sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Intenção missionária de Bento XVI para outubro é dedicada ao Dia Mundial das Missões


Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 30-09-2011, Gaudium Press) O Apostolado da Oração divulgou hoje as intenções de oração do Santo Padre para o mês de outubro. Como de costume elas foram divididas em duas: a geral e a missionária.

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Intenção geral do Papa Bento XVI foi para os doentes terminais
A intenção geral do Papa foi dedicada aos doentes terminais, porque, conforme o pontífice, "no sofrimento deles somos sustentados pela fé em Deus e do amor dos irmãos.
Em relação à intenção missionária, os votos do Santo Padre foram para o Dia Mundial das Missões, que será celebrado no próximo dia 20 de outubro. Para que a comemoração do evento "faça crescer no Povo de Deus a paixão pela evangelização e dê suporte a atividade missionária com a oração, além de ajuda econômica às Igrejas mais pobres".
As intenções do Papa são conduzidas pelo Apostolado da Oração, uma associação de fiéis encarregada de difundir estes votos do Santo Padre a todo o mundo. Atualmente, mais de 50 milhões de pessoas espalhadas por todo o mundo rezam diariamente pelas intenções do Santo Padre. (BD).

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael


Com alegria, comemoramos a festa de três Arcanjos neste dia: Miguel, Gabriel e Rafael. A Igreja Católica, guiada pelo Espírito Santo, herdou do Antigo Testamento a devoção a estes amigos, protetores e intercessores que do Céu vêm em nosso socorro pois, como São Paulo, vivemos num constante bom combate. A palavra "Arcanjo" significa "Anjo principal". E a palavra "Anjo", por sua vez, significa "mensageiro".

São Miguel
O nome do Arcanjo Miguel possui um revelador significado em hebraico: "Quem como Deus". Segundo a Bíblia, ele é um dos sete espíritos assistentes ao Trono do Altíssimo, portanto, um dos grandes príncipes do Céu e ministro de Deus. No Antigo Testamento o profeta Daniel chama São Miguel de príncipe protetor dos judeus, enquanto que, no Novo Testamento ele é o protetor dos filhos de Deus e de sua Igreja, já que até a segunda vinda do Senhor estaremos em luta espiritual contra os vencidos, que querem nos fazer perdedores também. "Houve então um combate no Céu: Miguel e seus anjos combateram contra o dragão. Também o dragão combateu, junto com seus anjos, mas não conseguiu vencer e não se encontrou mais lugar para eles no Céu". (Apocalipse 12,7-8)

São Gabriel
O nome deste Arcanjo, citado duas vezes nas profecias de Daniel, significa "Força de Deus" ou "Deus é a minha proteção". É muito conhecido devido a sua singular missão de mensageiro, uma vez que foi ele quem anunciou o nascimento de João Batista e, principalmente, anunciou o maior fato histórico: "No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré... O anjo veio à presença de Maria e disse-lhe: 'Alegra-te, ó tu que tens o favor de Deus'..." a partir daí, São Lucas narra no primeiro capítulo do seu Evangelho como se deu a Encarnação.

São Rafael
Um dos sete espíritos que assistem ao Trono de Deus. Rafael aparece no Antigo Testamento no livro de Tobit. Este arcanjo de nome "Deus curou" ou "Medicina de Deus",restituiu à vista do piedoso Tobit e nos demonstra que a sua presença, bem como a de Miguel e Gabriel, é discreta, porém, amiga e importante. "Tobias foi à procura de alguém que o pudesse acompanhar e conhecesse bem o caminho. Ao sair, encontrou o anjo Rafael, em pé diante dele, mas não suspeitou que fosse um anjo de Deus" (Tob 5,4).

São Miguel, São Gabriel e São Rafael, rogai por nós!
Fonte: www.cancaonova.com.br

JMJ deu a Madrid um ganho de mais de 215 milhões de dólares. Onde estão os críticos?


ACI
A capital espanhola foi a mais beneficiada depois da celebração da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Madrid 2011, que obteve um benefício econômico de mais de 200 milhões de dólares.
A Confederação de Empresários de Madrid estimou o benefício econômico obtido depois da visita do Papa Bento XVI a Madrid em 216 milhões de dólares (160 milhões de euros).
Por sua parte, a Comunidade de Madrid estimou que a JMJ gerou um incremento de 199 milhões de dólares (148 milhões de euros) no Produto Interno Bruto da região.
A contribuição que a JMJ realizou à cidade capital da Espanha também foi reconhecida pelo Consistório madrilenho, que distinguiu a cidade capital com o Prêmio de Turismo da Cidade de Madrid por sua contribuição à projeção internacional de Madrid, e a nomeou ademais Patrimônio Nacional.
Ao receber o prêmio, o Arcebispo de Madrid, Cardeal Antonio María Rouco Varela, disse que “a acolhida de Madrid foi fundamental para o êxito da Jornada. A amabilidade e simpatia com que foram acolhidos os peregrinos mostram o reflexo humano da cidade, que é o que mais surpreendeu os assistentes à JMJ”.

Crescimento em todos os níveis

Depois da JMJ a cidade de Madrid experimentou um crescimento histórico das visitas de estrangeiros de 42 por cento em relação ao mesmo dado de agosto de 2010, conforme a Pesquisa de Movimentos Turísticos em Fronteiras, do Ministério de Indústria Comércio e Turismo.
A Confederação de Comércio de Madrid assegurou que este fato permitiu dar uma imagem de Madrid como cidade “acolhedora e capaz de fazer grandes eventos”.

A valoração que os peregrinos realizaram da capital espanhola é muito positiva. Em uma pesquisa realizada pelo GAD3 revela que o índice de satisfação sobre a cidade é altíssimo. 80,3 por cento de pesquisados assinalou que gostaram “muito” ou “bastante” das ruas e monumentos de Madrid.
75,8% deles manifestou que recomendará outras pessoas a viajarem à Espanha e 47,6 por cento de pesquisados assegurou que este evento, ademais, melhorou a imagem que tinham do país.
A JMJ Madrid 2011 também se destacou pelo impacto mediático alcançado. A televisão foi o meio preferido para segui-la com mais de 12 milhões de pessoas que viram os especiais das cadeias espanholas só entre a quinta-feira e o domingo 21 de agosto, último dia da Jornada.
Do mesmo modo, em quase uma semana perto de 5 mil jornalistas creditados para a ocasião divulgaram os eventos da JMJ.


Fonte: Blog Carmadélio

Padre Lombardi: O Papa aproxima os agnósticos de Deus através da palavra




O diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, explicou que o Papa Bento XVI ajudará os agnósticos a descobrirem e a reencontrar-se com Deus se estes analisarem alguns de suas mensagens pronunciadas da Alemanha.

Desde sua terra natal, o Papa pronunciou palavras que comoveram a imprensa internacional: "O que contam são os fatos, não as palavras", e até os agnósticos que se perguntam pela existência de Cristo sem encontrar a paz "estão mais perto do reino de Deus que aqueles que são fiéis ‘de rotina’".

O Padre Lombardi, explicou em uma entrevista concedida à Rádio Vaticano, que com esta frase o Papa não quis desalentar ninguém,mas expressar uma das grandes intenções de sua viagem que foi estender a palavra de Deus a todos e "ajudar os homens e as mulheres de hoje a encontrar Deus, a reencontrá-lo".

"Este é um sinal de atenção para os agnósticos: parece-me que em uma sociedade secularizada é uma mensagem muito significativa. Todos podem sentir-se no caminho para Deus, também de maneiras menos explicitamente confessionais", considerou.

O Padre Lombardi assinalou que com o ecumenismo o Santo Padre procura dar resposta à fé que todos os cristãos compartilham, para "a partir desta prioridade fundamental de seu Pontificado –que é voltar para centro da atenção da relação com Deus, a dimensão transcendental religiosa na vida pessoal, na vida da sociedade–, desenvolver depois a missão do anúncio desta dimensão, o anúncio prático de sua interpretação em todas as dimensões da vida".

O diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, considerou que o Santo Padre não passou despercebido nas consciências dos alemães, e em seus 17 discursos "manteve um nível de mensagem realmente fundamental e deixa agora a cotidianidade do compromisso de quem escutou a interpretação em sua própria vida".
Fonte: ACI

Vitória pró-vida: Corte Suprema não consegue aprovar o aborto no México .




MEXICO D.F., 28 Set. 11 / 07:32 pm (ACI/EWTN Noticias)

A Corte Suprema não alcançou a maioria legal de votos para derrubar as reformas constitucionais que blindaram a vida ante o aborto no México. Com quatro votos contra, o projeto abortista do juiz Fernando Franco foi descartado em uma histórica jornada para a defesa da vida no país.

Nesta quarta-feira, no terceiro dia do debate sobre o projeto de Franco, a Suprema Corte de Justiça da Nação (SCJN) escutou a decisiva opinião do juiz Jorge Pardo quem manifestou sua oposição à iniciativa anti-vida e somou o quarto voto contra. O projeto necessitava oito de onze votos para impor o aborto no país até o nono mês de gestação.

Entre a segunda-feira e a terça-feira oito ministros se pronunciaram: cinco a favor do projeto abortista e três contra.

Conforme informa o diário Milênio, Pardo disse que o debate não deve centrar-se na despenalização do aborto mas na constitucionalidade de uma norma em nível estatal.

Além disso considerou que o direito à vida reconhecido no artigo 7 da Constituição de Baja California está de acordo com o artigo 1 da Constituição Federal.

Além disso, precisou que a Constituição federal outorga direitos ao "concebido não-nascido" e negou que se esteja criando "direitos novos".

Pardo também disse que uma legislatura local (estatal) pode precisar um direito reconhecido pela Constituição: "As entidades federativas em uso de sua liberdade de configuração podem estabelecer este ponto de início do direito à vida", explicou.

Em total são 18 os estados que reformaram suas constituições para blindar o direito à vida desde a concepção até a morte natural, diante de ameaças como o aborto.

Além de Baja California e San Luis Potosí, os estados que têm feito estas modificações foram Chiapas, Veracruz, Querétaro, Chihuahua, Campeche, Colima, Puebla, Durango, Jalisco, Nayarit, Quintana Rôo, Guanajuato, Yucatán, Sonora, Morelos e Oaxaca.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Discurso do Papa no Parlamento alemão ainda repercute.



Antonio Socci
Do “Libero”, 25 de setembro de 2011
Nestes dias na Alemanha o Papa foi recebido por várias manifestações hostis e, segundo uma pesquisa, dois terços dos católicos alemães (em debandada graças a décadas de liderança progressista da Igreja alemã) definiram “pouco ou nada importante” para eles a visita do Papa.
Enquanto isto cem parlamentares polemicamente se ausentaram quando ele devia falar no Bundestag.
Tanta intolerância e tantos preconceitos mostram-se ainda mais desmotivados vista a admiração geral que suscitou em seguida o discurso do Pontífice no parlamento alemão (é sempre assim: também com a viagem à Grã-Bretanha os gélidos ingleses acabaram se enamorando desde pontífice sábio e humilde).
Giuliano Ferrara – que é um homem culto e consciente – depois do discurso no Bundestag manifestou seu entusiasmo, publicou inteiramente um artigo no “Foglio”, acrescentou um comentário filosófico em que se definiu “ratzingeriano” e – embora não seja religioso – chegou a afirmar: “Somente um Papa pode nos salvar”.
Ferrara que nos últimos tempos (enganando-se, penso eu) temia que o grande papa Ratzinger (“o nosso amado Papa”) se intimidasse (pelas virulentas reações) depois do discurso de Ratisbona e que o via “imerso nas águas da fé apenas”, de onde o Pontífice “convidava a rezar e expiar as culpas pessoais e as da igreja”, dedicado à reconstrução interior da fé dos cristãos, reencontrou aquele que considera o único verdadeiro e grande líder da humanidade nesta conjuntura histórica:
“No esplêndido discurso feito no Bundestag, o Parlamento de sua pátria”, escreveu Ferrara, “ressurgiu em clara, simples e fulgidíssima luz – a luz da inteligência e da razão – aquele formidável professor Ratzinger que foi eleito como guia da Igreja de Roma com uma plataforma de luta intelectual e ética à deriva relativista e niilista do ocidente moderno. Que somente um Papa pode salvar. Bento surpreendeu a todos. Nada de intuições pastorais minimalistas, nada de catequese ordinária, e em seu lugar um enérgico, nítido e extraordinário convite à substância daquilo que é político, público, e à questão filosófico-jurídica de como se pode fazer a coisa justa, levar uma vida justa, conduzir governos e estados justos, fazer leis justas num mundo que não mais depende da tradição, da autoridade intrínseca da fé, mas da democracia majoritária. Foi – acrescenta Ferrara – uma grande lição filosófica, histórica e teológica sobre os fundamentos, mais, sobre a fundação política, da nossa cultura e da nossa ideia de liberdade, de humanidade, de natureza e de razão.
Os gigantes usam palavras simples e conceitos ao alcance de todos, não são esotéricos, falam ao centro forte e realista da inteligência humana. E assim fez o Papa (…). Não é um discurso permeado de polêmicas e sofismas. Se somos livres, se estamos num mundo laico, se somos donos de nosso destino é porque somos cristãos. O cristianismo não impôs a Revelação como lei, não é a ‘sharia’, não é um espaço mítico para deuses litigiosos. Na base dos direitos humanos, das conquistas do Iluminismo, da própria ideia moderna de consciência, está a escolha cristã e católica em favor do direito da natureza e da lei da razão”.
Ferrara o explica muito bem. Mas está diante dos olhos de todos a grandeza e a humildade deste homem de Deus, que desejava trabalhar pelo Reino de Deus através do estudo e com os livros, que não desejava ser nomeado bispo, nem prefeito do ex-Santo Ofício, que dele tentou demitir-se duas vezes e que – enquanto o elegiam Papa, na Sistina – rezava assim: “Senhor, não faça isto comigo”.
O povo cristão – como mostram os dois milhões de jovens reunidos em Madri em agosto – sabe que este Papa chega ao coração e à inteligência como nenhum outro e as mentes mais límpidas da cultura laica sabem que hoje Bento XVI é o único farol da humanidade num contexto muito nebuloso. Todos esperamos que não nos abandone na tempestade, que jamais deixe o seu ministério de pai de todos.

Porque nem todos os papas são iguais. São Vicente de Lérins dizia que “Alguns papas Deus nos dá, a alguns Ele tolera, outros nos inflige”. Bento XVI é um dom ao qual não podemos renunciar.
Tradução: OBLATVS

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Denúncia contra o Papa e o Vaticano na corte de Haia é "truque publicitário"

 
ROMA, 26 Set. 11 / 11:42 am (ACI/EWTN Noticias)

Um jurista inglês considerou que a manobra de dois grupos anticatólicos para que a Corte Penal Internacional de Haia na Holanda julgue o Papa Bento XVI pelos abusos de menores perpetrados por membros do clero é um "truque publicitário" que pode afetar a noção de muita gente sobre os direitos humanos.

"É simplesmente um truque publicitário", afirmou o advogado Neil Addison ao grupo ACI neste 21 de setembro e explicou que "o que alegam estes grupos –nem sequer o pior– não está compreendido na jurisdição da Corte Penal Internacional".

A tentativa de levar o Papa Bento XVI ante a Corte Penal Internacional foi posta em marcha na semana passada pela SNAP (Survivors Network of those Abused by Priests) e o Centro de Direitos Constitucionais de Nova Iorque.

Addison fez estas declarações apenas um dia depois que os organizadores da campanha oferecessem uma conferência de imprensa em Roma pedindo aos empregados do Vaticano que apresentem –no caso de tê-las– provas contra o Papa Bento XVI e outros altos funcionários da Santa Sé que eles querem processar.

O perito acredita que este "truque publicitário" da SNAP longe de ser inofensivo pode causar muito dano. "Acredito que degrada a noção que temos do que podem ser os delitos contra a humanidade", uma das matérias de jurisprudência da Corte de Haia.

O reconhecido perito em temas de religião e lei, Neil Addison trabalhou como advogado durante os últimos 34 anos e foi Fiscal Superior da Coroa inglesa. Acadêmico e advogado em exercício, Addison publicou recentemente um livro de texto legal sobre "a discriminação religiosa e as leis de ódio".

Ele explicou que a Corte Penal Internacional existe para processar "os crimes contra a humanidade" e para tal seria necessário algo como "um ataque contra uma população civil” por parte do Vaticano ou uma invasão da Guarda Suíça a algum lugar. “Assim, (o processo) não se ajusta aos critérios".

Addison também assinalou que a Corte só tem competência em fatos ocorridos a partir de 2001 e até onde se sabe, a SNAP não identificou nenhum incidente particular posterior a essa data.

"O problema é que eles receberam desculpas pelos danos sofridos e agora não estou seguro sobre o quê mais eles querem. E acredito que eles também não sabem", indicou o britânico e acrescentou que estes grupos não ficarão satisfeito nem mesmo "vendo o Papa trancado em uma cela da prisão".

O expediente da SNAP e do Centro de Direitos Constitucionais contra o Papa foi apresentado perante a Corte Penal Internacional na cidade holandesa de Haia a semana passada. Os grupos alegam que o Papa teria "uma responsabilidade direta e superior pelos crimes de lesa humanidade de estupro e outros atos de violência sexual cometidos em todo mundo".

O Vaticano até agora não se pronunciou oficialmente sobre o tema.

Tendência religiosa tradicional na juventude surpreende jornal americano.


O jornal laico  “The New York Times” ficou pasmo quando ouviu as seguintes palavras de Mary Kate, 18, estudante que renunciou à prestigiosa e cara Universidade de Harvard para entrar como noviça nas Irmãs Dominicanas de Maria Mãe da Eucaristia, em Michigan:
“Nós rezamos o terço na mesma hora todos os dias. Você essencialmente vai repetindo as palavras que o Arcanjo Gabriel disse a Nossa Senhora. Essas são as palavras mais importantes da História.
“A distração é normal e você tem que dar um jeito de combatê-la. Deus é nosso Pai e é tão misericordioso conosco. Assim, quando eu me distraio, digo “oh, perdão!”, e me volto para Ele, porque eu sei que Ele compreende que eu sou sua filha e que eu sou débil.

“Rezar o terço também ensina a guardar o silêncio. Você fica realmente tranqüila diante daquilo que é realmente verdadeiro durante alguns minutos.”
O referido jornal, um dos maiores ícones da mídia mundial e que sempre procura apresentar a juventude como puramente debochada e revolucionária, ficou tão impressionado que reproduziu o testemunho da jovem por completo, com grande foto de uma postulante rezando o terço num convento tradicional.

Fonte: www.comshalom.org/blog/carmadelio/26520

"Desmundanizar" a Igreja, para a manter fiel à sua missão de estar no mundo sem ser do mundo: Bento XVI aos católicos empenhados na Igreja e na sociedade

(25/9/2011) O último encontro da viagem á Alemanha foi dedicado por Bento XVI aos “católicos comprometidos na Igreja e na sociedade”,
Por fidelidade à sua missão, a Igreja tem contínua necessidade de mudança e de adaptação aos novos tempos. Mas em que sentido é que a Igreja deve mudar? Não, decerto, por tática. Conforme ao mistério de Cristo, o Deus incarnado, o cristão e a Igreja hão-de estar bem presentes ao mundo e no mundo, mas sem ser do mundo, sem se conformarem com este. Para ser fiel a si mesma, a Igreja há-de esforçar-se incessantemente por “desmundanizar-se”, destacar-se da mundanidade deste mundo (o que não significa retirar-se dele).
Esta, em grandes traços, a mensagem central que Bento XVI quis deixar aos “católicos empenhados na sociedade e na Igreja”, no encontro que com eles teve na Sala de Concertos de Friburgo. A concluir esta sua viagem, este discurso aparece também como que uma síntese do que de mais importante o Papa queria transmitir aos católicos do seu país de origem .

-Evocando a progressiva diminuição da prática religiosa e o crescente afastamento duma parte notável de baptizados da vida da Igreja, Bento XVI interrogou-se a Igreja não deverá porventura mudar. Não deverá a Igreja, nos seus serviços e estruturas, adaptar-se ao tempo presente, para chegar às pessoas de hoje que vivem em estado de busca e na dúvida?

Naturalmente – reconheceu – “cada cristão e a comunidade dos crentes são chamados a uma contínua conversão”. A questão é de ver como se há-de configurar concretamente esta mudança. Será porventura uma renovação parecida com a que realiza, por exemplo, um proprietário de uma casa mediante uma reestruturação ou a pintura do seu prédio? Ou trata-se de uma correcção para retomar a rota e percorrer, de modo mais ágil e directo, um caminho? “Certamente – admitiu - têm importância estes e outros aspectos. Mas, no caso da Igreja, o motivo fundamental da mudança é a missão apostólica dos discípulos e da própria Igreja. De facto a Igreja deve verificar incessantemente a sua fidelidade a esta missão”. O que implica certo distanciamento em relação ao meio em que está mergulhada:

“Para cumprir a sua missão, ela deverá continuamente manter a distância do seu ambiente, deve por assim dizer desmundanizar-se.”

Com a incarnação do Filho de Deus, existe um intercâmbio, uma permuta, entre Deus e os homens . Claro que “tal permuta só é possível pela generosidade de Deus que aceita a pobreza do mendigo como riqueza, para tornar suportável o dom divino, que o homem não pode recambiar com nada de equivalente”. “A Igreja insere-se totalmente nesta atenção condescendente do Redentor pelos homens. Ela mesma está sempre em movimento, deve colocar-se continuamente ao serviço da missão que recebeu do Senhor”.
Porém, advertiu Bento XVI, “no desenvolvimento histórico da Igreja manifesta-se também uma tendência contrária, ou seja, a de uma Igreja que se acomoda neste mundo, tornando-se auto-suficiente e adaptando-se aos critérios do mundo. Deste modo, dá uma importância maior, não ao seu chamamento à abertura, mas à organização e à institucionalização”. Há, portanto, que manter sempre um esforço de destaque, de desprendimento...

“Para corresponder à sua verdadeira tarefa, a Igreja deve esforçar-se sem cessar por destacar-se da mundanidade do mundo. Assim fazendo, ela segue as palavras de Jesus: Eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo.”

“Em certo sentido (reconheceu textualmente o Papa), a história vem em ajuda da Igreja com as diversas épocas de secularização, que contribuíram de modo essencial para a sua purificação e reforma interior. De facto, as secularizações (expropriação de bens da Igreja, cancelamento de privilégios, etc) – sempre significaram uma profunda libertação da Igreja de formas de mundanidade: despojava-se, por assim dizer, da sua riqueza terrena e voltava a abraçar plenamente a sua pobreza terrena”.

“Os exemplos históricos mostram que o testemunho missionário de uma Igreja «desmundanizada» refulge de modo mais claro. Liberta do seu fardo material e político, a Igreja pode dedicar-se melhor e de modo verdadeiramente cristão ao mundo inteiro, pode estar verdadeiramente aberta ao mundo”.

Mas esta abertura ao mundo – precisou Bento XVI – não se destina a obter a adesão dos homens a uma instituição com suas próprias pretensões de poder, mas sim a fazê-los reentrar em si mesmos, conduzindo-os deste modo a Deus. “Através deste estilo de abertura da Igreja ao mundo, delinea-se também, ao mesmo tempo, a forma em que se pode realizar, eficaz e adequadamente, a abertura ao mundo por parte do indivíduo cristão.” Não é de modo algum uma táctica oportunista...

“Não se trata de encontrar uma nova táctica para relançar a Igreja. Trata-se, isso sim, de depor tudo aquilo que seja apenas táctica, prucurando a plena sinceridade, que não descura nem reprime nada da verdade do nosso hoje, mas realiza a fé plenamente no hoje vivendo-a precisa e totalmente na sobriedade do hoje, levando-a à sua plena identidade, tirando dela aquilo que só na aparência é fé, quando na verdade não passa de convenções e hábitos nossos.”
Fonte: Radio Vaticano

BENTO XVI CONCLUI VIAGEM APOSTÓLICA: "ACOMPANHO NOS PENSAMENTOS E NAS ORAÇÕES O CAMINHO DA IGREJA NA ALEMANHA"

Friburgo, 26 set (RV) – Bento XVI concluiu no início da noite deste domingo a sua viagem Apostólica à Alemanha, que teve como lema "Onde estiver Deus, há futuro." Foi 21ª viagem apostólica internacional do seu pontificado e a terceira à Alemanha.

A cerimônia de despedida se realizou no aeroporto de Lahr, distante 50 Km de Friburgo, última etapa da sua viagem Apostólica que teve início na quinta-feira em Berlim. Presentes no aeroporto o Presidente Federal, Christian Wulff e demais representantes do governo federal. Presentes ainda Autoridades civis e religiosas e um grupo de fiéis.

Antes de deixar a Alemanha, o Papa agradeceu pelos dias, cheios de emoções e ricos de acontecimentos, passados – disse ele – “na minha pátria”. Agradeceu o Presidente Federal Wulff, que, em Berlim, o acolheu em nome do povo alemão e agora, no momento da despedida, de novo o honrou com amáveis palavras. Depois de agradeceu as demais autoridades dirigiu seu pensamente para os membros do episcopado alemão em especial ao Arcebispo de Friburgo, Dom Zollitsch, que o acompanhou durante toda a visita. Agradeceu ainda as instituições municipais, as forças da ordem, aos serviços sanitários, aos responsáveis dos transportes públicos, e também aos numerosos voluntários. Em seguida o Papa recordou brevemente as etapas de sua viagem:

“Na capital federal de Berlim, tive a ocasião particular de falar diante dos parlamentares no Deutscher Bundestag, expondo-lhes algumas reflexões sobre os fundamentos intelectuais do Estado. De bom grado volto com o pensamento também aos frutuosos colóquios com o Presidente Federal e a Senhora Chanceler sobre a actual situação do povo alemão e da comunidade internacional. Tocou-me de modo particular o acolhimento cordial e o entusiasmo de tantas pessoas em Berlim”.
No País da Reforma, - sublinhou ainda o Papa - naturalmente o ecumenismo constituiu um dos pontos centrais da visita. Destacou o encontro com os representantes da Igreja Evangélica na Alemanha no ex-convento agostiniano de Erfurt. “Sinto-me profundamente agradecido pela partilha fraterna e a oração em comum”, disse. Muito particular foi o encontro com os cristãos ortodoxos e ortodoxos orientais, como também com os judeus e os muçulmanos. Obviamente esta visita era dirigida de modo particular aos católicos em Berlim, Erfurt, Eichsfeld e Friburgo.

“Por fim, fiquei muito feliz por me encontrar de novo, depois da impressionante Jornada Mundial da Juventude em Madrid, também em Friburgo, com tantos jovens ontem, na vigília da juventude. Encorajo a Igreja na Alemanha a continuar, com força e confiança, o caminho da fé, que faz as pessoas voltarem às raízes, ao núcleo essencial da Boa Nova de Cristo. Haverá – e já existem – comunidades pequenas de crentes que, com o seu entusiasmo, difundem raios de luz na sociedade pluralista, fazendo a outros curiosos de procurar a luz que dá vida em abundância. «Não há nada de mais belo que conhecê-Lo e comunicar aos outros a amizade com Ele»”.
A partir desta experiência, finalizou Bento XVI - cresce a certeza: “Onde há Deus, há futuro”. Onde Deus está presente, há esperança e abrem-se perspectivas novas e, frequentemente, inesperadas que vão para além do hoje e das coisas efêmeras. Neste sentido acompanho nos pensamentos e nas orações o caminho da Igreja na Alemanha. (SP)

Fonte: Radio Vaticano

Facebook, Google e sites de mídia social energicamente censuram conteúdos cristãos

Jeremy Kryn

MANASSAS, VA, EUA, 21 de setembro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Um novo estudo revelou que o Google e outros grandes sites de mídia social como Facebook de forma enérgica estão censurando as opiniões cristãs e conservadoras.
O relatório, conduzido pela Mídia Religiosa Nacional (MRN) e pelo Centro Americano de Lei e Justiça, examinou as políticas e práticas de várias grandes plataformas de comunicação da “nova mídia” interativa de internet e provedores de serviço de internet, inclusive a Apple e sua Loja de Aplicativos iTunes, Facebook, Google e outros.
O estudo revelou que algumas empresas de tecnologia da nova mídia estão de forma descarada banindo conteúdo cristão, e que todos os sites de mídia social, exceto o Twitter, têm políticas de liberdade de expressão que são mais restritivas do que os direitos de livre expressão garantidos na Constituição dos EUA.
De acordo com o estudo, sete grandes sites de mídia social baniram “expressões de ódio”, um termo que os autores do estudo apontam que “é muitas vezes aplicado na cultura para reprimir comunicadores cristãos”.
Os autores do estudo também revelaram que algumas das empresas de mídia reagem de forma favorável às exigências de grupos de pressão que pedem que as opiniões conservadoras ou cristãs sejam censuradas.
O estudo nota que quando estabeleceu novas normas para seu “Google para Uso Sem Fins Lucrativos” em março de 2011, o Google recusou colocar na lista “igrejas e outros grupos religiosos” que consideram “a religião ou orientação sexual em práticas de contratação”. As igrejas cristãs que solicitaram o software completo das ferramentas do Google produzidas para uso sem fins lucrativos foram rejeitadas.
Em outra ocasião o mais potente programa de busca do mundo inicialmente proibiu o Instituto Cristão Britânico de comprar espaço para um anúncio sobre aborto. O mecanismo de busca só permitiu o anúncio depois que o Instituto Cristão Britânico processou o Google.
Por duas vezes, a Apple removeu, de sua Loja de Aplicativos do iTunes, aplicativos que continham conteúdo cristão, documentou o estudo. Em ambos os exemplos, a Apple confessou que esses aplicativos tiveram acesso negado porque a Apple considerou as opiniões cristãs expressas nesses aplicativos como “ofensivas”.
“Dos 425.000 aplicativos disponíveis no iPhone da Apple, os únicos censurados pela Apple por expressarem opiniões normalmente legais foram aplicativos com conteúdo cristão”, comenta o estudo.
Por sua parte, o Facebook vem de forma pública fazendo parceria com ativistas homossexuais para “erradicar comentários anti-homossexualismo em sua plataforma”, revelou o relatório. “Tudo isso indica que conteúdos cristãos que critiquem a homossexualidade, o casamento de mesmo sexo ou práticas semelhantes estarão em risco de sofrer censura [por parte do Facebook]”, diz o estudo. Aliás, em alguns casos tais conteúdos já foram removidos pelo site de rede social.
Myspace, outro site de rede social semelhante, mas menos popular do que o Facebook, também tem uma política de banir conteúdo “homofóbico”.
A organização pró-vida Live Action tem enfrentando muitos casos de censura da nova mídia. Numa conversa com LifeSiteNews sobre o estudo da MRN, David Schmidt, diretor de meios de comunicação de Live Action, recordou uma ameaça de censura vinda do YouTube no começo deste ano.
“Fomos ameaçados no começo deste ano”, disse ele. “Depois que nosso advogado enviou uma carta ao YouTube, eles não removeram nossos vídeos. Felizmente, eles foram considerados como vídeos que ‘merecem ser publicados’, uma política padrão para todos os usuários”.
Schmidt disse que a maioria dos vídeos de Live Action foram rejeitados pelos Vídeos Promovidos pelo YouTube por causa “de alguma questão de conteúdo”.
Os autores do estudo da MRN apontam para o fato de que as atitudes das empresas da nova mídia para com os conteúdos cristãos são importantes, pois atualmente “algumas das gigantescas empresas da ‘nova mídia’ são os guardiões das novas plataformas de comunicação com base na internet”.
“Há um perigo real e presente de que essas empresas possam, e em alguns exemplos realmente tenham, feito o compromisso de censurar opiniões como consequência de seu controle exclusivo dessas tecnologias”.
Artigos relacionados:
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

BOLA DE FOGO - DESTRÓI CASAS EM BUENOS AIRES.

 AE


"Uma bola de fogo que vinha do céu". Esta foi a descrição dos moradores de Monte Grande, na Grande Buenos Aires, sobre a luz que ofuscou dezenas de pessoas hoje às 2:00 horas da madrugada. Na sequência, escutaram uma forte explosão. Ao sair de suas residências, assustados, viram que duas casas e um estabelecimento comercial haviam sido arrasados. A explosão matou Silvia Espinoza Infante, de 43 anos, além de ferir outras sete pessoas. Três automóveis jaziam entre os escombros com as rodas para cima. Astrônomos argentinos não descartavam que poderia tratar-se de um meteorito do tamanho de uma bola de futebol ou de um televisor. A divulgação de duas fotos amadoras que mostravam de forma difusa o clarão da “bola de fogo” no céu aumentou as especulações sobre o caso. Por precaução, as autoridades enviaram uma equipe para medir os níveis de radiação. A hipótese de uma explosão de gás na parte interna das casas foi descartada, já que os botijões estavam intactos entre os escombros. 

Anti-histamínicos chineses feitos com pó de bebê abortado


O monstruoso remédio chinês exibido pela TV
·
Luis Dufaur
Documentário da cadeia de TV SBS, da Coréia do Sul, desvendou o esquema de empresas farmacêuticas chinesas para vender pílulas feitas com cinzas de bebês abortados como sendo anti-histamínicos.
A equipe da TV, segundo informa o jornal “International Business Times”, de San Francisco, mostrou que a verdade por trás da “pílula de bebê morto” é horrorosa e perturbadora.
Os hospitais e as clínicas abortistas estatais chinesas participam diretamente do macabro negócio, informando as empresas da morte de um bebê em decorrência de parto ou de aborto.
As empresas então compram os corpos das crianças e os guardam no freezer de alguma família para não causar suspeita.
O passo seguinte consiste num processo realizado secretamente. Nele os corpos são colocados num secador hospitalar de microondas até serem reduzidos a um pó básico, o qual a seguir é colocado em cápsulas para serem vendidas como anti-histamínico, explicou a equipe da SBS.
A mesma equipe comprou cápsulas de bebê morto e mandou fazer testes de DNA em seu conteúdo. Os resultados dos testes revelaram que o material encapsulado era humano numa proporção de 99,7%.
Os testes também encontraram restos de cabelo e unhas, e até o sexo do bebê pôde ser identificado.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O Papa ao Parlamento alemão: Não se pode prescindir de Deus nas lei


O Papa no Parlamento alemão ou Bundestag (imagem EWTN em español)
BERLIM, 22 Set. 11 / 03:06 pm (ACI/EWTN Noticias)

Diante de um abarrotado Parlamento alemão ou Bundestag aonde também esteve presente o bloco que tinha anunciado um boicote à viagem papal, Bento XVI deu um extenso discurso no qual explicou que é um erro prescindir de Deus nas leis porque Dele provém a dignidade inerente a todo ser humano, o que constitui a base para o direito.

Ao chegar ao Parlamento alemão o Santo Padre foi recebido com uma grande ovação de pé que durou vários minutos, por parte dos parlamentares presentes, bispos e líderes de outras confissões cristãs.

Aos parlamentares e demais presentes que seguiram com atenção seu discurso em um ambiente que se percebia espectador, o Papa tomou a passagem bíblica no que o rei Salomão pede a Deus sabedoria para discernir o bem do mal, para fazer uma reflexão sobre os fundamentos do direito.

Com este relato, disse Bento XVI, "a Bíblia quer indicar-nos o que deve, em última análise, ser importante para um político. O seu critério último e a motivação para o seu trabalho como político não devem ser o sucesso e menos ainda o lucro material. A política deve ser um compromisso em prol da justiça e, assim, criar as condições de fundo para a paz".

Seguidamente o Papa advertiu que quando esta perspectiva não está em um político, o Estado pode converter-se "no instrumento para a destruição do direito: tornara-se uma banda de salteadores muito bem organizada, que podia ameaçar o mundo inteiro e impeli-lo até à beira do precipício".

Por isso, precisou, "servir o direito e combater o domínio da injustiça é e permanece a tarefa fundamental do político. Servir o direito e combater o domínio da injustiça é e permanece sendo a tarefa fundamental do político".

Bento XVI disse logo que em muitos casos para legislar não é suficiente o consenso da maioria. Além disso, explicou, é necessário procurar o verdadeiramente justo, um assunto que atualmente "fez-se ainda mais difícil".

"Como se reconhece o que é justo? Na história, os ordenamentos jurídicos foram quase sempre religiosamente motivados: com base numa referência à Divindade, decide-se aquilo que é justo entre os homens. Ao contrário doutras grandes religiões, o cristianismo nunca impôs ao Estado e à sociedade um direito revelado, um ordenamento jurídico derivado duma revelação".

Mas, prosseguiu o Papa, o cristianismo "apelou para a natureza e a razão como verdadeiras fontes do direito; apelou para a harmonia entre razão objetiva e subjetiva, mas uma harmonia que pressupõe serem as duas esferas fundadas na Razão criadora de Deus".

Da relação entre os cristãos e o movimento filosófico e jurídico do século II antes de Cristo, "nasceu a cultura jurídica ocidental, que foi, e é ainda agora, de importância decisiva para a cultura jurídica da humanidade".

A partir deste vínculo pré-cristão entre direito e filosofia, precisou o Santo Padre, "parte o caminho que leva, através da Idade Média cristã, ao desenvolvimento jurídico do Iluminismo até a Declaração dos Direitos Humanos e depois à nossa Lei Fundamental alemã, pela qual o nosso povo reconheceu, em 1949, “os direitos invioláveis e inalienáveis do homem como fundamento de toda a comunidade humana, da paz e da justiça no mundo”".

O Papa advertiu logo que atualmente se vive uma espécie de retrocesso em que "a ideia do direito natural uma doutrina católica bastante singular, sobre a qual não valeria a pena discutir fora do âmbito católico, de tal modo que quase se tem vergonha mesmo só de mencionar o termo".

Depois de criticar a visão positivista que vê a natureza e a razão como meras coisas funcionais, o Papa explicou que com esta perspectiva a ética e a religião " devem ser atribuídas ao âmbito subjectivo, caindo fora do âmbito da razão no sentido estrito do termo. Onde vigora o domínio exclusivo da razão positivista – e tal é, em grande parte, o caso da nossa consciência pública –, as fontes clássicas de conhecimento da ética e do direito são postas fora de jogo.".

Bento XVI alertou também que "onde a razão positivista se considera como a única cultura suficiente, relegando todas as outras realidades culturais para o estado de subculturas, aquela diminui o homem, antes, ameaça a sua humanidade".

"Digo isto pensando precisamente na Europa, onde vastos ambientes procuram reconhecer apenas o positivismo como cultura comum e como fundamento comum para a formação do direito, enquanto todas as outras convicções e os outros valores da nossa cultura são reduzidos ao estado de uma subcultura".

Assim coloca-se a "Europa, face às outras culturas do mundo, numa condição de falta de cultura e suscitam-se, ao mesmo tempo, correntes extremistas e radicais".

"A razão positivista, que se apresenta de modo exclusivista e não é capaz de perceber algo para além do que é funcional, assemelha-se aos edifícios de cimento armado sem janelas, nos quais nos damos o clima e a luz por nós mesmos e já não queremos receber estes dois elementos do amplo mundo de Deus".

Ante esta postura, disse o Papa, é necessário "voltar a abrir as janelas" para que a razão e a natureza recuperem a profundidade que lhes é própria.

Depois de recordar a aparição do movimento ecologista nos anos 70, como expressão de um sinal de alarme de que algo não ia bem, e logo depois de precisar que com isto "não faço propaganda para um determinado partido político", Bento XVI disse que efetivamente a importância da ecologia é indiscutível, mas mais importante é a "ecologia do homem".

"Também o homem possui uma natureza, que deve respeitar e não pode manipular como lhe apetece.
O homem não é apenas uma liberdade que se cria por si própria. O homem não se cria a si mesmo", disse o Papa e foi interrompido pelos aplausos dos presentes.

O homem, continuou o Pontífice, é "espírito e vontade, mas é também natureza, e a sua vontade é justa quando ele escuta a natureza, respeita-a e quando se aceita a si mesmo por aquilo que é e que não se criou por si mesmo. Assim mesmo, e só assim, é que se realiza a verdadeira liberdade humana".

Bento XVI disse logo que "base da convicção sobre a existência de um Deus criador que se desenvolveram a ideia dos direitos humanos, a ideia da igualdade de todos os homens perante a lei, o conhecimento da inviolabilidade da dignidade humana em cada pessoa e a consciência da responsabilidade dos homens pelo seu agir".

"Estes conhecimentos da razão constituem a nossa memória cultural. Ignorá-la ou considerá-la como mero passado seria uma amputação da nossa cultura no seu todo e privá-la-ia da sua integralidade".

A cultura da Europa, assinalou o Papa, " A cultura da Europa nasceu do encontro entre Jerusalém, Atenas e Roma, do encontro entre a fé no Deus de Israel, a razão filosófica dos Gregos e o pensamento jurídico de Roma. Este tríplice encontro forma a identidade íntima da Europa".

"Na consciência da responsabilidade do homem diante de Deus e no reconhecimento da dignidade inviolável do homem, de cada homem, este encontro fixou critérios do direito, cuja defesa é nossa tarefa neste momento histórico".

Finalmente o Papa recordou novamente o rei Salomão, e disse que um político da atualidade deveria pedir a Deus "um coração dócil, a capacidade de distinguir o bem do mal e, deste modo, estabelecer um direito verdadeiro, servir a justiça e a paz".

Ao finalizar o discurso o Santo Padre foi novamente ovacionado durante vários minutos pelos parlamentares e saudou alguns deles para dirigir-se logo a um encontro privado com líderes judeus e depois ao Estádio Olímpico onde celebrou uma multitudinária Missa

O Papa na Missa em Berlim: Vivam unidos a Cristo e à Igreja para dar alegria e amor ao mundo


BERLIM, 22 Set. 11 / 03:07 pm (ACI/EWTN Noticias)

Perante um Estádio Olímpico totalmente cheio e em meio de um ambiente de festa, o Papa Bento XVI animou os católicos a permanecerem sempre unidos a Cristo na Igreja, que é "o mais belo dom que Deus deu de presente aos homens", para dar alegria e amor ao mundo.

Ao começar a Missa sob a chuva, os milhares de assistentes incluindo as autoridades políticas alemãs, entoaram o canto inicial que acompanhou a procissão de entrada. Seguidamente o Arcebispo de Berlim, Dom Rainer Woelki disse ao Papa: "Bem-vindo a Berlim, bem-vindo à Alemanha", frase que foi celebrada por uma grande ovação.

O jovem Prelado, que foi recentemente nomeado para Berlim e que é conhecido por seu dinamismo, disse a Bento XVI "é uma grande honra para a nossa terra recebê-lo". "Conte com o compromisso dos católicos apesar de ser uma minoria na sociedade", disse logo o bispo que foi aplaudido pelo Papa.

O Santo Padre recebeu como presente uma cópia de uma janela original das prisões aonde estiveram os mártires condenados pelo regime totalitário, e um capacete branco de operário, assinado por alguns coroinhas que lhe entregaram este presente.

O Papa por sua parte deu de presente ao Arcebispo um majestoso cálice e uma patena, para mostrar a importância da liturgia.

A homilia do Papa

Em sua homilia, e já sem a chuva que caiu ao início da Missa, sentado na Cadeira de onde fez sua reflexão, Bento XVI expressou sua alegria por ver o estádio cheio, motivo para ele de "alegria e confiança".

O Papa recordou brevemente a João Paulo II que visitou Berlim 15 anos atrás e logo iniciou sua meditação sobre a parábola da videira e dos ramos do Evangelho de João.

"Na parábola da videira, Jesus não diz: «Vós sois a videira»; mas: «Eu sou a videira, vós os ramos». Isto significa: «Assim como os ramos estão ligados à videira, assim também vós pertenceis a Mim! Mas, pertencendo a Mim, pertenceis também uns aos outros». E, neste pertencer um ao outro e a Ele, não se trata de qualquer relação ideal, imaginária, simbólica, mas é – apetece-me quase dizer – um pertencer a Jesus Cristo em sentido biológico, plenamente vital".

"É a Igreja, esta comunidade de vida com Ele e de um para o outro, que está fundada no batismo e se vai aprofundando cada vez mais naEucaristia. «Eu sou a videira verdadeira»: isto na realidade, porém, significa: «Eu sou vós, e vós sois Eu» - uma identificação inaudita do Senhor conosco, a sua Igreja", afirmou.

Depois de recordar que é "a Jesus que ferem as perseguições contra a sua Igreja. E, ao mesmo tempo, não estamos sozinhos quando somos oprimidos por causa da nossa fé. Jesus está conosco", Bento XVI ressaltou que "Deus quer arrancar de nosso peito o coração morto, de pedra, para nos dar um coração vivo, de carne".

O Papa se referiu logo ao olhar de alguns da Igreja como uma "organização mais em uma sociedade democrática" que muitas vezes é apenas vista pelo negativo com o qual "já não se revela o mistério grande e profundo da Igreja".

O Pontífice disse logo que ante a possibilidade de estar unido ou não a Cristo, cada um deve tomar uma decisão. "A escolha aqui pedida faz-nos compreender, de modo insistente, o significado existencial da nossa opção de vida. Ao mesmo tempo a imagem da videira é um sinal de esperança e confiança".

"Ao encarnar-Se, o próprio Cristo veio a este mundo para ser o nosso fundamento. Em cada necessidade e aridez, Ele é a fonte que dá a água da vida que nos sacia e fortalece. Ele mesmo carrega sobre Si todo o pecado, medo e sofrimento e, por fim, nos purifica e transforma misteriosamente em vinho bom".

Ante os sofrimentos, disse logo o Papa, "Deus sabe transformar em amor mesmos as coisas pesadas e acabrunhadoras da nossa vida. Importante é «permanecermos» na videira, em Cristo".

“No nosso tempo de inquietação e indiferença, em que tanta gente perde a orientação e o apoio; em que a fidelidade do amor nomatrimônio e na amizade se tornou tão frágil e de breve duração; em que nos apetece gritar, em nossa necessidade, como os discípulos de Emaús: «Senhor, fica connosco, porque anoitece, sim, é escuro ao nosso redor!»; aqui o Senhor ressuscitado oferece-nos um refúgio, um lugar de luz, de esperança e confiança, de paz e segurança".

"Onde a secura e a morte ameaçam os ramos, aí, em Cristo, há futuro, vida e alegria", assegurou.

"Permanecer em Cristo significa, como já vimos, permanecer na Igreja. A comunidade inteira dos crentes está firmemente unida em Cristo, a videira. Em Cristo, todos nós estamos conjuntamente unidos. Nesta comunidade, Ele sustenta-nos e, ao mesmo tempo, todos os membros se sustentam uns aos outros".

O Papa Bento XVI sublinhou também que "A Igreja é o dom mais belo de Deus. Por isso, diz Santo Agostinho, «cada um possui o Espírito Santo na medida em que ama a Igreja de Cristo». Com a Igreja e na Igreja, podemos anunciar a todos os homens que Cristo é a fonte da vida, que Ele está presente, que é a realidade grande por que anelamos. Dá-Se a Si mesmo".

"Quem crê em Cristo, tem um futuro. Porque Deus não quer aquilo que é árido, morto, artificial, e que no fim é deitado fora, mas quer as coisas fecundas e vivas, a vida em abundância".

Finalmente o Santo Padre expressou seu desejo de que todos descubram "cada vez mais profundamente a alegria de estar unidos com Cristo na Igreja, que possais encontrar nas vossas necessidades conforto e redenção e que vos torneis cada vez mais o delicioso vinho da alegria e do amor de Cristo para este mundo. Amém".