segunda-feira, 26 de setembro de 2011

"Desmundanizar" a Igreja, para a manter fiel à sua missão de estar no mundo sem ser do mundo: Bento XVI aos católicos empenhados na Igreja e na sociedade

(25/9/2011) O último encontro da viagem á Alemanha foi dedicado por Bento XVI aos “católicos comprometidos na Igreja e na sociedade”,
Por fidelidade à sua missão, a Igreja tem contínua necessidade de mudança e de adaptação aos novos tempos. Mas em que sentido é que a Igreja deve mudar? Não, decerto, por tática. Conforme ao mistério de Cristo, o Deus incarnado, o cristão e a Igreja hão-de estar bem presentes ao mundo e no mundo, mas sem ser do mundo, sem se conformarem com este. Para ser fiel a si mesma, a Igreja há-de esforçar-se incessantemente por “desmundanizar-se”, destacar-se da mundanidade deste mundo (o que não significa retirar-se dele).
Esta, em grandes traços, a mensagem central que Bento XVI quis deixar aos “católicos empenhados na sociedade e na Igreja”, no encontro que com eles teve na Sala de Concertos de Friburgo. A concluir esta sua viagem, este discurso aparece também como que uma síntese do que de mais importante o Papa queria transmitir aos católicos do seu país de origem .

-Evocando a progressiva diminuição da prática religiosa e o crescente afastamento duma parte notável de baptizados da vida da Igreja, Bento XVI interrogou-se a Igreja não deverá porventura mudar. Não deverá a Igreja, nos seus serviços e estruturas, adaptar-se ao tempo presente, para chegar às pessoas de hoje que vivem em estado de busca e na dúvida?

Naturalmente – reconheceu – “cada cristão e a comunidade dos crentes são chamados a uma contínua conversão”. A questão é de ver como se há-de configurar concretamente esta mudança. Será porventura uma renovação parecida com a que realiza, por exemplo, um proprietário de uma casa mediante uma reestruturação ou a pintura do seu prédio? Ou trata-se de uma correcção para retomar a rota e percorrer, de modo mais ágil e directo, um caminho? “Certamente – admitiu - têm importância estes e outros aspectos. Mas, no caso da Igreja, o motivo fundamental da mudança é a missão apostólica dos discípulos e da própria Igreja. De facto a Igreja deve verificar incessantemente a sua fidelidade a esta missão”. O que implica certo distanciamento em relação ao meio em que está mergulhada:

“Para cumprir a sua missão, ela deverá continuamente manter a distância do seu ambiente, deve por assim dizer desmundanizar-se.”

Com a incarnação do Filho de Deus, existe um intercâmbio, uma permuta, entre Deus e os homens . Claro que “tal permuta só é possível pela generosidade de Deus que aceita a pobreza do mendigo como riqueza, para tornar suportável o dom divino, que o homem não pode recambiar com nada de equivalente”. “A Igreja insere-se totalmente nesta atenção condescendente do Redentor pelos homens. Ela mesma está sempre em movimento, deve colocar-se continuamente ao serviço da missão que recebeu do Senhor”.
Porém, advertiu Bento XVI, “no desenvolvimento histórico da Igreja manifesta-se também uma tendência contrária, ou seja, a de uma Igreja que se acomoda neste mundo, tornando-se auto-suficiente e adaptando-se aos critérios do mundo. Deste modo, dá uma importância maior, não ao seu chamamento à abertura, mas à organização e à institucionalização”. Há, portanto, que manter sempre um esforço de destaque, de desprendimento...

“Para corresponder à sua verdadeira tarefa, a Igreja deve esforçar-se sem cessar por destacar-se da mundanidade do mundo. Assim fazendo, ela segue as palavras de Jesus: Eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo.”

“Em certo sentido (reconheceu textualmente o Papa), a história vem em ajuda da Igreja com as diversas épocas de secularização, que contribuíram de modo essencial para a sua purificação e reforma interior. De facto, as secularizações (expropriação de bens da Igreja, cancelamento de privilégios, etc) – sempre significaram uma profunda libertação da Igreja de formas de mundanidade: despojava-se, por assim dizer, da sua riqueza terrena e voltava a abraçar plenamente a sua pobreza terrena”.

“Os exemplos históricos mostram que o testemunho missionário de uma Igreja «desmundanizada» refulge de modo mais claro. Liberta do seu fardo material e político, a Igreja pode dedicar-se melhor e de modo verdadeiramente cristão ao mundo inteiro, pode estar verdadeiramente aberta ao mundo”.

Mas esta abertura ao mundo – precisou Bento XVI – não se destina a obter a adesão dos homens a uma instituição com suas próprias pretensões de poder, mas sim a fazê-los reentrar em si mesmos, conduzindo-os deste modo a Deus. “Através deste estilo de abertura da Igreja ao mundo, delinea-se também, ao mesmo tempo, a forma em que se pode realizar, eficaz e adequadamente, a abertura ao mundo por parte do indivíduo cristão.” Não é de modo algum uma táctica oportunista...

“Não se trata de encontrar uma nova táctica para relançar a Igreja. Trata-se, isso sim, de depor tudo aquilo que seja apenas táctica, prucurando a plena sinceridade, que não descura nem reprime nada da verdade do nosso hoje, mas realiza a fé plenamente no hoje vivendo-a precisa e totalmente na sobriedade do hoje, levando-a à sua plena identidade, tirando dela aquilo que só na aparência é fé, quando na verdade não passa de convenções e hábitos nossos.”
Fonte: Radio Vaticano

BENTO XVI CONCLUI VIAGEM APOSTÓLICA: "ACOMPANHO NOS PENSAMENTOS E NAS ORAÇÕES O CAMINHO DA IGREJA NA ALEMANHA"

Friburgo, 26 set (RV) – Bento XVI concluiu no início da noite deste domingo a sua viagem Apostólica à Alemanha, que teve como lema "Onde estiver Deus, há futuro." Foi 21ª viagem apostólica internacional do seu pontificado e a terceira à Alemanha.

A cerimônia de despedida se realizou no aeroporto de Lahr, distante 50 Km de Friburgo, última etapa da sua viagem Apostólica que teve início na quinta-feira em Berlim. Presentes no aeroporto o Presidente Federal, Christian Wulff e demais representantes do governo federal. Presentes ainda Autoridades civis e religiosas e um grupo de fiéis.

Antes de deixar a Alemanha, o Papa agradeceu pelos dias, cheios de emoções e ricos de acontecimentos, passados – disse ele – “na minha pátria”. Agradeceu o Presidente Federal Wulff, que, em Berlim, o acolheu em nome do povo alemão e agora, no momento da despedida, de novo o honrou com amáveis palavras. Depois de agradeceu as demais autoridades dirigiu seu pensamente para os membros do episcopado alemão em especial ao Arcebispo de Friburgo, Dom Zollitsch, que o acompanhou durante toda a visita. Agradeceu ainda as instituições municipais, as forças da ordem, aos serviços sanitários, aos responsáveis dos transportes públicos, e também aos numerosos voluntários. Em seguida o Papa recordou brevemente as etapas de sua viagem:

“Na capital federal de Berlim, tive a ocasião particular de falar diante dos parlamentares no Deutscher Bundestag, expondo-lhes algumas reflexões sobre os fundamentos intelectuais do Estado. De bom grado volto com o pensamento também aos frutuosos colóquios com o Presidente Federal e a Senhora Chanceler sobre a actual situação do povo alemão e da comunidade internacional. Tocou-me de modo particular o acolhimento cordial e o entusiasmo de tantas pessoas em Berlim”.
No País da Reforma, - sublinhou ainda o Papa - naturalmente o ecumenismo constituiu um dos pontos centrais da visita. Destacou o encontro com os representantes da Igreja Evangélica na Alemanha no ex-convento agostiniano de Erfurt. “Sinto-me profundamente agradecido pela partilha fraterna e a oração em comum”, disse. Muito particular foi o encontro com os cristãos ortodoxos e ortodoxos orientais, como também com os judeus e os muçulmanos. Obviamente esta visita era dirigida de modo particular aos católicos em Berlim, Erfurt, Eichsfeld e Friburgo.

“Por fim, fiquei muito feliz por me encontrar de novo, depois da impressionante Jornada Mundial da Juventude em Madrid, também em Friburgo, com tantos jovens ontem, na vigília da juventude. Encorajo a Igreja na Alemanha a continuar, com força e confiança, o caminho da fé, que faz as pessoas voltarem às raízes, ao núcleo essencial da Boa Nova de Cristo. Haverá – e já existem – comunidades pequenas de crentes que, com o seu entusiasmo, difundem raios de luz na sociedade pluralista, fazendo a outros curiosos de procurar a luz que dá vida em abundância. «Não há nada de mais belo que conhecê-Lo e comunicar aos outros a amizade com Ele»”.
A partir desta experiência, finalizou Bento XVI - cresce a certeza: “Onde há Deus, há futuro”. Onde Deus está presente, há esperança e abrem-se perspectivas novas e, frequentemente, inesperadas que vão para além do hoje e das coisas efêmeras. Neste sentido acompanho nos pensamentos e nas orações o caminho da Igreja na Alemanha. (SP)

Fonte: Radio Vaticano

Facebook, Google e sites de mídia social energicamente censuram conteúdos cristãos

Jeremy Kryn

MANASSAS, VA, EUA, 21 de setembro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Um novo estudo revelou que o Google e outros grandes sites de mídia social como Facebook de forma enérgica estão censurando as opiniões cristãs e conservadoras.
O relatório, conduzido pela Mídia Religiosa Nacional (MRN) e pelo Centro Americano de Lei e Justiça, examinou as políticas e práticas de várias grandes plataformas de comunicação da “nova mídia” interativa de internet e provedores de serviço de internet, inclusive a Apple e sua Loja de Aplicativos iTunes, Facebook, Google e outros.
O estudo revelou que algumas empresas de tecnologia da nova mídia estão de forma descarada banindo conteúdo cristão, e que todos os sites de mídia social, exceto o Twitter, têm políticas de liberdade de expressão que são mais restritivas do que os direitos de livre expressão garantidos na Constituição dos EUA.
De acordo com o estudo, sete grandes sites de mídia social baniram “expressões de ódio”, um termo que os autores do estudo apontam que “é muitas vezes aplicado na cultura para reprimir comunicadores cristãos”.
Os autores do estudo também revelaram que algumas das empresas de mídia reagem de forma favorável às exigências de grupos de pressão que pedem que as opiniões conservadoras ou cristãs sejam censuradas.
O estudo nota que quando estabeleceu novas normas para seu “Google para Uso Sem Fins Lucrativos” em março de 2011, o Google recusou colocar na lista “igrejas e outros grupos religiosos” que consideram “a religião ou orientação sexual em práticas de contratação”. As igrejas cristãs que solicitaram o software completo das ferramentas do Google produzidas para uso sem fins lucrativos foram rejeitadas.
Em outra ocasião o mais potente programa de busca do mundo inicialmente proibiu o Instituto Cristão Britânico de comprar espaço para um anúncio sobre aborto. O mecanismo de busca só permitiu o anúncio depois que o Instituto Cristão Britânico processou o Google.
Por duas vezes, a Apple removeu, de sua Loja de Aplicativos do iTunes, aplicativos que continham conteúdo cristão, documentou o estudo. Em ambos os exemplos, a Apple confessou que esses aplicativos tiveram acesso negado porque a Apple considerou as opiniões cristãs expressas nesses aplicativos como “ofensivas”.
“Dos 425.000 aplicativos disponíveis no iPhone da Apple, os únicos censurados pela Apple por expressarem opiniões normalmente legais foram aplicativos com conteúdo cristão”, comenta o estudo.
Por sua parte, o Facebook vem de forma pública fazendo parceria com ativistas homossexuais para “erradicar comentários anti-homossexualismo em sua plataforma”, revelou o relatório. “Tudo isso indica que conteúdos cristãos que critiquem a homossexualidade, o casamento de mesmo sexo ou práticas semelhantes estarão em risco de sofrer censura [por parte do Facebook]”, diz o estudo. Aliás, em alguns casos tais conteúdos já foram removidos pelo site de rede social.
Myspace, outro site de rede social semelhante, mas menos popular do que o Facebook, também tem uma política de banir conteúdo “homofóbico”.
A organização pró-vida Live Action tem enfrentando muitos casos de censura da nova mídia. Numa conversa com LifeSiteNews sobre o estudo da MRN, David Schmidt, diretor de meios de comunicação de Live Action, recordou uma ameaça de censura vinda do YouTube no começo deste ano.
“Fomos ameaçados no começo deste ano”, disse ele. “Depois que nosso advogado enviou uma carta ao YouTube, eles não removeram nossos vídeos. Felizmente, eles foram considerados como vídeos que ‘merecem ser publicados’, uma política padrão para todos os usuários”.
Schmidt disse que a maioria dos vídeos de Live Action foram rejeitados pelos Vídeos Promovidos pelo YouTube por causa “de alguma questão de conteúdo”.
Os autores do estudo da MRN apontam para o fato de que as atitudes das empresas da nova mídia para com os conteúdos cristãos são importantes, pois atualmente “algumas das gigantescas empresas da ‘nova mídia’ são os guardiões das novas plataformas de comunicação com base na internet”.
“Há um perigo real e presente de que essas empresas possam, e em alguns exemplos realmente tenham, feito o compromisso de censurar opiniões como consequência de seu controle exclusivo dessas tecnologias”.
Artigos relacionados:
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

BOLA DE FOGO - DESTRÓI CASAS EM BUENOS AIRES.

 AE


"Uma bola de fogo que vinha do céu". Esta foi a descrição dos moradores de Monte Grande, na Grande Buenos Aires, sobre a luz que ofuscou dezenas de pessoas hoje às 2:00 horas da madrugada. Na sequência, escutaram uma forte explosão. Ao sair de suas residências, assustados, viram que duas casas e um estabelecimento comercial haviam sido arrasados. A explosão matou Silvia Espinoza Infante, de 43 anos, além de ferir outras sete pessoas. Três automóveis jaziam entre os escombros com as rodas para cima. Astrônomos argentinos não descartavam que poderia tratar-se de um meteorito do tamanho de uma bola de futebol ou de um televisor. A divulgação de duas fotos amadoras que mostravam de forma difusa o clarão da “bola de fogo” no céu aumentou as especulações sobre o caso. Por precaução, as autoridades enviaram uma equipe para medir os níveis de radiação. A hipótese de uma explosão de gás na parte interna das casas foi descartada, já que os botijões estavam intactos entre os escombros. 

Anti-histamínicos chineses feitos com pó de bebê abortado


O monstruoso remédio chinês exibido pela TV
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Luis Dufaur
Documentário da cadeia de TV SBS, da Coréia do Sul, desvendou o esquema de empresas farmacêuticas chinesas para vender pílulas feitas com cinzas de bebês abortados como sendo anti-histamínicos.
A equipe da TV, segundo informa o jornal “International Business Times”, de San Francisco, mostrou que a verdade por trás da “pílula de bebê morto” é horrorosa e perturbadora.
Os hospitais e as clínicas abortistas estatais chinesas participam diretamente do macabro negócio, informando as empresas da morte de um bebê em decorrência de parto ou de aborto.
As empresas então compram os corpos das crianças e os guardam no freezer de alguma família para não causar suspeita.
O passo seguinte consiste num processo realizado secretamente. Nele os corpos são colocados num secador hospitalar de microondas até serem reduzidos a um pó básico, o qual a seguir é colocado em cápsulas para serem vendidas como anti-histamínico, explicou a equipe da SBS.
A mesma equipe comprou cápsulas de bebê morto e mandou fazer testes de DNA em seu conteúdo. Os resultados dos testes revelaram que o material encapsulado era humano numa proporção de 99,7%.
Os testes também encontraram restos de cabelo e unhas, e até o sexo do bebê pôde ser identificado.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O Papa ao Parlamento alemão: Não se pode prescindir de Deus nas lei


O Papa no Parlamento alemão ou Bundestag (imagem EWTN em español)
BERLIM, 22 Set. 11 / 03:06 pm (ACI/EWTN Noticias)

Diante de um abarrotado Parlamento alemão ou Bundestag aonde também esteve presente o bloco que tinha anunciado um boicote à viagem papal, Bento XVI deu um extenso discurso no qual explicou que é um erro prescindir de Deus nas leis porque Dele provém a dignidade inerente a todo ser humano, o que constitui a base para o direito.

Ao chegar ao Parlamento alemão o Santo Padre foi recebido com uma grande ovação de pé que durou vários minutos, por parte dos parlamentares presentes, bispos e líderes de outras confissões cristãs.

Aos parlamentares e demais presentes que seguiram com atenção seu discurso em um ambiente que se percebia espectador, o Papa tomou a passagem bíblica no que o rei Salomão pede a Deus sabedoria para discernir o bem do mal, para fazer uma reflexão sobre os fundamentos do direito.

Com este relato, disse Bento XVI, "a Bíblia quer indicar-nos o que deve, em última análise, ser importante para um político. O seu critério último e a motivação para o seu trabalho como político não devem ser o sucesso e menos ainda o lucro material. A política deve ser um compromisso em prol da justiça e, assim, criar as condições de fundo para a paz".

Seguidamente o Papa advertiu que quando esta perspectiva não está em um político, o Estado pode converter-se "no instrumento para a destruição do direito: tornara-se uma banda de salteadores muito bem organizada, que podia ameaçar o mundo inteiro e impeli-lo até à beira do precipício".

Por isso, precisou, "servir o direito e combater o domínio da injustiça é e permanece a tarefa fundamental do político. Servir o direito e combater o domínio da injustiça é e permanece sendo a tarefa fundamental do político".

Bento XVI disse logo que em muitos casos para legislar não é suficiente o consenso da maioria. Além disso, explicou, é necessário procurar o verdadeiramente justo, um assunto que atualmente "fez-se ainda mais difícil".

"Como se reconhece o que é justo? Na história, os ordenamentos jurídicos foram quase sempre religiosamente motivados: com base numa referência à Divindade, decide-se aquilo que é justo entre os homens. Ao contrário doutras grandes religiões, o cristianismo nunca impôs ao Estado e à sociedade um direito revelado, um ordenamento jurídico derivado duma revelação".

Mas, prosseguiu o Papa, o cristianismo "apelou para a natureza e a razão como verdadeiras fontes do direito; apelou para a harmonia entre razão objetiva e subjetiva, mas uma harmonia que pressupõe serem as duas esferas fundadas na Razão criadora de Deus".

Da relação entre os cristãos e o movimento filosófico e jurídico do século II antes de Cristo, "nasceu a cultura jurídica ocidental, que foi, e é ainda agora, de importância decisiva para a cultura jurídica da humanidade".

A partir deste vínculo pré-cristão entre direito e filosofia, precisou o Santo Padre, "parte o caminho que leva, através da Idade Média cristã, ao desenvolvimento jurídico do Iluminismo até a Declaração dos Direitos Humanos e depois à nossa Lei Fundamental alemã, pela qual o nosso povo reconheceu, em 1949, “os direitos invioláveis e inalienáveis do homem como fundamento de toda a comunidade humana, da paz e da justiça no mundo”".

O Papa advertiu logo que atualmente se vive uma espécie de retrocesso em que "a ideia do direito natural uma doutrina católica bastante singular, sobre a qual não valeria a pena discutir fora do âmbito católico, de tal modo que quase se tem vergonha mesmo só de mencionar o termo".

Depois de criticar a visão positivista que vê a natureza e a razão como meras coisas funcionais, o Papa explicou que com esta perspectiva a ética e a religião " devem ser atribuídas ao âmbito subjectivo, caindo fora do âmbito da razão no sentido estrito do termo. Onde vigora o domínio exclusivo da razão positivista – e tal é, em grande parte, o caso da nossa consciência pública –, as fontes clássicas de conhecimento da ética e do direito são postas fora de jogo.".

Bento XVI alertou também que "onde a razão positivista se considera como a única cultura suficiente, relegando todas as outras realidades culturais para o estado de subculturas, aquela diminui o homem, antes, ameaça a sua humanidade".

"Digo isto pensando precisamente na Europa, onde vastos ambientes procuram reconhecer apenas o positivismo como cultura comum e como fundamento comum para a formação do direito, enquanto todas as outras convicções e os outros valores da nossa cultura são reduzidos ao estado de uma subcultura".

Assim coloca-se a "Europa, face às outras culturas do mundo, numa condição de falta de cultura e suscitam-se, ao mesmo tempo, correntes extremistas e radicais".

"A razão positivista, que se apresenta de modo exclusivista e não é capaz de perceber algo para além do que é funcional, assemelha-se aos edifícios de cimento armado sem janelas, nos quais nos damos o clima e a luz por nós mesmos e já não queremos receber estes dois elementos do amplo mundo de Deus".

Ante esta postura, disse o Papa, é necessário "voltar a abrir as janelas" para que a razão e a natureza recuperem a profundidade que lhes é própria.

Depois de recordar a aparição do movimento ecologista nos anos 70, como expressão de um sinal de alarme de que algo não ia bem, e logo depois de precisar que com isto "não faço propaganda para um determinado partido político", Bento XVI disse que efetivamente a importância da ecologia é indiscutível, mas mais importante é a "ecologia do homem".

"Também o homem possui uma natureza, que deve respeitar e não pode manipular como lhe apetece.
O homem não é apenas uma liberdade que se cria por si própria. O homem não se cria a si mesmo", disse o Papa e foi interrompido pelos aplausos dos presentes.

O homem, continuou o Pontífice, é "espírito e vontade, mas é também natureza, e a sua vontade é justa quando ele escuta a natureza, respeita-a e quando se aceita a si mesmo por aquilo que é e que não se criou por si mesmo. Assim mesmo, e só assim, é que se realiza a verdadeira liberdade humana".

Bento XVI disse logo que "base da convicção sobre a existência de um Deus criador que se desenvolveram a ideia dos direitos humanos, a ideia da igualdade de todos os homens perante a lei, o conhecimento da inviolabilidade da dignidade humana em cada pessoa e a consciência da responsabilidade dos homens pelo seu agir".

"Estes conhecimentos da razão constituem a nossa memória cultural. Ignorá-la ou considerá-la como mero passado seria uma amputação da nossa cultura no seu todo e privá-la-ia da sua integralidade".

A cultura da Europa, assinalou o Papa, " A cultura da Europa nasceu do encontro entre Jerusalém, Atenas e Roma, do encontro entre a fé no Deus de Israel, a razão filosófica dos Gregos e o pensamento jurídico de Roma. Este tríplice encontro forma a identidade íntima da Europa".

"Na consciência da responsabilidade do homem diante de Deus e no reconhecimento da dignidade inviolável do homem, de cada homem, este encontro fixou critérios do direito, cuja defesa é nossa tarefa neste momento histórico".

Finalmente o Papa recordou novamente o rei Salomão, e disse que um político da atualidade deveria pedir a Deus "um coração dócil, a capacidade de distinguir o bem do mal e, deste modo, estabelecer um direito verdadeiro, servir a justiça e a paz".

Ao finalizar o discurso o Santo Padre foi novamente ovacionado durante vários minutos pelos parlamentares e saudou alguns deles para dirigir-se logo a um encontro privado com líderes judeus e depois ao Estádio Olímpico onde celebrou uma multitudinária Missa

O Papa na Missa em Berlim: Vivam unidos a Cristo e à Igreja para dar alegria e amor ao mundo


BERLIM, 22 Set. 11 / 03:07 pm (ACI/EWTN Noticias)

Perante um Estádio Olímpico totalmente cheio e em meio de um ambiente de festa, o Papa Bento XVI animou os católicos a permanecerem sempre unidos a Cristo na Igreja, que é "o mais belo dom que Deus deu de presente aos homens", para dar alegria e amor ao mundo.

Ao começar a Missa sob a chuva, os milhares de assistentes incluindo as autoridades políticas alemãs, entoaram o canto inicial que acompanhou a procissão de entrada. Seguidamente o Arcebispo de Berlim, Dom Rainer Woelki disse ao Papa: "Bem-vindo a Berlim, bem-vindo à Alemanha", frase que foi celebrada por uma grande ovação.

O jovem Prelado, que foi recentemente nomeado para Berlim e que é conhecido por seu dinamismo, disse a Bento XVI "é uma grande honra para a nossa terra recebê-lo". "Conte com o compromisso dos católicos apesar de ser uma minoria na sociedade", disse logo o bispo que foi aplaudido pelo Papa.

O Santo Padre recebeu como presente uma cópia de uma janela original das prisões aonde estiveram os mártires condenados pelo regime totalitário, e um capacete branco de operário, assinado por alguns coroinhas que lhe entregaram este presente.

O Papa por sua parte deu de presente ao Arcebispo um majestoso cálice e uma patena, para mostrar a importância da liturgia.

A homilia do Papa

Em sua homilia, e já sem a chuva que caiu ao início da Missa, sentado na Cadeira de onde fez sua reflexão, Bento XVI expressou sua alegria por ver o estádio cheio, motivo para ele de "alegria e confiança".

O Papa recordou brevemente a João Paulo II que visitou Berlim 15 anos atrás e logo iniciou sua meditação sobre a parábola da videira e dos ramos do Evangelho de João.

"Na parábola da videira, Jesus não diz: «Vós sois a videira»; mas: «Eu sou a videira, vós os ramos». Isto significa: «Assim como os ramos estão ligados à videira, assim também vós pertenceis a Mim! Mas, pertencendo a Mim, pertenceis também uns aos outros». E, neste pertencer um ao outro e a Ele, não se trata de qualquer relação ideal, imaginária, simbólica, mas é – apetece-me quase dizer – um pertencer a Jesus Cristo em sentido biológico, plenamente vital".

"É a Igreja, esta comunidade de vida com Ele e de um para o outro, que está fundada no batismo e se vai aprofundando cada vez mais naEucaristia. «Eu sou a videira verdadeira»: isto na realidade, porém, significa: «Eu sou vós, e vós sois Eu» - uma identificação inaudita do Senhor conosco, a sua Igreja", afirmou.

Depois de recordar que é "a Jesus que ferem as perseguições contra a sua Igreja. E, ao mesmo tempo, não estamos sozinhos quando somos oprimidos por causa da nossa fé. Jesus está conosco", Bento XVI ressaltou que "Deus quer arrancar de nosso peito o coração morto, de pedra, para nos dar um coração vivo, de carne".

O Papa se referiu logo ao olhar de alguns da Igreja como uma "organização mais em uma sociedade democrática" que muitas vezes é apenas vista pelo negativo com o qual "já não se revela o mistério grande e profundo da Igreja".

O Pontífice disse logo que ante a possibilidade de estar unido ou não a Cristo, cada um deve tomar uma decisão. "A escolha aqui pedida faz-nos compreender, de modo insistente, o significado existencial da nossa opção de vida. Ao mesmo tempo a imagem da videira é um sinal de esperança e confiança".

"Ao encarnar-Se, o próprio Cristo veio a este mundo para ser o nosso fundamento. Em cada necessidade e aridez, Ele é a fonte que dá a água da vida que nos sacia e fortalece. Ele mesmo carrega sobre Si todo o pecado, medo e sofrimento e, por fim, nos purifica e transforma misteriosamente em vinho bom".

Ante os sofrimentos, disse logo o Papa, "Deus sabe transformar em amor mesmos as coisas pesadas e acabrunhadoras da nossa vida. Importante é «permanecermos» na videira, em Cristo".

“No nosso tempo de inquietação e indiferença, em que tanta gente perde a orientação e o apoio; em que a fidelidade do amor nomatrimônio e na amizade se tornou tão frágil e de breve duração; em que nos apetece gritar, em nossa necessidade, como os discípulos de Emaús: «Senhor, fica connosco, porque anoitece, sim, é escuro ao nosso redor!»; aqui o Senhor ressuscitado oferece-nos um refúgio, um lugar de luz, de esperança e confiança, de paz e segurança".

"Onde a secura e a morte ameaçam os ramos, aí, em Cristo, há futuro, vida e alegria", assegurou.

"Permanecer em Cristo significa, como já vimos, permanecer na Igreja. A comunidade inteira dos crentes está firmemente unida em Cristo, a videira. Em Cristo, todos nós estamos conjuntamente unidos. Nesta comunidade, Ele sustenta-nos e, ao mesmo tempo, todos os membros se sustentam uns aos outros".

O Papa Bento XVI sublinhou também que "A Igreja é o dom mais belo de Deus. Por isso, diz Santo Agostinho, «cada um possui o Espírito Santo na medida em que ama a Igreja de Cristo». Com a Igreja e na Igreja, podemos anunciar a todos os homens que Cristo é a fonte da vida, que Ele está presente, que é a realidade grande por que anelamos. Dá-Se a Si mesmo".

"Quem crê em Cristo, tem um futuro. Porque Deus não quer aquilo que é árido, morto, artificial, e que no fim é deitado fora, mas quer as coisas fecundas e vivas, a vida em abundância".

Finalmente o Santo Padre expressou seu desejo de que todos descubram "cada vez mais profundamente a alegria de estar unidos com Cristo na Igreja, que possais encontrar nas vossas necessidades conforto e redenção e que vos torneis cada vez mais o delicioso vinho da alegria e do amor de Cristo para este mundo. Amém". 

domingo, 18 de setembro de 2011

Milagres de São Domingos com o Rosário.


São Domingos de Gusmão, Duquesne University

Milagres obtidos por meio do Santíssimo Rosário, transcritos por São Luís Maria Grignion de Montfort.

Certa vez, São Domingos pregava a devoção do Rosário em Carcassone. Um herege zombava do Rosário e dos milagres, o que impedia a conversão dos hereges. Deus permitiu, para castigá-lo, que 15.000 demônios se apossassem dele. Seus parentes o levaram a São Domingos, para livrá-lo dos demônios.

O Santo insistiu para que todos rezassem o Rosário em voz alta. A cada Ave Maria a Santíssima Virgem fazia sair 100 demônios do corpo desse herege, em forma de carvões acesos.

Depois que foi curado, abjurou todos os seus erros e converteu-se, juntamente com outros amigos seus, tocados com a força do Rosário.

A recompensa para aqueles que por seu exemplo atraem outros a esta devoção é enorme. O Rei Afonso, de Leão e Galícia, desejando que todos os criados louvassem a Ssma. Virgem Maria com esta devoção, usava ostensivamente o Rosário, porém ele mesmo não rezava. No entanto, todos os súditos rezavam. Caindo em grave enfermidade, e quando todos o acreditavam morto, foi transportado em espírito ao terrível tribunal de Cristo. Viu ali todos os demônios, que o acusavam de seus crimes e pecados.

Nossa Senhora do Rosario, AndaluziaQuando já pensava estar condenado, apareceu a Ssma. Virgem Maria em seu favor. Trouxeram então uma balança, onde de um lado foi colocado todo o peso de seus pecados.

No entanto Nossa Senhora colocou no outro lado o enorme rosário que ele carregava na cintura, e este pesava bem mais do que os pecados.

Nossa Senhora disse-lhe então: "Obtive isto de meu bom Filho. Como recompensa pelo pequeno serviço que fizeste, carregando na cintura o Rosário, a tua vida será por alguns anos prolongada. Emprega-os bem e faze penitências".

O rei, voltando a si, disse: "Oh! Bendito o Rosário, que me livrou das penas eternas". Passou o resto da vida com grande devoção ao Rosário, rezando-o todos os dias.

D. Pero, primo de São Domingos, levava uma vida muito devassa. Sabendo que muitos ouviam os sermões de seu santo primo, resolveu ouvi-lo também. Ao vê-lo, durante o sermão, S. Domingos empenhou-se para fazer ver ao primo o estado lamentável em que este se encontrava. Empedernido no pecado, não se converteu.

São Domingos de Gusmão, Fra AngelicoNo dia seguinte, São Domingos vendo-o entrar novamente, para tocar seu coração endurecido resolveu fazer algo de extraordinário. E gritou em alta voz: "Senhor Jesus, fazei ver a todos desta igreja o estado em que se encontra este homem que acaba de entrar".

Os fiéis, voltando-se para D. Pero, viram-no rodeado de uma multidão de demônios em formas de animais horríveis, que o prendiam a correntes de ferro. Horrorizados, tentaram fugir, mas, impedidos por S. Domingos, permaneceram na igreja.

Ele então prosseguiu: "Conhece, desgraçado, o deplorável estado em que te encontras. Ajoelha-te aos pés da Ssma. Virgem, toma este Rosário e reza-o com arrependimento e devoção, e muda a tua vida".

Ele se pôs de joelhos, rezou o Rosário e sentiu o desejo de confessar-se. O Santo o atendeu em confissão e instou-o a rezar o Rosário todos os dias. Na saída, da cara assustadora com que antes entrara, nem resquícios havia. Pelo contrário, brilhava como a de um anjo. E assim morreu.

Em Roma havia uma fervorosa senhora cuja piedade edificava até os mais austeros monges. Certa vez foi confessar-se com S. Domingos, que lhe impôs como penitência rezar um Rosário, e depois aconselhou-a rezá-lo todos os dias de sua vida. Ela resmungou que rezava muitas outras orações, que não gostava do Rosário, e que já fazia muitas penitências.

Virgem do Rosário, MexicoSão Domingos insistiu até que, irritada, ela saiu do confessionário. Um dia, estando em oração, ela foi arrebatada em êxtase, e sua alma foi obrigada a comparecer diante do supremo Juiz. São Miguel apresentou uma balança, onde de um lado colocou todas as suas penitências e outras orações, e de outro lado seus pecados e imperfeições.

O prato das boas obras não conseguiu contrabalançar o outro. Alarmada, recorreu a Nossa Senhora, pedindo misericórdia. A Ssma. Virgem colocou sobre a balança das boas obras um único Rosário, que ela havia rezado por penitência. Foi tão grande o peso, que venceu o dos pecados. Foi repreendida pela Ssma. Virgem, por não haver seguido o conselho do seu servidor Domingos, de rezar o Santo Rosário todos os dias.

Quando voltou a si, foi ajoelhar-se diante de S. Domingos, contou o ocorrido, pediu-lhe perdão pela sua incredulidade e prometeu rezar o Rosário todos os dias. Chegou por este meio à perfeição cristã, à glória eterna.

São Domingos, ao visitar Santa Branca de Castela, Rainha de França casada havia doze anos, mas ainda sem filhos, aconselhou-a a rezar o Rosário. Ela assim o fez, e nasceu Felipe, seu primogênito, que cedo morreu. Além de redobrar as orações, ela distribuiu rosários por todo o Reino. Deus a cumulou de graças, e no ano de 1215 veio ao mundo São Luís, glória da Cristandade e modelo dos reis católicos.

Fonte: http://oracoesemilagresmedievais.blogspot.com 

Nova Sodoma




Gabriel Ferreira
Segundo o portal de notícias “Opera Mundi” da UOL, do dia 10 de setembro de 2011, a cidade de Moclinejo, na Espanha, poderá ser a primeira “Cidade [homossexual]” do mundo.
Em janeiro de 2012 será realizado um referendo entre os 1.274 habitantes de Moclinejo, situada na região espanhola de Málaga, para saber se a cidade adotará o título de “Cidade [homossexual]”.
Entre as propostas do idealizador da ideia, Javier Checa, estão a de pintar todas as construções de rosa, a criação de um parque onde “casais homossexuais” poderiam ter relações sexuais e a alteração dos nomes das ruas para os de conhecidos artistas homossexuais.
E, segundo o jornal La Opinión de Málaga, a maioria da Câmara Municipal de Moclinejo já apoia a iniciativa, com ressalvas apenas à alteração das cores das casas.
“Estamos a somente 10 quilômetros das praias. Além disso, as pessoas da cidade são muito acolhedoras e aceitarão Moclinejo como uma cidade oficialmente [homossexual]”, afirmou o prefeito de Moclinejo, Antonio Muñoz, ao jornal.
A título de sugestão, por que não alterar também o nome dessa cidade para “Nova Sodoma”? Quem sabe ela tenha o mesmo fim que Sodoma e Gomorra…

Fonte:http://www.ipco.org.br

Site Oficial da JMJ Rio já está no ar!
Dom Orani tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro,  foi quem deu o anúncio no Bote Fé que acontece neste domingo na Cidade Paulistana, primeira arquidiocese a receber a cruz da JMJ no Brasil.
No site você encontrará toda a cobertura da cruz peregrina da JMJ em todas as dioceses do território nacional.
É um canal de comunicação entre os jovens e a equipe de organização, um canal interativo, um espaço para os internautas brasileiros e de todo o mundo, já que o site será traduzido em diversas línguas.
Jovens brasileiros e de todas as nações serão motivados a enviarem material sobre a JMJ. Esta interação fará com que o internauta alimente o site enviando vídeos, fotos, textos com temática jovem.
O site comporta ainda dicas de passeios turísticos pela cidade maravilhosa que sediará a JMJ.
No www.jmjrio2013.com há também um espaço para inscrições de voluntariado e hospedagens. Tudo para que haja uma organização prévia.
Um dos objetivos é dar a conhecer a cultura brasileira, a diversidade regional presente num país que é quase um continente, por isso tão rico na sua pluralidade. No site conheceremos a face do jovem que estará presente na JMJ.
Interaja, seja um jovem conectado, ferramentas de mídias sociais também serão utilizadas pelos internautas.
Fonte:http://destrave.cancaonova.com

Mais de 100 mil pessoas recebem a cruz e o ícone da JMJ


Ao som de “Emanuel” - hino da Jornada Mundial da Juventude em Roma (2000) - cerca de 100 mil pessoas receberam hoje a cruz e o ícone da Jornada Mundial da Juventude numa grande festa no Campo de Marte, em São Paulo. Os símbolos do maior evento da comunidade cristã mundial foram carregados por jovens, repetindo o gesto sempre realizado nos países que sediam a Jornada.
Acompanhados pelas bandeiras dos estados do Brasil, o ícone e a cruz foram conduzidos até o altar no início da celebração eucarística, ponto ápice do Bote fé, evento realizado durante todo o dia, com apresentações de cantores católicos de todo o país. A festa marca o início dos preparativos para a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em 2013.
Autoridades eclesiásticas e civis e dezenas de sacerdotes estiveram reunidos no evento que reuniu caravanas de diversos estados participaram da missa presidida pelo arcebispo de São Paulo. Dom Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, afirmou que a instituição se alegra com a presença tão significativa dos jovens do Brasil. “Somos gratos ao santo padre por escolher o Brasil o país sede da JMJ. É com Cristo ressuscitado e com Nossa Senhora que venceremos. Que a juventude eterna de Maria nos encoraje a perseverar no seguimento a Jesus Cristo. Vocês jovens são a esperança do Brasil, os sentinelas do amanhã”, afirmou.
O núncio apostólico do Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, falou sobre o sentido da cruz para a fé cristã. “A cruz não é um simples objeto de madeira, é Cristo que passa. Ao percorrer as dioceses do Brasil, será o próprio Cristo a santificar o seu povo. Alegrem-se de serem privilegiados por receberem o símbolo maior de nossa fé.”
Dom Odilo, em sua homilia, afirmou que através da cruz Cristo se colocou ao lado do homem, se fez servo de todos, padeceu com eles para se fazer presente em suas angústias. A cruz é o simbolo de quem entrega a vida pelos que ama. Mesmo aqueles que não o conhecem ou rejeitam o Seu amor. No nosso batismo somos assinalados com o sinal da cruz, colocamos um crucifixo também nas nossas Igrejas, nas nossas casas, no trabalho... É o sinal da nossa pertença a Cristo.”
A cruz recebida hoje pela Arquidiocese de São Paulo é a mesma que João Paulo 2º entregou aos jovens em 1984 para que em torno dela se reunissem os jovens em preparação para as JMJ. Ocasião em que pediu que sempre se fizesse memória de quem só na cruz de Cristo existe redenção e vida. O ícone de Nossa Senhora passou a acompanhar a cruz em 2003.
“Nesse tempo de preparação para 2013, Jesus missionário e Nossa Senhora da Visitação irão ao encontro dos jovens de todo Brasil e dos países da América Latina. Até 2013 viveremos um tempo favorável de evangelização, momento de envolver os jovens na vida da Igreja, de transmitir o patrimônio da fé às novas gerações”, concluiu Dom Odilo.
No final da celebração, dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar de São Paulo e coordenador geral do Bote Fé em São Paulo, manifestou a alegria do Setor Juventude da Arquidiocese por viver um momento tão importante para a Igreja no Brasil e agradeceu a todos os que colaboraram para a realização do da festa de acolhida dos símbolos da JMJ. Em seguida, dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, lançou oficialmente o site a as redes sociais da JMJ Rio 2013.
Depois da missa, seguem as apresentações musicais até as 21h, quando a Cruz da JMJ e o Ícone de Nossa Senhora seguem para a Catedral da Sé, iniciando a peregrinação pela Arquidiocese de São Paulo.

Fonte: Arquidiocese de São Paulo

sábado, 17 de setembro de 2011

CARDEAL DE VIENA ELEVA TOM CONTRA REVOLTA DE PADRES


O chefe da comunidade Católica Romana de Viena descartou grandes mudanças exigidas pelos sacerdotes dissidentes e disse que poderia haver "grave conflito" se eles desafiarem o ensinamento da Igreja sobre o celibato ou dar a comunhão aos divorciados novamente casados.
O cardeal de Viena, Christoph Schoenborn, disse que não provocaria um cisma com os líderes do Vaticano ao permitir que os sacerdotes violem regras da Igreja Católica, depois que um grupo de padres emitiu o manifesto "Chamada à Desobediência" para tentar pressionar a reforma.
Em entrevistas a rádio e televisão austríacas durante o final de semana, Schoenborn apoiou o celibato dos padres, a limitação da ordenação a homens e a preservação do casamento como um compromisso para toda a vida.
"Se na nossa diocese aqui eu saio da sintonia com a comunidade da Igreja Católica, então eu iria liderar um cisma em nossa diocese. Eu não estou pronto para isso e acho que nenhum bispo austríaco está pronto para isso", disse ele no sábado.
Na noite de sexta-feira, ele novamente advertiu sacerdotes dissidentes que enfrentarão consequências se prosseguirem com a revolta.
"Trata-se de ações que claramente contradizem a doutrina católica sobre a fé, então elas podem levar a um sério conflito", disse ele, acrescentando que não é tarde demais para chegar a um acordo numa segunda rodada de conversações, prevista ainda para este ano.
"Todas as possibilidades estão abertas. Conto com o diálogo e a cooperação", disse ele.
Dissidentes liderados pelo pároco Helmut Schueller emitiram o manifesto e dizem esperar que a campanha convença Schoenborn a promover as reformas com o Papa Bento 16 e o Vaticano.
Os dissidentes, que possuem amplo apoio público nas pesquisas de opinião, dizem que vão quebrar as regras da Igreja, dando a comunhão aos protestantes e católicos divorciados novamente casados ou permitindo que leigos preguem e chefiem paróquias sem padre.
 Fonte: Terra

Estado controlador: governo inglês junta base de dados de crianças de 3 anos de idade que são “homofóbicas” e “racistas”

Kathleen Gilbert
LONDRES, Inglaterra, 15 de setembro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Crianças até de três anos de idade estão sendo registradas num banco de dados governamental como “racistas” ou “homofóbicas” por usarem palavras que são interpretadas pelos professores como politicamente incorretas.
Entre os anos de 2008 e 2009, foram registrados incidentes envolvendo crianças em idade de escola maternal, as quais são monitoradas pelas leis contra “discurso de ódio” instituídas durante o governo [socialista] trabalhista, de acordo com estatísticas obtidas pelo Clube Manifesto, uma organização de direitos civis.
Os incidentes registrados incluíam um aluno chamando outro aluno de “cabeça de brócolis”, que foi considerado racista, e outra controvérsia “homofóbica” entre alunos de escola primária que chamaram uns aos outros de “gays” e “lésbicas”. Outro aluno foi considerado homofóbico por dizer a um professor que uma tarefa escolar era “gay”.
Quase 100% dos incidentes registrados envolviam apenas xingamentos, sem nenhum contato ou violência física.
Em seu relatório sobre os números, o Clube Manifesto reivindicou que as leis de denúncia de “discurso de ódio” sejam abolidas, dizendo que essas políticas “trivializam os problemas reais do racismo e homofobia, e em nada ajudam para atingir a meta nobre da igualdade”.
“Há um mundo todo de diferença entre abuso racista e briguinhas de palavras nos pátios de escola primária — nublar essa diferença em nada ajuda a atingir a igualdade”.
Um total de 34.000 crianças, nas palavras de uma reportagem do jornal Daily Mail, foram “de maneira impressionante classificadas como preconceituosas por causa de normas anti-bullying”. Os registros, que as escolas são forçadas a submeter às autoridades educacionais governamentais, são mantidos quando as crianças passam de séries ou se transferem de escolas, e poderiam em teoria ser acessados por um futuro empregador ou universidade.
De acordo com o Daily Mail, o Ministério de Educação respondeu à reportagem dizendo: “Os pais esperam que os diretores de escola adotem uma linha de ação muito dura contra qualquer conduta medíocre e reprimam todo bullying — é por isso que estamos fortalecendo a autoridade para os professores imporem disciplina. Cabe às próprias escolas exercerem seu próprio bom senso e discernimento profissional acerca do melhor jeito de enfrentar os que comentem bullying”.
“As crianças precisam de espaço para brincar e aprender o significado das palavras, sem serem denunciadas às autoridades educacionais locais”, disse o relatório do Clube Manifesto. “Essas políticas são uma intervenção indevida no pátio de recreio das escolas, e mina a autoridade dos professores de estabelecer um exemplo moral para as crianças e ensiná-las a diferença entre certo e errado”.

O aborto é contrário às mulheres e à natureza, afirma perita


Um artigo difundido pelo site do Centro Bioética, Pessoa e Família, na Argentina no dia 12 de setembro, alertou que o aborto é uma prática contrária não só à vida, mas também à natureza humana e às mulheres.

O artigo titulado "O aborto legal e a falsa liberdade da mulher", escrito pela especialista María Martínez Gouguet, afirma que "enquanto a lei que proíbe o aborto se apresenta como um limite objetivo que também defende a mãe, a existência de uma suposta ‘liberdade’ para abortar deixa mais vulnerável a mulher ante as pressões que possa sofrer".

Nesse sentido, o que se apresenta como um novo "direito" para a mulher, "pode converter-se em um instrumento de pressão utilizado por aqueles que vejam a criança como uma ameaça para seus interesses", destaca a autora.

"Se for despenalizado o aborto, o resultado obtido seria um contexto social no qual a mulher, além de passar pela gravidez como passo prévio a ter um filho, terá que saltar um novo obstáculo: a existência da possibilidade de abortar", afirma.

A nota de Martínez reitera que se for despenalizado o aborto, o resultado seria um contexto em que a mulher estaria condicionada por fatores externos que a induziriam a tomar a decisão de abortar.

Com a lei e com as pressões de alguns setores, explica, a vontade das mulheres "pode ver-se condicionada por fatores externos que imporão uma decisão contrária à vida. Contrária à vida de seu filho, contrária à natureza e contrária a ela mesma". 

"Por isso, corresponderia ao legislador perguntar se é um direito sobre o qual se está debatendo ou uma ferramenta de injustiça que vai ser aplicada não só contra a criança mas também contra sua mãe", conclui.

O Centro de Bioética, Pessoa e Família, conforme assinala sua página Web, tem como missão a investigação e difusão das problemáticas das novas biotecnologias aplicadas à pessoa humana; além de incorrer em debates públicos sobre o valor e a dignidade da vida humana, a proteção do matrimônio entre homem e mulher e a família.


Fonte: ACI DIGITAL

O Papa recorda que só Deus restitui humanidade ante a "bestialidade" da violência


Em sua habitual catequese das quartas-feiras, o Papa Bento XVI ofereceu uma reflexão sobre o Salmo 22 –que contém o grito de Jesus na cruz "Meu deus, Meu deus, por que me abandonaste?" – e recordou que Deus nunca abandona o homem que sofre e restitui a humanidade dos violentos.

As dramáticas imagens deste Salmo servem para dizer que "quando o homem torna-se brutal e agride o irmão, algo de animalesco toma conta dele, parece perder toda a aparência humana; a violência tem sempre em si algo de bestial e somente a intervenção salvífica de Deus pode restituir o homem à sua humanidade", afirmou o Papa ante milhares de peregrinos congregados na Praça de São Pedro para a habitual Audiência Geral.

O Santo Padre acrescentou, que “é o Salmo 22, segundo a tradição hebraica, 21 segundo a tradição greco-latina, uma oração dolorosa e tocante, de uma densidade humana e riqueza teológica que o tornam um dos Salmos mais rezados e estudados de todo o Saltério".

O Salmo "apresenta a figura de um inocente perseguido e circundado por adversários que desejam a sua morte; e ele recorre a Deus em um lamento doloroso que, na certeza da fé, abre-se misteriosamente ao louvor".

"Deus silencia-se, e esse silêncio lacera a alma do orante, que incessantemente chama, mas sem encontrar resposta. Os dias e as noites sucedem, em uma busca inestancável de uma palavra, de um auxílio que não vem; Deus parece tão distante, tão esquecido, tão ausente. A oração pede escuta e resposta, solicita um contato, busca uma relação que possa dar conforto e salvação.", explicou o Papa.

Neste sentido, esclareceu que "não obstante toda a aparência, o Salmista não pode crer que o vínculo com o Senhor tenha sido interrompido totalmente; e, enquanto questiona o porquê de um presunto abandono incompreensível, afirma que o "seu" Deus não pode o abandonar".

O Pontífice recordou que "o grito inicial do Salmo, "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?", é reportado pelos Evangelhos de Mateus e de Marcos como o grito lançado por Jesus morrendo na cruz".

"E porque, no costume hebraico, citar ao início de um Salmo implicava uma referência a todo o poema, a oração agonizante de Jesus, ainda que mantendo a sua carga de indizível sofrimento, abre-se à certeza da glória", acrescentou.

Ante a dor física e "Sob os golpes zombeteiros da ironia e da provocação, parece quase que o perseguido perde as próprias conotações humanas, como o Servo sofredor esboçado no Livro de Isaías. E como o justo oprimido do Livro da Sabedoria, como Jesus no Calvário, o Salmista coloca em questão o seu relacionamento com o seu Senhor, no realce cruel e sarcástico disto que o está fazendo sofrer: o silêncio de Deus, a sua aparente ausência".

Logo, "o lamento torna-se, então, súplica do coração: "Não fiqueis longe de mim, pois estou atribulado; vinde para perto de mim, porque não há quem me ajude" (v. 12). A única proximidade que o Salmista percebe e que o espanta é aquela dos inimigos. É, portanto, necessário que Deus se faça próximo e socorra, porque os inimigos circundam o orante, cercam-no, e são como touros numerosos, como leões que abrem suas fauces para rugir e arrebatar", acrescentou o Papa.

Entretanto, no Salmo 22 "e o lamento transforma-se, cede lugar à oração no acolhimento da salvação: "Então, anunciarei vosso nome a meus irmãos, e vos louvarei no meio da assembleia". Assim, o Salmo abre-se à ação de graças, ao grande hino final que envolve todo o povo, os fiéis do Senhor, a assembleia litúrgica, as gerações futuras".

“O Senhor vem em auxílio, salvou o pobre e lhe mostrou o seu rosto de misericórdia. Morte e vida se entrecruzam em um mistério inseparável, e a vida triunfou, o Deus da salvação se mostrou no Senhor de modo incontestável, tanto que todos os confins da terra O celebrarão e diante d'Ele todas as famílias dos povos se prostrarão. É a vitória da fé, que pode transformar a morte em dom da vida, o abismo do dor em fonte de esperança".

O Papa recordou que "este Salmo nos levou sobre o Gólgota, aos pés da cruz de Jesus, para reviver sua paixão e compartilhar a alegria fecunda da ressurreição".

"Deixemo-nos, portanto, invadir pela luz do mistério pascal também na aparente ausência de Deus, também no silêncio de Deus, e, como os discípulos de Emaús, aprendamos a discernir a verdadeira realidade para além das aparências, reconhecendo o caminho da exaltação exatamente na humilhação, e o pleno manifestar-se da vida na morte, na cruz. Assim, recolocando toda a nossa confiança e a nossa esperança em Deus Pai, em cada angústia, possamos rezar também nós a Ele com fé, e o nosso grito de súplica se transforme em canto de louvor.".

Ao final da catequese o Papa dirigiu umas palavras aos peregrinos lusoparlantes: “Dirijo a minha saudação amiga aos membros da União Missionária Franciscana, vindos de Portugal, aos brasileiros do Grupo Vocacional e a todos os demais peregrinos lusófonos aqui presentes. Neste dia da Exaltação da Santa Cruz, deixemo-nos invadir pela luz do mistério pascal, para reconhecermos o caminho da exaltação precisamente na humilhação, colocando toda a nossa esperança em Deus, e assim o nosso grito de ajuda transformar-se-á em cântico de louvor. E que a bênção de Deus desça sobre vós e vossas famílias!”

Fonte: ACI