sábado, 31 de março de 2012

Harry Potter: o sinistro e diabólico anti-conto de fadas



Frankfurt — Em fins do ano passado deu-se no mundo inteiro um dos mais espetaculares lançamentos de uma obra literária para crianças e jovens. Trata-se da edição do quarto livro da série Harry Potter. A obra, com nada menos que 767 páginas, intitulada Harry Potter e o cálice de fogo, da autora escocesa Joanne Rowling1, despertou um interesse estrondoso, criando mesmo aquilo que se chamou de “pottermania”.
Só na Alemanha esgotaram-se em tempo recorde centenas de milhares de exemplares da obra. Em Frankfurt, mas também em outras grandes cidades, já de madrugada, enfrentando o frio cortante do inverno incipiente, filas enormes de leitores formavam-se junto às portas das livrarias, ansiosos por serem os primeiros a ter em mãos o “precioso” livro…
Imensa foi a orquestração mediática em torno dessa obra destinada ao público infanto-juvenil: tema tratado praticamente por todos os jornais, revistas e televisões, os quais por sua vez atiçaram a curiosidade geral.
A autora, cujos quatro livros tornaram-se best-sellers com uma tiragem superior a 100 milhões de exemplares em todo o mundo, perfila-se hoje entre os escritores mais lidos do mundo. Um mês depois do apoteótico lançamento do quarto volume de Harry Potter, Rowling recebia da Universidade de Exeter o título de Doctor honoris causa em filologia. Sucesso vertiginoso, quando se considera que há apenas sete anos ela chegava a Londres, divorciada de um jornalista português, com uma filha de um ano, uma mala cheia de manuscritos e sem um centavo no bolso. Hoje, Joanne Rowling vai ganhando prêmios de literatura um após outro. E já é a terceira mulher mais rica da Inglaterra.
Na origem dessa meteórica ascensão encontra-se, sem dúvida, a propaganda torrencial da mídia. Porém, o apoio publicitário não explica tudo. Parte importante no sucesso da escritora escocesa advém, infelizmente, da apetência de numerosos leitores por um mundo tenebroso, oculto e misterioso, que se desvela ao longo das peripécias de Harry Potter e seus amigos. Tal apetência também parece explicar o extraordinário sucesso de bilheteria alcançado nos Estados Unidos pelo filme Shrek, produzido no estúdio do cineasta Spielberg, que apresenta um gigante ogro monstruoso. Apesar de repelente, Shrek vem atraindo legiões de espectadores!
Adeus ao mundo maravilhoso das fábulas e contos de fada
A literatura infantil dos últimos séculos caracterizava-se por alimentar nos jovens leitores a apetência do maravilhoso, incrementar nas almas o senso de contradição entre o bem e o mal, despertar o horror pelo hediondo e o amor pelo sublime. Mostrar ainda que, apesar de todos os sofrimentos, de todos os reveses desta vida, de todas as armadilhas preparadas pelos maus contra os bons, a felicidade alcançável nesta terra é a que resulta da prática da virtude, da perseverança nas vias do bem; é esta sempre a melhor opção. Candura, inocência, desejo de um mundo fabuloso — uma espécie de pré-figura do Céu — que venha ao encontro das mais puras e elevadas aspirações do coração.
Por outro lado, o mundo dos maus, com sua fealdade, seu hediondo, suas trevas e traições, seus ódios e invejas, tudo isso lembrava o horror da “societas scelerum” (sociedade dos celerados), que é o inferno. E assim elevava-se para as crianças um grande ideal de vida: amar o bem e odiar o mal, praticar a virtude e execrar o vício, abrir-se ao sublime e, nesta ascensão de perfeição em perfeição, de maravilhoso em maravilhoso, ao fim desta invisível escada de Jacó, encontrar a Deus, supremo Bem, infinita Perfeição.
Deste modo, sem mencionar sequer uma frase do Catecismo, eram os contos de fada um possante instrumento para preparar as jovens almas a abraçarem o bem e rejeitarem o mal, em suma, a amar a Deus e odiar o demônio.
Da Condessa de Ségur a Rowling: uma queda vertiginosa
Esse alto valor pedagógico dos contos infantis representou, na Alemanha do século XVI, uma poderosa arma da Contra-Reforma católica no combate à obra destrutiva da pseudo-reforma luterana. E no século XIX os irmãos Grimm tornaram-se famosos por sua obra de compilar e difundir os contos de fada, que até então em grande parte circulavam de boca em boca.
Concomitantemente, na França os escritos da Condessa de Ségur — que aliás não eram contos de fadas — exerceram influência igualmente benéfica na formação de sucessivas gerações. Fazendo com que o enredo e os personagens de seus livros tratassem de espinhosos problemas da vida diária do pequeno mundo infantil, numa linguagem atraente, leve, elevada e nobre, ela convidava implicitamente seus jovens leitores a tomarem um perfil moral, cujas notas tônicas eram a honestidade, a lealdade, a nobreza de caráter, a cortesia no trato, a elevação de espírito, a inocência em suma. Talvez muitos leitores se recordarão ainda de O albergue do anjo da guarda, O general Durakine,Os dois bobinhosAs memórias de um asno, para citar apenas alguns de seus livros mais famosos.

O mundo hediondo do demônio
Ora, nada dos elementos de formação do caráter, que abundavam na antiga literatura infanto-juvenil, encontramos na série de Harry Potter. O que nela se encontra é bem exatamente o contrário. É a iniciação no mundo do preternatural, da bruxaria e da magia, dos seres hediondos e repelentes. A série de Harry Potter revela-se assim uma possante preparação das almas e das mentes para inicialmente tomar como natural um mundo anticristão, e depois abrir-se a um mundo de horror e trevas, que configura o reino do demônio. Reino este almejado pela Revolução gnóstica e igualitária que há séculos vem minando a Civilização Cristã, como descreve o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em sua obra-mestra Revolução e Contra-Revolução4.
Aliás, a própria Joanne Rowling confessa implicitamente este caráter anticristão de sua obra ao afirmar a importância que atribui ao elemento“magia”. Numa entrevista concedida na cidade de Tüginben, Rowling afirmou sem rebuços: “As crianças necessitam da magia, porque elas mesmas são muito fracas” .
O enredo
A série de Harry Potter comportará sete volumes, quatro dos quais já publicados. No primeiro, Harry Potter e a Pedra Filosofal , pode-se ler como Harry, órfão de um ano de idade, é adotado por tios que o desprezam por ser um bruxinho e o tratam com brutalidade. Contam-lhe que seus pais morreram num acidente de carro. Porém, quando completa 11 anos, fica sabendo que, de fato, seus pais não morreram num desastre, mas assassinados por um bruxo maléfico, Lord Voldemort. Harry só escapou da morte graças ao sacrifício de sua mãe, que o protegeu com seu corpo. Restou-lhe, porém, impressa na testa uma cicatriz em forma de raio, a qual lhe provoca dores cruciantes sempre que Lord Voldemort está em seu encalço. Convidado a freqüentar a Escola de Feitiçaria de Hogwarts, torna-se amigo de Rony e Hermione, dois bruxinhos de mesma idade, e com eles experimenta toda espécie de aventuras.
Tais aventuras, que ocorrem ao longo dos sucessivos anos letivos na Escola de Bruxaria de Hogwarts, vão crescendo gradualmente em suspense. Tanto o segundo volume, Harry Potter e a Câmara dos Segredos, quanto o terceiro, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, têm seu ponto alto em enfrentamentos de Potter com seu antagonista Voldemort. No quarto volume, Harry Potter e o Cálice de Fogo, a fantasia das peripécias não encontra limites e o grau de preternatural demoníaco vai se acentuando cada vez mais, culminando na cena da reencarnação de Lord Voldemort.
Numa ação horripilante, durante a noite e num cemitério, o bruxo maléfico — que estava reduzido a uma espécie de esquálido e hediondo ser fetal, de olhos vermelhos e pele escamosa — readquire seu corpo inteiro a partir de um elixir. Os ingredientes deste são ossos retirados do túmulo de seu pai, de carne da mão (decepada no momento) de Rabo de Verme, o único servo que lhe restara, e o sangue retirado das veias de Harry Potter, que, amarrado numa pedra sepulcral, assiste impotente à cena, enquanto a cobra Nagini, igualmente servidora e companheira inseparável de Voldemort, arrasta-se célere em torno do sepulcro.
A luta entre o mal … e o mal
Potter surge ao longo da obra — toda ela túmida de preternatural e de cenas horripilantes, onde seres hediondos aparecem a cada instante — como um menino eleito. Sim, porque não se trata de um menino como os outros. É um aprendiz de feiticeiro, mas bonzinho. Com seus amigos, igualmente bruxinhos, vai à escola (de bruxaria, bem entendido) , participa de jogos, escreve cartas a seus conhecidos, sofrendo porém, continuamente, insídias e ataques pérfidos de bruxos das trevas, oscomedores da morte, comandados por Lord Voldemort.
Assim se apresenta na obra a perspectiva da suposta luta entre o “bem e o mal”, por onde Potter e seus amigos seriam bruxos do bem. Os bruxos do mal são violentos e odientos; os do bem, o mais das vezes, benévolos e pacíficos. Sim, porque às vezes Harry se deixa levar pelo ódio. Em relação ao professor Snape, um de seus piores inimigos, “ele imagina como as coisas mais terríveis poderiam atingi-lo… Se ele pelo menos soubesse como funciona a maldição Cruciatus, … esmagaria Snape no chão, como esta aranha, e o faria debater-se” .
Ademais, trata-se aqui de bruxos bons, que convivem em harmonia plena com toda espécie de horrores e monstruosidades. Um exemplo: Lupin, um dos professores preferidos de Potter, mestre de “Proteção contra Artes Mágicas”, acaba se revelando lobisomem, e por isso é obrigado a abandonar a escola. Para grande pesar de Potter…
Confusão entre a noção de bem e de mal
Esse é um dos aspectos mais graves e deletérios da obra de J. Rowling: a relativização do conceito de bem e mal. Com efeito, a luta entre um e outro se desenvolve: a) não no plano dos princípios da moral, mas no da violência/não-violência; b) num mundo sem Deus, diferente daquele onde vivem os trouxas, homens profanos à bruxaria, ou seja, os cristãos.
Por outro lado, a despretensão e a coragem, a simplicidade e a intrepidez de Potter, um menino desvalido e perseguido à outrance por um bruxo maléfico e poderoso, ademais do enredo cheio de surpresas e de momentos de grande suspense, são uma isca poderosa que prende o leitor jovem e encadeia-o na leitura de textos absolutamente repugnantes, introduzindo-o e adaptando-lhe a mente ao mundo da bruxaria e da magia. É o mundo no qual existe uma reversibilidade contínua entre o bem e o mal, o belo e o horrendo. Ora, essa reversibilidade não é outra coisa senão a doutrina gnóstica em estado puro, doutrina essa reiteradamente condenada pela Igreja Católica desde os primórdios do Cristia nismo.
A exigüidade deste artigo não permite longas e exaustivas citações. Porém, alguns trechos tirados dos quatro volumes de Harry Potter talvez possam transmitir uma idéia do teor da obra e de seu caráter pernicioso, sobretudo pa ra as crianças11.
Os “dementadores”: esvaziadores de mentes
Do cárcere escapara um prisioneiro tido como assassino implacável. Sirius Black, o delinqüente foragido, estaria à procura de Potter para matá-lo. Preocupado com a segurança deste, o diretor da Escola de Bruxaria de Hogwarts manda vir os temíveis guardas da prisão de bruxos de Azkaban, os assim chamados dementadores, para que vigiem o castelo. O pequeno bruxo toma contato com um dos guardas numa viagem de trem, quando se dirigia à escola para o início do ano letivo:
Encontrava-se de pé junto à porta, iluminada pelas chamas bruxuleantes que vinham das mãos de Lupin, uma figura envolta num manto e que chegava até o teto. Sua face estava totalmente escondida sob o capuz. Os olhos de Harry voltaram-se para o alto, e o que ele viu fez seu estômago revirar. Havia uma mão saindo da capa, e ela brilhava, cinzenta, gosmenta e escalavrada, como algo morto que tivesse apodrecido na água. … E a coisa envolta pelo capuz, qualquer que ela fosse, respirou longa e matraqueadamente, como se estivesse tentando sorver algo mais do que o ar ambiente. Um frio intenso envolveu a todos. Harry sentiu a respiração presa em seu peito. O frio lhe atravessava a pele, estava dentro de seu peito, dentro de seu próprio coração” .
Os “dementadores” esvaziam a mente de seus vigiados. Daí o nome. O pavor que o “dementador” de Azkaban incutiu foi de tal modo intenso, que Harry caiu desmaiado. É como se tivesse contemplado um demônio.
De fato, um demônio e sua ação não seriam descritos de modo diferente. Lupin, o lobisomem, explica a seus alunos que os “dementadores”“estão entre as criaturas mais malignas que vagam pela terra. Infestam os lugares mais escuros e imundos, se comprazem com a decomposição e o desespero, tiram a paz, a esperança e a felicidade do ar à sua volta. Até os trouxas sentem sua presença, embora não possam vê-los. … Se puder, o dementador se alimentará de você o tempo suficiente para transformá-lo em algo semelhante a ele, um ser sem alma e pérfido”.
O padrinho de Harry
Harry descobre por fim que Sirius Black não estava à sua procura para lhe fazer mal. Pelo contrário, é seu padrinho e fora um dos melhores amigos de seu pai. Assim Rowling traça o perfil de Sirius Black — um bruxo que, quando necessário, toma a forma de um imenso cachorro —, com o qual Potter deseja doravante morar:
Uma massa de cabelos imundos e emplastrados lhe caía até a altura dos cotovelos. Se os olhos não estivessem brilhando do fundo das escuras covas oculares, ele bem que poderia ser tomado por um cadáver. A pele ensebada estava de tal modo esticada sobre os ossos de sua face, que esta parecia uma caveira. Um sorriso irônico fazia aparecer-lhe os dentes amarelados. Era Sirius Black” .
Harry e o diálogo com as serpentes
Um dos animais que mais horroriza o homem é a serpente. Foi sob a forma deste réptil que o demônio tentou Eva. E desde a queda original a cobra simboliza o maligno. Por isso mesmo, a representação da serpente encontra-se em todos os ritos satânicos. Porém, quando se trata de Potter, o aspecto tenebroso do trato com as cobras como que desaparece. E vem apresentado pela autora como uma qualidade a mais de Harry, ofidioglota à maneira de Lord Voldemort, o bruxo das trevas que domina a “língua das cobras” e com elas conversa. O que faz de Harry um bruxo muito especial. Seus colegas o interpelam a respeito:
“— Um ofidioglota! — disse Rony. — Você é capaz de falar com as cobras!
— Eu sei. Quero dizer, é a segunda vez que faço isso. Uma vez no zoológico eu açulei, por acaso, uma jibóia contra o meu primo Dudley, uma longa história… ela estava me contando que nunca tinha estado no Brasil, e eu meio que a soltei sem querer”.
Universo de coisas asquerosas: plantas purulentas…
O asqueroso — e não mais a contínua procura do bonum, verum, pulchrum (bom, verdadeiro, belo), que deve ser o objeto de uma sólida educação — está igualmente presente nas aulas a que Harry assiste em Hogwarts.
A professora Sprout, “uma bruxinha atarracada que usava um chapéu remendado sobre os cabelos soltos, que geralmente tinha uma grande quantidade de terra nas roupas, e cujas unhas fariam tia Petúnia desmaiar”, mostra “aos alunos as plantas mais horríveis que Harry jamais houvera visto. De fato, elas se pareciam menos com plantas do que com gigantescos caramujos que se elevavam verticalmente do solo, contorcendo-se e dobrando-se. Em suas hastes traziam pústulas grandes e brilhantes, cheias de uma substância líquida.
— ‘Essas plantas são os Bubotubler, disse-lhes vivamente a professora Sprout. ‘Elas devem ser espremidas. Aí vocês podem recolher o pus…
— ‘O quê?’, perguntou Seamus Finnigan com nojo.
— ‘O pus, Finnigan, o pus’, respondeu a professora Sprout, ‘e ele é altamente valioso, portanto não o joguem fora. É preciso recolhê-lo’.
Espremer os Bubotubler foi uma tarefa asquerosa, mas que produzia de certo modo contentamento. De cada uma das pústulas, que espremiam, corria uma grande quantidade de líquido verde-amarelo, que recendia fortemente a gasolina…” 17.
… Rony e as lesmas
O nojento está presente ao longo de toda a obra. Rony, o grande amigo de Harry, lança um feitiço contra um colega que o odeia. Porém, sua varinha de condão bate-lhe no corpo e o efeito volta-se contra ele. E passa a vomitar ininterruptamente vermes:
Rony abriu a boca para falar, mas não saiu nada. Em vez disso, soltou um poderoso arroto e várias lesmas caíram de sua boca para o colo. O time da Sonserina ficou paralisado de tanto rir. … Draco caíra de quatro, dando murros no chão. Os alunos da Grifinória agrupavam-se em torno de Rony, que não parava de arrotar lesmas enormes” .
Banquete na masmorra: macabro aliado ao nojento
Em Harry Potter o repugnante não encontra barreiras nem limites. Assim Harry descreve um banquete para o qual ele e seus amigos haviam sido convidados. Na descrição do banquete, que se realiza nas masmorras do castelo de Hogwarts, nota-se novamente a mistura do belo com o hediondo, quando a autora se refere por exemplo aos peixes podres servidos em travessas de prata:
A masmorra continha centenas de pessoas esbranquiçadas e translúcidas, a maioria deslizando por uma pista de dança, valsando ao som medonho de trinta serrotes musicais, tocados por uma orquestra reunida em cima de uma plataforma drapeada de negro. … Parecia que estavam entrando numa câmara frigorífica. … Passaram por um grupo de freiras soturnas, um homem vestido de trapos que usava correntes e o Frade Gordo, o alegre fantasma da Lufa-Lufa, que conversava com um cavalheiro que tinha uma flecha espetada na testa. Harry não se surpreendeu ao ver que os outros fantasmas se distanciavam do Barão Sangrento, um fantasma da Sonserina, muito magro, de olhos arregalados e coberto de manchas de sangue prateado. … Do lado oposto da masmorra havia uma longa mesa, também coberta de veludo negro. Aproximaram-se pressurosos, mas no instante seguinte pararam de chofre, horrorizados. O cheiro era bem desagradável. Grandes peixes podres estavam dispostos em belas travessas de pratas; bolos carbonizados arrumados em salvas; havia uma grande terrina de picadinho de miúdos de carneiro cheio de vermes… e o orgulho do buffet, um enorme bolo cinzento em forma de sepultura, com os dizeres em glacê de asfalto” .
Um “fogo agradável” e uma língua imensa e gosmenta de serpente
Com a permissão de seus parentes trouxas, Potter deve passar parte de suas férias em casa de uma família de bruxos, seus amigos. Esses chegam através da lareira. Na saída, um dos colegas de Harry deixa cair de propósito uma bala enfeitiçada, logo engolida por seu primo trouxa, o guloso Dudley. Aqui, ao nojento une-se o horror. A língua do menino cresce e incha, a ponto de ficar como uma imensa serpente píton gosmenta.
“ ‘Até logo’, disse Harry, e colocou os pés nas chamas verdes. Eram agradáveis e transmitiam uma sensação de um sopro quente. Neste momento, porém, ouviu-se um horrível som de engasgo, e a tia Petúnia começou a gritar. Harry voltou-se. Dudley … estava ajoelhado junto à mesa de café, engasgado com uma coisa comprida, avermelhada e gosmenta que lhe saía da boca. Harry viu logo que esta coisa gosmenta era a língua de Dudley” .
Os diabretes da Cornualha: espírito diabólico de destruição
Em meio a toda espécie de seres estranhos que aparecem ao longo dos quatro volumes já editados, como os animagi (homens que se transformam em animais), os hipogrifos (seres meio cavalo, meio águia), as aranhas do tamanho de cavalos e árvores que chicoteiam etc., entram em cena também diabretes. Uma maneira eufemística de falar do demônio.
Assim, Lockhart, professor de Proteção contra Artes Mágicas, traz um dia para a sala de aula diabretes de cor azul-elétricodiabolicamente astutos, de vinte centímetros de altura:
Foi um pandemônio. Os diabretes disparavam em todas as direções como foguetes. Dois deles agarraram Neville pelas orelhas e o ergueram no ar. Vários outros voaram direto pelas janelas, fazendo cair uma chuva de estilhaços de vidro. Os demais se puseram a destruir a sala de aula com mais eficiência do que um rinoceronte desembestado. Agarraram tinteiros e salpicaram a sala de tinta, picaram livros e papéis, arrancaram quadros das paredes, viraram a cesta de lixo, pegaram as mochilas e os livros e os atiraram contra as vidraças quebradas; em poucos minutos, metade da classe estava abrigada embaixo das carteiras, e Neville pendurado no teto pelo lustre de ferro” .
Se a autora quisesse preparar seus jovens leitores para uma real aparição do demônio, poderia perfeitamente ter escrito o que escreveu.
Antítese entre antecâmara do inferno e pré-figura do Céu
Tal é o mundo de horrores proposto — com base numa gigantesca máquina de propaganda mediática— a dezenas de milhões de leitores de Harry Potter nos cinco continentes da Terra. Um mundo dominado pela magia, habitado por seres que parecem brotados de uma mente alucinada, no qual, por assim dizer, todos os sentidos são agredidos pelo monstruoso, de modo tal que já se vai tendo uma antevisão e um antegosto do que possa ser o inferno.
Os grossos volumes de Harry Potter procuram de modo sutil incutir no leitor a idéia de que o mundo real é invisível e mágico, no qual vivem os bruxos. Aí é que as coisas de fato importantes se decidem. A sociedade dos trouxas, dos homens comuns, constituiria um mundo de segunda classe, estúpido, sem graça, banal.
A obra da escritora Joanne Rowling toma assim um caráter de iniciação nos mistérios da feitiçaria, da magia e do ocultismo, enquanto porta de acesso a este novo mundo anticristão, que não é outra coisa senão uma pré-figura do reino do demônio.
Objetar-se-á que o reino de bruxos e feiticeiras desvendado em Harry Potter não passa de mera fantasia de literatura infanto-juvenil. Sem dúvida. Mas também é indubitável que tal fantasia prepara — e de modo possante — as almas para um estado de coisas que se encontra bem exatamente nos antípodas do Reino de Maria previsto por Nossa Senhora em Fátima. E anelado por grandes santos como São Luís Grignion de Montfort e eminentes pensadores católicos como o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Sim, do Reino de Maria, futuro ápice da Cristandade, quando Nossa Senhora reinará sobre os corações, fazendo da sociedade humana uma antecâmara do Céu.
Notas
1. Título original inglês: Harry Potter and the Goblet of Fire. As citações deste volume no presente artigo foram extraídas da edição alemã Harry Potter und der Feuerkelch, Carlsen, Hamburg, 2000.
2. Ver por exemplo: “O Estado de S. Paulo”, 23-6-2001, Caderno 2.
3. Engana-se rotundamente quem pensar que a leitura de Harry Potter atrai somente crianças e jovens. De fato, pessoas de todas as idades estão lendo essa obra. Norbert Blum, ex-Ministro do Trabalho da Alemanha e membro do CDU, referindo-se ao sucesso da série, declarou: “Depois que devorei os três primeiros volumes, não estou de modo algum surpreso com o seu sucesso. Pois esses livros são todos eles um exercício em matéria de assombro. E o assombro é o veículo que transporta as fábulas” (Stern, Hamburg, 41/2000)
4. “Diário das Leis”, São Paulo, 2a. edição, 1982
5. “Frankfurter Rundschau”, 20-11-2000.
6. Título original: Harry Potter and the Philosopher´s Stone
7. Títulos originais respectivamente: Harry Potter and the Chamber of Secrets, Harry Potter and the Prisoner of Azkaban.
8. Cfr. Harry Potter und der Feuerkelch, pp. 667 ss.
9. No currículo escolar das escolas secundárias constam matérias como História, Geografia, Inglês, Matemática, Física etc. Porém, na Escola de Bruxaria de Hogwarts os jovens alunos cursam disciplinas tais como Ciência das Ervas, Criação de Seres Mágicos, Predições, Aritmântica, História da Feitiçaria, Aula de Transformação (em outros seres), Parsel, ou a habilidade de falar com cobras, Curso de Poções Mágicas (o qual se revela uma verdadeira “tortura”: “As aulas de Poções Mágicas eram sempre uma experiência horrível, porém agora transformaram-se numa verdadeira tortura. Estar durante uma hora e meia trancado num calabouço com o professor Snape…” idem, p. 310).
10. Idem, p. 314.
11. O crítico literário de fama internacional Harold Bloom, professor da Universidade de Yale, considera que Potter não é aconselhável para quem esteja interessado em literatura, e muito menos para crianças: “O livro é uma massa de clichês que não pode fazer nenhum bem às crianças. Tudo isso começou por causa de Stephen King, que é um autor horrível. Ele escreveu uma resenha dizendo que os leitores de Harry Potter, com 12, 13 anos, estariam prontos para ler os livros dele aos 16 ou 17. E esta é exatamente a verdade” (“Jornal do Brasil”, 3/2/2001). Stephen King escreve livros de horror pesado. Tanto seus livros quanto os de Rowling estariam desde há muito no Index Librorum Prohibitorum do antigo Santo Ofício (hoje Congregação para a Doutrina da Fé), caso ele ainda estivesse vigente.
12. Harry Potter and the Prisoner of Azkaban, Bloomsberry, London, 1999, pp. 93-94
13. Idem, p. 203
14. Idem, p. 365
15. Harry Potter e a Câmara Secreta, Rocco, Rio de Janeiro, 2000, p. 168
16. Idem, p. 181
17. Harry Potter und der Feuerkelchpp. 404-405.
18. Harry Potter e a Câmara Secreta, p. 100
19. Idem, pp. 116-117)
20. Harry Potter und der Feuerkelch, pp. 53-54
21. Harry Potter e a Câmara Secreta, pp. 91-92

Maravilhoso, o real e o horrendo na literatura infantil
Plinio Corrêa de Oliveira
As histórias, todos o sabem, são os primeiros contatos das crianças com a vida. Através delas, a inteligência infantil transpõe os limites do ambiente doméstico e apreende as noções iniciais sobre a sociedade humana, com as inúmeras diferenciações que comporta, as atrações que oferece, os deveres que impõe, as decepções que traz, e o jogo complicado das paixões nos altos e baixos desta grande luta que é a existência. “Militia est vita hominis super terram” [A vida do homem sobre a terra é uma luta], diz a Sagrada Escritura (Job 7,1). “Militia”, sim, em que uns lutam por seus interesses pessoais, legítimos ou ilegítimos, e outros lutam contra o mundo, contra o demônio, contra a carne, para a maior glória de Deus.
Daí haver importância essencial, para uma civilização católica, em proporcionar às crianças uma literatura profundamente e sadiamente religiosa. Não falamos apenas do curso de Catecismo e História Sagrada, que deve ser o centro de tudo, mas de histórias que fossem como que o comentário, o prolongamento, a aplicação do que a Religião ensina.
Isto, em termos de boa doutrina, é o normal. Quanto é evidente, porém, que a caudal da literatura infantil moderna está longe disto!
Desejando tratar hoje da literatura infantil nesta seção, que não é de crítica literária, fazemo-lo analisando algumas destas ilustrações.
Antes de tudo, uma composição de Walt Disney. É a Cinderela, que vai com seu Príncipe rumo ao castelo encantado. É o maravilhoso na literatura infantil.
Haveria restrições a fazer. Em princípio, o que se oferece à criança deve tender a amadurecê-la, sob pena de não ser inteiramente sadio. Alguma coisa no cocheiro, no lacaio, na estrutura do morro e dos edifícios dá idéia de coisa feita não só para crianças, mas por crianças. E isto se nota, embora menos claramente, nos outros elementos da cena.
Mas, feita esta reserva, como não elogiar o gosto, a delicadeza, a variedade desta composição? O maravilhoso, indispensável nos horizontes infantis como meio de apurar o senso artístico, elevar o espírito, abrir o descortinio, estimular sadiamente a imaginação, está aqui expresso com um tato e um gosto notáveis.
(Extraído da Revista Catolicismo )

Irã ameaça bombardear igrejas que pregam na língua nativa


Algumas igrejas iranianas estão recebendo avisos para deixarem de pregar os sermões na língua persa, também chamada de farsi, a linguagem nacional iraniana. Se esses ministérios não cumprirem com a ordem serão bombardeados.
Três igrejas foram ameaçadas a “Emmanuel Protestant”, a “St. Peter Evangelical” e Igreja Anglicana Armênia. Os avisos foram emitidos pelo departamento iraniano que cuida das relações inter-religiosas que na sexta-feira, que é o final de semana no Irã, entregaram as cartas informando que o templo pode ser bombardeado caso os cultos em persa não sejam cancelados.
Uma rede cristã de notícias persa enviou um relatório para alguns jornais internacionais falando sobre o assunto, eles acreditam que a ordem sirva para tentar barrar o crescimento do cristianismo no país.
Mesmo com a prisão de tantos cristãos, o número de novos convertidos não para de crescer, o fato está ligado aos pequenos grupos que montam igrejas familiares, com cultos dentro das casas. Mas as igrejas autorizadas pelo governo começaram a ser repreendidas.
“É provável que as autoridades islâmicas imaginem que com esta nova restrição eles amenizarão as suas preocupações com a expansão do cristianismo”, diz parte do relatório.
As igrejas receberam o aviso e as autoridades ficarão de olho, se os cultos não forem feitos em outra língua essas igrejas serão bombardeadas matando todos os membros.
Traduzido e adaptado de Worthynews


Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br

Filme sobre a Revolucão dos 'Cristeros' no México oferece lições em um tempo oportuno


Roma, 31 Mar. 12 / 07:54 am (ACI)

O produtor de um novo filme que conta a luta contra a perseguição do governo mexicano aos católicos nos anos 20, diz que nele existem claros paralelos com a situação atual nos Estados Unidos e em outros lugares.

 “Eu acho que o que vivemos hoje são as mesmas coisas que aconteceram naquele tempo, e depois que você assistir ao filme  verá que há muitos tópicos que estão vivos no momento”, contou Pablo José Barroso, produtor de “For Greater Glory”, a Catholic News Agency, a agência do grupo ACI em inglês, no dia 21 de março.
 “For Greater Glory” - antes chamado de “Cristiada” – traça a história da Guerra Cristera do México que foi motivada pela legislação anticlerical sendo aprovada pelo presidente mexicano Elías Calles em 1926. Aquelas leis baniram ordens religiosas, privaram a Igreja de direitos de propriedade e negou liberdade civil aos padres, incluindo os direitos de julgamento por júri e o de voto.
A perseguição tornou-se tão violenta e severa que alguns católicos começaram a resistir forçadamente, lutando sob o lema e a estandarte de “Cristo Rey” (Cristo Rei).
“Essa história destruiu nossos corações, mas é uma história que deve ser contada”, disse Barroso.
“Trata-se de uma história real sobre pessoas que defenderam suas crenças. Como mexicano, estou muito orgulhoso em dividir com o mundo essa nossa história da qual muitos mexicanos não sabem a respeito”.
O filme é dirigido por Dean Wright e é estrelado pelos premiados atores Andy Garcia, Eva Longoria e Peter O’Toole entre outros. “Estamos tentando fazer filmes com valores e de alta qualidade de produção”, explicou Barroso, que esteve presente na estreia do filme no dia 20 de março, em Roma.
No último domingo, 25 de março, o Papa Bento XVI celebrou uma Missa para mais de 400.000 peregrinos na cidade mexicana de Silao. A celebração aconteceu sob a sombra da estátua de Cristo Rei, de 20 metros de altura, que foi construída nos anos 40 em homenagem aos que morreram na Guerra Cristera.
Desde então, dúzias de mártires da guerra foram canonizados e beatificados pela Igreja, incluindo Jose Sanchez Del Rio, um menino de 14 anos, que foi declarado santo pelo Papa Bento XVI em 2005. A história do jovem é particularmente destacada no novo filme.
 “Eu espero que após verem esse filme, as pessoas comecem a apoiar sua religião e viver de acordo com ela”, contou Barroso, que vê a ameaça à liberdade religiosa crescendo pelo mundo.
“Como católico, eu acho que agora é a hora para que os leigos resistam e façam alguma coisa”. 
“For Greater Glory” chegará aos cinemas dos Estados Unidos no dia 1° de junho desse ano.

Governo Cubano declara feriado "não definitivo" a próxima Sexta-feira Santa


HAVANA, 31 Mar. 12 / 07:41 pm (ACI/EWTN Noticias)

O Papa cumprimenta o presidente cubano Raul Castro durante sua visita pastoral à ilha.



Em resposta ao pedido realizado pelo Papa Bento XVI ao Presidente Raúl Castro, o governo cubano anunciou em uma breve mensagem publicada este sábado no diário oficial "Granma" que a próxima Sexta-feira Santa será declarada como feriado, porém assinalou que sua  permanência no calendário oficial cubano ainda não é definitiva.

A nota oficial recorda que "durante o encontro sustentado no Palácio da Revolução, no último 27/03, com o Presidente do Conselho de Estado e do Governo, General de Exército Raúl Castro Ruz, o Supremo Pontífice da Igreja Católica expressou-lhe seu desejo de interromper atividades trabalhistas não indispensáveis nas sextas-feiras de Semana Santa, por motivo das comemorações religiosas que ocorrem pela paixão e morte de Jesus de Nazaré".

O comunicado revela logo que "momentos antes de sua partida, o Presidente Cubano expressou (ao Santo Padre) a vontade de que na próxima sexta-feira 6 de abril, com caráter excepcional, em consideração à Sua Santidade e ao feliz resultado desta transcendental visita nosso país, chegava-se a isso".

Entretanto, a mesma nota assinala que "se reservava aos órgãos superiores da Nação a determinação definitiva" do feriado. Embora na prática o Presidente Raúl Castro e o Conselho de ministros concentrem todo o poder em Cuba, em teoria o vértice do Partido Comunista cubano é quem toma as decisões deste tipo. Historicamente, entretanto, o Partido Comunista jamais discrepou como propostas de Fidel ou de Raúl Castro.

Uma decisão similar foi tomada pelo ex-presidente Fidel Castro ao reinstaurar "temporariamente" em 1997 a festa do Natal pouco antes da chegada do Papa João Paulo II à Ilha em janeiro de 1998. Por um breve pedido do Papa João Paulo, o feriado natalino foi estabelecido de forma permanente.
No Vaticano, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, assinalou que "o fato de que as autoridades cubanas tenham rapidamente acolhido o pedido do Santo Padre ao Presidente Raúl Castro, declarando a próxima Sexta-feira Santa um dia de feriado, é certamente um sinal muito positivo".

"A Santa Sé espera que isto anime à participação nas celebrações religiosas e na gozosas festividades pascais, e que a visita do Santo Padre siga trazendo os desejados frutos para o bem da Igreja e de todos os cubanos", acrescentou o Pe. Lombardi.

ONU nega “status consultivo” a “Católicas” pelo Direito de Decidir.



Wagner Moura
Temporariamente , a Organizacão das Nações Unidas (ONU) negou o “status consultivo” ao grupo anti-católico e pró-aborto Católicas pelo Direito de Decidir Córdoba (Argentina).
Sem o “status consultivo” a organização argentina não pode ser credenciada para monitorar as atividades desenvolvidas pelo Conselho Econômico e Social e órgãos subsidiários (Comissão e subcomissão de Direitos Humanos) das Nações Unidas.
O comitê que avalia o cadastramento das ONGs junto à ONU alegou que o grupo argetino pró-aborto não poderia se cadastrar com esse nome junto à ONU, uma vez que isso significaria desrespeitar as leis da Argentina. Em seu país de origem o grupo pró-aborto não pode se denominar “católico” por causa de uma lei que submete o uso desse nome à autorização da Igreja Católica.
As informações são do FridayFax, iniciativa do único grupo pró-vida que atua junto à ONU, o C-FAM. O grupo pró-vida também informa que além das Católicas pelo Direito de Decidir, outras centenas de grupos pró-aborto tiveram seu pedido de “status consultivo” negado pela ONU devido a insatisfações de países membros do comitê relativas às atividades de tais grupos.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

sexta-feira, 30 de março de 2012

Estado confisca recém-nascido por causa de vacinas

Você não vai acreditar no que uma assistente social fez horas após o nascimento do bebê
Uma organização que rotineiramente lida com casos de educação domiciliar nos EUA e pelo mundo resolveu pegar um caso de direitos dos pais porque as circunstâncias (uma assistente social chamando a polícia por causa de umas vacinas da criança recém-nascida) são simplesmente chocantes demais para deixar passar.
O anúncio foi feito na terça-feira por Michael P. Farris, presidente da Associação de Defesa Legal da Educação Escolar em Casa (HSLDA).
“Pegamos esse caso porque estamos cansados de ver a erosão dos direitos dos pais em virtualmente todas as áreas das nossas vidas. Os direitos dos pais nos casos médicos possuem um impacto nos direitos mais amplos, incluindo as decisões educacionais”, afirma. “E o fato é: Se não lutarmos pelos direitos dos pais, é provável que nossos direitos sejam corroídos pouco a pouco, até que não sobre nada”.






Ele afirma que a organização não está tirando da receita normal paga pelas famílias associadas para financiar essa nova luta, e que os apoiadores estão sendo direcionados a um fundo independente no site da Associação.
Dentre os problemas do caso, Farris destaca o seguinte: assistentes sociais que chamaram a polícia quando a nova mãe pediu testes antes de autorizar vacinas para seu filho, um hospital que removeu a mãe da propriedade em razão da questão, uma “investigação” do nascimento por parte do serviço social, entre outros.
A associação de Farris relatou a situação envolvendo o casal Scott e Jodi Ferris.
Jodi havia entrado em trabalho de parto de manhã cedo, e a parteira que eles esperavam que fosse ajudar os aconselhou a procurar um hospital. Eles assim o fizeram.
“O bebê, que vou chamar de ‘Annie’, nasceu dentro da ambulância no estacionamento do Centro Médico de Hershey (um hospital estatal da Pensilvânia). Funcionários do hospital chegaram rapidamente e assumiram os cuidados da mãe e do bebê”, relatou.
Mas quando Jodi perguntou às enfermeiras sobre seu bebê, “a equipe do hospital foi completamente indiferente”. Quando começaram a dar injeções a Jodi, ela perguntou para que elas serviam. Deram-lhe respostas vagas, do tipo: “Só para ajudar”.
Farris conta que mais tarde um médico disse a Jodi que seu bebê havia tirado 9 na escala de APGAR, um teste aplicado a recém nascidos, em que a nota 8 para cima era considerada saudável.
Mas depois outro médico disse que o bebê estava “muito doente”, e que precisaria ficar no hospital.
Continuando o vai-e-vem, outro funcionário do hospital disse que o bebê estava bem, mas horas depois outro funcionário disse ao casal que seu bebê deveria ficar no hospital de 48 a 72 horas.
“’A lei nos obriga a reter a criança por 48 horas’”, disseram a eles, de acordo com a HSLDA, que observou que tal lei não existe na Pensilvânia.
O WND não conseguiu entrar em contato com a direção do hospital na noite desta edição.
Por último, um funcionário técnico da “administração de risco” do hospital admitiu que o risco sendo administrado não era a saúde do bebê, mas o risco de que o hospital pudesse ser processado se algo saísse errado depois que o bebê fosse liberado.
Então, de acordo com a HSLDA, “uma assistente social do governo chamada Angelica Lopez-Heagy entrou no quarto de Jodi anunciando que ela estava lá para conduzir uma investigação. Jodi pediu para saber as alegações. A assistente social lhe respondeu que era contra a lei que ela soubesse das alegações.
Jodi respondeu que ela não ficaria à vontade para responder às perguntas se não soubesse das alegações. Imediatamente a assistente social anunciou: ‘Já que você não vai cooperar, então eu vou chamar a polícia e nós vamos tomar a guarda da criança'".
A confusão não acabava. Quando Jodi disse que estava cooperando, a assistente social insinuou que o problema era a recusa de Jodi em consentir com uma vacina de vitamina K para o bebê.
“Jodi respondeu que ninguém havia lhe perguntado a respeito da vacina. Além do mais, ela havia escutado a equipe do hospital dizer que já haviam dado a Annie a tal vacina”, afirma o relatório.
Mais tarde, quando Scott deixou o hospital para cuidas dos outros filhos do casal, a direção do hospital pediu permissão para dar a Annie uma vacina contra hepatite B.
“Jodi respondeu que iria concordar apenas se eles fizessem um teste nela ou em Annie para ver se uma das duas era positivo. Se fosse o caso, ela estaria bastante disposta a dar a vacina a Annie. O hospital alegou que eles haviam se esquecido disso mais cedo, quando ainda era possível realizar o teste naquele dia, mas que eles precisavam dar a vacina mesmo assim, sem o teste”, conforme relato da HSLDA.
Jodi perguntou se a decisão poderia esperar até que seu marido retornasse.
“Coloque-se no lugar de Jodi nesse momento”, escreveu Farris. “Você deu à luz de manhã em uma ambulância. O hospital fez alegações desordenadas e contraditórias sobre a saúde do bebê o dia inteiro. Você está exausto. Está sentindo dores. Seu marido sai para ver se as outras crianças estão bem. Chega uma assistente social que ameaçou tomar seu bebê sob custódia policial, e está no seu quarto de hospital exigindo que você tome uma decisão imediata”.
Ele relata, então: “a situação fica feia”.
“A assistente social deixou o quarto e chamou a polícia. Sem uma ordem judicial, eles tomaram a guarda de Annie, alegando imediatamente que ela estava sofrendo de doença ou ferimento (alegação patentemente falsa). A assistente social consentiu com a administração da vacina contra hepatite B, mesmo não tendo sido realizado exame de sangue”, relata.
“A polícia fez Jodi Ferris se levantar do seu leito de hospital e a escoltou até a entrada; eles a expulsaram do hospital porque ela não havia assinado o ‘plano de segurança’”.
Ela foi escoltada para fora.
Mas lhe disseram que ela poderia retornar ao hospital a cada três horas para amamentar o bebê, e o casal foi obrigado a passar a noite em um carro no estacionamento de um Wal-Mart perto do hospital.
“Foi isso mesmo que você leu. Eles expulsaram a mãe do hospital, e para ficar perto da criança e amamentá-la, ela teve que dormir no carro”, relata Farris.
Uma audiência no dia seguinte devolveu a criança a seus pais imediatamente.
“Não é crime fazer perguntas a respeito da saúde do seu bebê. Não é crime exigir testes para se certificar de que o procedimento é necessário antes que seja feito. Não é crime ser uma mãe protetora”, relata Farris.
“Mas a equipe de médicos e a assistente social se comportaram de maneira ultrajante com relação a essa família. E acreditamos que eles violaram seus direitos com base na Constituição dos Estados Unidos. E iremos à justiça para provar isso”, concluiu Farris.
“A prioridade da assistente social não era o bem-estar de Annie, mas sua própria conveniência e sua própria percepção de poder. Ela queria dar uma lição a essa mãe que pratica a educação domiciliar. E o hospital claramente não estava preocupado se Annie tinha algum problema clínico, mas só estavam tentando evitar um processo por negligência médica.
Quando funcionários do governo atropelam os pais em casos como esse, a lição que precisa ser ensinada é ao governo”, afirma.
Foi apenas um dia antes que a Suprema Corte dos EUA se recusou a intervir em outro caso envolvendo direitos dos pais aberto pela HSLDA.
Nesse caso, xerifes do Arizona ameaçaram os pais com a retirada da guarda dos seus cinco filhos a não ser que permitissem que assistentes sociais, que não tinham mandado ou suspeita, fizessem uma busca em sua casa.
O chocante desfecho saiu em um processo aberto em favor de John e Tiffany Loudermilk, que processaram os xerifes após um confronto em 2005 em sua casa, no condado de Maricopa.
Um juiz estadual decidiu que uma pessoa razoável entenderia que a decisão dos Loudermilks de permitir que assistentes sociais fizessem uma busca em sua casa era coagida, violando a Quarta Emenda. Mas o Tribunal Regional Federal da 9ª Região disse que a busca era devida.
O caso pode não ter sido encerrado, uma vez que a opinião da 9ª região não foi publicada, o que quer dizer que não é vinculante para casos futuros. Além disso, quando os xerifes apelaram à 9ª Região por imunidade, os assistentes sociais que também foram processados não o fizeram, e parte do caso continua na espera em nível regional.
James Mason, advogado-chefe da HSLDA, que abriu o caso em nome da família, disse ao WND que o grupo irá consultar a família, e em breve irá decidir sobre o próximo passo.
Mas ele afirma que o resultado é desanimador, pois não importando o status da apelação, a situação avançou, e as ameaças foram feitas para dar aos assistentes sociais o que eles queriam.
O caso ocorreu depois que um informante anônimo disse às autoridades que havia um perigo para as crianças na nova casa. Dois meses depois, as assistentes sociais Rhonda Cash e Jenna Cramer chegaram à casa sem avisar e explicaram que era uma emergência, pois elas haviam decidido que era uma emergência naquele momento.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do WND: “State confiscates newborn over vaccinations

CATÓLICO PODE SER DeMOLAY?

 

A IGREJA CATÓLICA E AS SEITAS

Tenho certeza absoluta que não resta dúvidas sobre o parecer negativo da Igreja acerca das associações maçônicas em geral, como a própria Maçonaria e a Ordem DeMolay, esse ‘movimento’ que hoje arrasta jovens e milhares de adolescentes aos caminhos que não são católicos, portanto, não são cristãos e, logo, não vêm de Deus. Deixamos bem claro que o que postamos aqui é sempre a visão da Igreja acerca da Maçonaria. Apenas transcrevemos e complementamos o que ela prega, sob a inspiração do Espírito Santo de Deus.
Sabe-se que a ligação entre a Ordem DeMolay e a Maçonaria é muito estreita. Isso é expresso no site Wikipédia: “A Ordem DeMolay é uma organização filosófica e fraternal, para jovens - do sexo masculino - com idade compreendida entre os 12 e os 21 anos, fundada nos Estados Unidos dia 18 de Março de 1919 pelo Maçom Frank Sherman Land. É patrocinada e apoiada pela Maçonaria, oficialmente desde 1921, que na maioria dos casos cede o espaço de seu templo para as reuniões dos ‘Capítulos’, denominação da célula da organização”. Ambas, apesar de nomes diferentes, expressam, sem dúvida, a mesma finalidade. Logo, tratemos da Ordem DeMolay da mesma maneira que a Maçonaria.


É preciso deixar claro que a Igreja, em uma linha constante de fidelidade ao Magistério confiado a ela por Jesus Cristo, afirma que a Maçonaria é algo de caráter herético. Logo, quem participa da Maçonaria não pode comungar da Sagrada Comunhão. Isso fica claro no documento que a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé publicou sobre as associações maçônicas em geral. E aqui é importante lembrar: a Igreja condena não só a maçonaria em si, mas todas as suas associações.
Fonte: Vaticano

Essa declaração foi escrita pelo atual Papa Bento XVI e mostra que a Igreja nunca mudou a sua opinião e seu modo de ver sobre as associações maçônicas. O Santo Padre afirma que, já que os seus princípios são incompatíveis com a Igreja, a maçonaria é uma HERESIA e isso leva o Padre a afirmar o caráter imoral das associações maçônicas e, como consequência, a impossibilidade do paralelo comunhão e maçonaria.
Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas com um juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido (…).
Agora o Santo Padre diz que quem quer que apareça, seja autoridade eclesiástica, como padre ou bispo, contradizendo aquilo que foi afirmado pelo Cardeal Ratzinger nessa declaração, não está de acordo com a Santa Igreja. Isso significa afirmar que não podemos nos deixar levar por qualquer opinião, mas pela da Igreja, do Papa, enfim, do Magistério infalível da Santa Sé.
Se fosse somente essa declaração da Igreja que mostrasse o que ela pensa sobre a maçonaria, seria menos pior… Mas, o Papa Leão XIII escreveu uma Encíclica chamada Humanum Genus mostrando o caráter ruim de todas as formas de maçonaria.

Agora, vamos fazer uma análise mais minuciosa sobre o que prega e o que ensina a Ordem DeMolay aos seus integrantes. Em primeiro lugar, sabe-se que quem participa das associações maçônicas (e delas não se exclui o DeMolay) são apenas pessoas que possuem influência na alta sociedade. Isso nos leva a refletir porque são apenas pessoas influentes que se destacam no meio demolay. Então, descobrimos que as pessoas só entram na Ordem DeMolay se passarem por processos ’seletivos’. Será que aquelas ideologias pregadas por Jesus de igualdade, de idéias como “Deus não faz distinção de pessoas” (At 10,35), são condizentes com o que vemos nesses tais ‘processos seletivos’? Jesus, aquele que veio buscar o que estava perdido (cf. Lc 19,10), vai fazer discriminação de pessoas? Será que é assim mesmo que vamos alcançar um mundo mais fraterno, onde se encontre justiça social e amor irmão?

Depois, começa as contradições com o âmbito católico de se pensar: segundo os demolays, existem sete virtudes cardeais. Mas, no Catecismo da Igreja Católica, vemos que as virtudes cardeais são QUATRO e não SETE. Para os demolays, tais virtudes são amor filial, reverência pelas Coisas Sagradas, cortesia, companheirismo, fidelidade, pureza e patriotismo. Mas, para o catolicismo, essas virtudes são prudência, justiça, fortaleza e temperança. Alguma relação com o que são as virtudes maçônicas? Nenhuma! Isso mostra mais uma vez a incompatibilidade da Igreja católica com as associações maçônicas.

Lendo um pouco mais acerca dessa associação, percebemos que a palavra de um DeMolay é tão válida quanto sua confiança. Sim, claro. Isso pode e deve acontecer. Mas, como ter confiança em alguém que faz parte de uma associação secreta e, no mínimo, desconfiável? E essa questão de confiança não tem nada a ver com a atitude de julgar, mas, sabe-se que, geralmente, uma pessoa é o que pensa, logo, se imaginamos o caráter secretista da maçonaria, vemos que os demolays são um tanto quanto secretos, pessoas que agem escondidos. Isso deixa em nós, pessoas que conhecem da Bíblia, a indagação sobre aquela frase célebre de Jesus: “O que vos digo na escuridão, dizei-o às claras. O que vos é dito ao ouvido, publicai-o de cima dos telhados” (Mt 10,27). É esse o caráter do que é bom, no âmbito moral: evangelizar as pessoas. E essa evangelização deve chegar a todos. Mas, se ela chega apenas àqueles que lêem na cartilha maçom, isso nos leva a refletir: Espera aí, que tipo de evangelização é essa?

Uma evangelização ‘discriminatória’: “Um DeMolay é o orgulho de sua Pátria, seus pais, sua família e seus amigos”, segundo o Wikipédia. Logo, se uma pessoa decepciona sua família ou seus amigos, o que é inevitável - já que somos pecadores -, ela será o quê? Excluída da associação? Julgada pelos seniores? Por mais absurdo que possa parecer, isso é bastante imaginável, depois de muito analisar a Ordem DeMolay. Por mais que ela tente pregar valores bonitos, do tipo “paz e amor”, princípios de moralidade e sociologia, o que está por trás da Ordem DeMolay é, definitivamente, um caráter anticristão e, logo, demoníaco.

Aí você me pergunta se sou inimigo dos maçons. Mas, “tornei-me, acaso, vosso inimigo porque vos disse a verdade?” (Gl 4,16). Não, de maneira alguma, apenas estou cumprindo a palavra que diz: “não tenhais cumplicidade nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as abertamente” (Ef 5,11).
 Graça e paz.

Por Everth Queiroz Oliveira - Ecclesia Una – Disponível em www.rainhamaria.com.br/

Vaticano: as cinzas dos defuntos não devem ser pulverizadas após a cremação


Vaticano, 30 Mar. 12 / 03:24 pm (ACI/EWTN Noticias)

A Livraria Editora Vaticano apresentou recentemente a segunda edição do Rito de exéquias, em que se sublinha que os católicos não devem pulverizar as cinzas de um defunto logo depois de ser cremado, já que essa prática, que está na moda atualmente, é contrária à fé cristã. As cinzas devem ser enterradas.

Neste documento em italiano, que foi apresentado na sede da Rádio Vaticano, foram revisados todos os textos bíblicos e de oração, e se incluiu um apêndice dedicado inteiramente às exéquias no caso da cremação.

Dom Angelo Lameri, do Escritório Litúrgico Nacional da Conferência Episcopal Italiana (CEI), explicou que se colocou a cremação em um apêndice à parte para sublinhar o fato de que a Igreja, "embora não se oponha à cremação dos corpos quando não é  feita ‘in odium fidei’ (por ódio à fé), segue considerando que a sepultura do corpo dos defuntos é a forma mais adequada para expressar a fé na ressurreição da carne, assim como para favorecer a lembrança e a oração de sufrágio por parte de familiares e amigos".

O texto também assinala que excepcionalmente, os ritos previstos na capela do cemitério ou diante da tumba podem ser celebrados também no mesmo lugar da cremação.

Recomenda-se ademais o acompanhamento do féretro a este lugar. É de especial importância a afirmação que "a cremação se considera concluída quando se deposita a urna no cemitério".

Tudo isto se deve porque embora algumas legislações permitam pulverizar as cinzas na natureza ou conservá-las em lugares diferentes do cemitério, "estas práticas produzem não poucas perplexidades sobre sua plena coerência com a fé cristã, sobretudo quando estas remetem a concepções panteístas ou naturalistas".

Outra das novidades do rito das exéquias se refere ao momento da visita da família, que não se contemplava na edição anterior. Dom Lameri afirma a respeito que "para um sacerdote, um momento para compartilhar a dor, escutar os familiares afetados pelo luto, e conhecer alguns aspectos da vida da pessoa defunta com o fim de oferecer uma lembrança correta e personalizada durante a celebração das exéquias".

Outra novidade é a seqüência ritual, revisada e enriquecida, do momento de fechar o ataúde. Propõe-se textos adequados a diversas situações: para uma pessoa anciã, para uma pessoa jovem, para quem morreu inesperadamente.

Uma nova adaptação permite agora pronunciar palavras de lembrança cristã do defunto no momento da despedida. Do mesmo modo, acrescentou-se uma ampla proposta de formulários para a oração dos fiéis.

O novo Rito das exéquias quer ser também um instrumento para aprofundar na busca do sentido da morte.

O Bispo Alceste Catella, Presidente da Comissão Episcopal para a liturgia da CEI, assinalou para concluir que "este livro testemunha a fé dos fiéis e o valor do respeito e da 'pietas' para com os defuntos, o respeito pelo corpo humano inclusive quando já não tem vida".

"Testemunha a forte exigência de cultivar a memória, de ter um lugar certo no qual depor o cadáver ou as cinzas, na certeza profunda de que isto é autêntica fé e é autêntico humanismo", concluiu.

Vaticano excomunga quatro auto-proclamados bispos “greco-católicos”




Vaticano, 30 Mar. 12 / 12:13 pm (ACI/EWTN Noticias)
A Congregação para a Doutrina da Fé excomungou quatro clérigos que se auto-proclamaram bispos e criaram a "Igreja Ortodoxa Greco-Católica Ucraniana"; além disso chamou os fiéis a não aderir-se ao mencionado grupo.

A declaração foi assinada no dia 22 de fevereiro pelo Cardeal William Llevada e o Arcebispo Luis Ladaria, Prefeito e Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, respectivamente.

O texto se refere ao caso dos reverendos Elías A. Dohnal, Markian V. Hitiuk, Metodej R. Špirik e Robert Oberhauser, “os quais, foram expulsos da Ordem Basiliana de São Josafá, se autoproclamaram sucessivamente bispos da Igreja greco-católica Ucraniana".

"Estes clérigos, com sua conduta contumaz, continuam desafiando a autoridade eclesiástica, prejudicando moral e espiritualmente não só a Ordem Basiliana de São Josafá e a Igreja greco-católica na Ucrânia, mas também esta Sé Apostólica e a toda a Igreja católica", advertiu o texto.

A declaração indicou que os quatro clérigos, "depois de dar vida a um grupo de 'bispos' de Pidhirci", tentaram sem êxito obter o reconhecimento e registro por parte da autoridade civil como "Igreja Ortodoxa Greco-Católica Ucraniana".

A Congregação para a Doutrina da Fé assinalou que desde o começo buscou dissuadi-los e convidá-los a que retornem à Igreja, mas não só não houve arrependimento por parte dos quatro clérigos, mas "seguem criando confusão e desordem na comunidade dos fiéis", caluniando as autoridades eclesiásticas.

Portanto, afirmou, "declara-se formalmente que (o Vaticano) não reconhece a validez de suas ordenações episcopais nem de nenhuma das ordenações que se derivem ou se derivarão delas. Do mesmo modo, faz-se saber que o estado canônico dos quatro auto-nomeados 'bispos' o de excomungados".

"Os fiéis, portanto, estão chamados a não aderir-se ao mencionado grupo, já que o mesmo está, para todos os efeitos canônicos, fora da comunhão eclesiástica. Também estão convidados a rezar pelos membros deste grupo para que se arrependam e retornem à plena comunhão com a Igreja Católica", concluiu a declaração.

Real Madrid cede ante o mercado muçulmano e elimina a cruz do seu escudo


O jornal esportivo Marca confirmou que o Real Madrid aceitou eliminar a pequena cruz que desde 1920 o clube de futebol exibe em seu escudo para evitar conflitos na multimilionária construção de um complexo turístico-esportivo na ilha de Ras Al Khaimah, uma das sete que formam os Emirados Árabes Unidos, onde o Islã é a religião oficial.
A alteração –que afetará sua imagem exclusivamente nos países muçulmanos– foi confirmada ontem quinta-feira 29 de março no ato de apresentação do resort de luxo que custará uns um bilhão de dólares e abrirá suas portas em janeiro de 2015.
Conforme informa o diário Marca, as autoridades do clube cuidaram que "todos os detalhes" e decidiram "prescindir da cruz que há na coroa do escudo para evitar desta forma qualquer tipo de confusão ou más interpretações em uma zona onde a grande maioria de população professa a religião muçulmana".
A isto, o jornal El Economista acrescenta em sua edição de hoje que "todas e cada uma das imagens do escudo “merengue” apareciam modificadas: a cruz pertencente à coroa real espanhola havia sido apagada. Não é uma casualidade, é uma estratégia comercial".
"Alegam, além disso, que a cruz não pertence a seu escudo institucional, mas à coroa da Casa Real que outorga ao clube o título do mesmo nome e que foi outorgado por Alfonso XIII a princípios do século XX", acrescenta El Economista.
A decisão do Real Madrid despertou polêmica entre seguidores e rivais. Nas redes sociais abundam os comentários contra a medida. Os usuários lamentam que o clube tenha cedido à pressão do mercado árabe e recordam que na Espanha os muçulmanos têm plena liberdade para usar e exibir seus símbolos religiosos. Alguns inclusive ironizam perguntando se o clube ia mudar de nome suas estrelas Cristiano (que em português significa Cristão) Ronaldo e Angel (Anjo em português) Di María.
Fonte: ACIDIGITAL

Após tratamento espírita, câncer de Lula desaparece.


O boletim médico divulgado nesta quarta-feira (28) informa que o câncer que estava na laringe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 66 anos, desapareceu.

Os médicos do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, não falam a palavra “cura”, pois Lula ficará sendo observado durante cinco anos para não ter dúvidas de que a doença foi vencida.

Assim que descobriu que estava com câncer o ex-presidente passou por tratamentos de quimioterapia e também por um tratamento espiritual segundo rituais espiritualistas, tanto que o médium João de Deus acompanhou esse processo ao lado de Lula.

Mesmo negando ter poderes, o médium confirmou que orava por Lula e se declarava apenas um “amigo” do ex-presidente. “Meu trabalho é orar. Não curo ninguém. Quem cura é Deus”, declarou João de Deus para o jornal O Estado de São Paulo no começo deste ano.

Em um vídeo gravado nesta quinta Lula agradece a todos que torceram por sua saúde e especialmente à sua esposa, Marisa, e atual presidente Dilma Rousseff que também já tratou dessa doença.

No encerramento Lula faz um agradecimento especial: “Obrigado meu Deus por mais uma vez atender a essa humilde brasileiro que tanto tem fé em Deus”.

Assista:


Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br

Apesar da perseguição, cristianismo cresce no Irã.

 


O ministério Portas Abertas dos Estados Unidos divulgou que apesar do endurecimento do governo iraniano contra os cristãos, o número de muçulmanos que se converteram ao cristianismo tem crescido de forma surpreendente.

Um dos principais motivos seriam as igrejas em casa que fez com que diversas reuniões secretas fossem formadas e dessa forma o número de cristãos tem aumentado em todas as regiões do país, especialmente nas cidades maiores segundo informa Carl Moeller, diretor do Portas Abertas EUA.

Pela lista do ministério o Irã está na quinta posição entre os países que mais perseguem cristãos no mundo e essa mudança religiosa pode estar ligada com a desconfiança que o governo islâmico tem gerado na população depois das eleições fraudulentas de 2009 que elegeram Mahmoud Ahmadinejad.

Apesar desse crescimento os cristãos ainda estão sendo presos, um colaborador do Portas Abertas, que não foi identificado por motivos de segurança, disse que há relatórios continuados da prisão de detenção de cristãos pelas autoridades iranianas. Essa fonte afirma que só na cidade Isfahan, mais de uma dúzia de cristãos foram presos em menos de um mês.

Moeller afirma que esse avanço da mensagem do evangelho se deve ao fato da população ser muito comunicativa. “Isso é somente atribuível ao trabalho do Espírito Santo. Uma das características comum da personalidade dos iranianos é serem extrovertidos e falar sobre sua fé, então para eles evangelizar é algo fácil”, disse.

De acordo com a Organização Cristãos Muçulmanos (Muslin Background Believers – MBBs), calcula que havia 200 cristãos vivendo no Irã há 40 anos, e agora, o número calculado esta em 370.000.

Traduzido e adaptado de Christian Today

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br


quinta-feira, 29 de março de 2012

O Papa fez uma "revolução" de esperança em Cuba, afirmam católicos na ilha


HAVANA, 29 Mar. 12 / 09:31 am (ACI/EWTN Noticias)
 

A homilia do Papa Bento XVI na Missa com a qual concluiu ontem sua visita pastoral a Cuba, gerou "uma revolução" de esperança entre os católicos, conforme afirmam alguns fiéis que participaram dela.

Na Missa celebrada na Praça da Revolução de Havana, o Pontífice propôs as chaves da verdade e da genuína liberdade, cuja fonte é Cristo, para obter as mudanças que Cuba e o mundo necessitam.

Ramon Tallaj, um latino que vive nos Estados Unidos e que participou daEucaristia, disse à ACI Prensa que a mensagem do Papa "é clara, já que o Santo Padre veio a falar às pessoas sobre a esperança".

A fé é "o que importa", assegurou Ramon, e acrescentou que a visita de Bento XVI terá um efeito de longo alento para Cuba: "agora está confirmado. Esta verdadeiramente é a Praça da Revolução da esperança".

Para a dominicana Nadia Martínez de Pimentel, a Missa com o Papa foi "uma experiência maravilhosa" que tocou "os corações do povo de Cuba" onde a fé se vive frente aos numerosos desafios existentes. 

Diana uma mexicana de 20 anos de idade que chegou a Havana seguindo ao Papa que há poucos dias esteve em seu país, concretamente no estado de Guanajuato disse ao grupo ACI que "queria escutar sua mensagem de fé" já que é "surpreendente" ter a oportunidade de escutar "o representante de Deus na terra".

"Pude conhecer outro país através desta experiência e acredito que os eventos com o Papa farão que me aproxime de Cristo", concluiu a jovem.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Santo Sudário: novas provas de autenticidade, ciência não tem explicação.





Cid Alencastro

O Santo Sudário de Nosso Senhor Jesus Cristo é certamente a relíquia mais preciosa e venerada de toda a Cristandade.

Tendo passado por todo tipo de vicissitudes e desastres ao longo da História, inclusive um princípio de incêndio, ele se encontra atualmente na catedral de Turim, Itália, onde é exposto à visitação dos fiéis em certos períodos.

Trata-se do lençol de linho que envolveu o corpo sagrado do Salvador, descido ao sepulcro onde permaneceu por três dias, após os quais ressuscitou. Quis a Providência Divina que, milagrosamente, a figura de Nosso Senhor ficasse impressa nesse tecido, de forma indelével e humanamente inexplicável. Foi o modo que Deus Padre encontrou para legar aos homens a fotografia impressa de seu Divino Filho.

Sempre presente na vida da Igreja

O Santo Sudário alimentou a fé e a piedade dos primeiros cristãos em Jerusalém, sustentou os mártires e os perseguidos nas catacumbas, inspirou a expansão dos católicos por toda a vastidão do Império Romano, extasiou os homens da Idade Média e, em particular, acendeu o zelo dos cruzados. Nas épocas posteriores, de decadência religiosa, foi ainda o Santo Sudário uma luz de fixação da fidelidade dos fiéis e de esperança de perdão para toda a humanidade.

Chegamos assim aos tempos presentes, em que o considerável desenvolvimento das ciências foi interpretado por muitos ateus, hereges, como sendo o dobre de finados da veneração ao Santo Sudário, o qual não teria mais nenhuma missão a cumprir. As ciências o estudariam, provariam que ele é fruto de simples confecção humana, talvez até uma falsificação feita na Idade Média.

Verificou-se precisamente o contrário. Atraídos pela originalidade daquele misterioso tecido, os mais categorizados cientistas de diversos países, representando os mais diferentes ramos da ciência, debruçaram-se sobre o Sudário para estudá-lo e interpretá-lo, mediante os mais sofisticados aparelhos que a ciência conseguiu inventar, e aplicando os conhecimentos mais recentes. O resultado foi surpreendente para os detratores do Sudário: ficou provado que a figura nele impressa não tem qualquer explicação natural.

Mais ainda, os estudos mostraram que a origem do Sudário se situava na Palestina no primeiro século, e que a figura nele representada coincidia com a descrição dos Evangelhos, sendo totalmente inexplicável pela ciência o modo pelo qual fora ela impressa no linho.

A farsa do Carbono 14

Houve uma exceção, em 1987, quando o Cardeal Anastácio Ballestrero, então Arcebispo de Turim, convocou alguns especialistas em datação pelo método do Carbono 14, os quais concluíram, contra tudo quanto até então a ciência havia provado, que se tratava de uma falsificação produzida na época medieval.

Após um pequeno surto midiático de propagação da “falsificação”, diversos cientistas têm estudado o Sudário — objeto de contínua fascinação para a ciência — e mostrado que o método do Carbono 14 havia sido aplicado erradamente, que os tais especialistas do Cardeal Ballestrero nada provaram.

Procuraram ainda os cientistas obter os “dados brutos” dos laboratórios que realizaram o teste do Carbono 14, a fim de ter em mãos as comprovações necessárias, mas nada conseguiram, apesar de reiteradas solicitações. O que só por si lança pesada dúvida sobre a correção científica do episódio.

Dir-se-ia que o milagre do Sudário foi engendrado por Nosso Senhor sobretudo para o nosso tempo, o único capaz de provar cientificamente a sua autenticidade pelo impressionante acervo de conhecimentos de que dispõe.

Nova e importante confirmação


Uma nova confirmação nos chega, e de grandes dimensões. Na Itália, o altamente conceituado órgão científico do governo italiano Agência Nacional para as Novas Tecnologias, a Energia e o Desenvolvimento Sustentável (ENEA) publicou, no final de 2011, um relatório referente a cinco anos de experiências (2005-2010) realizadas com o fim de procurar “conhecer a maneira pela qual ficou estampada sobre a tela do linho do Santo Sudário de Turim a tão particular imagem”.(1)

No seu relatório, os cientistas do ENEA (Di Lazzaro, Murra, Santoni, Nichelatti e Baldacchini) “desmentem, com muito fair play, quase de passagem, mas de modo muito categórico, a hipótese de que o Santo Sudário possa ser obra de um falsificador medieval”.

Diz o relatório: ”A dupla imagem (frontal e dorsal) de um homem flagelado e crucificado que aparece a duras penas no tecido de linho do Santo Sudário de Turim, apresenta numerosas características físicas e químicas de tal modo peculiares que atualmente tornam impossível obter em laboratório uma coloração idêntica. Esta incapacidade de repetir (e, portanto, de falsificar) a imagem do Santo Sudário impede formular uma hipótese confiável a respeito do mecanismo de formação da impressão”.

De fato, mesmo hoje em dia, “a ciência não está em condições de explicar de que modo foi formada a imagem corpórea no Sudário. Até agora, todas as tentativas de reproduzir uma imagem em linho com as mesmas características, fracassaram”.

Poupamos ao leitor os numerosos e complexos dados científicos apresentados pelos cientistas do ENEA. Os interessados poderão encontrá-los no link abaixo.(2)



Notas:

1. Marco Tosati, “La Sindone non è un falso”, Vatican Insider, 15/12/2011.

2. A íntegra do relatório do ENEA pode ser consultada em: http://opac.bologna.enea.it:8991/RT/2011/2011_14_ENEA.pdf.Cid Alencastro

FONTE: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

Procuradores: decisão do STJ sobre estupro afronta Constituição


Para a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre estupro de vulneráveis é uma afronta ao princípio da proteção absoluta de crianças e adolescentes, garantido pela Constituição Federal. Em sessão na terça-feira, a Terceira Seção da Corte considerou que atos sexuais com menores de 14 anos podem não ser caracterizados como estupro, de acordo com o caso.

Na opinião do presidente da associação, o procurador regional da República Alexandre Caminho de Assis, a decisão é um salvo-conduto à exploração sexual. "O tribunal pressupõe que uma menina de 12 anos estaria consciente da liberdade de seu corpo e, por isso, se prostitui. Isso é um absurdo", disse à Agência Brasil nesta quarta-feira.

O STJ entendeu que não se pode considerar crime o ato que não viola o bem jurídico tutelado, no caso, a liberdade sexual. No processo analisado pela seção do STJ, o réu é acusado de ter estuprado três menores, todas de 12 anos. Tanto o juiz que analisou o processo como o tribunal local o inocentaram com o argumento de que as crianças "já se dedicavam à prática de atividades sexuais desde longa data".

A decisão do STJ reafirma o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a questão. Em 1996, o ministro Marco Aurélio Mello, disse, em um processo, que a presunção de violência em estupro de menores de 14 anos é relativa.

Segundo a Lei 12.015/2009, que substitui o artigo 224 do Código Penal, a relação sexual com pessoa menor de 14 anos é expressamente proibida e considerada como uma das hipóteses de estupro de vulnerável. Assis disse que o caso deve ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Existe uma perspectiva de que o colega (da procuradoria) com assento no tribunal (STJ) recorra ao STF."

De acordo com o procurador, no momento em que as instituições públicas e privadas preparam-se para combater a exploração sexual infantil durante grandes eventos, é lamentável que prevaleça o entendimento do STJ. "Vamos deflagrar conjuntamente uma campanha envolvendo instituições públicas e organizações sociais para combater a exploração sexual de menores, preparando País para os grandes eventos. Essa decisão (do STJ) trafega na contramão da necessidade de proteção da cidadania."


FONTE: http://noticias.terra.com.br