quarta-feira, 20 de março de 2013

Medidas de segurança não podem ser impostas a um papa, mas sim adaptadas ao estilo pessoal de cada pontífice.



As medidas de segurança não podem ser impostas a um papa, mas sim adaptadas ao estilo pessoal de cada pontífice, afirmou hoje o porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi.

“É preciso respeitar o estilo pessoal de cada papa. Os responsáveis da segurança sabem que cabe ao papa decidir e eles têm que se adaptar”, sublinhou.
A responsabilidade pela segurança dos papas pertence a cerca de 100 guardas suíços, o ‘exército’ dos pontífices, auxiliados por perto de 100 guardas do Vaticano e 140 polícias italianos.
Estes responsáveis procuram sempre o justo equilíbrio entre a segurança e a vontade dos papas de contactar diretamente com as pessoas.
Quando ouviu gritar o seu nome, o papa Francisco não hesitou um minuto e aproximou-se da multidão, junto a uma barreira de segurança, para cumprimentar as pessoas.
“O papa Francisco não dececiona os fiéis. Decidiu ir a pé até à multidão que o aclamava, além das barreiras do Vaticano. O serviço de segurança está à beira de um ataque de nervos e a multidão em delírio”, escreveu o diário Il Fatto Quotidiano.

segunda-feira, 18 de março de 2013

O legado de Bento XVI : seu ‘insuportável’ humanismo que questiona o mundo moderno.




O legado de Bento XVI 
O insuportável humanismo de Bento XVI

Francisco Borba Ribeiro Neto, coordenador do Núcleo de Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e membro do conselho editorial da versão brasileira da revista Communio

Em 1944, Henri de Lubac, um dos intelectuais que, juntamente com o jovem Ratzinger, fundou a revista internacional Communio, escreveu O drama do humanismo ateu. Sua tese era de que o humanismo moderno, perdendo a referência em Deus e no seu amor, é incapaz de realizar a pessoa, levando à dramática desumanização da sociedade contemporânea. Além disso, o livro procurava valorizar as críticas que Feuerbach, Marx e Nietzsche, entre outros, faziam ao Cristianismo – mostrando que muitas delas eram válidas, porém se referiam a um Cristianismo descaracterizado, que perdera seu élan vital.


A trajetória do teólogo Ratzinger, papa Bento XVI, pode ser lida como um diálogo entre os fundamentos do Cristianismo e esse humanismo em crise, que ao longo da modernidade parece ir vencendo todas as batalhas que luta (direitos humanos, democracia, igualdade, liberdades individuais etc.), mas estar perdendo a guerra da construção de uma humanidade mais feliz. Mas peço atenção: as bases da postura de Ratzinger não são os “valores da tradição”, como muitos dizem, mas sim os “fundamentos da tradição”. Ele tem claro que os valores morais e sociais, privados de seu fundamento original, se tornam normas vazias que mais oprimem que valorizam a pessoa; por isso sua batalha não é pela defesa de valores esclerosados, mas por uma renovação a partir da crença de que na raiz de qualquer valor realmente humanizador está o reconhecimento do amor de Deus.

Então Bento XVI não foi um tradicionalista? Sem dúvida não; seu pretenso “moralismo” e “reacionarismo” é uma construção midiática, que não se sustenta em uma análise de seus escritos ou do conjunto de suas atitudes no papado.
Um conservador? Se olharmos para o valor que dá à tradição da Igreja, sim. Mas quem ler Caritas in veritate, sua grande encíclica social, encontrará uma obra sintonizada com as demandas sociais da chamada “ala progressista” da Igreja. Dentro desse universo de caracterizações esquemáticas, talvez a melhor para ele seja a de “pós-moderno”.
As imagens mais frequentes que se tem das mudanças pelas quais a Igreja devia passar a partir do Concílio Vaticano II nasceram dos ideais da modernidade da metade do século 20, que já enfrentava a crise que gerou esse processo ambíguo e complexo que chamamos pós-modernidade. Bento XVI é o papa pós-moderno por excelência, que não procura criar uma Igreja que se molda aos valores da modernidade, mas que responde à destruição destes valores – realizada pelo próprio pensamento crítico moderno.
Em oposição aos pensadores ateus estudados por De Lubac, que construíram a grandeza e o drama do pensamento moderno, Bento XVI pode ser compreendido como um humanista religioso, que acredita que a ligação do ser humano com Deus é o vínculo de amor que é a condição necessária para encontrarmos nossa felicidade e realização. Porém, esse humanismo, nascido de um gesto de amor gratuito e de uma esperança sem limites, é quase insuportável para a cultura contemporânea.Corresponde de tal forma ao desejo mais profundo de cada um que chegamos a ter medo… Medo de nos entregarmos a essa promessa e descobrirmos depois que se trata de mais uma ilusão.
Quem não quer receber um amor que não pede nada em troca?
Insuportável esperança, que parece negar a evidência de que nascemos marcados pela desgraça. Se acreditarmos nela, será muito mais doloroso voltarmos à desilusão da descrença, voltar a viver “sentados à sombra da morte”, inseguros em relação a cada afeto, sabendo que nenhum amor é para sempre! São essa esperança e a experiência de um amor impensável, mas realizado, que constroem o humanismo cristão proposto por Bento XVI.
Ainda é cedo para uma avaliação adequada de seu papado, mas é inegável que ele, como poucos, recolocou o humanismo cristão na agenda cultural da sociedade contemporânea; que em seu papado o mistério de Deus se tornou provocação e escândalo para um mundo fechado em si mesmo.

Itália: Vulcão Etna entra em erupção



17.03.2013 -
n/d
A oitava erupção deste ano do vulcão Etna, o maior da Europa, na ilha de Sicília, ocorreu na noite passada.
A lava incandescente começou a jorrar, atingindo 600-700 m de altura e escorrendo da nova cratera lateral encosta abaixo, para o Vale do Boi. O vento forte cobriu muitas aldeias vizinhas de cinzas vulcânicas.
Por precaução, foi encerrado por uma hora o aeroporto local. As municipalidades de 4 distritos proibiram o trânsito de motocicletas e lambretas e reduziram a velocidade dos automóveis para 20 km por hora.
Na opinião de peritos, esta erupção do Etna é a mais potente do novo ciclo de atividade do vulcão.
Fonte: Voz da Russia
========================================
Nota de  www.rainhamaria.com.br
Profecia de Nossa Senhora de La Salette, aparição na França em 1846, reconhecida pela Igreja em 1851.
"As estações serão mudadas, a terra não produzirá senão maus frutos, os astros perderão os seus movimentos regulares, a lua não refletirá senão uma luz avermelhada; a água e o fogo causarão ao globo terrestre movimentos convulsivos e horríveis terremotos, que farão tragar montanhas, cidades...
Chegou o tempo. O sol se escurece; somente a fé viverá".

Papa surpreenderá com reviravolta na Igreja, diz Leonardo Boff, teólogo da libertação



17.03.2013 -
n/d
O ex-sacerdote brasileiro Leonardo Boff, um dos mais destacados representantes da chamada Teologia da Libertação, acredita que o papa Francisco surpreenderá muitos dando um reviravolta radical à Igreja.
"Agora é Papa e pode fazer o que quiser. Muitos se surpreenderão com o que Francisco fará. Para isso, precisará de uma ruptura com as tradições, deixar para trás a Cúria corrupta do Vaticano para abrir passagem para uma Igreja universal",disse Boff em entrevista que será publicada na edição da próxima semana da revista alemã Der Spiegel.
O teólogo se disse muito satisfeito que o novo Papa, o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, tenha assumido o nome de Francisco para seu pontificado. "Este nome é programático: Francisco de Assis representa uma Igreja dos pobres e dos oprimidos, responsabilidade perante o meio ambiente e rejeição ao luxo e a ostentação", acrescentou Boff, que pertence à Ordem dos Frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos.
O estudioso disse também que, embora em muitos aspectos - como o referente aos anticoncepcionais, o celibato e o homossexualismo - Francisco tenha seguido uma linha conservadora como cardeal, isso se deveu apenas à pressão do Vaticano. Para ele, há elementos que indicam que o novo Pontífice é muito mais liberal.
"Há alguns meses, por exemplo, ele aprovou expressamente que um casal de homossexuais adotasse uma criança. Tem contato com sacerdotes que foram repudiados pela Igreja oficial por terem se casado. E, o mais importante, é que não se deixou separar de sua convicção que temos que estar do lado dos pobres", destacou.
Boff rejeita também as acusações que surgiram contra Francisco segundo as quais não deu suficiente apoio a dois jesuítas que foram presos durante a ditadura militar argentina.
"Conheço as acusações e acredito no que diz o Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel, que como opositor ao regime militar esteve preso e foi torturado. Houve bispos que foram cúmplices da ditadura, mas Bergoglio não estava entre eles", opinou. "Até agora, não há indícios claros de um comportamento censurável. Pelo contrário, ele escondeu e salvou muitos sacerdotes perseguidos. Conheci Orlando Yorio, um dos jesuítas que dizem terem sido traídos por Bergoglio, e nunca fez a mim tais acusações", completou.
Fonte: Terra noticias

sábado, 16 de março de 2013

Quase 330 milhões de abortos foram realizados na China em 40 anos


n/dQuase 330 milhões de abortos foram praticados na China entre 1971 e 2010, segundo números do ministério da Saúde. O ministério divulgou em janeiro as estatísticas sobre as esterilizações e os abortos, antes de anunciar a fusão com a Comissão Nacional da População e de Planejamento Familiar.
Alguns analistas interpretam a reorganização como o início de uma flexibilização do número de nascimentos permitido na China, mas altos funcionários do governo afirmaram justamente o contrário esta semana.
"O planejamento familiar será reforçado, e não enfraquecido", declarou Wang Feng, diretor adjunto da agência de reforma do setor público. "Depois da reforma, a China seguirá com sua política de planejamento familiar", afirmou o secretário-geral do governo, Ma Kai.
Desde o início dos anos 1980, o limite do número de nascimentos imposto a todos os chineses e a política do filho único para os residentes nas cidades permitiu, segundo Pequim, evitar 400 milhões de partos no país de maior população do mundo, que tinha 1,354 bilhão de habitantes no fim de 2012.O número de abortos foi superior a 10 milhões por ano entre 1982 e 1992, com picos de mais de 14 milhões em 1983 e 1991, destaca o ministério.
Mas os abortos também serviram para a eliminação seletiva de embriões e fetos femininos, o que reduziu em dezenas de milhões o número de mulheres. A limitação dos nascimentos provocou um grande número de abortos forçados, atualmente proibidos, pelo menos em tese, pois ainda são comuns em algumas regiões.
Em junho do ano passado, o caso de uma mulher obrigada a abortar quando estava grávida de sete meses provocou um escândalo e obrigou as autoridades a pedir desculpas.
A médio prazo, a China será obrigada a flexibilizar o controle da natalidade em consequência do envelhecimento demográfico e da redução da população ativa, segundo demógrafos e analistas.
Fonte: Terra

Cardeal que articulou candidatura do Papa é apreciador da Teologia da Libertação



14.03.2013 - Algumas considerações sobre o Cardeal Oscar Rodrígues Maradiaga, de Tegucigalpa, Honduras, que foi o articulador da eleição do Papa Francisco.
Primeiro, ele já foi considerado um candidato forte da última vez, em 2005, quando no Conclave que elegeu o Papa Bento XVI. Muitos bispos disseram que Rodriguez parecia estar em campanha para Papa  Por algum tempo o Cardeal  Rodriguez Maradiaga era descrito como “papa à espera”, um candidato tão óbvio para ser o primeiro pontífice do mundo em desenvolvimento que se esperava que ele já estivesse escolhendo as cortinas do apartamento papal. O Cardeal Rodriguez é o predileto da centro-esquerda da Igreja  por sua histórica promoção das causas de justiça social, sua declarada simpatia pela Teologia da Libertação,
Se ele fosse eleito papa no conclave anterior, em 2005, não seria loucura imaginar veículos de comunicação conservadores afirmando, nas manchetes, “Marxista é eleito Papa”
Também lembrando que o Cardeal argentino eleito Papa Francisco neste conclave de 2013,, no anterior conclave de 2005, obteve mais votos para tentar enfrentar o então favorito, cardeal Joseph Ratzinger. Depois de quatro escrutínios, o alemão foi eleito Papa Bento XVI.
Então, pode-se concluir que ambos Cardeais, tanto o de Honduras, quanto o Argentino, eram fortes candidatos a Papas há muito tempo, principalmente o Cardeal Argentino.
A surpresa para os católicos de um Papa Argentino, latino-americano foi grande no Mundo, mas nos bastidores da Cúria Romana não foi tanto assim.
Apenas lembrando, que enquanto ainda era cardeal, nos anos 1980, Joseph Ratzinger,que depois se tornaria o Papa Bento XVI, condenou a Teologia da Libertação. Ratzinger, na época prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, criticou "desvios prejudiciais à fé" pelo uso "de maneira insuficientemente crítica" de pensamentos marxistas na Teologia da Libertação. Agora, passados mais de 40 anos desde que o termo foi cunhado (em 1971), com a renúncia de Bento XVI e a eleição do novo papa, o "projeto de libertação", que teve tanto impacto no Brasil e na América Latina, parece ter à frente uma nova chance de encontrar uma aceitação maior dentro da Igreja, ainda mais tendo o Cardeal de Honduras, como articulador da eleição do Papa Francisco.
Uma reportagem da BBC Brasil citou que os defensores da Teologia da Libertação (TL) estão contando como certo,  com o apoio do novo Papa para poder impulsionar o movimento que tem como objetivo defender a justiça social. Em resumo: Teologia da Libertação, agora, espera mudança.
O mais estranho nisto tudo, foi uma declaração antes da eleição do novo Papa,  dada pelo teólogo  Leonardo Boff, um dos principais expoentes da Teologia da Libertação no Brasil, ele disse que esperava a renúncia do Papa Bento XVI, e já antecipava que o substituto poderia ser um latino-americano
Durante a entrevista à TV Brasil ele ainda elogiou o cardeal-arcebispo de Tegucigalpa, Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga. Líder máximo da Igreja em Honduras o religioso é aberto às inovações e inclusive dialoga com a Teologia da Libertação, segundo Boff. Para ele seria muito bom ter um Papa da periferia do mundo e o cardial Maradiaga seria um bom nome. “Não temos grandes cardeais. Mas ele é um teólogo da libertação. Seria um Papa da periferia”, disse Boff (fonte Portal EBC de noticias)
Pois é, o Cardeal que Leonardo Boff queria como Papa não se elegeu, mas articulou a eleição do Novo Papa Francisco, confesso que isto é um tanto interessante.
Se o Cardeal Oscar Rodrígues Maradiaga, tivesse sido eleito, Boff possivelmente o chamaria de "Papa da Libertação",  por sua posição simpatizante a Teologia da Libertação. Também teria certeza de grandes mudanças progressistas nos ensinamentos e na própria doutrina da Igreja.
Infelizmente, como verdadeiros  católicos, precisamos ficar no mínimo vigilantes, pois, se o Novo Papa teve como apoiador e articulador de sua eleição um simpatizante declarado da Teologia da Libertação, esperamos que não haja algum acordo entre eles.
"Ai de vós, filhos rebeldes! - oráculo de Javé. Fazeis planos que não nascem de Mim, fazeis acordos sem a minha inspiração, de maneira que amontoais erros e mais erros". (Isaías 30,1)
E mais cedo ou mais tarde mostre que ao invés de manter as tradições e ensinamentos da Igreja, resolva de ”surpresa”, como de “assalto” mudar isto, com o pretexto da Igreja adaptar-se ao mundo moderno. (fazendo a vontade dos homens e não a de DEUS)
"Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus." (Jo 12, 43)
"Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade"  (Hebreus 13, 8)
O que me preocupa, é a frase de um amigo meu, católico tradicional, defensor dos ensinamentos da Santa Igreja, fiel aos Papas anteriores, como João Paulo II e Bento XVI, que lendo estas declarações recentes do Boff disse:  “Onde tem a mão do Boff, também tem a “pata” do diabo escondida”.
Falar de Boff e teologia da libertação é falar de desobediência aos ensinamentos da Igreja e rebeldia a DEUS. (tal como Satanás que desejou tomar o Lugar de DEUS, querendo ser mais sábio e poderoso)
Sempre lembrando as palavras proféticas de São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja: "A Igreja, nos últimos tempos, será espoliada da sua virtude. O espírito profético esconder-se-á, não mais terá a graça de curar, terá diminuta a graça da abstinência, o ensino esvair-se-á, reduzir-se-á, senão desaparecerá de todo o poder dos prodígios e dos milagres. Para o anticristo está se preparando um exército de sacerdotes apóstatas".
Nas aparições da Virgem em Akita, no Japäo,  foi das poucas reconhecidas no século XX pela Igreja, mas seu conteúdo e aviso são similares à de Fátima e a tantas outras ainda não reconhecidas nos dias de hoje.
Também sempre lembrando que Nossa Senhora disse:
"O Diabo se infiltrará até mesmo na Igreja de tal um modo que haverá cardeais contra cardeais, e bispos contra bispos".
Tenho obrigação, como católico de dizer, ,que neste ultimo conclave, realmente houveuma disputa muito forte interna e externa  pelo poder no Vaticano
Até nas ruas de Roma, adeptos de determinado Cardeal, no caso o de Gana, colavam cartazes a seu favor, para que fosse eleito Papa.
Como disse um amigo meu:  Desde quando se faz propaganda pública para eleição de um Papa?
Diante de tudo isto, esperamos que o novo Papa em algum momento futuro não adote a postura de um falso ecumenismo mundial, bem ao gosto da Nova Ordem Mundial illuminati e totalmente contrário a Doutrina bi-milenar da Igreja...
Ainda lembrando, No dia da posse, em 2005, o atual papa emérito Bento XVI preveniu:“o meu pontificado será de curta duração”. Ele já sabia muitas coisas que o esperavam, por sua longa experiência no Vaticano. Ele teria que impedir as tentativas de modernização da Igreja, conforme prescrito no Sermão da Montanha (Mt 5,17-20) e em Ap. 22,18-19. Ele não aceitou modernizar a Igreja, porque somente Jesus na Parusía fará novas todas as coisas (Ap 21,5).
E quantas vezes ele refletiu sobre a profecia de Zacarias“Espada, levanta-te contra o meu pastor. Meu valoroso companheiro, oráculo do Senhor dos Exércitos. Fere o pastor – e as ovelhas se dispersarão” (Zc 13,7-9).
No ano de 1976, o Papa Paulo VI, decepcionado com o avanço do poder das trevas nas dependências do Vaticano, lamentou: “O fumo de Satanás se infiltrou no seio da Igreja Católica e se expande, cada vez mais, rumo ao vértice”.
Devemos lembrar que mesmo diante de tudo isto, no final diz na Sagrada Escritura
"E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (Mateus" 16, 18)
Estaremos aqui, vigilantes e atentos contra qualquer desvio de conduta que seja contrário aos ensinamentos da Santa Igreja, pois servimos e adoramos a DEUS, sendo obedientes a ELE e não aos homens. Queremos sempre agradar a DEUS, não aos homens, conforme diz a Sagrada Escritura:
"É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo".
Por Dilson Kutscher   -   www.rainhamaria.com.br
Fontes: Gazeta do Povo   -  Diário da Liberdade  -  BBC Brasil. - UOL noticias

A Igreja não funciona mais, afirma Dom Claudio Hummes, Arcebispo Emérito de SP



16.03.2013 -
n/d
Apontado como o cardeal brasileiro mais próximo do novo papa, dom Claudio Hummes, 78, diz que a igreja "não funciona" do jeito que está e pede mudanças em toda sua estrutura.
Na sua apresentação ao mundo, Francisco convidou dom Cláudio, arcebispo emérito de São Paulo, a ficar do seu lado no balcão da basílica de São Pedro.
Emocionado com o convite e com a homenagem ao fundador de sua ordem, o franciscano d. Cláudio disse à Folha que a escolha do nome é por si só uma encíclica.
O ex-bispo de Santo André disse ainda que as acusações de que o novo papa colaborou com a ditadura militar argentina são "grande equívoco, senão uma falsificação".
*
Folha - O sr. foi convidado pelo papa Francisco a estar ao seu lado na primeira aparição. Como é a relação entre vocês?
D.Claudio Hummes - Nós nos conhecemos de tantas oportunidades, porque fui arcebispo de São Paulo, e ele, arcebispo de Buenos Aires. Mas sobretudo foi em Aparecida (SP) onde estivemos mais tempo trabalhando juntos, na 5ª Conferência Latino-americana, em 2007. Existia ali a comissão da redação, a mais importante porque ali que se formulava o documento para depois ser votado. Ele era o presidente, e eu, um dos membros. Admirei muito a sua sabedoria, serenidade, santidade divina, espiritualidade. Muito lúcido e muito pastoral, grande zelo missionário, de querer que a igreja seja mais evangelizadora, mais aberta.
Como foi o convite para o balcão?
Quando se começou a organizar a procissão da Capela Sistina para o balcão na praça, ele chamou o cardeal Vallini, que faz as vezes do bispo de Roma, o vigário da cidade, e me chamou também. Disse: "D.Cláudio, vem você também, fica comigo neste momento". Disse até: "Busca o teu barrete [chapéu eclesiástico]", bem informalmente. Fui lá buscar o meu barrete e estava todo feliz....
Porque não é o costume, quem vai junto são os cerimonários, nunca tem cardeais com o papa, eles estão nos outros balcões. E o fato de que ele nos convidou acabou rompendo um monte de rituais. Mas foi realmente, para mim, muito gratificante. E também pelo fato de ele ter recém-escolhido o nome de Francisco. Eu sou franciscano, então isso me envolvia muito pessoalmente.
Como o sr. interpreta esse gesto?
Como um gesto pessoal dele, muito espontâneo, muito simples. Não sei quais os significados que ele queria dar. Eu digo que fiquei muito feliz, estava ali com o primeiro papa chamado Francisco.
O papa recusou a limusine, foi pagar a conta do hotel....
São gestos simples, mas que mostram quem ele é e como ele vê as coisas. A minha maravilha foi que esses gestos foram compreendidos pelo povo simples e pela mídia. A mídia também interpretou esplendidamente, entendeu as mensagens que o papa queria dizer.
Qual é o significado de ter um papa de fora da Europa depois de mais mil anos e além disso latino-americano?
Os outros papas que não foram exatamente europeus vinham da região do Mediterrâneo. Nesse sentido, era a Europa da época, era uma grande realidade geopolítica.
Mas o fato de que hoje venha um papa de fora da Europa tem um significado muito grande porque mostra o que a igreja sempre tem dito: a igreja é universal, para a humanidade. Não é para a Europa.
Ter um papa é o sinal maior. É o gesto de dizer: o papa pode vir de qualquer parte do mundo.
Também acho importante que tenha vindo da periferia ainda pobre, emergente. Isso é uma confirmação para todos os católicos de lá: "Nós temos um papa que vem daqui".
E não só para os católicos, até os países se sentem muito mais em pé de igualdade com os outros.
São Francisco também é lembrado pela missão de reformar a igreja como um todo. A escolha do nome também tem essa abrangência?
Certamente, para o papa, o nome é todo esse programa. Hoje, a igreja precisa, de fato, de uma reforma em todas as suas estruturas. Organizar a vida da igreja, a Cúria Romana, que tanto se falou e que precisa urgente e estruturalmente ser reformada, isso é pacífico entre nós. Porém uma coisa é entender que precisa ser feito e outra coisa é fazê-lo.
Será uma obra gigantesca. Não porque seja uma estrutura gigantesca, mas por um mundo de dificuldades que há dentro de uma estrutura como essa, que foi crescendo nos últimos séculos.
Alguém disse já que a escolha do nome Francisco já é uma encíclica [mensagens do papa à igreja], não precisa nem escrever. Isso é muito bonito, é muito promissor.
Em que sentido a reforma é necessária?
Não é só da Cúria, são muitas outras coisas: o nosso jeito de fazer missa, de fazer evangelização, essa nova evangelização precisa de novos métodos. O papa falou no encontro com os cardeais sobre novos métodos, nós precisamos encontrar novos métodos.
Mas se falou sobretudo da Cúria Romana, que precisa ser reformada estruturalmente. É muito grande, mas tudo isso precisa de um estudo, a gente não tem muitas coordenadas.
Muitos dizem que é grande demais, que foi feito um puxadinho aqui, um puxadinho lá,mais uma sala aqui, mais uma comissão lá, mas essa aqui não tem suficiente prestígio.... Essas coisas todas que acontecem numa estrutura dessas.
A igreja não funciona mais. Toda essa questão que aconteceu ultimamente mostra como ela não funciona. E depois, uma vez feito esse novo desenho, você tem de procurar as pessoas adaptadas para ocuparem esses cargos, esses serviços.
Reza a lenda de que o papa Francisco não gosta de vir a Roma, que sua formação foi longe daqui. Isso contribuiu para a sua escolha?
Não sei se contribui para a sua escolha, mas contribui agora, que ele é papa, a ser mais independente, a ser uma visão mais objetiva. É muito diferente ver um jogo da arquibancada e ver um jogo jogando futebol. Ele não jogou futebol. Vai ajudar, certamente.
Mas ele também vai ouvir pessoas que jogaram, porque é importante ouvir do jogador como ele viu o jogo e quais são as necessidades dentro da forma como se joga.
Continuando a metáfora, o sr. jogou aqui por quatro anos e já foi convocado por ele. O que o sr. pode dizer a ele sobre o que precisa ser feito?
Se um dia me perguntarem sobre isso... Claro, todos nós já falamos sobre isso nas congregações gerais [reuniões pré-conclave], em que ele estava presente. E estamos disponíveis sempre pra ajudar e precisamos ajudar. Os cardeais são o conselho que deve ajudar o papa.
Há relatos na imprensa argentina sobre o envolvimento --por omissão ou colaboração-- do papa Francisco com a ditadura militar. O que tem sr. pode falar sobre isso?
Certamente, isso não é real. Pode ser que alguém tenha se equivocado em certos discernimentos, mas conhecendo toda a pessoa dele.... Não conheço os detalhes, mas, conhecendo a pessoa, nem é possível imaginar isso. Ele é um homem extremamente dos pobres, dos direitos da gente, dos mais simples, dos mais oprimidos, dos mais humilhados, ele é um exemplo de defesa, de estar junto dos pobres.... É inimaginável. Tenho certeza de que tudo isso de fato é um grande equívoco, senão uma falsificação.
A igreja no Brasil, incluindo o sr., teve um papel muito importante na defesa dos direitos humanos durante a ditadura. Como isso se deu na Argentina, sem levar em conta o papa Francisco?
As igrejas pelo mundo afora tiveram as suas próprias avaliações e seu próprio modo de ser. Não me sinto autorizado para fazer um juízo sobre a igreja nesse ou naquele país.
Fala-se muito que a herança da Teologia da Libertação para a igreja na América Latina é o discurso em favor dos pobres. No caso do papa Francisco, qual é a relação dele com esse movimento?
Basta olhar como ele foi arcebispo em Buenos Aires e o documento de Aparecida, que diz tudo isso. Ele está nessa linha, certamente. Se a gente quer descobrir qual é a linha dele de pastoral social, de relação com os pobres, nós vamos encontrá-lo lá, sim.
A Teologia da Libertação foi uma fase histórica que, obviamente, tem essa questão da consciência que temos dos pobres e da necessidade de sermos solidários em termos construtivos da justiça social. Tudo isso a Teologia da Libertação também reforçou.
Eu acho que hoje, se a gente quer ver como as pessoas se relacionam com esse passado, é preciso olhar os documentos de hoje. Senão, você começa a transportar o passado, que não é mais uma resposta para hoje. O mundo já mudou, e as respostas são diferenciadas.
A primeira viagem do papa deve ser ao Brasil, onde a igreja enfrenta desafios muito grandes, como a evasão de jovens e o avanço das igrejas neopentecostais. O sr. tem uma ideia do que o papa pretende orientar sobre o futuro da igreja no país?
Ainda não transpirou nada sobre as mensagens que ele vai levar, mas a gente sabe, tem certeza de que ele vai falar, em primeiro lugar, da importância dos jovens, de que devemos estar do lado dele, devemos ser compreensíveis. Ele quer que a igreja seja compreensiva, misericordiosa, saiba caminhar juntos e que isso é um percurso que tem de fazer, não se pode exigir que amanhã alguém já seja um cristão perfeito. É um caminho, um processo.
É dar a certeza aos jovens de que a igreja os entende e quer acompanhá-los e também quer mostrar a luz. Quer dizer: "Prestem atenção, existe, sim, um sentido para a vida, existe alguém pelo qual vale a pena viver e dar a vida. Há alguém, que é Jesus Cristo, ele é uma luz que vocês deveriam seguir." Isto é, não deixar de mostrar o caminho, mas, ao mesmo tempo, ser compreensivo de onde o jovem ainda está nesse caminho.
E depois a nova evangelização certamente será um outro tema forte dele.
Desde o Concílio Vaticano 2º, há um grande esforço para o diálogo interreligioso, principalmente com as religiões mais antigas. No caso da América Latina, como é o diálogo neste momento entre a igreja e o neopentecostalismo, que não para de crescer?
O diálogo ecumênico com as outras igrejas cristãs não católicas existe de forma muito forte, sobretudo a partir do Concílio Vaticano 2º. Com as grandes igrejas: ortodoxa, oriental, as igrejas protestantes de origem luterana, calvinistas, que são igrejas históricas. Mesmo com o judaísmo, há um grande diálogo. E também com o islamismo, mas isso é outro setor porque, para eles, Jesus Cristo não é como para nós cristãos. Esse diálogo é lento, mas vai caminhando.
Com as igrejas neopentecostais, onde existe muito uma teologia da prosperidade, se dá muito acento ao exorcismo, ao dízimo e coisas assim, elas se diferenciam das igrejas pentecostais. Mas tanto uma com a outra são muito semelhantes. Com elas, é mais difícil, porque muitas delas simplesmente não aceitam o diálogo, mesmo se nós quiséssemos dialogar. Porque não aceitam pensar numa unidade um dia. E muitas vezes são agressivamente anticatólicas, então é muito complicado.
O sr. já é emérito, mas vai ficar no Vaticano em alguma função?
Não, não, eu vou ficar aqui até o dia 22, vou participar da cerimônia pública religiosa e vou participar de uma reunião no dia 21. E aí volto para os meus trabalhos.
Há relatos na imprensa italiana de que o sr. contribuiu durante o conclave para eleger o papa Francisco. O sr. confirma?
Tudo o que aconteceu dentro do conclave, eu não posso falar.
Voltando ao seu trabalho na cúria, de 2006 a 2010, na Congregação para o Clero, houve uma entrevista em que o sr. falava que o celibato era uma questão disciplinar e que, por isso, estava aberto à discussão. O sr. teria sofrido uma reprimenda quando chegou ao Vaticano. Está na hora de questões como celibato e a ordenação de mulheres serem menos ortodoxas?
Isso de reprimenda, você é quem está dizendo. Eu apenas digo que todas essas questões, todos esses desafios hoje, grandes questões que estão aí em aberto, a igreja não se fecha a discutir aquilo que é necessário ser discutido, ser aprofundado. E isso significa uma igreja capaz de dialogar, capaz de ouvir, capaz de aprofundar, discutir e procurar caminhos. É o que ela vai fazer, certamente.
E esse papa é muito aberto a ouvir. Ele mesmo disse que quer ouvir o mundo, e não só os cardeais e os bispos.
Fonte: Folha SP   -    www.rainhamaria.com.br

Ao dizer ao Papa “Não se esqueça dos pobres”, Dom Cláudio Hummes acabou inspirando o nome ‘Francisco’


Jéssica Marçal
Da Redação
Em encontro com jornalistas, Papa conta como escolheu o nome ‘Francisco’
Papa Francisco durante seu discurso em encontro com jornalistas na manhã deste sábado, 16. Foto: Reprodução
Dando continuidade aos seus primeiros compromissos como Sucessor de Pedro, o Papa Francisco participou na manhã deste sábado, 16, de um encontro com os jornalistas que fizeram a cobertura do Conclave. O encontro aconteceu na Sala Paulo VI, no Vaticano.
Em um primeiro momento, o presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, fez uma saudação inicial ao Santo Padre.
Já em seu discurso, o Papa contou qual foi a inspiração para a escolha de seu nome de pontificado: Francisco. Ele explicou que o arcebispo emérito de São Paulo, Cardeal Cláudio Hummes, esteve ao seu lado no Conclave, principalmente quando a contagem dos votos já havia alcançado 2/3 e os cardeais já sabiam quem seria o novo Papa. Nesse momento, o Papa contou que Dom Cláudio o abraçou, o beijou e lhe disse: “Não se esqueça dos pobres”.
Em relação aos pobres, o Papa logo pensou em São Francisco de Assis. E enquanto o escrutínio continuava, ele disse que pensou na questão das guerras, e Francisco é um homem da paz, então veio ao seu coração o nome Francisco de Assis.
“Para mim é o homem da pobreza, da paz, que ama e guarda a criação. Neste momento, infelizmente, não temos uma relação tão boa com a natureza, com a criação. Como eu gostaria de uma Igreja pobre, como eu gostaria de uma Igreja junto aos pobres”.
Agradecimentos
Papa Francisco destacou que estava muito feliz em poder participar desse encontro no início de seu ministério e agradeceu a todos os jornalistas.
“Agradeço o serviço que vocês prestaram levando notícias para o mundo inteiro, vocês realmente trabalharam. Nesses dias, todos os olhos do mundo católico, mas não só dos católicos, se voltaram aqui para este lugar, para a Praça São Pedro. Todos se voltaram para os ritos da Igreja católica, noticiando todos os acontecimentos da vida da Igreja, da Santa Sé e, em particular, daquilo que é próprio do ministério petrino”, disse.
Francisco também agradeceu a todos os que comunicaram aquilo que é justo da vida da Igreja, que é a fé. Ele enfatizou que a Igreja, mesmo sendo uma instituição humana e histórica, com tudo aquilo que comporta, não tem uma natureza política, mas essencialmente espiritual, porque ela é o povo de Deus, o santo povo de Deus, que caminha em direção ao encontro com Jesus Cristo.
“Somente colocando nesta perspectiva é possível dar razão aquilo que é a Igreja católica. Cristo é presente na vida da Igreja. Entre todos os homens, Cristo escolheu o seu vigário, que é o Sucessor de Pedro, mas Cristo é o centro, e não o Sucessor de Pedro. Cristo é o fundamento da vida da Igreja”.
O Santo Padre também agradeceu pelo empenho que os jornalistas tiveram, sobretudo, de terem buscado o conhecimento da natureza da Igreja, o seu caminho no mundo. E todo esse trabalho, segundo Papa Francisco, está em comunhão com a Igreja.
“Há uma comunhão, porque a Igreja existe para comunicar a verdade, a bondade e a beleza. O que deveria aparecer claramente é que somos todos chamados não a comunicar a nós mesmos, mas essa tríade existencial que é a verdade, a bondade e a beleza”.
A benção
Ao final da audiência, o Papa expressou seu desejo de abençoar o trabalho de todos os jornalistas e de que todos possam conhecer Cristo e a verdade da Igreja. Ele confiou o trabalho de todos à intercessão da Bem Aventurada Virgem Maria, estrela da nova evangelização.
A benção foi dada de coração, e não como de costume. O gesto do Papa foi em respeito aos presentes que poderiam não ser católicos. “Muitos de vocês pertencem à Igreja católica, outros não são cristãos, mas eu gostaria de dar essa benção a cada um de vocês, respeitando a consciência de cada um, porque cada um de vocês é filho de Deus”.
No momento dos cumprimentos com os membros do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, o Papa recebeu de presente um Ipad.
Fonte: http://papa.cancaonova.com

quarta-feira, 13 de março de 2013

“Doutor, TEREI meus 4 filhos, SIM!”



O casal Martin e Emma Robbins, de 39 e 31 anos, respectivamente, residente em Bristol, na Inglaterra, já tinha um filho – Lucas, 3 – quando ficou sabendo que ganharia o segundo, informou o diário “Daily Mail”.
Mas, depois veio nova informação dos médicos do hospital Saint Michael de Bristol: não vinha um, mas quatro, e quadrigêmeos (dois são gêmeos).
Os médicos vieram então com uma proposta que Emma julgou ofensiva: que seria melhor abortar dois filhos para salvar os outros dois.
A mãe: Emma Robbins
“Não! Eu vou dar à luz os quatro!” – exclamou a corajosa mãe, que foi apoiada pelo marido na decisão.
Emma lembra que foi tomada por uma enorme sensação de amor quando soube que vinham quatro.
Assumiu então a decisão de ficar com todos e fazer quanto estava a seu alcance para dar à luz quatro bebês saudáveis.
“Cada vez que eu ia ao hospital – conta – eles só me falavam dos riscos e perguntavam se eu não queria abortar dois deles. Mas eu pensava que cada vez que eu olhasse para os dois sobreviventes eu iria me lembrar dos outros dois que perdi. E esse pensamento rachava meu coração”.
Emma se sentia sob imensa pressão e angustiada. Quando o médico veio com a “pressão final” – pois era a data limite para o aborto – “nós já sabíamos que seriam quatro meninos e, assim que ele acabou de falar, respondi que nossa decisão era definitiva”.
Afinal, saudáveis e dois meses antes do prazo nasceram os quatro bebês, que cheios de saúde completaram um ano de idade no dia 29 de fevereiro (1º de março) de 2013.
Os quadrigêmeos Zachary e Joshua (idênticos), Reuben e Sam foram concebidos naturalmente. Trata-se um caso raro, mas não anormal: acontece um caso em cada 750 mil.
“Não sabíamos como nos viraríamos depois financeira e materialmente, mas sentíamos que acabaria aparecendo um jeito”, explicou a mãe.
“Toda noite eles acordam e choram um após o outro, acordam até o Luke (o primogênito). Nossa vida parece esgotadora” conta Emma
E os quatro vão crescendo, e fazendo muita bagunça enquanto brincam.
Mas nada tira ao casal a alegria e a paz da consciência limpa, sem falar da bênção de Deus que paira sobre aquele lar.
Fonte: http://www.comshalom.org

Leia a carta do papa Francisco sobre o casamento homossexual na Argentina

O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi escolhido o novo papa Francisco. Em 2008, a foto mostra o então cardeal com a presidente argentina, Cristina Kirchner Foto: AP
O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi escolhido o novo papa Francisco. Em 2008, a foto mostra o então cardeal com a presidente argentina, Cristina Kirchner
Foto: AP

Jorge Mario Bergoglio, eleito Papa nesta terça-feira, publicou a seguinte carta aberta sobre o casamento homossexual quando ocupava o posto de arcebispo de Buenos Aires:
Escrevo estas linhas a vocês que estão nos quatro monastérios de Buenos Aires. O povo argentino deverá confrontar, nas próximas semanas, uma situação cujo resultado pode ferir gravemente a família. Trata-se do projeto de lei sobre o matrimônio de pessoas do mesmo sexo.
Aqui estão em jogo a identidade e a sobrevivência da família: pai, mãe e filhos. Está em jogo a vida de tantas crianças que serão discriminadas de antemão, privando-se do amadurecimento humano que Deus quis que se desse com um pai e uma mãe. Está em jogo o rechaço direto à lei de Deus, gravada, ademais, nos nossos corações.
Recordo uma frase de Santa Teresinha quando fala sobre sua enfermidade de infância. Disse que a inveja do Demônio quis cobrar em sua família a entrada de sua irmã maior ao convento de Carmelo. Aqui também está a inveja do Demônio, através da qual entrou o pecado no mundo, que de modo arteiro pretende destruir a imagem de Deus: homem e mulher receber o mandato de crescer, multiplicar-se e dominar a terra. Não sejamos ingênuos: não se trata de uma simples luta política. É a pretensão destrutiva ao plano de Deus. Não se trata de um mero projeto legislativo (este é meramente o instrumento), mas de uma “movida” do pai da mentira que pretende confundir e enganar os filhos de Deus.
Jesus nos disse que, para nos defendermos deste acusador mentiroso, nos enviará o Espírito da Verdade. Hoje, a Pátria, perante esta situação, necessita da assistência especial do Espírito Santo para que pinha a luz da Verdade em meio da obscuridade do erro. É necessário que este advogado nos defenda do encantamento de tantos sofismas com que se busca justificar este projeto de lei, e que confundem e enganam até mesmo pessoas de boa vontade.
Por isto, recorro a vocês e lhes peço oração e sacrifício, as duas armas invencíveis que Santa Teresinha confessava ter. Clamem ao Senhor para que envie o Espírito aos senadores que hão de dar seu voto. Que não o façam movidos pelo erro ou por situações de conjuntura, mas segundo o que a lei natural e a lei de Deus os prescreve. Peçam por eles, por suas famílias; que o Senhor os visite, os fortaleça e console. Peça para que eles façam um bem à Pátria.
O projeto de lei será tratado no Senado depois de 13 de julho. Olhemos para São José, Para Maria, para o Filho, e peçamos com fervor que eles defendam a família argentina neste momento. Recordemo-los aquilo que Deus mesmo disse a seu povo em um momento de muita angústia: “esta guerra não é vossa, mas de Deus”. Que eles nos socorram, defendam e acompanhem nesta guerra de Deus.
Obrigado pelo que farão nesta luta pela pátria. E, por favor, também peço a vocês que rezem por mim. Que Jesus as abençoe e a Virgem Santa Maria cuide de vocês.
Com carinho,
Cardeal Jorge Mario Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires
Fonte: http://noticias.terra.com.br

EUA: Especialistas alertam para invasão de mosquitos gigantes na Flórida



A fêmea é até 20 vezes maior que as espécies mais comuns de mosquito, e sua picada é capaz de penetrar até mesmo camadas de roupa Foto: Marisol Amador / University of Florida / BBCBrasil.com
A fêmea é até 20 vezes maior que as espécies mais comuns de mosquito, e sua picada é capaz de penetrar até mesmo camadas de roupa
O Estado da Flórida, no sudeste dos Estados Unidos, poderá ser tomado por mosquitos gigantes no verão deste ano, segundo advertiram especialistas. A fêmea da espécie Psorophora ciliata é até 20 vezes maior que as espécies mais comuns de mosquito, e sua picada é capaz de penetrar até mesmo camadas de roupa.
A espécie é comum em toda a costa leste dos Estados Unidos, mas poderá aparecer em quantidade muito acima do normal neste ano no nordeste da Flórida.
Segundo o entomologista Phil Kaufman, professor do Instituto de Ciências Alimentares e Agrícolas da Universidade da Flórida, as fortes chuvas tropicais registradas no último ano na região, incluindo a passagem do furacão Debby, criaram condições ideais para a proliferação dos insetos.
As fêmeas da espécie Psorophora ciliata costumam pôr seus ovos no solo à beira de lagoas, córregos e outros corpos d'água que transbordam quando há chuvas fortes. As larvas somente nascem quando os ovos estão em água.
"Esses mosquitos têm capacidade de pôr ovos que podem ficar dormentes por vários anos, até serem mergulhados em água", explica Kaufman.
'Picada dói bastante'
As fêmeas de Psorophora ciliata podem chegar a quase 1,5 centímetro de comprimento e têm um corpo com marcas em preto e branco. Apenas as fêmeas picam para sugar o sangue de animais, do qual retiram a proteína que precisam para a gestação. Os machos sobrevivem sugando néctar de flores.
"A picada desse mosquito dói bastante, eu posso assegurar", afirma Kaufman. Kaufman e outros colegas da Universidade da Flórida abriram uma página na internet para informar os moradores da região sobre a ameaça dos mosquitos e para sugerir possíveis medidas para evitar picadas.
Segundo eles, os mosquitos geralmente são espantados por repelentes com a substância DEET, apesar de já terem sido identificados insetos resistentes. Outras recomendações feitas por eles são vestir calças e camisas com mangas compridas e evitar regiões onde pode haver água parada após tempestades.
Apesar das picadas potencialmente dolorosas, os especialistas dizem que o mosquito não representa um grande problema de saúde pública, já que não são vetores para a transmissão de doenças, como acontece com outros mosquitos.
Fonte: Terra noticias - www.rainhamaria.com.br 

Ficarei até a fumaça branca, diz fiel ajoelhado, descalço e sob chuva no Vaticano



Fiel Coppo Juliana cardilli vaticano franciscano (Foto: Juliana Cardilli/G1)
Em meio a uma Praça de São Pedro ainda vazia no inicio da manhã desta quarta-feira (13), com muito frio e uma chuva insistente em Roma, a figura de um homem idoso, descalço, vestido com sacos de juta ajoelhado e rezando, chamava a atenção. Massimo Coppo, de 64 anos, chegou na terça-feira (12) ao Vaticano e pretende ficar rezando em frente à Basílica de São Pedro ate o fim do conclave que elegera o novo Papa. “Ficarei até a fumaça branca”, disse ele nesta manhã.
Coppo mora em Assisi, na região da Úmbria, em uma comunidade de franciscanos que prega o voto de pobreza e a vida voltada para a oração. Formado em Ciências Agrárias, ele foi professor até os 32 anos, quando conheceu a comunidade. Até então, era protestante – foi apenas nessa idade que ele se descobriu católico e começou a empregar o que chama de vocação. “Conheci alguns homens em Perugia e percebi que já era católico. Foi quando abri mão de tudo, do trabalho, dos bens, para rezar, me dedicar a Deus.”
Fiel Coppo Juliana cardilli vaticano franciscano (Foto: Juliana Cardilli/G1)
Mesmo com o frio de cerca de 6ºC que fazia nesta manhã em Roma, além da fina chuva que deixava o ambiente ainda mais gelado, Coppo permanecia ajoelhado no chão de pedras, descalço. “Vim rezar, testemunhar essa importante eleição. É uma passagem difícil para a Igreja, milhões de católicos estão rezando. É um tempo belo, importante. O próximo Papa terá um peso muito grande.”
Articulado e bilíngue – o italiano morou nos Estados Unidos na juventude e fala bem inglês –, ele diz esperar um novo Papa que represente os seus ideais. “Queremos ajudar várias pessoas a entender como podemos ser pobres e felizes. É uma liberdade ser pobre. Os franciscanos gostam da pobreza, invejam quem é mais pobre do que eles”, afirmou. “Gostaria de ver um Papa mais pobre, um franciscano, um capuchinho. Um Papa que seja corajoso para reafirmar os fundamentos da fé católica, a eternidade.”
Ele diz que com seus atos de oração quer alertar o mundo para as mudanças recentes que ocorreram. “Muitos vivem um momento midiatico, e não se dão conta do tempo em que estamos. O mundo está seguindo rapidamente para seu fim, mas não falamos muito disso. Fatos no mundo apontam o colapso global e o retorno de Jesus”, disse o italiano, citando a renúncia de Bento XVI e o meteoro que deixou centenas de feridos na Rússia em fevereiro.
Fonte: G1   -    www.rainhamaria.com.br

Quando padre, Bergoglio combateu Teologia da Libertação


Durante ditadura, ele ordenou a seus pares que seguissem com o trabalho nas paróquias, em vez de se preocuparem com o ativismo político

O  cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, agora chamado de Francisco
O  cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, agora chamado de Francisco (AFP)
Primeiro jesuíta a comandar a Igreja Católica, o papa Francisco travou uma dura batalha em sua terra natal, a Argentina, entre os anos 1976 e 1983, quando era ainda o padre Jorge Bergoglio. Na ocasião, o país vivia sob o jugo de uma ditadura militar e o movimento jesuíta argentino passou a ser invadido por partidários da chamada Teologia da Libertação - a adaptação do Evangelho ao marxismo que empolgou parte do clero latino-americano nos anos 70 -, combatida por Bergoglio.
Filho de um funcionário ferroviário de origem piemontesa e de uma dona de casa, Bergoglio frequentou a escola pública, onde se formou como técnico em química. Aos 22 anos, uniu-se à Companhia de Jesus e obteve uma licenciatura em Filosofia. Aos 36, foi designado responsável nacional dos jesuítas argentinos, cargo que desempenhou durante seis anos.
Durante esse período, manteve seus votos de misericórdia e não sucumbiu aos proselitismos políticos. Precisou lutar pela unidade do movimento jesuíta, sob o lema de "manter a não politização da Companhia de Jesus". Para tanto, pediu aos sacerdotes que fizessem um mergulho profundo nos ensinamentos de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus. Aos seus pares, ordenou que seguissem com o trabalho nas paróquias e atuassem como vigários, em vez de se preocuparem com o ativismo político.
Temas contemporâneos - O discurso da Teologia espalhou-se de forma bastante contundente entre os jesuítas latino-americanos. Na esteira do Concílio Vaticano II, realizado entre 1962 e 1965 para aproximar a Igreja Católica dos temas contemporâneos e modernizar a liturgia, uma parte dos padres latino-americanos começou a disseminar a Teologia da Libertação - concepção que tentava enxertar o marxismo em ensinamentos cristãos, sob o argumento da “opção preferencial pelos pobres”. Alguns desses padres, inclusive, apoiaram os grupos de luta armada que assolavam o subcontinente.
Já Bergoglio é um intelectual que tem se dedicado aos mais pobres com medidas práticas. Quando foi nomeado cardeal, persuadiu centenas de argentinos a não viajarem a Roma para celebrar com ele e, em vez disso, dar o dinheiro que seria gasto na viagem para os pobres.
Tornada anátema por Roma, a Teologia desapareceu do mapa - frágil, hoje persiste apenas na tutela de grupos sociais radicais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST). Mas não tem um décimo da relevância de antes.
Fonte: http://veja.abril.com.br

Francisco, o Papa que veio do Sul


Com a escolha do argentino Jorge Mario Bergoglio para o cargo de líder da Igreja Católica, como Papa Francisco,  a Igreja Católica entra numa fase de sua história, marcada por uma intenção missionária e pela reafirmação do caminho já trilhado por João Paulo II e Bento XVI.
- Jesuíta no Vaticano
A escolha de um jesuíta simboliza uma opção pelo caráter missionário da Igreja. Se você pensa em Bento XVI, com a escolha do nome Bento, mostrava seu desejo de trabalhar na reconstrução das bases do catolicismo, estando centrado na Europa e com foco na relação entre fé e cultura.
Escolher um papa jesuíta, e argentino, é o paradigma do processo de evangelização do novo mundo. A Companhia de Jesus construiu o catolicismo na América Latina com seu trabalho missionário. A escolha desse Papa tem um cunho simbólico de uma Igreja que agora vai para o mundo com um grande apelo missionário.
- O nome Francisco
A escolha do nome pode ter relação com dois grandes santos da Igreja: São Francisco de Assis, considerado o santo dos pobres, e São Francisco Xavier, um grande missionário que evangelizou o oriente.. Bergolio, no conjunto de seu episcopado na Argentina, foi um cardeal reconhecido por ter um grande trabalho social junto às favelas de Buenos Aires. É um papa com trabalho social, apontando para valorização da ação social da Igreja.
- A idade
Significa claramente que os cardeais gostaram da experiência de ter um Papa mais experiente e idoso à frente da Igreja (Bento XVI foi eleito com 78 anos em 2005). Isso sinaliza um papado curto. No entanto, não significa que é um Papa de transição. Temos que acabar com essa ideia de Papas de transição. Ele pode ter um pontificado curto, mas com uma missão específica, dando continuidade aos trabalhos daqueles que o precederam e abrindo caminho aos pontífices que vão sucedê-lo.
- Atenção à América Latina
Apesar da Igreja sempre ter sido uma organização internacional aberta para todo o mundo, a escolha de um líder vindo da América Latina mostra que ela entra definitivamente no contexto da sociedade globalizada. Isto é, onde os líderes podem estar em qualquer lugar, inclusive nos países considerados de 3º mundo.
Fonte: http://g1.globo.com

Conheça a história do papa Francisco I



O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, 76, arcebispo de Buenos Aires, é o novo papa. Ele escolheu o nome de Francisco. O papa Francisco é o primeiro latino-americano da história. Foi a primeira vez que o seu cargo foi entregue a um membro da Sociedade de Jesus.
Argentino costuma apoiar programas sociais e desafiar publicamente políticas de livre mercado Foto: Agência Reuters
Na Argentina, Bergoglio é conhecido pelo conservadorismo e pela batalha contra o kirchnerismo. O prelado também é reconhecido por ser umintenso defensor da ajuda aos pobres.

Embora se mostre preocupado com a população de baixa renda, o papa não é adepto da Teologia da Libertação, corrente prestigiada na Igreja brasileira que, com base em ideias marxistas, defende que o clero atue prioritariamente servindo os mais pobres.
O conservadorismo do novo papa é conhecido por declarações contra o aborto e a eutanásia. Além disso, embora ressalte que homossexuais merecem respeito, Bergoglio é contra o casamento gay.

O jesuíta nasceu na capital argentina e, depois de cursar o seminário no bairro Villa Devoto, entrou para a Sociedade de Jesus, aos 19 anos, em 1958. Foi ordenado padre pelos jesuítas um ano depois, quando estudava teologia e filosofia na Faculdade de San Miguel.
Chefe da arquidiocese de Buenos Aires
A partir de 1980, foi reitor da faculdade de San Miguel, cargo que ocupou por seis anos. O papa obteve o título de doutor na Alemanha. Em 1992, foi nomeado bispo e elevado a arcebispo em 1997, passando a chefiar a arquidiocese de Buenos Aires desde então. O argentino ingressou no Colégio de Cardeais em 2001.
Na Santa Sé, participava de diversos dicastérios: era membro da Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos, da Congregação para o Clero e da Congregação para os Institutos da Vida Consagrada e das Sociedades da Vida Apostólica, além do Conselho Pontifício para a Família e da Comissão Pontifícia para a América Latina.
Ele era considerado "papável" desde o conclave que elegeu o alemão Bento 16 para suceder o polonês João Paulo 2º, em 2005. Com a renúncia do primeiro, o nome do arcebispo de Buenos Aires voltou a ficar entre os mais cotados ao posto de papa.