdadeiro sentido de Deus, chegando de fato a excluir Deus da vida dos homens.”
Adverte ainda que “o zelo quase agressivo com que alguns buscam novos adeptos, indo de cada em casa ou detendo aos transeuntes nas esquinas das ruas, é uma falsificação sectária do zelo apostólico e missionário”.
Segundo João Paulo II, as seitas crescem em ambientes onde há instabilidade e incerteza. Nesses pontos elas baseiam sua estratégia de aproximação, oferecendo um conjunto de atenções e serviços para fazer que a pessoa em situação desfavorável “abandone sua fé se adira a uma nova proposta religiosa.”
“Apresentando-se como os únicos possuidores da verdade”, afirmam a falsidade da religião que a pessoa em situação desfavorável professa e lhe pedem que dê “uma mudança bruta e imediata de rota”.
João Paulo II considera essa postura “uma verdadeira agressão moral, da qual não é fácil escapar com boas maneiras, pois seu ardor e insistência são sufocantes”.
Como resposta contra as seitas, João Paulo II, no discurso inaugural da Conferência de Santo Domingo, pede uma presença atenciosa da Igreja no âmbito local, “que coloque no centro de tudo a pessoa, sua dimensão comunitária e seu desejo de uma relação pessoal com Deus”.
Ele afirma que onde a presença da Igreja Católica é dinâmica, “como no caso das paróquias em que se compartilha uma assídua formação na Palavra de Deus, onde existe uma liturgia ativa e participada, uma sólida piedade mariana, uma efetiva solidariedade no campo social, uma marcada solicitude pastoral pela família, pelos jovens e os enfermos, vemos que as seitas ou os movimentos pseudorreligiosos não conseguem se instalar ou avançar”.
O Papa Bento XVI também se manifestou em diferentes ocasiões a respeito das seitas. Aos bispos brasileiros, no discurso na Catedral da Sé, em São Paulo (2007), ele afirmou que as pessoas mais vulneráveis ao “proselitismo agressivo das seitas” são geralmente “os batizados não suficientemente evangelizados, facilmente influenciáveis porque possuem uma fé fragilizada e, por vezes, confusa, vacilante e ingênua, embora conservem uma religiosidade inata”.
O Papa pediu que não se poupem “esforços na busca dos católicos afastados e daqueles que pouco ou nada conhecem sobre Jesus Cristo, através de uma pastoral da acolhida que os ajude a sentir a Igreja como lugar privilegiado do encontro com Deus e mediante um itinerário catequético permanente.”
Voltando à mensagem de João Paulo II para o Dia do Migrante de 1990, o Papa polonês chama à prudência e astúcia diante das seitas. Ele adverte que “os ensinamentos das seitas e novos movimentos religiosos opõem-se à doutrina da Igreja Católica; por isso, a adesão a eles significa renegar a fé em que foram batizados e educados”.
Referências:
– “Dicionário Enciclopédico das Religiões”, Hugo Schlesinger, Humberto Porto; Petrópolis, Vozes, 1995.
– “As Seitas Hoje: Novos movimentos religiosos”, José Moraleda; São Paulo, Paulus, 1994.
– “Seitas e Novos Movimentos Religiosos: Elementos para ampliar nossa interpretação e pastoral”, Observatório do CELAM, disponível em: http://pt.scribd.com/doc/63734113/Celam-Sectas-y-Nuevos-Movimientos-Religiosos
– “O avanço das seitas”, Pe. Neno Contran MCCJ, em Revista Pergunte e Responderemos, n. 466, março de 2001, disponível em: http://pt.scribd.com/doc/29426059/ANO-XLII-No-466-MARCO-DE-2001
– “O que é uma seita”, Dom Estevão Bettencourt, em Revista Pergunte e Responderemos, n. 417, fevereiro de 1997, disponível em: http://pt.scribd.com/doc/16748463/ANO-XXXVIII-No-417-FEVEREIRO-DE-1997
– “Documento de Puebla”: http://www.celam.org/conferencia_puebla.php
– “Documento de Santo Domingo”: http://www.celam.org/conferencia_domingo.php
– “Documento de Aparecida”: http://www.celam.org/conferencia_aparecida.php
– Discurso de João Paulo II na abertura da Conferência de Santo Domingo: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1992/october/documents/hf_jp-ii_spe_19921012_iv-conferencia-latinoamerica_sp.html
– Mensagem de João Paulo II para o Dia do Migrante de 1990: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/messages/migration/documents/hf_jp-ii_mes_19900725_world-migration-day-1990_it.html
– Discurso de João Paulo II a bispos brasileiros em visita “ad limina apostolorum, no dia 5 de setembro de 1995: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1995/september/documents/hf_jp-ii_spe_19950905_brasile-ad-limina_po.html
– Discurso de Bento XVI aos bispos do Brasil: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2007/may/documents/hf_ben-xvi_spe_20070511_bishops-brazil_po.html
– Cardinal Arinze conferece: http://grisfirenze.altervista.org/Studi/studio08.html / http://www.ewtn.com/library/newage/arinnewm.txt
Alexandre Ribeiro
Fonte: http://blog.comshalom.org/carmadelio


A Última etapa para a implantação definitiva da Marca da Besta no Brasil


n/d
A Climatec do Senai da Bahia desenvolveu um sistema com tecnologia RFID , processo de identificação automática por ondas de rádio frequência, para a distribuição aqui no Brasil, muitas empresas estão aderindo ao sistema que promete economia e agilidade.
O RFID utiliza uma tecnologia com antena conectada a um microchip que pode ser implantado em pessoas, animais ou objetos, onde é possível ler e gravar remotamente todo e qualquer dado digital. Isto já anuncia a chegada do anticristo, o início do fim.
n/d
“Conseguiu que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos tivessem um sinal na mão direita e na fronte , e que ninguém pudesse comprar ou vender se não fosse marcado com o nome da fera ou com o numero do seu nome “ (Apocalipse 13,16 e 17)
Serão posteriormente substituídos todos os documentos físicos como Carteira de Identidade, Carteira de Habilitação, CPF, e sem esquecer do dinheiro.  (Fonte: A volta de Jesus Cristo)

VEJA O VIDEO: Tecnologia RFID - SENAI Bahia.
Fonte: http://www.rainhamaria.com.br/