domingo, 17 de fevereiro de 2013

A renúncia do Papa, a imprensa secular – quase sempre “PRE conceituosa” – e as “profecias”.


Que a mídia secular não é o melhor meio para se informar a respeito da Igreja Católica, isso não é novidade. Basta fazer uma rápida leitura nas manchetes dos principais jornais do país a respeito da renúncia do Papa Bento XVI para se ter a certeza de que o amadorismo reina nessas aclamadas agências de notícias.
No entanto, acreditar na simples inocência desses senhores e cobri-los com um véu de caridade por seus comentários maldosos e, muitas vezes, insultuosos não seria honesto. É necessário compreender muito bem que muitos desses veículos estão ardorosamente comprometidos com a desinformação e com os princípios contrários à reta moral defendida pela Igreja. Daí a quantidade de sandices que surgiram na mídia nos últimos dias.
Logo após o anúncio da decisão do Santo Padre, publicou-se na imprensa do mundo todo que a ação de Bento XVI causaria uma “revolução” sem precedentes na doutrina da Igreja. Uma atrapalhada correspondente de uma emissora brasileira afirmou que a renúncia do papa abriria caminho para as “reformas” do Concílio Vaticano II e que isso daria mais poderes aos bispos. Já outros declaravam que os recentes fatos colocavam em xeque o dogma da “Infalibilidade Papal”, proclamado pelo Concílio Vaticano I. Nada mais fantasioso.
É verdade que uma renúncia tal qual a de Bento XVI nunca houve na história da Igreja. A última resignação de um papa aconteceu ainda na Idade Média e em circunstâncias bem diversas. Todavia, isso não significa que o Papa Ratzinger tenha modificado ou inventado qualquer novo dogma ou lei eclesiástica. O direito à renúncia do ministério petrino já estava previsto no Código do Direito Canônico, promulgado pelo Beato João Paulo II em 1983. Portanto, de modo livre e consciente – como explicou no seu discurso – Bento XVI apenas fez uso de um direito que a lei canônica lhe dava e nada nos autoriza a pensar que fora diferente. Usar desse pretexto para fazer afirmações tacanhas sobre dogmas e reformas na Igreja é simplesmente ridículo. Quem faz esses comentários carece de profundos conhecimentos sobre a doutrina católica, sobretudo a expressa no Concílio Vaticano II.
Outros comentaristas foram mais longe nas especulações e atestaram que a renúncia do Papa devia-se às pressões internas que ele sofria por seu perfil tradicionalista e conservador. Além disso, as crises pelos escândalos de pedofilia e vazamentos de documentos internos também teriam pesado na decisão. Não obstante, quem conhece o pensamento de Bento XVI sabe que ele jamais tomaria essa decisão se estivesse em meio a uma crise ou situação que exigisse uma particular solicitude pastoral.E isso ficou muito bem expresso na sua entrevista com o jornalista Peter Seewald – publicada no livro Luz do Mundo – na qual o Papa explica que em momentos de dificuldades, não é possível demitir-se e passar o problema para as mãos de outro.
Mas de todas as notícias veiculadas por esses jornais, certamente as mais esdrúxulas foram as que fizeram referência às antigas “profecias” apocalípiticas que prediziam o fim da Igreja Católica. Numa dessas reportagens, um notório jornal do Brasil dizia: “O anúncio da renúncia do papa Bento 16 fez relembrar a famosa “Profecia de São Malaquias”, que anuncia o fim da Igreja e do mundo”. É curioso notar o repentino surto de fé desses reconhecidos laicistas logo em teorias que proclamam o fim da Igreja. Isso tem muito a dizer a respeito deles e de suas intenções.
Por fim, também não faltaram os especialistas de plantão e teólogos liberais chamados pelas bancadas dos principais jornais do país para pedir a eleição de um papa “mais aberto”. Segundo esses doutos senhores, a Igreja deveria ceder em assuntos morais, permitindo o uso da camisinha, do aborto e casamento gay para conter o êxodo de fiéis para as seitas protestantes. A essas pretensões deve-se responder claramente: A Igreja jamais permitirá aquilo que vai contra a vontade de Deus e nenhum Papa tem o poder de modificar isso. A doutrina católica é imutável. Ademais, os fiéis jovens da Igreja têm se mostrado cada vez mais conservadores e avessos à moral liberal. Inovações liberais para atrair fiéis nunca deram certo e os bancos vazios da Igreja Anglicana são a maior prova disso.
O comportamento vil da mídia secular leva-nos a fazer sérios questionamentos sobre a credibilidade e idoneidade dos chefes de redações que compõem as mesas desses jornais. Das duas, uma: ou esses senhores carecem de formação adequada e por isso seus textos são recheados de ignorâncias e nonsenses, ou então, esses doutos jornalistas têm um sério compromisso com a desinformação e a manipulação dos fatos, algo que está diametralmente oposto ao Código de Ética do Jornalismo. Se fôssemos seguir a cartilha desses órgãos de imprensa, hoje seríamos obrigados a crer que Bento XVI liberou a camisinha, excomungou o boi e o jumento do presépio, acobertou padres pedófilos e mais uma série de disparates que uma simples leitura correta dos fatos seria o suficiente para derrubar a mentira.
Na sua mensagem para o Dia Mundial da Comunicação de 2008, o Papa Bento XVI alertou para os riscos de uma mídia que não está comprometida com a reta informação. “Constata-se, por exemplo, que em certos casos as mídias são utilizadas, não para um correcto serviço de informação, mas para «criar» os próprios acontecimentos”, denunciou o Santo Padre. Bento XVI assinalou que os meios de comunicação devem estar ordenados para a busca da verdade e a sua partilha. Pelo jeito, a imprensa secular ainda tem muito a aprender com o Santo Padre.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

Renúncia do Papa: Um momento em que as palavras são pobres e, diria, ” dispensáveis”..Veja!!


A Fé em Deus do cientista católico americano – do ‘Projeto Genoma’- que fez o mapeamento do DNA humano.



Collins e Obama
Collins e Obama
Fonte: Revista Veja
O biólogo americano Francis Collins é um dos cientistas mais notáveis da atualidade.Diretor do Projeto Genoma, bancado pelo governo americano, foi um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano, em 2001.
Veja – No livro A Linguagem de Deus, o senhor conta que era um “ateu insolente” e, depois, se converteu ao cristianismo. O que o fez mudar suas convicções?
Francis Collins – Houve um período em minha vida em que era conveniente não acreditar em Deus. Eu era jovem, e a física, a química e a matemática pareciam ter todas as respostas para os mistérios da vida. Reduzir tudo a equações era uma forma de exercer total controle sobre meu mundo.
Percebi que a ciência não substitui a religião quando ingressei na faculdade de medicina. Vi pessoas sofrendo de males terríveis. Uma delas, depois de me contar sobre sua fé e como conseguia forças para lutar contra a doença, perguntou-me em que eu acreditava. Disse a ela que não acreditava em nada. Pareceu-me uma resposta vaga, uma frase feita de um cientista ingênuo que se achava capaz de tirar conclusões sobre um assunto tão profundo e negar a evidência de que existe algo maior do que equações. Eu tinha 27 anos. Não passava de um rapaz insolente. Estava negando a possibilidade de haver algo capaz de explicar questões para as quais nunca encontramos respostas, mas que movem o mundo e fazem as pessoas superar desafios.
Veja – Que questões são essas para as quais não encontramos respostas?
Collins – Falo de questões filosóficas que transcendem a ciência, que fazem parte da existência humana. Os cientistas que se dizem ateus têm uma visão empobrecida sobre perguntas que todos nós, seres humanos, nos fazemos todos os dias. “O que acontece depois da morte?” ou “Qual é o motivo de eu estar aqui?”.
Não é certo negar aos seres humanos o direito de acreditar que a vida não é um simples episódio da natureza, explicado cientificamente e sem um sentido maior. Esse lado filosófico da fé, na minha opinião, é uma das facetas mais importantes da religião. A busca por Deus sempre esteve presente na história e foi necessária para o progresso. Civilizações que tentaram suprimir a fé e justificar a vida exclusivamente por meio da ciência – como, recentemente, a União Soviética de Stalin e a China de Mao – falharam. Precisamos da ciência para entender o mundo e usar esse conhecimento para melhorar as condições humanas. Mas a ciência deve permanecer em silêncio nos assuntos espirituais.
Veja – A maioria dos cientistas argumenta que a crença em Deus é irracional e incompatível com as descobertas científicas. O zoólogo Richard Dawkins, com quem o senhor trava um embate filosófico sobre o tema, diz que a religião é a válvula de escape do homem, o vírus da mente. Como o senhor responde a isso?
Collins – Essa perspectiva de Dawkins é cheia de presunção. Eu acredito que o ateísmo é a mais irracional das escolhas. Os cientistas ateus, que acreditam apenas na teoria da evolução e negam todo o resto, sofrem de excesso de confiança. Na visão desses cientistas, hoje adquirimos tanta sabedoria a respeito da evolução e de como a vida se formou que simplesmente não precisamos mais de Deus.
O que deve ficar claro é que as sociedades necessitam tanto da religião como da ciência. Elas não são incompatíveis, mas sim complementares. A ciência investiga o mundo natural. Deus pertence a outra esfera. Deus está fora do mundo natural. Usar as ferramentas da ciência para discutir religião é uma atitude imprópria e equivocada.
No ano passado foram lançados vários livros de cientistas renomados, como Dawkins, Daniel Dennett e Sam Harris, que atacam a religião sem nenhum propósito. É uma ofensa àqueles que têm fé e respeitam a ciência. Em vez de blasfemarem, esses cientistas deveriam trabalhar para elucidar os mistérios que ainda existem. É o que nos cabe.
Veja – O senhor afirma que as sociedades precisam da religião, mas como justificar as barbaridades cometidas em nome de Deus através da história?
Collins – Apesar de tudo o que já aconteceu, coisas maravilhosas foram feitas em nome da religião. Pense em Madre Teresa de Calcutá ou em William Wilberforce, o cristão inglês que passou a vida lutando contra a escravatura. O problema é que a água pura da fé religiosa circula nas veias defeituosas e enferrujadas dos seres humanos, o que às vezes a torna turva. Isso não significa que os princípios estejam errados, apenas que determinadas pessoas usam esses princípios de forma inadequada para justificar suas ações. A religião é um veículo da fé – essa, sim, imprescindível para a humanidade.
Veja – O senhor diz que a ciência e a religião convergem, mas devem ser tratadas separadamente. Como vê o movimento do “design inteligente”, em que cientistas usam a religião para explicar fatos da natureza que permanecem um mistério para a ciência?
Collins – Essa abordagem é um grande erro. Os cientistas não podem cair na armadilha a que chamo de “lacuna divina”. Lamento que o movimento do design inteligente tenha caído nessa cilada ao usar o argumento de que a evolução não explica estruturas tão complicadas como as células ou o olho humano. É dever de todos os cientistas, inclusive dos que têm fé, tentar encontrar explicações racionais para tudo o que existe. Todos os sistemas complexos citados pelo design inteligente – o mais citado é o “bacterial flagellum”, um pequeno motor externo que permite à bactéria se mover nos líquidos – são um conjunto de trinta proteínas. Podemos juntar artificialmente essas trinta proteínas, que nada vai acontecer. Isso porque esses mecanismos se formaram gradualmente através do recrutamento de outros componentes. No curso de longos períodos de tempo, as máquinas moleculares se desenvolveram por meio do processo que Darwin vislumbrou, ou seja, a evolução.
Veja – Qual a sua leitura da Bíblia?
Collins – Santo Agostinho, no ano 400, alertou para o perigo de se achar que a interpretação que cada um de nós dá à Bíblia é a única correta, mas a advertência foi logo esquecida. Agostinho já dizia que não há como saber exatamente o que significam os seis dias da criação. Um exemplo de que uma interpretação unilateral da Bíblia é equivocada é que há duas histórias sobre a criação no livro do Gênesis 1 e 2 – e elas são discordantes.
Isso deixa claro que esses textos não foram concebidos como um livro científico, mas para nos ensinar sobre a natureza divina e nossa relação com Ele. Muitas pessoas que crêem em Deus foram levadas a acreditar que, se não levarmos ao pé da letra todas as passagens da Bíblia, perderemos nossa fé e deixaremos de acreditar que Cristo morreu e ressuscitou. Mas ninguém pode afirmar que a Terra tem menos de 10 000 anos a não ser que se rejeitem todas as descobertas fundamentais da geologia, da cosmologia, da física, da química e da biologia.
Veja – O senhor acredita na Ressurreição?
Collins – Sim. Também acredito na Virgem Maria e em milagres.
Veja – Não é uma contradição que um cientista acredite em dogmas e milagres?
Collins – A questão dos milagres está relacionada à forma como se acredita em Deus. Se uma pessoa crê e reconhece que Ele estabeleceu as leis da natureza e está pelo menos em parte fora dessa natureza, então é totalmente aceitável que esse Deus seja capaz de intervir no mundo natural. Isso pode aparecer como um milagre, que seria uma suspensão temporária ou um adiamento das leis que Deus criou.
Eu não acredito que Deus faça isso com freqüência – nunca testemunhei algo que possa classificar como um milagre. Se Deus quis mandar uma mensagem para este mundo na figura de seu filho, por meio da Ressurreição e da Virgem Maria, e a isso chamam milagre, não vejo motivo para colocar esses dogmas como um desafio para a ciência. Quem é cristão acredita nesses dogmas – ou então não é cristão. Faz parte do jogo.
Veja – É possível acreditar nas teorias de Darwin e em Deus ao mesmo tempo?
Collins – Com certeza. Se no começo dos tempos Deus escolheu usar o mecanismo da evolução para criar a diversidade de vida que existe no planeta, para produzir criaturas que à sua imagem tenham livre-arbítrio, alma e capacidade de discernir entre o bem e o mal, quem somos nós para dizer que ele não deveria ter criado o mundo dessa forma?
Veja – Alguns cientistas afirmam que a religião e certas características ligadas à crença em Deus, como o altruísmo, são ferramentas inerentes ao ser humano para garantir a evolução e a sobrevivência. O senhor concorda?
Collins – Esses argumentos podem parecer plausíveis, mas não há provas de que o altruísmo seja uma característica do ser humano que permite sua sobrevivência e seu progresso, como sugerem os evolucionistas. Eles querem justificar tudo por meio da ciência, e isso acaba sendo usado para difundir o ateísmo.
Veja – Mas o altruísmo é visto hoje pela genética do comportamento como uma característica herdada pelos genes, assim como a inteligência. O senhor, como geneticista, discorda da genética comportamental?
Collins – Há muitas teorias interessantes nessa área, mas são insuficientespara explicar os nobres atos altruístas que admiramos. O recado da evolução para cada um de nós é propagar o nosso DNA e tudo o que está contido nele. É a nossa missão no planeta. Mas não é assim, de forma tão lógica, que entendo o mundo, muito menos o altruísmo e a religiosidade.
Penso em Oskar Schindler, que se sacrificou por um longo período para salvar judeus, e não pessoas de sua própria fé. Por que coisas desse tipo acontecem? Se estou caminhando à beira de um rio, vejo uma pessoa se afogar e decido ajudá-la mesmo pondo em risco a minha vida, de onde vem esse impulso? Nada na teoria da evolução pode explicar a noção de certo e errado, a moral, que parece ser exclusiva da espécie humana.
Veja – Muitas religiões são contrárias ao uso de técnicas científicas que poderiam salvar vidas, como a do uso de células-tronco. Como o senhor se posiciona nessa polêmica?
Collins – Temos de ser sensíveis e respeitar as diferentes religiões no que diz respeito aos avanços científicos. Mas interromper as pesquisas científicas ou impedir que uma pessoa com uma doença terrível tenha uma vida melhor só porque a religião não aceita determinado tratamento é antiético. Por outro lado,existem fronteiras que a ciência não deve transpor, como a clonagem humana, que além de tudo não serviria para nada a não ser para nos repugnar. Cada caso tem de ser avaliado isoladamente.
Veja – Os geneticistas são muitas vezes acusados de brincar de Deus. Como o senhor encara essas críticas?
Collins – Se todos brincássemos de Deus como Deus gostaria, com esperança e amor, ninguém se abateria muito com comentários do gênero. Mas somos seres humanos e temos propensão ao egoísmo e aos julgamentos equivocados. O importante é não reagir de forma exagerada à perspectiva de que as pessoas possam vir a fazer mau uso das descobertas da genética, mas sim focar o lado bom dessa “brincadeira”.
A maior parte das pesquisas genéticas busca a cura de doenças como câncer, problemas cardíacos, esquizofrenia. São objetivos louváveis. Para evitar o uso impróprio da ciência, o Projeto Genoma Humano apóia um programa que visa a preservar a ética nas pesquisas genéticas e certificar-se de que todas as nossas descobertas beneficiarão as pessoas e a sociedade.
Veja – O que esperar das pesquisas genéticas no futuro?
Collins – Nos próximos dois ou três anos vamos descobrir os fatores genéticos que criam a propensão ao câncer, ao diabetes e às doenças cardiovasculares. Isso possibilitará que as pessoas saibam que provavelmente vão desenvolver esses males e tomem medidas preventivas contra eles, com a ajuda do médico. Mais à frente, as descobertas das relações entre o genoma e as doenças farão com que os tratamentos e os remédios sejam personalizados, tornando-os mais eficientes e com menos efeitos colaterais.

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Freira descreve simplicidade do mosteiro em que o Papa Bento habitará


MADRI, 15 Fev. 13 / 11:25 am (ACI/EWTN Noticias).- Uma das freiras que viveram no mosteiro onde o Papa vai passar a residir diz que sua escolha mostra a sua "grande simplicidade", porque "não é um obra de arte ou nada comparável a outros edifícios do Vaticano".

"Sua decisão de retirar-se foi uma surpresa para mim, mas ele é muito corajoso, embora frágil e idoso", disse uma freira da Ordem da Visitação de Santa Maria ao grupo ACI, que pediu anonimato pela da sua vida de clausura.

"Mas esta decisão é a prova de que ele tem uma mente muito lúcida", afirmou ela, acrescentando que "o nosso amor próprio não nos permite ver as nossas próprias limitações, ao contrário do que o Papa Bento XVI fez."

"Se eu o amava antes", declarou ela, "agora eu o amo ainda mais."

As irmãs levam uma vida simples, sem pessoal de serviço. Elas passam o tempo rezando e, para seu aniversário de 400 anos de fundação, fizeram vestes litúrgicas para que o Papa Bento doasse para as igrejas mais pobres.

"Uma semana antes de sairmos ele nos perguntou: 'o que o Papa faria sem vocês' e nos pediu para continuar orando por ele", disse a freira.

"A decisão nos fez chorar, mas ele tem sido muito corajoso", acrescentou.

O mosteiro, chamado Mater Ecclesiae, tem uma área de cerca de 400 metros quadrados e situa-se ao oeste da Basílica de São Pedro.

Ele contém uma capela, uma sala de coro, uma biblioteca, uma porão, um terraço e uma sala de visitas que foi adicionada em 1993.

Quando o Papa Bento XVI anunciou no dia 11 de fevereiro que iria deixar o papado e viver no convento, a especulação começou a circular sobre quando ele tomou sua decisão, uma vez que renovações no edifício começaram em novembro de 2012.

De acordo com a freira espanhola, que atualmente reside em um convento em Madri, o prédio não foi reformado em 18 anos e precisava de reparos menores.

"Tivemos umidade no porão e as janelas precisavam ser mudadas, e no terraço precisava de uma reforma e pintura por causa da neve do ano passado", explicou ela.

"Mas o prédio é muito pequeno, por isso eles tiveram que esperar que nós o deixássemos para começar a trabalhar nele."

Refletindo sobre sua experiência de vida no convento do Vaticano, a freira da Visitação disse que ela e suas irmãs religiosas sentiam que "estavam no coração da Igreja".

"Foi uma experiência que é muito difícil de colocar em palavras", afirmou.

Sua missão era rezar pelo Papa, pelas suas viagens, e acompanhá-lo emoração diariamente.

A freira espanhola lembrou que o Papa Bento XVI, muitas vezes agradeceu-lhes por suas orações e cuidava regularmente de informar-se pelo seu bem-estar.

Ele queria originalmente freiras francesas para viver no mosteiro, explicou ela, mas devido ao pequeno número de vocações na França, ele decidiu que seria melhor buscá-las na Espanha.

O mosteiro foi fundado em 1994 pelo beato João Paulo II como um lugar dedicado exclusivamente à oração pelo Papa, pelo seu ministério e peloscardeais.

A ordem da Visitação de Santa Maria foi escolhida entre muitos outros grupos religiosos para viver no mosteiro desde o dia 7 de outubro de 2009 até 7 de outubro de 2012.

Sua estadia foi estendida por 15 dias e elas deixaram o mosteiro em 22 de outubro, logo após a festa do Beato Papa João Paulo II.

As sete irmãs habitavam em conventos da Espanha, sendo uma de nacionalidade colombiana e outra de Guiné Equatorial.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Jack Nicholson e Andrea Bocelli unidos pela vida e contra o aborto


Jack Nicholson
WASHINGTON DC, 14 Fev. 13 / 03:42 pm (ACI/EWTN Noticias).- Jack Nicholson, famoso ator de Hollywood, foi concebido quando sua mãe era ainda adolescente e, várias vezes ofereceram a ela a possibilidade de abortá-lo, mas ela decidiu tê-lo.
Em declarações à imprensa americana, Nicholson assegurou que não concorda com o aborto e que não poderia assumir outra postura porque seria "hipócrita", já que se sua mãe tivesse aceitado o aborto, "estaria morto, não existiria".
Nascido em 1936, Nicholson cresceu acreditando que sua avó era sua mãe, e considerava como sua irmã a quem na realidade era a sua mãe. O ator descobriu a verdade somente em 1974.
Nicholson assegurou que "sou contrário ao meu distrito eleitoral no tema do aborto, porque estou positivamente em contra. Não tenho direito a qualquer outro ponto de vista. Minha única emoção é gratidão, literalmente, por minhavida".
Em um vídeo difundido no YouTube, o tenor italiano Andrea Bocelli revelou a história do seu nascimento e elogiou a sua mãe por não abortá-lo depois de saber que nasceria com uma deficiência.
No vídeo, titulado "Andrea Bocelli conta uma ‘pequena história’ sobre o aborto", o tenor contou que sua mãe grávida foi hospitalizada por "um simples ataque de apendicite", mas os médicos, ao terminar os tratamentos, sugeriram-lhe abortar porque "o bebê nasceria com alguma deficiência".
"Esta valente jovem esposa decidiu não abortar, e o menino nasceu. Essa mulher era minha mãe, e eu era o menino. Talvez estivesse parcializado, mas posso dizer que a decisão foi correta", assegurou Bocelli, que padece glaucoma congênito e perdeu a vista aos 12 anos, por um golpe na cabeça jogando futebol.
Jim Caviezel, ator católico que interpretou Jesus no filme A Paixão de Cristo, assegurou ao Catholic Digest, em 2009 que "não amo tanto a minha carreira para dizer ‘vou ficar calado sobre isto’", referindo-se ao aborto.
"Estou defendendo a cada bebê que não nasceu", assinalou.
O músico adolescente Justin Bieber também manifestou seu rechaço ao aborto. Em uma entrevista à revista Rolling Stone, Bieber assegurou que "realmente não acredito no aborto", pois "é matar a um bebê".
A mãe de Justin Bieber, Pattie Malette, também se envolveu recentemente na causa pró-vida ao produzir o curta-metragem "Crescendo" contra o aborto e a favor da vida.
Pattie teve uma adolescência difícil, envolvida no mundo das drogas e do álcool, aos 17 anos tentou suicidar-se, antes de converter-se ao cristianismo.
Com seu curta-metragem, disse, "busco alentar às jovens mulheres de todo o mundo, como eu, para que saibam que têm um lugar aonde ir, pessoas que podem cuidar delas e um lar seguro onde viver se ficarem grávidas e acharem que não há lugar aonde acudir".
O veterano ator católico Martin Sheen também expressou repetidamente sua oposição ao aborto. Em uma entrevista em 2011, Sheen admitiu também que sua esposa, Janet, foi concebida por um estupro, por isso, assinalou, se sua mãe a tivesse abortado ou atirado em um rio, como chegou a pensar, ele não a teria conhecido.

Padre Lombardi oferece mais detalhes sobre renúncia do Papa


Padre Federico Lombardi
VATICANO, 11 Fev. 13 / 11:39 am (ACI/EWTN Noticias).- Em uma conferência de imprensa na Sala Stampa do Vaticano, o porta-voz da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, ofereceu à imprensa mais informações a respeito do anúncio da renúncia ao ministério petrino de Bento XVI, feito neste 11 de fevereiro pelo próprio Santo Padre em um consistório no Vaticano.

Pe. Lombardi citando o Cânon § 332 do código de direito canônico, que prevê a possibilidade que o Romano Pontífice renuncie de seu ofício.

No 28 de fevereiro às 20:00h, horário de Roma, o Papa vai se retirar oficialmente. A partir desse momento o período de "sede vacante", terá início.

Em sua entrevista com Peter Seewald, o Santo Padre havia dito sobre a possibilidade de que um Papa renuncie. Quando um Papa chega à conclusão de que ele não pode mais realizar a missão confiada a ele, "ele pode e deve renunciar", dizia o Papa ao jornalista alemão.

Lombardi prometeu mais detalhes nos próximos dias sobre como vai ser organizado o conclave que elegerá um novo Papa.

De acordo com o Pe. Lombardi, o Papa irá para Castel Gandolfo e depois ele se transladaria para um mosteiro dentro do Vaticano (habitado até agora por freiras de clausura) para uma vida de oração.

“Ele não vai, obviamente, participar do Conclave”, afirmou o porta-voz.

"O Papa deixará o cargo e os preparativos para o Conclave terão início", disse o Pe. Lombardi. Por enquanto, tudo o que o Pe. Lombardi pôde afirmar é que o conclave teria início em março, e que a Igreja poderia ter um novo papa no tempo da Páscoa.

O anúncio de Bento no final do Consistório público para a promulgação da causa de três novos santos, foi como “um trovão em céu sereno”, afirmou o decano do Colégio Cardinalício, o Cardeal Angelo Sodano, em declarações reunidas pela Rádio Vaticano.

O anúncio foi feito em latim, e ao tomar a palavra, o Card. Sodano disse: “Santidade, recebemos sua mensagem quase que completamente incrédulos. Permita-me dizer-lhe, em nome de todos os seus colaboradores, que estamos mais do que nunca solidários com o senhor, como estivemos nesses luminosos oito anos do seu pontificado”.

O Decano do colégio cardinalício afirma que antes de 28 de fevereiro, dia em que Bento XVI deseja concluir seu serviço como Papa, “teremos modo de expressar-lhe melhor os nossos sentimentos”. “Certamente, as estrelas no céu continuam sempre brilhando e assim brilhará sempre em meio a nós a estrela do seu pontificado”, concluiu o Cardeal que ofereceu ao Pontífice um longo e caloroso abraço.

Bento XVI: superar individualismos e rivalidades que deturpam a face da Igreja


Cidade do Vaticano (RV) - Bento XVI presidiu a Santa Missa com o rito da imposição das cinzas, nesta quarta-feira, na Basílica de São Pedro, que abre o período da Quaresma.

"Hoje, Quarta-feira de Cinzas, iniciamos um novo caminho quaresmal, um caminho que se prolonga por quarenta dias e nos conduz à alegria da Páscoa do Senhor, à vitória da Vida sobre a morte", frisou o pontífice.

A Igreja nos repropõe o forte chamado que o profeta Joel dirige ao povo de Israel: "Assim diz o Senhor: retornai a mim de todo vosso coração, com jejum, com lágrimas e com lamentação" (Joe 2,12).

O Papa ressaltou que a expressão "de todo vosso coração" significa "do centro dos nossos pensamentos e sentimentos, das raízes das nossas decisões, escolhas e ações, com um gesto de total e radical liberdade".

Este retorno a Deus é possível, "porque há uma força que não reside em nosso coração, mas que brota do coração do próprio Deus. É a força da sua misericórdia. O retorno ao Senhor é possível como graça, porque é obra de Deus e fruto da fé que nós repropomos em sua misericórdia", disse ainda o Santo Padre.

"O 'retornai a mim de todo vosso coração' é um chamado que envolve não somente o indivíduo, mas a comunidade. A dimensão comunitária é um elemento essencial na fé e na vida cristã. O 'Nós' da Igreja é a comunidade em que Jesus nos reúne: a fé é necessariamente eclesial", sublinhou ainda o pontífice.

“E é importante recordar isso e vivê-lo neste Tempo de Quaresma: cada um tenha consciência de que o caminho penitencial não se faz sozinho, mas junto com tantos irmãos e irmãs, na Igreja”.

Por fim, o profeta se detém sobre a oração dos sacerdotes, - destacou o Papa - os quais, com as lágrimas nos olhos, se dirigem a Deus dizendo: “Não entregues ao opróbrio a tua herança, para que as nações zombam deles! Porque dirão entre os povos: Onde está o seu Deus?” (v.17). “Esta oração nos faz refletir sobre a importância do testemunho de fé e de vida cristã de cada um de nós e das nossas comunidades para manifestar o rosto da Igreja e como este rosto é, por vezes, deturpado. Penso em particular nas culpas contra a unidade da Igreja, nas divisões no corpo eclesial. Viver a Quaresma numa mais intensa e evidente comunhão eclesial, superando individualismos e rivalidades, é um sinal humilde e precioso para aqueles que estão distantes da fé ou indiferentes”.

"O 'retornar a Deus de todo coração' em nosso caminho quaresmal passa pela Cruz, o seguir Cristo no caminho que leva ao Calvário, à doação total de si. É um caminho no qual aprender cada dia a sair sempre mais do nosso egoísmo e dos nossos fechamentos, para dar espaço a Deus que abre e transforma o coração", disse ainda o Santo Padre.

No Evangelho de Mateus, Jesus faz referência a três práticas fundamentais previstas pela Lei mosaica: "a esmola, a oração e o jejum são também indicações tradicionais no caminho quaresmal para responder ao convite a retornar a Deus de todo coração."

"O nosso testemunho será sempre mais incisivo quanto menos buscarmos a nossa glória e teremos consciência de que a recompensa do justo é o próprio Deus, o estar unido a Ele, aqui, no caminho da fé, e, ao término da vida, na paz e na luz do encontro face a face com Ele para sempre", disse ainda o Papa.

"Ressoe forte em nós o convite à conversão, a retornar a Deus de todo coração, acolhendo a sua graça que nos faz homens novos, com aquela surpreendente novidade que é participação da própria vida de Jesus", concluiu Bento XVI. (MJ/RL)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Notícia chocante: Obama escolhe muçulmano como diretor da CIA.


Ex-agente do FBI denuncia que John Brennan se converteu ao islamismo.

Drew Zahn
O homem que era um dos principais especialistas em islamismo do FBI afirmou que a escolha do Presidente Obama para chefe da Agência Central de Inteligência (CIA), John Brennan, se converteu ao islamismo anos atrás na Arábia Saudita.
John Brennan
Conforme noticiado pelo WND, o ex-agente do FBI e especialista em islamismo, John Guandolo, há tempos já vem alertando que o governo dos EUA está sendo infiltrado por radicais da Irmandade Islâmica. Mas agora ele alerta que, ao indicar Brennan como diretor da CIA, Obama não apenas escolheu um homem “ingênuo” com relação a essas infiltrações, mas ele próprio é um muçulmano.
“Brennan se converteu ao islamismo quando serviu em uma função oficial a serviço dos Estados Unidos na Arábia Saudita”, disse Guandolo ao entrevistador e radialista Tom Trento.
“O fato em si não é o mais perturbador”, continua Guandolo. “Sua conversão ao islamismo foi o auge de uma operação de contrainteligência contra ele com o objetivo de recrutá-lo. O fato de agentes de inteligência estrangeiros terem recrutado Brennan quando ele estava em posição tão delicada e importante do governo americano em um território estrangeiro significa que ou ele é um traidor, ou é incapaz de discernir e entender como proceder em tais ambientes, o que o torna completamente inapto para ser diretor da Inteligência Central”.
Brennan de fato serviu como chefe de um posto da CIA em Riyadh na década de 90, e hoje ocupa o cargo de Vice-Conselheiro do Ministério de Segurança Nacional e Combate ao Terrorismo. No dia 7 de janeiro, Obama nomeou Brennan como próximo diretor da CIA, embora a nomeação ainda não tenha sido confirmada.
“Você está de brincadeira?” reagiu Trento às alegações de Guandolo. “O chefe da CIA é um muçulmano? É sério?... Tem certeza?”
“Tenho sim”, garantiu Guandolo. “Os fatos foram confirmados por agentes do governo que também estiveram na Arábia Saudita no tempo em que John Brennan servia lá e têm informações diretas. São homens que trabalham em posições de confiança, e foram testemunhas diretas do progresso dessa interação com indivíduos que trabalhavam para o governo saudita e com outros, e testemunharam sua conversão ao islã”.
Ex-fuzileiro naval e veterano de guerra, Guandolo trabalhou por 8 anos na Divisão de Combate ao Terrorismo do FBI como “especialista de assunto” da Irmandade Islâmica e da propagação global do islamismo. Guandolo se orgulha de ter criado o primeiro programa de treinamento em combate ao terrorismo da divisão, e de ter recebido em duas ocasiões o Prêmio de inteligência investigativa da Procuradoria-Geral dos Estados Unidos.
Ele é um dos autores do relatório da Equipe B II do think tank Center for Security Policy (Centro de Políticas de Segurança) intitulado “Shariah: The Threat to America” (“Sharia: A Ameaça à América”).
“Minha opinião é que Brennan é totalmente incapaz para assumir qualquer função de segurança nacional no governo, e isso, em especial, o torna inapto para o cargo de Diretor de Inteligência Central”, criticou Guandolo em sua entrevista a Trento.
Ele dividiu em três partes seu argumento contra a confirmação da indicação de Brennan.
“Primeiro, ele misturou sua vida profissional e pessoal com indivíduos que sabemos ser terroristas”, alega. “Ele supervisionou, aprovou e estimulou outros a trazer líderes conhecidos do Hamas e da Irmandade Islâmica para dentro do governo em posições de aconselhar o governo americano em estratégias antiterroristas e em questões gerais de ‘guerra ao terror’”.
Segundo, Guandolo defende que Brennan “provou com suas próprias declarações que ele é ingênuo e totalmente ignorante com relação à estratégia da Al-Qaeda”.
“Terceiro e último, que alguns poderiam considerar o mais perturbador, é que Brennan se converteu ao islamismo”, disse Guandolo, mas ressaltou, “Acredito que o pior é que a conversão foi resultado do trabalho de pessoas a serviço do governo saudita, o que torna John Brennan simplesmente ingênuo, imprudente, perigosamente ignorante e totalmente inapto para essa posição”.
“Mas isso, por si só, não deveria ser chocante para as pessoas”, prossegue. “Há um vídeo de um pronunciamento de Brennan em que ele diz especificamente que aprendeu e interpreta sua ‘visão de mundo’ em grande parte com a ajuda do islamismo. Não é preciso ir muito longe para imaginar que ele se converteu ao islamismo”.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do original do WND: Shock claim: Obama picks Muslim for CIA chief

O ‘Anel do Pescador”, usado pelo Papa, será destruído após 28 de fevereiro, afirma Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.




O Anel do Pescador, usado pelo Papa – e que lembra o momento em que Jesus diz a Pedro que ele seria um pescador de almas e no qual está gravado o nome do Pontífice -, será destruído provavelmente após 28 de fevereiro, afirmou o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi.

Quando um Pontífice morre, o anel papal é destruído, “porém, nesta ocasião – explica Pe. Lombardi -, a situação é diferente, é inédita, já que o papa segue vivo”. “Especialistas estão estudando a normativa”, acrescentou.

Padre Lombardi destacou, por outro lado, que “os objetos relacionados com o ministério petrino devem ser destruídos”. 

Até agora, após a morte de um papa, o Cardeal Camerlengo, – que administra a Igreja durante o período de Sé Vacante – é o encarregado de verificar a morte do Pontífice e de retirar do dedo o “Anel do Pescador”, simbolizando a conclusão do reinado. O anel, como selo papal, é então imediatamente destruído, visando também, evitar eventuais falsificações de documentos pontifícios.

O Anel do Pescador, também conhecido como Anulus Piscatoris, é um símbolo oficial do Papa, o sucessor de Pedro, que era um pescador. O anel de ouro apresenta um baixo-relevo de Pedro pescando em um barco, símbolo que deriva da tradição que os apóstolos eram pescadores de homens. 

Um novo anel é fundido com o ouro do último anel para cada Papa. Ao redor da imagem está escrito, em alto relevo, o nome do respectivo Papa em latim. Durante a missa de início solene de seu pontificado, o Decano do Colégio de Cardeais coloca o anel no quarto dedo da mão direita do novo Papa.

O primeiro registro do uso do Anel do Pescador remonta ao Papa Clemente IV, em 1265, quando o utilizou como um selo na carta para seu sobrinho Pedro Grossi. O Anel era pressionado no lacre de cera vermelha derretida em um envelope, para fechar toda a correspondência privada. Os documentos públicos, ao contrário, são selados pelo Brasão Papal. Esses documentos foram historicamente chamados de Bulas, carimbadas com chumbo.

A utilização do Anel do Pescador foi alterada durante o século XV, quando foi usada para selar documentos oficiais. Essa prática foi abolida em 1842, quando a cera para a impressão do anel foi substituída por um carimbo com tinta vermelha. (JE)

“ Não nos levemos muito a sério, somos unicamente instrumentos.”



“Não seria mais ‘cristão’ seguir o exemplo do beato Wojtyla, isto é, a resistência heroica até o final, ao invés do exemplo de São Celestino V?
Graças a Deus, são muitas as histórias pessoais, muitos os temperamentos, os destinos, os carismas, as maneiras de interpretar e viver o Evangelho.
Grande, apesar do que pensem aqueles que não a conhecem por dentro, grande é a liberdade católica. Muitas vezes, o então cardeal me repetiu, nas entrevistas que teríamos ao longo dos anos, que quem se preocupa demasiado pela difícil situação da Igreja (quando não foi?) demonstra não haver entendido que esta pertence a Cristo, é o corpo mesmo de Cristo. Portanto, cabe a Ele dirigi-la e, se necessário, salvá-la. ‘Nós’, me dizia, ‘somente somos, palavra do Evangelho, servos, e por consequência, inúteis. Não nos levemos muito a sério, somos unicamente instrumentos e, além disso, muitas vezes ineficazes. Não gastemos demais os neurônios [nos devanemos demasiado los sesos] pelo futuro da Igreja: realizemos até o final nosso dever, Ele pensará no resto’.”
“Existe também, acima de tudo até, esta humildade, na decisão de passar o testemunho: o instrumento vai desaparecer, o Dono da messe (como ele gosta de chamá-Lo, com termos evangélicos) necessita de novos operários, que, portanto, cheguem conscientes isso sim, de ser meros servidores. E quanto aos anciãos já extenuados, deem o trabalho mais valioso: a oferta do sofrimento e o compromisso mais eficaz. O da oração incansável, esperando a chamada à Casa definitiva.”
[Vitorio Messori em El ofrecimiento del sufrimiento y de la oración: una resposta a tres perguntasvia Religión en Libertad]
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

A Igreja Católica sempre será um sinal de contradição para o mundo.


Percival Puggina
A expectativa de que venha por aí um pontífice romano com “ideias
novas” é mal costurada tolice. Na Igreja Católica não há espaço para
voluntarismos, nem para aquilo que em política se chama “vontade política” -
exibida nas refregas eleitorais como chave mestra para solucionar todos os
problemas. Felizmente, as coisas não são assim na Igreja. Nela, a única
vontade que conta é a vontade do Senhor. A suprema novidade é a Boa Nova.
O novo, o novo mundano, o novo profano, as rerum novarum, não são
submetidos a qualquer discernimento individual, mas à Revelação e à Santa
Tradição.
É interessante ver como certos comunicadores pretendem impor à
Igreja os seus critérios, os seus princípios e os seus valores. Eles acham isto e
acham aquilo. E mudam de opinião com facilidade… Ora, senhores, a Igreja
não vai alterar seu ensinamento por uma razão muito simples: ela está para o
que ensina assim como a agulha da bússola está para o norte magnético. Ela
não é dona do norte. Ela apenas aponta para o norte. Quem quiser guiar-se
por essa orientação, livremente, que o faça. Quem não quiser tem todos os
outros pontos cardeais à sua disposição. A Igreja, por sua parte, não é livre
para fazer o mesmo.
Nós podemos agir como bem entendamos, podemos guiar-nos pelas
referências que preferirmos. E a Igreja Católica sempre será um sinal de
contradição em relação aos desvalores que se insinuam na sociedade e os
evidentes descaminhos pelos quais la nave vá. A nave de Pedro vai para onde
o Senhor quer. Os incomodados que desembarquem.
Percival Puggina

A expectativa de que venha por aí um pontífice romano com “ideias novas” é mal costurada tolice. Na Igreja Católica não há espaço para voluntarismos, nem para aquilo que em política se chama “vontade política” – exibida nas refregas eleitorais como chave mestra para solucionar todos os problemas. Felizmente, as coisas não são assim na Igreja. Nela, a única vontade que conta é a vontade do Senhor. A suprema novidade é a Boa Nova.
O novo, o novo mundano, o novo profano, as rerum novarum, não são submetidos a qualquer discernimento individual, mas à Revelação e à SantaTradição.
É interessante ver como certos comunicadores pretendem impor à Igreja os seus critérios, os seus princípios e os seus valores. Eles acham isto e acham aquilo. E mudam de opinião com facilidade… Ora, senhores, a Igreja não vai alterar seu ensinamento por uma razão muito simples: ela está para o que ensina assim como a agulha da bússola está para o norte magnético. Ela não é dona do norte. Ela apenas aponta para o norte. Quem quiser guiar-se por essa orientação, livremente, que o faça. Quem não quiser tem todos os outros pontos cardeais à sua disposição.
A Igreja, por sua parte, não é livre para fazer o mesmo.
Nós podemos agir como bem entendamos, podemos guiar-nos pelas referências que preferirmos. E a Igreja Católica sempre será um sinal de contradição em relação aos desvalores que se insinuam na sociedade e os evidentes descaminhos pelos quais la nave vá. A nave de Pedro vai para onde o Senhor quer.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

Asteroide 2012 DA14: Choque produziria explosão igual a 130 bombas atômicas



13.02.2013 - Na próxima sexta-feira, às 17h25 pelo horário de Verão, um asteroide de 140 toneladas e 60 metros de comprimento fará um impressionante voo rasante e passará raspando em nosso planeta. Apesar de não haver risco de colisão, a aproximação mostra os riscos a que a Terra está submetida diariamente.
n/d
Batizada de 2012 DA14, a rocha move-se no espaço à incrível velocidade de 28 mil km/h e caso atingisse a Terra liberaria a mesma energia da explosão de 2.5 milhões de toneladas de TNT. Isso equivale a 130 vezes a potência da bomba atômica que destruiu a cidade de Hiroxima em 1945.
Em 1908, um cometa ou asteroide de dimensões similares explodiu na atmosfera da Terra acima da região do rio Tunguska, na Sibéria e varreu mais de 2 mil km quadrados de árvores. Esse evento ocorreu às 07h17 da manhã e se tivesse atingido o planeta cinco horas mais tarde destruiria por completo a cidade de São Petersburgo, na época capital do Império Russo.
Segundo relatos da época, a luminosidade foi tão intensa que era possível ler livros na cidade de Londres, há mais de 10 mil quilômetros de distância. Cálculos posteriores mostraram que a onda de choque circundou a Terra por duas vezes através da atmosfera.
De acordo com Don Yeomans, cientista-chefe do NEO, Laboratório de Objetos Próximos à Terra, da Nasa, caso o asteroide 2012 DA14 atingisse a Terra produziria um efeito muito semelhante ao evento de Tunguska.
O choque não aconteceria diretamente contra a superfície, já que a atmosfera terrestre "frearia" a rocha. Isso provocaria o superaquecimento do asteroide fazendo-o explodir em centenas de fragmentos, provocando uma violenta onde de choque. Segundo Yeomans, durante o evento de Tunguska a temperatura do ar ao redor da rocha pode ter chegado a 24 mil graus Celsius.
Na sexta-feira
A máxima aproximação do asteroide está prevista para acontecer as 17h25 pelo horário de Brasília, quando 2012 DA14 atingirá apenas 27.700 km de altitude da superfície (34.100 km do centro da Terra). Visto da cidade de São Paulo isso ocorrerá a cerca de 10 graus de elevação acima do azimute 187 graus, com o céu ainda bastante claro.
Devido à grande interação gravitacional entre a Terra e o asteroide, os programas tradicionais de astronomia como Stellarium, Cartes du Ciel, etc, não podem prever com exatidão os momento próximos da máxima aproximação e apenas fornecem uma estimativa das posições esperadas.
Ao vivo
Como a aproximação máxima ocorrerá no período diurno brasileiro, a observação de 2012 DA14 será impossível e mesmo que pudesse ser feita seria bastante difícil de o asteroide ser "perseguido" por telescópios, já que a velocidade de deslocamento pelo céu seria muito rápida e somente astrônomos amadores bastante experientes teriam sucesso nessa empreitada. Mas nem tudo está perdido.
A NASA, através do Marshall Space Flight Center, rastreará o asteroide e transmitirá as imagens ao vivo do evento a partir dos EUA, mas devido ao horário da passagem as transmissões começarão a partir da meia-noite do dia 16, sete horas após a aproximação máxima, mesmo assim com o asteroide ainda muito próximo da Terra.
Outros telescópios situados em localidades escuras também tentarão rastrear a rocha, mas ainda não temos a confirmação sobre as transmissões em tempo real.
De qualquer forma, o Apolo11 retransmitirá ao vivo as imagens geradas pelo telescópio da NASA. Além disso, colocaremos à disposição dos internautas para um chat para bate-papo e troca de informações sobre o evento.
Fonte: http://www.apolo11.com

Audiência: "Agradeço a todos pelo amor e pela oração"


Cidade do Vaticano (RV) – Bento XVI recebeu esta quarta-feira, na Sala Paulo VI, milhares de fiéis e peregrinos para a Audiência Geral – o primeiro evento público depois do anúncio de sua renúncia.

De fato, no início da Audiência, o Pontífice se dirigiu aos presentes com essas palavras:

Como sabem, decidi (aplausos)... obrigado por vossa simpatia. Decidi renunciar ao ministério que o Senhor me confiou em 19 de abril de 2005. Eu o fiz em plena liberdade pelo bem da Igreja, depois de muito rezar e examinar diante de Deus a minha consciência, bem consciente da gravidade deste ato, mas, ao mesmo tempo, consciente de não ser mais capaz de desempenhar o ministério petrino com aquela força física e de espírito que isso requer. Ampara e ilumina-me a certeza de que a Igreja é de Cristo, o Qual jamais a faltará sua guia e seu cuidado. Agradeço a todos pelo amor e pela oração com os quais me acompanharam. Obrigado, senti quase fisicamente nesses dias para mim nada fáceis, a força da oração que o amor da Igreja, a vossa oração, me oferece. Continuem a rezar por mim, pela Igreja, pelo futuro Papa. O Senhor nos guiará.
A catequese desta quarta-feira foi dedicada ao início do tempo litúrgico da Quaresma – os quarenta dias que nos preparam à celebração da Santa Páscoa. “É um período de esforço especial no nosso caminho espiritual”, disse o Papa, explicando que é o tempo que Jesus passou no deserto antes de iniciar sua vida pública, e onde foi tentado pelo maligno.

Refletindo sobre as tentações a que Jesus foi sujeito, cada um de nós é convidado a dar resposta a esta pergunta fundamental: Que lugar tem Deus na minha vida?

As provas às quais a sociedade atual submete o cristão, de fato, são muitas, e dizem respeito à vida pessoal e social. Não é fácil ser fiel ao matrimônio cristão, praticar a misericórdia na vida cotidiana, deixar espaço à oração e ao silêncio interior. “A tentação de colocar de lado a própria fé está sempre presente e a conversão se torna uma resposta a Deus que deve ser confirmada mais vezes na vida”, afirmou.

Neste Tempo de Quaresma, no Ano da fé, o Papa nos convida a renovar nosso empenho no caminho de conversão, para superar a tendência de nos fechar em nós mesmos e para deixar, ao invés, espaço a Deus, olhando com seus olhos a realidade cotidiana.

“Converter-se significa não fechar-se na busca do próprio sucesso, do próprio prestígio, da própria posição, mas fazer de modo que todos os dias, nas pequenas coisas, a verdade, a fé em Deus e o amor se tornem a coisa mais importante.”

Eis o resumo que o Papa fez de sua catequese em português, seguido da saudação aos lusófonos:

Queridos irmãos e irmãs, hoje, Quarta-feira de Cinzas, iniciamos a Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Estes quarenta dias de penitência nos recordam os dias que Jesus passou no deserto, sendo então tentado pelo diabo para deixar o caminho indicado por Deus Pai e seguir outras estradas mais fáceis e mundanas. Refletindo sobre as tentações a que Jesus foi sujeito, cada um de nós é convidado a dar resposta a esta pergunta fundamental: O que é que verdadeiramente conta na minha vida? Que lugar tem Deus na minha vida? O senhor dela é Deus ou sou eu? De fato, as tentações se resumem no desejo de instrumentalizar Deus para os nossos próprios interesses, em querer colocar-se no lugar de Deus. Jesus se sujeitou às nossas tentações a fim de vencer o maligno e abrir-nos o caminho para Deus. Por isso, a luta contra as tentações, através da conversão que nos é pedida na Quaresma, significa colocar Deus em primeiro lugar como fez Jesus, de tal modo que o Evangelho seja a orientação concreta da nossa vida.
Amados peregrinos lusófonos, uma cordial saudação para todos, nomeadamente para os grupos portugueses de Lamego e Lisboa, e os brasileiros de Curitiba e Porto Alegre. Possa cada um de vós viver estes quarenta dias como um generoso caminho de conversão à santidade que o Deus Santo vos pede e quer dar! As suas bênçãos desçam abundantes sobre vós e vossas famílias! Obrigado!

Bento XVI envia mensagem aos brasileiros no início da Campanha da Fraternidade


Cidade do Vaticano (RV) - Neste dia 13 de fevereiro, quarta-feira de Cinzas, será lançada a Campanha da Fraternidade (CF), com o tema “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8). O Papa Bento XVI enviou uma mensagem para o início da Campanha. Eis a íntegra da mensagem.

Queridos irmãos e irmãs,

Diante de nós se abre o caminho da Quaresma, permeado de oração, penitência e caridade, que nos prepara para vivenciar e participar mais profundamente na paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. No Brasil, esta preparação tem encontrado um válido apoio e estímulo na Campanha da Fraternidade, que este ano chega à sua quinquagésima realização e se reveste já das tonalidades espirituais da XXVII Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em julho próximo: daí o seu tema “Fraternidade e Juventude”, proposto pela Conferência Episcopal Nacional com a esperança de ver multiplicada nos jovens de hoje a mesma resposta que dera a Deus o profeta Isaías: “Eis-me aqui, envia-me!”(6,8).
De bom grado associo-me a esta iniciativa quaresmal da Igreja no Brasil, enviando a todos e cada um a minha cordial saudação no Senhor, a quem confio os esforços de quantos se empenham por ajudar os jovens a tornar-se – como lhes pedi em São Paulo – “protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna inspirada no Evangelho” (Discurso aos jovens brasileiros, 10/05/2007). É que os “sinais dos tempos”, na sociedade e na Igreja, surgem também através dos jovens; menosprezar estes sinais ou não os saber discernir é perder ocasiões de renovação. Se eles forem o presente, serão também o futuro. Queremos os jovens protagonistas integrados na comunidade que os acolhe, demonstrando a confiança que a Igreja deposita em cada um deles. Isto requer guias – padres, consagrados ou leigos – que permaneçam novos por dentro, mesmo que o não sejam de idade, mas capazes de fazer caminho sem impor rumos, de empatia solidária, de dar testemunho de salvação, que a fé e o seguimento de Jesus Cristo cada dia alimentam.
Por isso, convido os jovens brasileiros a buscarem sempre mais no Evangelho de Jesus o sentido da vida, a certeza de que é através da amizade com Cristo que experimentamos o que é belo e nos redime: “Agora que isto tocou os teus lábios, tua culpa está sendo tirada, teu pecado, perdoado” (Is 6,7). Desse encontro transformador, que desejo a cada jovem brasileiro, surge a plena disponibilidade de quem se deixa invadir por um Deus que salva: “Eis-me aqui, envia-me!’ aos meus coetâneos” - ajudando-lhes a descobrir a força e a beleza da fé no meio dos “desertos (espirituais) do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: (…) o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como o é o Catecismo da Igreja Católica” (Homilia na abertura do Ano da Fé, 11/10/2012).
Que o Senhor conceda a todos a alegria de crer n’Ele, de crescer na sua amizade, de segui-Lo no caminho da vida e testemunhá-Lo em todas situações, para transmitir à geração seguinte a imensa riqueza e beleza da fé em Jesus Cristo. Com votos de uma Quaresma frutuosa na vida de cada brasileiro, especialmente das novas gerações, sob a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida, a todos concedo uma especial Bênção Apostólica
Vaticano, 8 de fevereiro de 2013

[Benedictus PP. XVI]