quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

População brasileira é conservadora, confirma Datafolha.


A maioria dos brasileiros é tolerante com a homossexualidade, mas é contra a liberação do uso de drogas. A maioria acha que a desigualdade social alimenta a pobreza, mas acredita que a maldade das pessoas é a principal causa da criminalidade.

Esse contraste entre posições liberais e conservadoras é uma marca da sociedade brasileira, de acordo com pesquisa nacional feita pelo Datafolha no último dia 13. Foram realizadas 2.588 entrevistas em 160 municípios.
Inspirado por uma metodologia adotada por institutos de pesquisa estrangeiros, o Datafolha submeteu os entrevistados a uma bateria de perguntas sobre assuntos polêmicos para verificar a inclinação das pessoas por valores liberais e conservadores.
Entre os temas explorados pelo levantamento, a questão que menos divide a sociedade brasileira diz respeito à influência da religião na vida das pessoas. Para 86%, crer em Deus torna as pessoas melhores. Só 13% acham que isso não é necessariamente verdadeiro, afirma o Datafolha.
A questão que mais divide os brasileiros, de acordo com a pesquisa, tem a ver com o papel dos sindicatos. Para 49%, eles são importantes para defender os interesses dos trabalhadores.
Mas 46% acham que eles servem mais para fazer política do que para representar seus filiados.
Para 61% dos entrevistados, parte da pobreza brasileira pode ser explicada pela falta de oportunidades iguais para que todos possam subir na vida. Para 37% o problema é a preguiça de pessoas que não querem trabalhar.
A desigualdade é o fator principal na opinião dos mais jovens, e uma explicação menos convincente para os mais velhos. Na região Sul do país, 50% acham que a falta de oportunidades é o problema, e 48% culpam a preguiça.
Fonte: com IMAGEM ABAIXO COMPLETA
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1206138-tendencia-conservadora-e-forte-no-pais-diz-datafolha.shtml

domingo, 23 de dezembro de 2012

Pesquisa mostra que pessoas dos países mais felizes do mundo tem na família e na religião seu diferencial.



Uma pesquisa feita cerca de 150.000 pessoas de todo o mundo descobriu que sete dos 10 países do mundo com as atitudes mais otimistas estão na América Latina. O Brasil está em 16º lugar, segundo o ranking medido pela Gallup World Pool.

O Instituto Gallup perguntou a 1.000 pessoas em cada um dos 148 países pesquisados sobre como via a vida e se tinha sentimentos alegres no dia anterior. Em comparação com a mesma pesquisa realizada em 2010, o índice brasileiro pulou de 6,8 para 7,1.

A conclusão dos estudiosos é que apenas riqueza e saúde não garantem a felicidade de um povo,afinal o país com maior renda per capita do mundo, o Catar, não está sequer entre os 10 mais felizes.

Com sete entre os 10 países mais otimistas, um dos principais fatores de contentamento do povo da América Latina é a religião. Outros aspectos são a relação com família e amigos, apesar de uma realidade econômica na maioria das vezes difícil.

Em primeiro lugar ficou o Panamá, com mais de 85% respondendo positivamente. Depois vieram Paraguai, El Salvador, Venezuela, Trinidad e Tobago, Tailândia, Guatemala, Filipinas, Equador e Costa Rica.

As pessoas com menor índice de emoções positivas vivem na rica ilha-Estado de Cingapura. Outros países ricos também ficaram, surpreendentemente, bem embaixo na lista. Alemanha e França empataram com a Somália em 47º lugar.

A colocação nada tem a ver como Índice de Desenvolvimento Humano elaborado pelas Nações Unidas anualmente, que analisa expectativa de vida, nível de educação e renda per capita. Este é um paradoxo com sérias implicações neste campo relativamente novo e controverso chamado de “economia da felicidade”, que busca analisar o desempenho dos governos neste processo.

Em pelo menos nove países houve surpresas, como Iraque, Iêmen, Afeganistão e Haiti, que vêm convivendo com problemas políticos sérios nos últimos anos. A pesquisa mostra que as nações prósperas também podem ser profundamente infelizes, como a maioria dos Estados europeus, onde a população não parece se contentar apenas com aspectos materiais da vida. Com informações Gallup e Daily Mail.

Papa sinaliza aliança entre religiões para combater casamento gay


Papa sinaliza aliança entre religiões para combater casamento gayPapa sinaliza aliança entre religiões para combater casamento gay
Por Philip Pullella
CIDADE DO VATICANO, 21 Dez (Reuters) - O papa Bento 16, indicando o desejo do Vaticano de forjar alianças com outras religiões contra o casamento gay, disse nesta sexta-feira que a família estava ameaçada "em seus fundamentos" por tentativas de mudar a sua "verdadeira estrutura".
O papa fez a sua mais recente denúncia do casamento gay em um discurso de Natal para os funcionários do Vaticano, em que ele misturou religião, filosofia, antropologia e sociologia para ilustrar a posição da Igreja Católica Romana.
Ele colocou todo o peso em um estudo realizado pelo rabino-chefe da França sobre os efeitos que a legalização do casamento gay teria sobre as crianças e a sociedade.
"Não há como negar a crise que ameaça em seus fundamentos --especialmente no mundo ocidental", disse o papa, acrescentando que a família tinha de ser protegida porque é "o autêntico ambiente para se entregar o plano da existência humana".
O papa de 85 anos de idade, falando no Salão Clementine do Palácio Apostólico do Vaticano, afirmou que a família estava sendo ameaçada por "uma compreensão falsa da liberdade" e um repúdio ao compromisso de toda a vida do casamento heterossexual.
"Quando tal compromisso é repudiado, as figuras-chave da existência humana igualmente desaparecem: pai, mãe, filho -- elementos essenciais da experiência de ser humano são perdidos", disse o líder de 1,2 bilhão de católicos do mundo.
O Vaticano partiu para a ofensiva em resposta às vitórias do casamento gay nos Estados Unidos e Europa, utilizando todas as oportunidades possíveis para denunciá-lo através de discursos papais ou editoriais em seu jornal ou na sua rádio.
ALIANÇA RELIGIOSA
Em alguns países, a Igreja Católica uniu forças localmente com judeus, muçulmanos e membros de outras religiões para se opor à legalização do casamento gay, em alguns casos com argumentos baseados em análises jurídicas, sociais e antropológicas, em vez de ensinamentos religiosos.
Significativamente, o papa elogiou especificamente como "profundamente comovente" um estudo feito pelo rabino-chefe da França, Gilles Bernheim, que se tornou tema de acalorado debate no país.
Bernheim, também um filósofo, argumenta que grupos de direitos homossexuais "irão utilizar o casamento gay como um cavalo de Tróia" em uma campanha mais ampla para "negar a identidade sexual e apagar as diferenças sexuais" e "minar os fundamentos heterossexuais da nossa sociedade".
Seu estudo, "Casamento Gay, Paternidade e Adoção: O que muitas vezes esquecemos de dizer", argumenta que os planos de legalizar o casamento gay estão sendo feitos para "o lucro exclusivo de uma pequena minoria" e são muitas vezes apoiados por causa do politicamente correto.
Em seu próprio discurso nesta sexta-feira, o papa repetiu alguns dos conceitos do estudo de Bernheim, incluindo a afirmação de que crianças criadas por casais gays seriam mais "objetos" do que indivíduos.
No mês passado, os eleitores nos Estados norte-americanos de Maryland, Maine e Washington aprovaram o casamento homossexual, na primeira vez em que os direitos do casamento foram estendidos a casais do mesmo sexo pelo voto popular.
Uniões do mesmo sexo foram legalizadas em seis Estados e no Distrito de Columbia pelos legisladores e pelos tribunais.
Também em novembro, a mais alta Corte da Espanha confirmou uma lei do casamento gay, e na França o governo socialista anunciou um projeto de lei que permitiria o casamento gay.
Fonte: http://noticias.uol.com.br

sábado, 22 de dezembro de 2012

Papa defende a família, a Verdade e critica “Ideologia do gênero” onde “o sexo não seria um dado originário da natureza, mas uma função social que cada qual decide autonomamente”.




O Santo Padre, nesta manhã, recebeu a Cúria Romana para felicitações de Natal e, nessa ocasião, proferiu a seguinte saudação:

Senhores Cardeais,
Venerados Irmãos no Episcopado e no Presbiterado,
Queridos irmãos e irmãs!

(…)
O Cardeal Decano recordou-nos uma frase que se repete muitas vezes na liturgia latina destes dias: «Prope este iam Dominus, venite, adoremus! – O Senhor está perto; vinde, adoremos!». Também nós, como uma única família, nos preparamos para adorar, na gruta de Belém, aquele Menino que é Deus em pessoa e tão próximo que Se fez homem como nós. De bom grado retribuo os votos formulados e agradeço de coração a todos, incluindo os Representantes Pontifícios espalhados pelo mundo, pela generosa e qualificada colaboração que cada um presta ao meu ministério.
(…)

A grande alegria, com que se encontraram em Milão famílias vindas de todo o mundo, mostrou que a família, não obstante as múltiplas impressões em contrário, está forte e viva também hoje; mas é incontestável – especialmente no mundo ocidental – a crise que a ameaça até nas suas próprias bases.
Impressionou-me que se tenha repetidamente sublinhado, no Sínodo, a importância da famíliapara a transmissão da fé como lugar autêntico onde se transmitem as formas fundamentais de ser pessoa humana. É vivendo-as e sofrendo-as, juntos, que as mesmas se aprendem. Assim se tornou evidente que, na questão da família, não está em jogo meramente uma determinada forma social, mas o próprio homem: está em questão o que é o homem e o que é preciso fazer para ser justamente homem. Os desafios, neste contexto, são complexos.
Há, antes de mais nada, a questão da capacidade que o homem tem de se vincular ou então da sua falta de vínculos. Pode o homem vincular-se para toda a vida? Isto está de acordo com a sua natureza? Ou não estará porventura em contraste com a sua liberdade e com a auto-realização em toda a sua amplitude? Será que o ser humano se torna-se ele próprio, permanecendo autônomo e entrando em contato com o outro apenas através de relações que pode interromper a qualquer momento? Um vínculo por toda a vida está em contraste com a liberdade? Vale a pena também sofrer por um vínculo? A recusa do vínculo humano, que se vai generalizando cada vez mais por causa duma noção errada de liberdade e de auto-realização e ainda devido à fuga da perspectiva duma paciente suportação do sofrimento, significa que o homem permanece fechado em si mesmo e, em última análise, conserva o próprio «eu» para si mesmo, não o supera verdadeiramente. Mas, só no dom de si é que o homem se alcança a si mesmo, e só abrindo-se ao outro, aos outros, aos filhos, à família, só deixando-se plasmar pelo sofrimento é que ele descobre a grandeza de ser pessoa humana.Com a recusa de tal vínculo, desaparecem também as figuras fundamentais da existência humana: o pai, a mãe, o filho; caem dimensões essenciais da experiência de ser pessoa humana.

Num tratado cuidadosamente documentado e profundamente comovente, o rabino-chefe de França, Gilles Bernheim, mostrou que o ataque à forma autêntica da família (constituída por pai, mãe e filho), ao qual nos encontramos hoje expostos – um verdadeiro atentado –, atinge uma dimensão ainda mais profunda. Se antes tínhamos visto como causa da crise da família um mal-entendido acerca da essência da liberdade humana, agora torna-se claro que aqui está em jogo a visão do próprio ser, do que significa realmente ser homem. Ele cita o célebre aforismo de Simone de Beauvoir: «Não se nasce mulher; fazem-na mulher – On ne naTt pas femme, on le devient». Nestas palavras, manifesta-se o fundamento daquilo que hoje, sob o vocábulo «gender - género», é apresentado como nova filosofia da sexualidade. De acordo com tal filosofia, o sexo já não é um dado originário da natureza que o homem deve aceitar e preencher pessoalmente de significado, mas uma função social que cada qual decide autonomamente, enquanto até agora era a sociedade quem a decidia.
Salta aos olhos a profunda falsidade desta teoria e da revolução antropológica que lhe está subjacente. O homem contesta o fato de possuir uma natureza pré-constituída pela sua corporeidade, que caracteriza o ser humano. Nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um fato pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria.
De acordo com a narração bíblica da criação, pertence à essência da criatura humana ter sido criada por Deus como homem ou como mulher. Esta dualidade é essencial para o ser humano, como Deus o fez. É precisamente esta dualidade como ponto de partida que é contestada. Deixou de ser válido aquilo que se lê na narração da criação: «Ele os criou homem e mulher» (Gn 1, 27). Isto deixou de ser válido, para valer que não foi Ele que os criou homem e mulher; mas teria sido a sociedade a determiná-lo até agora, ao passo que agora somos nós mesmos a decidir sobre isto. Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. O homem contesta a sua própria natureza; agora, é só espírito e vontade. A manipulação da natureza, que hoje deploramos relativamente ao meio ambiente, torna-se aqui a escolha básica do homem a respeito de si mesmo. Agora existe apenas o homem em abstrato, que em seguida escolhe para si, autonomamente, qualquer coisa como sua natureza. Homem e mulher são contestados como exigência, ditada pela criação, de haver formas da pessoa humana que se completam mutuamente. Se, porém, não há a dualidade de homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade pré-estabelecida pela criação. Mas, em tal caso, também a prole perdeu o lugar que até agora lhe competia, e a dignidade particular que lhe é própria; Bernheim mostra como o filho, de sujeito jurídico que era com direito próprio, passe agora necessariamente a objeto, ao qual se tem direito e que, como objeto de um direito, se pode adquirir.
Onde a liberdade do fazer se torna liberdade de fazer-se por si mesmo, chega-se necessariamente a negar o próprio Criador; e, consequentemente, o próprio homem como criatura de Deus, como imagem de Deus, é degradado na essência do seu ser. Na luta pela família, está em jogo o próprio homem. E torna-se evidente que, onde Deus é negado, dissolve-se também a dignidade do homem. Quem defende Deus, defende o homem.

Dito isto, gostava de chegar ao segundo grande tema que, desde Assis até ao Sínodo sobre a Nova Evangelização, permeou todo o ano que chega ao fim: a questão do diálogo e do anúncio. Comecemos pelo diálogo. No nosso tempo, para a Igreja, vejo principalmente três campos de diálogo, onde ela deve estar presente lutando pelo homem e pelo que significa ser pessoa humana: o diálogo com os Estados, o diálogo com a sociedade – aqui está incluído o diálogo com as culturas e com a ciência – e, finalmente, o diálogo com as religiões. Em todos estes diálogos, a Igreja fala a partir da luz que a fé lhe dá. Ao mesmo tempo, porém, ela encarna a memória da humanidade que, desde os primórdios e através dos tempos, é memória das experiências e dos sofrimentos da humanidade, onde a Igreja aprendeu o que significa ser homem, experimentando o seu limite e grandeza, as suas possibilidades e limitações.
A cultura do humano, de que ela se faz garante, nasceu e desenvolveu-se a partir do encontro entre a revelação de Deus e a existência humana. A Igreja representa a memória do que é ser homem defronte a uma civilização do esquecimento que já só se conhece a si mesma e só reconhece o próprio critério de medição. Mas, assim como uma pessoa sem memória perdeu a sua identidade, assim também uma humanidade sem memória perderia a própria identidade. Aquilo que foi dado ver à Igreja, no encontro entre revelação e experiência humana, ultrapassa sem dúvida o mero âmbito da razão, mas não constitui um mundo particular que seria desprovido de interesse para o não-crente. Se o homem, com o próprio pensamento entra na reflexão e na compreensão daqueles conhecimentos, estes alargam o horizonte da razão e isto diz respeito também àqueles que não conseguem partilhar a fé da Igreja.
No diálogo com o Estado e a sociedade, naturalmente a Igreja não tem soluções prontas para as diversas questões. Mas, unida às outras forças sociais, lutará pelas respostas que melhor correspondam à justa medida do ser humano. Aquilo que ela identificou como valores fundamentais, constitutivos e não negociáveis da existência humana, deve defendê-lo com a máxima clareza. Deve fazer todo o possível por criar uma convicção que possa depois traduzir-se em ação política.

Na situação atual da humanidade, o diálogo das religiões é uma condição necessária para a paz no mundo, constituindo por isso mesmo um dever para os cristãos bem como para as outras crenças religiosas. Este diálogo das religiões possui diversas dimensões. Há-de ser, antes de tudo, simplesmente um diálogo da vida, um diálogo da ação compartilhada. Nele, não se falará dos grandes temas da fé – se Deus é trinitário, ou como se deve entender a inspiração das Escrituras Sagradas, etc. –, mas trata-se dos problemas concretos da convivência e da responsabilidade comum pela sociedade, pelo Estado, pela humanidade.
Aqui é preciso aprender a aceitar o outro na sua forma de ser e pensar de modo diverso. Para isso, é necessário fazer da responsabilidade comum pela justiça e a paz o critério basilar do diálogo. Um diálogo, onde se trate de paz e de justiça indo mais além do que é simplesmente pragmático, torna-se por si mesmo uma luta ética sobre a verdade e sobre o ser humano; um diálogo sobre os valores que são pressupostos em tudo. Assim o diálogo, ao princípio meramente prático, torna-se também uma luta pelo justo modo de ser pessoa humana. Embora as escolhas básicas não estejam enquanto tais em discussão, os esforços à volta duma questão concreta tornam-se um percurso no qual ambas as partes podem encontrar purificação e enriquecimento através da escuta do outro. Assim estes esforços podem ter o significado também de passos comuns rumo à única verdade, sem que as escolhas básicas sejam alteradas. Se ambas as partes se movem a partir duma hermenêutica de justiça e de paz, a diferença básica não desaparecerá, mas crescerá uma proximidade mais profunda entre eles.

Hoje em geral, para a essência do diálogo inter-religioso, consideram fundamentais duas regras:
1ª) O diálogo não tem como alvo a conversão, mas a compreensão. Nisto se distingue da evangelização, da missão.
2ª) De acordo com isso, neste diálogo, ambas as partes permanecem deliberadamente na sua identidade própria, que, no diálogo, não põem em questão nem para si mesmo nem para os outros.
Estas regras são justas; mas penso que assim estejam formuladas demasiado superficialmente. Sim, o diálogo não visa a conversão, mas uma melhor compreensão recíproca: isto é correto. Contudo a busca de conhecimento e compreensão sempre pretende ser também uma aproximação da verdade. Assim, ambas as partes, aproximando-se passo a passo da verdade, avançam e caminham para uma maior partilha, que se funda sobre a unidade da verdade. Quanto a permanecer fiéis à própria identidade, seria demasiado pouco se o cristão, com a sua decisão a favor da própria identidade, interrompesse por assim dizer por vontade própria o caminho para a verdade. Então o seu ser cristão tornar-se-ia algo de arbitrário, uma escolha simplesmente factual. Nesse caso, evidentemente, ele não teria em conta que a religião tem a ver com a verdade. A propósito disto, eu diria que o cristão possui a grande confiança, mais ainda, a certeza basilar de poder tranquilamente fazer-se ao largo no vasto mar da verdade, sem dever temer pela sua identidade de cristão. Sem dúvida, não somos nós que possuímos a verdade, mas é ela que nos possui a nós: Cristo, que é a Verdade, tomou-nos pela mão e, no caminho da nossa busca apaixonada de conhecimento, sabemos que a sua mão nos sustenta firmemente. O fato de sermos interiormente sustentados pela mão de Cristo torna-nos simultaneamente livres e seguros. Livres: se somos sustentados por Ele, podemos, abertamente e sem medo, entrar em qualquer diálogo. Seguros, porque Ele não nos deixa, a não ser que sejamos nós mesmos a desligar-nos d’Ele. Unidos a Ele, estamos na luz da verdade.

Por último, impõe-se ainda uma breve consideração sobre o anúncio, sobre a evangelização, de que, na sequência das propostas dos Padres Sinodais, falará efectiva e amplamente o documento pós-sinodal. Acho que os elementos essenciais do processo de evangelização são visíveis, de forma muito eloquente, na narração de São João sobre a vocação de dois discípulos do Baptista, que se tornam discípulos de Cristo (cf. Jo 1, 35-39). Antes de tudo, há o simples acto do anúncio. João Baptista indica Jesus e diz: «Eis o Cordeiro de Deus!» Pouco depois o evangelista vai narrar um facto parecido; agora é André que diz a Simão, seu irmão: «Encontrámos o Messias!» (1, 41). O primeiro elemento fundamental é o anúncio puro e simples, o kerigma, cuja força deriva da convicção interior do arauto. Na narração dos dois discípulos, temos depois a escuta, o seguir os passos de Jesus; um seguir que não é ainda verdadeiro seguimento, mas antes uma santa curiosidade, um movimento de busca. Na realidade, ambos os discípulos são pessoas à procura; pessoas que, para além do quotidiano, vivem na expectativa de Deus: na expectativa, porque Ele está presente e, portanto, manifestar-Se-á. E a busca, tocada pelo anúncio, torna-se concreta: querem conhecer melhor Aquele que o Baptista designou como o Cordeiro de Deus. Depois vem o terceiro acto que tem início com o facto de Jesus Se voltar para trás, Se voltar para eles e lhes perguntar: «Que pretendeis?» A resposta dos dois é uma nova pergunta que indica a abertura da sua expectativa, a disponibilidade para cumprir novos passos. Perguntam: «Rabi, onde moras?» A resposta de Jesus – «vinde e vereis» – é um convite para O acompanharem e, caminhando com Ele, tornarem-se videntes.

A palavra do anúncio torna-se eficaz quando existe no homem uma dócil disponibilidade para se aproximar de Deus, quando o homem anda interiormente à procura e, deste modo, está a caminho rumo ao Senhor. Então, vendo a solicitude de Jesus sente-se atingido no coração; depois o impacto com o anúncio suscita uma santa curiosidade de conhecer Jesus mais de perto. Este ir com Ele leva ao lugar onde Jesus habita: à comunidade da Igreja, que é o seu Corpo. Significa entrar na comunhão itinerante dos catecúmenos, que é uma comunhão feita de aprofundamento e, ao mesmo tempo, de vida, onde o caminhar com Jesus nos faz tornar videntes.
«Vinde e vereis». Esta palavra dirigida aos dois discípulos à procura, Jesus dirige-a também às pessoas de hoje que estão em busca. No final do ano, queremos pedir ao Senhor para que a Igreja, não obstante as próprias pobrezas, se torne cada vez mais reconhecível como sua morada.
Pedimos-Lhe para que, no caminho rumo à sua casa, nos torne, também a nós, sempre mais videntes a fim de podermos afirmar sempre melhor e de modo cada mais convincente: encontrámos Aquele que todo o mundo espera, ou seja, Jesus Cristo, verdadeiro Filho de Deus e verdadeiro homem. Neste espírito, desejo de coração a todos vós um santo Natal e um feliz Ano Novo. Obrigado!

Fonte:http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

Papa Bento XVI superou Justin Bieber no recorde mundial de retuítes de seus seguidores, informou o Vaticano .



O papa Bento 16, de 85 anos, grisalho e novo no Twitter, superou Justin Bieber, de 18, e bateu o recorde de retuítes de seus seguidores, informou o Vaticano na quinta-feira (20).
O jornal do Vaticano afirmou que ao meio-dia de quinta-feira no horário da Itália que o papa tinha 2,1 milhões de seguidores no Twitter, oito dias depois de seu primeiro tuíte ter sido enviado.
Embora o cantor canadense Bieber tenha aproximadamente 15 vezes mais seguidores –31,7 milhões–, o jornal do Vaticano disse que Bento 16 superou Bieber nos retweets.
A publicação afirmou que 50% dos seguidores do papa retuitaram seu primeiro tuíte em 12 de dezembro, enquanto apenas 0,7% dos seguidores de Bieber retuitaram um dos tuítes mais populares do cantor em 26 de setembro, quando ele comentou a morte de um fã de 6 anos por câncer.
O Vaticano afirmou que isso era parte de uma tendência mais ampla segundo a qual as pessoas buscam por um conteúdo mais espiritual.
O papa já tem tweets em inglês, alemão, italiano, francês, espanhol, português, polonês e árabe. O jornal disse que ele vai começar a tweetar em latim e chinês em breve.
Fonte: http://www.comshalom.org

Ministra alemã gera polêmica ao falar sobre o sexo de Deus


Ministra alemã gera polêmica ao falar sobre o sexo de DeusMinistra alemã gera polêmica ao falar sobre o sexo de Deus
Uma declaração feita pela ministra alemã da Família, Kristina Schroeder, tem gerado uma grande polêmica na Alemanha. Isso porque durante um encontro ela afirmou que para quem não quer tratar Deus no gênero masculino que escolha a opção de gênero neutro, que é o que melhor se aplica neste caso.
Na língua alemã há três gêneros: feminino, masculino e neutro.
Durante o debate teológico-gramatical um jornalista questionou a ministra dizendo que “é complicando falar de Deus no masculino a sua pequena filha?”.
A resposta de Schoroeder foi o que gerou a discussão: “É simples, cada um deve decidir por si mesmo. O artigo não tem significado”.
As críticas vieram de todos os lados, até mesmo do Partido da União Democrata Cristã, que é o mesmo da chanceler Angela Merkel.
Diante da polêmica instalada, o porta-voz da ministra se pronunciou citando a Bíblia e obras do papa Bento 16. “Evidentemente, Deus não é nem homem, nem mulher. Tenho mais confiança em um especialista [o Papa] do que naqueles que criticam a ministra”. As informações são do G1.
Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br

Erupção de vulcão deixa Chile e Argentina em alerta


Estações de monitoramento detectaram aumento da atividade sísmica, o que colocou em alerta os vizinhos do vulcão Copahue, na fronteira entre os dois países



O governo do Chile decretou neste sábado alerta laranja pela erupção do vulcão Copahue, localizado no sul, na zona fronteiriça com a província argentina de Neuquén, cuja atividade está sendo supervisionada pelas autoridades, informou o ministro de Mineração, Hernán de Solminihac.
AFP
Coluna de fumaça negra chegou a atingir altura de 1,5 km
O vulcão começou a liberar gases e cinzas na manhã deste sábado, criando uma coluna de fumaça negra, com uma altura de 1,5 km dirigida para o sudeste, informou em um comunicado o Serviço Nacional de Geologia e Minas (Sernageomin).
As estações de monitoramento detectaram também um aumento da atividade sísmica, o que colocou em alerta os vizinhos da comunidade de Biobío.
O ministro Solminihac explicou ao canal 24 Horas que a atividade vulcânica é bem menor agora, mas que resolveram decretar o alerta laranja para acompanhar a evolução do vulcão.
A província argentina de Neuquén decretou alerta amarelo neste sábado para as cidades andinas vizinhas ao vulcão, informou o prefeito de Caviahue, Oscar Mancegosa.
"A situação está totalmente controlada, não há evacuações no momento, embora todos os mecanismos preventivos estejam ativados" se forem necessários, disse ao canal de TV C5N.
A última vez que o vulcão entrou em erupção foi no ano 2000 em uma atividade que se prolongou entre julho e outubro desse ano.
AFP
Vulcão Copahue é visto da cidade de Caviahue, na Argentina, neste sábado
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

2013 será o ano mais quente da história

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EPA

No próximo ano, a temperatura global será superior à média, preveem meteorologistas britânicos.

“É bem provável que 2013 seja um dos 10 mais quentes desde 1850. Muito possivelmente, ele será mais quente que 2012,” dizem os meteorologistas, explicando que o próximo ano será mais quente do que as taxas médias anuais em 14°C.
Segundo os cientistas, o ano que está terminando, também entrou no top 10 dos mais quentes na história das observações meteorológicas desde 1850, ocupando o nono lugar.
Fonte: Voz da Russia.

Cientistas israelenses inventam maconha inofensiva

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© Flickr.com/Paciarotta/cc-by-nc-sa 3.0

Pesquisadores do grupo de trabalho Tikun Olam, que investigam doenças graves e seus cuidados, conseguiram produzir um tipo de maconha que não produz efeitos alucinógenos.

Depois de uma cuidadosa seleção, os cientistas conseguiram excluir da planta o tetrahidrocanabinol (THC) e, graças a isso, não se produz a ligação entre as células do cérebro e o isômero do canabinol que determina as propriedades psicoativas do cânhamo.
Depois de tomar o medicamento, fabricado com base na nova planta,  pode-se até dirigir um automóvel. Esse remédio poderá ser prescrito tanto a idosos, como a crianças.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Assista esse vídeo: O caminho para a desobediência ao Papa.


Forte tremor de terra assusta moradores em Montes Claros

Marina Pereira e Michelly OdaDo G1 Grande Minas


O telhado de uma casa caiu por causa dos
abalos (Foto: Michelly Oda/G1)


Três tremores de terra assustaram moradores de Montes Claros, Norte de Minas Gerais, na madrugada desta quarta-feira (19). De acordo com a Polícia Militar, o primeiro tremor ocorreu por volta das 2h50 e os seguintes ocorreram em um intervalo de 20 a 30 minutos.

Vários bairros da cidade ficaram sem energia elétrica por meia hora, segundo o Corpo de Bombeiros essa queda de energia pode ter sido causada pelos tremores.

Com medo, moradores sairam para fora de suas casas. Os amigos Moises Souza, de 18 anos, e Lucas Fonseca, de 20 anos, que moram no bairro Santa Rita, foram chamados por uma vizinha no meio da madrugada. "Estavamos em casa, quando a vizinha nos chamou tivemos certeza de que o tremor tinha acontecido mesmo. Foi o maior que já senti aqui em Montes Claros", diz Moises.O Observatório Sismologico de Brasília ainda não informou qual a magnitude deste tremor. O maior registrado em Montes Claros ocorreu no dia 19 de maio, com quatro graus na escala Richter. Até o mês de novembro foram registrados 174 eventos naturais, 60 destes foram registrados por quatro das nove estações sismológicas instaladas no entorno de Montes Claros.

O taxista José Antônio Cardoso trabalha na rodoviária da cidade e estava fora do carro no momento em que o primeiro abalo foi sentido. "Ouvi uma explosão muito forte e entrei no carro, logo em seguida a luz foi embora. Depois tremeu mais forte e eu estava cochilando, senti o chão estremecer", conta.

Moradores com medo saem para fora das casas
(Foto: Michelly Oda/G1)


A ocorrência mais grave registrada pelos bombeiros foi uma queda de uma varanda no Bairro Jardim Brasil, região norte da cidade. No local moram quatro pessoas. "Acordamos com o tremor e logo as telhas caíram, saímos todos assustados, correndo para o lado de fora, apesar de já ter sentido outros tremores, este foi o que mais deu medo", diz o proprietário da casa, Paulo Pereira.

Assustados, os moradores permaneceram do lado de fora das casas e, muitos afirmaram que havia a informação de que novos tremores ocorreriam. Em entrevista ao G1 Grande Minas nesta segunda-feira (17), o especialista da Universidade de São Paulo, Marcelo Assumpção, que realiza estudos na região, disse que os abalos são imprevisíveis, portanto, não há como determinar o horário e o dia em que irão ocorrer.

O gerente de uma loja de conveniências que funciona 24h disse que no momento do primeiro tremor havia 30 clientes no local. Com a queda da energia, todos saíram correndo assustados. Esta não foi a primeira vez que ele sentiu os abalos, mas disse que o pânico foi maior por causa da escuridão repentina.

A Polícia Militar recebeu 350 chamadas e o Corpo de Bombeiros de Montes Claros também registrou mais de 200 ligações. Eles orientam a população a ficar distante da rede elétrica e permanecer em estado de alerta.
Bombeiros em casa que teve o telhado destruído (Foto: Michelly Oda/G1)Bombeiros em casa que teve o telhado destruído no bairro Jardim Brasil(Foto: Michelly Oda/G1
)
Fonte: http://g1.globo.com

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Falha geológica é causa de tremores de terra em Montes Claros.


Existe uma falha geológica em Montes Claros (Norte de Minas), que é apontada como a responsável pelos tremores de terra registrados na cidade. Ela tem cerca de 3 quilômetros de extensão e está situada a uma profundidade de um e meio a dois quilômetros. Por conta da “fenda” no subsolo, a terra deverá continuar a tremer. Mas, não há motivo de pânico para a população, pois, devem ocorrer abalos de pequena intensidade. Por outro lado, a estrutura das construções devem ser reforçadas.

As informações foram divulgadas, esta segunda-feira, pelos professores Marcelo Assumpção, do departamento de Geofísica da Universidade de São Paulo (USP); e George Sand de França, do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), que apresentaram os resultados dos estudos sobre os fenômenos sísmicos ocorridos no município.

Solicitados pela Prefeitura local e pela Defesa Civil Estadual, os estudos da UNB e da USP foram iniciados em maio deste ano, diante da freqüência de tremores de terra em Montes Claros, sendo que o abalo de maior intensidade, de 4.5 graus na escala Richter, aconteceu em 19 de maio passado, quando foram atingidas 60 casas. Seis delas foram condenadas e duas foram interditadas, com as famílias desabrigadas.

Foram instaladas nove estações sismográficas em diferentes pontos de Montes Claros para o mapeamento dos tremores e identificação das suas possíveis causas. Desde maio, os aparelhos registraram a ocorrência de 174 “eventos” no municípios, dos quais a metade “fenômenos naturais” (tremores) e outra metade detonações realizadas por pedreiras, que, de acordo com os especialistas não têm grandes impactos, ao ponto de fazer a terra tremer. Como referência para a análise no levantamento foram considerados 33 “abalos naturais” e 27 detonações.

O professor Marcelo Assumpção disse que foi localizada uma “falha geológica” no município, cuja extensão, de três quilômetros, vai da Vila Atlântica até a Serra do Mel (também conhecida como Serra da Sapucaia). Na mesma região, foram identificados os epicentros dos tremores registrados no município. “Os tremores estão relacionados com a fratura geológica, mas devem ser ressaltado que se trata de uma fratura pequena, que também ocorrem em outras partes do Brasil”, observou o geofísico da USP.
Assumpção salientou que os sismos devem continuar a ocorrer na região. Porém, isso não deve criar nenhum tipo de apreensão entre os moradores. “As chances de ter um terremoto de maior intensidade - de até 5.0 graus na Escala Richter - existem, mas são muito pequenas. Mesmo que venha acontecer um abalo com maior intensidiade, as construções bem feitas não serão afetada. Elas poderão ter trincas nas paredes, sem que isso implique em algum risco de desabamento”, assegurou o especialista.

A região mais atingida pelos abalos em Montes Claros é a Vila Atlântica, onde moram famílias de baixa renda. O professor Marcelo Assumpção disse que, mesmo com os estudos apontando a existência da falha geológica na região da Vila Atlântica, não será necessária a remoção de famílias da região. “Ninguém deve abandonar suas casas por causa da falha geológica. No entanto, é preciso reforçar a estrutura de suas casas. As pessoas devem tomar alguns cuidados. Por exemplo, devem verificar sempre se as telhas estão firmes, ao ponto de resistir pequenos tremores. Além disso, deve-se evitar colocar coisas pesadas em cima de armários, a fim de prevenir riscos de acidentes”, recomendou.

O professor George Sand de França, do Observatório Sismológico da UNB, disse que os moradores devem se acostumar com os abalos. “A primeira coisa que as pessoas devem ter é calma. Na hora do tremor, devem sair rápido de casa ou então se protegerem debaixo de uma mesa”, disse França.

Ele lembrou que os dados do Observatório da UnB mostram que Montes Claros tem registros de sismos desde 1978, com a freqüência dos tremores aumentando em determinada épocas e depois reduzindo. Os fenômenos se repetiram mais nos anos de 1996, 1999, 2000, 2008, 2010, 2011 e 2012. Porém, a maioria deles é intensidade muita pequena. Segundo o professor Marcelo Assumpção, de 1995 até hoje, foram registrados na cidade pouco mais de 20 tremores acima 2.0 na escala Richter.
Fonte: http://www.em.com.br

Filme “O Hobbit” é Católico e atrai fãs por ser fiel à carga religiosa da saga de Tolkien, afirma editor de revista.



Luís Antônio Giron, na Época
Ao assistir ao filme O Hobbit – uma jornada inesperada, do diretor neozelandês Peter Jackson, senti a mesma alucinação recorrente que tive quando vi os três filmes de O senhor dos Anéis, também de Jackson, no início da década passada. O ambiente concebido pelo escritor inglês J.R.R. Tolkien e recriado em alta tecnologia digital (filmagem em 3D e 48 quadros por segundo) por Peter Jackson é o dos romances da Idade Média, com seus cavaleiros, senhores de territórios fragmentários, o amor cortês, o misticismo ardente e superstições materializadas em seres fantásticos.
Mas voltemos à alucinação. Consigo perceber uma cruz invisível atravessando todas as sequências. A cruz não se encontra estampada nos trajes dos elfos e não está fincada no topo da Montanha Solitária, mas é como estivesse lá, sub-reptícia, uma marca d’água. É como se Tolkien houvesse subtraído o símbolo mais ostensivo do Cristianismo – talvez porque fora utilizado militarmente durante as Cruzadas – para que viessem à tona os valores que a cruz oculta e ofusca.
Assim, o jogo de ausência e presença simbólica da religião no filme e na obra de Tolkien é tão sutil como insidioso. Não apenas Tolkien faz uma defesa dos fundamentos cristãos, como sobretudo enfatiza a beleza e a aura divina do catolicismo. Isso se dá não só porque Tolkien era um católico fervoroso que trabalhou ao abrigo da Universidade Oxford – assim como seu amigo C.S. Lewis, autor das Crônicas de Nárnia, outra manifestação católica sob a forma de alegoria fantástica. Tolkien e Lewis acreditavam na literatura como um estágio necessário para a transformação espiritual da humanidade e sua elevação aos rituais mais belos… que se encontram no Vaticano, cuja origem está na ritualística pomposa do Império Romano.
Tolkien fez o seu catolicismo penetrar no romance O Hobbit (1937) e na sua sequência, a trilogia de romancesSenhor dos Anéis (1954-1955). Embora ele quisesse, no fim das contas, narrar uma boa história, esperava que seus leitores evoluíssem espiritualmente com ela. Dizia que um dos objetos “subcriativos” de seu projeto era “a elucidação da verdade, e o encorajamento da boa moral neste mundo real, através do antigo artifício de exemplificá-las em personificações pouco conhecidas, que podem tender a prová-las”. A citação está no livroEncontrando Deus em O Hobbit (Thomas Nelson, 200 páginas, R$ 29,90), de tolkienólogo Jim Ware, um dos muitos lançamentos “místicos” e de autoajuda (ou autoilusão) na esteira do lançamento do filme de Peter Jackson. Jim Ware diz que garante que o leitor “vai encontrar Deus” ao ler O Hobbit. Talvez isso seja difícil. Mais fácil é encontrar os preceitos da Cúria Romana na saga.
Aqui me permito um desvio sobre a composição das obras, que ajudará a compreender melhor o processo criativo e a crença de Tolkien. O Hobbit é um prelúdio da trilogia do Anel, e nesse sentido mantém um estreito parentesco espiritual e estrutural com a tetralogia operística O Anel dos Nibelungos (1876), de Richard Wagner, com seu prólogo e a saga dos deuses dominados pelo ouro do rio Reno (Wagner foi acusado por Nietzsche de se render ao catolicismo bávaro ao fim da vida).
No ensaio Explorando o universo do Hobbit (Lafonte, 258 páginas, R$ 29,90), o medievalista (como Tolkien) Corey Olsen afirma que Tolkien revisou O Hobbit, pensado inicialmente como um livro infantil, com o objetivo de ampliar a história da Terra-média e inseri-lo na composição final de Senhor dos Anéis. Alterou, por exemplo, o encontro do Gollum com Bilbo Bolseiro, para que o achado do anel ganhasse mais consistência. Na versão original, Bilbo, um depositório inconsciente da ética católica, apossou-se do anel e se despediu do Gollum de maneira amistosa, não sem uma dose de culpa, já que o Gollum não havia notado o furto. Na nova versão, o Gollum percebe-o e jura odiar para sempre o hobbit. O ódio se torna um alicerce para a trama levada adiante pelo sobrinho de Bilbo, Frodo, em O Senhor dos Anéis. Curiosamente, Peter Jackson faz quase a mesma coisa: ele seguiu Tolkien para encaixar O Hobbit como prelúdio a Senhor dos Anéis. Mesmo assim, Jackson desrespeitou a organização da obra para prolongar O Hobbit em três filmes – o que tornou o primeiro longa-metragem arrastado e repleto de flash-backs irritantemente explicativos.
Hobbitt 1 (Foto: Divulgação)
A organização retroativa proposta por Tolkien fornece às aventuras dos hobbits, anões, elfos, trolls, magos e orcs um qualidade arquitetônica. Sua tetralogia como que derrete a ordem perfeita da Catedral de São Pedro no Vaticano para reencenar com suas figuras, alegorias e simbologia uma aventura de revelação em um ambiente alienígena, em uma geografia imaginária.
No mapa de Tolkien ingressam transfigurados os princípios elementares do catolicismo. Assim como a viagem de Gandalf, Bilbo (interpretado no filme pelo ator inglês e católico Martin Freeman) e os 13 anões é uma representação da volta à Terra Prometida (os anões pertencem a um povo valoroso, porém espoliado de seus tesouros pelo dragão Smaug), abençoada por um hobbit bondoso, a história da peregrinação a Mordor e a devolução do anel pode ser lida como uma alegoria do Evangelho encoberta sob o manto da fábula. Pode-se deduzir que O Hobbit é o Velho Testamento; Senhor dos Anéis, o Novo. Todos os volumes da história da Terra-média de Tolkien (Os filhos de HúrinO Silmarilion etc.) compõem uma versão fabulosa e medievalesca da Vulgata Latina, a tradução da Bíblia para o Latim feita por São Jerônimo no século III d.C., considerada o texto oficial das Sagradas Escrituras pelo Vaticano.
Além dessas transposições, é possível identificar quatro aspectos mais evidentes do Catolicismo no enredo de O Hobbit e Senhor dos Anéis. Em primeiro lugar, Bilbo, um hobbit aparentemente conformista, torna-se o escolhido para viver uma aventura: seguir com os anões à Montanha Solitária, atravessando terras ermas e perigosas, para enganar Smaug e restituir o tesouro e a terra aos seus donos originais. Trata-se, portanto, de uma jornada iniciática. “No final, você não será o mesmo”, avisa Gandalf. Bilbo irá conquistar o anel, ficar rico e atingir a espiritualidade. É o mesmo percurso exigido ao católico, que galga os degraus rumo à perfeição, do batismo à extrema-unção na vida profana e, na sacerdotal, do noviciado à sagração como bispo e até mesmo papa.
Um dos pré-requisitos para Bilbo e amigos seguirem adiante é a obediência. Dessa forma, se fazem presentes a submissão e até mesmo a admiração de todos os personagens “bons” a uma hierarquia imperial, a um poder central liderado pelo Papa, o mandatário direto de Deus na Terra, segundo a Igreja Católica. Como a cruz, não há um papa explícito em O Hobbit, mas Gandalf parece ser o mais próximo de empunhar o cajado e a cruz de São Pedro. Ou Bilbo, a longo prazo.
As virtudes teologais, em terceiro lugar, são o motor da trama de combate ao Mal: Fé, Esperança e Caridade. Bilbo reúne-as como nenhum outro personagens. Mesmo quando tomar para si o anel, usa seu poder para reforçar a fé entre os companheiros de jornada.
Desse modo, quando o objetivo dos justos contra os ímpios está próximo a ser alcançado, contará o quarto e maior elemento católico da história de Tolkien: a Divina Providência. É ela que vem resgatar o herói nos instantes de maior perigo. Como na terra dos orcs, quando águias gigantes salvam os anões liderados por Thórin e Bilbo da morte. As águias simbolizam ali o Espírito Santo, parte da Santíssima Trindade, ao lado do Pai e do Filho. A Divina Providência retornará ao longo de O Hobbit e Senhor dos Anéis para organizar os reinos caóticos da Terra-média.
Bilbo e companheiros fazem o papel de apóstolos. São soldados de Cristo em uma Cruzada, ainda que sem cruz. Eles conduzem o leitor e o espectador às altas esferas da crença, para assim promover sua conversão por meio da catequese. No entanto, à parte a crença e persuasão doutrinária, o texto de Tolkien consiste em uma peça artística, uma narrativa de ficção, onde as leis da lógica são alteradas. E é na fantasia que o aspecto mais profundo do catolicismo de Tolkien se revela, na crença de que o reino deste mundo é maléfico. Assim, Mordor ou Ereborn, os reinos caóticos deste mundos, não valem a pena ser conquistados, pois o reino está em outro lugar, no plano espiritual e divino. Nem mesmo o Condado do Bolsão, onde moram os hobbits, é recomendável. “Meu reino não é deste mundo”, poderia dizer o mago Gandalf, ecoando Jesus Cristo.
No entanto, apesar de poder ser compreendida como páginas de doutrinação religiosa, a experiência mais enriquecedora é ler e ver O Hobbit e Senhor dos Anéis como obra de arte literária e cinematográfica. Tolkien parece demonstrar a observação do escritor argentino Jorge Luis Borges, segundo o qual a metafísica (e, por extensão, a religião) deve constituir uma subcategoria da literatura fantástica.

Jornal vê ligação de game (Call of Duty) com massacre em escola americana.


Para o tabloide britânico The Sun, um dos possíveis culpados pelo massacre na escola norte americana, deixando 26 mortos, pode ser o jogo de tiro em primeira pessoa, Call of Duty.
A tragédia aconteceu na última sexta-feira, quando o jovem Adam Lanza, de 20 anos, abriu fogo em uma escola infantil da cidade de Newton, Connecticut, provocando a morte de 20 crianças.
Segundo apuração do tabloide, Adam era obcecado por Call of Duty, chegando a passar horas no porão jogando jogos descritos pelo jornal como “games sanguinolentos”. Quem forneceu essa informação foi o encanador Peter Wlasuk, que costumava realizar consertos na casa da mãe do jovem.
Segundo Wlasuk, Adam “tinha um pôster para cada equipamento militar que os Estados Unidos já fizeram”. Ele ainda revelou que o adolescente tinha extenso conhecimento sobre armamento antigo e que Call of Duty foi determinante na natureza do massacre, pois as armas utilizadas por Adam eram as mesmas em que usava no jogo.
A reportagem no The Sun ainda procurou a opinião de uma especialista em crianças e educação. A psicóloga Teresa Bliss disse que “não é saudável que crianças vejam pessoas destruindo outras pessoas” e que não se pode ignorar o tipo de efeito que jogos do tipo causam em jovens.
Desde o lançamento da nova versão de Call of Duty, o tabloide vem elogiando o game e dedicando atenção a eventos ligados ao jogo. No entanto, na matéria divulgada nesta terça-feira, 18, não houve nenhuma tentativa de contato com a produtora Activision, a fim de trabalhar o assunto pelo outro lado da história.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

Cientistas alertam que supervulcão pode destruir os EUA


17.12.2012 - Alguns dos mais inteligentes geofísicos do mundo não estão dormindo bem mais. Talvez os seus sonhos estão cheios de pesadelos - se assim for, não seria surpreendente, pois o que eles acreditavam que sabiam sobre vulcões não estava certo.
Mas agora eles sabem a verdade - as terríveis realidades dos super-vulcões que estão se ativando e podem destruir a América e outros locais a qualquer momento. Talvez em 100 anos ... ou talvez já na semana que vem ...
 
 
Esqueça os asteroides do tamanho de montanhas que bombardeiam a Terra ... Pare de se preocupar sobre a guerra nuclear ... livre -se de qualquer dúvida sobre a idade de gelo vindo ... Doomsday está provavelmente mais perto do que você pensa e não importa onde você vive, você provavelmente não estará a salvo dos efeitos de rescaldo.
Essa é a terrível realidade de frente para cientistas de todo o mundo como eles lutam para revisar os sistemas de monitoramento para prever melhor a fúria destrutiva iminente dos supervulcões quando acordarem.
O terror de amanhã
Por muitos anos pensei que o amanhã dos vulcanólogos seria um longo caminho adentro. Mas dois artigos científicos publicados recentemente reavaliaram o perigo de vários vulcões ameaçadores nos EUA: uma em Death Valley, a cratera Ubehebe, tem meia milha de largura e mais de 700 metros de profundidade. Acredita-se que eclodiram últimos milhares de anos atrás, é agora conhecido por ter explodido durante o século 14.
O outro vulcão, a famosa caldeira do Lago Crater, em Oregon, pode recarregar-se em poucas décadas e, em seguida, explodir com super massiva força destrutiva. Até recentemente, os cientistas acreditavam que os vulcões também necessários milhares de anos para tornar-se perigosamente ativo novamente.
Eles estavam errados.
A Brilhante cientista líder Dr. Margaret Mangan da Califórnia no USGS

Os cientistas do Geological Survey dos EUA encarregados de manter um olhar atento sobre vulcões localizados na Califórnia para o Serviço Geológico dos EUA podemos citar Margaret Mangan. ” Recentemente ela disse que os EUA hoje "Na compreensão do momento de erupções e do calendário da edificação até as erupções estão mudando."
E mudar é - a uma taxa alarmante. As mudanças no conhecimento que têm vindo rapidamente nos últimos anos temos agora alguns cientistas roendo as unhas sobre o supervulcão do fim do mundo no parque de Yellowstone. Esse vulcão tem mostrado todos os sinais de se tornar ativo: partes do terreno têm aquecido a pouco menos de 1.000 ⁰ F enquanto a terra é abaulamento de um domo de lava edifício e um lago completamente cozidos distância.
Há apenas dois anos geofísicos muitos seguros a todos, incluindo o governo federal, que realmente não havia nada para se preocupar.Realmente.
Agora, esses mesmos cientistas se fecharam. Se eles falam em tudo aos repórteres curiosos eles respondem apenas evasivos e depois correm para longe.
O que eles estão preocupados? Aproximando-se do Juízo Final.
Os muitos nomes do Doomsday

Doomsday vem com muitos nomes, 22 para ser exato. O maior entre as sete mega-caldeiras (o nome técnico para supervulcões) são Yellowstone, Long Valley, e Calderas Valles nos Estados Unidos; lago Toba em Sumatra ilha ao Norte da Indonésia, o Vulcão Taupo localizado na Ilha do Norte da Nova Zelândia; Caldera Aira dentro da Prefeitura de Kagoshima de Kyushu, no Japão, e as Armadilhas quentes da Sibéria, na Rússia.
O mundo dos sete supervulcões - caldeirões de destruição violenta

Um supervulcão relativamente menor, o Cumbre Vieja, em La Palma, nas Ilhas Canárias apenas a noroeste de África poderia acabar com grande parte do sul da Inglaterra ea maior parte do leste dos EUA.
De acordo com um artigo de Steve Connor, o editor de ciência do Reino Unido, The Independent:
"Uma onda maior do que a Coluna de Nelson e viajando mais rápido do que um avião a jato irá devastar a costa leste da América e inundar grande parte do sul da Grã-Bretanha, dizem os cientistas que analisaram os efeitos de uma futura erupção vulcânica nas Ilhas Canárias.
"Zona de Destruição 'A Ilha das Canárias do vulcão Cumbre Vieja

"Uma laje maciça de rocha duas vezes o volume da Ilha de Man pode romper com a ilha de La Palma e quebrar-se no Oceano Atlântico a causar um tsunami, uma onda monstruosa maior do que qualquer já gravada, os cientistas advertiram ...
O caminho de um tsunami que o vulcão Cumbre Vieja geraria a partir das Ilhas Canárias

"A maior parte da energia da onda, o equivalente à produção combinada de estações da América do poder por seis meses, iria viajar para o oeste para a costa americana, mas o suficiente seria sacudiu o norte para o Canal Inglês para causar danos catastróficos costeira.
"Um modelo de computador foi concebido para mostrar a forma como o tsunami vai surgir após o vulcão, chamado Cumbre Vieja, irromper ... Ele descreve a escala quase inimaginável de um evento que os cientistas dizem que pode acontecer a qualquer momento no futuro previsível."
Fogo e gelo

Quando o supervulcão de Yellowstone entrar em erupção, até 100 milhões de americanos vão perecer.

Milhões serão instantaneamente incinerados pela explosão. Milhões mais morrerão rapidamente pelas toneladas de cinza-superaquecidas até 20 metros de profundidade que irá cobrir como zona da morte o Noroeste do Pacífico ao norte do Texas e, tanto a leste como a oeste de Iowa.
'Zona da morte' American delineada por cinzas superaquecidas 

Mais vão sucumbir à longa fome, seca e pragas. Para todos os efeitos, uma vez que foi nos Estados Unidos da América será -enterrado em cinzas, escórias e lama superaquecidas.
Grande parte do sudoeste do Canadá também será afetada.
 
Zona da Morte delineada por ventos supersônicos e calor

Uma pesquisa de 2009 realizada por cientistas reunidos últimos dados de ondas sísmicas de terremotos na região para criar uma imagem 3D do hotspot subterrâneo. A caldeira real antiga, agora principalmente uma impressão superficial no solo, se estende por três estados: Idaho, Montana e Wyoming.
'Poço da Morte' - ampliando abertura vulcânica em Yellowstone 

Todos os especialistas concordam que, se outra grande erupção ocorre a concussão é de que , lava, gás superaquecido e queda de cinzas que efetivamente destruirão quase a metade dos EUA e será amaior catástrofe única na história do mundo já registrada.

"Zona da Morte" toda a erupção do Yellowstone projetada cobrirá dois terços dos EUA

A destruição apocalíptica dos supervulcões será seguida rapidamente por uma Idade do Gelo. Se será uma grande Idade do Gelo se o gelo permanecer por até 100.000 anos.
A última grande erupção ocorreu em Yellowstone a cerca de 70.000 anos atrás. Alguns especialistasestão alertando para uma iminente catástrofe do supervulcão que já está muito atrasada.
Quando perguntado quando pensar que o Yellowstone poderá entrar em erupção, um vulcanólogo preocupado suspirou e respondeu: " Meu, a qualquer momento. Olha, eu sou apenas um cientista. Só Deus pode responder a essa pergunta com certeza ... mas isso vai acontecer. "
Fonte: Blog Libertar
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Nota de  www.rainhamaria.com.br
Profecia de Nossa Senhora de La Salette, aparição na França em 1846, reconhecida pela Igreja em 1851.
"As estações serão mudadas, a terra não produzirá senão maus frutos, os astros perderão os seus movimentos regulares, a lua não refletirá senão uma luz avermelhada; a água e o fogo causarão ao globo terrestre movimentos convulsivos e horríveis terremotos, que farão tragar montanhas, cidades...
Chegou o tempo. O sol se escurece; somente a fé viverá".